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Copa Swift Sport encerra temporada com raia lotada em Ilhabela, neste dezembro 2015

 

 

ILHABELA URGENTE 3

Número de tripulações inscritas animou a organização e os próprios velejadores, trazendo perspectivas de evolução para 2016.

O XV Circuito em Ilhabela (SP) de vela oceânica, foi encerrado neste fim de semana (5 e 6) no Yacht Club, com um total de 41 barcos na raia, motivo de satisfação para a Comissão de Regata (CR).

“Colocar todas essas embarcações para competir em Ilhabela em plena crise demonstra um número expressivo, é muito barco, uma ótima condição”, exalta o diretor da CR, Cuca Sodré.

Otimista, o juiz internacional prevê novidades para 2016. “Vamos criar a divisão Silver para a classe RGS e implantar a Bico de Proa, categoria com a finalidade de oferecer uma porta de entrada e acolher novos velejadores”.

Os planos rumo para as próximas edições, já estão sendo traçados devido ao apoio incondicional da Suzuki Veículos à vela. O patrocínio está renovado para mais uma temporada.

Nas regatas decisivas do último domingo (6), com vento sudoeste em torno de 12 nós, algumas das classes em disputa na Copa Swift Sport confirmaram o domínio das tripulações que tiverem a oportunidade de treinar de forma mais intensa ao longo do ano. Porsche (C30), Ginga (HPE 25) e Asbar Total Balance (RGS), contam com velejadores nativos da Ilha ou frequentadores mais assíduos da Capital Nacional da Vela.

“Estamos com a mesma tripulação há três anos. O barco fica no Grêmio de Vela de Ilhabela (GVI) e saímos para treinar pelo menos duas ou três vezes por mês”, afirma Tináh, natural de Ilhabela, tático e responsável pelo gerenciamento da equipe do Asbar, comandado por Sérgio Klepacz, que nem sempre está embarcado nas regatas. “A Copa Swift Sport mostrou a força da vela oceânica. Há uma proposta para pegarmos um barco maior no próximo ano e mudarmos de classe”, revela Tináh, vencedor da RGS Geral e na divisão “B”.

O Porsche dominou a temporada na classe C30. Um dos motivos da evolução, foi o investimento nos treinos. “Fomos mais regulares e eficientes neste ano porque conseguimos elaborar uma programação de treinos”, afirmou Marcos de Oliveira Cesar, comandante do Porsche, campeão na C30 – título inédito para a equipe paulista.

Na classe HPE 25, Breno Chvaicer, comandante do campeão Ginga, segue a mesma linha. “A concorrência está cada vez mais forte e precisamos investir nos treinos. É a única maneira de nos mantermos à frente na classe”, considera Chvaicer, responsável pela tripulação formada por caiçaras.

Os vencedores da quarta e última etapa de 2015 são: Porsche (C30), Jazz (RGS A), Asbar (RGS B), Sextante (RGS C), Cocoon (Cruiser), Ginga (HPE 25) e Tahiti Nui (HPE 30).

Os primeiros colocados (1º a 3º) na Copa Swift Sport de 2015

C30: Porsche, Caballo Loco e +Realizado

RGS Geral: Asbar Total Balance, Inaê Transbrasa e Fram

RGS A: Inaê Transbrasa, Jazz e Fram

RGS B: Asbara Total Balance, Helios e Suduca

RGS C: Brazuca, Sextante e Colin

RGS Cruiser: BL3, Jambock e Cocoon

HPE 25: Ginga, Fit to Fly e Repeteco

HPE 25 (Silver): Conquest e Argos

HPE 30: Tahiti Nui, Capatosta e #04

As tripulações mais eficientes da temporada receberam como prêmio, miniaturas de canoas caiçaras, elaboradas pelo artesão Davi Borges, de Ilhabela. A organização e a realização da Copa Swift Sport são do Yacht Club de Ilhabela, o patrocínio da SUZUKI VEÍCULOS, com apoios de Ser Glass, North Sails, Revista Mariner, Ancoradouro, Antena 1, SailStation, Prefeitura Municipal de Ilhabela e SPOT Global Phone, da Globalstar.

Por Ary Pereira Jr.

Regata Volta à Ilha rompe a madrugada em SP

ILHABELA.jpg

Na bela foto do Sailstation Marcos Méndez vemos a boa disputa na Ilhabela

A tradicional regata de percurso da Copa Swift Sport, Volta à Ilha – Sir Peter Blake, em homenagem ao velejador neozelandês, tornou-se um desafio de mais de 13 horas para os últimos barcos a cruzar a linha de chegada, no último domingo de novembro (29). Sol, chuva, vento forte e calmaria impuseram aos velejadores as mais variadas condições durante o percurso de 40 milhas entre a praia da Armação (noroeste de Ilhabela) e a ponta da Sela (sudoeste). O fita azul, primeiro barco a chegar no tempo real, foi o caiçara Porsche, da classe C30, comandado por Marcos de Oliveira Cezar.

