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Posts com Tag ‘Copa América’

A operação bem sucedida de Franck Cammas

O departamento de cirurgia ortopédica do Hospital Universitário de Nantes, França, operou o velejador francês Franck Cammas, ganhador da VOR em 2012 e detentor do recorde absoluto de volta ao mundo a vela no Maxi-Tri Groupama (48 dias, em 2010).

O velejador que sofreu um acidentes no último dia 30 de novembro, durante o treinamento do Team France para a Copa América de 2017, na baía de Quiberon, Bretanha, França, foi operado em Nantes e passa bem.

O mau tempo para o velejador começou ao ter caído no mar e ser atingido pelo leme do catamarã sobre fólios GC32 na sua perna direita, que ficou gravemente ferida.

Com dupla fratura exposta na parte inferior da tíbia direita, e tendo tido o pé “parcialmente cortado” no acidente, Franck Cammas foi tranquilizado pelos médicos, com a notícia de que não perderá o uso do seu pé.

A reabilitação deste grande da vela, começará em janeiro de 2016. A Equipe deve continuar sem Cammas, e nós continuamos torcendo por sua recuperação.

Fonte: sailingscuttlebutt.com

Franck Cammas tem pé parcialmente separado durante o treinamento, na França, para a Copa América de 2017

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O herói Cammas foi abatido em pleno voo. E mostra o quanto são perigosos os velozes catamarãs sobre fólios. Nossa solidariedade e sorte pra ele!

Ontem o velejador francês Franck Cammas, ganhador da VOR em 2012 e detentor do recorde absoluto de volta ao mundo a vela no Maxi-Tri Groupama (48 dias, em 2010), sofreu um acidente durante o treinamento do Team France para a Copa América de 2017, na baía de Quiberon, Bretanha, França.

Segundo a equipe, o catamarã sobre fólios GC32, estava a todo o vapor, no momento em que Cammas, caído no mar, foi atingido pelo leme na sua perna direita.

De acordo com o jornal francês Le Telegramme, Cammas sofreu uma fratura exposta na parte inferior da tíbia direita, deixando o pé “parcialmente cortado” no acidente. Sua perna direita foi gravemente ferida.
Ainda segundo o jornal, Cammas foi rapidamente resgatado por um barco de apoio e levado para a costa onde foi transportado de helicóptero para um centro cirúrgico em Nantes.

Fonte: http://www.stuff.co.nz/sport/

Resumão de segunda na terça! Copa América, TP52, Match, RC44, HC14, OP, 420, Rio2016, Star, ABVO e mais!

E o time inglês mandou muito bem na estreia dos AC45F.

E o time inglês mandou muito bem na estreia dos AC45F.

Ben Ainslie vence em casa primeiro evento da 35ª Copa América. Azzurra vence Mundial de TP52 em Puerto Portals.

E mais: Juju Senfft e cia. chegam às semis na Nation’s Cup em Vladivostok. Pedro Corrêa e Philipp Essle terminam Mundial de 420 em 7º no Japão. Wild Oats XI é o mais rápido na 48ª Transpac. Martine e Kahena se mantém como primeira do mundo no 49erFX no Ranking da Isaf, Bimba sobe para segundo na RS:X. Terceiro evento da RC44 em 2015 começou hoje em Marstrand, na Suécia. Wave Muscat vence 5º Ato da eXtreme Sailing Series em Hamburgo. Spindrift vence 38º Tour de France a la Voile nos novos trimarãs Diam 24. Mais de 70 joias velejaram em Cowes na Semana de Clássicos Britânica. Regata BRB de vela adaptada agitou Brasília. Diego Monteiro fica em 7º no Mundial de HC14 na Itália. Brasucas no Europeu de OP na Inglaterra.

Agenda: Circuito Rio. Aquece Rio: Evento-teste de Vela do Rio 2016. Concurso de fotos da ABVO. 7º Distrito de Star em Brasília. 

Vídeos: #SAL. Belos 12M em regata. What is Sailing.

#ihdeumerda: Vídeo-compilação de batidas. 

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga, modulando da antiga Tcheco-Eslováquia (prefiro a segunda…), circulando por aí no circuito Praga-Bratislava com a bela mamãe do meu futuro bebê, cuja barriga, nesta altura, já é bem maior que a minha, vamos atualizando o dileto leitor com o que de melhor rolou no planetinha Vela nestes dias pós pan-americanos.

Comecemos pela Copa América porque a coisa toda começou e já vale pontos para 2017.

Copa América – A sempre polêmica, bela e mega disputada Copa América (ou America’s Cup para os anglófilos) começou de novo! E já está valendo! O pior, ou melhor, é que é a mais pura verdade! Nas águas de Portsmouth, no sul da Inglaterra, a Louis Vuitton America’s Cup World Series (ufa!) teve se primeiro capítulo escrito neste final de semana. E o resultado já conta pontos para a disputa final de 2017 segundo o novo formato da disputa (que explico mais à frente). E o personagem principal foi o herói local, Sir Carlos Benedito Ainslie, ou Ben Ainslie para os íntimos ou ainda Charles Benedict, quando a mãe lhe queria dar uma bronca… Charles Benedict, come here!!

O fato é que o Beneditinho da Sra. Aisnlie, o maior medalhista olímpico da vela mundial com 5 condecorações (como Torben e Robert!), sendo 4 de ouro, teve a honra e o prazer de estrear vencendo na secular Copa América, que nasceu em 1851 ali mesmo, no Solent, em redor da ilha de Wight. Como diria Oswald de Andrade, o Rei da Vela…

Com um primeiro e um segundo nas regatas do sábado, na flotilha de seis AC45F, os catamarãs da disputa passada envenenados com os indefectíveis fólios voadores, o Land Rover BAR levou a melhor quando os ventos de mais de 30 nós e muito mar cancelaram as  provas do domingo. Na cola deles, com um impressionante terceiro e uma vitória na sua estreia como timoneiro na Copa América, o jovem fenômeno neozelandês Peter Burling (que não perde um evento de 49er há mais de 3 anos) levou o Emirates Team New Zealand ao vice-campeonato. Em terceiro veio o defensor da Copa, Oracle Team USA, seguido, pela ordem, por: Groupama Team FranceSoftbank Team Japan e Artemis Racing.

Com os novos AC45 voando sobre os fólios e produzindo imagens sempre espetaculares, o público nas arquibancadas de Portsmouth vibrou muito com a regatas. Agora a galera toda se reúne de novo no final de agosto em Gotemburgo, na Suécia, para a segunda etapa de 2015 que termina nas Bermudas em outubro, local que em 2017 vai abrigar a disputa da copa propriamente dita. E para chegar até lá o caminho é longo.

Primeiro vem a LVACWS, em 2015 e 2016, que dá ao vencedor e ao vice dois e um ponto extra, respectivamente, para a série qualificatória (AC Qualifiers) que conta também com o defensor (Oracle) e será disputada em dois Round Robins (todos contra todos). Os quatro primeiros desafiantes melhor classificados nas qualificatórias disputam as semifinais e finais da série de desafiantes para definir que será o desafiante da disputa da copa contra o Oracle. Detalhe que quem ganhar a série qualificatória (seja o defensor ou um desafiante que, depois, acabe indo para o match final) já entra na 35ª disputa pela copa da escuna América com um ponto de vantagem. No fim, quem fizer sete pontos primeiro (cada vitória vale um), leva a Auld Mug pra casa. Veremos!!

TP52 – Os sempre mega profissionais, tecnológicos e ultra bem velejados TP52 disputaram o seu mundial em Maiorca, no Mediterrâneo. Com sede na marina de Puerto Portals, depois de sete anos ausente, a flotilha dos monocascos mais técnicos do planeta fez jus à fama de boas regatas e boa social também.

Por lá 12 times se bateram pelo prestigiado título que ficou com a tripulação ítalo-argentina (bem mais argentina que ítalo) do Azzurra. Com Guille Parada no leme e Vasco Vascotto na tática o barco do Yacht Club Costa Smeralda foi o mais regular e embora só tenha vencido uma das 10 regatas jamais chegou depois do 7º lugar. O mesmo não se pode dizer do resto da flotilha que provou porque a classe é o que é, uma pedreira. Dos 12 barcos presentes, 6 venceram regatas e apenas 5 não tiveram um último lugar em alguma das provas (sendo que outros dois tiveram um penúltimo ao menos).

O triplo empate entre o terceiro, quarto e quinto, todos com 56 pontos, mostra como foi parelha a disputa. Nos representando em alto estilo – chegaram a estar em terceiro geral no meio do campeonato – o Phoenix de Eduardo Souza Ramas acabou em nono geral na flotilha de feras. O vice-campeão foi o alemão Platoon e o terceiro foi o Provezza (empatado em pontos com o 4º, Alegre, e o 5º, Rán). O campeão do ano passado Quantum Racing amargou um último lugar na última prova e com 57 pontos, um a mais que o terceiro (e o quarto e quinto), ficou fora do pódio. Dureza!! De todo modo, depois de 3 eventos da 52 Super Series eles estão em terceiro geral atrás do também americano Sled e do novo campeão mundial Azzurra entre 14 barcos no total. Para fechar o ano falta ainda a Copa do Rei, agora em agosto e a Copa de Cascais em setembro. Quem viver verá!!

Resultado final:

  1. Azzurra, ITA (Pablo & Alberto Roemmers ARG)  (2,7,2,3,2,1,5,3,5,6) 36pts
  2. Platoon, GER (Harm Müller-Spreer GER) (1,5,6,12,8,3,1,6,7,1) 50pts
  3. Provezza, TUR (Ergin Imre TUR) (11,6,1,1,10,7,6,8,1,5) 56pts
  4. Alegre, GBR (Andres Soriano USA) (7,2,7,10,1,6,3,10,2,8) 56pts
  5. Rán Racing, SWE (Niklas Zennström SWE) (5,4,5,6,11,10,2,1,10,2) 56pts
  6. Quantum Racing, USA (Doug DeVos USA) (3,11,3,9,3,4,4,2,6,12) 57pts
  7. Sled, USA (Takashi Okura JPN) (6,1,12,7,7,8,7,4,3,3) 58pts
  8. Bronenosec, RUS (Vladimir Liubomirov RUS) (9,3,10,2,5,2,10,5,11,11) 68pts
  9. Phoenix, BRA, (Eduardo de Souza Ramos BRA) (4,12,4,4,4,12,9,9,9,4) 71pts
  10. Paprec FRA (Jean-Luc Petithuguenin FRA) (10,9,11,8,9,5,12,12,4,9) 89pts
  11. Gladiator, GBR (Tony Langley GBR) (DNF/13,10,9,5,6,11,8,11,12,7) 92pts
  12. Xio/Hurakan, ITA (Guiseppe Parodi ITA) (8,8,8,11,12,9,11,7,8,10) 92pts

E o vídeo final do espetáculo: http://bit.ly/TPWld_2015Fin

 

Os Russos estão em todas! Mas em poucas estão na frente. A RC44 é uma delas.

