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Lars Grael comanda Team Brazil na decisão do Extreme Sailing Series

Medalhista olímpico reúne especialistas em veleiros multicascos para as regatas finais da temporada mundial na arena de Florianópolis

Florianópolis (SC) – Os velejadores brasileiros terão a honra de competir na etapa que definirá o barco campeão da temporada do Extreme Sailing Series™, que desde o mês de março já levou a emoção dos velozes catamarãs ‘Extreme 40’ a seis países da Europa e da Ásia. No Brasil, Lars Grael será o coordenador do Team Brasil que representará o País nas regatas contra os melhores velejadores do mundo, na arena montada na capital catarinense, entre os dias 14 e 17 de novembro, no Act 8 Florianópolis do Extreme Sailing Series™, apresentado por Land Rover.

Em cada uma das etapas anteriores, o país-sede formou uma tripulação local. Na passagem pela América do Sul, a última de 2013, Lars Grael reuniu os mais experientes velejadores brasileiros em barcos de dois cascos. O timoneiro do Team Brazil será Clínio de Freitas, proeiro de Lars no pódio olímpico dos Jogos de Seul, em 1988, quando conquistaram a medalha de bronze na classe multicasco, Tornado.

Os parceiros Lars e Clínio formaram a equipe juntos e, diante da falta de tempo para treino que permita adaptação adequada ao barco, optaram por selecionar tripulantes que já tenham intimidade com catamarãs. André Mirsky, que já fez campanha olímpica de Tornado, levará a bordo a experiência da preparação para a Regata Volta do Mundo 2005/06 e de algumas das principais provas na Europa como a Route du Rhum (França) e a Copa de la Reina (Espanha). Aos 10 anos de idade, André já acumulava três mil milhas velejadas. Participou da equipe brasileira no Extreme Sailing Series™ em 2012, na baía de Guanabara.

Convocado para a etapa de Florianópolis, Daniel Santiago também velejou de Extreme 40 com o Team Brazil no Rio em 2012. Tem no currículo o bicampeão nos Jogos Pan-Americanos e o tetra mundial na classe J-24. Bruno Di Bernardi é campeão sul-americano de Tornado e exímio conhecedor da raia, por ser natural de Florianópolis. A tripulante feminina será Cláudia Swan, esposa de Clínio, e representante brasileira da classe 470 na Olimpíada de Barcelona/92. Conquistou o bronze na mesma classe no Pan de Havana. Completa a equipe, André Chang, também catarinense, campeão brasileiro de Tornado e que, além da vela, também disputa provas ciclísticas.

O barco brasileiro já chegou a Florianópolis e será montado para que a equipe possa iniciar, na primeira semana de novembro, os treinos que definirão as posições dos velejadores no barco e quais serão os reservas do time.

Raça e cautela – “A intimidade que todos possuem com multicascos e o fato de já terem velejado juntos, vai nos ajudar muito. Mas é preciso dimensionar de forma exata a expectativa de rendimento. É um circuito que está sendo disputado há sete anos por profissionais da vela que vão chegar ao Brasil, afinadíssimos. Vamos correr para homenagear o País e para mostrarmos a garra e o talento do velejador brasileiro”, considera Lars Grael.

O responsável pelo Team Brazil reforça a intensa relação que a arena náutica estabelece entre o público e as regatas. “O formato do Extreme Sailing Series™ é voltado para os torcedores. Os barcos são muito velozes com manobrabilidade limitada, o que exige perícia do velejador e leva muita emoção ao público. Às vezes é até melhor para quem está assistindo do que para quem está no barco”, opina Lars, referindo-se às capotagens espetaculares, que se tornam comuns quando a intensidade do vento aumenta.

A postura de Lars, cauteloso com a perspectiva de um bom resultado, é compartilhada por Clínio. “O mais importante é a manobra. Com regatas curtas, é muita explosão e pouco tempo para raciocínio. O barco é muito dependente da força. Se o vento não estiver muito forte vai facilitar para gente. Mas tenho a certeza de que vamos fazer bonito em Florianópolis”, prevê o timoneiro do Team Brazil.

Antes do Extreme Sailing Series™, Clínio de Freitas disputa o Campeonato Sul-Americano de Nacra entre os dias 7 e 10 de novembro em Porto Alegre, ao lado da esposa Cláudia Swan. Em campanha para os Jogos Olímpicos Rio/2016, a dupla vai aproveitar a competição da nova classe olímpica como um treino de luxo para as regatas de Florianópolis. O mesmo acontece com Bruno di Bernardi, que estará em Porto Alegre. O barco Nacra também tem casco duplo, porém, mede 17 pés, contra 40 (12 metros) do Extreme.

