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Nova York volta a sediar regatas da Copa América em 2016

Ontem, em Auckland, o ETNZ deu o primeiro velejo no novo cat para 2016. Bonito!

Ontem, em Auckland, o ETNZ deu o primeiro velejo no novo cat para 2016. Bonito!

A Copa América vai voltar para Nova York pela primeira vez desde 1920, com regatas da Louis Vuitton America’s Cup World Series nos dias 07 e 08 de maio de 2016.

O evento de Nova York é um dos seis planejados para 2016, com competições emocionantes, de altíssima velocidade, que caracterizam as seis equipes da Copa, com os melhores velejadores do mundo, disputando pontos que contam para a competição final, a 35ª Copa América em 2017.

Este ano, o timoneiro-estrela do Emirates Team New Zealand, Peter Burling, o mais jovem da flotilha, levou sua equipe ao topo da classificação sobre o atual campeão, Jimmy Spithill, do Oracle, e a altamente elogiada equipe Land Rover BAR,  liderada pelo herói olímpico inglês Ben Ainslie. Mas a concorrência estava perto! Na verdade, os três eventos da Louis Vuitton America’s Cup World Series em 2015 tiveram três vencedores diferentes e quatro vencedores distintos em regatas individuais. O calendário de 2016 promete provas ainda mais suadas e emocionantes sobre os catamarãs AC45F, que voam sobre a água com seus fólios.

“Todo mundo vai querer começar o Ano Novo bem”, disse  Jimmy Spithill. “Mas todas as outras equipes estão treinando com o mesmo objetivo em mente, então nada virá fácil este ano”. “O evento de Nova York vai ser espetacular. Competindo no baixo rio Hudson, em frente ao skyline de Manhattan, vai ser um enorme sucesso. Nova-iorquinos são entusiasmados fãs de esportes e eu acho que isso vai ser algo muito especial: regatas de nível superior no coração da cidade. Vai ser um grande evento para a Copa América e um grande evento para Nova York”, completou.

Quatro outros eventos do calendário 2016 já foram anunciados até agora:

Mascate, Omã – 26-28 fevereiro;
Nova Iorque, EUA – 06-08 maio;
Chicago, EUA – 10-12 junho;
Portsmouth, Reino Unido – 22-24 julho;

Dois eventos adicionais da Louis Vuitton America’s Cup World Series, são esperados para completar o calendário, provavelmente na Europa, em meados de setembro, e na Ásia, em meados de novembro.

“Com seis eventos ao redor do mundo, em 2016 nossos fãs terão mais oportunidades para desfrutar a Copa América e seguirem seus times e atletas favoritas à medida que seguimos para as finais nas Bermudas, em 2017”, disse Harvey Schiller, o Comissário Comercial da Copa.

O evento de Nova York é um marco histórico. Regatas da Copa América foram realizadas no porto de Nova York e arredores durante 50 anos, representando os primeiros 13 desafios para o troféu mais antigo do esporte internacional.

De 1870 a 1920, a corrida teve lugar em Nova York. Em 1930, a competição foi transferida para Newport, Rhode Island, onde permaneceu até os Estados Unidos finalmente perderem a Copa em 1983, terminando a série de vitórias mais longa no esporte mundial. Desde aquela época, a Copa América teve lugar em Perth (Austrália); São Diego (EUA); Auckland (Nova Zelândia); Valencia (Espanha); e São Francisco (EUA). Em Maio / Junho de 2017, a próxima disputa vai ser corrida nas Bermudas, ilhas do Reino Unido, no Atlântico Norte.

Classificação da Louis Vuitton America’s Cup World Series (após três eventos):

Emirates Team New Zealand – 122 pontos
ORACLE TEAM USA – 112 pontos
Land Rover BAR – 109 pontos
Artemis Racing – 105 pontos
SoftBank Equipe Japão – 100 pontos
Equipe Groupama França – 82 pontos

Por Peter Rusch

Franck Cammas tem pé parcialmente separado durante o treinamento, na França, para a Copa América de 2017

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O herói Cammas foi abatido em pleno voo. E mostra o quanto são perigosos os velozes catamarãs sobre fólios. Nossa solidariedade e sorte pra ele!

Ontem o velejador francês Franck Cammas, ganhador da VOR em 2012 e detentor do recorde absoluto de volta ao mundo a vela no Maxi-Tri Groupama (48 dias, em 2010), sofreu um acidente durante o treinamento do Team France para a Copa América de 2017, na baía de Quiberon, Bretanha, França.

Segundo a equipe, o catamarã sobre fólios GC32, estava a todo o vapor, no momento em que Cammas, caído no mar, foi atingido pelo leme na sua perna direita.

De acordo com o jornal francês Le Telegramme, Cammas sofreu uma fratura exposta na parte inferior da tíbia direita, deixando o pé “parcialmente cortado” no acidente. Sua perna direita foi gravemente ferida.
Ainda segundo o jornal, Cammas foi rapidamente resgatado por um barco de apoio e levado para a costa onde foi transportado de helicóptero para um centro cirúrgico em Nantes.

Fonte: http://www.stuff.co.nz/sport/

Resumão de segunda na terça! Copa América, TP52, Match, RC44, HC14, OP, 420, Rio2016, Star, ABVO e mais!

E o time inglês mandou muito bem na estreia dos AC45F.

E o time inglês mandou muito bem na estreia dos AC45F.

Ben Ainslie vence em casa primeiro evento da 35ª Copa América. Azzurra vence Mundial de TP52 em Puerto Portals.

E mais: Juju Senfft e cia. chegam às semis na Nation’s Cup em Vladivostok. Pedro Corrêa e Philipp Essle terminam Mundial de 420 em 7º no Japão. Wild Oats XI é o mais rápido na 48ª Transpac. Martine e Kahena se mantém como primeira do mundo no 49erFX no Ranking da Isaf, Bimba sobe para segundo na RS:X. Terceiro evento da RC44 em 2015 começou hoje em Marstrand, na Suécia. Wave Muscat vence 5º Ato da eXtreme Sailing Series em Hamburgo. Spindrift vence 38º Tour de France a la Voile nos novos trimarãs Diam 24. Mais de 70 joias velejaram em Cowes na Semana de Clássicos Britânica. Regata BRB de vela adaptada agitou Brasília. Diego Monteiro fica em 7º no Mundial de HC14 na Itália. Brasucas no Europeu de OP na Inglaterra.

Agenda: Circuito Rio. Aquece Rio: Evento-teste de Vela do Rio 2016. Concurso de fotos da ABVO. 7º Distrito de Star em Brasília. 

Vídeos: #SAL. Belos 12M em regata. What is Sailing.

#ihdeumerda: Vídeo-compilação de batidas. 

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga, modulando da antiga Tcheco-Eslováquia (prefiro a segunda…), circulando por aí no circuito Praga-Bratislava com a bela mamãe do meu futuro bebê, cuja barriga, nesta altura, já é bem maior que a minha, vamos atualizando o dileto leitor com o que de melhor rolou no planetinha Vela nestes dias pós pan-americanos.

Comecemos pela Copa América porque a coisa toda começou e já vale pontos para 2017.

Copa América – A sempre polêmica, bela e mega disputada Copa América (ou America’s Cup para os anglófilos) começou de novo! E já está valendo! O pior, ou melhor, é que é a mais pura verdade! Nas águas de Portsmouth, no sul da Inglaterra, a Louis Vuitton America’s Cup World Series (ufa!) teve se primeiro capítulo escrito neste final de semana. E o resultado já conta pontos para a disputa final de 2017 segundo o novo formato da disputa (que explico mais à frente). E o personagem principal foi o herói local, Sir Carlos Benedito Ainslie, ou Ben Ainslie para os íntimos ou ainda Charles Benedict, quando a mãe lhe queria dar uma bronca… Charles Benedict, come here!!

O fato é que o Beneditinho da Sra. Aisnlie, o maior medalhista olímpico da vela mundial com 5 condecorações (como Torben e Robert!), sendo 4 de ouro, teve a honra e o prazer de estrear vencendo na secular Copa América, que nasceu em 1851 ali mesmo, no Solent, em redor da ilha de Wight. Como diria Oswald de Andrade, o Rei da Vela…

Com um primeiro e um segundo nas regatas do sábado, na flotilha de seis AC45F, os catamarãs da disputa passada envenenados com os indefectíveis fólios voadores, o Land Rover BAR levou a melhor quando os ventos de mais de 30 nós e muito mar cancelaram as  provas do domingo. Na cola deles, com um impressionante terceiro e uma vitória na sua estreia como timoneiro na Copa América, o jovem fenômeno neozelandês Peter Burling (que não perde um evento de 49er há mais de 3 anos) levou o Emirates Team New Zealand ao vice-campeonato. Em terceiro veio o defensor da Copa, Oracle Team USA, seguido, pela ordem, por: Groupama Team FranceSoftbank Team Japan e Artemis Racing.

