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Juju Senfft x Gigante Haddad na final do Match Race Brasil 2013

O time de Juliana Senfft decide o título, neste domingo, diante do favorito Henrique Haddad, bicampeão da competição

Depois de muita disputa na Guanabara o Match Race Brasil vai ter sua primeira final entre homens e mulheres em 11 anos de vento.

Depois de muita disputa na Guanabara o Match Race Brasil vai ter sua primeira final entre homens e mulheres em 11 anos de vento.

Uma decisão inédita entre homens e mulheres. Assim será a final do Match Race Brasil 2013, neste domingo (1/12), a partir das 10 horas, reunindo as equipes do Iate Clube do Rio de Janeiro, comandado por Henrique Haddad, o Gigante, que busca o tricampeonato na competição, e a da Iate Clube Brasileiro, de NIterói, liderada por Juliana Senfft. As disputas, barco contra barco, estão sendo realizadas na raia em frente à praia do Flamengo, no Rio de Janeiro, com veleiros da classe J24.

A vitória da tripulação de Juliana, que ocupa a 12ª colocação no ranking mundial feminino de match race, tirou a chance da sonhada dobradinha da família Haddad na decisão. Na semifinal, em uma melhor de três, o Iate Clube Brasileiro levou a melhor sobre o time do Clube Desportivo da Marinha, de Felipe Haddad, irmão mais novo de Gigante, por 2 a 1. Juliana e cia. já haviam conseguido a primeira vitória do dia sobre o Rio Yacht Club, de Renata Decnop, o que garantiu ao grupo a vaga na semifinal.

“Começamos muito bem o dia e, na semifinal, fomos bastante agressivas durante toda a disputa, já que o vento em torno de 14 nós, favorecia mais a equipe masculina, exigindo muita força física. O Felipe está velejando muito, tem uma equipe entrosada, e não podíamos vacilar em nenhum momento. Largamos na frente nas duas últimas regatas e conseguimos provocar algumas penalidades dos adversários”, comemorou Juliana, que pretende impor a mesma tática agressiva para a final, contra o Gigante. A equipe de Juliana foi campeã, em agosto, da Nations Cup, na Dinamarca, uma das competições mais importantes do mundo na classe.

Felipe, que saiu da água decepcionado com o resultado por não ter conseguido cumprir a meta de fazer a dobradinha da família Haddad, apenas admitiu que estava “um dia bom para velejar, não muito quente”. Sua próxima competição será a seletiva da classe 470, em janeiro, para integrar a equipe olímpica.

Em busca do tri – Já a equipe de Henrique Haddad, bicampeão do Match Race Brasil (2011 e 2012), não teve dificuldade para superar, na semifinal, o time gaúcho do Veleiros do Sul, de Philipp Grotchmann, por 2 a 0. Na segunda regata, o velejador mostrou toda sua técnica e experiência ao pagar uma penalidade no contorno da bóia de contravento.

“Costumo comparar o match race com um jogo de tabuleiro. É um jogo de estratégia… Você se defende e ataca com estratégia pré-definida. Sabíamos que podíamos pagar a penalidade ao contornar a bóia de contravento. Pagamos o pênalti e saímos na frente para vencer a segunda regata e garantir a vaga na final”, explicou.

Apesar de enfrentar um barco feminino na final, Gigante garante que vai manter o mesmo estilo de velejada. “A gente segue velejando da mesma maneira, na final… Estamos acostumadas a enfrentar as meninas em treinos e vamos manter o mesmo formato. Para a final, se elas vierem com tudo, estarei preparado… Vou usar a experiência para manter a calma e com certeza teremos ótimas regatas neste domingo”, assegurou Gigante, que, em 2011, chegou a 23º no ranking mundial de match race, a melhor colocação de um latino-americano na história

A decisão do terceiro lugar será entre as equipes da Marinha e do Veleiros do Sul, também em melhor de três.

