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Team Brunel vence prévia da Volvo Ocean Race

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Barco holandês venceu a regata nas Ilhas Canárias contra dois adversários da Volta ao Mundo. Team SCA e o time espanhol também aprovaram VO65. A equipe de Bouwe Bekking completou o percurso de 650 milhas náuticas em 57 horas e 39 minutos. Com o resultado, o Team Brunel garantiu o primeiro lugar e recorde da regata Marina Rubicón Round Canary Islands. Em segundo lugar na classe Volvo Ocean 65 chegou o Team Campos, equipe espanhola, e em terceiro, o Team SCA.

“A regata foi muito divertida, com várias condições diferentes durante o percurso”, disse Rokas Milevičius, do Team Brunel. “Nós tivemos vento forte, vento fraco, períodos sem vento e muito mais”.

Com sete ilhas, e uma série de zonas de transições complicadas, o percurso, como disse Rokas, não foi nada fácil. “Foi uma experiência e tanto. Nós sabíamos exatamente o que esperar, porque Andrew ‘Capey”, nosso navegador, fez a prova antes.

Os espanhóis comandados por Iker Martínez terminaram a prova em 59 horas e 40 minutos, apenas 10 minutos atrás dos rivais holandeses. “Viemos aqui para ver nosso nível e foi uma surpresa chegar em segundo. A verdade é que estamos melhor do pensei”. Em terceiro chegou o Team SCA, barco formado por mulheres.

Enquanto isso, o time chinês do Dongfeng Race Team continua treinando na Espanha e seus tripulantes fizeram aulas de Tai Chi. A arte marcial antiga, famosa por seus inúmeros benefícios à saúde e bem-estar, tem origem na cidade de Shiyan, um dos parceiros da equipe chinesa. “É interessante para o grupo ocidental descobrir coisas novas”, disse o comandante francês Charles Caudrelier.

O Team Alvimedica e o Abu Dhabi Ocean Racing já chegaram em Southampton, no Reino Unido, após uma travessia pelo Oceano Atlântico desde Newport, Rhode Island. “Foi realmente um treino”, disse Simon Fisher do Abu Dhabi.

As equipes participam, em agosto, de regatas no Reino Unido.

Lars e Samuel vencem Sul-Americano de Star em Ilhabela; demais títulos serão definidos neste sábado

Ao lado de Samuel Gonçalves, velejador olímpico ganha o campeonato por antecipação nesta sexta. Decisão das demais classes fica para este sábado

Lars e Samuel lideram regata de Star

Lars e Samuel lideram regata de Star

Ilhabela (SP) – O inédito Campeonato Sul-americano da classe Star incluindo na Ilhabela Sailing Week terminou nesta sexta-feira (25) com a vitória de um tradicional campeão. Lars Grael levantou o troféu pela quarta vez (2005, 2008 e 201) enquanto Samuel Gonçalves comemorou sua primeira conquista continental. A campanha da dupla em 2014 é incontestável.

Lars e Samuca velejaram durante a semana em uma flotilha de 18 barcos, sendo quatro tripulações argentinas. As presenças do atual campeão Bruno Prada, Guilherme de Almeida, Dino Pascolato e Reinaldo Conrad entre outros, garantiram o elevado nível técnico da competição.

“O Bruno, tricampeão mundial, o argentino Torkel, o Dino são grandes velejadores e tornaram o campeonato difícil para nós. Começamos com um ritmo forte, com três vitórias em quatro regatas, o que nos deixou em posição vantajosa”, comentou o campeão Lars. “Hoje (sexta) fomos mais conservadores e ao vencermos a sexta regata, nem precisamos correr a última, descartamos o resultado”.

Antes do Sul-americano, a dupla fez com que um barco brasileiro vencesse pela primeira vez a competitiva Bacardi Cup, em Miami, em seguida conquistaram o Campeonato do Hemisfério Ocidental da classe Star. “Por um equívoco da Comissão de Regatas deixamos de ganhar o Mundial de Star”, resignou-se Lars, consciente sobre o potencial da dupla com Samuca.

O proeiro credita a vitória na Ilhabela Sailing Week justamente ao treino para o Mundial da Itália. “Não foi um campeonato fácil, mas estamos muito bem treinados devido à preparação para o Mundial. A pressão estava toda em cima da gente”, analisou Samuca, que terá mais duas importantes competições para fechar a temporada, o 7º Distrito de Star no Rio de Janeiro e o Brasileiro no Lago Paranoá (DF).