Com os novos AC45 voando sobre os fólios e produzindo imagens sempre espetaculares, o público nas arquibancadas de Portsmouth vibrou muito com a regatas. Agora a galera toda se reúne de novo no final de agosto em Gotemburgo, na Suécia, para a segunda etapa de 2015 que termina nas Bermudas em outubro, local que em 2017 vai abrigar a disputa da copa propriamente dita. E para chegar até lá o caminho é longo.

Primeiro vem a LVACWS, em 2015 e 2016, que dá ao vencedor e ao vice dois e um ponto extra, respectivamente, para a série qualificatória (AC Qualifiers) que conta também com o defensor (Oracle) e será disputada em dois Round Robins (todos contra todos). Os quatro primeiros desafiantes melhor classificados nas qualificatórias disputam as semifinais e finais da série de desafiantes para definir que será o desafiante da disputa da copa contra o Oracle. Detalhe que quem ganhar a série qualificatória (seja o defensor ou um desafiante que, depois, acabe indo para o match final) já entra na 35ª disputa pela copa da escuna América com um ponto de vantagem. No fim, quem fizer sete pontos primeiro (cada vitória vale um), leva a Auld Mug pra casa. Veremos!!

TP52 – Os sempre mega profissionais, tecnológicos e ultra bem velejados TP52 disputaram o seu mundial em Maiorca, no Mediterrâneo. Com sede na marina de Puerto Portals, depois de sete anos ausente, a flotilha dos monocascos mais técnicos do planeta fez jus à fama de boas regatas e boa social também.

Por lá 12 times se bateram pelo prestigiado título que ficou com a tripulação ítalo-argentina (bem mais argentina que ítalo) do Azzurra. Com Guille Parada no leme e Vasco Vascotto na tática o barco do Yacht Club Costa Smeralda foi o mais regular e embora só tenha vencido uma das 10 regatas jamais chegou depois do 7º lugar. O mesmo não se pode dizer do resto da flotilha que provou porque a classe é o que é, uma pedreira. Dos 12 barcos presentes, 6 venceram regatas e apenas 5 não tiveram um último lugar em alguma das provas (sendo que outros dois tiveram um penúltimo ao menos).

O triplo empate entre o terceiro, quarto e quinto, todos com 56 pontos, mostra como foi parelha a disputa. Nos representando em alto estilo – chegaram a estar em terceiro geral no meio do campeonato – o Phoenix de Eduardo Souza Ramas acabou em nono geral na flotilha de feras. O vice-campeão foi o alemão Platoon e o terceiro foi o Provezza (empatado em pontos com o 4º, Alegre, e o 5º, Rán). O campeão do ano passado Quantum Racing amargou um último lugar na última prova e com 57 pontos, um a mais que o terceiro (e o quarto e quinto), ficou fora do pódio. Dureza!! De todo modo, depois de 3 eventos da 52 Super Series eles estão em terceiro geral atrás do também americano Sled e do novo campeão mundial Azzurra entre 14 barcos no total. Para fechar o ano falta ainda a Copa do Rei, agora em agosto e a Copa de Cascais em setembro. Quem viver verá!!

Resultado final:

  1. Azzurra, ITA (Pablo & Alberto Roemmers ARG)  (2,7,2,3,2,1,5,3,5,6) 36pts
  2. Platoon, GER (Harm Müller-Spreer GER) (1,5,6,12,8,3,1,6,7,1) 50pts
  3. Provezza, TUR (Ergin Imre TUR) (11,6,1,1,10,7,6,8,1,5) 56pts
  4. Alegre, GBR (Andres Soriano USA) (7,2,7,10,1,6,3,10,2,8) 56pts
  5. Rán Racing, SWE (Niklas Zennström SWE) (5,4,5,6,11,10,2,1,10,2) 56pts
  6. Quantum Racing, USA (Doug DeVos USA) (3,11,3,9,3,4,4,2,6,12) 57pts
  7. Sled, USA (Takashi Okura JPN) (6,1,12,7,7,8,7,4,3,3) 58pts
  8. Bronenosec, RUS (Vladimir Liubomirov RUS) (9,3,10,2,5,2,10,5,11,11) 68pts
  9. Phoenix, BRA, (Eduardo de Souza Ramos BRA) (4,12,4,4,4,12,9,9,9,4) 71pts
  10. Paprec FRA (Jean-Luc Petithuguenin FRA) (10,9,11,8,9,5,12,12,4,9) 89pts
  11. Gladiator, GBR (Tony Langley GBR) (DNF/13,10,9,5,6,11,8,11,12,7) 92pts
  12. Xio/Hurakan, ITA (Guiseppe Parodi ITA) (8,8,8,11,12,9,11,7,8,10) 92pts

E o vídeo final do espetáculo: http://bit.ly/TPWld_2015Fin

 

Os Russos estão em todas! Mas em poucas estão na frente. A RC44 é uma delas.

Os Russos estão em todas! Mas em poucas estão na frente. A RC44 é uma delas.

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

**  Começou hoje em Marstrand, na Suécia, o terceiro evento do ano da RC44. E no dia que nasceu cinza e terminou brilhante no verão quase setentrional os russos do Bronenosec Sailing Team levaram a melhor no Match Racing e lideram a série geral da categoria em 2015. Amanhã teremos regatas em flotilha e o papo deve ser outro. Saberemos em breve!

**   Essa é pros jogadores de War… Em Vladivostok, na Rússia (quase Japão), terminou no domingo (19) a brnde final da ISAF Nations Cup. A bordo dos Platu 25 entre as cinco equipes femininas o time americano de Nicole Breault venceu. Nas semifinais, a equipe americana ganhou de 3 a 1 da brasileira, comandada por Juju Senfft (com Tati Almeida, Luciana Kopschitz e Larissa Juk) – campeã em 2013 -, e foi para a final contra o time francês, de Pauline Courtois, que também havia vencido a semifinal por 3 a 1 da equipe de Jovina Choo, da Cingapura. A disputa pela terceira colocação ficou entre as brasileiras e elas, mas nossas gatas perderam de 2 a 0 e ficaram com a quarta colocação. Foi o (con)fuso que atrapalhou…

**  Ainda em Vladivostok… A vitória entre os homens (na real, Open) foi da equipe local, comandada por Vladimir Lypavskiy, que teve nove barcos na briga. Com os resultados, os times de Vladimir Lypavskiy e de Nicole Breault foram convidados a defender seus títulos em 2017. Justo, muito justo!

**  E lá pelas bandas do Japão também rolou o Mundial de 420. Pedro Corrêa e Philipp Essle ficaram em 7º geral. Parabéns!! Entre os menores de 17 anos, em 5º terminaram André Fiuza e Stephan Kunath. E entre as moças, Olivia Belda e Marina Arndt, ficaram em 24º de 60 barcos. Todas duplas do YCSA/Audi. Eric Belda e Rodrigo Dabus também do YCSA finalizaram em 30º de 72 duplas. fechando nossa participação no outro lado do mundo, em 40º ficaram Thiago Ribas e Erik Hoffmann do Veleiros do Sul. Todos mandaram muito bem! E nos enchem de esperança para o futuro!

**  Embora boa parte da flotilha ainda esteja velejando, a 48ª Transpac, a regata que une Los Angeles a Honolulu e é uma das joias da coroa da vela de altura mundial, já produz seus vencedores. O barco a fazer o percurso de 2.250 milhas (na reta) em menor tempo (6d:10h:37m:02s) foi o velho e bom vencedor de tantas Sydney-Hobarts, Wild Oats XI, sob comando de Roy Disney (em sua 21ª Transpac…), mas com o dono de 87 anos, Bob Oatley, esperando no píer. O tradicional troféu Barn Door foi para o Rio 100, barco só com força humana a completara prova em menor tempo (7d:05h:34m:07s). Entre os multicascos, o mais rápido foi o Gunboat 66 Extreme H2O (7d:19h:25m:37s), mas o Gunboat 66 Phaedo venceu no corrigido. Um dia ainda corro uma dessas… Vambora?!

**  A Isaf divulgou seus novos rankings e as novas são boas para Pindorama. Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs mundiais de 49erFX e velejadoras do ano da Isaf, com a prata no Pan de Toronto, mantiveram o primeiro lugar no ranking mundial da classe. Uhuu!!

**  Ainda ranqueando… E nosso buziano Bimba, com seu quarto ouro pan-americano subiu de 7º para segundo melhor do mundo na RS:X masculina. Merece!!

**  Em Hamburgo, na Alemanha, o 5º ato de 2015 da eXtreme Sailing Series, o evento que praticamente invetou a vela de estádio, hoje copiada e enaltecida mundo afora, teve um vencedor bem conhecido, Leigh McMillan e seu The Wave Muscat. Novidade… Esses caras ganham tudo! E as regatas do circuito são sempre “de lo extremo carajo” como diria um amigo hispano! Que volte logo ao Brasil! Mesmo porque preciso defender aquele cachê de locutor novamente… Venhaaa!!

