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Posts com Tag ‘Circuito de Santa Catarina’

Circuito de Florianópolis marca a volta de Eduardo Souza Ramos à vela e o sucesso da classe C30

Gabriel Heusi registrou a volta discreta de Souza Ramos às regatas brasileiras

Gabriel Heusi registrou a volta discreta de Souza Ramos às regatas brasileiras

O Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, realizado entre o último sábado, dia 8, e esta terça-feira, dia 11, em Florianópolis, consolida a Classe C30 como o grande acerto da vela oceânica desportiva brasileira. Dos 27 barcos inscritos, nove eram os “puros-sangues” Carabelli 30, e foram as disputas acirradas na raia entre estes barcos que monopolizaram as conversas entre os velejadores de todas as classes presentes na competição. 

Além do espetáculo durante as regatas, a Classe foi brindada com o retorno para as disputas do experiente e veterano velejador Eduardo Souza Ramos, um dos maiores incentivadores do esporte no país que há um ano e meio havia anunciado sua retirada das linhas de largada.

Souza Ramos comandou em Florianópolis o + Realizado, barco de Ilhabela que recebeu o nome de Phoenix Little na ficha de inscrição, uma referência à extensa linhagem de barcos de sua propriedade que levavam o nome Phoenix. Sua tripulação contou com muitos dos tripulantes que há anos o acompanhavam bordo de seus veleiros, entre eles André Fonseca, o Bochecha, profundo conhecedor do barco e das raias da Ilha de Santa Catarina.

O vencedor do Circuito na Classe foi o veleiro Katana, do comandante Fábio Fillipon, que interrompeu a invencibilidade do Loyal, de Marcelo Massa, o bicho papão que havia vencido todas as competições em que participou desde o seu lançamento na água, em 2011.

“Ganhamos na largada”, diz o comandante catarinense que entrou na última regata com sete pontos perdidos. “Perdemos na largada”, admite o trimer do Loyal, Beto Paradeda, que entrou na raia com dois pontos de vantagem sobre o campeão.

Todas as seis regatas do Circuito foram disputadas sob ventos Nordeste de média a forte intensidade, água limpa, sol forte e céu azul. A briga entre os três primeiros colocados na competição começou já no primeiro dia de provas. Após as 35 milhas e quase quatro horas da regata longa, que teve como marcas de percurso as ilhas do Arvoredo, Mata-Fome e do Francês, nas costas Norte e Leste da Ilha de Santa Catarina, o Katana livrou apenas 32 segundos de vantagem sobre o Loyal, que por sua vez, chegou somente 35 segundos na frente do Phoenix Little.

A série de cinco regatas barla-sota começou no domingo com a realização de duas provas, ambas vencidas pelo Loyal. O Katana largou escapado na primeira e terminou a segunda em terceiro lugar.  Phoenix Little fez um segundo e um quinto e, correndo por fora, Caballo Loco, de Mauro Dottori, ficou em segundo e terceiro nas duas regatas técnicas realizadas sob ventos acima dos 15 nós.

Barracuda fez dois quartos, Caiçara/Porche ficou com um quinto e um sétimo lugares e a tripulação do Zeus Tean, de Inácio Vandressen, ainda se adaptando com as regulagens ideais das velas recebidas na véspera da competição, ficou em sexto nas duas regatas. Kaikais e Corta Vento fecharam as raias do dia se alternando nas duas últimas posições.

Os resultados das duas regatas de segunda-feira, disputadas sob ventos soprando entre 8 e 12 nós, fizeram com o que o Loyal entrasse na última regata da séria, terça-feira, com dois pontos de vantagem sobre o Katana e cinco sobre Phoenix Little.

O vento esperado para o meio dia, horário definido para a largada, chegou depois da uma e meia da tarde. A espera dos velejadores foi sob temperaturas acima de 35 graus. Na véspera, enquanto Marcelo Massa era cumprimentado por mais uma eminente vitória, Fábio Fillippon fazia questão de dizer que ainda não havia perdido.

O jogo de marcação do Loyal sobre o Katana começou bem antes da largada, uma verdadeira luta de “gato e rato” que chamou a atenção de Ricardo Navarro, presidente da Comissão de Regatas do Circuito e oficial de regatas da Isaf com algumas olimpíadas no currículo. “É impressionante a evolução técnica dos velejadores da Classe C30. Foram seis regatas, nenhum protesto e apenas uma largada escapada. A pré-largada é um espetáculo como os vistos nas mais importantes regatas do mundo. Os barcos velejam juntos, trocam de posição diversas vezes durante uma prova. A menor mudança de vento é sentida pelos velejadores e corrigida. Qualquer erro custa caro. Eu vejo que o C30 pode vir a ser o futuro da vela oceânica no Brasil, um barco leve, moderno e muito rápido”.

