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Mundial de Vela: Martine Grael sobe para o topo da 49er FX, enquanto Scheidt é o único brasileiro na Medal Race da Laser

Competição caminha para o seu final com muita espera por conta do vento

Largada da prancha masculina

Largada da prancha masculina

O vento não quer mesmo colaborar com os participantes do Mundial de Vela, que está sendo realizado na Espanha pela Federação Internacional. Se até ontem o problema era a falta dele, hoje foi o excesso que atrasou o início das regatas. Depois de alguma espera ele diminuiu novamente e impediu a que o programa fosse completado e apenas 20 regatas, das 64 programadas para o dia foram realizadas. Dentre os que velejaram, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, da 49er FX, foi a melhor do dia, terminando empatada com a dupla inglesa Charlotte Dobson e Sophie Ainsworth, da Inglaterra.

Quem também teve um dia bom foi a dupla Renata Decnop e Isabel Swan. Elas foram segundas colocadas na única regata do dia para a classe 470 e subiram para a 14ª colocação. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan foram oitavas na regata e subiram para 11º. As duas duplas seguem com chances de disputar a medal race no dia 20. As líderes são as austríacas Lara Vladau e Jolanta Ogar.

“Tivemos um dia de bastante espera em terra por causa do vento forte e nós tivemos que esperar o 470 masculino voltar para liberar a raia. Quando fomos para a água o vento tinha diminuído um pouco, já estava com menos de 20 nós, e nós fizemos apenas uma regata. Mudamos a regulagem do barco e velejamos com ele muito veloz, o que nos deu uma boa vantagem no início da regata. Ao longo da regata o vento foi caindo e nós conseguimos administrar bem, até cruzar a linha em segundo”, disse Renata.

Já entre os meninos, Geison Mendes e Gustavo Thissen seguem sendo os melhores brasileiros na 35ª colocação, enquanto Henrique Haddad e Beuno Bethlem estão em 58º e Tiago Brito e Andrei Kneipp estão em 64º. Os líderes são os americanos Stuart Mcnay e David Hughes.

Entre os 49ers a melhor dupla brasileira segue sendo Marco Grael e Gabriel Borges. Os dois ocupam a 29ª colocação. Já Dante Bianchi e Thomas Low-beer estão em 62º, pois não completaram a segunda regata e foram desclassificados da terceira. No total, a classe correu 4 provas até agora e os líderes são os neozelandeses Peter Burling e Blair Turke.

A classe Nacra 17 não velejou e João Bulhoes e Juliana Mota seguem na 20ª colocação com duas regatas enquanto Samuel Albrecht e Georgia Silva estão em 61º com uma regata. Na liderança estão os franceses Billy Bresson e Marie Riou.

Na Finn, duas regatas foram realizadas e Jorginho Zarif aparece em 34º. O líder é o inglês Giles Scott.

Entre as pranchas, Bimba sofreu com o vento e caiu para 16º. Albert Carvalho é 45º e Gabriel Bastos, 78º, com duas regatas a menos. O líder é o francês Julien Bontemps.

Entre as meninas, Patrícia Freitas está na 10ª colocação, na zona da medal race. Bruna Martinelli aparece em 31º, sem terminar as três regatas do dia. A líder é a francesa Charline Picon.

A classe RS:X chegará ao último dia da fase final nesta quinta-feira, quando serão definidos os velejadores que disputarão a medal race na sexta-feira.

Classe Laser chega à medal race: Primeira a entrar na água em Santander, a classe Laser também foi a primeira a encerrar a sua participação na competição. Nesta quarta-feira terminou a fase final com uma regata a menos do que o programado e agora apenas os dez melhores da Radial e da Standard velejam amanhã na medal race. A regata tem pontuação dobrada e será disputada bem perto do público. Dentre os brasileiros, só Robert Scheidt estará na água a partir das 9h15, horário de Brasília.

“Foi um dia muito extremo, pois passamos sete horas na água e só fizemos uma regata. Tinha bastante vento de manhã, mas a CR perdeu foi um pouco ineficiente e  perdeu a oportunidade de fazer três regatas e só fez uma. Fiz uma regata regular, não muito boa. Estou em sexto geral, ainda com chance de ficar pelo menos em terceiro. Tenho que fazer uma excelente regata amanhã e vou brigar para ganhar. A ideia é velejar o melhor possível, sem focar em nenhum adversário específico”, disse Scheidt.

“Tinha o objetivo de chegar ao pódio e estive bem perto disso, mas não tive um dia bom e infelizmente encerrei a minha participação na 12ª colocação geral.”, disse Bruno Fontes, que viu a medal race escapar por apenas cinco pontos.

Também estiveram representando o Brasil Alex Veeren, que ficou na 70º colocação geral na Standard, e Fernanda Decnop, 25ª colocada geral na Radial, Tina Boabaid, 64ª, e Odile Ginaid, 79ª na mesma classe.

Laser Radial define vagas para o Rio 2016: Com o encerramento da fase final do Mundial, foram definidas as primeiras vagas das Olimpíadas do Rio 2016 na classe Laser Radial. Se juntam ao Brasil, que já tem vaga garantida nas dez classes, os seguintes países: Bielorússia, Bélgica, Canadá, China, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Inglaterra, Irlanda, Itália, Lituânia, Holanda, Nova Zêlandia, Noruega, Cingapura, Suécia e Estados Unidos.

As demais vagas serão definidas no Mundia da classe em 2015 e em competições continentais disputadas até no máximo o dia 1º de junho de 2016.

Os resultados completos de cada regata e o acumulado podem ser vistos clicando aqui: http://bit.ly/1uzlQsO.

Quem quiser, poderá acompanhar as regatas ao vivo através do blog da Isaf. Além disso, durante as regatas finais, será possível acompanhar os barcos através de tracking 2D (http://bit.ly/1p3FCHe)  e 3D (http://bit.ly/1COkgrT) e torcer para a equipe brasileira.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.

 

 

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