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Na Laser ou na Star, objetivo de Robert Scheidt é sexta medalha olímpica para o Brasil

Velejador encerra a temporada com títulos nas duas classes, disposto a alcançar marca inédita para um atleta brasileiro nos Jogos de 2016

São Paulo – Para o maior atleta olímpico brasileiro, chegar ao topo do pódio nos Jogos do Rio de Janeiro em 2016, velejando em “casa”, é o principal objetivo. A sexta medalha de Robert Scheidt em Olimpíadas pode vir na Laser ou na Star. Dividido entre as duas classes, o velejador se apresenta com chances reais em ambas: dias depois de conquistar o Mundial de Laser em Omã, o 11º na categoria, em novembro, foi o campeão da Star Sailors League nas Bahama, a mais importante competição do ano na Star, no último sábado (7).

“Conquistar uma medalha de ouro aos 43 anos, em casa, diante da família e da torcida brasileira e poder encerrar a carreira dessa forma, é um sonho” destacou Scheidt, dono de dois ouros (Atlanta/1996 e Atenas/2004, na Laser), duas pratas (Sydney/2000, na Laser, e Pequim/2008, na Star) e um bronze (Londres/2012, na Star), durante coletiva de imprensa no Yacht Club Santo Amaro nesta quarta-feira (11). “Se a Star voltar ao programa olímpico posso retornar à classe. mais adequada à minha idade porque exige menos do físico. Tenho uma bagagem muito grande na Star, mas hoje a minha realidade é a classe Laser. Como eu venci o Mundial em Omã, também sinto-me candidato para disputar a Olimpíada no Rio nessa classe. O barco em que vou competir será só uma ferramenta para tentar buscar o título.” De olho nos Jogos de 2016, Scheidt traça planos para a próxima temporada. Após um curto período de descanso programado com a família, em Ilhabela, litoral paulista, o velejador segue para Niterói, no Rio de Janeiro, onde disputará a Copa Brasil, em janeiro, torneio de observação dos velejadores olímpicos. Estão previstas ainda, a Miami Olimpic Class (fevereiro), o Troféu Princesa Sofia, na Espanha, e a Semana Olímpica de Hyères, na França (abril), a Semana de Vela de Garda, na Itália e o Campeonato Europeu (junho), um evento-teste na raia olímpica na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro (agosto), e o Mundial de Santander, na Espanha (setembro). “São muitas competições, e não sei se vou disputar todas, vai depender de como o meu corpo vai reagir. Hoje estou priorizando mais a qualidade do que a quantidade, por isso não estou muito preocupado com o ranking”, ponderou o velejador. “Antes, dizia que podia velejar bem por mais quatro anos. Hoje digo que são dois anos e meio. O tempo está voando. Tenho uma grande montanha para escalar, até os Jogos.” Para enfrentar a maratona de competições e se manter velejando em alto nível, Scheidt investe em treinamento específico, focado principalmente na prevenção de lesões. “Tento pensar sempre qual o tipo de treino que vai me ajudar a melhorar e vencer as regatas. São exercícios mais específicos, com bicicleta e alongamento. Antes de entrar na água, faço 20 minutos de trabalho com a coluna e o abdômen. É uma parte chata de fazer, mas é necessária”, explicou. “E preciso agradecer ao COB por enviar um fisioterapeuta a todas as competições. Isso faz uma diferença enorme para que o atleta possa se recuperar e acordar bem no dia seguinte para competir. Também agradeço aos meus patrocinadores, Banco do Brasil, Deloitte e Rolex, que estão possibilitando mais esse ciclo olímpico”. Apesar da idade avançada, em relação aos demais velejadores, exigir cuidados especiais durante o treinamento, Scheidt mostra fôlego de sobra para disputar sua sexta olimpíada. “A vela é um esporte que não depende só do físico. A experiência que adquiri também conta muito. Hoje, aguento muito melhor a pressão. Sinceramente, minha disposição para competir é a mesma que possuía quando eu tinha 20 ou 25 anos”, afirmou. A intenção de Scheidt é de encerrar seu ciclo em 2016, no Rio, mas se a Star retornar ao programa olímpico para os Jogos de 2020, haveria a chance de seguir competindo até os 47 anos. “Nesse caso eu poderia estudar a possibilidade de competir nos Jogos de Tóquio. Teoricamente, pela idade daria, mas a chance é pequena. A decisão é política e não depende de mim. O que posso fazer é treinar com o que existe hoje e esperar pelas definições do Comitê Olímpico Internacional”. Recorde Ao conquistar o Mundial de Omã, em novembro, Robert Scheidt alcançou a marca inédita de 14 títulos mundiais em classes olímpicas – 11 na Laser, incluindo um juvenil, e 3 na Star. Entre os nomes que entraram para a história da vela mundial, apenas o britânico Ben Ainslie, tetracampeão olímpico, chegou perto, com 11 títulos – seis na Finn e três na Laser, mais dois juvenis. Também tetracampeão olímpico, o dinamarquês Paul Elvström, um dos ídolos de Scheidt, tem seis títulos mundiais – dois na Soling, dois na Star e outros dois na Finn.

Da Local

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