Havia a expectativa de que o melhor tempo da prova, 6h05m12, estabelecido pelo Montecristo em 2014, fosse superado, mas o Porsche concluiu a regata às 20h59, com o tempo de 8h54, enquanto o último barco a chegar foi o BL3, à 1h16m42 deste domingo (29), após 13h11m42 de velejada. Entre os 26 barcos da Volta à Ilha, 17 completaram a prova, com nove desistências. Outras 14 embarcações, sendo dez HPE 25 e quatro RGS C, correram regata mais curta, entre as praias da Armação e Jabaquara.

Na classe RGS (A e B), flotilha mais numerosa do campeonato, vitória do barco de Ilhabela, Jazz, após 9h14m57. “Fizemos a regata das quatro estações. Teve de tudo no percurso: sol, chuva, névoa, vento forte, calmaria. Foi ao mesmo tempo um desafio e uma diversão. Ainda tivemos um alagamento porque a mangueira da pia estourou e colocou 300 litros de água a bordo. Poderíamos ter sido ainda mais rápidos se não tivéssemos que drenar a água”, avaliou o comandante do Jazz, John Jansen. “Já de noite, após a tempestade, optamos por afastar o barco da Ilha e fomos favorecidos pela correnteza de sul”.

O Jazz chegou à frente de Inaê Transbrasa, Fram, Orson e Montecristo na divisão “A”. Na “B”, apenas o Helios (Marcos Lobo) cruzou a linha de chegada, enquanto na RGS Cruiser, Alforria, H2Orça e BL3 completaram a prova. “Estamos invictos desde que decidimos competir, neste ano”, comemorou o comandante do Alforria, Luiz Villares. “Vencemos a Regata do Camarão na categoria Família e a Caipirinha’s Cup, ambas em Ilhabela. Hoje, chegamos à frente do Orson no tempo real. É um orgulho”, destacou Villares.

Match Race na C30 – Na briga pela fita azul, Troféu Almirante Tamandaré em homenagem ao Dia do Marinheiro, a competitiva classe C30 proporcionou um duelo sensacional na linha de chegada. O Porsche chegou apenas 30 segundos à frente do Caballo Loco (Mauro Dottori). O terceiro colocado na classe foi o Kaikias (Felipe Echenique). O Tahiti Nui, líder da classe HPE 30, liderou a maior parte da regata. “Quando faltavam 2,5 milhas dissemos: não perdemos mais. Logo em seguida veio raio, trovão, chuva e caímos em um buraco de vento, em baixo de uma nuvem. Na escuridão só víamos as luzes dos barcos nos passando no vento leste”, lamentou Ricardo Costa, tripulante do Tahiti Nui. Os barcos #04 (Henrique Haddad) e Capatosta (Marcelo Bellotti) chegaram à frente do Tahiti Nui (André Fonseca, o Bochecha).

Susto na HPE 25 – Logo depois da largada em frente à Praia da Armação, o HPE 25 Suzuki Bond Girl deu um bordo rente à costa de Ilhabela e acabou projetado contra as pedras, devido a um “buraco de vento”. Com o auxílio do bote da Comissão de Regata a tripulação comandada por Rique Vanderley foi resgatada, ilesa, e retornou velejando ao Grêmio de Vela de Ilhabela (GVI) para revisão do casco e da quilha. Sempre mostrando poder de superação, os velejadores do Bond Girl venceram a Ilhabela Sailing Week, em julho, após a quebra do mastro, logo no primeiro dia, também em regata de percurso.

A quarta e decisiva etapa da Copa Swift Sport, XV Circuito Ilhabela de vela oceânica define a temporada de 2015 no próximo fim de semana (05 e 06/12). A organização e realização são do Yacht Club de Ilhabela.

Por Ary Pereira Jr.

Campeões definidos na 40ª Rolex Ilhabela Sailing Week

Il maestro Borlenghi capturou a comemoração da tripula do Kiron, campeão geral da ORC na ilha

Il maestro Borlenghi capturou a comemoração da tripula do Kiron, campeão geral da ORC na ilha

Maior evento náutico da América Latina contou com a participação de 134 barcos no Yacht Club de Ilhabela

A Rolex Ilhabela Sailing Week definiu, neste sábado (13), todos os campeões da 40ª edição do maior evento de vela oceânica da América Latina, com destaque para o Loyal, na C30, e o Kiron III, na ORC Geral. A tradicional semana contou com a participação de 134 barcos e velejadores do Brasil e de países como Argentina, Áustria, Estados Unidos, Porto Rico, Reino Unido e Uruguai. No último dia de provas, os ventos, sempre de fraca intensidade, demoraram para entrar na raia e as regatas se tornaram ainda mais técnicas, exigindo muita perícia das tripulações em busca de qualquer rajada que pudesse dar velocidade aos barcos.

Na promissora classe C30, o Loyal conquistou o bicampeonato com uma campanha exemplar: seis vitórias em nove regatas. Com apenas 11 pontos perdidos, o barco do comandante Marcelo Massa, ficou à frente do Katana/Energia (18 pontos) e do Caballo Loco (26), os três com direito ao pódio. O Loyal foi para a última batalha como amplo favorito ao título. Precisava de apenas um sétimo lugar em duas provas previstas. A Comissão de Regatas optou por cancelar a segunda devido à falta de vento.