Resultados do sábado

Regatas de desempate da fase classificatória
– ICB 1 x 0 RYC
– VDS 1 x 0 RYC

Fase classificatória
1- Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), Henrique Haddad – 5 vitórias
2- Clube Desportivo da Marinha(CDM), Felipe Haddad – 4 vitórias
3- Iate Clube Brasileiro (ICB), Juliana Senfft – 3 vitórias
4- Veleiros do Sul (VDS), Philipp Grotchmann – 2 vitórias
5- Rio Yacht Club (RYC), Renata Decnop – 2 vitórias
6- Clube Naval Charitas (CNC), Rafael Pariz – 0 vitória

Semifinais
– ICRJ 2 x 0 VDS
– ICB 2 x 1 CDM

Os times são formados por quatro velejadores. A premiação total é de 100 mil reais, divididos entre os oito primeiros colocados. A equipe campeã recebe 26 mil reais. Está em disputa o troféu de posse transitória Roger Wright.

Pro-Am – O tradicional Pro-Am, que reúne velejadores e convidados, foi disputado no final da tarde. A equipe vencedora, comandada pelo campeão mundial de Star, Alan Adler, CEO da IMX, teve como destaque o finalista do Match Race Brasil, Henrique Haddad. O time vice-campeão teve André Mirsky como timoneiro, com ajuda de Philip Grotchmann, do Veleiros do Sul.

O Match Race Brasil 2013 tem o patrocínio de Volvo, Sportv, Lorenzetti e TIM. A promoção é da IMX, com apoios da Marinha do Brasil e do Iate Clube do Rio de Janeiro. O projeto foi viabilizado pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte. A realização é da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro.

Mais informações : www.matchracebrasil.com.br

Da ZDL Assessoria

Concorrentes, irmãos Haddad dominam o primeiro dia do Match Race Brasil

Os bicampeões Henrique e Felipe estão classificados para as semifinais. Seus adversários saem neste sábado, após tríplice empate

Henrique Haddad busca o tri campeonato

Henrique Haddad busca o tri campeonato

Rio de Janeiro (RJ) – A hegemonia do Match Race Brasil, nos últimos dois anos, foi da família Haddad. Henrique, conhecido como Gigante, e o irmão mais novo, Felipe, conquistaram o bicampeonato velejando pela Marinha. Dividiram o time e mantiveram o domínio na abertura da edição 2013, nesta sexta-feira (29), na raia montada em frente à praia do Flamengo. Os dois estão classificados para as semifinais, mas terão de aguardar os adversários que sairão após duas regatas de desempate entre as equipes femininas – Rio Yacht Club e Iate Clube Brasileiro – e o time gaúcho do Veleiros do Sul.

O belo dia de sol e ventos de intensidade média, entre 8 e 12 nós, permitiram que a programação da fase classificatória do Match Race Brasil fosse cumprida integralmente. As 15 regatas previstas confirmaram o favoritismo de Henrique Haddad, de 26 anos, que terminou o dia invicto. Seu irmão Felipe, de 22, teve apenas uma derrota, justamente o para o mais velho, na primeira vez em que se enfrentaram na carreira. 

“Velejamos muito bem, agora é torcer para que o vento se mantenha como nesta sexta-feira. O Felipe também está muito bem e foi ótimo ganhar dele, o duro seria perder”, brincou. Henrique garantiu que não se preocupa com o resultado deste sábado que definirá quem está classificado para as semifinais. “Nosso time está focado e não estou preocupado em definir adversário. Espero que consigamos vencer e, quem sabe, enfrentar novamente o Felipe na final”, completou o melhor velejador brasileiro de match race.

Felipe, por sua vez, admitiu a maior experiência do mais velho. “É uma honra competir de igual para igual com ele, poder colocar em prática tudo que me ensinou. A gente é muito competitivo na água, mas em terra somos parceiros”, admitiu.

Vitórias femininas – Como era previsto, as duas tripulações femininas deram muito trabalho aos homens nesta sexta-feira. Tanto que terminaram o dia com chances de irem para as semifinais, depois de um empate triplo com o Veleiros do Sul, os três com duas vitórias cada. 

O time comandado por Renata Deconop, que defende o Rio Yacht Club, começou o dia perdendo para as meninas lideradas por Juliana Senfft (Iate Clube Brasileiro), mas recuperou-se ao bater duas tripulações masculinas na parte da tarde, o Charitas (Rafael Pariz) e o Veleiros do Sul (Philipp Grotchmann). 

“Começamos sem ritmo e sentimos um pouco na estreia diante do outro time feminino. Depois ganhamos entrosamento e conseguimos as duas vitórias importantes para mantermos as chances de semifinal. Para o sábado, vamos velejar com calma e método e temos todas as condições de seguir adiante”, garantiu Renata Decnop. Ela vai enfrentar no primeiro confronto de desempate a equipe de Juliana Senfft. Quem vencer estará na semifinal e a perdedora define a outra vaga com o Veleiros do Sul.

