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Amanhã é dia de regata de porto em Lisboa, na VOR. Martine confirmada no AkzoNobel.

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A primeira in-port desta edição da VOR foi vencida pelo MAPFRE, em Alicante.

A regata Mirpuri Foundation In-Port Race está marcada para esta sexta-feira (3), em Lisboa, Portugal. A prova entre bóias será a segunda da Volvo Ocean Race e ocorre a partir de 11h50 (Horário de Brasília) com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da regata de volta ao mundo.

A prova deve durar no máximo 60 minutos e não vale pontos para a classificação geral, apenas em caso de desempate, no final. A primeira regata in-port foi vencida pelo MAPFRE, em outubro desde ano, na cidade de Alicante, na Espanha.

A previsão é de ventos do sudoeste de 10 a 15 nós em Lisboa.

O Brasil terá pelo menos um tripulante nessa regata, que antecede a largada da Etapa 2, neste domingo (5), Martine Grael foi confirmada pelo team AkzoNobel para participar da prova. Outra novidade é a volta do navegador Jules Salter ao time. E espera-se o anúncio de mais reforços depois da crise deflagrada dias antes da largada no mês passado.

Veja a escalação para a Mirpuri Foundation In-Port Race

Dongfeng Race Team
Skipper – Charles Caudrelier
Pascal Bidégorry
Stuart Bannatyne
Jérémie Beyou
Daryl Wislang
Marie Riou
Carolijn Brouwer
Jackson Bouttell
Jinhao Chen

team AkzoNobel
Skipper – Simeon Tienpont
Jules Salter
Ross Monson
Brad Farrand
Nicolai Sehested
Emily Nagel
Martine Grael
Luke Molloy

Team Brunel 
Skipper – Bouwe Bekking
Andrew Cape
Carlo Huisman
Alberto Bolzan
Kyle Langford
Maciel Cicchetti
Peter Burling
Annie Lush
Abby Ehler

Team Sun Hung Kai/Scallywag 
Skipper- David Witt
Steve Hayles
Alex Gough
Annemieka Bes
Benjamin Piggott
John Fisher
Luke Parkinson
Tom Clout

Turn the Tide on Plastic
Skipper – Dee Caffari
Nico Lunven
Martin Strömberg
Liz Wardley
Annalise Murphy
Francesca Clapcich
Bianca Cook
Lucas Chapman
Henry Bomby
Frederico Melo

Vestas 11th Hour Racing
Skipper – Charlie Enright
Simon Fisher
Mark Towill
Damian Foxall
Nick Dana
Tom Johnson
Tony Mutter
Stacey Jackson
Hannah Diamond

MAPFRE 
Skipper – Xabi Fernández
Juan Vila
Pablo Arrarte
Rob Greenhalgh
Antonio “Ñeti” Cuervas-Mons
Blair Tuke
Willy Altadill
Sophie Ciszek
Tamara Echegoyen

Assista ao vivo no site

Acesse www.volvooceanrace.com para assistir em livestreaming.

Transat Jacques Vabre 2017 leva velejadores de nove países para desafio extremo. Brasil está bem representado novamente.

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Leonardo Chicourel e José Guilherme Caldas, skippers do Mussolo 40 Team Angola Cables. Por: Ricardo Cardoso/Mussolo 40

Brasil, Angola, Omã, Alemanha, França, Itália, Espanha, Inglaterra e Suíça têm representantes na regata, umas das mais difíceis da vela internacional.

A 13ª edição da Transat Jacques Vabre, principal regata transatlântica do mundo, começa no domingo (5), em Le Havre, na França, com a participação de 38 barcos, de quatro classes diferente. A prova em duplas terá como destino final a cidade de Salvador, na Bahia.

São 76 velejadores de nove países, incluindo o Brasil com o baiano Leonardo Chicourel, que está a bordo do Mussulo 40 Team Angola Cables, ao lado do angolano José Guilherme Caldas, que mora em São Paulo (SP) e já é meio brasuca também.