Na única disputa do dia, chegou na segunda colocação, atrás do Katana, e a tripulação pode comemorar a segunda conquista consecutiva em Ilhabela. “Temos de atribuir o título ao empenho de toda a tripulação, que está de parabéns. Treinamos o ano todo e na hora de competir soubemos velejar em todas as condições de vento. Essa regularidade mostra que os treinos deram resultado”, avaliou André Fonseca, o Bochecha, tático do Loyal e velejador olímpico.

Apesar do rendimento do barco campeão, o comandante Massa demonstra a necessidade de manter a tripulação afinada porque os adversários estão evoluindo. “As regatas de veleiros iguais, como os C30, proporcionam equilíbrio. Tivemos muito trabalho para vencer o Caballo Loco. A tripulação de Ubatuba mostra que está mais bem preparado a cada competição”.

A formatura dos catarinenses – Persistência, talento e amizade a bordo marcaram a conquista do Kiron III, do comandante Leonardo Guillermo Cal, na classe ORC Geral. A equipe do Iate Clube de Santa Catarina participa da Rolex Ilhabela Sailing Week desde 2007 e a edição 2013 coroou o trabalho dos velejadores, que tem o campeão pan-americano e mundial Matheus Dellagnelo como tático e timoneiro. O resultado coloca a equipe no hall dos grandes campeões da Semana de Vela.

Os vencedores consideraram a vitória uma formatura a bordo. “Como médico, eu precisei de seis anos para pegar o diploma. Na vela, encaro a conquista em Ilhabela como um momento histórico para toda a equipe. Uma formatura no mar. A amizade entre os tripulantes nos levou ao título, pois quando chegamos aqui há sete anos ninguém sabia velejar direito e hoje somos campeões”, enalteceu emocionado o cardiologista uruguaio Leonardo Guillermo Cal. O relógio Rolex, prêmio concedido aos comandantes campeões, ele promete não tirar do pulso. “Foi a maior vitória da carreira”.

Leonardo Guillermo Cal completou: “A Rolex Ilhabela Sailing Week desse ano foi uma lição de vida. No primeiro dia, sem vento, a paciência deu o tom. Fomos aprovados nessas condições. Na sequência, a segunda regata foi disputada com muito vento e ondas grandes. Entrou a coragem. No fim, com a liderança, a tripulação do Kiron teve sabedoria e Inteligência para não colocar tudo a perder”.

Os alunos do professor Leonardo Guillermo Cal passaram por escolas de Optimist em Santa Catarina. O maior talento é Matheus Dellagnelo. Com o ouro nos Jogos Pan-Americanos e no Mundial de Sunfish, além da campanha para 2016 na Laser, o atleta acumula experiência e talento para ser o tático do Kiron, uma das funções mais importantes dentro de um barco. A estratégia dele deu certo e a equipe venceu quatro das nove regatas disputadas. “Chegamos em Ilhabela sem saber como o barco se comportaria em todas as condições de vento. Mas o veleiro correspondeu, principalmente no vento forte. Erramos apenas uma manobra em todos as regatas do campeonato, provando que o entrosamento foi determinante”.

Na classificação final da ORC Geral, o Kiron venceu com nove pontos de vantagem sobre o Angela Star, de Peter Siemens. A competição contou com 28 barcos. A equipe catarinense, que mede em ORC 650, também foi campeã nessa subdivisão. Na ORC 700, o primeiro colocado foi o Rocket Power, de Luiz Augusto Lopes.

Campeões da RGS, a maior flotilha – Na RGS, classe com a maior flotilha da Rolex Ilhabela Sailing Week, os campeões foram conhecidos no último dia de regatas. Na “A”, o melhor foi o Quiricomba, barco tripulado por aspirantes da Marina do Brasil. O barco da Escola Naval superou o Jazz, de Valéria Ravani na última prova e os jovens oficiais puderam colocar mais esse título no currículo. “É uma tripulação talentosa e que tem a linguagem náutica no sangue. O time passa por uma renovação e o título nos dará ainda mais moral”, comemorou o jovem comandante Arytan Silva. “Nossa tripulação é destaque da semana. Ganhamos as regatas dentro da água e as meninas de Ilhabela nas competições fora do mar”.

Na RGS B, o Mandinga, de Jonas Penteado, venceu o campeonato, assim como o Rainha/Empresta Capital, de Leonardo Pacheco, na “C”. O Jambock, de Marco Aleixo, levou a melhor na Cruiser. Na IRC, classe que fez sua estreia na Rolex Ilhabela Sailing Week, O Rudá, de Guilherme Hernandez, mesclou tripulantes caribenhos e brasileiros. A mistura resultou em título.