Os Russos estão em todas! Mas em poucas estão na frente. A RC44 é uma delas.

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

**  Começou hoje em Marstrand, na Suécia, o terceiro evento do ano da RC44. E no dia que nasceu cinza e terminou brilhante no verão quase setentrional os russos do Bronenosec Sailing Team levaram a melhor no Match Racing e lideram a série geral da categoria em 2015. Amanhã teremos regatas em flotilha e o papo deve ser outro. Saberemos em breve!

**   Essa é pros jogadores de War… Em Vladivostok, na Rússia (quase Japão), terminou no domingo (19) a brnde final da ISAF Nations Cup. A bordo dos Platu 25 entre as cinco equipes femininas o time americano de Nicole Breault venceu. Nas semifinais, a equipe americana ganhou de 3 a 1 da brasileira, comandada por Juju Senfft (com Tati Almeida, Luciana Kopschitz e Larissa Juk) – campeã em 2013 -, e foi para a final contra o time francês, de Pauline Courtois, que também havia vencido a semifinal por 3 a 1 da equipe de Jovina Choo, da Cingapura. A disputa pela terceira colocação ficou entre as brasileiras e elas, mas nossas gatas perderam de 2 a 0 e ficaram com a quarta colocação. Foi o (con)fuso que atrapalhou…

**  Ainda em Vladivostok… A vitória entre os homens (na real, Open) foi da equipe local, comandada por Vladimir Lypavskiy, que teve nove barcos na briga. Com os resultados, os times de Vladimir Lypavskiy e de Nicole Breault foram convidados a defender seus títulos em 2017. Justo, muito justo!

**  E lá pelas bandas do Japão também rolou o Mundial de 420. Pedro Corrêa e Philipp Essle ficaram em 7º geral. Parabéns!! Entre os menores de 17 anos, em 5º terminaram André Fiuza e Stephan Kunath. E entre as moças, Olivia Belda e Marina Arndt, ficaram em 24º de 60 barcos. Todas duplas do YCSA/Audi. Eric Belda e Rodrigo Dabus também do YCSA finalizaram em 30º de 72 duplas. fechando nossa participação no outro lado do mundo, em 40º ficaram Thiago Ribas e Erik Hoffmann do Veleiros do Sul. Todos mandaram muito bem! E nos enchem de esperança para o futuro!

**  Embora boa parte da flotilha ainda esteja velejando, a 48ª Transpac, a regata que une Los Angeles a Honolulu e é uma das joias da coroa da vela de altura mundial, já produz seus vencedores. O barco a fazer o percurso de 2.250 milhas (na reta) em menor tempo (6d:10h:37m:02s) foi o velho e bom vencedor de tantas Sydney-Hobarts, Wild Oats XI, sob comando de Roy Disney (em sua 21ª Transpac…), mas com o dono de 87 anos, Bob Oatley, esperando no píer. O tradicional troféu Barn Door foi para o Rio 100, barco só com força humana a completara prova em menor tempo (7d:05h:34m:07s). Entre os multicascos, o mais rápido foi o Gunboat 66 Extreme H2O (7d:19h:25m:37s), mas o Gunboat 66 Phaedo venceu no corrigido. Um dia ainda corro uma dessas… Vambora?!

**  A Isaf divulgou seus novos rankings e as novas são boas para Pindorama. Martine Grael e Kahena Kunze, campeãs mundiais de 49erFX e velejadoras do ano da Isaf, com a prata no Pan de Toronto, mantiveram o primeiro lugar no ranking mundial da classe. Uhuu!!

**  Ainda ranqueando… E nosso buziano Bimba, com seu quarto ouro pan-americano subiu de 7º para segundo melhor do mundo na RS:X masculina. Merece!!

**  Em Hamburgo, na Alemanha, o 5º ato de 2015 da eXtreme Sailing Series, o evento que praticamente invetou a vela de estádio, hoje copiada e enaltecida mundo afora, teve um vencedor bem conhecido, Leigh McMillan e seu The Wave Muscat. Novidade… Esses caras ganham tudo! E as regatas do circuito são sempre “de lo extremo carajo” como diria um amigo hispano! Que volte logo ao Brasil! Mesmo porque preciso defender aquele cachê de locutor novamente… Venhaaa!!

**  Por falar em vela de estádio… O renovado Tour de France a La Voile emprestou o conceito em sua 38ª edição e ainda acrescentou pimenta com os novos trimarãs Diam 24. No fim, neste domingo, os 28 times, após nove etapas que foram de Dunquerque a Nice (do Atlântico pro Med vão por terra…) protagonizaram uma bela disputa que teve o Spindrift, de Xavier Revil como grande vencedor. Trés bien!!

**  E em Cowes, na Inglaterra, o papo foi outro. Barcos mais lentos, mas não menos espetaculares. A Panerai British Classic Week terminou com a impressionante marca de mais de 70 veleiros clássicos, verdadeiras joias dos mares, a maioria impecáveis e com quase ou mais de 100 anos de águas sob as quilhas, disputando, muito a sério, as regatas. Um show de beleza e marinharia digno dos áureos tempos dos barcos de madeira e homens de ferro!

**  Já em Brasília, na praia da Vela Adaptada, o trabalho de Mauro Osório e companhia continua rendendo frutos. A Regata BRB foi um sucesso e a flotilha, em breve, contará com 18 barcos da classe Hansa (especial para os paratletas) e mais 10 “convencionais” adaptados para os velejadores especiais. Bonito!! Sucesso a todos!!

**  Em tempo… A Federação Brasiliense de Vela Adaptada, vinculada ao Comitê Paralímpico Brasileiro e à Confederação Brasileira de Vela Adaptada, oferece aulas gratuitas, realizadas no Cota Mil Iate Clube, para alunos com qualquer tipo de limitação intelectual ou física. Para saber mais é só ir à secretaria do clube, ou ligar para (61) 3225-4489.

**  Terminou no lago de Garda, na Itália, o Mundial de Hobie Cat 14. E na flotilha de 35 barcos o Brasil teve seus dois únicos representantes entre os dez primeiros. Diego Monteiro, da Paraíba (ICPB), foi o 7º e Adam Mayerle, de Joinville (JIC), foi o 9º. Bom!!!

**  Por fim, mais brasucas nas zorópias… E pequenos… No Europeu de Optimist, no noroeste da Inglaterra, na península de Lleyn, a flotilha mirim tupiniquim esteve bem representada. Foram os quatro valetes e uma dama. Diogo Zabeu com o 41º geral, de 159 competidores, foi o melhor dos meninos daqui e Daniela Luz ficou em 33º de 97 meninas. Experiência fundamental! O lance é competir, mas se divertir também!

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

**  Não custa repetir… Vem aí o Circuito Rio! No dia 26 de outubro acontece a 65ª Regata Santos-Rio e de 30/10 a 02/11 o circuito no ICRJ. As inscrições até 1º de outubro têm bons descontos. Não perca!!

**  De 15 a 22 de agosto rola o último evento-teste de vela nas (sempre polêmicas) raias do Rio 2016. Se repetir o que rolou ano passado vai ser sucesso total. Vale a pena conferir os melhores velejadores olímpicos do planeta se preparando para os jogos!

**  Ainda dá tempo de participar do concurso de fotos da ABVO. Envie suas fotos até o dia 31/07 e veja seu barco no site e nas redes sociais da Associação. Mais infos em www.abvo.org.br

**  E a partir de quinta-feira rola a mais importante competição da classe Star do calendário nacional (mais até que o próprio brasileiro da classe), o  Campeonato do 7º Distrito, no Iate Clube de Brasília. Lars Grael e Samuca Gonçalves; Dino Pascolato e Maguila; Maurício Buenoe Mosqueira; Fred e Tinha; Admar e Xande; Guilherme “Xabi” Raulino e Alexandre Kronenberger; Marcelo Fuchs e Rony Seifert e Bibão e Baleia já confirmaram presença. Só feras! Ainda dá tempo de participar! Alô estrelas do Paranoá!!

(\_~~ (\_ Vídeos (\_~~ ~ (\_

**  Os sempre belos classe 12M, que durante décadas foram os barcos da Copa América, continuam a encantar. Confira neste vídeo da Newport Regatta 2015. Demais! http://bit.ly/12M_Newport

**  Mais um episódio do já clássico da vela #SAL. Não perca! http://bit.ly/SAL_19

**  Vídeo muito legas e até poético sobre o que é a vela. Vale ver! http://bit.ly/What_sail

(\_~~ (\_ #IHDEUMERDA  (\_~~ ~ (\_

Este é um #ihdeumerda audiovisual… Muito bom! Clique aqui e veja: http://bit.ly/IhDeuM_1

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(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“A perseverança é a mãe da boa sorte.” De Miguel de Cervantes, o pai de Quixote 

Fui!! Órfão…

Murillo Novaes

 

 

Resumão de quinta de um jornalista idem: VOR, STAR, Búzios, Sofia, 420, Snipe, Copa América e mais.

Elas chegaram! E foi bonita a festa ó pá!

Elas chegaram! E foi bonita a festa ó pá!

VOR agita Itajaí. BSW agita Búzios. Star agita Guarapiranga.

E mais: Dante e Thomas são 3º no 49er em Palma. Corbela e Marin em 3º em Barcelona. Palavras duras na Copa América. Floripa pronta para mundial de S40. Brasucas no pódio do SulAm de 420. Termina SulAm de Snipe na Argentina, Luis Soubie/Diego Lypszyc vencem.

Agenda: 101 do Rio Sailing; Copa YCP e 1º Brasileiro de 29er em SP

Vídeos: VOR no Mar Brasil; Final do Star na Garapiranga e #SAL com Bukowski

Boa tarde querido amigo e mais que querida amiga, transmitindo direto do covil itajaiense, onde, como você sabe, a vida é mais extrema, vamos, desde já, agradecendo novamente (puxa saco!) à organização a oportunidade que este manza tem de novamente ser o MC/Locutor/Tradutor oficial da VOR no Brasil e apresentar a coisa toda para esta multidão catarinense que comparece em peso às cerimônias na vila da regata. No domingo, foram 22 mil pessoas… Tava bonito!

