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Scheidt e Prada enfrentam duplas americanas na Star Sailors League

Dupla brasileira vai enfrentar seis barcos americanos a partir de 3 de dezembro em busca de título inédito nas Bahamas

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São Paulo – Com o maior número de velejadores classificados no ranking da Star Sailors League, os Estados Unidos estarão representados por seis duplas na primeira edição do campeonato organizado pelo Yacht Club Nassau, nas Bahamas. Um desafio a mais para os tricampeões mundiais de Star, Robert Scheidt e Bruno Prada, que retornam à classe depois de vencerem a Semana de Vela de Ilhabela, em julho deste ano. O Yacht Club Nassau receberá uma flotilha de 18 embarcações entre os dias 3 e 8 de dezembro, na primeira competição de Scheidt após a conquista do Mundial de Laser no Omã.

A esquadra americana composta por 12 velejadores em seis embarcações representa um terço da flotilha do campeonato exclusivo para convidados que contribuíram e ainda contribuem para que a Star seja considerada como mais técnica das classes olímpicas em todos os tempos. Entre as celebridades, Paul Cayard compete como convidado especial, ao lado de Austin Sperry (37º no ranking na SSL). Scheidt e Cayard foram adversários em uma única oportunidade, quando o americano foi ao Rio de Janeiro para correr a Nestlé Match Cup, em 2009. O brasileiro venceu o único confronto entre ambos e Cayard foi vice-campeão, perdendo a final para o gaúcho Daniel Glomb.

Cayard dedicou a maior parte de sua carreira à America’s Cup, intercalando campanhas olímpicas de Star e participações na Regata Volta ao Mundo. Foi campeão da Louis Vuitton Cup em 1992. Nunca escondeu, porém, que o barco Star é sua paixão na vela e por esse motivo considera o título mundial de 1988 como um dos mais valorizados de sua ampla coleção. A última participação pela classe em Olimpíadas foi nos Jogos de Atenas, onde representou os Estados Unidos, em 2004.

O velejador americano, vivendo a expectativa pelo início da competição em Nassau, aprovou o formato de disputa proposto pela Star Sailors League. “Eu acho que é uma ideia fantástica. Se existe uma classe no esporte da vela que merece um ‘Final Masters’ no encerramento de cada temporada, estou certo de que é a Star”, afirmou Cayard diante da perspectiva de que os velejadores somem pontos ao longo do ano e os melhores do ranking se classifiquem para a final mundial, como na Copa Masters de Tênis em relação à ATP.

O legado de Paul Cayard

A força americana na SSL não está limitada ao carisma de Cayard, outras cinco duplas do país estão confirmadas para competir nas Bahamas: Mark Mendelblatt e Brian Fatih, líderes do ranking da SSL; George Szabo, campeão mundial de Star, que irá correr ao lado de Craig Moss; Augie Diaz e John von Schwarz, além do mais jovem velejador da flotilha, Tomas Hornos, que terá como parceiro Joshua Revkin e da dupla Mark Strube e Eivind Melleby. Entre os 2.400 velejadores da SSL, 550 são americanos.

Mark Mendelblatt, além de ter passado por várias classes olímpicas até o ingresso na Star, venceu a Louis Vuitton Cup em 2007, como tático do Emirates Team New Zealand. Para vencer a Bacardi Cup de Star em 1986, em Miami, teve de superar outros grandes velejadores como o brasileiro Lars Grael e o francês Xavier Rohart. “É muito bom continuar velejando na classe no mais alto nível, apesar de não fazer parte da próxima olimpíada. O sistema da SSL, com regatas ao redor do mundo para se estabelecer um ranking e depois partir para a grande final, é uma ótima maneira para se manter os melhores velejadores juntos ao longo do ano”.

Para George Szabo a escolha do local para se organizar a competição inaugural da Star Sailors League não poderia ser mais adequada. “Mal posso esperar para velejar novamente na bela paisagem das Bahamas. Nassau é uma das melhores raias de vela do mundo. Um cenário paradisíaco que mescla lanchas, veleiros, esquiadores em belas praias com vento, ondas, pessoas animadas… é simplesmente fantástico”.

A premiação total da Star Sailors League é de 200 mil dólares, incluindo o ‘Skipper do Ano’ (melhor comandante da temporada). A dupla eleita como a mais eficiente de 2013, levará o “Simpson Memorial Trophy”, troféu em homenagem ao britânico Andrew ‘Bart’ Simpson, campeão olímpico de Star em Pequim, vítima fatal de um acidente com o barco sueco Artemis, durante treino para a America’s Cup deste ano na Baía de São Francisco (EUA).

Patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, Scheidt conta com os apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para 2016. Ao lado Bruno Prada, conquistou o tricampeonato mundial de Star e duas medalhas olímpicas, prata em Pequim e bronze em Londres. Bruno, que tem os patrocínios do Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela. Retornou à classe Finn após a Semana de Vela de Ilhabela.

Da Local

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