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Copa Suzuki chega ao seu final se consolidando como um dos principais eventos de oceano do país

Depois de um final de semana com ventos médios, calor e muito sol, favoritos confirmam os títulos de 2013 em Ilhabela

ALine Bassi registrou a festa do Jazz

ALine Bassi registrou a festa do Jazz

Ilhabela (SP) – O final de semana que encerrou a Copa Suzuki Jimny 2013 foi perfeito em vários aspectos: na água, regatas de alto nível, com vento entre 15 e 20 nós, sempre com sol e calor. Em terra, confraternização com a canoa de cerveja, premiações da Regata Volta à Ilha, Dia do Marinheiro, quarta etapa e a geral do ano. Os favoritos confirmaram os títulos, consolidando a competição como o circuito de vela oceânica mais importante do País, com média de 40 barcos em cada fase.

Neste domingo (8) a Comissão de Regatas montou novamente a raia na Ponta das Canas, no norte de Ilhabela e realizou duas regatas para a classe HPE e uma para as demais. A classificação da etapa e do campeonato praticamente não sofreram mudanças.

Na classe ORC, nenhuma surpresa. Na divisão A o Tangaroa, de James Bellini, garantiu a etapa e o título geral, depois de uma boa disputa com o Navega Brasil/Lexus. Na B, o Sextante enfrentou o Colin com larga vantagem e repetiu a dose do Tangaroa.

A ausência do campeão da temporada, o Loyal, de Marcelo Massa, permitiu que o Caballo Loco dominasse a raia da classe C30 nos últimos dois finais de semana. A tripulação de Mauro Dottori saiu invicta na quarta e última fase da competição e comemorou bastante o feito. O Loyal já havia assegurado o título, depois de vencer as três primeiras etapas.

HPE tem novo dono – Depois de três títulos seguidos, o Ginga teve de abrir mão da hegemonia na HPE. Mesmo com uma vitória e um segundo lugares neste domingo, o time de Breno Chvaicer foi superado pela maior regularidade do Relaxa Next/CAIXA, comandado por Roberto Mangabeira e reforçado pelo tetracampeão mundial de J24, Maurício Santa Cruz, o “Santinha”, que garantiu o ambicionado título, numa das classes mais disputadas da vela oceânica brasileira. A etapa final foi vencida pela incrível performance do Bixiga, de Pino di Segni, com quatro vitórias em cinco provas.

“Corremos tranquilos neste domingo, sabendo que o título estava na mão. O segredo foi a regularidade durante o ano inteiro, pois a competição é longa. O objetivo era chegar bem e não só ganhar. Para 2014, o grupo deve se manter e vamos buscar o Brasileiro e a Semana de Vela, os únicos campeonatos que ainda não ganhamos”, analisou o timoneiro do Relaxa Next/Caixa, que está em busca de patrocínio para lutar ano que vem pelo pentacampeonato mundial de J24.

As mulheres do Jazz vencem na RGS A – O Maria Preta deu show neste final de semana em Ilhabela. Ganhou duas regatas e empatou em primeiro em outra com o Inaê/Transbrasa. Com isso, garantiu o título da quarta etapa, mas não foi suficiente para alcançar o Jazz na classificação geral do campeonato. O time de Valéria Ravani velejou com tranquilidade nestes dois finais de semana, pois a taça já estava praticamente assegurada. Depois do vice-campeonato em 2012 chegou a vez de comemorar o lugar mais alto do pódio.

“Estou muito feliz pelo equilíbrio que a classe demonstrou nesta temporada, refletida pela mudança da liderança ao longo das etapas. Isso incentiva os velejadores e mostra como a classe está forte. Gostei muito de ter velejado com sete mulheres e dois homens, redistribuí as funções e organizei de forma que a equipe rendesse. Quero dar o exemplo para incentivar mais mulheres a velejar,” afirmou a comandante Valéria Ravani.

Quem também festejou, depois do vice no ano passado, foi o Asbar na RGS B. A equipe de Sérgio Klepacz nem foi para a água neste domingo, ficou no Yacht Club de Ilhabela saboreando o título. Com isso, o Kanibal, de Martin Bonato, se aproveitou e, depois de uma boa disputa com o Suduca, de Marcelo Claro, faturou a quarta etapa.

