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Não deu. Thomson fica pra trás e Le Cléac’h deve chegar para bater o recorde da Vendée Globe às 13:30h de hoje

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O líder a Vendée Globe Armel Le Cléac’h é esperado na linha de chegada em aproximadamente duas horas, às 1530h UTC (13:30h em Brasília) hoje, após 74 dias no mar.

Alex Thomson que protagonizou a perseguição mais legal dos últimos tempos no desafio de volta ao  mundo em solitário sem paradas e sem assistência, acabou ficando pra trás 100 milhas depois que os ponteiros cambaram rumo ao objetivo final (a distância é calculada em relação a chegada, em linha reta, por isso a discrepância nos números em relação a ontem). Não deve ser desta vez que um inglês vai colocar água na champanhe francesa. Fica pra próxima!

O comandante francês está atualmente a 36 milhas náuticas da linha de chegada em Les Sables d’Olonne, navegando a pouco mais de 12 nós. O final da regata será transmitido ao vivo no site do evento e nas mídias sociais uma vez que Le Cléac’h esteja a aproximadamente 30 minutos da linha de chegada. O segundo colocado, Alex Thomson, deverá cruzar a linha de chegada cerca de 12 horas depois.

Para mais informações sobre como seguir as chegadas, clique aqui: http://www.vendeeglobe.org/pt/news/18197/how-to-follow-the-finish-this-thursday

Com 300 milhas pro fim só 36 milhas separam Le Cléac’h e Thomson na Vendée Globe

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Não, dileto leitor, eles não estão indo pra Inglaterra. Daqui a pouco rola um bordo e com a proa no objetivo a eterna briga franco-britânica vai pegar fogo nas milhas finais

É com emoção!! Muita!! O mundo da vela se pergunta se depois de quase 30 anos (desde 1989) e sete regatas disputadas, finalmente um navegador britânico vai quebrar a hegemonia francesa na Vendée Globe, a volta ao mundo sem paradas e sem assistência. Com a Dame (o feminino de Sir) Ellen MacArthur foi quase. O vice no desafio dos desafios alçou a inglesinha de metro e meio aos píncaros do esporte mundial.

Agora é Alex Thomson, um veterano de quatro Vendées (incluindo esta), três vezes recordista mundial de singradura em solitário (incluindo a de anteontem, com 536mn em 24h), terceiro colocado na última edição da regata, marqueteiro de mão cheia com ‘feitos’ midiáticos incríveis no seu IMOCA60 “Hugo Boss” como pular do mastro, andar na quilha, levantar voo de kitesurfe sendo rebocado (sempre em ternos impecáveis do patrocinador), que briga para colocar o nome nos anais do reino de Elisabeth II. Será?

Se vai rolar, não sabemos. Mas que é a perseguição e o final mais incrível da história da regata isso é!! Não mude de canal!!

Temporada de TP52 começa quente na Key West Race Week

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O TP52 ítalo-argentino “Azzurra” ainda está em terceiro lugar depois de um dia difícil na água. “Quantum” sobe pro segundo lugar atrás do líder, “Platoon”.

Mesmo entre algumas das melhores equipes da 52 SUPER SERIES, o circuito de monocascos mais ‘profissa’ do planeta, os nervos e as dúvidas tiveram um efeito negativo nesta segunda-feira, primeiro dia da nova temporada de TP52 e também das regatas de abertura da Quantum Key West Race Week.

Enquanto o “Platoon” de Harm Müller-Spreer abriu com duas vitórias inegáveis e bem executadas, várias entre as 11 equipes de TP52 que correm nas águas azuis das Florida Keys não conseguiram iniciar a temporada no melhor do seu desempenho.

Depois de ter desfrutado a vida à frente da flotilha no primeiro dia, o “Platoon” escorregou para fora das trincheiras e fez um par de sextos lugares ontem. Após um total de quatro regatas a soma de 14 pontos os mantém na liderança, mas por pouco. A vitória do “Quantum Racing” na 4ª regata o levou para o segundo lugar, um ponto atrás. E apesar de um oitavo na regata 4, que poderia ter sido pior, o “Azzurra” é o terceiro com 19 pontos. O “Bronenosec” tem o mesmo total, mas fica em quatro geral no desempate. O turco “Provezza”, que foi o grande vencedor do segundo dia (ontem, 17/01) com um par de segundos lugares, é o quinto.