Juliana Senfft começou o dia bem, com vitória sobre Decnop, mas somente garantiu o segundo resultado positivo no final da tarde ao superar o Charitas. “O vento rondou muito durante o dia e nos atrapalhou. Tivemos chance de vencer o time favorito do Gigante, mas acabamos errando em duas manobras, mesmo assim conseguimos bater o Charitas e agora vamos lutar para chegar à semi”, analisou.

Os gaúchos do Veleiros do Sul estão acostumados a disputar match race com outro barco, o Elliot 6, tanto que o time foi vice-campeão brasileiro no último domingo, em Porto Alegre. E demoraram um pouco a se entrosar com o J24. No final do dia, conseguiram duas vitórias diante do Charitas e do Iate Clube Brasileiro. “Foi um pouco difícil de nos acostumar com o barco e também com as mudanças do vento. No começo faltou confiança, mas aos poucos fomos nos recuperando e agora o objetivo é garantir a semifinal”, explicou o jovem comandante Philipp Grotchmann, de apenas 17 anos.

O Clube Charitas, de Niterói, não se classificou, pois não obteve nenhuma vitória. 

Classificação:

1- Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), Henrique Haddad – 5 vitórias
2- Clube Desportivo da Marinha(CDM), Felipe Haddad – 4 vitórias
3- Ryo Yacht Clube (RYC), Renata Decnop – 2 vitórias
Veleiros do Sul (VDS), Philipp Grotchmann – 2 vitórias
Iate Clube Brasileiro (ICB), Juliana Senfft – 2 vitórias
6- Clube Naval Charitas (CNC) – 0 vitória

Resultados:

ICRJ 1 x 0 VDS
ICB 1 x 0 RYC
ICRJ 1 x 0 CNC
CDM 1 x 0 RYC
VDS 1 x 0 CNC
CDM 1 x 0 ICB
ICRJ 1 x 0 ICB
CDM 1 x 0 VDS
RYC 1 x 0 CNC
ICRJ 1 x 0 CDM
RYC 1 x 0 VDS
ICB 1 x 0 CNC
CDM 1 x 0 CNC
VDS 1 x 0 ICB
ICRJ 1 x 0 RYC

Para o sábado (30), a partir de 10 horas, estão previstas duas regatas de desempate da fase classificatória. Depois serão disputadas as semifinais, em cruzamento olímpico (1o x 4o e 2o x 3o), em melhor de três regatas. Na parte da tarde será realizado o Pro-Am, que reunirá velejadores e convidados. As finais serão no domingo, também a partir de 10 horas.

Os times são formados por quatro velejadores. A premiação total é de 100 mil reais, divididos entre os oito primeiros colocados. A equipe campeã recebe 26 mil reais. Está em disputa o troféu de posse transitória Roger Wright. 

O Match Race Brasil 2013 tem o patrocínio de Volvo, Sportv, Lorenzetti e TIM. A promoção é da IMX, com apoios da Marinha do Brasil e do Iate Clube do Rio de Janeiro. O projeto foi viabilizado pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte. A realização é da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro. 

da ZDL

Regata de volta a Ilha – Sir Peter Blake abre a última etapa da Copa Suzuki neste sábado

Comodoro Ivan Lopes e Peter Blake no YCI

Comodoro Ivan Lopes e Peter Blake no YCI

São Paulo – Depois de mais de 20 regatas disputadas desde abril, chega o momento decisivo da Copa Suzuki Jimny. Neste sábado (30), são esperados 40 barcos na Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake, tradicional travessia incluída na quarta e última etapa do Circuito Ilhabela de Vela Oceânica. A largada para o percurso de cerca de 40 milhas náuticas será ao meio-dia. Os veleiros com menos de 30 pés correm uma prova mais curta no Canal de São Sebastião, a partir das 13h.

