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Segundo dia da Copa Brasil de Vela tem Bruno Fontes em primeiro na Laser e Patricia Freitas em segundo na prancha

Fred "sempre ele" Hoffmann captou a performance vencedora de Pat Freitas na RS:X Feminina hoje em Niterói.

Fred “sempre ele” Hoffmann captou a performance vencedora de Pat Freitas na RS:X Feminina hoje em Niterói.

Vento de forte a médio favoreceu brasileiros na competição

O segundo dia de regatas da Copa Brasil de Vela foi marcado por vento forte a médio em todas as raias da competição e muito sol. Os brasileiros souberam aproveitar bem da situação e subiram na tabela da classe Laser Standard e RS:X feminino.

Na RS:X, Patricia Freitas teve um bom dia e assumiu a segunda colocação. A líder é a inglesa Bryony Shaw, que tem apenas dois pontos a menos.

“Estou bastante satisfeita com o resultado, pois a flotilha inteira mudou a técnica da velejada e eu continuo velejando com a técnica que sempre usei. Comecei o campeonato um pouco insegura, mas no final das contas eu estou super rápida, com um ângulo super bom e com vento mais forte, que não é a minha condição preferida. E velejando em casa, então, é sempre melhor”, disse Patricia Freitas.

Entre os homens o líder é o polonês Pawel Tarnowski. Ricardo ‘Bimba’ Winicki caiu uma colocação e aparece em quarto como o melhor brasileiro.

Na classe Laser Standard, Bruno Fontes foi o melhor do dia e assumiu a liderança da competição após seis regatas e um descarte.

“O dia foi ótimo. Três regatas com vento bom. E apesar de não ter largado muito bem, estou com uma boa velocidade e com a entrada do descarte consegui assumir a primeira colocação”, disse Bruno Fontes. Robert Scheidt aparece em segundo, um ponto atrás.

Entre as mulheres, a belga Evi Van Acker assumiu a ponta com a entrada do descarte. Fernanda Decnop é a melhor brasileira na sétima colocação. A lituana Gintare Scheidt, esposa de Scheidt, que estava em primeiro ontem, caiu para a quarta posição.

“Não tive um dia muito bom hoje, mas não tem problema. Estou andando bem, mas hoje não consegui pensar muito bem na tática. Ainda não decidi se vou tentar a vaga para a olimpíada, pois temos dois filhos que são a minha prioridade. Mas eu gosto muito de velejar aqui. Fora que quem quer e pode ganhar medalha nos Jogos, está aqui”, disse Gintare Scheidt.

Na 470 feminina, a briga entre as duas duplas brasileiras segue acirrada. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan fecharam o dia na quarta colocação, empatadas com Renata Decnop e Isabel Swan. As líderes são as britânicas Sophie Weguelin e Eilidith McIntyre.

“Nós temos treinado muito em busca da vaga na Equipe Brasileira de Vela e chegar no mesmo nível da Fernanda e da Ana faz parte deste processo. Com duas duplas tão fortes, brigando sempre por boas colocações em todos os campeonatos, só aumenta o nível da classe no Brasil”, disse Renata Decnop.

Entre os homens, os líderes são os americanos Stuart McNay e Dave Hughes. Os gaúchos Geison Mendes e Gustavo Thiesen, em oitavo, são os melhores brasileiros.

Na Finn, depois de seis regatas e o descarte do pior resultado, Jorginho Zarif aparece na sexta posição. O inglês Giles Scott segue na liderança.

“Velejei um pouco melhor hoje do que ontem. Nos últimos quarenta dias eu estava treinando de Star para a final da Star Sailors League (SLL) e a velocidade de aceleração do barco e a tocada são diferentes. Mesmo depois de treinar dez dias de Finn, ainda não peguei a mão. Mas é o preço que se paga”, disse ele que foi quarto colocado, melhor classificação brasileira na SLL deste ano.

Martine e Kahena vencem prêmio Brasil Olímpico:

E para fechar o ano com chave de ouro, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze venceu ontem à noite o prêmio Brasil Olímpico, entregue pelo COB aos melhores atletas do ano. A dupla venceu nada menos que o Mundial da classe 49er FX e foi eleita as melhores velejadoras do mundo pela Federação Internacional.

“Confesso que não estávamos esperando, mas o prêmio fechou muito bem o nosso ano”, disse Kahena.

Para mais informações, como resultados e horários das regata, acessewww.copabrasildevela.com.br.

A Copa Brasil de Vela tem organização da CBVela e conta com o patrocínio do Bradesco, Grupo Águas do Brasil e BG Brasil através da Lei de Incentivo ao Esporte, e com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói, Slam e da Richards.

 

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