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Ventos fracos marcam o primeiro final de semana da última etapa da Copa Suzuki Jimny

Regata mais longa do Circuito Ilhabela de Vela Oceânica, Volta à Ilha durou quase 11 horas com o Lexus/Chroma tornando-se o ‘Fita Azul’, primeiro a cruzar a linha de chegada

O Lexus/Chroma liderando a regata

O Lexus/Chroma liderando a regata

Ilhabela (SP) – A regata mais longa e mais esperada da Copa Suzuki Jimny teve o equilíbrio entre as embarcações como principal característica em sua 12ª edição, condição rara para uma disputa de 40 milhas náuticas (70 km). Os seis primeiros cruzaram a linha de chegada em um período de apenas 15 minutos. O ‘Fita Azul’ Lexus/Chroma concluiu a prova às 21h31, depois de velejar durante 8h31m48. A vantagem sobre o Caballo Loco foi de 54 segundos. O Barracuda chegou logo em seguida, após 1m48.

No tempo corrigido, o Caballo Loco venceu a classe C30, à frente do Barracuda e do Caiçara/Porshe. Na ORC, o líder da classe Tangaroa levou a melhor sobre Orson/Mapfre e Lexus/Chroma. Na RGS geral, o Suduca comemorou a vitória sobre Infinity e Kanibal, segundo e terceiro colocados, respectivamente. O Boccalupo fechou a raia às 23h38 de sábado (30), depois de quase 11 horas de regata.

“O sul-sueste lá fora (mar aberto) deixou a regata muito técnica. O mais legal é que a flotilha se manteve compacta, o que não é comum numa travessia tão longa. Os 22 barcos cruzaram a linha de chegada em um intervalo de apenas duas horas”, analisou o diretor da Comissão de Regatas (CR) Cuca Sodré, que só retornou ao Yacht Club de Ilhabela (YCI) com o barco da CR na madrugada de domingo.

Apesar do desgaste da regata com chuva e ventos que mal ultrapassaram os dez nós, a tripulação do Suduca não dispensou a comemoração que se estendeu até a madrugada na varanda do YCI. No dia seguinte, o comandante Marcelo Claro ainda estava radiante. “Fizemos tudo certo do começo ao fim, o mais simples possível. Observei que andávamos mais rápido com a genoa (vela de proa) em relação aos barcos que usavam a vela-balão. Os barcos maiores no nosso visual, logo à frente, nos davam a referência do que fazer”.

A tática adotada pela experiente tripulação do Suduca fez a diferença durante as 9h18 em que o barco se manteve em regata. “O mar próximo à ilha estava muito batido, o que interfere no rendimento da embarcação. Quando nos afastamos da costa encontramos um canal de vento e nos aproximamos do pelotão da frente”, considerou Marcelo Claro. Atribuo essa vitória ao timoneiro, Plínio Romeiro, que conduziu o Suduca com perfeição.

No Lexus/Chroma, o tático e timoneiro Alexandre Marin assumiu também o comando do veleiro na ausência de Luiz Crescenzo. “A Volta à Ilha foi muito empolgante. Ficou todo mundo meio junto. Estávamos bem na frente, mas caímos em um ‘buraco’ de vento e fomos ultrapassados. Só conseguimos recuperar a ponta a 300 metros da chegada depois de um duelo com o Caballo Loco. Vamos com tudo para brigar com o Tangaroa, líder da ORC, no próximo fim de semana”. A tripulação de Santos incorporou ao barco o nome Navega Brasil, lei de incentivo fiscal que permite a formação de novos velejadores.

Legado de Peter Blake – A bióloga Iris Poffo correu a regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake como proeira do Infinity. Fez questão de lembrar da ideologia do velejador neozelandês que antes de ser assassinado na Amazônia, navegou a costa brasileira com o veleiro Seamaster mapeando a fauna e a flora do litoral do País. “Peter Blake adquiriu uma ampla visão da natureza por todos os países onde passou, muito além da nossa dimensão urbana. Sentiu a necessidade de voltarmos a nos integrar ao meio ambiente”.

O bicampeão da America’s Cup deu o nome à Regata Volta à Ilha depois de correr a prova e fazer a entrega de prêmios aos vencedores em 2002, quando atracou o Seamaster no pier flutuante do Yacht Club de Ilhabela. “Hoje, o contato com o cimento nos afastou da natureza, mas para o velejador é essencial estabelecer essa sintonia com o mar, o vento, e os elementos que lhe fornecem subsídios para correr uma regata. O velejador que observa a natureza, veleja melhor”, recomendou a bióloga.

Iris destaca também a oportunidade da gestão ambiental que um barco oferece aos seus tripulantes. “Quando se está a bordo, é preciso gerenciar a água potável, os resíduos, o tipo de alimentação. É sempre melhor optar por alimentos naturais em vez de congelados. Você muda a forma de descarte de lixo. Só se cria consciência, quando se percebe que um saco plástico jogado no mar pode matar um golfinho ou uma tartaruga, por exemplo”.

Faltou vento – As regatas que estavam previstas para este domingo (1º/12) foram canceladas pela falta de vento. A Comissão de Regatas partiu rumo à Ponta das Canas com a esperança da entrada do vento leste. Aguardou até às 14h e oficializou a cancelamento das provas. A vontade não satisfeita de as tripulações velejarem, foi compensada pela antecipação da tradicional canoa de cerveja. As regatas da quarta e decisiva etapa da Copa Suzuki Jimny voltam a ser disputadas no próximo final de semana (7 e 8/12), quando os campeões do Circuito Ilhabela de Vela Oceânica de 2013 serão conhecidos.

Regata Volta à Ilha – Sir Peter Blake

ORC
1º – Tangaroa, 2º – Orson/Mapfre, 3º – Lexus/Chroma

C30
1º – Caballo Loco, 2º – Barracuda, 3º – Caiçara/Porshe

RGS geral
1º – Suduca, 2º – Infinity, 3º – Kanibal

IRC
1º – Tangaroa, 2º – Orson/Mapfre, 3º – Maria Preta

Da ZDL

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