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Posts da categoria ‘Resumão’

Começo de temporada quente para o J/70. “Manda Chuva”, de Mario Garcia, termina em 10º lugar em Mônaco na Winter Series. Phil Haegler, com o seu “Cloud Nine”, acaba em 11º lugar na Semana de Key West.

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E o ‘Manda-Chuva’ mandou bem em Mônaco na nova coqueluche mundial, o J/70.

Duas equipes brasileiras da classe J/70 começaram a temporada com bons resultados . Phil Haegler na Key West Race Week teve um excelente resultado depois de correr 12 regatas. Entre os 40 participantes, faturou no penúltimo dia o prêmio de segundo melhor barco do dia e fechou tudo com uma vitória na última regata do campeonato para finalizar em 11º geral com o seu “Cloud Nine”(ICRJ).

A semana foi marcada pela alta temperatura e muito sol nas Florida Keys. O campeonato, que começou com ventos médios para fortes e no decorrer da semana viu o vento enfraquecendo, é um dos mais tradicionais do calendário norte-americano. E com a brisa mais leve os resultados dos brasileiros foram melhorando.

“Estou muito satisfeito com o resultado que obtive. Em particular com a vitória na última regata. Os treinamentos no Brasil em 2016 mostraram que tivemos uma evolução”, comentou o comandante Phil. A equipe campeã mundial, de Joel Romming acabou em 5º lugar em Key West.

Resultado final J/70 (Key West Race Week)
1   Tim Healey.             USA.   60 pts.
2   Martim Kilman.     USA.  71 pts.
3   Carlo Alberini.        ITA.    71 pts
11. Phil Haegler.           BRA. 160 pts.

Já na 3ª etapa da Winter Series, a equipe “Manda- Chuva”, de Mario Garcia Soerense, do ICRJ, terminou em 10º lugar geral entre 42 barcos. Este evento teve uma variação grande de vento, bastante frio e tempo limpo. Todas as equipes velejaram muito juntas e com a raia curta o entrosamento da tripulação foi muito importante .

“Os ventos mais fortes revelaram ser vantajosos para o nosso time. Mas ainda temos dificuldade com as tripulações mais leves quando cai o vento e ficam as ondas. Disputamos sempre as primeiras colocações e o décimo lugar se deveu a uma montagem de bóia mal planejada. Mesmo assim fiquei satisfeitos com o desempenho no geral”, explicou o comandante Mario Garcia .

Na série, com 3 etapas corridas e mais duas para o final, a equipe “Manda-Chuva” está em 4º lugar geral.

Resultado Final – Etapa Mônaco J/70 Winter Series
1 Ludovico Fassetelli.  MON.    17 pts
2 Stefano Roberti.         MON.    22 pts.
3 Alain. Stettler.             SUI.      23 pts
10 Mario Garcia.             BRA.     59 pts

Acompanhe a temporada 2017 na página da classe: www.J70brasil.com.br

Classe J/70 Brasil 

 

Quantum Racing vence a semana de Key West na TP52. Do vice ao 7º foram dois pontos apenas de diferença.

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Vencendo a única regata desta sexta-feira na Quantum Key West Race Week, com seus rivais mais próximos mais de cinco posições atrás, o “Quantum Racing” começou a temporada da 52 SUPER SERIES na frente.

Com Doug DeVos no timão, o “Quantum Racing” largou bem, pelo lado da CR. O “Provezza”, líder então por dois pontos, foi fechado pelo “Azzurra” e o “Interlodge” no lado da boia. E, começando bem devagar, montaram a marca de barla em 11º lugar.

Nas condições de ventos fracos, com a brisa em 6-8 nós de sul, a competência do “Quantum”  se mostrou em cada boia do percurso. Na renhida batalha pelo segundo e terceiro degraus do pódio, o “Platoon”, de Harm Müller-Spreer, tomou o segundo lugar em um empate de três vias, deixando o “Rán Racing” e o “Provezza”pra trás. O “Azzurra” e o “Bronenosec” terminaram também empatados, em quinto e sexto. Foram apenas dois pontos separando os barcos que ficaram do segundo ao sétimo lugar, no caso, o “Interlodge”. Dificilmente uma competição poderia terminar mais perto que isso. Só feras!!!

RESULTADOS CONFIRMADOS: http://bit.ly/2j0huOt

Joyon e companhia detona mais um recorde na travessia do equador. Falta pouco!