“Nossa intenção era ficar colado a barlavento do Katana e não permitir que ele virasse para a direita, mas eles foram muito rápidos na largada e isto nos custou o campeonato” admite Berto Paradeda, trimer do Loyal. “Eles nos empurraram para a boia, forçamos uma orça em cima da linha e conseguimos colocar o barco deles na nossa linha de vento, obrigando-os a uma cambada. Foi lindo. Fizemos toda a perna pela esquerda e o vento rondou a nosso favor”, comemora Fillippon.

A Flotilha se dividiu, com cinco barcos no bordo da esquerda e quatro à direita da raia. Mas a corrida do Loyal atrás do prejuízo inicial lhe custou mais duas posições e fez a primeira boia também atrás do Zeus, que melhorou o acerto das velas e escolheu o lado esquerdo e Phoenix Little, que sem marcação optou pela velocidade do outro lado da raia.

As cinco pernas seguintes foram nervosas. A tripulação de Eduardo Souza Ramos ultrapassou o barco de Inácio Vandressen na quarta perna, Marcelo Massa levou seu barco para bordos de sotavento bastante orçados em busca de velocidade e Katana, desta vez pelo meio da raia, defendeu a posição com as escotas nos dentes.

Gabriel Heusi viu a comemoração do Katana

Gabriel Heusi viu a comemoração do Katana

Katana cruzou a linha 40 segundos à frente de Phoenix Little, com Zeus Tean, Loyal e Barracuda a menos de 15 segundos de sua popa. Caballo Loco, Caiçara Porche e Corta Vento chegaram no minuto seguinte e Kaikais, sempre envolto com problemas na montagem do balão, precisou de mais quatro minutos para terminar a sua participação no Circuito.

Com oito pontos perdido cada um e empatados em números de vitórias, segundas e terceiras posições, o campeonato foi decidido a favor do Katana pelo fato de ter vencido a ultima regata do campeonato.

Além da classe C30, o Circuito, organizado pelo Iate Clkube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha, foi também o Campeonato Brasileiro de BRA RGS, que contou nove barcos na raia e terminou com a vitória do veleiro Bruxo, de Luiz Carlos Shaefer. A classe

ORC teve sete inscritos e a vitória de Angela Star.  Xamego e Desafio 2 venceram todas as regatas das classes Bico de Proa A (dois inscritos) e Bico de Proa B ( quatro inscritos) e levaram, respectivamente, os títulos em disputa.

Novo presidente da Classe.

Após as regatas de domingo, dia 9, os comandantes de C30 realizaram a reunião anual da Classe e elegeram Mauro Dottori como seu presidente em substituição a Marcelo Massa. Fábio Filippon assumiu a vice-presidência e André Fonseca foi mantido como Diretor Técnico. O campeonato brasileiro da Classe foi confirmado para outubro, em Ilhabela.

“Nossa Classe está consolidada, temos nove barcos velejando e uma regra consistente que garante igualdade e isenção. Agora é levar adiante o trabalho já foi feito até aqui e tentar seu crescimento quantitativo, pois a qualidade não para de crescer”, orgulha-se o presidente eleito.

Resultado final:

1º Katana/Energia –8pp
2º Loyal –8pp
3º Phoenix Little –12 pp
4º Caballo Loco – 20pp
5º Zeus Team – 22pp
6º Barracuda –  24pp
7º Caiçara-Porsche – 32pp
8º Corta Vento – 38pp
9º Kaikias – 42pp

Da assessoria da classe

Em SC,Bruxo, de Luiz Carlos Schaefer, venceu o Brasileiro da classe BRA/RGS. Katana/Energia (SC) levou o título na classe C30 e Angela Star (RJ) venceu na ORC Geral

Veleiro catarinense Bruxo, do comandante Luiz Carlos Schaefer, venceu o Campeonato Brasileiro da classe BRA/RGS. Katana/Energia (SC) levou o título na classe C30 e Angela Star (RJ) venceu na ORC Geral.