A Regata Volta à Ilha, em homenagem ao velejador neozelandês Peter Blake, duas vezes campeão da America’s Cup, abre a etapa decisiva, que terá os quatro últimos dias de disputa na temporada: 30/11, 1º, 7 e 8/12, com sede no Yacht Club de Ilhabela. Além de impor às tripulações o desafio de superar a maior distância de uma prova da competição, a Volta à Ilha oferece uma visão privilegiada das praias e enseadas da costa de Ilhabela voltada para o mar aberto, muitas delas acessíveis apenas por rota marítima.

As dificuldades mescladas às belezas naturais provocam uma emoção única, até nos mais experientes velejadores. “Estou super animado. O lado de fora da ilha possui uma paisagem que raramente temos a oportunidade de contemplar. E o mais importante é que estamos disputando o pódio”, relata o bicampeão pan-americano da classe Lightning, Mário Buckup, tático do Maria Preta, terceiro colocado na RGS A após três etapas. O líder da classe é o Jazz, de Valéria Ravani, seguido pelo Urca, barco da BL3 Escola de Iatismo, comandado por Pedro Rodrigues.

Buckup correu durante toda a temporada, inclusive a Semana de Vela de Ilhabela, com a tripulação do barco do Ubatuba Iate Clube, comandada por Alberto Barreti. Espera agora, encerrar o ano em grande estilo. “Contornar Ilhabela na última etapa do campeonato é uma ótima maneira de concluirmos a nossa campanha oceânica. Cruzar a linha de chegada depois de nove ou dez horas de regata é muito emocionante”.

A Volta à Ilha vai reunir as embarcações das classes ORC, RGS, C30 e IRC, enquanto os HPE 25, maior flotilha do campeonato e os menores de 30 pés fazem uma regata barla-sota (percurso demarcado por duas boias). A previsão é de que o vento esteja na direção sul, o que permitiria à Comissão de Regatas montar a largada em frente ao Yacht Club de Ilhabela e fazer a chegada na Ponta das canas, após o contorno da ilha no sentido anti-horário. A intensidade deve ser média, em torno de dez nós (18km/h). No domingo, muda para sueste e a velocidade deve aumentar de acordo com o site Tempo OK.

Em 2012, o Fita Azul da regata “Volta à Ilha – Sir Peter Blake”, válida pela 12ª edição da Copa Suzuki Jimny, foi o veleiro Lexus/Chroma, de Santos, com o tempo de 9h51m05, seguido pelo Loyal, com o Montecristo em terceiro lugar no tempo real. Neste ano, o Lexus /Chroma é o segundo da classe ORC, atrás do Tangaroa, enquanto o Loyal lidera a C30. Os três primeiros da HPE são: Relaxa Next/Caixa, Ginga e SER Glass.

Inscrições até sábado (30) – As inscrições serão feitas nesta sexta-feira(29), das 18 às 21h, e no sábado (30), das 8 às 11h, na secretaria do evento no YCI, no valor de R$ 80,00 por tripulante. Os velejadores mirins estão isentos de taxa.

Pontuação acumulada após três etapas (considerando-se os descartes)

ORC
1º – Tangaroa (James Bellini) – 11 pontos perdidos
2º – Lexus/Chroma (Luiz de Crescenzo) – 17 pp
3º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo S. Silva) – 27 pp

C30
1º – Loyal (Marcelo Massa) – 14 pp
2º – Barracuda (Humberto Diniz) – 27 pp
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 39 pp

HPE
1º – Relaxa Next/Caixa (Tomas Mangabeira) – 33 pp
2º – Ginga (Breno Chvaicer) – 41 pp
3º – SER Glass (Marcelo Bellotti) – 50 pp

RGS A
1º – Jazz (Valéria Ravani) – 14 pp
2º – Urca/BL3 (Pedro Rodrigues) – 31pp
3º – Maria Preta (Alberto Barreti) – 34 pp

RGS B
1º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 12,5 pp
2º – Suduca (Marcelo Claro) – 18 pp
3º – Kanibal (Martin Bonato) – 22,5 pp

RGS C
1º – Rainha (Leonardo Pacheco) – 11 pp
2º – Ariel (Andreas Kugler) – 20 pp

RGS Cruiser
1º – Boccalupo (Claudio Melaragno) – 12 pp
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 19 pp
3º – Brazuca (José Rubens Bueno) – 28 pp

Da ZDL

Geison Mendes e Gustavo Thiesen disputam segunda etapa da Copa do Mundo de Vela na Austrália

Em campanha Olímpica, a dupla da classe 470 do Veleiros do Sul, Geison Mendes e Gustavo Thiesen chegou a Melbourne, na Austrália, para a disputa da Copa Mundial de Vela, da ISAF (Federação Internacional de Vela). A competição é a segunda etapa da Copa Mundial da ISAF, a primeira foi na China, e as demais ocorrerão nos Estados Unidos, Espanha e França. 