**  Por falar em vela de estádio… O renovado Tour de France a La Voile emprestou o conceito em sua 38ª edição e ainda acrescentou pimenta com os novos trimarãs Diam 24. No fim, neste domingo, os 28 times, após nove etapas que foram de Dunquerque a Nice (do Atlântico pro Med vão por terra…) protagonizaram uma bela disputa que teve o Spindrift, de Xavier Revil como grande vencedor. Trés bien!!

**  E em Cowes, na Inglaterra, o papo foi outro. Barcos mais lentos, mas não menos espetaculares. A Panerai British Classic Week terminou com a impressionante marca de mais de 70 veleiros clássicos, verdadeiras joias dos mares, a maioria impecáveis e com quase ou mais de 100 anos de águas sob as quilhas, disputando, muito a sério, as regatas. Um show de beleza e marinharia digno dos áureos tempos dos barcos de madeira e homens de ferro!

**  Já em Brasília, na praia da Vela Adaptada, o trabalho de Mauro Osório e companhia continua rendendo frutos. A Regata BRB foi um sucesso e a flotilha, em breve, contará com 18 barcos da classe Hansa (especial para os paratletas) e mais 10 “convencionais” adaptados para os velejadores especiais. Bonito!! Sucesso a todos!!

**  Em tempo… A Federação Brasiliense de Vela Adaptada, vinculada ao Comitê Paralímpico Brasileiro e à Confederação Brasileira de Vela Adaptada, oferece aulas gratuitas, realizadas no Cota Mil Iate Clube, para alunos com qualquer tipo de limitação intelectual ou física. Para saber mais é só ir à secretaria do clube, ou ligar para (61) 3225-4489.

**  Terminou no lago de Garda, na Itália, o Mundial de Hobie Cat 14. E na flotilha de 35 barcos o Brasil teve seus dois únicos representantes entre os dez primeiros. Diego Monteiro, da Paraíba (ICPB), foi o 7º e Adam Mayerle, de Joinville (JIC), foi o 9º. Bom!!!

**  Por fim, mais brasucas nas zorópias… E pequenos… No Europeu de Optimist, no noroeste da Inglaterra, na península de Lleyn, a flotilha mirim tupiniquim esteve bem representada. Foram os quatro valetes e uma dama. Diogo Zabeu com o 41º geral, de 159 competidores, foi o melhor dos meninos daqui e Daniela Luz ficou em 33º de 97 meninas. Experiência fundamental! O lance é competir, mas se divertir também!

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

**  Não custa repetir… Vem aí o Circuito Rio! No dia 26 de outubro acontece a 65ª Regata Santos-Rio e de 30/10 a 02/11 o circuito no ICRJ. As inscrições até 1º de outubro têm bons descontos. Não perca!!

**  De 15 a 22 de agosto rola o último evento-teste de vela nas (sempre polêmicas) raias do Rio 2016. Se repetir o que rolou ano passado vai ser sucesso total. Vale a pena conferir os melhores velejadores olímpicos do planeta se preparando para os jogos!

**  Ainda dá tempo de participar do concurso de fotos da ABVO. Envie suas fotos até o dia 31/07 e veja seu barco no site e nas redes sociais da Associação. Mais infos em www.abvo.org.br

**  E a partir de quinta-feira rola a mais importante competição da classe Star do calendário nacional (mais até que o próprio brasileiro da classe), o  Campeonato do 7º Distrito, no Iate Clube de Brasília. Lars Grael e Samuca Gonçalves; Dino Pascolato e Maguila; Maurício Buenoe Mosqueira; Fred e Tinha; Admar e Xande; Guilherme “Xabi” Raulino e Alexandre Kronenberger; Marcelo Fuchs e Rony Seifert e Bibão e Baleia já confirmaram presença. Só feras! Ainda dá tempo de participar! Alô estrelas do Paranoá!!

(\_~~ (\_ Vídeos (\_~~ ~ (\_

**  Os sempre belos classe 12M, que durante décadas foram os barcos da Copa América, continuam a encantar. Confira neste vídeo da Newport Regatta 2015. Demais! http://bit.ly/12M_Newport

**  Mais um episódio do já clássico da vela #SAL. Não perca! http://bit.ly/SAL_19

**  Vídeo muito legas e até poético sobre o que é a vela. Vale ver! http://bit.ly/What_sail

(\_~~ (\_ #IHDEUMERDA  (\_~~ ~ (\_

Este é um #ihdeumerda audiovisual… Muito bom! Clique aqui e veja: http://bit.ly/IhDeuM_1

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(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“A perseverança é a mãe da boa sorte.” De Miguel de Cervantes, o pai de Quixote 

Fui!! Órfão…

Murillo Novaes

 

 

Resumão de segunda na quarta. VOR, Pan, Rio2016, Golden Globe, TP52, Soling, Medemblik, Kiel, ABVC, abraço e muitooo mais!

E o Brunel venceu a travessia do Atlântico Norte na VOR.

E o Brunel venceu a travessia do Atlântico Norte na VOR.

Brunel vence a 7ª perna da Volvo Ocean Race. Convocada a equipe brasileira de vela para o Pan 2015 em Toronto. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan garantidas no Rio2016. Nova Golden Globe quer resgatar espírito da regata original de 1968.

E mais: Rán vence TP52 Super Series em Valência. Brasucas estreiam na Delta Lloyd Regatta, em Medemblik. Primeira etapa do Warm Up teve ventos fracos em Ilhabela. Lars Grael vence Taça Comodoro de Oceano no Rio. Na Taça Comodoro Monotipos mais de 80 barcos na Guanabara. Tradicional Taça dos Lagos, a 76ª, reúne 109 barcos na Guarapiranga. Prêmio em dinheiro é incentivo para a Semana de Kiel 2015. Louis Vuitton volta a patrocinar Copa América. Nelson Ilha e família brilham no Mundial de Soling na Hungria. Isaf estimula vela jovem em Moçambique com presença brasileira entre os técnicos. Escola de Marinharia e Vela começa a nascer em Brasília. Isaf discute uso de ponto eletrônico na vela olímpica. Robert Scheidt vence semana olímpica italiana em Garda no Laser. Corta Vento vence regata solitário em Floripa. Gusmão e sua amada faturam regata Ela e Ela em SC. Edu Penido e Renato Araújo em 3º na Normandy Channel Race de Classe 40.

Agenda: Brasileiro de Velamar22 em Brasília. Regata da Escola Naval antecipada no Rio. Copa Máster de Laser e Finn no ICRJ. Taça Comodoro de Optimist no Rio. Cruzeiro da ABVC na Hidrovia Tiête-Paraná. Encontro nacional da SBVC em Angra. Churrasco da ABVC Interior em SP. 10º Abraço à Guarapiranga em São Paulo.

Vídeos: Paralímpicos de SP são destaque em programa. Lixo na quilha quase tira título de Lars Grael no Rio. Vídeo final da TP52 em Valência. Maior evento de windsurfe do mundo reúne 1200 velejadores na França.

#ihdeumerda acrobática de Nacra17 em Medemblik. 

Boa noite querido amigo e queridíssima amiga, aqui estamos, direto do covil carioca, transmitindo mais um resumão para o seu deleite e prazer. Neste período de cortes gerais, do orçamento federal aos transeuntes cariocas, já protestando contra o rumo que as coisas estão tomando no país e na cidade olímpica, vamos rápido para o mar porque lá a vida é sempre mais amena.

E, antes, um #ficadica de leve porque a frequência quinzenal desta missiva aquática está deixando o texto loooongo… Faça como Jack Estripador, vá por partes! E já prometo tentar voltar ao semanário de sempre para a coisa ficar mais módica. E lembrando que para acompanhar as novidades diárias da vela é só visitar o FeiciBuque mânzico porque tudo é público por lá e não precisa nem ser adicionado, seguidor ou outras burocracias internáuticas: http://bit.ly/FB_MuNov .

VOR – Largou!! De novo!! E Chegou!! Depois de um interregno charmoso numa das principais capitais da vela mundial, Newport, berço da Copa América por mais de um século, a flotilha da VOR largou rumo à terrinha. E, no sentido contrário ao dos grandes marinheiros d’antanho, os nossos heróis oceânicos se fizeram ao Tejo, origem de boa parte do melhor da navegação de todos os tempos!

E a chegada foi à la VO65 One Design total. Em pouco mais de 2h15m os cinco primeiros barcos chegaram. A vitória, merecida, foi para Bouwe Bekking no Brunel após 09d 11h 09m 49s velejando nas 2.800 milhas do percurso. O MAPFRE veio 22 minutinhos atrás. Mais uma hora e vinte minutos depois chegou o Alvimedica em terceiro e apenas (!!) 55 segundos atrás veio o Dongfeng. Em quinto, 33 minutos depois de um Atlântico inteiro, veio o líder da regata, Abu Dhabi e, pouco mais de duas horas atrás dos árabes, chegaram as meninas do SCA. Foi bonita a festa, ó pá!