Gabriel Heusi registrou o Ângela Star, campeão na ORC

Gabriel Heusi registrou o Ângela Star, campeão na ORC


A IV Semana de Vela de Santa Catarina foi encerrada nesta terça-feira, na sede oceânica do Iate Clube, em Jurerê, com festa para os catarinenses. O Circuito Oceânico foi finalizado em boas condições de vento leste, com intensidade de 10-12 nós (aproximadamente 20km/h) e quem brilhou no Campeonato Brasileiro da classe BRA/RGS foi o veleiro Bruxo (SC), do comandante Luiz Carlos Schaefer. Entre os barcos da ORC, melhor para os cariocas do Angela Star, do comandante Peter Siemsen. Fechando o rol de campeões do evento, o catarinense Katana/Energia, comandado por Fábio Filippon, venceu a disputa mais emocionante da semana na classe C30.

Após onze dias de disputa, a IV Semana de Vela de Santa Catarina ficou marcada pela consistência dos ventos, que sopraram com força durante todos os dias de regatas. Nesta terça-feira, 11, não foi diferente e o desfecho para a competição não poderia ter sido melhor. A última regata do dia foi disputada no formato olímpico e os campeões foram definidos em disputas acirradas.

Na Classe BRA/RGS, o veleiro Bruxo fez uma campanha perfeita e venceu a regata decisiva, vencendo o Campeonato Brasileiro da categoria com extrema categoria. Foram cinco vitórias e apenas um segundo lugar nas seis disputas dentro dos quatro dias de evento de vela oceânica. Em segundo lugar na classificação geral ficou o veleiro Argonauta (SC), seguido pelo Garotilho (SC), terceiro colocado.

Se entre os RGS a disputa foi definida com uma grande vantagem de pontos, na Classe C30 a história foi completamente oposta. A decisão ficou para a regata final e o título foi decidido apenas no desempate. O catarinense Katana/Energia, do capitão Fábio Filippon, venceu a disputa derradeira e igualou-se ao seu principal concorrente – Loyal (SP). Com o mesmo número de vitórias (três para cada), segundos lugares (um de cada) e terceiros (também um para cada), a classificação geral foi definida pela última regata, desta forma os catarinenses puderam comemorar o título. Em terceiro lugar ficou o Phoenix Little (SP).

“O campeonato teve um nível muito alto. Tivemos dentro d´água os melhores competidores da Classe C30. Nossa equipe é formada apenas por amadores e nós amamos isso. Vencer em casa é muito bom, ainda mais quando se compete contra campeões mundiais de várias categorias. Essa vitória foi muito importante”, disse Fábio Filippon.

Encerrando as disputas, o veleiro Angela Star, do comandante Peter Siemsen, venceu o evento, mesmo fechando a regata final em terceiro, a embarcação carioca foi a grande vencedora da etapa, que valeu como 1º evento da Copa Brasil de Vela Oceâno. Na segunda posição ficou o catarinense Flash Best Fellow, seguido de perto pelo Kiron (SC).

Classificação final do Circuito Oceânico de Vela (um descarte)

Classe ORC:
1º Angela Star – 1+1+1+(5)+2+3= 8pp
2º Flash Best Fellow – 3+2+2+1+(3)+2 = 10 pp
3º Kiron – 4+3+(4)+2+1+1 = 11 pp
4º Absoluto – 2+4+3+3+(4)+4 = 16pp
5º Melody 5 – 5+5+(6)+4+5+5= 24pp
6º Bijupirá – 6+6+5+6+6+(8) = 29pp
7º Zing 2 – 7+7+7+7+7+(8) = 35pp

Classe C30:
1º Katana/Energia – 1+(10)+3+2+1+1 = 8pp
2º Loyal – 2+1+1+1+3+(4) = 8pp
3º Phoenix Little – 3+2+(5)+3+2+2 = 12 pp
4º Caballo Loco – 4+3+2+(6)+5+6 = 20pp
5º Zeus Team – 5+(6)+6+4+4+3=22pp
6º Barracuda – (7)+4+4+5+6+5 = 24pp
7º Caiçara-Porsche – 6+5+7+(10)+7+7 = 32pp
8º Corta Vento – 8+7+(9)+7+8 +8= 38pp
9º Kaikias – (9)+8+8+8+9+9 = 42pp

RGS:
1º Bruxo – 1+(2)+1+1+1+1 = 5pp
2º Agronauta – 3+1+3+2+(5)+2 = 11pp
3º Garotilho – 2+3+(4)+4+3+3 = 15pp
4º Nemo – 4+5+7+3+2+(10) = 21pp
5º Massu I – (7)+6+6+5+4+4 = 25pp
6º Ursa Maior 5/ Indigo – (8)+4+5+6+6+5 = 26pp
7º Inaê/Transbrasa – 5+(7)+2+7+7+6 = 27pp
8º Açores III – 6+8+(9)+8+8+8= 38pp
9º Blade Runner – (9)+9+8+9+9+7 = 42pp

É importante ressaltar que o Circuito Oceânico faz parte da IV Semana de Vela de Santa Catarina, sendo válido como 1ª etapa da Copa Brasil de Vela Oceano da ABVO, conforme regras da ORC e BRA/RGS. Além disso, o Campeonato Brasileiro de RGS segue as regras reconhecidas pela ABVO, BRA/RGS e pela CBVela.