Próximos do título – Enquanto Lars e Samuca comemoram, tripulações de outras classes entram nas regatas finais deste sábado brigando pelo título. Na S40, o Carioca venceu por oito segundos a prova de médio percurso disputada no Canal de São Sebastião com vento de sueste a sudoeste entre 10 e 14 nós (18 a 25 km/h), em um dia cinzento em que a temperatura não ultrapassou os 19ºC. A liderança da classe permanece com o Pajero Mitsubishi que quase conseguiu a ultrapassagem em cima da linha de chegada. A vantagem é de dois pontos, considerando-se o descarte.

“Corremos a regata toda longe do Carioca. No popa final, retornando do norte, recuperamos a velocidade e chegamos no final a dois barcos deles”, comentou o comandante do Pajero Mitsubishi, Sérgio Rocha, que elogiou o tático argentino Santiago Lange e a manutenção da equipe vice-campeã mundial de TP52. “Vamos continuar concentrados e torcer para termos uma boa regata neste sábado”.

A previsão para o dia decisivo da Ilhabela Sailing Week é de ventos fracos, na direção sul, entre 3 e 4 nós, abaixo de 8 km/h, o que pode dificultar a realização das regatas finais. A largada está mantida para o meio-dia, com tendência de trajetos barla-sota (boia a boia) para todas as classes.

Encalhe no Veloso – O veleiro Samsara, um Skipper 30 da classe ORC, encalhou em uma laje próxima à Praia do Veloso, sul de Ilhabela, durante a perna de contravento da regata de percurso médio desta sexta-feira. O comandante Fabrício Ness e a tripulação catarinense deixou o barco, que permanece encalhado, e foi resgatada sem qualquer risco por outras embarcações. A intenção era fugir da correnteza do meio do Canal de São Sebastião.

Dezenove barcos foram desclassificados por ultrapassar o limite da raia estipulado pela Comissão de Regatas, aproximando-se do baixio ao arriscarem a mesma tática para escapar da correnteza.

Força dos homens não intimida – A classe HPE é a única entre as oito da Ilhabela Sailing Week com o privilégio de proporcionar um duelo exclusivamente feminino. Dois barcos, entre os 22 inscritos, têm a bordo cinco mulheres. O Xereta, da Marina Lisarb, de Ilhabela, tem no comando Mariana Matheus. O Grifth Corum, do Iate Clube de Santos (ICS), é comandado por Juliana Duque.

Mariana, natural de Ilhabela, era tripulante do veleiro de oceano Jazz e competiu na Semana de Monotipos na classe Laser. Daniele Cardial veleja de Snipe e 420, além de ter morado em um veleiro durante sete meses. Completam a tripulação, Ariela Souza e Marisa Matheus, mãe da comandante Mariana.

“A Zonda nos emprestou o barco e estamos aprendendo muito porque a classe é uma novidade para nós. No primeiro dia, assim como a maior parte da flotilha, não conseguimos completar o percurso. Depois, nossa vela- balão rasgou, mas seguimos em frente com o objetivo de evoluir”, relatou Mariana que aproveita a boa vontade de dona Marisa para compensar a falta de um tripulante masculino.

“Minha mãe é a mais forte a bordo, por isso ajuda na proa. Em casa ela vive me dando bronca por causa da bagunça no meu quarto, mas no barco sou eu quem fala. Nas manobras eu grito: ‘vai mãe, caça logo!’ , e às vezes vem junto naturalmente um palavrão”, divertiu-se Mariana que inclusive trabalhou na organização do evento em 2013.

Enquanto o barco HPE de 25 pés (8 metros) é tripulado por quatro homens, a regra da classe permite que uma tripulação feminina seja formada por cinco velejadoras. “Há tarefas a bordo que exigem duas ou três mulheres. Em um barco de homens, bastaria um velejador para executá-la. A gente sai do barco, muito cansada, mas o esforço é gratificante”, justificou a comandante do Xereta que considera a tripulação rival, do Corum, mais bem treinada e que gostaria de ver mais mulheres na raia na Ilhabela Sailing Week de 2015.