Antes da chegada lusa, porém, rolou, claro, mais uma regatinha de porto ainda nos EUA (esses caras são muito rápidos ou este escriba esta lento mesmo…). Como o querido leitor desta sopa de letrinhas já sabe, agora a série de regatas in-port serve apenas como critério de desempate da série principal. Mas como é sempre bom vencer, nosso querido Bochecha comemorou bastante na costa leste dos EUA o triunfo do seu MAPFRE. Foi muito bom, mas resolveu pouco para os espanhóis que, apesar da vitória, ainda estão em 6º geral na série de In-Ports, só atrás do Vestas.

Por falar em Vestas, o revivido barco azul já está em Lisboa alinhadinho ao resto flotilha e pronto para as duas últimas pernas da regata. Belo trabalho do estaleiro Persico!

E enquanto a reconstruída nave dinamarquesa navegava nas estradas europeias, o resto da galera enfrentava o, nem sempre amigável, Atlântico Norte. E o destaque foi para as meninas. Elas tomaram um rumo diferente da flotilha, para contornar pelo norte a alta dos Açores e a ousadia da navegadora Libby Greenhalg quase deu certo. Bem, depois de ficar quase 150 milhas atrás do líder, elas chegaram a estar só a 50 milhas do Brunel. Foi bonita a manobra!! Pena que, no fim, não deu para ultrapassar ninguém…

E pintou um probleminha extra na parada lisboeta para o SCA, o MAPFRE e o Dongfeng, o júri internacional independente da ISAF flagrou, e protestou, os três navegando na contramão de uma TSS (Traffic Separation Scheme, a zona de tráfico marítimo que tem duas “pistas”). Em Lisboa vai rolar a audiência e para desespero das meninas elas ainda estão sendo protestadas por supostamente terem invadido a zona de exclusão da regata em Rhode Island. Que fase!!

Agora a coisa está do seguinte tamanho na súmula: Abu Dhabi 16pts; Dongfeng 21pts; Brunel 22pts; MAPFRE 26pts (com a penalização de 2pts da 5ª perna); Alvimedica 27pts; SCA 41pts e Vestas 52pts. Com duas pernas e sete barcos no páreo pode mudar muita coisa. Tá bunitu!!

E para acompanhar tudo, você já sabe: http://bit.ly/VOR_14_15

CBVela – E agora Felipinho Mendes é o grande assessor de imprensa da CBVela. E sendo assim, já na esperteza de manza, mando aquele velho copia e cola no texto filípico porque o cara é do ramo.

A equipe brasileira de vela que vai disputar os Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, em julho, está definida. O grupo de atletas selecionados, entre novatos e veteranos, soma 32 medalhas na competição. Entre os destaques está Robert Scheidt, que volta à competição em busca de sua quinta medalha, sendo a quarta de ouro. Além dele, Claudio Biekarck, dono de oito medalhas, retorna para sua nona participação no Pan. Ele compete desde 1975 e conquistou a última medalha em Guadalajara, no México, em 2011: o bronze na classe Lightning.

Pela primeira vez como Coordenador Técnico da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Torben Grael, dono de cinco medalhas olímpicas, vai acompanhar a equipe em Toronto com boas expectativas. “Esperamos um bom resultado. Acredito que temos condições de brigar por pódio em todas as classes, mas claro que não vai ser fácil. Depende muito do momento de cada velejador”, comentou. O treinador ainda acrescenta a importância dos Jogos Pan-Americanos no ciclo olímpico de 2016. “É uma etapa importante. No caso da Martine Grael e da Kahena Kunze, por exemplo, dá uma dimensão a elas do que é uma competição assim. Quando chegarem aos Jogos do Rio, já terão essa experiência”.

Com o mesmo número de medalhas olímpicas que o Coordenador Técnico, Robert Scheidt volta ao Pan após ficar fora da competição em Guadalajara. O velejador estreou na competição há 20 anos, em Mar Del Plata, na Argentina, em 1995, quando conquistou a primeira medalha de ouro na competição. “Tenho muito orgulho de voltar a representar o Brasil no Pan. Tenho ótimas memórias dos Jogos Pan-Americanos. Na minha última participação, em 2007, no Rio de Janeiro, não pude fazer uma boa preparação porque já estava em campanha olímpica na Star. Neste ano, porém, o foco é totalmente na Laser”, comenta o atleta, que emendará o Mundial da classe Laser, também no Canadá, com o Pan.

Entre os demais velejadores que compõem o time do Brasil na competição estão as estreantes Martine e Kahena, atuais campeãs mundiais na classe 49er FX, e o veterano Ricardo Winicki Santos, o Bimba, da classe RS:X, que pode conquistar o tetracampeonato pan-americano consecutivo. Ele venceu em 2003, 2007 e 2011.

Confira a lista de velejadores no Pan-americano de 2015:

Robert Scheidt
Classe: Laser Masculino
Nascimento: 15/04/1973
Medalhas em Pan: 3 ouros (1995, 1999, 2003) e 1 prata (2007)
Principais títulos: cinco medalhas olímpicas (dois ouros [1996 e 2004], duas pratas [2000 e 2008] e um bronze [2012])

Fernanda Decnop
Classe: Laser Feminino
Nascimento: 19/06/1987
Medalhas em Pan: ainda não possui

Ricardo Winicki
Classe: RS:X Masculino
Nascimento: 8/05/1980
Medalhas em Pan: 3 ouros (2003, 2007 e 2011) e 1 prata (1999)

Patrícia Freitas
Classe: RS:X Feminino
Nascimento: 10/03/1990
Medalhas em Pan: 1 ouro (2011)

Martine Grael
Classe: 49erFX
Nascimento: 12/02/1991
Medalhas em Pan: ainda não possui

Kahena Kunze
Classe: 49erFX.
Nascimento:  12/03/1991
Medalhas em Pan: ainda não possui.

João Augusto Hackerott
Classe: Sunfish Aberto
Nascimento:  12/04/1989
Medalhas em Pan: ainda não possui

Alexandre Paradeda
Classe: Snipe Aberto.
Nascimento: 24/11/1972.
Medalhas em Pan: 1 ouro (2007) e 1 prata (1999).

Lucas Huyer Aydos
Classe: Snipe Aberto
Nascimento: 24/06/1996
Medalhas em Pan: ainda não possui

Claudio Biekarck
Classe: Lightning Misto.
Nascimento: 16/05/1951
Medalhas em Pan: 1 ouro (1983), 3 pratas (1975, 1995 e 1999) e 4 bronzes (1987, 1991, 2007 e 2011)

Gunnar Ficker
Classe: Lightning Misto.
Nascimento: 26/11/1954.
Medalhas em Pan: 1 ouro (1983), 2 pratas (1999 e 1995) e três bronzes (1987, 1991, 2007, 2011).

Maria Hackerott
Classe: Lightning Misto
Nascimento: 3/04/1991
Medalhas em Pan: ainda não possui

Claudio Luiz Teixeira
Classe: Hobie Cat 16 Aberto.
Nascimento: 19/04/1967
Medalhas em Pan: ainda não possui

Bruno Oliveira
Classe: Hobie Cat 16 Aberto
Nascimento: 4/04/1988
Medalhas em Pan: 1 prata (2011)

John King
Classe: J24 Aberto
Nascimento: 16/02/1960
Medalhas em Pan: ainda não possui

Daniel Santiago
Classe: J24 Aberto.
Nascimento: 10/10/1978.
Medalhas em Pan: 2 ouros (2011 e 2007) 1 prata (2003).

Alexandre Saldanha
Classe: J24 Aberto
Nascimento: 3/11/1970
Medalhas em Pan: 2 ouros (2011 e 2007)

Guilherme Hamelmann
Classe: J24 Aberto
Nascimento: 9/03/1987
Medalhas em Pan: 1 ouro (2011)

Fernandinha Oliveira, com Ana Barbachan, vai para a sua quinta olimpíada. Lenda do esporte brasileiro!

Fernandinha Oliveira, com Ana Barbachan, vai para a sua quinta olimpíada. Lenda do esporte brasileiro!

CBVela2 – Saiu mais uma convocação pra Rio2016! E a incrível Fernandinha Oliveira vai para sua quinta olimpíada e se igualará a grandes nomes do esporte nacional, à ex-levantadora Fofão e à jogadora de futebol Formiga. Entre os homens, Rodrigo Pessoa, Hugo Hoyama e Torben Grael têm seis participações. Robert Scheidt e Emanuel Rêgo caminham para a sexta. “Cinco Olimpíadas não é pouco. É uma vida dedicada ao esporte”, disse ela. E ainda é a primeira velejadora brasileira, ao lado de Bel Swan, a ganhar uma medalha olímpica, o bronze chinês em 2008.

A dupla Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, da classe 470 feminina, foi convocada para os Jogos Olímpicos Rio 2016. A decisão foi tomada após avaliação do Conselho Técnico da Vela (CTV) baseada nos resultados obtidos pelas atletas nas principais competições em 2013, 2014 e início de 2015.

Somente em etapas da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (ISAF), Fernanda e Ana conquistaram quatro títulos em sete etapas disputadas: em 2013 venceram em Miami (EUA), Palma de Mallorca (ESP) e Hyères (FRA). Este ano, a dupla voltou ao topo do pódio na etapa francesa.

