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Copa SUzuki define seus campeões neste final de semana em Ilhabela

O maior circuito de vela oceânica do Brasil termina neste final de semana com regatas próximas ao Yacht Club de Ilhabela

Aline Bassi registrou o Asbar em Ilhabela

Aline Bassi registrou o Asbar em Ilhabela

Ilhabela (SP) – O cenário está perfeito. O final de semana no Litoral Norte promete sol e vento entre 10 e 12 nós, condições ideais para as regatas decisivas da Copa Suzuki Jimny, o maior circuito de vela oceânica do Brasil, que está sendo disputado desde março. A flotilha de cerca de 40 barcos terá entre duas e três provas neste sábado (7), que comemoram o “Dia do Marinheiro”, e encerrará o dia com jantar de premiações especiais ao som da banda de rock Tom Cats, no Yacht Club de Ilhabela. No domingo (8), mais duas ou três regatas definirão os campeões da temporada, com nova premiação aos vencedores no fim da tarde.

No final de semana passado, foi disputada a tradicional Volta à Ilha – Sir Peter Blake para os barcos maiores. Os menores não conseguiram largar por falta de vento. Desta vez, a garantia de boas condições climáticas antecipa disputas acirradas em várias classes. Na ORC A, a briga está entre o Tangaroa, comandado por James Bellini, e o Lexus/Chroma, de Luiz de Crescenzo, separados por apenas sete pontos. Na ORC B, a situação do Sextante, de Thomaz Shaw, é bem mais confortável. Ele tem 14 pontos a menos do que o Colin, de Sebastian Menendez, mesma vantagem que o Loyal (Marcelo Massa) leva sobre o Barracuda (Humberto Diniz), na classe C30, uma das que mais cresce no Brasil. 

Na HPE, cinco barcos lutam pelo título. O favorito é o Relaxa Next/Caixa (Roberto Mangabeira), que soma 33 pontos perdidos, mas é perseguido pelo Ginga (Bruno Chvaicer), com 41, SER Glass Eternity (Marcelo Bellotti), 50, Fit to Fly (Eduardo Mangabeira), 51, e Jimny/Bond Girl (Rique Wanderley), 52. 

A classe RGS reúne o maior número de veleiros. A divisão A tem, praticamente, um campeão definido: o Jazz, de Valéria Ravani, tem 16 pontos contra 35 do Urca/Bl3, de Pedro Rodrigues. Na B, Asbar II (Sérgio Klepacz) e Suduca (Marcelo Claro) estão muito próximos, 14,5 a 19. Na C, o Rainha (Leonardo Pacheco) é o virtual campeão e na divisão Cruiser o Boccalupo (Cláudio Meragno) só pode ser alcançado pelo Coccon (Luiz Caggiano). 

“Pelos resultados do ano, as regatas decisivas prometem muita emoção neste final de semana. A Copa Suzuki Jimny chega ao final confirmando a condição de circuito mais importante do Brasil, em sua 13a. edição. O Yacht Club de Ilhabela sente-se honrado em propiciar esta disputa a alguns dos principais velejadores brasileiros. Vamos agora aproveitar o sábado também fora da água com a festa de confraternização”, lembra Carlos Eduardo Souza e Silva, o “Kalu”, diretor de vela do Yacht Clube de Ilhabela e comandante do Orson/Mapfre, terceiro colocado na ORC A.

Durante a festa do sábado, será sorteado um kit Suzuki Adventure contendo mochila, squeeze, chaveiro, ecobag e capa de neoprene para Ipad. Outro kit será entregue ao ‘driver owner’, o melhor comandante da classe HPE na temporada de 2013. 