A classificação da HPE confirma a observação de Mariana, com a equipe de Santos algumas posições à frente do time de Ilhabela. O barco do ICS tem o comando de Juliana Duque, medalha de bronze na categoria feminina do Mundial Universitário de Match Race no início do mês, na Itália. Completam a tripulação, Luciana Kopschitz, Mariana Peccicacco, Marina Jardim e Kyra Penido, filha do campeão olímpico Edu Penido.

A equipe é coordenada pelo diretor de Vela do Iate Clube de Santos, Odoardo Lantieri, que há três anos inscreve uma equipe de mulheres para correr em Ilhabela. “Com o apoio da Grifth Corum estamos investindo na vela feminina, ainda pouco representada nas grandes regatas. A ideia é de aumentarmos essa participação nos próximos anos”.

O ICS estabeleceu parceria com o Projeto Navega, da Prefeitura de Praia Grande para apoiar meninos e meninas que tenham interesse pela vela. “Doamos barcos e estamos oferecendo todo o suporte para que, por meio de uma ação social, possamos buscar novos talentos. Quero também, estimular as filhas dos associados a criarem o gosto pela vela”, enfatizou o também velejador Odoardo.

Resultados

Classificação final do Sul-Americano de Star – 7 regatas c/ 1 descarte
1.- Lars Grael/Samuel Gonçalves – 11 pp (1+1+1+2+5+1+[19])
2.- Bruno Prada/Guilherme Almeida – 18 pp ([4]+3+3+1+4+4+3)
3.- Marcelo Bellotti/Antonio Moreira – 21 pp (2+4+4+[10]+7+2+2)
4.- Fábio Bruggioni/Marcelo Sansone – 21 pp (3+[5]+5+4+2+3+4)
5.- Dino Pascholato/Henry Boening – 22 pp ([7]+2+6+3+1+5+5)

S40 – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Carioca (Roberto Martins)

Acumulado:
1.- Pajero (Sérgio Rocha) – 7 pp (2+[3]+1+1+1+2)
2.- Carioca (Roberto Martins) – 9 pp (1+[4]+3+2+2+1)
3.- Crioula 29 (Samuel Albrecht) – 13 pp ([3]+2+2+3+3+3)

C30 – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- CA Technologies (Marcelo Massa)

Acumulado:
1.- Zeus (Inacio Vandersen) – 8 pp ([3]+1+2+2+1+2)
2.- Relaxa Next Caixa (Roberto Mangabeira) – 16 pp (2+[7]+1+1+5+7)
3.- Caballo Locco (Mauro Dottori) – 16 pp ([5]+2+4+5+2+3)

HPE – 8 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Take Ashauer (Marcos Ashauer)
Sétima regata – 1.- Ginga (Breno Chvaicer)
Oitava regata – 1.- Ginga (Breno Chvaicer)

Acumulado:
1.- Ginga (Breno Chvaicer) – 12 pp (1+1_+4+2+2+[9]+1+1)
2.- Atrevido (Fábio Bocciarelli) – 26 pp ([23]+10+3+1+1+2+2+7)
3.- Take Ashauer (Marcos Ashauer) – 30 pp (3+4+6+6+[23]+1+4+6)

ORC A – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Angela VI (Peter Siemsen)

Acumulado:
1.- Seu Tatá (Paulo Cesar Haddad) – 7 pp (2+2+1+1+1+[5])
2.- Angela VI (Peter Siemsen) – 9 pp ([3]+1+2+2+3+1)
3.- Lexus/Chroma (Gustavo Crescenzo) – 11 pp (1+[4]+3+3+2+2)

ORC B – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Ventanero (Renato Cunha)

Acumulado:
1.- Lucky V – 7 pp ([4]+1+1+1+1+[3])
2.- Absoluto (Pedro Prosdócimo Neto) – 14 pp (3+[4]+4+3+2+2)
3.- Santa Fé V (Nélson Ávila Thomé Jr.) – 17 pp (1+2+2+5+7+[10])

ORC C – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Rocket Power (Luiz Augusto Lopes de Castro) –

Acumulado
1.- Bravísismo 4 – 5 pp (1+1+1+1+1+[6])
2.- Rocket Power (Luiz Augusto Lopes de Castro) – 12,5 pp (4+3+3+2,5+3+1)
3.- Prozak (Márcio Finamore) – 13,5 pp (3+2+2+2,5+4+ [6])