“Estamos muito felizes. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas tudo que passamos até aqui valeu a pena. Só quem nos acompanhou de perto sabe o quanto trabalhamos, a quantidade de coisa que abrimos mão em busca de realizar o sonho de disputar os Jogos Olímpicos no nosso país. É indescritível o que estamos sentindo”, afirmou Fernanda.

Até este mês, a dupla disputou 18 eventos no ciclo olímpico da Rio 2016. Além das conquistas nas etapas da Copa do Mundo, Fernanda e Ana venceram em 2014 duas competições na Baía de Guanabara, palco da disputa da vela nos Jogos Olímpicos. Elas ficaram em primeiro lugar no Sul-Americano de 470 e na Copa Brasil de Vela. No evento-teste no ano passado, elas terminaram na quinta colocação.

“Agradecemos de coração a todos que sempre acreditaram em nós, em especial nossa família e nossos patrocinadores e parceiros. Estamos convocadas, mas o foco continua para conseguirmos representar o Brasil da melhor maneira possível”, disse Ana.

Fernanda e Ana disputavam a vaga na Rio 2016 com Isabel Swan e Renata Decnop, que acabaram desfazendo a dupla na semana passada. Em 16 confrontos diretos entre as duas duplas no ciclo olímpico, as atletas classificadas venceram 15. Foi apenas uma derrota para as rivais.

No dia 18 de novembro de 2014, a CBVela havia definido a classificação de outras quatro classes com base nos resultados obtidos pelos atletas nas principais competições em 2013 e 2014. Também estão garantidos na Rio 2016 Martine Grael e Kahena Kunze, na classe 49erFX, Jorge Zarif, na Finn, Patrícia Freitas, na RS:X feminina, e Ricardo Winick Santos, o Bimba, na RS:X masculina. Força, time!! Brasiiiilll!!

Golden Globe – Essa vem direto do meu, do seu, do nosso periódico AlmaNáutica. Ricardo Amatucci conta: “Em comemoração aos 50 anos da histórica viagem de circum-navegação solo realizada em 1968, a famosa Regata Golden Globe vencida por Robin Knox-Johnston, uma nova Golden Globe será realizada em 2018. Mas não se engane: O objetivo é recriar mesmo. Ao melhor estilo retrô, nenhuma tecnologia que não estivesse presente em 1968 será permitida. Sem GPS, eletrônicos, sequer câmeras digitais…

‘Se não estava no Suhaili (veleiro de Robin Knox-Johnston que venceu a regata original), então você não pode usar’, disse o organizador. Alguns itens são considerados equipamentos de segurança e estão permitidos (como luzes e rádios mais modernos, EPIRB e um rastreador e um satfone que só a organização pode acionar). Estão fora: Radar, plotters, telefone celular, CD players, relógios eletrônicos, câmeras de vídeo, iPods, ou qualquer dispositivo baseado em computador, qualquer tipo, equipamentos de satélite, binóculos digitais, calculadoras de bolso, dessalinizador, materiais de fibra de carbono, e quaisquer materiais de alta tecnologia. Sequer um modem no rádio HF para e-mails… Qualquer tipo de medição de vento e velocidade por exemplo, terá de ser mecânica.

Em 1968 não existiam as tecnologias digitais, portanto se o participante quiser documentar ou mesmo enviar mensagem para atualizar blogs, terá que se virar com uma câmera Super 8, filmes fotográficos de 35mm e gravadores de fita cassete.

Outros detalhes estão previstos, como a permissão de uso de informações obtidas de navios que encontrem durante as rotas, exatamente como fazia Robin Knox-Johnston. A entrada em qualquer porto não está autorizada e o navegador só poderá procurar abrigo em baías ou ilhas, lugares não considerados portos”. Duca!!! Para saber mais: http://bit.ly/G_Globe

Num dos circuitos de mais alto nível do mundo, o Rán venceu a TP52 Super Series de Valência.

Num dos circuitos de mais alto nível do mundo, o Rán venceu a TP52 Super Series de Valência.

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

**  Terminou em Valência o primeiro evento da TP52 Super Series. Já com as novas regras em vigor, as máquinas de regata protagonizaram um belo espetáculo. No final deu: 1º Rán, Niklas Zennström; 2º Alegre, Andy Soriano e 3º Sled, Takashi Okura. Super show!!

**  Começou!! Ontem rolaram as primeiras regatas da famosa semana de Medemblik, na Holanda, a Delta Lloyd Regatta e hoje tudo continuou. Os brasucas estão em posições intermediárias. Na Laser Radial, com 82 barcos e 4 regatas corridas, Maria Cristina Boabaid está em 30º; com um 7º hoje, Renata Decnop está em 36º e Odile Ginaid em 60º.

**  Seguindo… Na RS:X masculina, depois de 6 provas, Gabriel Pereira está em 38º e Breno Francioli em 44º de 66 pranchas. Na 49er, depois de 6 regatas, Dante Bianchi e Thomas Low-Beer estão em 24º entre 56 barcos. Na Nacra17, também com 6 provas corridas,  os acrobatas Ju Mota e Leandro Azambuya estão em 30º e André e Kyra Mirsky em 39º entre 42 catamarãs.

**  E nos paralímpicos… No 2.4m, entre 31 barcos, depois de 4 regatas, Mario Czaschke está em 21º e no Skud18, a dupla Breno e Marinalva está em 17º de 17 barcos, depois de um DNF e um DNS ontem e só correr as duas de hoje. Sorte para todos na Holanda!!

**  Por falar neles… Bruno Landgraf embarcou para a Holanda, para este que é o primeiro campeonato que disputa após a mudança de São Paulo para o Rio de Janeiro. A competição em Medemblik serve para medir o desempenho de Bruno e sua parceira, Marinalva Almeida, em relação aos demais velejadores da Skud18. O foco do ex-goleiro do São Paulo está nos Jogos Paralímpicos de 2016. Em 2012, Bruno disputou a Skud18 nos Jogos de Londres, ficando na 11ª posição, mas seu técnico, Pedro Paulo Penna Franca, o PP, afirma que a evolução dele neste ciclo é muito grande e aposta: “repetir a posição de Londres, ele não vai. Pode ter certeza de que ele vai melhorar bastante”. Bons ventos à dupla!!

**  Ventos médios nivelaram as regatas do primeiro fim de semana (23 e 24) do Warm Up para a Ilhabela Sailing Week (ISW), como é chamada a 2ª Etapa da Copa Swift Sport, no YCI. As regatas decisivas serão disputadas no próximo fim de semana (30 e 31). O equilíbrio predominou em todas as classes, com resultados variados diante da dificuldade apresentada. Em cinco regatas da classe HPE, foram duas vitórias do Suzuki Bond Girl, duas do Arretado e uma do Aventura 55. Na competitiva C30, BarrucudaPorscheCaballo Loco e +Realizado dividiram as vitórias na classe. Na RGS Geral, Asbar II venceu duas vezes, contra uma vitória do Montecristo. A RGS Cruiser foi exceção, com três primeiros lugares do Jambock, após os tempos corrigidos. Tudo continua no próximo findes!! Que Éolo compareça também…

**  No ICRJ, no final de semana retrasado, para os veleiros de oceano, e neste, para os monotipos, rolou a tradicional Taça Comodoro. Na semana passada deu Lars Grael, de Stand By Me na ORC, Jack Spot, de Pedro Avelino, na IRC e na RGS, também válido pelo estadual, deu o J/24 Tchau Madona, de Henri Muller. Parabéns aos campeões!! Resultados completos em http://bit.ly/TCo_Oce

** Seguindo… Já neste final de semana, o destaque foi por conta da Taça Comodoro de Monotipos que reuniu mais de 80 barcos de Dingues a HPE 25 nas raias. Resultados em: http://bit.ly/TCo_Mon

**  E por falar em tradição, rolou a 76ª Taça dos Lagos na represa Guarapiranga em São Paulo. No sábado, dia 09/05, rolou mais uma Taça dos Lagos. E o número recorde de 109 embarcações foi alcançado. Sediada pelo YCSA, que conquistou o troféu transitório Ernesto Reibel mais uma vez pela soma do desempenho dos seus velejadores, a regata foi uma bela festa.  A Fita Azul, ficou com o velejador Allan Lowy no seu catamarã  A-Class. Parabéns a todos os participantes!!

**  Como parte do desejo de Hamburgo de sediar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2024, a Schleswig-Holstein vai apoiar a tradicional Semana de Vela de Kiel com alguma prata. O prêmio em dinheiro será dado aos três primeiros lugares das classes olímpicas e paraolímpicas na Kieler Woche 2015: 3 mil Euros para o primeiro lugar, 2 mil Euros para o segundo e mil Euros para o terceiro lugar. Mais um motivo para ir a Kiel este ano!!

**  E na Copa América a Louis Vuitton voltou a patrocinar parte da parada. A agora rebatizada Louis Vuitton America’s Cup World Series começa em Portsmouth, no Reino Unido, a partir de 23 e vai até 26 julho 2015. Apesar dos pesares, uma boa nova!