Resultados acumulados após 3 etapas e a regata Volta à Ilha, abertura da 4a. etapa 

ORC A
1º – Tangaroa (James Bellini) – 12 pontos perdidos
2º – Lexus/Chroma (Luiz Gustavo de Crescenzo) – 19 pp
3º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 29 pp

ORC B
1º – Sextante (Thomaz Shaw) – 11 pp
2º – Colin (Sebastian Menendez) – 25 pp
3º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 26 pp

C30
1º – Loyal (Marcelo Massa) – 15 pp
2º – Barracuda (Humberto Diniz) – 29 pp
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 40 pp

HPE 
1º – Relaxa Next/Caixa (Roberto Mangabeira) – 33 pp 
2º – Ginga (Breno Chvaicer) – 41 pp 
3º – SER Glass (Marcelo Bellotti) – 50 pp
4º – Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) – 51 pp 
5º – Jimny/Bond Girl (Rique Wanderley) – 52 pp 

RGS A 
1º – Jazz (Valéria Ravani) – 16 pp 
2º – Urca/BL3 (Pedro Rodrigues) – 35pp 
3º – Maria Preta (Alberto Barreti) – 37 pp 

RGS B 
1º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 14,5 pp 
2º – Suduca (Marcelo Claro) – 19 pp 
3º – Kanibal (Martin Bonato) – 24,5 pp 

RGS C
1º – Rainha (Leonardo Pacheco) – 11 pp
2º – Ariel (Andreas Kugler) – 20 pp

RGS Cruiser 
1º – Boccalupo (Claudio Melaragno) – 14 pp 
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 21 pp 
3º – Brazuca (José Rubens Bueno) – 33 pp 

Da ZDL

Robert Scheidt vence esperado duelo com Paul Cayard na Star Sailors League

Brasileiros cruzaram a linha de chegada apenas dois segundos à frente da dupla americana em Nassau, nesta sexta (6)

Largada da regata em Nassau

Largada da regata em Nassau

Nassau (BAH) – O anunciado duelo entre duas das maiores estrelas da Star Sailors League (SSL), Robert Scheidt e Paul Cayard, finalmente aconteceu na raia de Nova Providência, ao norte do Nassau Yacht Club, nas Bahamas, no que se transformou no mais emocionante da fase de classificação da SSL Finals. A vitória foi da dupla brasileira, que ganhou também a última regata desta sexta-feira (6) e vai para a fase final mostrando domínio da classe, com quatro vitórias e três segundos lugares em nove provas. A competição termina neste sábado (7), quando será conhecido o campeão de 2013, em mais três regatas, a partir das 11h (14h em Brasília).

“Velejar sem pressão, hoje (sexta-feira), foi melhor. Corremos mais soltos e ganhamos”, comemorou Robert Scheidt, que conta com os patrocínios do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, além dos apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro/2016.

A disputa entre brasileiros e norte-americanos dominou a oitava e penúltima prova da primeira fase. Scheidt e Bruno Prada chegaram apenas dois segundos à frente de Paul Cayard e Austin Sperry. No visual, a diferença foi de um barco. Os brasileiros venceram a regata com 63m55. Os também americanos Mendelblatt e Fatih, cruzaram seis segundos depois, deixando aberta a briga entre os três barcos até o último momento.

Cayard surpreendeu. Na largada não estava nem perto dos primeiros e só se recuperou depois de contornar a terceira boia, para a segunda perna de vento em popa. Cayard e Scheidt ultrapassaram Mendelblatt e partiram para um emocionante duelo casco a casco, em que qualquer manobra errada poderia favorecer o adversário. Após o revezamento na liderança, os brasileiros mostraram que fazem a diferença na velejada em popa. Uma chegada sensacional com vitória verde e amarela e aplausos dos espectadores embarcados em torno da raia.

Supremacia

Scheidt e Prada já estavam com a classificação para as quartas de final garantida matematicamente e tinham a intenção de aproveitar as duas regatas do dia ‘apenas’ para testar novas regulagens para o contra-vento, o ponto a ser aprimorado, segundo Scheidt. A motivação para vencer manteve-se elevada como se fosse uma decisão. Na segunda prova, a supremacia brasileira se repetiu. A dupla medalhista nas duas últimas olimpíadas passou a liderar após a largada e no segundo contra-vento a vantagem sobre Mendelblatt e Fatih, os vice-líderes, já estava em 30 segundos.

Com a velocidade adquirida pelos brasileiros na última perna de popa, a liderança tornou-se ainda mais tranquila. A distância de 150 metros em relação aos que disputavam o segundo lugar era a certeza de uma nova vitória, consolidada após 1h02m37. Mendelblatt e o dinamarquês Hestbaek chegaram praticamente juntos, depois de 54 segundos. As duas vitórias brasileiras foram obtidas em um percurso de 1,5 milha (2,7 km) com vento predominante de leste, em torno de 15 nós (28 km), considerado ideal para uma regata de classes olímpicas.

