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Nosso Meteorologista Analisa a VOR com Exclusividade.

Todos os barcos da VOR já estão rumando para o norte desde sábado (22/11). O primeiro barco a decidir ir para o norte convictamente foi o Abu Dhabi às 20 UTC. Os demais decidiram seguir o “anfitrião” da perna 6 horas mais tarde, de forma que o veleiro Árabe se posicionou a noroeste da flotilha.

Hoje, por volta das 11 UTC, todos avançaram sobre o centro da alta pressão subtropical do Oceano Índico e ficaram por algumas horas navegando com ventos na ordem de 5 nós (calmaria). Nestes momentos de “flap-flap”, a maior parte da flotilha optou por se mover para leste, enquanto que os árabes e o time Vestas optaram por rumar para oeste. Parece que os dois se deram melhor, pois nas últimas horas a alta pressão se alinhou no sentido sudoeste-nordeste, de forma que os veleiro que rumaram para oeste, saíram mais rapidamente da região de calmarias e agora navegam melhor nos ventos alísios, sendo o veleiro mais a oeste (Abu Dhabi), com ventos de 18 nós, enquanto que os demais estão com cerca de 15 nós. Digamos que os Árabes conhecem bem o Oceano Índico e, neste começo, parece que foram os melhores na batalha contra a Alta Subtropical do Hemisfério Sul no Oceano Índico.

Toda a flotilha deverá passar próxima à costa de Madagascar entre amanhã e quarta feira, enfrentando ventos de contra vento (nordeste), próximos de 15 nós. O ciclone tropical que ameaçava a regata está neste momento um pouco a oeste da longitude das Ilha Maldivas, nas coordenadas lat: -12º, lon: 68º e mantém ventos próximos de 35 nós. Como ele não deverá se intensificar muito mais e sua velocidade de deslocamento para oeste diminuiu nas últimas 24h, acredito que os veleiros irão optar por navegar a oeste do sistema, aproveitando os fortes ventos de sul, que deverão literalmente “catapultar” os barcos em direção aos Emirados Árabes. Em seguida ao ciclone tropical, teremos a região dos doldruns, com muitos buracos de vento para colocar mais emoção nesta segunda perna da Volvo Ocean Race.

João A. Hackerott
Doutorando em Meteorologia no IAG/USP

Flotilha de Soling do Veleiros do Sul embarca para o Mundial no Uruguai

Regata de Soling no Guaíba.

Regata de Soling no Guaíba.

 

A flotilha de Soling do Veleiros do Sul embarca para o Uruguai no final dessa semana onde representa mais uma vez o país no Campeonato Mundial da classe Soling. A disputa ocorre no Yacht Club Punta Del Este e reúne 27 equipes de cinco países.

Os gaúchos têm forte representatividade na classe Soling possuindo tripulações que já conquistaram título mundial (com George Nehm), vice (Cícero Hartmann) e terceiro lugar (Nelson Ilha e Cícero Hartmann). No evento, terá nove tripulações, contando com o maior número de barcos já inscritos em um mundial da classe.

Pelo VDS correm José Horácio Ortega Philipp Grotchmann, Matheus Lamb (Vento e Alma), Marcelo Chade, Manfredo Floricke e Pedro Ilha, Guilherme Roth, Roger Lamb, Carlos Alberto Trein (Coringa), Kadu Bergenthal, Eduardo Cavalli (El Demolidor) e Renan Oliveira, George Nehm, Frederico Sidou e Lucio Pinto Ribeiro (Bossa Nova), Nelson Ilha, Carlo de Leo e Gustavo Ilha (Equilibrium), Cícero Hartmann, Flávio Quevedo e André Renard (Don’t let me Down).

Conforme o capitão da flotilha Kadu Bergenthal, a expectativa da flotilha é grande. “Conhecçemos bem a raia, temos um bom retrospecto lá e o vento nordeste há de colaborar com o nosso desempenho, nossa meta é estar no top 10”, diz o velejador que observa o bom nível da competição que contará com quatro campeões mundiais na raia, entre eles o alemão Roman Koch e o canadense Peter Hall.

Ainda sobre o desempenho das equipes do Veleiros do Sul, Kadu salienta que a maior marca da flotilha é a competitividade. “Vamos bem preparados e agregaremos ao campeonato nossa maior característica, que é o equilíbrio técnico, basta observar os nossos campeonatos, nunca temos favoritos”, pondera. As equipes do VDS embarcam a partir desta sexta-feira para Punta del Este.