Hoje tem mais a partir das 11h local (14h em Brasília). Os fãs podem assistir ao vivo as regatas no site www.52superseries.com.

No “través” do cabo Frio Francis Joyon e tripulação seguem 1660mn à frente do recorde de volta ao mundo

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O trimarã vermelho e cinza de 103 pés “IDEC Sport”, depois de uma refrescada numa zona de transição no sul do Atlântico, voltou a acelerar e está indo para o norte com as proas apontando para o Equador. Depois de um dia dedicando-se a tarefas de manutenção do barco e cuidando de si mesmos, tomando banho e fazendo a barba, Francis Joyon, Bernard Stamm, Alex Pella, Gwénolé Gahinet, Clément Surtel e Sébastien Audigane admitem estar em melhores condições em ventos moderados agora.

“Nós pegamos algum vento e estamos de volta a velocidades agradáveis novamente em torno de 26-27 nós sem fazer o barco sofrer (nota do manza: caraca!!). Os mares são razoavelmente calmos então o barco não está batendo. É bastante tranquilo, o que se torna uma novidade para nós nas últimas semanas. Deixamos o piloto automático assumir ocasionalmente, já que isso funciona bem com a vela grande J1, apenas com uma trimagem ocasional para lidar com as rondadas de vento muito pequenas “, explicou Clément Surtel, confiante no trabalho que tem sido feito para tentar levar o caneco do troféu Júlio Verne, na real, o recorde volta ao mundo absoluto à vela.

Sono, ventos alísios e sol agradável ao largo do Rio de Janeiro, com previsões meteorológicas mais claras à frente, isso é o suficiente para que a turma do “IDEC Sport” se sinta otimista sobre o que está por vir e sobre a conclusão dessa aventura. No momento o trimarã está 1667 milhas à frente de onde o “Banque Populaire V” de Loïck Peyron, atual detentor do recorde (45d 13h 42m 53s) estava. E velejando à incrível média de 27,4 nós depois de mais de 20 mil milhas navegadas. Duca!!! Allez, Joyon!!

Luiza Moré, do Clube dos Jangadeiros, é campeã brasileira de Optimist na categoria Feminino Infantil

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Vencendo ventos próximos ao 30 nós, a jovem Luiza Moré, do Clube dos Jangadeiros, sagrou-se campeã do 45º Campeonato Brasileiro de Optimist, na categoria Feminino Infantil. Com a conquista em Vitória-ES, a atleta irá disputar o Sul-Americano de Encarnacion, no Paraguai, entre os dias 22 de abril e 1º de maio.

A participação de Luiza, assim como a de toda a Flotilha da Jangada, do Clube dos Jangadeiros, em Porto Alegre, que contava com seis competidores, foi bem avaliada pelo treinador Salvatore Meneghini. “A Luiza surpreendeu pois, mesmo sendo bem leve, conseguiu sustentar bem o barco, graças a sua técnica apurada. Foi um campeonato muito bom para os jovens amadurecerem e já irem se acostumando com essas rajadas mais fortes”, disse ele,  um dos técnicos da equipe gaúcha.

Neiva Mello / CDJ

A 500 milha do fim só 70 milhas separam Le Cléac’h e Thomson na Vendée Globe

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O fim da mais dura, prestigiada e respeitada competição oceânica da vela mundial, a regata Vendée Globe, disputada a cada quatro anos, com largada e chegada em Les Sables D’Olonne (as areias de Olonha, em mânzica tradução), está tendo um final eletrizante.

Depois de quase 30 mil milhas náuticas navegadas o francês Armel Le Cléac’h e o inglês Alex Thomson estão separados por apenas 70 milhas e o súdito da rainha, que bateu ontem o recorde de singradura com 536 milhas navegadas em 24 horas, continua chegando no gaulês. Mas, aparentemente, não em ritmo suficiente para ultrapassar. Veremos!

No atual ritmo dos caras podemos esperar para amanhã de noite (horário de Brasília) a chegada do vencedor. Thomson, que teve um dos fólios laterais de seu IMOCA60 “Hugo Boss” quebrado no começo da disputa, luta para ser o primeiro britânico a vencer a regata que faz a cabeça – e os corações -, da francesada toda e a alegria dos fãs de vela do planetinha azul. Quem viver verá!!