ORC Geral – 6 regatas, 1 descarte
1.- Seu Tatá – 14 pp (5+6+1+1+1+[19])
2.- Lucky V – 14 pp ([7]+1+3+3+3+4)
3.- Angela VI – 17 pp ([10]+4+2+5+5+1)

IRC – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Rudá (Guilherme Hernandes)

Acumulado
1.- Rudá – 5 pp ([1]+1+1+1+1+1)
2.- Mandinga (Jonas Penteado) – 11 pp (2+2+2+2+[3]+3)
3.- Terroso (Carlos Augusto Matos) – 13 pp ([3]+3+3+3+2+2)

RGS A – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Quiricomba (Marinha)

Acumulado
1.- Montecristo (Julio Cechetto) – 18 pp (2+[7]+2+4+2+1)

2.- Quiricomba – 13 pp (8+2+1+1+1+[11])
3.- Fram (Felipe Aidar) – 17 pp (1+3+6+[7]+5+2)

RGS B – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Total Balance (Sérgio Klepacz)

Acumulado
1.- Total Balance – 5 pp (1+1+[13]+1+1+1)
2.- Bruxo (Luiz Schaefer) – 13 pp (2+2+1+5+3+[6])
3.- Albatroz (Marinha) – 18 (3+6+2+2+5+[13])

RGS C – 6 regatas, 1 descarte
Sexta regata – 1.- Azulão (Marcelo Polonio)

Acumulado
1.- Azulão – 7 pp (1+2+2+[4]+1+1)
2.- Xiliki (Renato Bosso)- 11 pp ([5]+3+1+3+2+2)
2.- Garrotilho (Paulo Linhares) – 12 pp (2+1+3+2+[16]+4)

RGS Cruiser – 5 regatas
Sexta regata – 1.- BL3 (Clauberto Andrade)

Acumulado
1.- BL3 (Clauberto Andrade) – 10 pp (1+3+4+1+1)
2.- Jambock (Marco Aleixo) – 18 pp (3+2+5+2+6)
2.- Boccaluppo (Claudio Meranagno) – 23 pp (8+4+1+6+4)

RGS Geral – 5 regatas
1.- Azulão – 31 pp (4+4+14+5+4)
2.- Montecristo – 37 pp (21+6+6+3+1)
3.- Xiliki – 38 pp (6+3+12++8+9)

Por equipes – 6 regatas, 1 descarte

1.- Escola Naval (Bijupirá/Breklé/Dourado/Quiricomba) – 131 pontos
2.- Iate Clube de Santos (Chroma/Pi/Ciao/Saba) – 158 pontos
3.- Charitas (Lucky V/Santa Fé V/Albatroz/Zeppa) – 173 pontos
4.- Yacht Club de Ilhabela (Orson/Fantasma/Kanibal/Jazz) – 204 pontos

Resultados completos no site oficial:

http://www.ilhabelasw.com.br/2014/resultados/#tit

Falta de vento anula regatas do último dia na Semana de Vela de Ilhabela

Pajero Mitsubishi venceu na S40, a classe dos barcos mais velozes; título da competitiva C30 ficou com os catarinenses do Zeus Team

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Ilhabela (SP) – O veleiro Pajero Mitsubishi, de Santos, conquistou o título da S40, a classe mais veloz da 41ª edição da Ilhabela Sailing Week. O cancelamento das regatas do último dia de competição, por falta de vento, confirmou a superioridade da tripulação multinacional, com o retrospecto de três vitórias em seis regatas. O vice-campeão Carioca, do Rio de Janeiro, ganhou duas e ficou à frente do Crioula, de Porto Alegre, campeão em 2013. O Magia Energisa, do bicampeão olímpico Torben Grael, também venceu uma regata.

Cinco nações contribuíram para que o Pajero Mitsubishi colocasse dois pontos de vantagem sobre o Carioca, de Roberto Martins. Brasil, Argentina, Uruguai, Espanha e Itália estavam representados entre os tripulantes, que recentemente conquistaram o vice-campeonato mundial de TP52 na Itália, um dos trunfos para a vitória em Ilhabela, em uma classe tão equilibrada.