Sem mais delongas, já que no Brasil a procrastinação parece ser esporte nacional, vamos direto aos heróis do oceano que aqui chegaram neste Itajaí-Açu de águas ora gentis.

VOR – A regata de volta ao mundo, como você já leu no último resumito, fez-se em mares (e rio) catarinenses. O cara que parece ter mais ganas de inscrever o nome no anel prateado do troféu da regata, Ian Walker, e sua galera no Abu Dhabi chegaram em primeiro. Nosso novo herói nacional e futuro vereador, se quiser, de qualquer cidade do estado, André “Bochecha” Fonseca, veio timoneando o MAPFRE para ser segundo. Os novatos americanos, de patrocínio turco, Alvimedica, fecharam o pódio e o gente boa e veterano de seis edições Bouwe Bekking e seu Brunel cruzaram metros atrás (incrível!!) em quarto.

Anteontem (terça) foi a vez das gatas (umas sim, outras nem tanto…) do SCA chegarem para as caipirinhas e a sequência de camarão. Com dois jaibes chineses que lhes custaram a perda do FRO, o balão assimétrico fracionado que é a maior vela de proa e puxa bem os VO65, e duas colisões com OFNIs (objetos flutuantes não identificados) no currículo da quinta perna, entre outros perrengues, as moças merecem todo nosso respeito também. E convenhamos, chegar com o barco e tripula inteiros enquanto dois outros times não o fizeram é um ponto a se considerar também. Para ganhar é preciso chegar, diz um dos lemas da regata. Fora o oceano austral, o Horn e tudo mais que se interpôs entre Auckland e este porto catarina. Mandaram bem!

E por falar nos que não vieram ainda, o Vestas já voltou a ser um barco. Isso mesmo. No estaleiro Persico, em Bergamo, na Itália, o combalido veleiro que deu um cavalo e pau nos recifes de Cargados Carajos (adorooo!), no Índico, já teve seu reformado casco e convés postos juntos novamente. Tudo parece correr bem para a reestreia lisboeta. A ver!

Outro que corre contra o tempo é o sino-gaulês Dongfeng. Os caras estão motorando e velejando costa acima e a ainda a 1000 milhas de Itajaí. Se der tudo certo, chegam na segunda-feira. Dia que em que, possivelmente, chegará também o mastro novo que, além de voar de Amsterdã para São Paulo, precisa ser liberado na alfândega antes de passear de caminhão até Santa Catarina. Que os deuses da bur(r)ocracia estejam de bom humor!

Com o fim desta quinta perna a liderança do Abu Dhabi agora é mais folgada, já que os caras que estavam empatados com eles na tabela tiveram a desventura de quebrar o mastro. Sendo assim, na súmula geral vê-se o seguinte agora: Abu Dhabi em primeiro com 9 pontos, o Dongfeng permanece em segundo com 16pts; em seguida estão Brunel (3º) e MAPFRE (4º) com 18pts, o Alvimedica vem em quinto com 19pts e fechando a tabela estão SCA com 29pts e Vestas com 36pts.

Para saber tudo da regata dê seu clique em http://bit.ly/VOR_14_15 e divirta-se!

Na foto do Balaio vemos Lars a caminho do seu sexto brasileiro de Star com o auxílio sempre luxuoso de Samuca Gonçalves. São os caras!

Na foto do Balaio vemos Lars a caminho do seu sexto brasileiro de Star com o auxílio sempre luxuoso de Samuca Gonçalves. São os caras!

Star – A classe das estrelas fez um dos maiores e melhores campeonatos brasileiros dos últimos tempos na represa (cheia!) de Guarapiranga em São Paulo. Experiente e perspicaz, Lars Grael mostrou na raia do Yacht Club Paulista porque ainda é um dos principais ícones da vela brasileira. Junto com o proeiro Samuel Gonçalves conquistou seu sexto título do Campeonato Brasileiro de Star. Favorito desde que colocou o “Come Together” contra os outros 23 barcos da raia, Lars e Samuca mostraram que sabiam das dificuldades e do nível da galera e deram o melhor.

“A competição foi uma das mais equilibradas de todos os tempos. Foram mais de 20 barcos correndo e uma disputa excelente. A nova geração está em alto nível e eles estão se somando aos demais, trazendo um grande impulso para a classe”, contou Lars, que agora está à uma conquista do irmão, Torben Grael, maior vencedor da classe com sete ouros no Brasileiro.

No pódio, ao lado de Lars e Samuel, nada menos do que outro medalhista olímpico. Bruno Prada e o timoneiro Alexandre Paradeda – ouro pan-americano de Snipe – terminaram o Brasileiro de Star na segunda colocação, seguidos por Alessandro “Dino” Pascolato e Henry Boening, na terceira.

Acostumado a correr de Snipe, Xandi Paradeda não poderia ter saído mais satisfeito com sua estreia na classe. “Correr com o Bruno e contra feras como o Lars, Conrad, entre outros, foi realmente uma experiência muito boa proporcionada pela Star”.

“O Lars mostrou muita superioridade, andando bem, com folga. Não é nada fácil chegar nesse nível e ele sempre surpreende”, afirmou Dino Pascolato, do MIISCCA, terceiro colocado na classificação geral.

Mesmo fora do programa olímpico, a classe Star mostrou por que é uma das mais prestigiadas da vela nacional. A competição contou com a presença de campeões mundiais, pan-americanos e medalhistas olímpicos, além de velejadores de outras modalidades iniciando sua experiência na classe e, claro, da nova geração, que busca aprender e se firmar no barco.

“Há muito tempo não velejo uma regata tão bem feita. Conseguimos reunir uma grande qualidade técnica entre os participantes e acho que nunca tivemos uma entrega para o patrocinador tão bem feita como esta. O conceito aplicado ao evento está super adequado”, contou Marcelo Bellotti, do F7 Ser Glass.

Para Marcelo Sansone, organizador do evento, o apoio de todos os envolvidos foi essencial para realização de um campeonato de alto nível. “O campeonato teve uma excelente qualidade técnica e uma competição muito acirrada entre os melhores velejadores do Brasil, se não do mundo. Agradeço muito todos os apoiadores do campeonato. O ano que vem esperamos todos no 7º Distrito em São Paulo”.

Mario Buckup, o campeão grão mestre exaltado da parada, mandou um plá para o resumão também: “Foi com prazer que participei do campeonato brasileiro da classe star 2015, no Yacht Club Paulista, com uma grande ajuda do meu tripulante Caio Prado, do meu amigo Robert Rittscher que me emprestou o seu 2º star (um Folli “BRA 7400” de primeira classe!) e de todos participantes que me deram muitas dicas! Meu pai teve um Star há muito tempo, depois velejei um campeonato brasileiro na proa do Eduardo Souza Ramos, há alguns anos. O star ficou mais técnico e prazeroso de velejar. No contravento tem mais regulagens e qualquer mexidinha faz grande diferença, tanto que as vezes éramos super rápidos e as vezes lentos e/ou sem ângulo de orça. No popa o Star bem tocado é um ‘avião’.

Igual a todas as outras classes de barco que velejei, o ‘tunning guide’ da North Sails é fundamental, pois te dá a certeza que o barco está regulado, pelo menos, igual à maioria. Parabéns ao Lars, Xandi, Dino, Marcelo e todos que têm deixado a vela brasileira no topo das listas de campeonatos internacionais em várias classes como Star, Snipe, Lighnting, J/24, J/70, Finn, 49er e muitas mais, tanto que quando velejo no exterior, muitos velejadores de fora me perguntam como o brasil pode ter tão bons resultados com tão poucos velejadores, relativamente!? Vamos continuar assim…!!!!”. sem dúvida Mario! Que Mario?!…

Além dos três primeiros colocados no Geral, foram premiados no Brasileiro de Star 2015:

Categoria B (estreantes na classe)
1º – Iago Whately e Henrique Cabette
2º – Patrick Woodyatt e Rogério Barbato
3º – Luis F. Mosquera e Roberto Freire

Categoria Master
Marcelo Fuchs e Ronald Seifert (Clementine)

Categoria Grand Master+ Exalted
Mario Buckup e Caio H. Prado

Black Star (Barco mais antigo)
Marco Szili e Marlyn Nigri

Confira a classificação final após três dias de regata (Top10):
1º – Lars Grael e Samuel Gonçalves (Come Together) – 8474
2º – Alexandre Paradeda e Bruno Prada (Al Hammed) – 8391
3º – Alessandro Pascolato e Henry Boening (MIISCA) – 8494
4º – Marcelo Fuchs e Ronald Seifert (Clementine) – 8398
5º – Marcelo Bellotti e Marco Lagoa (F7 SER Glass) – 8390
6º – Fabio Brugioni e Marcelo Sansone (Team Wine) – 8468
7º – Fabio Bodra e Arthur Lopes (TatiTatao) – 8337
8º – Admar Gonzaga Neto e Alexandre Freitas (Maricota) – 8477
9º – Maurício Bueno e Cristiano Ruschmann (DDL) – 7441
10º – Robert Rittscher e Carlos Rittscher (Born Free) – 8300

Saravah, meu pai! O barco do ICAB não frequentou o pódio de 2015 em Búzios, mas embelezou o dia nem tanto.

Saravah, meu pai! O barco do ICAB não frequentou o pódio de 2015 em Búzios, mas embelezou o dia nem tanto.

Búzios – Mais uma vez, a Búzios Sailing Week agitou a Semana Santa no sempre acolhedor e charmoso Iate Clube Armação de Búzios. Antes de vir para o sul estive lá na abertura e como sempre, a recepção do Comodoro Alain foi irretocável: um concorrido coquetel na véspera do evento, o já tradicional churrasco da quinta feira e uma peixada para santo nenhum botar defeito na Sexta-feira Santa.

Na água, foram 5 regatas ao longo dos 3 dias de campeonato com ventos mais fracos do que o habitual, entre 8 e 15 nós, o que é incomum para Búzios. Ainda assim, muitas disputas entre os barcos cariocas mais competitivos da atualidade, com destaque para o Magia V de Torben Grael, que faturou na ORC, contra 12 barcos, o Maestrale II, do Almte. Casaes, derrotando seus 11 concorrentes na IRC e o Mahalo, que dominou a série na BRA-RGS.

Destaque também para a participação da tripulação paulista do Inaê-Transbrasa, do Yacht Club de Ihabela que veio até Búzios testar forças com a nata local e para a Escola Naval e o Colégio Naval que mais uma vez foram em peso prestigiar este belo evento.