A dupla, única do país a competir nesta etapa, prepara o barco para a estreia no campeonato, que se inicia neste sábado e segue até o dia 8. “Já estamos com o barco no qual vamos correr e passamos o dia trabalhando nele. Nossa expectativa é a de ficar entre os cinco primeiros”, diz o timoneiro Geison Mendes.

Da assessoria

Final do Brasileiro de Vela Adaptada será disputada neste sábado em Niterói

Últimas regatas da principal competição nacional da modalidade terão início às 11h, no Clube Naval Charitas, em Niterói (RJ)

O Campeonato Brasileiro de Vela Adaptada chega ao seu momento decisivo neste sábado, 30 de novembro, no Clube Naval Charitas, em Niterói (RJ). A partir das 11h terão início às últimas duas regatas, que vão decidir os campeões nacionais nas classes J24 (barco com três tripulantes) e 2.4mR (barco um tripulante). Todas as regatas são disputadas na mesma raia que será sede dos Jogos Paralímpicos de 2016. A embarcação do Rio de Janeiro lidera a classe J24, enquanto o timoneiro Rafael Ferreira, do Rio Grande do Sul, é o primeiro colocado na classe 2.4mR.

“A regata está saindo como planejamos. As esquipes estão demonstrando muita vontade. Vamos ver amanhã como será a grande final”, afirma Nina Castro, diretora da Confederação Brasileiro de Vela Adaptada(CBVA).

A competição teve início na última quinta-feira (28/11), e a programação completa conta com oito regatas em cada classe, sendo que as duas decisivas serão disputadas neste sábado (30/11). Até o momento, já foram realizadas seis regatas, com os seguintes resultados parciais:

Categoria J24:
1) Rio de Janeiro (6 pontos)
2) Brasília (12 pontos)
3) São Paulo (13 pontos)
4) Minas Gerais (16 pontos)
5) Rio Grande do Sul (30 pontos)

Categoria 2.4mR:
1) Rio Grande do Sul (7 pontos)
2) Santa Catarina (11 pontos)
3) Rio de Janeiro (12 pontos)
4) São Paulo (19 pontos)
5) Minas Gerais (26 pontos)

Da assessoria

Rumo ao Rio 2016, velejadores em campanha olímpica disputam o Match Race Brasil

Equipe de Gigante Haddad busca o tri

Equipe de Gigante Haddad busca o tri

Rio de Janeiro (RJ) – Nomes consagrados da vela brasileira contribuíram para consolidar no País o conceito da disputa barco contra barco, com suas participações no Match Race Brasil ao longo dos últimos 11 anos. O formato de competição, até então, conhecido apenas pela America’s Cup, ganhou projeção nacional com os duelos entre campeões olímpicos como Torben Grael, Marcelo Ferreira, Robert Scheidt, Alex Welter, Eduardo Penido e Marcos Soares, além de outros medalhistas e campeões mundiais.

Paralelamente ao desfile de ídolos, o Match Race Brasil 2013 começa nesta sexta-feira (29), com sede no Iate Clube do Rio de Janeiro, levando para a Baía de Guanabara o talento de uma geração promissora para a própria evolução do match race e também para a vela olímpica, de olho no Rio-2016. Um duelo já está estabelecido. O gaúcho Philipp Grochtmann, de apenas 19 anos, comandante do Veleiros do Sul, aparece como um dos principais adversários do também jovem Henrique Haddad, o Gigante, que vai lutar pelo tricampeonato defendendo o Iate Clube do Rio de Janeiro.

Phillip conquistou no último final de semana a medalha de prata no Campeonato Brasileiro de Match Race, em Porto Alegre. É apontado pelo coordenador técnico do Match Race Brasil, Nelson Ilha, como nome certo para representar o País nas competições internacionais da modalidade. Nelson, especialista em match race, ficou com o título no duelo contra Philipp no Rio Guaíba. Gigante, de 26 anos, desenvolve campanha olímpica na classe 470. O atual bicampeão traz uma novidade neste ano. Após os títulos de 2011 e 2012 pela Comissão Desportiva da Marinha (CDM), Gigante e sua tripulação passam a representar o clube anfitrião.