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Às 12:28h UTC desta sexta-feira (20/01), o maxi-trimarã IDEC SPORT cruzou o Equador. Francis Joyon, Sébastien Audigane, Clément Surtel, Gwénolé Gahinet, Alex Pella e Bernard Stamm alcançaram o melhor desempenho para o trecho entre Ushant e o equador após montar os três grandes cabos (Boa Esperança, Leeuwin e Horn) com um tempo de 35 dias, 4 horas e 45 minutos. Este tempo é 2 dias, 22 horas e 36 minutos melhor do que o tempo de referência anterior realizado em 2012 por Loïck Peyron no maxi-trimarã Banque Populaire V. Desta forma, o heroico francês, que já foi o solitário mais rápido do planeta, tempo batido este ano por Thomas Coville, segue firme na busca pelo troféu Júlio Verne. Veloz e furioso!!!!!

 

Não deu. Thomson fica pra trás e Le Cléac’h deve chegar para bater o recorde da Vendée Globe às 13:30h de hoje

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O líder a Vendée Globe Armel Le Cléac’h é esperado na linha de chegada em aproximadamente duas horas, às 1530h UTC (13:30h em Brasília) hoje, após 74 dias no mar.

Alex Thomson que protagonizou a perseguição mais legal dos últimos tempos no desafio de volta ao  mundo em solitário sem paradas e sem assistência, acabou ficando pra trás 100 milhas depois que os ponteiros cambaram rumo ao objetivo final (a distância é calculada em relação a chegada, em linha reta, por isso a discrepância nos números em relação a ontem). Não deve ser desta vez que um inglês vai colocar água na champanhe francesa. Fica pra próxima!

O comandante francês está atualmente a 36 milhas náuticas da linha de chegada em Les Sables d’Olonne, navegando a pouco mais de 12 nós. O final da regata será transmitido ao vivo no site do evento e nas mídias sociais uma vez que Le Cléac’h esteja a aproximadamente 30 minutos da linha de chegada. O segundo colocado, Alex Thomson, deverá cruzar a linha de chegada cerca de 12 horas depois.

Para mais informações sobre como seguir as chegadas, clique aqui: http://www.vendeeglobe.org/pt/news/18197/how-to-follow-the-finish-this-thursday

Parem as Máquinas!! Edu Penido e Renato Araújo chegam em 6º na Classe 40 da Transat Jacques Vabre e fazem história!

Edu Penido e Renato Araújo, a bordo do Zetra, entraram hoje na barra do rio Itajaí-Açu e na história da vela nacional. Bravo!

Edu Penido e Renato Araújo, a bordo do Zetra, entraram hoje na barra do rio Itajaí-Açu e na história da vela nacional. Bravo!

Parem as Máquinas!! Edu Penido e Renato Araújo chegam em 6º na Classe 40 da Transat Jacques Vabre e fazem história!

Eduardo Penido, foi o pioneiro do ouro olímpico na vela brasileira, quando, em Moscou 1980, como proeiro de Marcos Soares, faturou a inédita medalha na classe 470 (Alex Welter e Lars Bjorkstron também ganharam o ouro no Tornado naquela ocasião). Desde então, o super boa praça Edu já fez “de um tudo” na vela.

Como skipper do legendário Sorsa colocou seu nome e o do barco nos anais das principais regatas do país, como o responsável pelo 12m Wright on White do saudoso Roger Wright, junto com Lars Grael e companhia, pintou o sete, no caso o três, do KZ-3, no ano do centenário da legendaria classe da Copa América por tantos anos que viu os brasucas faturarem tudo em cima dos gringos de todo o mundo.

Eu, pessoalmente, serei eternamente grato pelo convite para ser o navegador da (hoje “falecida”) máquina de regatas Zing 3 em uma regata uma semana após meu acidente na laje da ilha da Mãe. Ocasião em que Edu pôde exercer sua ironia ao passar por cima da dita laje com apenas 60cm abaixo da quilha para desespero total deste manza que vos fala.

“Camba, Edu” bradei eu com a autoridade dos navegadores desesperados e escaldados. “Eu estou no comando e eu decido, pode ficar tranquilo que me responsabilizo qualquer coisa” retrucou ele. Bem, você pode imaginar que não passou nem pensamento do lado de cá e, por sorte, não porramos a laje. Porque se eu conseguisse bater na maldita duas vezes em apenas uma semana não seria chamado nem pra velejar de Optmist mais! Ufa!!

Agora Edu, junto com o fiel companheiro Renato Araújo, coloca mais uma vez o nome nos livros de história. Pela primeira vez uma dupla brasileira competiu e completou (super bem, por sinal!) uma regata transatlântica de prestígio mundial de vela a poucas mãos (ou “shorthanded” para os anglófilos). Com a chegada, na linha em Itajaí hoje, num digníssimo sexto lugar, dos 14 Classe 40 que largaram em Le Havre, com 6.153 milhas navegadas em 28 dias 10 horas 37 minutos e 30 segundos, a uma média de 9,01 nós, a dupla tupiniquim do Zetra nos enche de orgulho e alegria!! Ave Penido!! Parabéns à dupla dinâmica das atlânticas ondas de coragem e ousadia!