Ginga vence regata final, mesmo com título antecipado da HPE- A tripulação do Ginga, comandada por José Vicente, fechou com chave de ouro a HPE ao cruzar a linha na primeira colocação. na última regata do campeonato. A equipe, por ter vencido a Rolex Ilhabela Sailing Week com um dia de antecedência, nem precisava ir para a raia. A vantagem para o vice-campeão, Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira, foi de 18 pontos, com seis vitórias em 10 regatas.

A classe HPE mostrou força com 25 barcos na raia. Praticamente todas as equipes contaram pelo menos com um atleta profissional ou tripulante com experiência em regatas internacionais. Um dos exemplos é o segundo colocado Fit to Fly com o especialista em match race e integrante da nova geração da vela, Henrique Haddad, o “Gigante”. Outro destaque foi o Relaxa Next/Caixa, de Roberto Mangabeira, quinto colocado com dois campeões mundiais e pan-americanos a bordo: Maurício Santa Cruz e Alexandre Saldanha. “A classe HPE tem muitos barcos, teoricamente iguais, atraindo os velejadores que não gostam de competir com a regra de tempo corrigido. Além disso, com vento, o monotipo é muito gostoso de se velejar graças ao balão assimétrico. Mas quando não tem vento fica difícil”, analisou Alexandre ‘Spanto’ Saldanha.

Mesmo as tripulações que não contavam com velejadores consagrados tiveram a chance de brigar de igual para igual com os chamados profissionais. “Conseguimos ser a melhor equipe amadora na disputa e o resultado deve ser comemorado. Velejar no meio de tanta gente boa e às vezes chegar na frente deles é gratificante”, disse Fernando Haaland, que levou seu barco Repeteco ao sexto lugar na classificação geral da classe HPE. O velejador é presidente nacional da classe.

Fuchs à frente de Lars– Com os campeões antecipados Robert Scheidt e Bruno Prada fora da raia, a disputa do vice-campeonato monopolizou as atenções do sábado na classe Star. Marcelo Fuchs e Ronald Seifert venceram a última regata e asseguraram a medalha de prata. A dupla Lars Grael/Samuel Gonçalves chegou em segundo para complementar o pódio. Encerrada a Rolex Ilhabela Sailing Week, Lars e Samuel seguem treinando para o Mundial de Star, entre os 1º e 8 de setembro em San Diego, na Califórnia. Os tricampeões mundiais, Scheidt e Prada, projetam reatar a dupla para o Mundial de 2014, no Lago de Garda, “quintal de casa” em relação à atual residência de Scheidt, na Itália.

A classe S40 também já estava definida desde a sexta-feira, com o título para o Crioula, comandado por Eduardo Plass, que foi para a raia e confirmou sua oitava vitória na competição, à frente do vice-campeão Carioca, de Roberto Martins.

Resultados finais

S40 após 9 regatas e 1 descarte
1º – Crioula (Eduardo Plass) 
– 8pp (1+1+[2]+1+1+1+1+1+1)
2º – Carioca (Roberto Martins) – 15pp (2+[3]+1+2+2+2+2+2+2)
3º – Vesper 4 (João Marcos Mendes) – 27pp (4+5+4+3+3+[4]+3+3+3)

C30 após 9 regatas e 1 descarte
1º – Loyal (Marcelo Massa) 
– 11pp (1+1+1+1+1+1+3+[3]+2)
2º – Katana/Energia (Fabio Filippon) – 18pp (3+3+[7]+4+2+3+1+1+1)
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 26pp ([6]+2+3+3+3+4+5+2+4)

Star – após 10 regatas e 1 descarte
1º – Robert Scheidt/Bruno Prada 
– 8pp (5+1+1+1+1+1+1+1+1+[12])
2º – Marcelo Fuchs/Ronald Seifert – 23pp (4+3+2+4+2+2+3+[5]+2+1)
3º – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 26pp ([7]2+3+3+4+3+2+4+3+2)

HPE – após 10 regatas e 1 descarte
1º – Ginga (José Vicente Monteiro) 
– 15 pp ([4]+1+1+3+3+3+1+1+1+1)
2º – FIt To Fly (Eduardo Mangabeira) – 33pp (2+[8]+5+7+5+1+5+2+3+3)
3º – Bond Girl Jimny (Carlos Wanderley) – 47pp (13+2+2+5+6+7+3+4+5+[26])

ORC Geral – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Kiron (Leonardo Guilhermo)
 – 12pp (1+1+1+2+2+[2]+1+2+2)
2º – Angela VI (Peter Dirk) – 21pp ([29]+2+3+1+9+1+3+1+1)
3º – Asbar 4 (Marcelo Pereira) – 49,5pp (2+[15]+13+8+7+4+4+4,5+7)

ORC 500 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Angela VI (Peter Dirk) 
– 9pp ([12]+1+1+1+2+1+1+1+1)
2º – Catuana Kim (Paulo Cocchi) – 29pp ([12]+3+2+3+5+3+2+6+5)
3º – Miragem (Paulo Roberto) – 32pp (4+4+4+4+6+[12]+4+2+4)