“A pressão de ser a equipe a ser batida não me incomoda. Nosso grupo está entrosado, mas entendo que esta será a edição mais equilibrada e disputada da história do Match Race Brasil. O barco J24 é menor do que o utilizado nos outros anos e nivela as seis equipes participantes. Tanto que, além do time gaúcho, temos duas equipes femininas que deverão velejar bem e meu irmão, Felipe, está com parte do meu time bicampeão na Marinha este ano”, analisa.

Otimismo das mulheres – Na categoria feminina, as projeções para o futuro também são promissoras entre as tripulações do Match Race Brasil Brasil 2013 e o duelo entre as mulheres está garantido. A equipe do Iate Clube Brasileiro, comandada por Juliana Senfft, leva para a raia o título de campeã da Nations Cup da Dinamarca, uma das principais competições match race da vela mundial. O Rio Yacht Club, também de Niterói, terá o comando de Renata Decnop, que faz campanha olímpica na classe 470 ao lado da medalhista dos Jogos de Pequim, Isabel Swan.

“Estamos bem treinadas e está será nossa terceira competição de match race no ano e temos chance de fazer um bom papel porque o barco é menor. Mas, sem dúvida, a equipe do Gigante é franca favorita”, despista Juliana Senfft, que comandou o time brasileiro que ficou com o bronze na Argentina, em março, e conquistou o título na Dinamarca, em agosto.

Renata Decnop, comandante do outro grupo de mulheres, também está otimista. “Se tivermos ventos fracos e médios temos chance de fazer bons resultados, pois o nível de exigência física nos iguala aos homens”, analisa. As duas equipes femininas treinaram na manhã desta quinta-feira na Baía de Guanabara, enquanto os times masculinos fizeram o reconhecimento à tarde.

Juíza norueguesa no comando – Além da participação de Nelson Ilha, velejador e consagrado juiz internacional com cinco olimpíadas, o Match Race Brasil contará novamente com a experiência de Marianne Middelthon, que tem vindo anualmente ao Rio de Janeiro para dirigir a Comissão de Regatas. A norueguesa esteve há duas semanas em Florianópolis, onde foi a responsável pela arbitragem na etapa decisiva do Extreme Sailing Series, circuito mundial de velozes catamarãs.

O Match Race Brasil tem seis clubes inscritos: Veleiros do Sul (VDS), de Porto Alegre, comandado por Philipp Grotchmann; Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ), Henrique ‘Gigante’ Haddad; Rio Yacht Club (RYC), de Niterói, Renata Decnop; Iate Clube Brasileiro (ICB), de Niterói, Juliana Senfft; Clube Naval Charitas (CDC), de Niteroi, Rafael Pariz e Comissão Desportiva da Marinha (CDM), Felipe Haddad.

Os times são formados por quatro velejadores, mais um convidado. A premiação total é de 100 mil reais, divididos entre os oito primeiros colocados. A equipe campeã recebe 26 mil reais. Está em disputa o troféu de posse transitória Roger Wright.

Para esta sexta-feira (29) estão previstos os confrontos da fase classificatória, no formato round robin (todos contra todos). As regatas devem ser realizadas entre 10 e 17 horas, na raia montada próxima ao Aterro do Flamengo. Serão regatas curtas, com duração entre 15 a 20 minutos cada. Para o sábado, a partir de 10 horas, a programação prevê as disputas semifinais e o Pro-Am (regatas para convidados). As finais serão realizadas no domingo, também a partir de 10 horas, além do Pro-Am.

Da ZDL

Scheidt e Prada enfrentam duplas americanas na Star Sailors League

Dupla brasileira vai enfrentar seis barcos americanos a partir de 3 de dezembro em busca de título inédito nas Bahamas

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São Paulo – Com o maior número de velejadores classificados no ranking da Star Sailors League, os Estados Unidos estarão representados por seis duplas na primeira edição do campeonato organizado pelo Yacht Club Nassau, nas Bahamas. Um desafio a mais para os tricampeões mundiais de Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, que retornam à classe depois de vencerem a Semana de Vela de Ilhabela, em julho deste ano. O Yacht Club Nassau receberá uma flotilha de 18 embarcações entre os dias 3 e 8 de dezembro, na primeira competição de Scheidt após a conquista do Mundial de Laser no Omã.

