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Posts com Tag ‘barco a vela’

Jean-Luc Van Den Heede, aos 73 anos, vence Golden Globe 2018 e entra na história.

PPL PHOTO AGENCY - COPYRIGHT FREE (for editorial use only) Tel: +44 (0)7768 395719.  ppl@mistral.co.uk Photo Credit: Christophe Favreau/PPL/GGR ***2018 Golden Globe solo round the world yacht race: Jean-Luc Van Den Heede and his Rustler 36 MATMUT crossing the finish line at 10:12 to win the 2018 Golden Globe Race, off les Sables d'Olonne France today  The 71-year old Frenchman and his yacht MATMUT completed the 27,000 mile race in 211 days 23 hours 12 mins 19 seconds - 100 days faster than Knox-Johnston's SUHAILI   IN 1969

Jean-Luc Van Den Heede (FRA) escreveu seu nome nos livros de recordes não apenas vencendo a Golden Globe Race 2018, a circunavegação em solitário que replica nos mesmos moldes o feito de 50 anos atrás na Golden Globe original. Aquela que transformou em Sir o, até então, obscuro marinheiro inglês Robin Knox-Josnton e inaugurou a era das regatas em solitários sem paradas e sem assistência.

O veterano francês de 73 anos de seis circunavegações solitárias – uma na “direção contrária” –,  tomou dois títulos do britânico Sir Robin Knox-Johnston, o único finalista e, obviamente, vencedor, da regata do Globo de Ouro (Golden Globe) do Sunday Times há 50 anos e o velejador mais velho da história a completar uma regata de circunavegação solitária. Até o espocar do tiro de chegada às 09:12 UTC de hoje (29/01), Sir Robin tinha também o título de mais velho circunavegador solitário em uma regata, depois de completar a Velux 5 Oceans Race em 2007 com 68 anos de idade.

O idealizador da regata que revive os áureos e românticos tempos de outrora, onde só se navegava com sextante, leme de vento, não havia quase comunicação e os barcos tinha outro tipo de construção, Don McIntyre, estava exultante. Ele, que se inspirou na conquista de Knox-Johnston ao vencer a primeira regata solo em 1968/9 para organizar este evento de 50 anos, vibrou com o sucesso de Van Den Heed, “Que fantástico! Que vitória para o Jean-Luc! Ele provou que a idade é apenas um número. O desempenho dele é um exemplo clássico de planejamento, preparação e execução. Esta tem sido uma grande celebração para a aventura em geral e ressuscitar a história do Golden Globe Race do Sunday Times original era um sonho para mim”.

A regata original teve nove participantes e apenas um comandante chegou: Sir Robin Knox-Johnston. Bem, Bernard Moitessier não quis chegar, nem ganhar, porque considerou que obter os louros e o dinheiro do prêmio conspurcaria seu espírito de livre velejador. Outros tempos…  Assim, Sir Robin se tornou o primeiro a navegar em solitário sem parar ao redor do mundo enquanto o franco-polinésio Moitessier deu quase mais meia volta no planeta para chegar ao seu amado Tahiti. O desempenho de Jean-Luc VDH, de 211 dias, superou o tempo de Sir Robin Knox-Johnston em 100 dias – uma conquista notável levando em consideração todas as restrições para que os barcos e tudo mais tivessem a tecnologia de 1968. Bravo! 

Na GGR18 largaram 18 comandantes de 13 países: França (4), Grã-Bretanha (3), Austrália (2) e um de: Estônia, Finlândia, Irlanda, Índia, Itália, Holanda, Noruega, Palestina, Rússia e EUA, com idade média é de 47 anos. O caçula tinha 28 anos; o mais velho, 72, o agora vencedor aos 73 anos. 