“Não levaremos os pontos, mas a confiança que adquirimos nos três dias, com resultados muito favoráveis, é fundamental. Agora é esperar que o vento esteja forte para aproveitarmos nossa velocidade. Se estiver mais fraco, nivela todos e ficará mais complicado para nós. O ideal seria 15 nós e que na intensidade não diminuísse”, explicou Scheidt. “Amanhã, terá pressão e vai ser importante tomar cuidado na largada e evitar protestos, mas não dá para velejar pensando em chegar em sétimo ou quarto (as ‘notas de corte’ das quartas de final e semifinal). Tem que velejar para ganhar.

O desempenho de Robert Scheidt na competição rendeu elogios até de um dos adversários, o francês Xavier Rohart, líder do ranking criado pela SSL. “O sábado será fantástico. O formato da competição pode não ser o ideal, mas garante a emoção até o final. Está sendo muito bom velejar contra o Robert. Ele e o Mendelblatt são os favoritos e eu também vou brigar por um lugar no pódio. É impressionante ver o Robert conduzindo o barco. É uma habilidade que ele traz da classe Laser. A correnteza na raia está muito forte, o que exige muito esforço e atenção na tática”, comentou Rohart.

Regulamento perigoso

A ampla vantagem acumulada por Scheidt e Prada nas nove regatas preliminares será desconsiderada neste sábado, dia de se conhecer os campeões após três regatas: quartas de final, semifinal e final, com dez, sete e quatro barcos respectivamente. Os pontos obtidos pelos dez primeiros colocados, entre uma flotilha de 18 barcos, serão zerados, situação inclusive questionada por Bruno Prada.

“Para o evento não seria atrativo se fôssemos para a fase final com 20 ou 25 pontos de vantagem sobre os adversários, mas para nós não é a melhor condição. O importante é que estou muito feliz de competir e com a nossa velocidade em popa. As regatas de hoje foram espetaculares. Vencemos o Paul Cayard por uma onda que nos levou até a linha de chegada”, defendeu o proeiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela.

A observação de Prada repercutiu entre os velejadores e a SSL já considera mudar o regulamento para a SSL Finals de 2014. No inédito evento das Bahamas, as 18 duplas convidadas de acordo com o ranking da liga, criada neste ano, disputaram nove regatas com o mesmo peso em três dias. As dez mais bem classificadas passaram para o quarto e último dia, que terá as três últimas regatas. Três barcos serão eliminados em cada uma das duas primeiras. Vão sobrar apenas quatro duplas para a última e decisiva prova que definirá o primeiro campeão da promissora SSL.

Classificados para a fase final da SSL, após 9 regatas e um descarte

1. Robert Scheidt/Bruno Prada (BRA) – 13 pontos perdidos (2+[4]+1+3+1+2+2+1+1)
2. Mark Mendelblatt/Brian Fatih (USA) – 32 pp (6+2+3+5+3+7+[9]+3+3)
3. Diego Negri/Sergio Lambertenghi (ITA) – 49 pp (1+1+6+9+2+[13]+5+15+11)
4. Xavier Rohart/Pierre-Alexis Ponsot (FRA) – 51 pp (7+6+5+10+6+1+11+[17]+5)
5. Eivind Melleby/Mark Strube (NOR) – 51 pp (3+8+11+4+[14]+3+4+12+7)
6. Robert Stanjek/Frithjof Kleen (ALE) – 55 pp (13+5+2+[16]+7+10+6+5+8)
7. Mateusz Kusznierewicz/Dominik Zycki (POL) – 57 pp (4+[14]+4+6+12+11+3+8+9)
8. Johannes Polgar/Markus Koy (ALE) – 67 pp (11+15+[17]+15+5+5+1+11+4)
9. Augie Diaz/Jon Von Schwarz (USA) – 74 pp (8+7+7+13+8+[19]+12+9+10)
10. Michael Hestbaek/Claus Olesen (DNK) – 77 pp (5+11+12+[17]+16+9+16+6+2)

Da Local

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