A esquadra americana composta por 12 velejadores em seis embarcações representa um terço da flotilha do campeonato exclusivo para convidados que contribuíram e ainda contribuem para que a Star seja considerada como mais técnica das classes olímpicas em todos os tempos. Entre as celebridades, Paul Cayard compete como convidado especial, ao lado de Austin Sperry (37º no ranking na SSL). Scheidt e Cayard foram adversários em uma única oportunidade, quando o americano foi ao Rio de Janeiro para correr a Nestlé Match Cup, em 2009. O brasileiro venceu o único confronto entre ambos e Cayard foi vice-campeão, perdendo a final para o gaúcho Daniel Glomb.

Cayard dedicou a maior parte de sua carreira à America’s Cup, intercalando campanhas olímpicas de Star e participações na Regata Volta ao Mundo. Foi campeão da Louis Vuitton Cup em 1992. Nunca escondeu, porém, que o barco Star é sua paixão na vela e por esse motivo considera o título mundial de 1988 como um dos mais valorizados de sua ampla coleção. A última participação pela classe em Olimpíadas foi nos Jogos de Atenas, onde representou os Estados Unidos, em 2004.

O velejador americano, vivendo a expectativa pelo início da competição em Nassau, aprovou o formato de disputa proposto pela Star Sailors League. “Eu acho que é uma ideia fantástica. Se existe uma classe no esporte da vela que merece um ‘Final Masters’ no encerramento de cada temporada, estou certo de que é a Star”, afirmou Cayard diante da perspectiva de que os velejadores somem pontos ao longo do ano e os melhores do ranking se classifiquem para a final mundial, como na Copa Masters de Tênis em relação à ATP.

O legado de Paul Cayard

A força americana na SSL não está limitada ao carisma de Cayard, outras cinco duplas do país estão confirmadas para competir nas Bahamas: Mark Mendelblatt e Brian Fatih, líderes do ranking da SSL; George Szabo, campeão mundial de Star, que irá correr ao lado de Craig Moss; Augie Diaz e John von Schwarz, além do mais jovem velejador da flotilha, Tomas Hornos, que terá como parceiro Joshua Revkin e da dupla Mark Strube e Eivind Melleby. Entre os 2.400 velejadores da SSL, 550 são americanos.

Mark Mendelblatt, além de ter passado por várias classes olímpicas até o ingresso na Star, venceu a Louis Vuitton Cup em 2007, como tático do Emirates Team New Zealand. Para vencer a Bacardi Cup de Star em 1986, em Miami, teve de superar outros grandes velejadores como o brasileiro Lars Grael e o francês Xavier Rohart. “É muito bom continuar velejando na classe no mais alto nível, apesar de não fazer parte da próxima olimpíada. O sistema da SSL, com regatas ao redor do mundo para se estabelecer um ranking e depois partir para a grande final, é uma ótima maneira para se manter os melhores velejadores juntos ao longo do ano”.

Para George Szabo a escolha do local para se organizar a competição inaugural da Star Sailors League não poderia ser mais adequada. “Mal posso esperar para velejar novamente na bela paisagem das Bahamas. Nassau é uma das melhores raias de vela do mundo. Um cenário paradisíaco que mescla lanchas, veleiros, esquiadores em belas praias com vento, ondas, pessoas animadas… é simplesmente fantástico”.

A premiação total da Star Sailors League é de 200 mil dólares, incluindo o ‘Skipper do Ano’ (melhor comandante da temporada). A dupla eleita como a mais eficiente de 2013, levará o “Simpson Memorial Trophy”, troféu em homenagem ao britânico Andrew ‘Bart’ Simpson, campeão olímpico de Star em Pequim, vítima fatal de um acidente com o barco sueco Artemis, durante treino para a America’s Cup deste ano na Baía de São Francisco (EUA).

Patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, Scheidt conta com os apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para 2016. Ao lado Bruno Prada, conquistou o tricampeonato mundial de Star e duas medalhas olímpicas, prata em Pequim e bronze em Londres. Bruno, que tem os patrocínios do Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela. Retornou à classe Finn após a Semana de Vela de Ilhabela.

Da Local

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