Este ano, a Búzios Sailing Week teve o patrocínio da Prefeitura de Armação Dos Búzios, da Privilège, do Captain’s Buffet e da Silk Beach Club. Além disso, contou com o apoio da Raquel Abdu – Assessoria e Cerimonial, da FEVERJ e da ABVO. Olha o mole total!! Viva Búzios!! Ano que vem não perco!!

Dante e Lowba andaram muito na Maiorca. Bronze merecido e muito comemorado!

Dante e Lowba andaram muito na Maiorca. Bronze merecido e muito comemorado!

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

** A princesa acabou… Terminou em Palma o tradicional Troféu Princesa Sofia. No fim, a esquadra brasuca acabou fazendo 3 medal races e chegando a um pódio: a dupla Dante Bianchi e Thomas Lowbeer, no 49er, levou o bronze mediterrâneo para o ICRJ. Uhuu! As gatas Martine Grael e Kahena Kunze, em 4º, e Fernanda Oliveira e Ana Barbacham, em 5º, também fizeram bonito em águas hispânicas. Parabéns!!

** Por falar em pódio e por falar em Espanha, a festa de premiação da Barcelona World Race já tem os três degraus definidos. Ana Corbela e Gerard Marin, no GAES, cruzaram a linha catalã em terceiro lugar na volta ao mundo em duplas sem escalas e sem assistência. Foi dureza!!

** E por falar em dureza… A coisa ficou triste para os velejadores paralímpicos. Mesmo com a gestão do presidente da ISAF junto ao IPC, o Comitê Paralímpico Internacional, a vela está mesmo de fora do Jogos de Tóquio em 2020. Entretanto, com a fusão do IFDS, que cuidava da vela paraolímpica, coma própria ISAF o IPC abriu a possibilidade de reinclusão em 2024. De todo modo, a ISAF ainda luta por qualquer brecha para colocar os barcos paralímpicos na baía de Tóquio. Tomara!!

** E já que estamos na tristeza… A Copa América, mais uma vez, mostra que polêmica e viradas de mesa são tão intensas quanto as regatas que disputam a Auld Mug desde 1851. O imbróglio da mudança de classe da AC62 para a AC48 com peças one design, no meio do processo, depois de alguns times investirem milhões em pesquisa e desenvolvimento, continua a gerar a ira de muitos. Agora, além do Luna Rossa/Prada o tradicionalíssimo Team New Zealand ameaça deixar a copa. Caraca!

** Seguindo… Isso sem falar em Bruno Troublé, timoneiro em duas ocasiões e invetor da série de desafiantes Louis Vuitton Cup, que, depois de dizer que há alguns anos os organizadores (leia-se Larry Ellison e Russel Coutts) estão destruindo a tradição e legadi da competição emendou: “O que temos agora é um evento de praia vulgar com cheiro de protetor solar e batatas fritas. Esta não é definitivamente a Copa América.” Complicado!!

** Floripa já cheira a S40. Desde aqui, em Itajaí, já sentimos os ares de vela de alto nível que sopram direto de Jurerê. O ICSC já está cheio de velejadores e com praticamente todos os barcos que vão disputar, de 12 e 16 de abril, o mundial de Soto40. Com 10 regatas previstas, a competição reunirá grandes nomes da vela planetária, que juntos somam 15 medalhas olímpicas e mais de 20 títulos mundiais. “A nata do esporte participará dessa competição, o que por si só já torna o evento especial. Podemos esperar regatas bastante disputadas”, adianta o comandante chileno Horácio Paves, do veleiro Mitsubishi Motors. Eu tenho certeza!! E vou ver! Uhuu!

** Terminou o SulAm de 420 no Club Nautico San Isidro, em Buenos Aires. Entre os 28 barcos participantes o pódio teve duas duplas brasucas. No final, Felipe Diniz e Ivan Aranguren, do Yacht Club Argentino foram os grandes campeões. Mas na cola vieram Tiago Brito e Andrei Kneipp, do Clube dos Jangadeiros, e Leonardo Lombardi e Rodrigo Luz, do ICRJ. Bom!! Muito bom!!

** E já que estamos na Argentina… Acabou por lá também, em Mar del Plata, o SulAm de Snipe. Entre os 32 barcos, apenas dois brasileiros e eles foram 5º e 6º no final. A súmula assim ficou: ARG 28701 Luis Soubie/Diego Lypszyc em 1º; ARG 29887 Augusto Amato/Constanza Alvarez em 2º; ARG 29828 Eduardo Fumagallo /Gonzalo Caceres em 3º; BEL 31274 Manu Hens/Victor Perez em 4º; BRA 31195 Gabriel Kieling/Lucas Callate em 5º e BRA 31004 Rafael Gagliotti/Henrique Wisniewski em 6º. Narcejas de Cuba, Equador, Chile e Peru também surfaram no mar do Prata. Legal!!

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

** As classes ORC, IRC, BRA/RGS, Época, Clássicos e Antigos, Bico de Proa, Snipe, Velamar 22, Laser (Standard, Radial e 4.7), Dingue, Monotipos Clássicos e Optimist estão convidadas para a Regata do 101º Aniversário do Rio Yacht Club, no dia 11 de Abril de 2015, este sábado, em Nikiti City. Os barcos e competidores poderão ser inscritos preenchendo o formulário próprio e/ou remetendo via e-mail para: ryc@oi.com.br ou no fax: (21) 2610-5811 ou ainda na secretaria de vela do Rio Yacht Club até às 11:00 do dia 11 de Abril de 2015 ou entregando formulário, já preenchido, no barco da Comissão de Regata até o sinal de atenção do Grupo 1, início de procedimento de largada. Não tem desculpa! Vamos lá galera!!

** O 1º Campeonato Brasileiro de 29er rola de 18 a 21 de abril, no Yacht Club Santo Amaro, na represa Guarapiranga, em São Paulo. Para se inscrever basta clicar no link ao lado: http://bit.ly/YCSA_29erComapreça!!

** Nos próximos dias 11 e 12 de Abril ocorrerá a 3ª etapa da Copa YCP 2015, no Yacht Club Paulista, na Guarapiranga. A Copa YCP será composta de 9 etapas em formato de circuito anual, com premiação em jantar de gala ao final do ano, aos três primeiros colocados (geral) de cada classe. Além da premiação anual, haverá premiação em cada uma das nove etapas. Algumas atrações e novidades da Copa YCP 2015: Largadas em sequência para as classes convidadas; Uso de spare buoy e gate no percurso; Percursos diferentes aos sábados (triangular) e domingos (barla-sota); Descarte de até 25% das regatas que compõem a série anual; Almoço e confraternização aos sábados (de cada etapa) no YCP, antes das regatas, para todas as tripulações (custo coberto pela inscrição); Clínicas rápidas para os velejadores (dicas de táticas de regata e regulagens); Familiares e convidados dos participantes serão bem-vindos aos almoços (pagamento avulso) e ao YCP, inclusive para assistir a saída e retorno dos barcos; Jantar ao final do ano com entrega de prêmios. Clique aqui e faça sua inscrição http://bit.ly/YCP_2015 A festa é boa! As regatas também!!

(\_~~ (\_ Vídeos (\_~~ ~ (\_

** Confira a chegada da última regata do Brasileiro de Star 2015 na Guarapiranga. O ventinho tava bom! http://bit.ly/BraStar2015

** O Mar Brasil, do meu, do seu, do nosso mestre Alexandre Haddad agora é um canal na web e como sou esperto já vou usando os vídeos para deleite dos amigos aqui também. Comecemos com a chegada da Volvo em Itajaí: http://bit.ly/MBr_VOR_Itj

** Mais Mar Brasil e Mais VOR. Confira a chegada de Bochecha em casa. Foi show!! http://bit.ly/MBr_VOR_Bch

** E seguindo sempre em alto nível, o #SAL misturou mar e Bukowski para fazer de um belo poema um belo vídeo. Rolem os dados! Veja em: http://bit.ly/SAL_Bukw

(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“O problema com o mundo é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, enquanto os estúpidos estão cheios de confiança.”  Charles Bukowski

Fui!!! Cheio de confiança…

Murillo Novaes

Será que é hoje? Copa América a até 3 regatas do fim!

A Auld Mug, incrivelmente, corre o risco de continuar morando em São rancisco por um tempo. Quem diria?

A Auld Mug, incrivelmente, corre o risco de continuar morando em São Francisco por um tempo. Quem diria?

Querido amigo e queridíssima amiga, eis que os 162 anos contínuos de história da copa da escuna América resultaram precisamente nesta terça-feira de nosso senhor. E que terça! Com duas regatinhas previstas para hoje (a partir das 17:15 na ESPN+ e no YouTube) e com as possibilidades agora bem divididas entre o defensor OracleUSA e o desafiante Emirates Team New Zealand, esta 34ª copa até que está saindo melhor que a encomenda. Antes de mais nada agradeço à galera da ESPN e ao amigo Marcos Ferrari pela carinhosa menção deste jornalístico manza das letrinhas e dos ventos com direito a elogios ao vivo e até menção do www.murillonovaes.com. Quem tem amigos, tem tudo! Valeu!!

Voltemos à Copa!! Pois é, por lá, na fria baía do seu Francisco das nortenhas califórnias, na cara de Alcatraz que sempre remete a um bom filme, o enredo está tão bom, tão bom, que já surgiram até teorias conspiratórias sobre um acerto comercial entre os times. Não creio nisso. Embora em tempos de Assad químico à solta, embargos infringentes e adstringentes, corrupção globalizada e generalizada mundo afora e capitalismo cada vez mais selvagem, tudo seja possível. Mas o fato é que o TNZ chegou a fazer  8 a 1 e a nona e derradeira vitória que levaria o título para Auckland (ou Wellington, se preferir a capital meeesmo) parecia questão de pouco tempo. Parecia!!

O que se viu depois daquele 8 a 1 no placar- na verdade, 8 a 3 porque os pontos das duas primeiras vitórias do Oracle foram (bem) confiscados pelo júri internacional -, pode entrar para os anais da história (e também nos anais dos torcedores do TNZ. Incluindo este que vos fala…) como uma das maiores viradas de todos os tempos do desporto mundial. Com provas adiadas pelos mais diversos motivos, algumas abandonadas com o kiwis na frente e outros golpes do destino e que tais, o que se passou é que nas cinco regatas que valeram os renascidos americanos venceram todas. Cem porcento de aproveitamento! E mais, somando as duas vitórias confiscadas na tabela, na água empataram tudo com 8 vitórias para cada lado. Incrível! E ainda salvaram nada menos que cinco “match points” seguidos, como mencionei ontem no tuíte. 