“Só tivemos a confirmação de que a base da tripulação seria mantida na Ilhabela Sailing Week, em cima da hora. Não sabíamos quem viria. Além do mais, o barco é novo e não tivemos tempo para treinar, mas o entrosamento da equipe do TP52 superou as dificuldades”, relatou o timoneiro André Fonseca, o Bochecha. “Foi um grande resultado”.

Ao mesmo tempo em que cumpriu o objetivo de conquistar o título, os tripulantes mantiveram-se em treino para a Copa do Rei, tradicional competição de oceano em Palma de Mallorca (ESP), a partir de 4 de agosto. “Como treino, Ilhabela foi importantíssima. Antes da próxima regata, só teremos tempo de sair do barco e entrar direto no avião”, brincou o bem humorado Bochecha.

Supremacia catarinense – A classe C30, sempre muito disputada, reuniu sete barcos e teve como campeão o Zeus Team, de Santa Catarina. A tripulação comandada por Inácio Vandresen é participante assídua em Ilhabela e conseguiu quebrar a hegemonia do bicampeão CA Technologies Loyal. “Esperava vencer, mas nosso desempenho foi surpreendente”, analisou Inácio.

“A equipe é muito unida e durante as regatas manteve-se concentrada em cada detalhe. Tivemos pouquíssimos erros a bordo e a tática foi perfeita”, elogiou Inácio, referindo-se principalmente aos tripulantes Felipe Linhares, o Fipa, e Fábio Pillar, responsáveis pela ‘leitura’ da raia. “Agora é hora de comemorar. Merecemos um bom vinho e um bom espumante”. A tripulação veleja junta há dez anos e já tem os próximos objetivos traçados: Campeonato Brasileiro de C30 em outubro, também em Ilhabela, e Circuito Ilha de Santa Catarina, em fevereiro de 2015.

O Caiçara Porshe, quarto colocado, atrás do Relaxa Next Caixa e do Caballo Loco, ganhou durante a semana o reforço de Maurício Santa Cruz, o Santinha, vindo do Campeonato Norte-americano de J70 e que teve o primeiro contato com um C30. “Achei o barco super legal. É simples estável e fácil de manobrar. Ideal para se velejar nas condições climáticas do Brasil”, avaliou Santinha, que permanecerá na tripulação para correr as próximas competições da classe. Em 2015 terá a missão de brigar pelo tricampeonato pan-americano da classe J24 nos Jogos de Toronto, no Canadá

Força de Porto Rico – Na classe IRC, o Rudá também comemorou o bicampeonato, com a mesma tripulação de 2013. “Conhecemos o barco, um First 40, na Volta de Antígua, onde corremos no veleiro de dois amigos portorriquenhos. Gostamos e há dois anos compramos um barco igual na Bahia”, informou o comandante Mario Martinez.

A hegemonia do Rudá neste ano, fez com que a equipe tivesse o privilégio de descartar um primeiro lugar. “Conseguimos andar na frente de barcos maiores, foi o que garantiu o título. Durante anos aplaudimos os ganhadores e sei muito bem como é difícil vencer aqui na Ilha”, emendou o ituano Martinez, que convidou os dois portorriquenhos para reforçar a tripulação. Em outubro de 2013, o barco venceu a classe IRC na Regata Santos-Rio.

Jaime Torres, de Porto Rico, exímio conhecedor do First 40, é o responsável pela regulagem do barco. “É o meu segundo ano em Ilhabela. A melhor experiência que já tive. O público é muito envolvido com o evento, todos se envolvem com a vela. É similar ao que acontece nas regatas na Nova Zelândia”, exaltou Jaime, acostumado a velejar em vários países.

Vitória em família – O Azulão foi o primeiro colocado na classe RGS C e Geral. A união entre pai, mãe e filho contribuiu para que a tripulação trabalhasse em harmonia. “Velejamos juntos há dez anos na Represa de Guarapiranga e estamos bastante entrosados”, comentou o comandante Marcello Polonio, que leva o barco no leme enquanto a esposa Lígia cuida das velas balão e genoa e o filho Lucca, tripulante mirim, faz as tarefas de proa.