A Semana de Vela de Santa Catarina é uma realização do Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha e conta com o apoio da Orsegups, Stella Artois, Casas Moreira, Gamper Náutica, DYF, Lusch Produções, Lifan Fratello,Taikô e Hotel Canasvieiras Internacional. A competição tem a chancela da Confederação Brasileira de Vela.

Da assessoria

Primeira etapa do Brasileiro de C30 começa nesta segunda em Floripa

O Zeus é o caçula da flotilha catarinense

O Zeus é o caçula da flotilha catarinense

A primeira etapa do Campeonato Brasileiro da Classe C30 inicia nesta segunda feira na raia de Jurerê, em Florianópolis, e o campeão será conhecido após a realização de até seis regatas previstas para os quatro dias de competições, sendo uma de percurso e até cinco técnicas. A disputa faz parte da programação do 26º Circuito Oceânico da Ilha de Santa Catarina, organizado pelo Iate Clube de santa Catarina – Veleiros da Ilha. A segunda etapa está programada para julho, em Ilhabela, litoral de São Paulo, durante a Rolex Ilhabela Sailing Week. Participam do evento Barracuda, Kaikias, Corta-Vento, Loyal, Katana e Zeus.

Loyal vence o Circuito de Santa Catarina

A equipe do pequeno 'San Chico', que sempre incomoda os barcos maiores

Terminou neste final de semana o Circuito de Santa Catarina. Com 11 pontos perdidos o título geral da competição ficou com Loyal, de Marcelo Massa. Na RGS o título ficou com o Tigre II. Na classe Bico de Proa A, o campeão foi o Taura, enquanto na B o título ficou com o Ces’t La Vie. Na Multicasco o campeão foi o Verde Amarelo, e na S40 o título ficou com o Crioula.

Leia abaixo o relato da tripulação do San Chico, terceiro colocado geral da classe ORC.

Boa noite a todos, após duas grandes regatas saímos de quarto lugar no geral para terceiro e segundo na classe ORC Int 600.

Hoje tivemos duas regatas barla-sota. Na primeira regata, conseguimos abrir bastante de nossos adversários diretos mas por 11 segundos ficamos em segundo lugar, perdendo para o Katana que hoje resolveu voltar a andar muito e dando muita dificuldade para o Best Felow. O vento era fraco, do quadrante norte a nordeste não superando os 8 nós. Fizemos uma regata impecável mas não foi suficiente para superar o Katana que velejou muito bem.

Já na segunda regata do dia, após uma largada perfeita, com vento bom e muita velocidade velejamos toda a regata muito próxima dos barcos grandes (40.7, First 40 e First 47.7). Velejamos tão bem que os barcos grandes não conseguiam se afastar. Na primeira boia, montamos na frente de quatro barcos bem maiores que nosso Tripp 33. E no final ganhamos esta regata com mais de 2 minutos de vantagem no tempo corrigido. O San Chico contou com a seguinte tripulação: Francisco Freitas(Comandante), Xico Freitas (Timoneiro), Felipe Loss(Navegador), André Warlich(Tática), Rodrigo Rosa(Escotas), Airton Schineider(Adriças) e Marcio Rosa(Proeiro).

O campeonato no geral ficou da seguinte forma:

  1. Loyal 11 pontos perdidos
  2. Best Fellow 14 pontos perdidos
  3. San Chico2 15 pontos perdidos
  4. Katana 17 pontos perdidos
  5. Zeus 17 pontos perdidos
  6. Miragem 27 pontos perdidos
  7. Absoluto 30 pontos perdidos
  8. Angela Star 35 pontos perdidos
  9. Lucky 35 pontos perdidos
  10. Parru First 45 pontos perdidos

Na Classe ORC Int 600 ficou da seguinte forma:

  1. Best Fellow
  2. Sanchico2
  3. Katana

 

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