Quatro navegadores ainda velejam neste momento. Mark Slats que recuperou incríveis 1500 milhas sobre Jean-Luc nas últimas semanas e está a 350 milhas da chegada. Ele ainda foi punido por um contato impróprio de rádio sobre meteorologia com o gerente de seu projeto. Os outros três estão a 3500 milhas náuticas (Randmaa, EST); 4400mn (Kopar, USA); e 7800mn (Lethinen, FIN) da linha final em Les Sables D’Olonne, na França. Chegadinha Old school também!!

Dos que não completaram, quatro desistiram por motivos pessoais, um sofreu uma falha no leme e cinco foram capotados, desmatreados e resgatados no Oceano Antártico, incluindo a britânica Susie Goodall, cuja história correu mundo. Outro montou um a mastreação de fortuna e conseguiu chegar à Cidade do Cabo sem ajuda. E mais dois foram obrigados pelas circunstâncias a parar na Austrália. Dureza! Quem se habilita para a próxima? 

Murillo Novaes

Saiba como acompanhar o último final de semana da VOR em Itajaí

Evento deve reunir 100 mil pessoas nos dois dias, com programação especial para a despedida da regata de volta ao mundo de Itajaí

Itajaí (SC) – A reta final da Parada de Itajaí da Volvo Ocean Race reserva duas provas de tirar o fôlego. No sábado (21), ocorre a Regata do Porto DHL valendo pontos para a classificação geral. Já no domingo (22), os cinco barcos partem para Miami, dando início à sexta perna da Regata de Volta ao Mundo. São esperadas mais de 100 mil pessoas na Vila da Regata e nos molhes de Itajaí e Navegantes, locais ideais para acompanhar a prova.

A Vila da Regata se aproxima de receber, desde o dia 4 de abril, mais de 200 mil visitantes e oferece atrações que agradam a todas as idades como Cinema 3D, simulador de regatas, palestras e debates sobre sustentabilidade, shows nacionais, feira do setor náutico e os melhores times do mundo que participam dessa aventura.

Para facilitar o entendimento e se preparar para as regatas, segue um passo a passo:

O que é a Pro-AM – Disputada na sexta-feira (20) e não vale pontos para a classificação geral. São três regatas festivas, em que cada equipe leva a bordo convidados. Esses velejadores novatos são os responsáveis por algumas ações dentro do barco, como regular as velar ou até timonear o veleiro. Sempre com o auxílio dos velejadores que estão dando a volta ao mundo. A Pro-Am de Itajaí terá uma atração a mais: será disputada muito próxima ao público, nas praias de Itajaí e Navegantes.

A Vila da Regata será aberta às 9h e haverá um show do Jorge Aragão, às 20h30.

O que é a Regata do Porto – Chamada de In-Port Race em inglês, está marcada para 14h de sábado (21). É uma regata entre boias e dura no máximo uma hora. Os cinco barcos que estão em Itajaí largam juntos e tem de cumprir um circuito, montando as boias posicionadas nas praias de Itajaí e Navegantes. Os molhes serão as melhores opções para assistir a prova. Vale seis pontos para o vencedor – quem ganha uma perna oceânica, por exemplo, soma 30 pontos. O site www.volvooceanrace.comtransmite tudo ao vivo.

A Vila da Regata será aberta às 9h e haverá um show de Dudu Nobre, às 20h30.

Detalhes da perna até Miami – A sexta etapa da Volvo Ocean Race leva os velejadores de Itajaí até Miami, no estado da Flórida, nos Estados Unidos, em um percurso de 3590 milhas náuticas. O maior desafio fica por conta da passagem pelo Equador, que esconde áreas de alta pressão e sem vento, conhecidas como Doldrums, além de lidar com os ventos fracos e a força da Corrente do Golfo, já na chegada aos Estados Unidos. A expectativa é que a perna dure 14 dias. Os barcos largam às 14 horas de domingo (22) e são esperados em Miami a partir do dia 6 de maio.

A Vila da Regata será aberta às 9h e haverá apresentações do Olodum e cerimônias com as autoridades de Itajaí e Miami.