Nos dois anos anteriores, o Azulão havia obtido dois terceiros lugares na RGS C. Serviu como aprendizado para que a vitória em família fosse comemorada na 41ª edição da Ilhabela Sailing Week. “Acumulamos a experiência necessária e nos dedicamos muito para corrigirmos os erros. Alcançamos nosso objetivo e tiramos a pressão”, contou aliviada a esposa, mãe e trimmer, Lígia.

Orson vence o Sul-americano de ORC – O barco do Yacht Club de Ilhabela foi campeão na classe ORC 600, somando-se as participações no Circuito Punta del Este, em janeiro, e na Ilhabela Sailing Week, segunda e última etapa do Sul-americano de 2014. O Seu Tatá, do Rio de Janeiro ganhou na ORC 500.

“Nós sempre corremos as duas etapas e depois, os barcos do cone sul vêm a Ilhabela, mas neste ano os melhores do Chile, Uruguai e Argentina não vieram porque a maioria dos tripulantes esteve no Brasil somente para a Copa do Mundo de Futebol”, afirmou o comandante do Orson, Carlos Eduardo Souza e Silva, o Kalu, também diretor de Vela do Yacht Club de Ilhabela.

“Somos bicampeões, já havíamos vencido o circuito em 2007 também com tripulação de Ilhabela. Fomos vice lá e ganhamos aqui. A primeira etapa é mais desafiadora, devido à travessia Buenos Aires-Punta del Este, disputada no Rio da Prata, mas as regatas em Punta del Este e em Ilhabela são mais técnicas”, comparou Kalu.

Prêmio aos mais bem vestidos – A noite de quinta-feira foi especial para duas tripulações da 41a. edição da Ilhabela Sailing Week. O Caballo Loco, de Mauro Dottori, e o time feminino do Corum, comandado por Juliana Duque, foram os vencedores do 5• Prêmio Revista Iate, que elege as equipes masculina e feminina mais bem vestidas da competição. O evento, realizado no Iate Clube de Santos, foi prestigiado por cerca de 600 pessoas.

Resultados finais da 41a. edição

S40 – 6 regatas, 1 descarte
1.- Pajero (Sérgio Rocha) – 7 pp (2+[3]+1+1+1+2)
2.- Carioca (Roberto Martins) – 9 pp (1+[4]+3+2+2+1)
3.- Crioula 29 (Samuel Albrecht) – 13 pp ([3]+2+2+3+3+3)

C30 – 6 regatas, 1 descarte
1.- Zeus (Inacio Vandresen) – 8 pp ([3]+1+2+2+1+2)
2.- Relaxa Next Caixa (Roberto Mangabeira) – 16 pp (2+[7]+1+1+5+7)
3.- Caballo Locco (Mauro Dottori) – 16 pp ([5]+2+4+5+2+3)

HPE – 8 regatas, 1 descarte
1.- Ginga (Breno Chvaicer) – 12 pp (1+1_+4+2+2+[9]+1+1)
2.- Atrevido (Fábio Bocciarelli) – 26 pp ([23]+10+3+1+1+2+2+7)
3.- Take Ashauer (Marcos Ashauer) – 30 pp (3+4+6+6+[23]+1+4+6)

ORC A – 6 regatas, 1 descarte
1.- Seu Tatá (Paulo Cesar Haddad) – 7 pp (2+2+1+1+1+[5])
2.- Angela VI (Peter Siemsen) – 9 pp ([3]+1+2+2+3+1)
3.- Lexus/Chroma (Gustavo Crescenzo) – 11 pp (1+[4]+3+3+2+2)

ORC B – 6 regatas, 1 descarte
1.- Lucky V (Ralph de Vasconcellos Rosa) – 7 pp ([4]+1+1+1+1+[3])
2.- Absoluto (Pedro Prosdócimo Neto) – 14 pp (3+[4]+4+3+2+2)
3.- Santa Fé V (Nélson Ávila Thomé Jr.) – 17 pp (1+2+2+5+7+[10])

ORC C – 6 regatas, 1 descarte
1.- Bravísismo 4 (Ian Muniz)- 5 pp (1+1+1+1+1+[6])
2.- Rocket Power (Luiz Augusto Lopes de Castro) – 12,5 pp (4+3+3+2,5+3+1)
3.- Prozak (Márcio Finamore) – 13,5 pp (3+2+2+2,5+4+ [6])

