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Barco de apoio será ‘anjo da guarda’ no Desafio Santos-Rio de HPE

O bote de dez metros vai zelar pelos oito tripulantes, divididos em dois pequenos veleiros sem cabine, na inédita aventura da Regata Santos-Rio

São Paulo (SP) – A proposta inédita de aproveitar a mais tradicional regata oceânica do País para velejar de Santos ao Rio em um barco da classe HPE 25, inclui os riscos naturais de uma aventura esportiva que sofre a interferência da natureza. A experiência do atleta e o cuidado no planejamento tornam-se indispensáveis para que as eventuais situações de risco sejam superadas ou até mesmo evitadas. Será exatamente essa a função do bote de apoio no Desafio Santos-Rio de HPE. 

Os dois veleiros de apenas 25 pés são muito eficientes nas regatas costeiras. Para a navegação das 220 milhas náuticas entre os Iates Clubes de Santos e do Rio de Janeiro, foi preciso uma autorização especial da Marinha do Brasil, que exigiu, inclusive, a escolta de um barco de apoio. A ausência de cabine nos dois pequenos veleiros amplia a dimensão do Desafio. Os barcos devem deixar o Iate Clube de Santos, no Guarujá, por volta das 10h de sábado (26). A largada da 63ª Santos-Rio está prevista para o meio-dia na baía de Santos. 

O bote da marca Zonda (empresa que apoia o projeto), tem 30 pés e dois motores de 135 hp cada. O piloto será o juiz internacional de regatas Cuca Sodré, ciente de que o suporte pode ser o fator decisivo para o sucesso da travessia. “Será como um acampamento em mar aberto, sem direito a fogo para aquecer o alimento, sem banheiro e sem equipamentos de navegação. Eles vão levar apenas os itens de segurança exigidos pela Marinha, como material de primeiros socorros, água e comida para as primeiras 24 horas. Embarcarei a maior parte do provimento no bote, assim como o combustível suficiente para tocarmos até o Rio”. 

Cuca pretende permanecer a uma distância segura em relação aos dois veleiros a fim de mantê-los preferencialmente no visual desde a largada até a chegada no Rio de Janeiro. “A estratégia é de que ambos velejem sempre lado a lado e que não se afastem muito da costa. É uma questão de segurança. Se houver uma quebra, preciso estar por perto. Vamos falar por rádio de duas em duas hortas durante o dia e de uma em uma hora à noite. A Marinha exigiu a instalação de um rádio em cada veleiro para que os tripulantes atendam aos chamados dos iates clubes de Santos, Ilhabela e Rio de Janeiro, durante a checagem de posições da flotilha ao longo do percurso”. 

Pizza no maçarico e roupa molhada – O piloto do bote que vai atuar como ‘anjo da guarda’ dos velejadores sabe que as características do HPE 25 podem provocar um desgaste físico e mental que exigirá paciência e espírito de equipe a bordo. “O convés do HPE está a apenas 40 cm da superfície, é como se a tripulação estivesse na água. Dependendo das condições do mar, é água na cara o tempo todo. Quando você já está cansado, molhado, sem poder dormir e nem se alimentar direito, é muito fácil ficar estressado. Quando um barco tem cabine é diferente. Quem está mais irritado, desce, dorme um pouco e logo melhora”, analisa o experiente Cuca. 

Na pequena abertura no cockpit do HPE, que permite acesso ao interior do casco, mal cabe um tripulante. Um colchonete impermeável ficará nesse interior à disposição dos velejadores para uma tentativa de que pelo menos um dos quatro tripulantes possa arriscar um cochilo no revezamento de turnos a cada três ou quatro horas. “Espero que concluam a regata em 48 horas. O sonho dourado seria um vento sudoeste em torno de 15 nós (quase 30 km/h). A velejada em popa ficaria mais confortável e mais rápida. Torço para que não chova. Até porque estou levando um cinegrafista, mas como o bote também não tem cabine, o jeito é levar um guarda-sol bem grande, roupa de tempo e muita pizza passada no maçarico culinário, único recurso para se ingerir o alimento levemente aquecido”, projeta o bem humorado Cuca. 

Os tripulantes seguem para o Desafio divididos de forma homogênea entre os dois veleiros. O W. Truffi/SER Glass, com o comando de Marcelo Bellotti, terá Eduardo Molina, Marcos Hurodovich e Juan de La Fuente. Luiz Rosenfeld, comandante do W. Truffi/Suzuki, estará ao lado de Marcelo Gomes, Sérgio Rocha e Juninho de Jesus. 

Da Local

um comentário Comente
  1. Victor Neubern #

    Este será um grande desafio, aliás, inédito. Boa sorte e sucesso aos tripulantes dos HPE 25, assim como ao Cuca no bote de apoio, cujo desafio não será menor.

    23/10/2013

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