**  Também nas Zorópias, nas águas do belo lago Balaton, na Hungria, está rolando o Mundial de Soling, aliás o Mundial dos 50 anos da classe. E a família Ilha está por lá representando os Veleiros do Sul e o Brasil, claro! E Nelsão, Gustavo e Felipe começaram bem, ganhando a primeira regata, e agora, no penúltimo dia, estão em 5º geral depois de 8 provas. Island family power!!

**  E se não bastasse a profusão insular em águas húngaras, Henrique, Fernando e Pedro Ilha (RGYC) estão em 35º geral e o trio Kadu Bergenthal, Eduardo Cavalli e Renan Oliveira (VDS) estão em 9º… Gauchada forte, tchê!!

**  Já nosso educador oficial da ISAF, Eduardo Sylvestre, esteve em Moçambique participando do programa de nações emergentes da federação internacional, no Youth Sailing Worlds. Cuidando do futuro de nosso esporte! Parabéns!

**  E Ademir Nicaretta quer desenvolver em Brasília, um projeto piloto de criação da Escola de Marinharia e Vela do Brasil, um projeto ambicioso, que era o sonho do saudoso Mestre Fernandes. A escola terá oportunidade de oferecer formação nas diversas áreas náuticas que envolvem desde a construção naval, manutenção naval, condução naval, esportes navais, entre outras. Boa sorte Ademir! E vamos ajudar!!

**  E por falar em ISAF, rolou na semana passada, com matéria excelente n’O Globo e tudo mais, uma polêmica olímpica no encontro da federação. Alguns gringos querem simplesmente introduzir o ponto eletrônico nas regatas do Rio2016… Fala sério!! Agora a ideia é transformar os velejadores olímpicos em jóqueis de controle remoto do técnicos e meteorologistas dos times?? Ainda bem que nosso coordenador técnico da CBVela, Torben Grael, e outras vozes de bom senso se insurgiram contra a ideia. A conferir…

**  Por falar nos olímpicos… Na fase final de preparação para o Mundial de Laser de Kingston, no Canadá (a partir de 29/6) Robert Scheidt venceu Semana Olímpica de Vela, em Garda, na Itália (também conhecida como “lar” para ele), semana retrasada. Scheidt aproveitará a boa fase para os últimos treinos na Itália, ao lado de adversários que também estão velejando em Garda, antes de enfrentar o Mundial e o Pan, ambos no Canadá. Força, alemão!!

** Em Kavala, na Grécia está rolando o mundial máster de Finn. São 204 barcos na água e o ucraniano Yuri Tokovoi lidera depois de duas regatas. Os brasucas Ricardo Carvalho está em 143º e Colin Reed está em 200º. No Finn todos acabam vencendo…

**  Doze comandantes da flotilha de oceano do Iate Clube de Santa Catarina disputaram há duas semanas, a Regata Solitário, primeira das três etapas que compõe a Copa Flotilha neste mês de maio. Comandando por Carlos Augusto de Matos, o C30 Corta Vento foi o Fita Azul da regata após pouco mais de duas horas e cinquenta minutos. Show!!

** No sábado (23/5) o Iate Clube de Santa Catarina sediou a 2ª etapa da Copa Flotilha. A Regata Ele e Ela contou com excelente nível técnico e foi marcada pela condição perfeita de ventos na Baía Sul, que variaram entre 10 e 20 nós, de Norte. Ao lado da velejadora Carla, sua namorada, o comandante Marcelo Gusmão foi o Fita Azul da regata com o Moleque. “Tivemos uma regata muito boa. Sabíamos que a volta seria com ventos fortes e tivemos um lindo dia. Eu e a Carla sempre velejamos juntos e hoje foi mais um excelente dia”, disse. “Eu procuro sempre estar bem atenta ao que ele me pede no barco. A gente veleja bastante juntos”, disse Carla. “O segredo do bom velejador é transformar o amor da vida dele numa boa velejadora”, completou. Sem dúvida! Com a vitória na Classe RGS, o Moleque subiu para a segunda posição na Copa Flotilha, atrás apenas do Tintiun, que venceu na Regata Solitário e acabou em segundo na Ele e Ela. Gusma sabe tudo! De vela e de namoro!

**  Por fim, Edu Penido e Renato Araújo estão se preparando para a pioneira participação brasuca na Transat Jacques Vabre e correndo a Normandy Channel Race de Classe 40, num percurso que sai da França, monta a ilha de Wight, no sul da Inglaterra, Tuskar Rock e Fastnet Rock na Irlanda e volta pra Normandia. A bordo do Zetra nossa dupla está em 3º geral agora, a 19 milhas do líder. Esse é meu ídolo!! Arrebenta, Penido!! Para acompanhar: http://bit.ly/Edu_NorRace

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

**  Atenção velamaristas de todo o país! O 8º Campeonato Brasileiro da Classe Velamar 22 vai rolar dias 4, 5, 6 e 7 de junho de 2015, no Clube Naval de Brasília. Não perca a chance de dar um velejo no velho e bom Velamar 22. Inscrições no: nautica@clubenavaldf.com.br. Vai ser show!!

**  Tradicionalmente realizada no mês de outubro, a Regata Escola Naval, maior prova náutica da América Latina, chega à 70ª edição no próximo dia 13 de junho. A mudança no calendário tem uma razão especial: as comemorações pelos 150 anos da Batalha Naval do Riachuelo, evento militar decisivo ocorrido durante a Guerra da Tríplice Aliança. A 70ª Regata Escola Naval em comemoração aos 150 anos da Batalha Naval do Riachuelo deverá reunir na Baía da Guanabara cerca de 700 embarcações de diversas classes: Oceânicas, Monotipos, Escaleres, Catamarãs, Veleiros Rádio Controlados, Windsurf e Vela Adaptada. Juntamente com a Regata, haverá a 26ª Meia Maratona de Canoagem. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do Grêmio de Vela da Escola Naval (http://www.gven.org.br/ ) ou no próprio dia da Regata, até às 11h, nos postos de inscrição montados na Escola Naval e nos clubes coirmãos. Não perca!

**  O ICRJ vai realizar a Copa Máster de Laser e Finn nos dias 30 e 31 de maio de 2015. Alô!!

**  E na outra ponta do espectro vélico etário rola a Taça Comodoro da Classe Optimist, também nos dias 30 e 31 de maio de 2015. Alô molecada!!

**  A ABVC convida todos a participar do “5º Cruzeiro Hidrovia Tietê-Paraná 2015”. A partida será no dia 5 de julho, da Marina Sunset BTC, em Barra Bonita, e a chegada no dia 9 de Julho, em Adolfo, partindo de volta no dia 12 e chegada final a Marina Sunset BTC no dia 16 de julho, navegando 500 km da Hidrovia, e terá a duração de 14 dias. Participam embarcações de 16 a 37 pés, em sua maioria a vela, podendo também aderir embarcações a motor. Vale lembrar que o cruzeiro navega durante o dia, a tarde faz uma parada para jantar e pernoite em cada cidade. Um programa bacana e diferente!!

**  E por falar em ABVC… A Associação Brasileira dos Velejadores de Cruzeiro realiza de 4 a 6 de junho (feriado de Corpus Christi) no Bracuhy – Angra dos Reis, o 13º Encontro Nacional da entidade. O primeiro Encontro Nacional foi realizado na Marina Porto Paraty em 2005. A partir de então, todos os anos a associação reúne os velejadores para uma confraternização com palestras, oficinas e, claro, muita festa. Não perca!!

**  Mais ABVC e mais interior… Vai rolar no dia 30/5 o VI Churrasco de Confraternização dos Velejadores do Interior. E Paulo Fax já avisa: “esta edição será muito especial, teremos a palestra do grande Velejador, Campeão Mundial, Empresário, Organizador , Juiz entre tantas coisas que fez pela vela brasileira, Mario Buckup, da North Sails, abordando temas como tempestades, rizos, cuidados com as velas, regulagens e muitas boas histórias”. O custo é de R$35 por pessoa, As confirmações podem ser feitas através do abvcinteriorsp@gmail.com. Tudo rola a partir das 10h da manhã no Hotel do Broa Golf Resort, em Itirapina, pertinho de Brotas, em São Paulo. Festão!

**  O Abraço Guarapiranga é uma manifestação de respeito e carinho da população com as fontes de água de São Paulo e, também, um ato de denúncia e indignação pelo descuido com a preservação dos mananciais.  Em sua 10º edição, no dia 31/5 (Domingo), de 9 às 14h, o Abraço irá mobilizar e alertar os cidadãos, as empresas e os governos para a urgência de se construir uma nova cultura de cuidado com a água. O Abraço Guarapiranga 2015 elegeu como tema “Água é um direito humano. Não se vende, se defende!”. Tudo rola na Av. Atlântica, 1.100 Capela do Socorro e Estrada do Riviera, 3286, M’Boi Mirim. Participe!!