”Recebi com muita alegria o convite de correr a Transat Jacques Vabre e ser o primeiro baiano nessa regata. É muito simbólico isso! Será muito bom voltar pra casa e ver os amigos esperando a gente”, disse Leonardo Chicourel. ”A regata será bem difícil, exigindo muito da gente. Estou sempre ligado na previsão dos ventos”.

Outra referência brasileira na regata é o barco Vivo à Beira, tripulado por franceses que buscam fundos para projetos sociais educacionais no País. ”Somos o outro barco do Brasil na regata. Vamos usar a prova para levar uma mensagem de esperança aos jovens das favelas brasileiras”, explicou Pierre Lacaze, do Vivo à Beira, uma refência a um poema da poetisa Clarice Lispector.

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O IMOCA60 Vivoabeira,dos skippers Yoann Richomme e Pierre Lacaze. Por: Jean-Louis Carli/ALeA/TJV2017

 

Nove nações, um só objetivo

Atletas de Omã, Alemanha, França, Itália, Espanha, Inglaterra e Suíça estão na disputa de 8 mil quilômetros pelo Oceano Atlântico da Transat Jacques Vabre. O objetivo de todos é fazer o percurso em menos tempo, ou seja, ganha o primeiro que chegar em cada classe.

”A regata é uma das mais difíceis da vela internacional. Em duplas, as tripulações lidam com as temperaturas em queda no continente europeu, as dificuldades de navegação pelo Canal da Mancha, entre a França e a Inglaterra, depois pelo norte da Espanha, onde ocorrem as principais quebras, a calmaria do Equador e a chegada à costa brasileira”, disse o italiano Giancarlo Pedote, do Newsrest – Brioche Pasquier(IMOCA60).

Os melhores velejadores do mundo de regatas oceânicas encaram mais uma vez o desafio da Transat Jacques Vabre. A britânica Sam Davies, que comandou o Team SCA na Volvo Ocean Race 2014-15, repete a campanha da última edição ao lado do francês Tanguy de Lamotte a bordo do Initiatives Coeur (IMOCA60).

”Essa edição será um pouco mais curta do que a passada, que terminou em Itajaí (SC), mas eu estou muito feliz, pois vai terminar no Brasil novamente. E agora com sol, já que da outra vez que chegou estava nublado. Estamos na mesma classe IMOCA, mas um barco novo, agora com foiles. É mais rápido, mas um pouco mais complicado de tocar”, disse Sam Davies, uma das seis mulheres escaladas nessa edição.

Outros navegadores ícones da vela como os franceses Sebastien Josse, Thomas Coville, Jean-Luc Nélias, Vicent Riou e Sidney Gavignet fazem parte da Transat Jacques Vabre, levando com eles um currículo de conquistas em regatas internacionais ou travessias ao redor do mundo em solitário.

Os velejadores franceses tradicionalmente encaram regatas mais longas e desafios como a Transat Jacques Vabre. Em provas como a Vendeé Globe, Solitarie du Figaro e Volvo Ocean Race é possível ver um número expressivo de navegadores da França.

A Transat Jacques Vabre também é conhecida como Rota do Café, pois refaz o trajeto inverso do comércio dos grãos. Colômbia, Costa Rica e Brasil, com Salvador e Itajaí (SC), já sediaram o evento.

A regata tem quatro classes de barcos. Os Class40 da dupla brasileira contam com 16 duplas e é a categoria mais numerosa. Os tradicionais IMOCA 60 aparecem logo em seguida com 13 equipes. Entre os multicascos estão Ultime, com três enormes trimarãs na disputa, e os Multi50, com seis.

Os Ultimes, que são os mais velozes inscritos na Transat Jacques Vabre, devem concluir o percurso de Le Havre a Salvador em menos de 10 dias. Já os brasileiros que estão na Class40 devem demorar mais de 20 dias.

O Brasil participa pela terceira vez da regata Transat Jacques Vabre e terá o segundo barco consecutivo. Em 2015, o Zetra de Eduardo Penido – campeão olímpico em Moscou 1980, e Renato Araújo foi o sexto colocado na Class40.

Flavio Perez/TVJ
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