Martine Grael e Kahena Kunze conquistam o bicampeonato do Miami Midwinter

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As velejadoras campeãs olímpicas Martine Grael e Kahena Kunze estrearam na temporada 2017 com vitória. A dupla conquistou a medalha de ouro no Miami Midwinter, primeira competição depois dos Jogos Rio 2016, com 13 pontos perdidos. Em segundo lugar chegaram as americanas Paris Henken/Helena Scutt, com 24 pontos, e as norueguesas Ragna Agerup/ Maia Agerup ficaram com o bronze, somando 35 pontos.

A competição, que começou no dia 14, contou com 11 regatas e 10 duplas participantes. Ao longo da disputa, as brasileiras estiveram sempre na liderança conseguindo sete primeiros lugares, três segundos e um terceiro. Martine e Kahena foram as campeãs em 2015 e no ano passado levaram o bronze. O evento é um campeonato preparatório para as classes 49er, 49erFX e Nacra para etapa da Copa do Mundo de Vela, que acontece entre 23 e 29 de janeiro, em Miami.

Alice Furtado / Multifato Comunicação

É Recorde!!! Na Perseguição a Le Cleac’h, Alex Thomson Singra 536,8 Milhas em 24h. Em Solitário!

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O velejador britânico Alex Thomson bateu hoje o recorde mundial de maior distância percorrida solo em 24 horas a vela singrando 536,8 milhas em seu IMOCA60. Pra efeito de comparação o recorde absoluto de monocasco é de pouco mais de 600 milhas em 24h.

Thomson, de 42 anos, está atualmente em segundo lugar na Vendée Globe, a apenas 70 milhas do líder francês, Armel Le Cleac’h, este com 1.000 milhas para cruzar à linha de chegada.

Durante o período de 24 horas finalizado em 0800UTC de hoje (16/01), ele navegou o Hugo Boss, seu monocasco com fólios laterais (um deles, avariado, diga-se, mas o do bordo oposto ao que ele veleja agora, claro), a uma velocidade média de 22,4 nós.

Sua distância de 24 horas bate o recorde de 534,48 milhas estabelecido pelo francês Francois Gabart na edição de 2012-13 da própria Vendée Globe. E estamos na reta final da regata!! Tá lindo!!

Camiranga foi o fita azul na Regata Buenos Aires – Punta del Este no Circuito Atlântico Sul Rolex Cup

 

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O veleiro Camiranga, do Veleiros do Sul, foi o fita azul da Regata Buenos Aires – Punta del Este no Circuito Atlântico Sul Rolex Cup 2017. O Soto 65 do comandante Eduardo Plass cruzou a linha de chegada em Punta neste domingo às 06h49min. No momento da sua chegada as condições de vento eram de NE, com cerca de 8 nós de intensidade.

O Camiranga, que corre na ORC Internacional, não conseguiu bater o recorde em tempo real Regata Buenos Aires – Punta del Este ao fazer a regata de 167 milhas em 18h49min. Ele igualou a mesma marca de Fortuna III, de Cesar Recalde, da Armada Argentina, no circuito do Atlântico Sul Rolex Cup 2005. O registro em tempo real permanece nas mãos de Lola, de Alberto Roemmers com 18h06min51s. Os integrantes do time do VDS na tripulação de 14 velejadores do Camiranga, estavam os irmãos Eduardo e Renato Plass, Samuel Albrecht, César Augusto Streppel, Gustavo Thiesen e Alexandre Rosa,

O segundo barco a chegar em Punta foi outro brasileiro, o Soto 40 Pajero, de Eduardo Souza Ramos às 11h04min56s.O Circuito Atlântico Sul Rolex Cup 2017 segue nesta segunda-feira com o circuito em Punta del Este com as regatas de percurso médio e barlasota. O Crioula Sailing Team, do comandante Eduardo Plass competirá em outro barco, o Soto 40 Crioula 29, a partir de terça-feira.

Ricardos Pedebos/VDS

Fotos: @Matias Capizzano/divulgação/Rolex

 

Enfim, Anuário!!

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Querido amigo e mais que querida amiga, antes de tudo um 17 de muito sucesso pra você!! Eis que aqui ressurjo das trevas do semi-esquecimento para compartilhar as boas novas. Como o dileto leitor/leitora já deve saber, afinal, lá se vão quase nove meses desde minha última missiva sobre o tema (uma gestação prematura, portanto), estava editando o Anuário Brasileiro de Vela. Quer dizer… nesta altura um quase “bienário”, né? Já que a primeira data de lançamento era no fim de abril e finalmente conseguimos lançar neste último dezembro, com conteúdo de julho de 2015 a julho de 2016, de Semana de Ilhabela a Semana de Ilhabela. Ufa!