 

Ventos fortes e ondas gigantes marcam primeiras 24 horas da segunda etapa da Volvo Ocean Race

Começo difícil em Cape Town

Começo difícil em Cape Town

A segunda etapa da Volvo Ocean Race começou pra valer com muitas emoções para os sete barcos que disputam a regata de Volta ao Mundo. Depois de uma largada com média de 30 nós de vento, intensidade considerada forte na vela oceânica, as equipes agora se deparam com ondas gigantes após a passagem pelo Cabo da Boa Esperança. Porém, segundo os últimos relatos, os ventos estão ficando mais fracos na medida em que os times se afastam da costa. A flotilha já está no Oceano Índico depois de deixar a Cidade do Cabo, na África do Sul, nesta quarta-feira (19).

Os barcos permanecem próximos, com maior predomínio na liderança do turco/norte-americano Team Alvimedica. Era tanto vento que o tripulante Dave Swete até brincou. “Desse jeito vou perder o único boné que trouxe para essa perna. Poucas vezes vi um começo de etapa como essa”.

O espanhol MAPFRE deixou o conservadorismo de lado e foi ao ataque para sair da lanterna. “Claro que queremos ir bem. Nosso objetivo é fazer uma boa etapa e brigar pelas primeiras posições”, disse o espanhol Xabi Fernandez, do MAPFRE. Ele é companheiro do brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca no barco ibérico.

Líderes do campeonato, os árabes do Abu Dhabi estão mais conservadores com a condições apresentadas. “Vamos administrando a situação para sair sem quebras. É assim que funciona”, contou o navegador Simon Fischer.

A largada foi uma das mais ‘radicais’ dos últimos anos, com várias trocas de posições, ventos tão fortes que faziam os mastros se aproximarem da água e, em alguns períodos, apagões. Nada mais emocionante para um início de perna para o Oriente Médio.

O percurso está menor, de acordo com a organização. De 6.125 milhas náuticas passou para 5.183. Zonas de exclusão na costa africana para evitar a pirataria reduziram o caminho até os Emirados Árabes Unidos. Além disso, há também outros pontos proibidos com vários icebergs no meio. A Volvo Ocean Race restringiu a passagem pela costa iraniana.

Equilíbrio marca penúltima etapa do Pernambucano de Dingue e Day Sailer 

Título das classes serão decididos no dia 14 de dezembro

 

A penúltima etapa do Campeonato Pernambucano de Vela Classe Dingue e Day Sailer realizada neste domingo (23), no Cabanga Iate Clube de Maria Farinha, foi marcada pelo equilíbrio. Nas duas classes, a disputa pelo primeiro lugar foi bastante acirrada com quatro embarcações reversando o primeiro lugar nas três regatas disputadas no dia.

Com os resultados deste domingo, a definição do campeão estadual de Dingue e Day Sailer só será possível na quinta e última etapa do ano, marcada para o próximo dia 14 de dezembro, no Iate Clube de Itamaracá, encerrando as atividades da competição estadual neste ano.

Na Dingue, melhor para a dupla Leonardo Almeida/Suzana Vanessa, que venceu duas provas neste domingo e encostou ainda mais nos líderes da competição, Amadeu Palha e Renata Palha. A dupla Cláudio Cardoso/ Welington Granja venceu a terceira regata do dia e também chegará na última etapa com chances reais de título.

O Estadual 2014 de Dingue também está servindo de preparação para os velejadores pernambucanos treinarem para o 30º Campeonato Brasileiro de Dingue, que será realizado na subsede do Cabanga Iate Clube de Pernambuco em Maria Farinha em 2015. A expectativa é que mais de 30 barcos nacionais disputem o nacional da classe.

DAY SAILER
No Day Sailer, melhor para a embarcação Varamundo, que venceu duas regatas. O Baco Theo venceu a outra prova. Assim como no Dingue, a disputa pelo título está entre quatro barcos: Varamundo, Zeus, Fragata e Theo.

Da assessoria

Definidos os campeões catarinenses de Laser e Optimist

Samer Kayali (Optimist Estreante), Guilherme Berenhauser (Optimist Veterano), Alex Veeren (Laser Standard), Tina Boabaid (Laser Radial) e Daniel Martins (Laser 4.7) foram os campeões estaduais em 2014

Flotilha de Optimist em Jurerê

Flotilha de Optimist em Jurerê

Florianópolis (SC) – 23/11/2014 – Em um belo dia de sol e com vento sul com 10-14 nós de intensidade (entre 20km/h e 25km/h, aproximadamente), o Iate Clube de Santa Catarina sediou neste domingo o segundo e último dia da oitava etapa da Copa Veleiros de Monotipos, que apontou também os campeões estaduais de Laser e Optimist, na Sede Oceânica, em Jurerê.

As disputas contaram com um bom número de competidores. Além da Laser e Optimist, o evento contou ainda com regatas de Snipe. Na Optimist, os campeões da Estreante e Veterano foram definidos após a soma de duas etapas: a primeira realizada em Itajaí (setembro) e a segunda no Iate Clube de Santa Catarina.