ORC 600 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Absoluto (Renato Gama) 
– 26pp ([11]+2+2+5+2+3+4+1+7)
2º – Asbar 4 (Marcelo Pereira) – 26,5 (1+7+[8]+4+5+2+2+2,5+3)
3º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 28pp ([9]+1+1+6+4+4+6+5+1)

ORC 650 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) 
– 8pp (1+[1]+1+1+1+1+1+1)
2º – Maestrale (Adalberto Casaes) – 18pp (2+2+2+[3]+3+2+3+2+2)
3º – Samurai Ni (Ian Muniz) – 23pp (4+3+4+2+2+3+2+[4])

ORC 700 – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Rocket Power (Luiz Augusto Lopes) 
– 11pp ([5]+2+1+2+1+2+1+1+1)
2º – Prozak (Marcio Finamore) – 18pp (2+1+2+3+2+1+3+[5]+4)
3º – Colin (Sebastian Menendez) – 23pp (1+5+[5]+4+3+4+2+2+2)

IRC – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Ruda (Guilherme Hernandez) 
– 21,5pp ([7]+1,5+1+4+2+1+7+6+1)
2º – Angela Star (Peter Siemsen) – 21,5pp ([20]+1,5+2+1+8+3+4+1+2)
3º – Tangaroa (James Bellini) – 25pp (1+4+[7]+3+1+5+2+5+5)

RGS A – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Quiricomba (Escola Naval) 
– 12pp (2+[6]+2+1+1+2+2+1+1)
2º – Jazz (Valeria Ravani) – 16pp (3+2+[4]+2+2+1+1+3+2)
3º – Fram (Felipe Aidar) – 29pp (6+[7]+1+5+4+5+3+2+3)

RGS B – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Mandinga (Jonas Penteado) 
– 13pp (1+1+2+1+1+3+18+[18]+3)
2º – Revanche (Celso de Faria) – 27pp (3+2+3+6+3+2+[7]+6+2)
3º – Albatroz (Gremio de Vela Escola Naval) – 28pp ([8]+5+6+4+4+1+1+1+5)

RGS C – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Rainha/Empresta Capital (Leonardo Pacheco) 
– 10pp (2+1+2+1+1+1+1+[9]+1)
2º – Santeria (Mauricio Martins) – 21pp ([15]+12+4+2+1+2+2)
3º – Azulao (Marcello Polonio) – 25pp (1+3+3+[4]+3+4+4+3+4)

RGS Cruiser – após 9 regatas e 1 descarte
1º – Jambock (Marco Aleixo) 
– 10pp ([10]+1+1+1+1+1+1+2+2)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 21pp ([10]+2+2+3+4+5+3+1+1)
3º – Boccaluppo (Claudio Melaragno) – 27pp (2+[10]+4+2+2+2+2+10+3)

Da ZDL

 

 

Classes Star, HPE25 e S40 têm campeões antecipados na Rolex Ilhabela Sailing Week

Mestre Borlenghi, semi-submerso, capturou a ginga dos campeões na HPE25 hoje.

Mestre Borlenghi, semi-submerso, capturou a ginga dos campeões na HPE25 hoje.

Robert Scheidt e Bruno Prada comemoram título inédito no reencontro da dupla após os Jogos Olímpicos de Londres

A Rolex Ilhabela Sailing Week conheceu, nesta sexta-feira (12), no Yacht Club de Ilhabela (YCI), seus primeiros campeões da edição 2013. Alguns dos barcos considerados favoritos conseguiram manter a regularidade exigida por condições variadas de mar e vento para assegurar com um dia de antecedência o título. Na classe S40, o Crioula, do tático Samuel Albrecht, foi campeão com sete vitórias em oito regatas disputadas. Na HPE, o Ginga, de José Vicente, superou os outros 24 barcos da categoria a duas regatas do fim do campeonato. Enquanto na estreante Star, os tricampeões mundiais Robert Scheidt e Bruno Prada puderam trazer a Ilhabela o talento que os levou a tantas vitórias internacionais, para uma comemoração inédita. Na C30, o Loyal, de Marcelo Massa, está quase com a mão na taça. Precisa apenas de um sétimo lugar numa das duas últimas provas.

Nesta sexta-feira, com ventos fracos, na direção nordeste e intensidade média de 6 nós (10 km/h), a Comissão de Regatas realizou duas provas barla-sota, num percurso entre duas boias, ao norte de Ilhabela. A temperatura esteve sempre acima dos 20 graus, chegando a 25 no meio da regata. Os barcos voltam às disputas neste sábado (13), ao meio-dia, para a definição das classes C30, ORC, RGS e IRC.

Título vai para Porto Alegre na S40 – Depois de bater na trave no ano passado, o Crioula, barco do Veleiros do Sul (RS), ficou com o título da Rolex Ilhabela Sailing Week na S40, a classe dos barcos mais rápidos do evento internacional. Nas oito regatas, os gaúchos não deram oportunidade aos adversários, principalmente para o Carioca, de Roberto Martins. A sete vitórias foram consequência de largadas perfeitas, entrosamento e talento. “A dedicação e a habilidade dos tripulantes foram fundamentais para essa conquista. Velejamos em alto nível e em condições de vento e mar diferentes”, explicou Samuel Albrecht, atleta olímpico e tático do Crioula.