Recado da Marinha do Brasil – A Delegacia da Capitania dos Portos de Itajaí informa que a segurança (salvaguarda da vida humana no mar) das embarcações dos espectadores será da Marinha do Brasil com a contribuição e cooperação de outros órgãos (Polícia Federal e Corpo de Bombeiros).

As embarcações de apoio da organização do evento estarão sinalizadas para facilitar o reconhecimento. A Volvo Ocean Race estabeleceu restrições para o trânsito destas embarcações.

Quanto às embarcações do público, cabe um alerta: todas devem ter atenção aos itens de segurança, como colete salva-vidas e também para a previsão do tempo, além é claro, de ser pilotadas por pessoas devidamente habilitadas.

As embarcações não devem transitar pela área de regata, (que estarão sinalizadas por boias) bem como devem manter-se afastadas dos veleiros participantes. As embarcações dos espectadores que não estiverem em posição apropriada serão alertadas para se moverem para uma posição segura.

Para auxiliar na patrulha da regata, a Marinha vai contar com a Fragata Bosísio, o Navio Patrulha Babitonga e cinco lanchas. Essas embarcações tem como tarefa principal o controle de barcos dos espectadores. Para isso, deve ser evitado a todo custo estar a barlavento e produzir esteiras nas proximidades das embarcações participantes.

 

da ZDL

A 100 dias das Olimpíadas, EBV se prepara para a disputa da Semana de Vela Francesa

Melhores velejadores do Brasil vão competir, a partir de domingo, na Semana de Hyères, na França, quarta etapa do circuito da Isaf

São Paulo (SP) – A cidade de Londres comemorou nesta quarta-feira (18) um marco em sua preparação olímpica: 100 dias para os Jogos. Não muito longe da Inglaterra, na cidade mediterrânea de Hyères, na França, a equipe olímpica brasileira de vela também entra na fase final de preparação para os Jogos Olímpicos. O time completo vai disputar a Semana Olímpica Francesa, quarta etapa da Copa do Mundo da Isaf.

O evento é um dos mais importantes do primeiro semestre para a Equipe Brasileira de Vela, que comparece quase completa: as únicas ausências são Bruno Fontes, vice-líder do ranking mundial da classe Laser, e Ricardo Winicki, o Bimba, da classe RS:X, que ficaram no Brasil treinando.

Estarão lá, por exemplo, os atuais campeões mundiais, líderes da Copa do Mundo e dupla número 1 do ranking da Isaf, Robert Scheidt e Bruno Prada. “O campeonato em Hyères é importante porque vamos voltar a velejar com o barco com o qual ganhamos o Mundial (em Perth, na Austrália, no ano passado). Além disso, vamos testar algumas novas velas para melhorar ainda mais no desempenho”, diz Scheidt, que vai permanecer em Hyères após a Semana Olímpica Francesa: o Mundial da classe Star está marcado para o mesmo local e começa na semana seguinte.

Outro destaque brasileiro na França será a dupla escolhida para defender a medalha de bronze da classe 470 femimina em Pequim, em 2008. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan venceram o duelo contra Martine Grael e Isabel Swan na última etapa da Copa do Mundo, disputada em Palma de Maiorca, na Espanha. Em Hyères, farão seu primeiro evento como dupla olímpica.

“É o nosso primeiro evento depois de garantir a classificação para os Jogos. Agora, começamos um período de teste de materiais e de busca por melhora em alguns pontos na parte técnica. Não temos grande expectativa ou preocupação com os resultados. É o momento de tentar reunir e analisar informações sobre as velas, achar o melhor conjunto com o mastro, focando sempre nas condições de Weymouth”, fala a gaúcha, primeira brasileira medalhista olímpica na vela, ao lado da agora rival Isabel Swan.

Duas duplas ainda buscam classificação – A Semana Francesa será vital para duas duplas que ainda estão em busca da classificação para as Olimpíadas de Londres. Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, por exemplo, vão correr em Hyères como parte final da preparação para o Mundial da classe 470, em Barcelona, a partir do dia 10 de maio. Na Espanha, estarão em jogo sete vagas para Londres/2012. “Não vamos pensando em resultados, mas em treinar para o Mundial e experimentar regulagens que podem nos deixar mais rápidos”, explica Fabio.