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**  O Clube Superação, em SP, recebeu a equipe da TV Mackenzie na represa Guarapiranga, em São Paulo, para velejar com os paratletas de lá. A vela adaptada foi o esporte escolhido por essas pessoas para mostrar que nenhuma dificuldade é barreira pra quem tem força de vontade! Veja em: http://bit.ly/Mack_TV

**  Direto do canal Mar Brasil. A Taça Comodoro do ICRJ teve 44 veleiros da classe oceano na raia da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Além de superar os adversários, Lars Grael teve que lutar também contra o lixo, que quase tirou o título da equipe do barco dele, o Stand by Me, na ORC. Confira no vídeo a retirada do saco plástico da quilha do barco, o resultado da Taça Comodoro na RGS e na IRC, e a exposição ‘Baía Azul’ de Marcus Penido a bordo do iate Santantoniohttp://bit.ly/MBr_TCo

**  Mais uma vez a TP52 Super Series produziu regatas e imagens de altíssimo nível. O vídeo final do evento não deixa dúvidas: http://bit.ly/TP52_Val

**  A Defi Wind teve 1200 windsurfistas na linha de largada no dia 17 de maio em Gruissan, na França. O maior evento de windsurfe do planeta. E foi com ventão! Para quem duvida, veja: http://bit.ly/Defi_Wind

(\_~~ (\_ #IHDEUMERDA  (\_~~ ~ (\_

Na Delta Lloyd Regatta nossa dupla na Nacra17, Ju Mota e Leandro Azambuya viu o mundo de um ângulo diferente. #ihdeumerda leve e super normal no Nacra17.

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(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“Muitas vezes tentei fugir de mim, mas aonde eu ia, eu estava.” Do filósofo Tiririca sobre a existência e seus desafios.

Fui!! Fugindo de mim mesmo…

Murillo Novaes

 

Seis equipes disputarão a 35ª America´s Cup

Os seis skippers e a tão famosa taça

Os seis skippers e a tão famosa taça

Está confirmado o line up da 35ª America´s Cup: Oracle Team USA irá defender o título contra Artemis Racing, Ben Ainslie Racing, Emirates Team New Zealand, Luna Rossa Challenge e Team France. As competições começam em 2015, com a realização da America´s Cup World Series, que segue até 2016. A final será disputada em 2017, em San Diego ou nas Bermudas.

“Nós entramos nesta competição não só para vencer a 35a edição da regata, como também para dominar o evento nos próximos dez anos”, disse Iain Percy, do Artemis Racing.

Veremos quem será o campeão.

Resumito da copa: New Zealand abre 7 a 1, mas Oracle vence duas no finde.

O AC72 "Aotearoa" quase viu tudo ao contrário no sábado. No fim, dos males o menor, apenas perdeu a regata.

O AC72 “Aotearoa” quase viu tudo ao contrário no sábado. No fim, dos males o menor, apenas perdeu a regata.

Olá querido amigo e mais que querida amiga, depois de um final de semana de sonho no Cabo Frio, com velejadinha no ventão de 20 nós, ontem, vamos atualizando as informações sobre a Copa América porque o finde não foi menos intenso e carregado de emoções na baía do seu Francisco.

E não é que o Oracle venceu duas, uma no sábado e outra no domingo e já conta até com um pontinho na tabela que mostra agora 7 a 1 para os neozelandeses (na real, 7 a 3). Lembrando que os americanos tinham que pagar a penitência de duas vitórias (2 pts) porque foram maus meninos e roubaram dos coleguinhas ainda na ACWS, a pré-temporada desta grande ópera éolica.

Vamos de trás para diante. Ontem, no domingão de sol norte-californiano rolaram duas regatinhas. Na primeira, o Oracle, agora manobrando bem melhor e com Ben Ainslie de tático mais inspirado que John Kostecki, venceu de ponta a ponta. O skipper Jimmy Spithill fez uma pré-largada perfeita e montou a primeira boia 4 segundos à frente. Depois fugiu do adversário, ganhando tempo em cada perna do percurso com ânimo renovado depois da vitória na única regata do dia anterior (sábado) quando o TNZ quase capotou e ele ultrapassou.

No entanto, o show viria na segunda prova do domingo, no que pode se classificar como uma das regatas mais interessantes de toda a Copa. Aquilo que se prometera sobre esta 34ª disputa foi entregue em boa parte ontem na 10ª regata. O roteiro foi de primeira: a liderança mudou de mãos quatro vezes na prova de 10 milhas náuticas, com deltas, nas montagens de boia de: 3 segundos, 11 segundos, 1 segundo e 11 segundos, respectivamente. Apenas no único contravento do percurso deste 2013 de nosso senhor a liderança mudou de mãos três vezes, em três milhas náuticas. Uhuu!

“Se você não gostou da regata de hoje, você provavelmente deve ver outro esporte”, disse Dean Barker, comandante do TNZ que está competindo em sua quarta Copa América. A vitória trouxe alívio máximo para Barker & Cia., uma vez que o Oracle vinha de duas vitórias consecutivas.

No sábado, depois da incrível quase capotada do TNZ e da vitória ianque, até deram largada para mais uma regata e o TNZ vinha na frente, mas como o vento ultrapassou 22,6 nós, o limite máximo pelas regras deste ano (o porquê destes 0,6 não me perguntem…), a prova foi cancelada. Sorte dos funcionários de Mr. Ellison.

Nesta terça rolam mais duas regatinhas e se o New Zealand vencê-las fará os nove pontos necessários para levar a taça. Para os americanos faltam só oito vitórias. Mas, mesmo assim, o povo do Oracle está animado. “Eu posso dizer honestamente que esta foi a velejada mais divertida e emocionante que eu participei”, disse o tático dos caras, Ben Ainslie, quatro vezes medalhista de ouro olímpico. Seguidas… E se ele diz isso, quem sou eu para dizer algo em contrário?

Foi bunituuu!!

Dados da 9ª Regata
Percurso: 5 pernas/10.02 milhas náuticas
Tempo decorrido: OTUSA – 21:53 , ETNZ – 22:40
Delta: OTUSA +: 47
Distância total navegada: OTUSA – 11,3 NM , ETNZ – 11,5 NM
Velocidade média: OTUSA – 31,63 nós , ETNZ – 31,32 nós
Veloc. máxima: OTUSA – 42,52 nós , ETNZ – 42,54 nós
Vento: média – 17,6 nós, pico – 20,8 nós
Número de cambadas / jaibes: OTUSA – 8/6 , ETNZ – 8/8

Dados da 10ª Regata
Percurso: 5 pernas/10.02 milhas náuticas
Tempo decorrido: ETNZ – 22:00 , OTUSA – 22:16
Delta: ETNZ +: 16
Distância total navegada: ETNZ – 11,8 NM, OTUSA – 11,7 NM
Velocidade média: ETNZ – 32,25 nós, OTUSA – 31,76 nós
Veloc. máxima: ETNZ – 43,01 nós, OTUSA – 44,98 nós
Vento: média – 18,3 nós, pico – 22,3 nós
Número de cambadas / jaibes: ETNZ – 7/7 , OTUSA – 7/7

Fui!!

Murillo Novaes

Resumito da Copa América. Começou!! New Zealand 2 a 0!

E ontem, na baía do santo Francisco, rolou até match race de verdade.

E ontem, na baía do santo Francisco, rolou até match race de verdade.

Querido amigo e mais que querida amiga, eis que novamente presente no encalorado covil do Posto 6 depois de um bem merecido périplo de volta ao lar cabo-friense, vamos atualizando-o, ou atualizando-a, com o que rolou nas frias águas do verão São Franciscano: a disputa das duas primeiras regatas da 34ª Copa América (ou America’s Cup, para os anglófilos).

Antes de partir para a dureza dos fatos, reproduzo abaixo meu editorial da semana passada do último “Almanáutica”, do nosso querido Ricardo Amatucci, o melhor jornal de vela já visto neste país (há outro?). Apenas para situar historicamente as coisas… Se preferir, pule direto para as regatas. E, claro, na RMC – Rede Manza de Comunicação você sabe de tudo (www.murillonovaes.com, Face, Twitter, Linkedin, etc.).

 

De volta a América – Pois é, querido amigo e dileto leitor deste periódico de muita alma. Alma náutica, a melhor de todas! Eis que voltou à terra ianque a copa da escuna América, a nau dos norte-americanos que cruzou o Atlântico para derrotar os ingleses em plena ilha de Wight em 1851, sob o testemunho ocular da própria rainha Vitória e fundou assim a mais longeva disputa esportiva da nossa modernidade.