Para quem não sabe, a Transat Jacques Vabre desde 1993 faz a fama dos maiores velejadores de oceano do mundo. A regata que já chegou a Cartagena, Salvador, Puerto Limón, na Costa Rica, e desde a ultima edição aporta na super náutica Itajaí, consagrou, em suas 11 edições, lendas como os tricampeões da prova Franck Cammas (2001, 2003 e 2007 e, nota rápida, que acaba de ser o primeiro a contornar o Horn em uma catamarã sobre fólios), Franck-Yves Escoffier (2005, 2007 e 2009) e Jean-Pierre Dick (2003, 2005 e 2011).

Sempre disputada em duplas, em multicascos e monocascos, a edição de 2015 teve 84 velejadores de 11 países na disputa.  A França como país-sede teve o maior número de atletas, com 66. Ícones da vela de lá como François Gabart, Charles Caudrelier, Pascal Bidégorry, Jean-Luc Nélias e Thomas Coville estavam presentes. Mas, além de França e Brasil, claro, a regata teve representantes de Grã-Bretanha, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Hungria, Suíça, África do Sul, Itália e Austrália. Uma galera!

Em 25 de outubro, na França, largaram as quatro classes da disputa, divididas entre monocascos e multicascos, para 5400 milhas de aventura atlântica. A Classe40 (monocascos de 40 pés) teve com 14 duplas, a Multi50 (50 pés) teve quatro, a IMOCA (os famosos Open 60) teve 20 e a Ultime (multicascos de até 102 pés) contou com outras quatro duplas. Deste total, 17 barcos abandoram a prova, sendo 11 IMOCA, um recorde negativo graças ao mau tempo do golfo de Biscaia.

Ao fim, os campeões foram:

Classe: Ultime – até 102 pés
Vencedor: Macif  – François Gabart e Pascal Bidégorry
Data chegada: 06/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos

Classe: IMOCA – 60 pés
Vencedor: PRB – Vincent Riou e Sébastien Col
11/11/2015 em 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50 – 50 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian  – Erwan Le Roux e Giancarlo Pedote
11/11/2015  em 16 dias, 22 horas e 29 minutos

Classe: Classe40 – 40 pés
Vencedor: Le Conservateur  – Yannick Bestaven e Pierre Brasseur
18/11/2015 em 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Fui!!! Feliz com o Edu e o Renato! Representaram!!

Murillo Novaes

 

Lars Grael e Samuel Gonçalves campeões mundiais de Star 2015

Nas águas de Buenos Aires, Lars Grael, com o auxílio luxuosos de Samuca, fez história novamente. Amém!

Nas águas de Buenos Aires, Lars Grael, com o auxílio luxuosos de Samuca, fez história novamente. Amém!

 

Era o ano de 1998. Na cidade de Vitória, no Espírito Santo, uma competição de vela assistiu a uma inesperada tragédia se desenrolar. O grande campeão deixou a luta pelos pódios e passou a lutar desesperadamente pela vida. Ceifado pela irresponsabilidade criminosa de um condutor de uma lancha aparentemente desgovernada, Lars Grael, o olímpico ídolo de tantos brasileiros perdeu a perna direita e por pouco viu o fim de sua própria existência.

Alvejado, mas também simbolicamente renascido nas mesmas águas turvas da enseada de Camburi, o herói moderno de contornos gregos se tornou ele próprio o protagonista de uma lenda de bravura, resistência e paixão. Surgia ali um novo homem. Diminuído fisicamente de um membro, mas acrescido de uma radical, única e inestimável experiência de vida – e quase morte! –, aquele que era já um modelo se tornou mais. Muito mais!

E hoje, nas mais turvas ainda, porém não menos belas, águas do rio da Prata, em Buenos Aires, um ciclo se fechou. Pouco menos de 20 anos depois daquele fatídico dia, o atleta, o homem, o ídolo, o exemplo Lars Grael cunhou, com uma vitória de alto gabarito na classe de veleiros monotipos de mais alto nível, o outrora olímpico Star, lar e parque de diversões dos maiores campeões do esporte do vento – entre eles os incontestes patrícios Robert Scheidt e seu irmão Torben Grael –, sua trajetória única e sua história emblemática. Ao lado do fiel escudeiro Samuel Gonçalves, se batendo contra os grandes do globo, Lars colocou a mais simbólica estrela que faltava na sua já inacreditável constelação, o título de campeão mundial da classe Star.