ORC Geral – 6 regatas, 1 descarte
1.- Seu Tatá – 14 pp (5+6+1+1+1+[19])
2.- Lucky V – 14 pp ([7]+1+3+3+3+4)
3.- Angela VI – 17 pp ([10]+4+2+5+5+1)

IRC – 6 regatas, 1 descarte
1.- Rudá (Guilherme Hernandes) – 5 pp ([1]+1+1+1+1+1)
2.- Mandinga (Jonas Penteado) – 11 pp (2+2+2+2+[3]+3)
3.- Terroso (Carlos Augusto Matos) – 13 pp ([3]+3+3+3+2+2)

RGS A – 6 regatas, 1 descarte
1.- Montecristo (Julio Cechetto) – 18 pp (2+[7]+2+4+2+1)
2.- Quiricomba (Marinha) – 13 pp (8+2+1+1+1+[11])
3.- Fram (Felipe Aidar) – 17 pp (1+3+6+[7]+5+2)

RGS B – 6 regatas, 1 descarte
1.- Total Balance (Sérgio Klepacz)- 5 pp (1+1+[13]+1+1+1)
2.- Bruxo (Luiz Schaefer) – 13 pp (2+2+1+5+3+[6])
3.- Albatroz (Marinha) – 18 (3+6+2+2+5+[13])

RGS C – 6 regatas, 1 descarte
1.- Azulão (Marcelo Polonio) – 7 pp (1+2+2+[4]+1+1)
2.- Xiliki (Renato Bosso)- 11 pp ([5]+3+1+3+2+2)
2.- Garrotilho (Paulo Linhares) – 12 pp (2+1+3+2+[16]+4)

RGS Cruiser – 5 regatas
1.- BL3 (Clauberto Andrade) – 10 pp (1+3+4+1+1)
2.- Thalassa (Maurício Duarte)
3.- Jambock (Marco Aleixo) – 18 pp (3+2+5+2+6)

RGS Geral – 5 regatas
1.- Azulão (Marcelo Polonio) – 31 pp (4+4+14+5+4)
2.- Montecristo (Julio Cechetto) – 37 pp (21+6+6+3+1)
3.- Xiliki (Renato Bosso) – 38 pp (6+3+12++8+9)

Por equipes – 6 regatas, 1 descarte
1.- Escola Naval (Bijupirá/Breklé/Dourado/Quiricomba) – 131 pontos
2.- Iate Clube de Santos (Chroma/Pi/Ciao/Saba) – 158 pontos
3.- Charitas (Lucky V/Santa Fé V/Albatroz/Zeppa) – 173 pontos
4.- Yacht Club de Ilhabela (Orson/Fantasma/Kanibal/Jazz) – 204 pontos

Sul-Americano de Star – 7 regatas c/ 1 descarte
1.- Lars Grael/Samuel Gonçalves – 11 pp (1+1+1+2+5+1+[19])
2.- Bruno Prada/Guilherme Almeida – 18 pp ([4]+3+3+1+4+4+3)
3.- Marcelo Bellotti/Antonio Moreira – 21 pp (2+4+4+[10]+7+2+2)
4.- Fábio Bruggioni/Marcelo Sansone – 21 pp (3+[5]+5+4+2+3+4)
5.- Dino Pascholato/Henry Boening – 22 pp ([7]+2+6+3+1+5+5)

Sul-Americano de ORC 500
1.- Seu Tatá (Paulo César Haddad)
2.- Gaucho (ARG-Carlos Belchor)
3.- Sirtecom (Chi – Walter Astorga)

Sul-Americano de ORC 600
1.- Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva)
2.- Lucky V (Ralph de Vasconcellos Rosa)
3.- Brujas (ARG)

Resultados completos no site oficial:

http://www.ilhabelasw.com.br/2014/resultados/#tit

Da assessoria

Já estão abertas as indicações ao prêmio de melhor velejador do ano

A ISAF já está recebendo as indicações de nomes de velejadores que mereçam concorrer ao premio de melhor do ano. Qualquer pessoa pode indicar e qualquer velejador pode concorrer, desde que tenha feito algo excepcional no esporte entre 1º de setembro de 2013 e 21 de setembro de 2014. Para fazer a indicação, basta preencher um formulário no site: http://www.sailing.org/38239.php até 21 de setembro, às 19h UTC.

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