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Scheidt e Prada estreiam nesta quarta na Star Sailor League

Competição com os principais velejadores da classe Star nas últimas temporadas estreia novo formato de regatas nas Bahamas

O mestre Carlo Borlenghi registrou a volta da dupla à classe Star

O mestre Carlo Borlenghi registrou a volta da dupla à classe Star

Nassau (BAH) – Robert Scheidt e Bruno Prada estão de volta à Star, classe que rendeu a eles as medalhas de prata e de bronze nos dois últimos Jogos Olímpicos, Pequim/2008 e Londres/2012, além do tricampeonato mundial. A dupla brasileira estreia nesta quarta-feira (04) na Star Sailors League, competição inaugural da liga criada na Suíça pelos próprios velejadores da classe, considerada a mais técnica entre as que já integraram o programa olímpico.

Ao lado de Prada, Scheidt compete no Yacht Club Nassau como uma das principais atrações do campeonato, assim como o convidado especial Paul Cayard. Além do esperado duelo entre os brasileiros e o americano, que conquistou o título mundial na classe em 1988, a Star Sailors League conta com outros campeões mundiais como a dupla polonesa Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki e o americano George Szabo, que irá correr com Craig Moss. Os franceses Xavier Rohart e Pascal Rambeau conquistaram o bronze nos Jogos de Atenas em 2004.

“Não estamos bem treinados, mas os outros também não estão. Quase ninguém velejou de Star depois de Londres. A raia fica longe do clube e serão em média três regatas por dia. Vai exigir prepara físico. O primeiro dia é que vai nos dar uma noção de como será o campeonato. Temos de ficar entre os dez primeiros após o terceiro dia”, considera Scheidt, que conta com patrocínio do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, e com os apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para 2016. O velejador competirá pela primeira vez nas Bahamas. “Também temos de ficar atentos com o americano Mark Mendelblatt e o italiano Diego Negri”.

Para o parceiro Prada, as águas do Caribe não são novidade. “Velejei aqui em 2010 e disse ao Robert que um dia teríamos de voltar juntos. A água é quente, o clima é agradável e podemos competir com o mínimo de roupa. Tem vento, o que lembra um pouco Búzios”, compara o velejador, patrocinado pelo Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela. “O que mais importa aos velejadores é que esse campeonato valoriza o atleta, o que não é muito comum na vela. Vai oferecer uma oportunidade de profissionalização e estamos aqui porque nosso currículo vai contribuir para que isso aconteça”.

A Star Sailors League terá nove regatas nos três primeiros dias para as dezoito duplas convidadas de acordo com o ranking mundial e o histórico na classe. No sábado, as dez melhores duplas fazem quartas-de-final, semifinal e final, levando para a raia, dez, sete e quatro barcos, respectivamente, nas três regatas decisivas.

A Capital da Vela do Caribe

A Comunidade das Bahamas é um país formado por três mil pequenas ilhas, sendo que Nassau é a capital da ex-colônia britânica que absorveu o êxodo dos escravos americanos durante e após a guerra civil nos Estados Unidos. A população de 360 mil habitantes tem o atletismo como o principal e mais vencedor esporte.

Entre o centro da cidade, formado por estabelecimentos comerciais de no máximo dois ou três andares, brancos ou de cor clara, e o pequeno Yacht Club Nassau, que possui apenas um píer em um braço de mar, destaca-se um estádio de atletismo, uma das maiores construções da cidade. Mas a vela tem sua marca na história esportiva do país, justificando os vários veleiros que se vê fundeados ao logo da costa. Nos Jogos de Tóquio/1964, as Bahamas conquistaram sua medalha de ouro na vela e justamente na Star, com Durward Knowles e Cecil Cooke. Quatro anos antes, Knowles já havia ganho o bronze na mesma classe.

A premiação total da Star Sailors League é de 200 mil dólares, incluindo o ‘Skipper do Ano’ (melhor comandante da temporada). A dupla eleita como a mais eficiente de 2013, levará o “Simpson Memorial Trophy”, troféu em homenagem ao britânico Andrew ‘Bart’ Simpson, campeão olímpico de Star em Pequim, vítima fatal de um acidente com o barco sueco Artemis, durante treino para a America’s Cup deste ano na Baía de São Francisco (EUA).

Da Local

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