A situação é a mesma da dupla da classe 49er, André Fonseca e Marco Grael. Os dois vão buscar a vaga para a Olimpíada no Mundial de Zadar, na Croácia, a partir do dia 4 de maio, e esperam ganhar em motivação com os bons ventos de Hyères. Foi justamente na Semana Olímpica Francesa que a dupla conseguiu seu melhor resultado até agora, o sétimo lugar do ano passado.

“Hyères é nosso último treino antes do Mundial e a última chance de treinar contra nossos adversários na briga pela vaga. Precisamos muito praticar as largadas e só com barcos em volta podemos fazer isso. Temos um carinho especial pelo local, pois tivemos bons resultados em edições passadas. Para nós, do 49er, é o inicio de uma batalha. Não será fácil, mas vamos lutar e torcer para sair vitorioso”, analisa André.

As outras mulheres na delegação do Brasil que vai velejar em Hyères são Patricia Freitas, da RS:X feminina, e Adriana Kostiw, da Laser Radial. Em comum, as duas vão aproveitar o campeonato francês para tentar se aproximar das rivais. “Meu objetivo em Hyères é chegar entre as dez melhores. Nas últimas duas vezes que velejei aqui, fiquei em 12º lugar. Então, acho que seria uma boa hora de finalmente emplacar um resultado entre as 10”, fala Patrícia.

Da ZDL de Comunicação

Carioca de Ranger 22 começa dia 5 de maio

Nos dias 5,6 e 12 de maio será disputado no Rio de Janeiro o Campeonato Estadual de Ranger 22. Estão programadas sete regatas, sendo no máximo três por dia. As inscrições custam R$10,00 por barco.

Oman Sail anuncia sua equipe para o MOD70

A equipe Oman Sail anunciou esta semana os velejadores que irão fazer parte da tripulação do novíssimo trimarã MOD70. São eles Fahad Al Hasni, Mohsin Al Busaidi e Khamis Al Anbouri, de Oman, os francêses Sidney Gavignet Loik Gallon, Jean François Cuzon and Thomas Le Bretoneo britânico Brian Thompson.

A estreia da equipe acontecerá no dia 7 de julho com a disputa daKrys Ocean Race, uma travessia de 2950 milhas entre Nova Iorque e Brest. As outras regatas serão disputadas entre agosto e outubro, passando por Marseille, na França, Cascais, Portugal, Kiel, Alemanha, Itália e Irlanda.

Velejadores da VOR tentarão o ouro olímpico da 49er

O skipper do Telefónica na Volvo Ocean Race Íker Martinez e seu fiel escudeiro Xabi Fernandez terão menos de três semanas após o término da Volta ao Mundo para treinarem para as Olimpíadas. Os dois serão os representantes espanhóis na classe 49er em Londres.

“Até o término da VOR, é claro, nós temos que lutar ao máximo e é isso que vamos fazer. Nas próximas paradas da VOR, se conseguimos, iremos treinar”, disse Martinez, prata n o evento teste em 2011.

A dupla, prata em Pequim, acredita estar preparada para brigar pelo ouro em Londres. “Nos gostamos de Weymouth, sempre velejamos bem lá e sem dúvida é um ponto a nosso favor”, completou.

Green Comm desiste oficialmente da Copa América

O sindicado espanhol Green Comm desistiu oficialmente de disputar a 34ª Copa América. O motivo principal foi a falta de dinheiro para construir o AC72 por conta da crise que atinge a Europa, aliada a problemas internos. Especialistas acreditam também que a entrada do Luna Rossa na disputa tenha ajudado a afundar os espanhóis, uma vez que parte do dinheiro do Green Comm vinha da Itália e não estaria nada barato sustentar duas equipes na competição.

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