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Jorginho Zarif e Maguila ficam em 4º e Scheidt e Prada terminam a Star Sailors League na 5ª colocação

Ao lado de Bruno Prada, o bicampeão olímpico defendia o título de 2013, conquistado neste ano pela dupla norte-americana Mendelblatt e Fatih

Robert e Bruno ficaram na quinta colocação.  Foto de Troels Lykke

Robert e Bruno ficaram na quinta colocação. Foto de Troels Lykke

Nassau (BAH) – Robert Scheidt e Bruno Prada iniciaram a Star Sailors League Finals nesta semana em Nassau, nas Bahamas, como a dupla a ser batida. Na primeira edição, em 2013, conquistaram os três troféus possíveis: campeões, melhor timoneiro e melhor proeiro. Neste ano chegaram à fase semifinal e acabaram em quinto lugar. Os americanos Mendelblatt e Fatih são os campeões. Venceram a semifinal e a regata decisiva, enquanto o sueco Freddy Loof, campeão olímpico de Star em Londres ficou em segundo ao lado de Elkstrom. Os poloneses Kusznierewicz e Zycki ficaram em terceiro lugar.

Os melhores brasileiros foram os estreantes Jorginho Zarif e Henry Boening, o Maguila, chegando à final para ficar com o quarto lugar. Em relação ao pódio de 2013, só faltou Robert. Na primeira edição, Mendelblatt foi bronze e Kusznierewicz, prata. Neste ensolarado sábado (6) em Nassau, o vento nordeste variou entre 15 e 20 nós (27 a 36 km/h). Nas quartas de final, Robert foi o quinto, sendo que os seis primeiros seguiriam adiante, mas na semifinal repetiu a colocação, enquanto necessitava ficar entre os quatro melhores para ir à final.

“Foi bom ter corrido o campeonato para manter contato com a classe. Nas regatas deste ano, alternamos bons e maus momentos. Na semifinal, optamos pela direita da raia e o vento rondou para a esquerda. O nível está ainda mais alto com a presença dos melhores velejadores do mundo. Um evento espetacular”, avaliou Robert que seguirá para Niterói, logo após o retorno a São Paulo, para continuar a campanha olímpica de Laser na Copa Brasil. Maior atleta olímpico brasileiro da história, Robert possui cinco medalhas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais entre Laser e Star. É patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela.em

Parceiro de Robert há nove anos na classe Star, Bruno também leva do Nassau Yacht Club (NYC) a sensação de missão cumprida. “Pessoalmente gostaria de ter ido melhor, e dava para ser melhor, mas o quinto lugar me mantém pelo segundo ano seguido na liderança do ranking da SSL, como o melhor proeiro da temporada. É ótimo ser o melhor do mundo no que a gente faz”. Bruno está em campanha olímpica para o Rio 2016 na classe Finn.

A dupla mais regular – O proeiro campeão, Brian Fatih, estava radiante com a conquista e se emocionou quando o hino dos Estados Unidos ecoou pelo NYC. “Nós queríamos vencer, mas sabíamos que o campeonato seria muito difícil, como realmente foi. É ótimo estar no pódio novamente, dois degraus acima em relação a 2013”, considerou Fatih, parceiro de Mark Mendelblatt desde os Jogos Olímpicos de Londres. “Gostaria de aproveitar para dizer que o Zarif (Jorginho) é um velejador fantástico”, elogiou Fatih.

Jorginho manteve a cautela durante os quatro dias da SSL. Aos 22 anos, mesmo sendo o mais jovem entre 40 velejadores demonstrou maturidade. “Estou muito satisfeito. Pude velejar e me divertir, sem a pressão que teria na classe Finn. Eu e o Maguila evoluímos durante o campeonato, fomos nos ajustando até chegarmos à final”, contou o campeão mundial de Finn, que a exemplo de Bruno também faz campanha olímpica para o Rio 2016.

As outras duas duplas brasileiras não chegaram à segunda fase. Marcelo Fuchs e Ronie Seifert, assim como Torben Grael e Guilherme de Almeida tiveram problemas com seus barcos. “Estou praticamente parado desde 2004. Voltei a velejar neste ano com o Guilherme. É preciso ter ritmo para velejar com velocidade em um campeonato com nível de um mundial. A maioria dos participantes está em campanha olímpica enquanto eu sou técnico da CBVela, Não dá para comparar”, declarou Torben.

Disputada pelo segundo ano nas Bahamas, a SSL FInals recebeu aprovação do bicampeão olímpico, pela primeira vez no evento. “O campeonato é muito bom. A própria ISAF (Federação Internacional de Vela) gostaria de adotar esse sistema com as demais classes, mas não está tão bem estruturada como a equipe do Michel”, referiu-se Torben ao criador da SSL, o empresário suíço Michel Nicklaus.

Bahamas pela terceira vez – “Faremos a terceira edição da SSL Finals no próximo ano novamente em Nassau. Nossa ideia é priorizar os atletas, isentos de política ou de qualquer emoção. Queremos que os próprios velejadores sejam os gestores da classe, sem conflito com qualquer entidade. Também queremos promover a vela junto aos jovens bahamenses”, justificou Michel. Além de estar estrategicamente localizada entre a Europa e os Estados Unidos, Bahamas possui condição especial de vento, constante e raramente abaixo de dez nós (18 km/h).

Neste ano, com o nível ainda mais elevado, a competição reuniu 20 duplas que levaram para a raia de Paradise Island, 20 medalhas olímpicas e 73 conquistadas em campeonatos mundiais de várias classes. A SSL Finals distribuiu 200 mil dólares em prêmio, sendo que os campeões receberam 40 mil dólares e quatro mil pontos no ranking da liga. As 20 duplas foram premiadas em de acordo com suas classificações. Medalhas e troféus foram entregues no NYC pelo americano Dennis Conner, quatro vezes ganhador da America’s Cup e bicampeão mundial de Star.

Classificação da SSL Finals

1. Mendelblatt/Fatih (EUA)
2. Loof/Ekstrom (SUE)
3. Kusznierewicz/Zycki (POL)
4. Zarif/Boening (BRA)
5. Scheidt/Prada (BRA)
6. Rohart/Ponsot (FRA)

Da assessoria

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