 

A America’s Cup, em inglês, ficou no Iate Clube de Nova York por 132 anos, quando, em 1983, por questões de uma inovadora quilha alada, foi surrupiada por Alan Bond e sua turma de cangurus de Fremantle, oeste da Austrália. E para Nova York mesmo jamais voltou. Embora seja em um tribunal de Manhattan onde acontece, até hoje, infelizmente, boa parte das disputas mais sangrentas deste esporte dito de homens nobres. Enfim…

Voltemos à copa. Em duas ocasiões a famosa Taça dos Cem Guinéus, doada pela própria rainha e apelidada carinhosamente de Auld Mug, fez rumo novamente à América do Norte. Em 1988, em São Diego, na Califórnia, com o herói Dennis Conner, se tornando o Homem do Ano da Revista Time, após reconquistar dos australianos a taça que ele mesmo havia perdido, sob a flâmula do NYYC, anos antes. E o que se viu foi uma disputa esquisita entre um super catamarã de vela rígida (lembra algo?) e um monstrengo neozelandês de 90 pés, depois de árdua e ridícula batalha judicial.

Bem, o velho filósofo alemão Carlos Marx (hoje devidamente confinado aos acadêmicos e detonado pelos ignorantes de plantão), já dizia no seu genial “18 Brumário de Luís Bonaparte”: a história sempre se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Curiosamente um axioma perfeito para traduzir esta 34ª Copa América, a se realizar nas águas verdes e frias da baía de São Francisco, neste 2013 de nosso senhor.

Depois de uma batalha judicial ridiculamente longa e encarniçada entre os meninos mimados Larry Ellison (Oracle) e Ernesto Bertarelli (Alinghi), aconteceu nas águas de Valência, sob ordens da corte de Nova York, um “Deed of Gift Match”. Ou seja o desafio segundo as regras gerais impostas em 1888, pelo último tripulante vivo da escuna America na escritura de doação da copa que fez ao New York Yacht Club e que impõe as normas para casos em que defensor e desafiante não cheguem a um acordo.

Deu Oracle com seu trimarã que trazia como grande inovação tecnológica a vela-asa rígida, que se provou mais eficiente que o catamarã não menos “aeroespacial” dos suíços da equipe Alinghi. Elisson, o quinto homem mais rico deste mundo, declarou que faria nas águas de casa, no Golden Gate Yacht Club, a melhor de todas as copas. Deu ruim!

Com a ambição sempre acima da medida, os custos foram crescendo, os times interessados minguando, o defensor (como sempre) legislando despudoradamente em causa própria e tudo ficou tão estranho que a copa de Ellison só não será um fiasco completo, mesmo com a morte de Andrew Simpson em um acidente bizarro, porque os gigantescos AC72, com suas velas-asa e principalmente com seus fólios de última geração, literalmente voam sobre as águas e produzem imagens de cair o queixo. E não há velejador no planeta que não se espante alegremente quando vê os cats de 72 pés navegando a mais de 40 nós em ventos reais de pouco mais de 20 nós.

Uma Copa Louis Vuitton, a serie dos desafiantes, com apenas três times na disputa, mas só um de verdade: o campeão New Zealand. As já famosas, pelo motivo errado, regatas de um barco só com transmissão ao vivo e tudo mais. Os intermináveis protestos junto ao júri internacional e à corte de Nova York. A especulação imobiliária e o uso do dinheiro do contribuinte da cidade de São Francisco para fins nada nobres. Enfim, o enredo de sempre da velha copa acrescido das mazelas contemporâneas de nosso capitalismo em crise, só deixam esta 34ª Copa América com um sabor muito estranho. Tomara que os kiwis vençam e levem para Auckland um outro tipo de filosofia e de disputa. A vela mundial, o desporto internacional e a boa energia do planeta merecem!

No mais, vamos curtir os bólidos de dois cascos voando céleres sob a Golden Gate, porque realmente são os veleiros mais rápidos e modernos da face da Terra. Um pontinho para Larry… Mas é pouco. Muito pouco!

 

Primeiras regatas – Pois é queridão, e neste pátrio sete de setembro do deus brasileiro, lá nos 17 graus célsius do verão de São Francisco, rolaram as duas primeiras regatas da série de melhor de 17 matchs entre o defensor Oracle e o Team New Zealand (TNZ, doravante). Ventinhos de 15 a 20 nós e muita corrente de maré.

Como ficou comum nos últimos tempos um fator extra-campo (de regatas, no caso), já pintou no pedaço. Devido à mão peluda dos americanos, que fizeram modificações ilegais nos seus AC45, ainda à época da ACWS – America’s Cup World Series, o caras – Vergonha! – já entraram em águas pátrias com dois pontos de desvantagem para os kiwis (você sabe que kiwis são os neozelandeses, né?).

E já tomaram mais dois logo na lata para ficarem espertos. Maldade… O fato é que ontem, depois de anos de ansiedade e espera finalmente as usinas mais eficientes do planeta de transformar ar em movimento (e velocidade), os incríveis catamarãs de 72 pés AC72, voaram com suas velas-asa e super fólios nas vizinhanças da ponte Golden Gate e da ilha de Alcatraz. Foi bonito, ó pá!!

Surpreendentemente, o que se viu na primeira prova do dia foi um match de verdade. Na pré-largada, com suas regras modificadas (um barco entra no box de largada 10 segundos antes do outro) se viu uma aparente agressividade de James Spithill (o Jaime Cospemontanhas), no Oracle, contra um controle excepcional de tudo do lado de Dean Barker (Diano Gritador) e seus compatriotas. Deu TNZ!

E como você já sabe, quem ganha a largada ganha o match, certo? Errado! Depois de uma montagem espetacular na primeira boia com os dois gigantes voadores a centímetros um do outro, o TNZ mostrou sua proverbial eficiência nas manobras e abriu no primeiro popa. Os já famosos jaibes sobre os fólios em que os barcos mudam de bordo sem jamais descer “dos tamancos” são lindos. Se grudarmos os olhos nos marcadores vamos ver que a menor velocidade durante a manobra, em ambos os times, não baixa dos 20 nós!!?

Na montagem da segunda boia, a primeira da perna de contravento, já que os caras largam no través e fazem a primeira perna no popa (quer dizer, teoricamente, porque o vento aparente é sempre na cara com 40 nós de velocidade, né?), os kiwis vacilaram deixaram os dois cascos na água, o que aumenta consideravelmente o arrasto. E os americanos com mais veloc ultrapassaram depois de outra situação de aproximação máxima, o que é sempre muito maneiro. Só que…

Bem, ainda no primeiro contravento com a correntes das marés desempenhando papel fundamental na raia (Guanabara idem) e favorecendo o lado esquerdo, James Spithill e seu tático Tom Slingsby deram uma vacilada em proteger sua posição, permitiram que o TNZ esticasse um bordo para a direita – o que certamente parecia errado, no momento – mas os kiwis, com mais velocidade, voltaram com tudo para esquerda, cambaram melhor e cruzaram na frente. Daí em diante foi aquela parada militar com manobras perfeitas do TNZ e o Oracle caindo, caindo. Dos 4 segundos de delta na primeira boia, na linha de chegada deu 36 segundos de diferença.

Com a super transmissão de TV dando show, temos aquelas estatísticas de tudo. Quem teve a maior velocidade pontual? TNZ. Quem teve a maior velocidade média, mesmo dando dois jaibes e duas cambadas a mais? TNZ. Explica tudo. Naquela famosa pirâmide do manual de regatas está lá: primeiro velocidade, depois manobras e só então tática. Os kiwis tinha velocidade muito parecida, mas maior, manobras impecáveis e a tática perfeita de Ray Davies. Um a zero!!

A segunda regata trazia o Oracle entrando na posição boa no box e James Spithill tentou impor uma penalidade aos kiwis. Mas por questão de milímetros (mesmo!!) não houve a forçada colisão dos dois barcos e os juízes não deram nada. Com uma pequena delaminação na vela grande, a asa, as velocidades do Oracle foram um pouquinho menores e talvez isso até tenha atrapalhado minimamente. Mas novamente o TNZ largou a barlavento e caprichando muito montou a primeira boia dois segundos à frente. Depois, foi o mesmo. Manobras e mais manobras perfeitas e uma delta de 52 segundos no final.

Hoje tem mais duas (depois: terça, quinta, sábado e domingo) e se a carruagem andar como parece, a orla de Auckland vai ser valorizada nos próximos anos. Bom investimento! Quem viver verá!!

 

Race 1 Performance Data

Course: 5 Legs/9.71 nautical miles

Elapsed Time: ETNZ – 23:30, OTUSA – 24:06

Delta: ETNZ +:36

Total distance sailed: ETNZ – 11.7 NM, OTUSA – 11.4 NM

Average Speed: ETNZ – 30.07 knots, OTUSA – 28.58 knots

Top Speed: ETNZ – 43.54 knots, OTUSA – 42.51 knots

Windspeed: Average – 16 knots, Peak – 21 knots

 

Race 2 Performance Data

Course: 5 Legs/10.11 nautical miles

Elapsed Time: ETNZ – 22:46, OTUSA – 23:38

Delta: ETNZ +:52

Total distance sailed: ETNZ – 11.3 NM, OTUSA – 11.3 NM

Average Speed: ETNZ – 30.12 knots, OTUSA – 28.92 knots

Top Speed: ETNZ – 46 knots, OTUSA – 42.87 knots

Windspeed: Average – 16.6 knots, Peak – 19.5 knots

 

Fui!!

Murillo Novaes
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