A mudança no afterguard do Oracle, com John Kostecki nas docas e Ben Ainslie taticando à bordo, uma sensível melhora nas manobras e a mágica de velejar o contravento também sobre os fólios (coisa que os neozelandeses parece que já aprenderam) surtiram um surpreendente efeito e chegamos a esta nossa falada terça-feira. Agora os americanos estão a três vitórias do triunfo final e os neozelandeses ainda a apenas uma. E com duas regatas previstas, pode ser que hoje a “Auld Mug”, como é carinhosamente chamada a taça presenteada pela rainha Vitória em 1851, mude de mãos ou permaneça pelo menos mais um dia em São Francisco para um eletrizante e absolutamente improvável match final amanhã. E de amanhã não passa meu povo!! Quem viver verá! Fique ligado!!

Fui!!

Murillo Novaes

 

Tuíte por email (e no site): Oracle vence a 5ª seguida!!

Santa madre Kiwi! Oracle vence a primeira de hj,venceu as duas de ontem e está TNZ 8 a 6 agora na Copa América. Oracle salva o 5º “match point” seguido. Incrível!!

Resumito da copa: New Zealand abre 7 a 1, mas Oracle vence duas no finde.

O AC72 "Aotearoa" quase viu tudo ao contrário no sábado. No fim, dos males o menor, apenas perdeu a regata.

O AC72 “Aotearoa” quase viu tudo ao contrário no sábado. No fim, dos males o menor, apenas perdeu a regata.

Olá querido amigo e mais que querida amiga, depois de um final de semana de sonho no Cabo Frio, com velejadinha no ventão de 20 nós, ontem, vamos atualizando as informações sobre a Copa América porque o finde não foi menos intenso e carregado de emoções na baía do seu Francisco.

E não é que o Oracle venceu duas, uma no sábado e outra no domingo e já conta até com um pontinho na tabela que mostra agora 7 a 1 para os neozelandeses (na real, 7 a 3). Lembrando que os americanos tinham que pagar a penitência de duas vitórias (2 pts) porque foram maus meninos e roubaram dos coleguinhas ainda na ACWS, a pré-temporada desta grande ópera éolica.

Vamos de trás para diante. Ontem, no domingão de sol norte-californiano rolaram duas regatinhas. Na primeira, o Oracle, agora manobrando bem melhor e com Ben Ainslie de tático mais inspirado que John Kostecki, venceu de ponta a ponta. O skipper Jimmy Spithill fez uma pré-largada perfeita e montou a primeira boia 4 segundos à frente. Depois fugiu do adversário, ganhando tempo em cada perna do percurso com ânimo renovado depois da vitória na única regata do dia anterior (sábado) quando o TNZ quase capotou e ele ultrapassou.

No entanto, o show viria na segunda prova do domingo, no que pode se classificar como uma das regatas mais interessantes de toda a Copa. Aquilo que se prometera sobre esta 34ª disputa foi entregue em boa parte ontem na 10ª regata. O roteiro foi de primeira: a liderança mudou de mãos quatro vezes na prova de 10 milhas náuticas, com deltas, nas montagens de boia de: 3 segundos, 11 segundos, 1 segundo e 11 segundos, respectivamente. Apenas no único contravento do percurso deste 2013 de nosso senhor a liderança mudou de mãos três vezes, em três milhas náuticas. Uhuu!

“Se você não gostou da regata de hoje, você provavelmente deve ver outro esporte”, disse Dean Barker, comandante do TNZ que está competindo em sua quarta Copa América. A vitória trouxe alívio máximo para Barker & Cia., uma vez que o Oracle vinha de duas vitórias consecutivas.

No sábado, depois da incrível quase capotada do TNZ e da vitória ianque, até deram largada para mais uma regata e o TNZ vinha na frente, mas como o vento ultrapassou 22,6 nós, o limite máximo pelas regras deste ano (o porquê destes 0,6 não me perguntem…), a prova foi cancelada. Sorte dos funcionários de Mr. Ellison.

Nesta terça rolam mais duas regatinhas e se o New Zealand vencê-las fará os nove pontos necessários para levar a taça. Para os americanos faltam só oito vitórias. Mas, mesmo assim, o povo do Oracle está animado. “Eu posso dizer honestamente que esta foi a velejada mais divertida e emocionante que eu participei”, disse o tático dos caras, Ben Ainslie, quatro vezes medalhista de ouro olímpico. Seguidas… E se ele diz isso, quem sou eu para dizer algo em contrário?

Foi bunituuu!!

Dados da 9ª Regata
Percurso: 5 pernas/10.02 milhas náuticas
Tempo decorrido: OTUSA – 21:53 , ETNZ – 22:40
Delta: OTUSA +: 47
Distância total navegada: OTUSA – 11,3 NM , ETNZ – 11,5 NM
Velocidade média: OTUSA – 31,63 nós , ETNZ – 31,32 nós
Veloc. máxima: OTUSA – 42,52 nós , ETNZ – 42,54 nós
Vento: média – 17,6 nós, pico – 20,8 nós
Número de cambadas / jaibes: OTUSA – 8/6 , ETNZ – 8/8

Dados da 10ª Regata
Percurso: 5 pernas/10.02 milhas náuticas
Tempo decorrido: ETNZ – 22:00 , OTUSA – 22:16
Delta: ETNZ +: 16
Distância total navegada: ETNZ – 11,8 NM, OTUSA – 11,7 NM
Velocidade média: ETNZ – 32,25 nós, OTUSA – 31,76 nós
Veloc. máxima: ETNZ – 43,01 nós, OTUSA – 44,98 nós
Vento: média – 18,3 nós, pico – 22,3 nós
Número de cambadas / jaibes: ETNZ – 7/7 , OTUSA – 7/7

Fui!!

Murillo Novaes

Parem as máquinas! TNZ vence uma, Oracle outra, mas está 3 a 0 pros kiwis na 34ª Copa América.

Novamente foi tudo muito próximo no fog de São Francisco hoje para alegria dos fãs de todo o mundo.

Novamente foi tudo muito próximo no fog de São Francisco hoje para alegria dos fãs de todo o mundo.

Olá querido amigo e linda, simpática e muito querida amiga, rapidinho para não encher o saco, vamos atualizando você com o que rolou hoje nas verdes águas da franciscana baía californiana onde rola a 34ª Copa América. Veloz como um megacatamarã de 72 pés de vela rígida navegando sobre fólios!

Na primeira regata do dia deu New Zealand para abrir 3 a 0. Na segunda deu Oracle, mas como eles estão punidos em dois pontos por conta da modificação ilegal no AC45, continuam com zero até pagarem a “dívida”. Quem fizer nove pontos primeiro leva a Auld Mug para o clube!

Regata 3 – Na terceira regata o Oracle manteve a liderança no início da prova, liderando a montagem da primeira boia e ainda impondo uma penalidade ao Team New Zealand (TNZ). Depois os americanos chegaram com 17 segundos de vantagem no portão de sotavento e então uma furiosa batalha se seguiu na perna contra o vento.

James Spithill e cia. estavam marcando de perto, mas o TNZ ficou à esquerda da raia (onde parece ser o bom caminho sempre) e depois de um duelo de cambadas fisicamente desgastante, os kiwis exerceram seu direito de passagem, saindo do limite do campo de regatas à esquerda no rumo da boia. Isso forçou os americanos a mudarem de rumo e uma vez no controle, o Team New Zealand abriu uma vantagem que o Oracle não conseguiu superar.

Race 3 Performance Data
Course: 5 Legs/9.94 nautical miles
Elapsed Time: ETNZ – 25:00, OTUSA – 25:28
Delta: ETNZ +:28
Total distance sailed: ETNZ – 11.8 NM, OTUSA – 12.1 NM
Average Speed: ETNZ – 28.57 knots, OTUSA – 28.62 knots
Top Speed: ETNZ – 42.25 knots, OTUSA – 41.37 knots
Windspeed: Average – 16.8 knots, Peak – 19.3 knots

Regata 4 – E na quarta regata da série de até 17 previstas, em uma maravilhosa exibição de manobras e controle dos barcos, o Oracle de James Spithill conheceu sua primeira vitória. Com o vento soprando a 22 nós e o AC72 de cada equipe aparentemente à beira de descontrole, os americanos cruzaram a linha de chegada 8 segundos à frente dos neozelandeses.

Amanhã é um dia de folga para a Copa América antes da corrida recomeçar na terça-feira com as regats 5 e 6. Estamos de olho!

Race 4 Performance Data
Course: 5 Legs/9.94 nautical miles
Elapsed Time: OTUSA – 22:42, ETNZ – 22:50
Delta: OTUSA +:08
Total distance sailed: OTUSA – 11.7 NM, ETNZ – 11.7 NM
Average Speed: OTUSA – 30.99 knots, ETNZ – 30.92 knots
Top Speed: OTUSA – 45.97 knots, ETNZ – 44.98 knots
Windspeed: Average – 19.5 knots, Peak – 23.3 knots

Fui!!!

Murillo Novaes

Resumito da Copa América. Começou!! New Zealand 2 a 0!

E ontem, na baía do santo Francisco, rolou até match race de verdade.

E ontem, na baía do santo Francisco, rolou até match race de verdade.

Querido amigo e mais que querida amiga, eis que novamente presente no encalorado covil do Posto 6 depois de um bem merecido périplo de volta ao lar cabo-friense, vamos atualizando-o, ou atualizando-a, com o que rolou nas frias águas do verão São Franciscano: a disputa das duas primeiras regatas da 34ª Copa América (ou America’s Cup, para os anglófilos).

Antes de partir para a dureza dos fatos, reproduzo abaixo meu editorial da semana passada do último “Almanáutica”, do nosso querido Ricardo Amatucci, o melhor jornal de vela já visto neste país (há outro?). Apenas para situar historicamente as coisas… Se preferir, pule direto para as regatas. E, claro, na RMC – Rede Manza de Comunicação você sabe de tudo (www.murillonovaes.com, Face, Twitter, Linkedin, etc.).

 

De volta a América – Pois é, querido amigo e dileto leitor deste periódico de muita alma. Alma náutica, a melhor de todas! Eis que voltou à terra ianque a copa da escuna América, a nau dos norte-americanos que cruzou o Atlântico para derrotar os ingleses em plena ilha de Wight em 1851, sob o testemunho ocular da própria rainha Vitória e fundou assim a mais longeva disputa esportiva da nossa modernidade.