O Rainha/Empresta Capital, de Leonardo Pacheco, não teve adversários em 2013. Dominou a RGS C e conquistou o título, assegurado com antecedência. Ganhou as quatro etapas do final de semana e foi para o Yach Club de Ilhabela aproveitar a canoa de cerveja.

A classe RGS Cruiser teve uma disputa forte nos dois finais de semana. O Anequim, de Mitsuo Shibata, dominou este sábado e domingo, com quatro vitórias, mas a ausência na Regata Volta à Ilha, na semana passada, foi fatal. O BL3/Wind Náutica, de Clauberto Andrade, ganhou a última etapa do ano na somatória das cinco provas. Regular o ano inteiro, o Boccaluppo, de Cláudio Melaragano, comemorou o título de 2013.

Para fechar a programação do domingo, foi realizada no final da tarde, a premiação dos ganhadores da última fase da temporada. Estes receberam, além de medalhas, um belo troféu em madeira com a imagem estilizada do Farol dos Moleques, que fica no meio do Canal, entre São Sebastião e Ilhabela. A obra foi feita pelo artesão da ilha, Davi Borges. No encerramento, foi sorteada uma bicicleta da Suzuki. O ganhador, Márcio Gonçalves, tripulante do Kanibal, já saiu pedalando da premiação.

O ponto alto do final de semana, fora da água, acabou sendo o show do conjunto de Ilhabela, Tom Cats, que revisitou o rock dos anos 60 a 80, para a vibração de uma plateia entusiasmada. Depois vários bis e mais de 2h30 de show, o Tom Cats se despediu do Yacht Club de Ilhabela, com a certeza de ter feito o melhor show da temporada.

“O ano teve quatro etapas excelentes e procuramos intensificar a programação social , importante para manter os velejadores unidos e integrar os patrocinadores com a comunidade náutica. No sábado passado tivemos o dia mais bonito da competição, tanto na água como no clube. Tivemos uma boa média de barcos ao longo da temporada, o que mostra que o circuito continua sendo o mais importante da vela naciona”, resumiu Carlos Eduardo Souza e Silva, comandando do Orson/Mapfre, terceiro colocado na ORC A e diretor de vela do Yach Club de Ilhabela.

Vencedores da quarta etapa 

ORC A – Tangaroa (James Bellini)

ORC B – Sextante (Thomaz Shaw)

C30 – Caballo Loco (Mauro Dottori)

HPE – Bixiga (Pino di Segni)

RGS A – Maria Preta (Alberto Barreti)

RGS B – Kanibal (Martin Bonato)

RGS C – Rainha (Leonardo Pacheco)

RGS Cruiser – BL3/Wind Náutica (Clauberto Andrade)

Classificação final de 2013

ORC A

1º – Tangaroa (James Bellini) – 15 pontos perdidos
2º – Lexus/Chroma (Luiz Gustavo de Crescenzo) – 25 pp
3º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 38 pp

ORC B

1º – Sextante (Thomaz Shaw) – 14 pp
2º – Colin (Sebastian Menendez) – 31 pp
3º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 35 pp

C30

1º – Loyal (Marcelo Massa) – 19 pp
2º – Barracuda (Humberto Diniz) – 35 pp
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 43 pp

HPE

1º – Relaxa Next/Caixa (Roberto Mangabeira) – 48 pp
2º – Ginga (Breno Chvaicer) – 59 pp
3º – Jimny/Bond Girl (Rique Wanderley) – 76 pp
4º – Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) – 76 pp
5º – Bixiga (Pino di Segni) – 81 pp

RGS A

1º – Jazz (Valéria Ravani) – 24 pp
2º – Maria Preta (Alberto Barreti) – 40,5 pp
3º – Urca/BL3 (Pedro Rodrigues) – 45pp

RGS B

1º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 18,5 pp
2º – Suduca (Marcelo Claro) – 26 pp
3º – Kanibal (Martin Bonato) – 30,5 pp

RGS C

1º – Rainha (Leonardo Pacheco) – 14 pp
2º – Ariel (Andreas Kugler) – 28 pp

RGS Cruiser

1º – Boccalupo (Claudio Melaragno) – 20 pp
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 29 pp
3º – Brazuca (José Rubens Bueno) – 48 pp

Da ZDL

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