Bem, esta grande aventura, a “invenção” de um “livro de mesa”, com quase 400 páginas, de alta qualidade, com o máximo de informação possível da vela brasileira no período, uma espécie de resumão dos resumões impresso para a posteridade, com muitas e lindas fotos de nossa plástica paixão, em plena crise econômica e política, só podia ser ideia de manza mesmo. Quase soçobrei! De novo!!… Mas deu certo! Porque Éolo nunca abandona os que tem bons propósitos no coração e rumo certo na proa. Ave!!

A verdade é que o nosso anuário finalmente chegou à sua primeira edição! Uhuu!! Enfim assentamos esta pedra fundamental que, espero, preste à vela nacional sempre um bom e necessário trabalho. Depois de ter tido a honra de chamar a dupla Martine e Kahena ao pódio, para receber suas áureas láureas olímpico-cariocas, o lançamento deste anuário foi o maior júbilo deste recém finado 2016 para este comunicador vélico (e já algo “vélhico” também). Alegria, alegria! Viva a vela brasileira! Sempre!!

O livro traz três especiais, sobre olimpíadas, paralimpíadas e Volvo Ocean Race, e os resultados (com súmulas completas sempre que possível – seu nome deve estar lá, verifique!) das principais regatas do Brasil e do mundo de julho de 2015 até julho de 2016, de Semana de Ilhabela a Semana de Ilhabela, as de 2015 e 2016 inclusas (42ª e 43ª). Para os que são adeptos do leve e livre cruzeirar, teremos muita informações de qualidade nos diretórios de serviços, com marinas, clubes, museus, associações de classe, tipos de barcos, etc. no fim do livro. E também os participantes dos principais ralis de cruzeiro do país, organizados por nossa querida parceira de primeira hora, a ABVC.

E para todos os velejadores, claro, independente de partido, gênero, cor, filosofia ou religião, estes diretórios de informações gerias de interesse vélico, são uma preciosa fonte de dados sobre veleiros, associações, endereços eletrônicos, waypoints, etc. Um conteúdo exclusivo de nosso querido parceiro que é um verdadeiro repositório da vela nacional, o Sailbrasil.com.br. Valeu, Max!

Esta primeira edição, praticamente a número zero, tem imperfeições e lacunas que podem e devem ser preenchidas nas próximas, claro. E com fechamento previsto para setembro deste ano (2017) espero que os amigos e interessados participem mais ativamente da edição 2016/2017 . O anuário é de vocês!! Mesmo!! Informações, correções, sugestões, críticas, colaborações, etc. são sempre bem vindas!

Àqueles 17 amigos (confesso que, mesmo com toda crise que se abateu, esperava um pouco mais… Mas tá beleza!) que fizeram a pré-compra no site, agradeço penhoradamente a parceria e a paciência! Claro que, além de comprar por melhor preço, vocês merecem mais. Então ainda vão receber um brinde exclusivo e o eterno agradecimento de toda a equipe. Sem vocês, leitores-velejadores e afins, amigos da vela tupiniquim, nada disso teria razão de existir. Muito, muito obrigado mesmo!!

Para os que quiserem comprar agora (Compre djá!!) e ajudar a bater aquela tão necessária e falada quota mínima de mil exemplares para a viabilidade econômica da empreitada (vamos lá galera! Faltam só 962 ainda…) basta clicar em www.anuariobrasileirodevela.com.br e mandar brasa! Compre e recomende! Você vai receber informação vélica da melhor qualidade em um impresso de altíssimo nível rodado na Gráfica Movimento, em Brasília. Valeu, Gustavo!

Às dezenas de amigos velejadores de todo o Brasil que, de uma ou outra forma, silenciosamente, mas com afeição e afinco ajudaram a botar pra frente esta verdadeira “ação entre amigos” fica meu mais sincero abraço. O contravento foi duro, mas chegamos! Viva a vela e todos os velejadores deste nosso imenso país!

Compre, leia, critique, colabore. Esta iniciativa é uma tentativa, de velejadores e interessados na vela brasileira, de ter novamente uma publicação exclusiva sobre o tema no país. Apoie esta ideia. Se cada um soprar um pouquinho teremos sempre vento para enfunar nossos panos! E todos fazem parte desta tripulação! Contamos com você!! Obrigado! Bons ventos sempre!

Murillo Novaes
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