 

A America’s Cup, em inglês, ficou no Iate Clube de Nova York por 132 anos, quando, em 1983, por questões de uma inovadora quilha alada, foi surrupiada por Alan Bond e sua turma de cangurus de Fremantle, oeste da Austrália. E para Nova York mesmo jamais voltou. Embora seja em um tribunal de Manhattan onde acontece, até hoje, infelizmente, boa parte das disputas mais sangrentas deste esporte dito de homens nobres. Enfim…

Voltemos à copa. Em duas ocasiões a famosa Taça dos Cem Guinéus, doada pela própria rainha e apelidada carinhosamente de Auld Mug, fez rumo novamente à América do Norte. Em 1988, em São Diego, na Califórnia, com o herói Dennis Conner, se tornando o Homem do Ano da Revista Time, após reconquistar dos australianos a taça que ele mesmo havia perdido, sob a flâmula do NYYC, anos antes. E o que se viu foi uma disputa esquisita entre um super catamarã de vela rígida (lembra algo?) e um monstrengo neozelandês de 90 pés, depois de árdua e ridícula batalha judicial.

Bem, o velho filósofo alemão Carlos Marx (hoje devidamente confinado aos acadêmicos e detonado pelos ignorantes de plantão), já dizia no seu genial “18 Brumário de Luís Bonaparte”: a história sempre se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Curiosamente um axioma perfeito para traduzir esta 34ª Copa América, a se realizar nas águas verdes e frias da baía de São Francisco, neste 2013 de nosso senhor.

Depois de uma batalha judicial ridiculamente longa e encarniçada entre os meninos mimados Larry Ellison (Oracle) e Ernesto Bertarelli (Alinghi), aconteceu nas águas de Valência, sob ordens da corte de Nova York, um “Deed of Gift Match”. Ou seja o desafio segundo as regras gerais impostas em 1888, pelo último tripulante vivo da escuna America na escritura de doação da copa que fez ao New York Yacht Club e que impõe as normas para casos em que defensor e desafiante não cheguem a um acordo.

Deu Oracle com seu trimarã que trazia como grande inovação tecnológica a vela-asa rígida, que se provou mais eficiente que o catamarã não menos “aeroespacial” dos suíços da equipe Alinghi. Elisson, o quinto homem mais rico deste mundo, declarou que faria nas águas de casa, no Golden Gate Yacht Club, a melhor de todas as copas. Deu ruim!

Com a ambição sempre acima da medida, os custos foram crescendo, os times interessados minguando, o defensor (como sempre) legislando despudoradamente em causa própria e tudo ficou tão estranho que a copa de Ellison só não será um fiasco completo, mesmo com a morte de Andrew Simpson em um acidente bizarro, porque os gigantescos AC72, com suas velas-asa e principalmente com seus fólios de última geração, literalmente voam sobre as águas e produzem imagens de cair o queixo. E não há velejador no planeta que não se espante alegremente quando vê os cats de 72 pés navegando a mais de 40 nós em ventos reais de pouco mais de 20 nós.

Uma Copa Louis Vuitton, a serie dos desafiantes, com apenas três times na disputa, mas só um de verdade: o campeão New Zealand. As já famosas, pelo motivo errado, regatas de um barco só com transmissão ao vivo e tudo mais. Os intermináveis protestos junto ao júri internacional e à corte de Nova York. A especulação imobiliária e o uso do dinheiro do contribuinte da cidade de São Francisco para fins nada nobres. Enfim, o enredo de sempre da velha copa acrescido das mazelas contemporâneas de nosso capitalismo em crise, só deixam esta 34ª Copa América com um sabor muito estranho. Tomara que os kiwis vençam e levem para Auckland um outro tipo de filosofia e de disputa. A vela mundial, o desporto internacional e a boa energia do planeta merecem!

No mais, vamos curtir os bólidos de dois cascos voando céleres sob a Golden Gate, porque realmente são os veleiros mais rápidos e modernos da face da Terra. Um pontinho para Larry… Mas é pouco. Muito pouco!

 

Primeiras regatas – Pois é queridão, e neste pátrio sete de setembro do deus brasileiro, lá nos 17 graus célsius do verão de São Francisco, rolaram as duas primeiras regatas da série de melhor de 17 matchs entre o defensor Oracle e o Team New Zealand (TNZ, doravante). Ventinhos de 15 a 20 nós e muita corrente de maré.

Como ficou comum nos últimos tempos um fator extra-campo (de regatas, no caso), já pintou no pedaço. Devido à mão peluda dos americanos, que fizeram modificações ilegais nos seus AC45, ainda à época da ACWS – America’s Cup World Series, o caras – Vergonha! – já entraram em águas pátrias com dois pontos de desvantagem para os kiwis (você sabe que kiwis são os neozelandeses, né?).

E já tomaram mais dois logo na lata para ficarem espertos. Maldade… O fato é que ontem, depois de anos de ansiedade e espera finalmente as usinas mais eficientes do planeta de transformar ar em movimento (e velocidade), os incríveis catamarãs de 72 pés AC72, voaram com suas velas-asa e super fólios nas vizinhanças da ponte Golden Gate e da ilha de Alcatraz. Foi bonito, ó pá!!

Surpreendentemente, o que se viu na primeira prova do dia foi um match de verdade. Na pré-largada, com suas regras modificadas (um barco entra no box de largada 10 segundos antes do outro) se viu uma aparente agressividade de James Spithill (o Jaime Cospemontanhas), no Oracle, contra um controle excepcional de tudo do lado de Dean Barker (Diano Gritador) e seus compatriotas. Deu TNZ!

E como você já sabe, quem ganha a largada ganha o match, certo? Errado! Depois de uma montagem espetacular na primeira boia com os dois gigantes voadores a centímetros um do outro, o TNZ mostrou sua proverbial eficiência nas manobras e abriu no primeiro popa. Os já famosos jaibes sobre os fólios em que os barcos mudam de bordo sem jamais descer “dos tamancos” são lindos. Se grudarmos os olhos nos marcadores vamos ver que a menor velocidade durante a manobra, em ambos os times, não baixa dos 20 nós!!?

Na montagem da segunda boia, a primeira da perna de contravento, já que os caras largam no través e fazem a primeira perna no popa (quer dizer, teoricamente, porque o vento aparente é sempre na cara com 40 nós de velocidade, né?), os kiwis vacilaram deixaram os dois cascos na água, o que aumenta consideravelmente o arrasto. E os americanos com mais veloc ultrapassaram depois de outra situação de aproximação máxima, o que é sempre muito maneiro. Só que…

Bem, ainda no primeiro contravento com a correntes das marés desempenhando papel fundamental na raia (Guanabara idem) e favorecendo o lado esquerdo, James Spithill e seu tático Tom Slingsby deram uma vacilada em proteger sua posição, permitiram que o TNZ esticasse um bordo para a direita – o que certamente parecia errado, no momento – mas os kiwis, com mais velocidade, voltaram com tudo para esquerda, cambaram melhor e cruzaram na frente. Daí em diante foi aquela parada militar com manobras perfeitas do TNZ e o Oracle caindo, caindo. Dos 4 segundos de delta na primeira boia, na linha de chegada deu 36 segundos de diferença.

Com a super transmissão de TV dando show, temos aquelas estatísticas de tudo. Quem teve a maior velocidade pontual? TNZ. Quem teve a maior velocidade média, mesmo dando dois jaibes e duas cambadas a mais? TNZ. Explica tudo. Naquela famosa pirâmide do manual de regatas está lá: primeiro velocidade, depois manobras e só então tática. Os kiwis tinha velocidade muito parecida, mas maior, manobras impecáveis e a tática perfeita de Ray Davies. Um a zero!!

A segunda regata trazia o Oracle entrando na posição boa no box e James Spithill tentou impor uma penalidade aos kiwis. Mas por questão de milímetros (mesmo!!) não houve a forçada colisão dos dois barcos e os juízes não deram nada. Com uma pequena delaminação na vela grande, a asa, as velocidades do Oracle foram um pouquinho menores e talvez isso até tenha atrapalhado minimamente. Mas novamente o TNZ largou a barlavento e caprichando muito montou a primeira boia dois segundos à frente. Depois, foi o mesmo. Manobras e mais manobras perfeitas e uma delta de 52 segundos no final.

Hoje tem mais duas (depois: terça, quinta, sábado e domingo) e se a carruagem andar como parece, a orla de Auckland vai ser valorizada nos próximos anos. Bom investimento! Quem viver verá!!

 

Race 1 Performance Data

Course: 5 Legs/9.71 nautical miles

Elapsed Time: ETNZ – 23:30, OTUSA – 24:06

Delta: ETNZ +:36

Total distance sailed: ETNZ – 11.7 NM, OTUSA – 11.4 NM

Average Speed: ETNZ – 30.07 knots, OTUSA – 28.58 knots

Top Speed: ETNZ – 43.54 knots, OTUSA – 42.51 knots

Windspeed: Average – 16 knots, Peak – 21 knots

 

Race 2 Performance Data

Course: 5 Legs/10.11 nautical miles

Elapsed Time: ETNZ – 22:46, OTUSA – 23:38

Delta: ETNZ +:52

Total distance sailed: ETNZ – 11.3 NM, OTUSA – 11.3 NM

Average Speed: ETNZ – 30.12 knots, OTUSA – 28.92 knots

Top Speed: ETNZ – 46 knots, OTUSA – 42.87 knots

Windspeed: Average – 16.6 knots, Peak – 19.5 knots

 

Fui!!

Murillo Novaes

Resumão: Kan no pódio, Semana de Vela de Ilhabela, Copa América, Mundial da Juventude, Jorginho bi-Mundial e mais! Muito mais!!

Mr. Chuh dá um confere na rocha. Esse é fera!!

Mr. Chuh dá um confere na rocha. Esse é fera!!

Kan Chuh no pódio da MiniFastnet de novo. Termina a 40ª Rolex Ilhabela Sailing Week. New Zealand lidera Louis Vuitton Cup.

E mais: Robert e Bruno vencem Star em Ilhabela. Brasucas andam bem no Mundial da Juventude no Chipre. Abaixo assinado eletrônico preserva Museu Náutico em Ilhabela. Jorginho Zarif é bi-Mundial Jr. de Finn. Clínio e Cacau vencem primeiro Brasileiro de Nacra 17. Olimpic Sails inaugura nova loja. Equipe de Gigante Haddad e campeã mundial militar de vela. Rafa Gagliotti e Henrique Gomes vencem leste-brasileiro de Snipe em Cabo Frio.