Na raia de S40 da Rolex Ilhabela Sailing Week, quatro barcos tentaram fazer frente aos gaúchos, inclusive o Magia V/Energisa, de Torben Grael, que acabou abandonando o campeonato devido à quebra do mastro. O clube Veleiros do Sul emprestou um barco aos argentinos, o Super Matanga. O clube gaúcho é apontado como um dos mais fortes do continente e um dos principais celeiros de campeões da modalidade no País. A bordo do Crioula, atletas que tentam vaga no Rio/2016, como o próprio Samuel Albrecht, Geison Mendes e Gustavo Thiesen, ajudaram o barco a ser campeão. “Depois da Rolex Ilhabela Sailing Week vou dar atenção à campanha olímpica para os Jogos de 2016. Decidi mudar de classe. Agora estou na Nacra, pois tenho o objetivo de fazer uma temporada como timoneiro em um monotipo do calendário olímpico”, completou Samuel Albrecht, que fazia dupla com Fábio Pillar na classe 470.

Show do Ginga – Mesmo sem seu principal tripulante, Breno Chvaicer, que se recupera de contusão, a tripulação do Ginga foi campeã por antecipação na HPE, comprovando o favoritismo. Foram cinco vitórias em nove regatas, numa das flotilhas mais equilibradas dos últimos tempos na vela oceânica. Os números da súmula mostram ainda que o quarteto de Ilhabela tem 14 pontos perdidos, 16 a menos do que o vice-líder, o Fit to Fly, de Eduardo Mangabeira.

A primeira explicação para o sucesso, segundo o regulador de velas Juan de La Fuente, é a insistência nos treinamentos. “Cada manobra, como trocas de bordo, içar velas, escolhas das melhores rajadas e contornos de boia são treinados intensamente por nossa tripulação. Simulamos situações de regatas em treinos durante a semana na mesma raia da Rolex Ilhabela Sailing Week”. Nas regatas desta sexta-feira, o Ginga não tomou conhecimento dos adversários e contornou a última boia de vento em popa nas duas provas, com larga vantagem na linha de chegada.

Os 24 adversários do Ginga tentaram se equiparar em velocidade, mas o desempenho da equipe foi digno da medalha de ouro. “Não é só entrosamento que justifica o sucesso do Ginga. Há outras equipes bem treinadas, mas o segredo deles é ter achado a velocidade certa do barco na reta (vento em popa), fruto de muito talento dos tripulantes. Vamos tentar achar essa velocidade também no popa”, ressaltou Marcelo Bellotti, que comanda o SER Glass Eternity no evento em Ilhabela. “A classe HPE é a maior de monotipo do Brasil. São 25 barcos na competição, mais de 100 pessoas velejando, é difícil reunir tanta gente boa junta. Além disso, o barco é rápido e bom de velejar. Quem é competitivo vai sempre escolher a categoria”.

Robert Scheidt e Bruno Prada brilham em Ilhabela – Os medalhistas olímpicos viveram uma semana inédita em Ilhabela e aproveitaram para matar as saudades das vitórias na Star, de velejarem juntos e da raia de Ilhabela, onde praticamente aprenderam a velejar. A classe olímpica, em comemoração aos 40 anos do evento, foi incluída no programa pela primeira vez para coroar a dupla tricampeã mundial. Scheidt e Prada não deram chance de reação aos adversários, com a incontestável campanha de oito vitórias em nove regatas disputadas e vantagem de 14 pontos sobre o adversário mais próximo. Com um descarte, a dupla soma 8 pontos perdidos.

“Foi uma semana maravilhosa, exceção à regata de abertura, na qual não conseguimos velejar muito bem com vento fraco. A partir do segundo dia as condições melhoraram e conseguimos dar velocidade ao barco. O mais importante foi reativar a dupla. Independentemente de a Star retornar ao programa olímpico, queremos correr pelo menos uma ou duas competições da classe por ano”, comentou Scheidt, eufórico, após a inédita conquista.

Na raia, prevaleceu o entrosamento da dupla olímpica e o conhecimento da raia, considerada o quintal de casa para os dois velejadores. “Estamos mais bem treinados e conhecemos o regime de ventos. Isso fez com que errássemos pouco. Agora é descansar e aguardar a decisão da ISAF (Federação Internacional de Vela) sobre o futuro da Star”, relatou Scheidt que segue competindo de Laser até que a definição sobre os Jogos do Rio/2016 seja anunciada.

A disputa pelo vice-campeonato será intensa neste sábado, dia da décima e última prova do programa da Rolex Ilhabela Sailing Week para a classe Star. A dupla Marcelo Fuchs/Ronald Seifert tem apenas dois pontos perdidos a menos do que Lars Grael/Samuel Gonçalves: 22 a 24. A dupla Dino Pascolatto/ , com 28 pontos também pode chegar ao pódio. “Marcar o Lars será fundamental. Não podemos deixar que nenhum barco se posicione entre os nossos dois. Sei que o Lars prefere o vento fraco, o que deve ocorrer, mas para nós é melhor que esteja mais forte”, projeta o proeiro Seifert.