Parte da equipe brasileira e o barco serão apresentados à imprensa no dia 7 – A imprensa catarinense poderá conhecer o barco brasileiro, em primeira mão, em coletiva programada para o dia 7 de novembro (quinta-feira), a partir das 10 horas da manhã, no Iate Clube Veleiros da Ilha.

Parte do Team Brazil estará presente ao evento, além dos organizadores locais, da Mais Brasil, que mostrarão todos os detalhes da arena que está sendo montada no Trapiche da avenida Beira Mar, local das regatas.

Da ZDL

Scheidt embarca para a disputa do Mundial de Laser em Omã

Maior medalhista olímpico brasileiro viaja no dia 6, para a última fase de treinamentos; competição tem início em 17 de novembro

São Paulo – Depois de oito anos e dois ciclos olímpicos na Star, Robert Scheidt volta a disputar um Mundial de Laser, em busca do 11º título na classe que o consagrou. Maior medalhista olímpico brasileiro, o velejador embarca para Mussanah, em Omã, no próximo dia 6, onde fará a aclimatação e os últimos treinos para a competição, que tem início em 17 de novembro.

“A expectativa é maior, porque o último Mundial que disputei na Laser foi em 2005. Naquele ano, em Fortaleza, venci a competição em grande forma, em casa, e depois parti para a Star. Muita coisa mudou de lá para cá, e são pouquíssimos os velejadores da época que ainda velejam de Laser”, observa Robert Scheidt. “Hoje estou ainda mais experiente e pretendo usar isto ao meu favor.”

Os dois últimos meses de Scheidt foram dedicados a sessões de treinamento intenso, em Garda, na Itália, onde vive. “Estou bem tranquilo, me sentindo bem. Agora, tenho mais sete ou oito dias de treinos em Omã. Vou dar o meu melhor e ver até onde isso me leva em termos de colocação”, garante o velejador.

O Mundial de Laser de Omã será disputado entre 17 e 23 de novembro, com previsão de 14 regatas, duas por dia, a partir das 11 horas (5 horas no Brasil). As disputas serão divididas em série qualificatória e série final, com possibilidade de dois descartes do pior resultado, um em cada fase. No torneio, o brasileiro deverá reencontrar os primeiros colocados do ranking mundial da classe: o australiano Tim Burton (líder), o croata Tonci Stipanovic (vice-líder), o compatriota Bruno Fontes (3º), o sueco Jesper Stalheim (4º) e o australiano Ashley Brunning (8º).

Bicampeão olímpico na Laser, Scheidt voltou à antiga classe em setembro de 2012, depois de dois ciclos olímpicos na Star e, buscando a readaptação, optou por disputar poucas competições. Apesar dos excelentes resultados, apenas quatro delas contaram para a classificação do ranking e somente uma, a Semana Olímpica Francesa, em Hyères, oferecia pontuação máxima da Isaf (Federação Internacional de Vela), deixando o velejador momentaneamente na 71ª posição. “Estou indo sem pressão por resultados, talvez seja a primeira vez em muitos anos que chego a um mundial, seja de Laser ou Star, e não sou considerado como franco favorito”, lembra.

Patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, Scheidt deve enfrentar condições climáticas opostas às do Europeu de Laser, na Irlanda, quando os velejadores foram castigados pelo frio e por ventos fortíssimos.”Será um campeonato dificílimo, com muito calor e ventos fracos. Mas treinei bastante com vento fraco, ultimamente, e o calor não é mau para os brasileiros. Serão sete dias de competição, um torneio longo e desgastante. Portanto, a regularidade e o foco, até o final, serão fundamentais.”

Da Local

Decisão do Campeonato Estadual de Hobie Cat 16 é neste sábado

Acontece neste sábado, dia 2 de novembro, a decisão do Campeonato Gaúcho da Classe Hobie Cat 16. Realizada pela Federação de Vela do Rio Grande do Sul (Fevers), a competição iniciou no último domingo, dia 27 de outubro, e conta com a participação de 13 duplas. A liderança é dos velejadores Mario Dubeux e Karoline Bauermann, do Clube dos Jangadeiros, que venceram as quatro regatas disputadas até o momento. O segundo lugar é de Claudio Mika da Silva e Marcelo Pillar, pai e filho, que também representam o Jangadeiros. As provas decisivas serão realizadas na raia da Pedra Redonda, em Porto Alegre, a partir das 14h. Estão programadas quatro regatas.

Classificação:

1º Mario Dubeux / Karoline Bauermann (CDJ) – 4 pontos perdidos
2º Claudio Mika / Marcelo Pillar (CDJ) – 10 pp
3º Gustavo Lis / Cláudia Lis (VDS) –15 pp
4º Aleks Vasconcellos / Daniela Saffer (CDJ) – 17 pp
5º Luis Schneider / Nicolas L. Müeller (VDS) – 24 pp

Da assessoria do Jangadeiros

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