Agende-se: Brasileiro de Hobie Cat em novembro na BL3

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga, transmitindo direto do covil nesta invernal Cabo Frio e ainda com a ilha mais bela da vela nacional na esteira, onde na feira literária, na Vila, rolou uma apresentação deste que vos fala e de Torben Grael sobre o nosso BESTA-seller “Lobos do Mar”, que versa sobre as desventuras do Brasil 1 na VOR 2005/6, vamos contando o que de mais importante rola no planetinha Vela. E antes de pousar novamente na Ilhabela da princesa vamos falar daquele que é não só um amigo, mas um exemplo e ídolo para este reles escriba travestido de velejador: Mr. Chuh

Mini Fastnet 2013 –Tenho o prazer de anunciar que Kan Chuh conseguiu novamente subir no pódio da Mini Fastnet. É mole?? Depois de vencer a regata em 2011, o sino-baiano de boa cepa e grande energia vélica tirou o terceiro lugar, com muito orgulho e satisfação, depois de 700 milhas navegadas onde acha que fizemos umas 100 milhas em 10 horas na ultima noite”. Demais!

Nas palavras do próprio: “Rapaz, foi irado!!!  Surfar a 10-12 nós de dia com fog e depois com mais vento ainda,  a noite toda sem ver nada, no meio do trafego de navios é realmente duro. E todos os barco fazendo igual o tempo inteiro… Depois de 700 milhas, os quatro primeiros chegaram com apenas 20 minutos e 30 segundos de diferença. Nas ultimas 30 milhas estávamos surfando a 10-14 nós com o 833 a apenas 30 segundos de distância o tempo todo… Experiência incrível!”

Não esqueçamos de mencionar que a temperatura era de 14 graus no verão inglês. No final, a dupla Lipinski/Pinot (Pas de futur sans numérique) venceu o desafio na categoria “Barcos de Série”(a classe Mini 6.50m tem também, claro, os protótipos), em segundo chegaram Chaigne/Chenard (LMS) 15 minutos depois e apenas quatro minutos na esteira dos vices vieram Renaud Mary/ Kan Chuh (runo.fr). Na cartografia pode-se ver a regata toda: 400 milhas de contravento e depois 300 milhas de popa depois de montar a legendária rocha de Fastnet no sul da Irlanda: http://bit.ly/1dikvM2. Caraca!!! Kan, você é meu herói!!

 

Ilhabela – E vamos direto agora para a capital sul-americana da vela! Apoiados no glorioso relato do presidente da ABVO Mr. Lars Grael, vamos atualizando o amigo com o que rolou por lá.

“Amigos da Vela de Oceano,

Encerrou-se neste sábado, o mais grandioso evento da Vela Oceânica Brasileira, a Rolex Ilhabela Sailing Week.

A bandeira da ABVO esteve hasteada no mastro principal, assim como a presença de praticamente toda sua comodoria.

Queremos parabenizar o Yacht Club de Ilhabela, na pessoa do Sr. Comodoro, do Kalu por toda sua hospitalidade, pelo nosso Diretor da ABVO e árbitro geral Cuca e ainda todos diretores, conselheiros, gerentes,  associados e funcionários do clube.

40 anos de história e glórias e o reconhecimento internacional de integrar o seletíssimo sistema de eventos ROLEX.

Temos que agradecer aos patrocinadores, a Marinha do Brasil e a Prefeitura de Ilhabela.

Programação social intensa no YCI e com a tradicional canoa de cerveja. Programação social e cultural no centro da vila e festa na 5ª feira na sub sede do Iate Clube de Santos.

Fotógrafos de renome como Borlenghi; Marco Yamin; Francisco Lino; Fred Hoffmann e outros. Na raia a presença imponente do BL-8 Atrevida que neste ano, celebra 90 anos com todo seu esplendor.

Tivemos um início de campeonato com uma regata de dar nos nervos com a calmaria na regata longa. Na 3ª feira, ventos em demasia o que gerou a quebra de 5 mastros e outras avarias. De 4ª feira até sábado, as condições deliciosas e clássicas do leste com sol na ponta das Canas em Ilhabela.

Gestão técnica impecável com um corpo de árbitros, como nunca antes visto na vela brasileira. Parabéns ao Cuca que orquestrou toda esta mobilização.

Dezenas de barcos inspecionados com certificados, peso de tripulação e itens de segurança. A ABVO se fez presente no suporte a estas ações.

Na classe BRA/RGS, a mais numerosa, vitória do veleiro Mandinga (Neo 25`) do Iate Clube de Santos e comandado pelo sócio honorário da ABVO, Jonas B. Penteado. Completou o pódio, os veleiros Rainha / Empresta Capital e o Santeria. Total de 38 barcos.

Na classe ORC, a vitória do competente Kiron 3 do ICSC e com tripulação brasileira e uruguaia. O Skipper 30 comandado por Leonardo Guilhermo Cal, fez o luxo de descartar uma 2ª colocação! O vice título coube ao carioca Angela VI (Grand Soleil 46`) do comandante Peter Siemsen. Completou o pódio, o First 36` Asbar 4da equipe angrense de Marcelo Pereira Quintaes. Foram 28 barcos.

Na estreante IRC, a vitória do First 40` bi da animada equipe de Itú/SP de Guilherme Hernandez, Mario Martinez, Felício Bragante e todos os amigos do Asa Alumínio. O Vice Título no critério de desempate, ficou com o Angela VI do ICRJ. Completou o pódio o Wind 34` Tangaroa.  Eram 24 barcos.

Na BRA/RGS Cruiser o pódio foi com os veleiros Jambock (Main 34`); Cocoon (Delta 32`) e Bocaluppo. Foram 9 barcos.

Cabe o apelo e a sugestão que em 2014, as classes Soto 40 e Carabelli 30 possam competir nas classes ORC e (ou) IRC e ainda preservarem suas classificações em flotilha separadas. Defendemos o conceito da união e da integração.

Acho ainda que a ORC 700 não deveria ser separada do restante da ORC. Basta constatar que o pequeno notável Neo 25` Mandinga não só velejou com segurança até Alcatrazes, como venceu a regata na BRA/RGS. Fica nosso parabéns ao niteroiense Rocket Power do CNC vencedor na ORC 700 entre 4 barcos.

Notemos que barcos one design e de “box rules” como TP 52`; GP 42` e outros, dominaram o Mundial de ORC recém realizado em Ancona na Itália. Aproveitamos para parabenizar o comandante Ernesto Breda e sua tripulação do Touché Super que neste Mundial venceu a última regata, 12º Geral e foi o segundo entre os amadores.

Em Ilhabela, tentamos realizar uma reunião de prestação de contas e ouvir os associados na 6ª feira, mas a reunião foi cancelada em função da regata ter acabado tarde e as salas estarem ocupadas com imprensa e protestos.

Nossos próximos eventos nacionais ocorrerão nos próximos meses. Será um 2º semestre intenso.

Prestigiem o Circuito Oceânico de Salvador de 15 a 18 de agosto. O Yacht Clube da Bahia esteve presente na RISW e teve ótima reciprocidade na panfletagem dos seus cartazes. No evento, a estreia nacional da nova regra MOCRA para multicascos. Eu estarei lá.

Na sequencia no Nordeste, as regatas: Aratu-Maragogipe; Campeonato Recifense de Vela de Oceano da FREVO e a cobiçada REFENO.

Pretendemos anunciar nos próximos dias, o Aviso de Regatas da mais tradicional regata do Brasil, a Regata Santos-Rio – 26 de outubro.

Outro evento grandioso, será o tradicionalíssimo Circuito Rio do ICRJ que em 2013, sediará o Campeonato Brasileiro da regra BRA/RGS. Este ano reconhecido oficialmente pela CBVela e ABVO. Prestigiem!!! Neste evento, faremos uma reunião da ABVO para discutir o calendário 2014, melhoramentos e sugestões para a atual e futura comodoria da ABVO; Copa Brasil de Vela de Oceano (ranking da ABVO) 2014; participação de iates brasileiros nas regatas Cape to Rio e Buenos Aires – Rio e a decisão dos locais e datas dos campeonatos brasileiros de Vela de Oceano das classes ORC; IRC; BRA/RGS; MOCRA e Clássicos.

Após fecharmos com a Brancante Seguros, uma parceria histórica com um produto diferenciado e amplo de seguro com descontos para nossos associados, fechamos em Ilhabela, uma parceria com a TELESMAR (http://www.telesmar.com.br). Telesmar é especialista em manutenção de catracas; estaiamento; enroladores; mastreação, banheiros hidráulicos e guinchos. Outras parcerias por vir. Aceitamos propostas.

RANKING ABVO – Com a sequência de 3 eventos consecutivos na costa paulista (Ubatuba Sailing Festival; Warm Up Ilhabela; RISW), a Copa Brasil de Vela de Oceano recebeu dezenas de novos veleiros e a liderança trocou de comandantes.

No site da ABVO www.abvo.org.br você poderá checar o ranking provisório atualizado em todas as regras. 194 barcos no ranking!!!

Após a RISW, os novos líderes são:

BRA/RGS – 108 barcos

1º – Quricomba – GVEN – 117,5 pts

2º – Albatroz – GVEN – 104,5 pts

3º – Bruxo – ICSC – 95 pts

4º – Mandinga – ICS – 90 pts

5º – Rainha / Empresta Capital – SP – 87,5 pts

 

ORC – 56 barcos

1º – Miragem – ICRJ – 101 pts

2º – Angela VI – ICRJ – 100 pts

3º – V8 Nitro – ICRJ – 86,5 pts

4º – Absoluto – ICSC – 85 pts

5º – Kiron – ICSC – 70 pts

 

IRC – 24 barcos

1º – Miragem – ICRJ – 50 pts

2º – Ruda – Supmar – 47,5 pts

3º – Angela VI – ICRJ – 45 pts

4º – Tangaroa – SP – 42,5 pts.

5º – Santa Fé V – CNC – 40 pts.

 

Clássicos – BRA/RGS – ABVClass

1º – Lady Lou – Torben Grael – CNC/RJ – 12 pts

2º – Macanudo – Ricardo Montenegro – Paraty – 10 pts

3º – Cairu III – Roberto Geyer – ICRJ/RJ – 8 pts

4º – Cangrejo – Ricardo Carvalho – ICRJ/RJ – 6 pts

5º – Cangaceiro – Marina da Glória/RJ – 4 pts

Temos uma ABVO hoje com as contas saneadas e várias ações como:

·         Capacitação de novos medidores e redução do valor de anuidades na ORC. Aquisição do troféu transitório do Brasileiro de ORC 2013 no ICSC.

·          Reconhecimento e parceria com a Associação Brasileira da BRA/RGS.

·          Implantação da IRC e sua inclusão na RISW.

·         Resgate do Mini Circuito Rio (iniciado na gestão anterior do Comodoro Alcino).