O também medalhista olímpico, Lars Grael, afirmou que vai velejar da melhor forma que puder, sem se preocupar com a posição de Fuchs e Seifert. “É um privilégio correr em Ilhabela no nível internacional que a inclusão da Star na Rolex Ilhabela Sailing Week nos proporcionou. Scheidt e Prada são tricampeões mundiais e justificaram essa condição aqui na Ilha”, reconheceu Lars, parabenizando a dupla campeã.

Resultados:

S40 após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Crioula (Clube Veleiros do Sul) – 7pp (1+1+[2]+1+1+1+1+1)
2º – Carioca 25 (Roberto Martins) – 13pp (2+3+1+2+2+2+2+2)
3º – Vesper 4 (João Marcos Mendes) – 24pp (4+5+4+3+3+[4]+3+3)

C30 após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Loyal (Marcelo Massa) – 9pp (1+1+1+1+1+1+3+[3])
2º – Katana/Energia (Mauro Dottori) – 17pp (3+3+[7]+4+2+3+1+1)
3º – Caballo Loco (Mauro Dottori) – 22pp ([6]+2+3+3+3+4+5+2)

Star – após 9 regatas e 1 descarte 
1º – Robert Scheidt/Bruno Prada – 8pp ([5]+1+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Marcelo Fuchs/Ronald Seifert – 22pp (4+3+2+4+2+2+3+[5]+2)
3º – Lars Grael/Samuel Gonçalves – 24pp ([7]2+3+3+4+3+2+4+3)

HPE – após 9 regatas e 1 descarte 
1º – Ginga (José Vicente Monteiro) – 14 pp ([4]+1+1+3+3+3+1+1+1)
2º – FIt To Fly (Eduardo Mangabeira) – 30pp (2+[8]+5+7+5+1+5+2+3)
3º – Bond Girl Jimny (Carlos Wanderley) – 25pp ([13]+2+2+5+6+7+3+4+5)

ORC Geral – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Kiron (Leonardo Guilhermo) – 10pp (1+1+1+2+2+[2]+1+2)
2º – Angela VI (Peter Dirk) – 20pp ([29]+2+3+1+9+1+3+1)
3º – Absoluto (Renato Gama) – 37pp (14+5+4+9+3+5+8+3)

ORC 700 – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Rocket Power (Luiz Augusto Lopes) – 10pp ([5]+2+1+2+1+2+1+1)
2º – Prozak (Marcio Finamore) – 14pp (2+1+2+3+2+1+3+[5])
3º – Colin (Sebastian Menendez) – 21pp (1+5+[5]+4+3+4+2+2)

IRC – após 8 regatas e 1 descarte
1º – Angela Star (Peter Siemsen) – 20,5pp ([20]+1,5+2+1+8+3+4+1)
2º – Tangaroa (James Bellini) – 21pp (1+4+[7]+3+1+5+2+5)
3º – Ruda (Guilherme Hernandez) – 22,5pp ([7]+1,5+1+4+2+1+7+6)

RGS A – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Quiricomba (Gremio de Vela da Escola Naval) – 11pp (2+[6]+2+1+1+2+2+1)
2º – Jazz (Valeria Ravani) – 14pp (3+2+4+2+2+1+1+3)
3º – Inae Transbrasa (Bayard Umbuzeiro) – 24,5pp ([5]+1+3+4+3+3,5+9+5)

RGS B – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Albatroz (Gremio de Vela Escola Naval) – 22pp ([8]+5+6+4+4+1+1+1)
2º – Revanche (Celso de Faria) – 25pp (3+2+3+6+3+2+[7]+6)
3º – Mandinga (Jonas Penteado) – 27pp (1+1+2+1+1+3+18+[18])

RGS C – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Rainha/Empresta Capital (Leonardo Pacheco) – 6pp (2+1+2+1+1+1+1+[9])
2º – Santeria (Mauricio Martins) – 19pp ([15]+12+4+2+1+2)
3º – Azulao (Marcello Polonio) – 21pp (1+3+3+[4]+3+4+4+3)

RGS Cruiser – após 8 regatas e 1 descarte 
1º – Jambock (Marco Aleixo) – 8pp ([10]+1+1+1+1+1+1+2)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 20pp ([10]+2+2+3+4+5+3+1)
3º – Boccaluppo (Claudio Melaragno) – 24pp (2+[10]+4+2+2+2+2+10)

Programação da 40ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week

13/7 – sábado: 
– 12h – Regatas Barla-Sota
– 17h – Confraternização no Yacht Club de Ilhabela
– 19h – Premiação da Rolex Ilhabela Sailing Week

Fan page é o ponto de encontro virtual da comunidade – a 40ª edição da Rolex Ilhabela Sailing Week colocou no ar o site oficial –www.risw.com.br – e também a Fan Page do Facebook.

