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Penúltimo dia da fase classificatória da Copa Brasil de Vela foi marcado por vento fraco nas raias de fora da baía de Guanabara

As classes que ficaram do lado de dentro tiveram vento mais forte e bastante rondado

Fernanda e Ana tiveram dia quase perfeito. Foto Fred Hoffmann/CBVela

Fernanda e Ana tiveram dia quase perfeito. Foto Fred Hoffmann/CBVela

O terceiro dia de regatas da Copa Brasil de Vela foi mais uma vez marcado por sol forte. Já o vento acabou não entrando nas raias de fora da baía de Guanabara e apareceu rondado e variando de intensidade nas raias de dentro. Quem soube aproveitar melhor todas as rajadas e rondadas, acabou se dando bem.

Este foi o caso de Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, que tiveram um dia quase perfeito na 470. A dupla gaúcha somou um segundo e um primeiro lugares, subindo para a segunda colocação geral. As líderes são as francesas Camille lecointre e Hélène Defrance.

“Foi um dia excelente, mas o vento estava muito rondado e foi difícil para todo mundo”, disse Fernanda. A classe velejou na raia do Pão de Açúcar, conhecida pelo vento bastante inconstante. “Tinha hora que dava pra ficar pendurada no trapézio soltando vela, tinha hora que tinha que ficar dentro do barco”, completou Ana, se referindo à variação de intensidade do vento.

Os homens saíram mais tarde da praia e foram para a raia da Ponte, onde o vento esteve mais forte o dia todo. Geison Mendes e Gustavo Thiesen continuam sendo os melhores brasileiros, na nona colocação. Os australianos Mathew Belcher e Wil Ryan, campeões mundiais, assumiram a liderança.

Na classe RS:X, com mais três regatas realizadas na raia da Escola Naval, os resultados permanecem os mesmos. Patrícia Freitas é a segunda colocada entre as meninas, com a inglesa Bryony Shaw na primeira colocação. Entre os homens, Ricardo ‘Bimba’ Winicki segue em quarto, com o polonês Pawel Tarnowski em primeiro.

O mesmo acontece na Finn, que permanece com Jorginho Zarif na sexta colocação. O inglês Giles Scott, campeão mundial, segue em primeiro.

Vento fraco na raia de fora da baía:

A classe Nacra 17, que velejou fora da baía de Guanabara, teve um dia longo. A flotilha de 23 barcos foi para a água pouco depois do meio dia e só voltou depois das 17h. As três regatas foram feitas com vento bastante fraco e os velejadores nem chegaram a sair no trapézio.

“O dia foi muito complicado. O vento parecia que queria entrar, mas não tinha força. Tivemos duas regatas boas, mas na última acabamos perdendo uma rondada do vento e fomos muito mal. Esta é a minha primeira vez no Brasil e estou gostando muito. O espírito do carioca, de estar sempre sorrindo, é algo incrível. E o clima e o lugar também são muito bons”, disse o italiano Vittorio Bissaro, que ao lado da proeira Silvia Sicouri foi quarto colocado no Mundial da classe, em setembro, e finalizou o dia na segunda posição, empatado com a dupla francesa campeã mundial Billy Bresson e Marie Riou.

As classes 49er e 49er FX, que estavam programadas para também velejar nas raias de fora, acabaram vindo para dentro da baía, na raia do Pão de Açúcar, onde tinha mais vento. Entre os meninos, Marco Grael e Gabriel Borges lideram com um ponto de vantagem. Entre as meninas, Martine Grael e Kahena Kunze seguem na segunda colocação, com as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duelz em primeiro.

Fase classificatória chega ao fim nesta sexta-feira:

Nesta sexta-feira estão programadas mais duas regatas para as classes 470, Laser Standard, Laser Radial e Finn e mais três para os Nacra 17, 49er, 49er FX e RS:X. No final do dia, os dez melhores ranqueados nas classes com mais de dez inscritos e os cinco melhores nas classes com menos de dez inscritos se classificam para a disputa da medal race, que serão disputadas no sábado, na enseada de São Francisco, em Niterói. Todas as regatas terão pontuação dobrada e não poderão ser descartadas.

Para mais informações, como resultados e horários das regatas, acessewww.copabrasildevela.com.br.

A Copa Brasil de Vela tem organização da CBVela e conta com o patrocínio do Bradesco, Grupo Águas do Brasil e BG Brasil através da Lei de Incentivo ao Esporte, e com o apoio da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói, Slam e da Richards.

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