Na Optimist Estreante, Samer Kayali e Thiago Canto protagonizaram um duelo equilibrado. Thiago chegou ao último dia de regatas com dois pontos de vantagem, mas em um dia perfeito Samer venceu as duas regatas e acabou tirando a diferença, confirmando o título da classe com apenas um ponto de frente para o adversário. Daniel Maciel completou o pódio do estadual em 3º.

Já na Optimist Veterano, a disputa foi entre Guilherme Berenhauser e Rafael Servaes. Rafael venceu a primeira regata do dia e foi 3º na outra, mas viu Guilheme manter a boa média de resultados (um 2º e um 6º), sem conseguir tirar a vantagem do líder. Com isso, Guilherme comemorou o título da classe com quatro pontos de vantagem. Em terceiro ficou Luca Miguel.

Laser consagra três campeões estaduais:

Além dos campeões na Optimist, a oitava etapa da Copa Veleiros de Monotipos definiu também os títulos estaduais de Laser Standard, Radial e 4.7. Na Laser Standard, Alex Veere teve bons motivos para comemorar seu aniversário neste domingo. Com vitórias nas duas regatas do dia, o velejador confirmou o título da temporada. Guilherme Pereira terminou em 2º e Bruno Fontes em 3º.

A Laser Radial proporcionou algumas das disputas mais emocionantes do dia. Atrás nas disputas, Maria Cristina Boabaid teve um ótimo domingo, vencendo as duas regatas do dia e assumindo a ponta na Laser Radial, com apenas um ponto de diferença sobre Henrique Back, vice-campeão, e dois de diferença para Larrisa Juk – terceira colocada.

Fechando os campeões estaduais, Daniel Martins venceu as duas regatas desse domingo na 4.7 e foi o grande vencedor do evento. Eduardo Silva ficou em segundo e Julietty Tesch terminou em 3º.

Felipe Linhares/Eduardo Beirão vencem na Snipe:

Encerrando as disputas do final de semana, a dupla Felipe Linhares/Eduardo Beirão velejou muito bem durante todo o fim de semana, vencendo as cinco regatas programadas para a oitava etapa da Copa Veleiros de Monotipos. Os resultados garantiram o título da classe Snipe para a parceria. Michel Durieux/Dionison Durieux foram os vice-campões e Alex Juk/Piero Furlan terminaram na terceira colocação.

Campeões estaduais 2014:

Samer Kayali – Optimist Estreante

Guilherme Berenhauser – Optimist Veterano

Alex Veeren – Laser Standard

Tina Boabaid – Laser Radial

Daniel Martins – Laser 4.7

Da assessoria

Vídeo: Melhores momentos da largada da segunda perna da VOR

 

Diferença mínima entre os barcos no Oceano Índico agita a Volvo Ocean Race

A vista do alto do barco do brasileiro André Bochecha Fonseca

A vista do alto do barco do brasileiro André Bochecha Fonseca

As sete equipes da Volvo Ocean Race estão acelerando pelo Oceano Índico rumo aos Emirados Árabes Unidos numa das etapas mais equilibradas da história da regata de Volta ao Mundo. A segunda perna, que começou na quarta-feira (19), não tem nenhum barco despontando na frente. A cada atualização de posição, os números apontam para uma Volvo Ocean Race no melhor estilo das eleições brasileiras: empate técnico. Às 15h (Horário de Brasília) desta segunda-feira (24), por exemplo, a diferença do líder Team Brunel (Holanda) para o MAPFRE (Espanha) era de menos de um quilômetro. Sem contar os que estão atrás, na margem de erro, podendo assumir a ponta a qualquer momento. Isso é só o começo, já que a perna terá quase um mês de duração até chegar aos Emirados Árabes Unidos.

Na prática, a flotilha está dividida em duas: Abu Dhabi e Team Vestas Wind estão mais a Noroeste. Já Team Brunel, MAPFRE, Dongfeng e Team Alvimedica rumam a Nordeste. As meninas do Team SCA ainda estão indecisas!

“Queremos a recuperação”, disse Iker Martínez, comandante do barco espanhol. “Nosso objetivo é pegar pódio após a primeira etapa ruim”. De fato, o MAPFRE, que também tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca a bordo, está mostrando reação, ficando sempre entre os primeiros.

O espanhol Xabi Fernández descreveu a ação deles no Índico: “Passamos todo o dia e toda a noite olhando para os adversários e para a nossa navegação. Parece uma regata local, de curta duração. É muita pressão, pois não podemos cometer erros. Estamos a 100%”.

A segunda etapa, entre a Cidade do Cabo e Abu Dhabi, tem ao todo 5.125 milhas náutica ou 9.500 quilômetros de distância e pode durar até um mês para terminar.

Da assessoria

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