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‘Mais Realizado’ vence a classe C30 na abertura da Ilhabela Sailing Week

Veleiro de Ilhabela supera vento fraco e favoritos para vencer a competitiva classe C30 na primeira regata da 41ª edição do principal evento náutico da América Latina

Foto: Marcos Mendez Edição: Davi Valente www.sailstation.com

Ilhabela (SP) – Em um dia difícil para a maioria dos 130 barcos inscritos na Ilhabela Sailing Week, o Mais Realizado superou o vento fraco aproveitando a experiência da tripulação bem entrosada e acostumada aos ‘atalhos’ das raias de Ilhabela. Correndo na competitiva classe C30, o veleiro local venceu a Regata Toque-Toque por Boreste com uma milha (1.8 km) de vantagem sobre o segundo colocado Relaxa Next Caixa.

“Mesmo com todas as dificuldades foi um dia super legal para nós”, relatou Mário Buckup, timoneiro do barco vencedor. “Até chegar a Toque-Toque, mantivemo-nos em terceiro ou quarto lugar. Na hora de contornarmos a ilha, fizemos um trajeto bem rente e com um rumo mais curto pudemos ultrapassar os adversários. Arriscamos e deu certo, mas tivemos sorte também”, afirmou Buckup com humildade. A C30 conta com sete barcos.

“Na volta optamos por velejar junto à costa de São Sebastião e nos demos bem novamente. O ambiente tranquilo a bordo e a regulagem das velas ajudaram o barco a ganhar velocidade”, analisou Buckup, bicampeão pan-americano da classe Lightning. “Essa vitória nos motiva ainda mais para as regatas barla-sota (boia a boia) a partir de terça-feira. Vamos comemorar hoje (domingo) porque amanhã é dia de treino”. O Mais Realizado superou os favoritos CA Technologies, campeão em 2013 e o Zeus Team, também de Santa Catarina e que chegou na terceira colocação.

Prevaleceu a lógica na HPE – A classe HPE disputou a Regata Renato Frankenthal, no mesmo percurso da C30 e dos barcos menores da RGS. O atual campeão Ginga, de Ilhabela, confirmou o favoritismo em meio a uma flotilha de 22 veleiros. Cruzou a linha de chegada à frente do Artemis e do Take Ashauer, ambos também de Ilhabela. O Fit to Fly, vice em 2013, foi o quinto na prova de abertura da Ilhabela Sailing Week.

“Com um vento que mal chegou a oito nós (14 km/h), foi um anda e para o tempo todo. Começou na direção sul e depois virou para leste”, relatou Henrique Haddad, o Gigante, timoneiro do Fit to Fly. “Cruzamos a linha cinco minutos antes do horário limite, 17h”. O velejador carioca, em campanha olímpica para o Rio 2016 na classe 470, chegou a pensar que a regata poderia ser anulada por falta de luz natural. A HPE não possui luzes de navegação e apenas oito veleiros chegaram dentro do prazo estabelecido.

Sem vento, retorno é antecipado – A Regata Alcatrazes por Boreste – Marinha do Brasil, com 60 milhas náuticas (110 km), foi árdua para os alguns dos barcos que teriam de contornar o arquipélago, devido à falta de vento, o que provocou várias desistências. “Diante da situação adversa, a tripulação do Miragem, do Rio de Janeiro, optou por retornar mais cedo ao Yacht Club de Ilhabela. “Entramos em um buraco de vento e não tínhamos como recuperar. Ficamos parados na Ponta da Sela (extremo sul de Ilhabela), com vários barcos ao redor e não havia como sair do canal para chegar lá fora, no vento leste”, justificou o timoneiro Fábio Bodra.

A tripulação do Miragem, assim como outras que enfrentaram a calmaria, preferiram evitar o desgaste para priorizar os treinos nesta segunda (21), dia livre para os velejadores que só voltam a competir na terça-feira. O Tapioca, de Paraty, também retornou sem chegar a Alcatrazes. “O vento estava muito fraco, Não valia a pena ficar insistindo. Para não perdermos o dia, ligamos o motor e fomos dar um passeio próximo à Alcatrazes. Começamos a festa mais cedo”, comentou cansado, porém, bem humorado, Vitor Oliveira, proeiro do Tapioca.

Regata principal – A Comissão de Regatas estava preparada para receber os barcos que seguiram a Alcatrazes até durante a madrugada desta segunda-feira (21). No início da noite deste domingo, apenas três embarcações da classe S40 haviam cruzado a linha de chegada ao sul de Ilhabela. O vencedor foi o Carioca, conduzido por André Mirsk. O segundo colocado, o Pajero Mitsubishi, com André “Bochecha” Fonseca no leme, concluiu o percurso 3min32 depois. O terceiro foi o Crioula, com Samuel Albrecht, a 53mi13 do ganhador.

Da assessoria

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