Não que nestas quase duas décadas de velejos, retomados poucos meses depois do acidente quase fatal, com uma também inesquecível vitória na sua ancestral Niterói, os títulos e láureas e o respeito infinito dos ditos “normais” por aquele comandante de uma perna só, uma clara desvantagem no elevadíssimo nível do desporto de alto rendimento, não tenham vindo em profusão. Não que sua infindável força e vontade não o tenham levado a lugares em que nem os sonhos, por vezes, alcançam.

De campeonatos continentais e uma dolorida batida na trave no mesmo mundial de Star na Itália aos títulos internacionais na prestigiosa classe 12 Metros, entre eles o do centenário destes barcos-ícones do nosso esporte, e inúmeras vitórias nos veleiros de oceano, mini-oceano e clássicos no Brasil e no mundo, tudo passou pelas mãos vitoriosas de nosso heroico e eficiente (sem o “d” do preconceito com os diferentes) campeão.

No entanto, hoje, neste domingo, oito de novembro do ano da graça de 2015, sei que meu amigo, ídolo, companheiro, chefe, comandante, líder e eterno exemplo alcançou mais que apenas um objetivo traçado com o desprendimento e perseverança dos incomuns. Hoje, Lars se fez ainda maior que a já sua incomensurável grandeza. Hoje ele colocou seu nome no panteão dos humanos que são quase deuses. E com sua alegria, humildade, serenidade e generosidade, compartilha, mesmo sem querer, com todos aqueles que física ou mentalmente são considerados diferentes, o prazer da luta bem travada e vencida.

Sua vitória redime e valida todos os que, por qualquer situação, são diminuídos, vistos com intolerância, desprezados ou vítimas do preconceito estúpido que grassa neste mundo de imperfeitos soberbos e ignorantes, cegos aos seus próprios e inexoravelmente humanos defeitos.

Mais que derrotar ou sobrepujar seus adversários ele superou a si mesmo. E fazendo isso mostrou a infinita capacidade dos homens. A eterna beleza desta desacreditada humanidade que teima em nos brindar com exemplares histórias de grandeza, a despeito de toda iniquidade que nos cerca.

A você Lars, meus sinceros agradecimentos por estar entre nós nos iluminando com sua presença. Nos mostrando o quanto são ínfimas nossas dores e fraquezas diante do imenso desafio que é viver. Hoje você é mais que só um campeão do mundo. Você é um campeão e é também um mundo inteiro! E mais que parabéns gostaria de dizer apenas: obrigado! Muito obrigado!

Murillo Novaes

Mateus Tavares e Gustavo Carvalho vencem Mundial de Snipe 2015. Brasil coloca 4 barcos no Top11.

Mestre Capizazzano estava na cara do gol e registrou a alegria baiana hoje na Itália.

Mestre Capizazzano estava na cara do gol e registrou a alegria baiana hoje na Itália.

Boa tarde! Neste sábado nublado e quente no Rio cumpre informar que agora há pouco, na baía de Talamone, ali pertinho da ilha de Giglio, que ficou famosa pelo capitão Schettino e sua completa falta de moral no “Costa Concórdia”, outro capitão, Mateus Tavares, do Yacht Club da Bahia, saiu com o moral lá no alto. Ele e seu fiel escudeiro, Gustavo Carvalho, se sagraram campeões mundiais de Snipe hoje em uma virada fantástica sobre os excelentes Luis Soubie e Diego Lipszyc, da Argentina.

Os argentinos, que já estrearam na vice-liderança no primeiro dia e depois só apareciam no topo da tabela, chegaram a ter , até quinta-feira, 17 pontos de vantagem sobre os vices e 18 pontos sobre Mateus e Gustavo, nesta altura em 5º geral depois de 6 regatas e um descarte.

Daí ontem rolou só uma regata, vencida por Alexandre ‘Amiguinho’ Tinoco e Nicolas Pellicano Grael, o filho do Lars, e hoje teve mais uma, vencida pelos santistas Rafael Gagliotti e Henrique Gomes. A dupla argentina amargou um 22º  um 23º hoje e somou 59 pontos. Os baianos, que curiosamente não venceram nenhuma das 8 regatas disputadas, mas tiveram, óbvio, melhor média, somaram 51 pontos perdidos pra levar o caneco pra boa terra! Sorria, o caneco vai pra Bahia!

Entre os Top11, quatro duplas tupiniquins figuram na súmula. Depois dos espanhóis Alvaro Martinez e Gabriel Utrera, em terceiro, vieram Rafa Gagliotte e Henrique Gomes, do ICS, em 4º, Maru Urban e Daniel Top, representando também o YCB, em 5º e em 11º aparecem Amiguinho Tinoco e Nick Grael. Todas estas duplas venceram ao menos uma regata. Mais cinco barcos brasileiros estiveram na raia italiana. Resultados completos em: http://bit.ly/SNP_W2105

Foi bom!!  Fui!!

Murillo Novaes

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