·         Apoio para implantação e reconhecimento da regra MOCRA para multicascos.

·         Apoio para organização da ABVClass e sua inserção na ABVO.

·         Confecção e doação de mochilas com a marca da ABVO.

·         Resgate dos adesivos ABVO para instalação no mastro.

·         Parceria com uma rede de empresas associadas da ABVO. Descontos exclusivos para associados: Brancante Seguros; Velas Olimpic; Bailly Capotaria; Ronstan; North Sails Service RJ; Telesmar.

·         Descontos nas inscrições de vários campeonatos para associados ABVO.

·         Organização da participação brasileira nas regatas Cape to Rio e Buenos Aires – Rio.

·         Parceria com a Associação Brasileira de Veleiros de Cruzeiro – ABVC.

·         Fortalecimento das flotilhas regionais.

 

Há muito por fazer nesta gestão que termina seu mandato em maio de 2014.

Pedimos seu voto de confiança e precisamos do seu apoio ao associar-se a ABVO.

Agradecemos aos clubes parceiros da ABVO neste processo.

Clubes Associados ABVO

Cabanga Iate Clube de Pernanbuco

Ubatuba Iate Clube

Iate Clube de Brasilia

Iate Clube do Rio de Janeiro

Yacht Clube da Bahia

Yacht Clube de Ilhabela

 

Associe-se também!

Bons Ventos

Lars S. Grael

Comodoria da ABVO”

 

Copa América – Bem… Começou mais uma Louis Vuitton Cup, a copa dos desafiantes que pretendem enfrentar o defensor americano, Oracle, em setembro na 34ª Copa América, em São Francisco. Antes de tudo é preciso dizer que esta Copa América (America’s Cup para os anglófilos, normal…), propriedade do bilionário – dizem, ultramimado! –, Larry Ellison é das coisas mais estranhas que vi nos últimos tempos.

Para o dileto leitor ter uma ideia, no dia do confronto entre New Zealand e Prada, a única competição verdadeira que houve até agora, o próprio site do evento destacava: “Não Perca! Hoje a primeira regata com  dois barcos em São Francisco”. Ahnnnn… Como assim?? Desde quando match race com dois barcos virou um atrativo? Pois é, é que nos dias anteriores, as três regatas(!?) até então disputadas tinham apenas um competidor desfilando sozinho já que o Artemis não tem seu barco pronto ainda depois do fatal acidente que vitimou a equipe e tirou a vida de Andrew Simpson.

Para tornar tudo ainda mais patético, as regatas de um só barco são transmitidas e comentadas como se fossem reais. Enlouqueceram! O fato é que depois do sucesso da 32ª Copa América, em Valência, a maionese azedou de vez. A 33ª disputa do troféu mais longevo do desporto mundial foi aquela babaquice que se viu entre Alinghi e Oracle depois da ridícula guerra judicial nas cortes de Nova York. Mas naquela altura, pelo menos era um match.

E quando parecia que os americanos realmente iriam tentar retomar a imensa tradição de uma disputa batizada com seu próprio nome, eis que chegamos neste verão norte-californiano com uma Copa Louis Vuitton com apenas três times, sendo que um deles, aquele que conta com nossa simpatia, pelo fato de ter Horácio Carabelli na equipe de designers, sinceramente, é café com leite neste momento.

E ainda, a julgar pelo incrível dia em que finalmente (comemoremos!) havia dois barcos na água, o kiwis estão sobrando. Muito!! Sobrando em velocidade (com excelentes manobras, claro) que é o nome do jogo desta Copa! Já que match race propriamente dito, entre catamarãs de 72 pés, não há, nem pode haver, até mesmo por questões de segurança.

E por falar em segurança, depois da morte de Simpson, Ian Murray, em nome da organização, lançou as agora famigeradas 37 regras de segurança que geraram protestos formais dos times neozelandês e italiano e que, na real, foi uma tentativa solerte de “contrabandear” para dentro das regras alguns pontos que claramente beneficiariam o defensor Oracle. Tá pior que o Congresso Nacional! Enfim…

Bem, vamos ao pouco de bom que sobra deste infeliz espetáculo: os barcos. Larry Ellison disse que queria que a Copa novamente tivesse os veleiros mais rápidos e de alta tecnologia do mundo e conseguiu. É fato! Ver os dois cats a mais de 40 nós entrando na linha de largada é algo realmente impressionante. E pensando que o vento estava a “apenas” 18 nós fica mais incrível ainda.

As imagens dos barcos também são de cair o queixo e os velejadores que lá estão, claro, são parte da elite do nosso esporte. Espero que até setembro, no match final entre o defensor Oracle e o desafiante que provavelmente será o New Zealand, as coisas melhorem. Porque elas precisam melhorar mesmo! E muito!!

 

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

**  A dupla do Iate Clube de Brasília, Luiz André “Culé” Reis e Alexandre “Xande” Freitas, venceu a Regata Renato Frankhental, prova que abriu a 40ª Rolex Ilhabela Sailing Week para as classes Star e HPE. A dupla carimbou a medalha dos galácticos Robert Scheidt e Bruno Prada que se sagraram campeões na ilha na reestreia do Star depois de 38 anos. Completaram o pódio Marcelo Fuchs e Roni Seifert, atuais campeões SulAm, e Lars Grael e Samuca Gonçalves. Foi lindo ver as estrelas na ilha!

**  O Brasil segue velejando bem no Mundial da Juventude, que está sendo disputado em Limassol, no Chipre. A dupla Tiago Brito e Andrei Kneipp, do 420, venceu a primeira regata do dia e subiu para a segunda colocação da classe 420. Já Claudia Mazzaferro e Luiza Peiter não tiveram a mesma sorte e, com um DNF na quinta regata da série, caíram para 7ª colocação.

** Ainda na lima e no sol… No SL16, Kim Vidal e Antonio Neto também venceram uma regata e subiram para 5º. No 29er, Antonio Aranha e Philip Essle caíram e estão em 18º. Martin Lowy, no Laser Radial, subiu para 28º, enquanto Tina Boabaid, na mesma classe, está em 9º. No RS:X feminino, Juliana Aguiar está em 21º, enquanto Yagor Carvalho está em 13º entre os meninos. Os resultados completos podem ser vistos aqui. Bons ventos, molecada!!

**  Que Ilhabela é destino de velejadores, isso ninguém duvida. Mas agora a Capital da Vela ganhou mais um atrativo: o Museu Náutico. Ou melhor, preservou ele. A implantação do museu só foi possível por conta de um abaixo assinado no change.org que juntou quase mil participantes e pressionou a prefeitura a rever a decisão de fechar o museu. O povo unido jamais será vencido!

**  Terminou neste sábado em Riva del Garda, na Itália, a Finn Silver Cup, que vale como campeonato Mundial Jr. de Finn. Jorginho Zarif, representante brasileiro nos Jogos de Londres ficou com o título sem nem precisar correr a última regata. Ainda assim ele foi para a água e venceu a última prova par ser bicampeão mundial Jr. Completaram o pódio Jake Lilley, da Austrália, e Martin Robitaille, do Canadá. Guga está em êxtase no céu!! Meeeeuu garoootooo!!

**  Rolou no Rio de Janeiro o primeiro Brasileiro de Nacra 17, o novo catamarã olímpico para duplas mistas. Depois de muito sufoco, finalmente os primeiros barcos foram para a água e, em três dias de competição, foram realizadas 10 regatas. No final, o casal de Nikiti Clínio de Freitas e Cacau Swan, mais experientes com multicascos, venceram todas as regatas e ficaram com o título. Rodrigo Monteiro e Patrícia Gatti, vieram em segundo, e Adriana Kostiw e Daniel Claro, em terceiro, completaram o pódio. Sorte aos novos desbravadores dos cascos duplos!

**  Esse é quase um jabá… No dia 6/7 a Olimpic Sails inaugurou a sua nova sede em Ilhabela, ao lado do Grêmio de Vela. O evento contou com dezenas de velejadores e amigos da marca. A nova sede faz parte de uma estratégia da veleria para atender melhor os clientes de São Paulo. Sucesso lá Paradedada!!

**  Rolou na Noruega o Mundial Militar de Vela. O como já tem virado tradição, o Brasil subiu mais uma vez ao lugar mais alto do pódio com Henrique ‘Gigante’ Haddad, Felipe Haddad e Mario Trindade. As meninas comandadas por Juliana Mota, também fizeram bonito e conquistaram o segundo lugar, perdendo apenas para a equipe polonesa. Marinha! Brasil!!

** E pra finalizar uma daqui do covil… Aconteceu aqui em Cabo Frio, no final de semana retrasado, como já é tradição, o Leste Brasileiro da classe Snipe. Foram seis regatas, que começaram com vento fraco na sexta, vento médio no sábado e novamente fraco no domingo. No total, 23 duplas do Rio de Janeiro, São Paulo, Santos, Salvador e Aracaju estiveram presentes no evento. No final, os campeões foram os santistas Rafael Gagliotti e Henrique Gomes. Ivan Pimentel e Leleco, Luiz Felipe Caneppa e Breno Bianchi completaram o pódio. E este manza aproveitou e comprou um Snipe usado do Lemão. Me aguardem no ano que vem!!

 

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

**  Entre os dias 9 e 16 de novembro a BL3, em Ilhabela, será sede do Brasileiro de Hobie Cat 14 e 16. Estão programadas até 10 regatas nas águas claras da ponta das Canas. A primeira regata está programada para as 14h do domingo, 10. A premiação será realizada às 20h do sábado, 16. Estarão na água ainda como convidados os barcos da A-Class. Não perca!!

 

(\_~~ (\_ Jabá do Manza (\_~~ ~ (\_
Informação comercial selecionada de interesse da comunidade da vela.

=> Dufour // A linha Dufour Grand Large continua a evoluir, produzindo embarcações com um equilíbrio perfeito entre conforto, performance e design.

A bola da vez agora é o novo Dufour 310 que vem com detalhes e tecnologias típicas de embarcações maiores. O novo barco é um cruzeiro rápido que também pode ser equipado com uma quilha retrátil para águas mais rasas. Para saber mais clique aqui

 

(\_~~ (\_ Vídeos (\_~~ ~ (\_

Martine Grael e Kahena Kunze são vice-campeãs europeias de 49erFX

Novo barco da VOR – Volvo 65

A regata de dois barcos na Louis Vuiton Cup: ETNZ x Luna Rossa

 

(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“Dictum sapienti sat est” ou “Para o sábio, uma palavra basta”. Provérbio romano em tempos de muita falação e pouca ação.

 

Fui!! Bastando…

Murillo Novaes

 

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