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Sul-americano de Nacra começa nesta quinta no Veleiros do Sul

Clinio e Cacau são uns dos favoritos ao título

Clinio e Cacau são uns dos favoritos ao título

Começa o amanhã no Veleiros do Sul o Campeonato Sul-americano da classe Nacra 17. A partir das 14h as regatas têm início na raia do Cristal. Serão oito os participantes de Brasil e Uruguai a correrem no primeiro evento da classe no continente. Um dos principais articuladores da classe Nacra 17 no país, o velejador olímpico Clínio de Freitas, 49 anos, venceu o primeiro campeonato brasileiro da classe, realizado em junho no Rio de Janeiro, junto com a esposa Cláudia Swan.

A dupla também foi à única representante do Brasil no Mundial da Holanda, em julho. Clínio possui grande experiência em barcos multicascos. Na Olimpíada de Seul em 1988 foi medalha de bronze na classe Tornado, com Lars Grael no timão, enquanto Cláudia competiu na classe 470 feminina na Olimpíada de Barcelona em 1992.

O Nacra 17 é seu grande desafio no retorno a uma classe olímpica, mas o velejador sabe que as tripulações brasileiras precisarão reverter a desvantagem com relação aos adversários europeus. “Estamos atrasados em um ano, os barcos começaram a chegar aqui somente no início de 2013. Senti isso na Holanda, fiquei meio perdido, mas agora considero que já estamos melhor preparados. Precisamos de muito treino e participações em campeonatos para nos igualarmos”, afirma.

O barco Nacra 17 é muito veloz, mas um dos mais instáveis entre os multicascos. Por isso exige maior treino para sua navegabilidade. “Há uma correlação com o Tornado, mas o Nacra é um designer moderno, casco de linhas arrojadas e bolinas curvas, uma tendência de agora, que faz os cascos levantarem acima da água. Acho que o Sul-americano, assim como todos os campeonatos, será importante para o entrosamento da classe brasileira”, compara Clínio.

A velejadora olímpica Adriana Kostiw também está investindo na nova classe na dupla com Jucyan Okretic e corre seu segundo campeonato. “O catamarã é um barco bem rápido e por ser tripulação mista, tem forças diferentes. Já havia corrido o Brasileiro, mas foi um campeonato em que a gente tirou o barco do container e três dias depois tava na raia”. Ela comenta que esse sul-americano é um campeonato de apreendizado para quem vai correr. “Entre os brasileiros, o Clínio tem uma vantagem sobre todas as tripulações pela experiência que ele tem, já são 20 anos velejando de catamarã e uma medalha de bronze. Mas tem a dupla uruguaia que também correu mundial, tem experiência lá fora. A gente tá mesmo aprendendo, tem que ter paciência e coragem”, brinca Adriana.

Da assessoria

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