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Após naufrágar na Refeno, embarcação Nativo é encontrada numa ilha no Pará

Trimarã pernambucano capotou horas depois da largada da regata, na noite do dia 27 de setembro

O veleiro Nativo pouco antes da largada da regata

O veleiro Nativo pouco antes da largada da regata

 

Um mês e meio. Foi esse o tempo em que o barco Nativo ficou à deriva, sem sequer um tripulante e em alto mar. Na última terça-feira (11), a embarcação que capotou (virou) horas depois da largada da 26ª edição da Regata Recife/Fernando de Noronha (Refeno), na noite do dia 27 de setembro, foi encontrada por pescadores depois de encalhar após uma maré de cinco metros na Ilha de Canelas, na Baía de Maiaú, no município de Bragança, no Pará.

O responsável por identificar o barco foi um professor do Instituto Federal do Pará (IFPA), Cristovam Diniz. Ele foi avisado por pescadores que um avião havia caído no local. Ao notar que se tratava de um barco, Cristovam investigou e encontrou um cartão com o telefone do irmão do comandante da embarcação, Jorge Neves. Ligou e deu a notícia.

“O Nativo está completamente estragado, possuindo apenas com o casco central, que está furado”, explicou Jogre. Nele, foram encontrados um pen-drive e uma estação de vento. Jorge Neves avisou que deve ir ao Pará já neste fim de semana.

A embarcação pernambucana Nativo capotou por volta das 23h do dia 27 de setembro nas proximidades da cidade de Cabedelo, na Paraíba. Os seis tripulantes da embarcação Nativo só foram salvos graças a um item de segurança que a partir deste ano passou a ser obrigatório em todas as embarcações que participaram da Refeno – a balsa salva-vidas, acionada depois que um dos cabos de sustentação do barco rompeu.

Os tripulantes passaram a primeira noite em cima do barco emborcado. Quando amanheceu, montaram a balsa salva-vidas. Após quase 35 horas à deriva em alto mar, os seis tripulantes da embarcação pernambucana foram encontrados e resgatados, com saúde, por um navio mercantil de bandeira liberiana que transportava óleo. A embarcação Nativo estava a 26 milhas da costa de Natal, capital do Rio Grande do Norte, local para onde foram levados.

DADOS DA EMBARCAÇÃO
Embarcação: Trimarã
Modelo: Trimarã 33
Comprimento: 10,00m
País: Brasil
Estado: PE
Classe: Mocra
Comandante: Jorge Neves
Tripulação
Alvaro Gonçalves da Fonte Neto
Antonio Roberto Borges da Fonseca Neves
Jorge Alberto Silvestrini
Marcos Vittorazzo
René Ribeiro Hutzler

SEGURANÇA
O Cabanga Iate Clube de Pernambuco anunciou durante a coletiva de Imprensa da 26ª Regata Recife/Fernando de Noronha (Refeno outras mudanças para garantir ainda mais segurança para todas as embarcações e tripulantes que disputarão as próximas edições da Refeno. A principal delas será a antecipação da exigência do uso do Epirb 406Mhz. Até então, essa obrigatoriedade estava prevista apenas para a Refeno de 2016.

O Epirb é um dispositivo eletrônico via satélite que pode ser acionado manualmente ou automaticamente quando entra na água. “Se o barco virar ou capotar, ele automaticamente vai emitir o sinal da posição correta onde está o barco. Esse sinal continuará a ser emitido por mais 48 horas. Após acionado, o mundo inteiro, não só a Refeno, ficará sabendo da posição. É um dispositivo de socorro”, explicou o coordenador geral da Refeno, João Jungmann.

A organização da Refeno também lembrou que mesmo com o Epirb, o veleiro terá, obrigatoriamente, que portar um Spot, onde a sua posição poderá ser acompanhada durante toda a prova tanto pela Comissão de Regata quanto pela Marinha, além de ser um dispositivo que também emite um sinal de socorro via satélite caso necessário.

VOR: Duelo entre irmãos é novidade da segunda perna

O Mapfre trocou o seu navegador

O Mapfre trocou o seu navegador

A novidade para a segunda etapa da Volvo Ocean Race é a contratação do navegador inglês Rob Greenhalgh para o barco espanhol MAPFRE. O atleta, campeão da edição 2005-06 com o ABN AMRO ONE, terá uma situação diferente logo na perna entre a África do Sul e os Emirados Árabes Unidos. O britânico irá enfrentar sua irmã Libby Greenhalgh, que faz a mesma função dele a bordo da equipe feminina do Team SCA. “Estou muito feliz de competir contra meu irmão”, afirmou Libby Greenhalgh. “Ele me aconselhou muitas vezes quando assumi a função no Team SCA. E agora eu também dou dicas pra ele. Porém, eu quero ganhar”.

O irmão de Libby largou todos os seus compromissos para se juntar aos espanhóis e ao brasileiro André ‘Bochecha’ Fosenca no MAPFRE. “Estou ansioso para este novo desafio. A Volvo Ocean Race em seu novo formato, com barcos de design único, é muito interessante”, disse Rob.

Os Greenhalgh’s são os primeiros irmãos a participar na regata desde Edwin Visser e Tanja Visser, na edição 1989-90, a bordo do Equity & Law e Maiden, respectivamente, ambos de bandeira holandesa.

A entrada de Rob Greenhalgh no barco espanhol MAPFRE é uma tentativa dos ibéricos de reverte o resultado negativo da primeira perna. Eles acabaram em sétimo e último lugar na perna.

“Buscamos um navegador muito experiente. O Rob tem condições de nos ajudar, pois tem história na regata. Além disso, ele pode fazer a função de chefe de turno e é fisicamente muito forte”, disse o comandante Iker Martínez.

Além do título de 2005-06 com o ABN AMRO ONE, Rob Greenhalgh correu a Volvo Ocean Race em 2008-09 com o PUMA e a edição 2011-12 com o Abu Dhabi Ocean Racing.

Da assessoria

Regata Preben Schmidt encerra o calendário fluminense de vela oceânica

No próximo dia 13 de dezembro será realizada pelo Rio Yacht Club a 19ª edição da regata Preben Schmidt, que este ano também irá comemorar os 100 anos de fundação do clube. O evento também será válido como última etapa da Copa Brasil de Vela de Oceâno ranking da ABVO) para Veleiros Clássicos (ABVClass).

Estão convidadas as classes Clássicos e Antigos, Bico de Proa e Monotipos Clássicos de Madeira (Sharpie 12M; Hagen, Sharpie; Carioca; Guanabara; Lightning; Snipe e Pinguim construídos exclusivamente em madeira), BRA RGS, ORC e IRC. As inscrições custam R$ 25,00 por tripulante e devem ser feitas na secretaria do clube até o dia 8/12. Após esta data o valor sobe para R$ 50,00 por tripulante. Haverá uma feijoada de confraternização no clube após a regata.

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