Da ZDL

Primeiro final de semana do Warm Up testa barcos e equipes rumo a Rolex Ilhabela Sailing Week

Primeiras regatas da segunda etapa do Circuito foram disputadas em locais diferentes. Equipes usam o evento como preparação para a Rolex Ilhabela Sailing Week

Aline Bassi viu a disputa acirrada da classe HPE

Aline Bassi viu a disputa acirrada da classe HPE

Ilhabela (SP) – As primeiras regatas da segunda etapa da Copa Suzuki Jimny testaram as tripulações da vela oceânica. Em dois dias de provas, dois locais diferentes. Os velejadores ganharam mais ritmo e ajustaram equipamentos antes do evento mais importante da temporada, a Rolex Ilhabela Sailing Week, marcada para julho. No sábado (8), as disputas foram no Canal de São Sebastião, com vento sul e média de 10 nós. No domingo (9), o panorama da competição mudou e a regata na Ponta das Canas, no norte de Ilhabela, teve 14 nós de média. Os resultados parciais também apontam equilíbrio entre as classes.

“As condições das primeiras regatas foram perfeitas para nós, já que o vento de 10 nós é o ideal para o barco. O Jazz é mais leve do que outros concorrentes como Inaê e o Maria Preta, por exemplo. No domingo, a situação mudou (vento forte) e tivemos um pouco mais de dificuldades”, disse Valéria Ravani, comandante do Jazz, barco que lidera a classe RGS A. “Fiquei muito feliz por termos conquistado mais uma vitória, o que nos garantiu a primeira colocação. Agora temos que segurar um pouco a tensão para o restante da Copa Suzuki Jimny e para a Rolex Ilhabela Sailing Week”.

A tabela da RGS A aponta Jazz (Valéria Ravani) na liderança, seguido por Inaê/Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) e Fram (Felipe M. Aidar). Na RGS B, o Suduca (Marcelo Claro) tem o melhor aproveitamento até o momento, fruto de uma leitura perfeita das condições. “As regatas foram bem diferentes. As primeiras, no Canal de São Sebastião, tiveram a influência dos baixios (bancos de areia). As últimas, sem interferência, na Ponta das Canas, tiveram resultados mais justos. Mas a vela oceânica é assim: para cada dia há uma estratégia de prova” , explicou Marcelo Claro, comandante do Suduca, que lidera a RGS B. “Estamos encarando o Warm Up realmente como um aquecimento e fase de testes para a Rolex Ilhabela Sailing Week. O Suduca está com equipamentos novos e também tivemos a entrada do Jadir Serra, que é homem que cuida da tática do barco”.

Na RGS C, o Rainha (Leonardo Pacheco) está em primeiro e, na RGS Cruiser, o líder é o Boccalupo (Roberto Iinuma).

C30, HPE e ORC – Na C30, após cinco regatas e a entrada do descarte, o TNT/Loyal (Marcelo Massa) segue com 100% de aproveitamento deixandok para trás Barracuda (Humberto Diniz) e Caballo Loco (Mauro Dottori). Na HPE, com seis provas disputadas, o Bixiga (Pino De Segni) assumiu a liderança que era do Repeteco (Fernando Haaland) no dia anterior. Em terceiro está o Relaxa Next (Roberto Mangabeira).

Na ORC A, o Lexus/Chroma (Luiz Gustavo de Crescenzo) está em primeiro, seguido por Tangaroa (James Bellini) e Orson Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva). Na B, Sextante I (Thomas Leomil Shaw) está com dois pontos de vantagem sobre o
Colin (Sebastian Menendez). No próximo final de semana, dias 15 e 16, a organização da Copa Suzuki Jimny deve fazer duas regatas por dia.

Resultados do Warm Up:

ORC A – 4 regatas
1- Lexus/Chroma (Luiz Gustavo de Crescenzo) – 7 pontos perdidos (3+1+2+1)
2- Tangaroa (James Bellini) – 8 pp (1+3+1+3)
3- Orson Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 13 pp (2+2+5+4)

ORC B – 4 regatas
1- Sextante I (Thomas Leomil Shaw) – 5 pp (1+2+1+1)
2- Colin (Sebastian Menendez) – 7 pp (2+1+2+2)

C30 – 5 regatas e 1 descarte
1- TNT/Loyal (Marcelo Massa) – 4 pp ([1]+1+1+1+1)
2- Barracuda (Humberto Diniz) – 8 pp (2+[3]+2+2+2)
3- Caballo Loco (Mauro Dottori) – 11 pp ([4]+2+3+3+3)

HPE – 6 regatas e 1 descarte
1- Bixiga (Pino De Segni) – 10 pp ([4]+4+1+2+1+2)
2- Repeteco (Fernando Haaland) – 11 pp (2+3+3+[5]+2+1)
3- Relaxa Next (Roberto Mangabeira) – 15 pp ([13]+2+2+4+3+4)

RGS A – 4 regatas
1- Jazz (Valéria Ravani) – 6 pp (1+1+1+3)
2- Inaê/Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) – 9 pp (2+4+2+1)
3- Fram (Felipe M. Aidar) – 14 pp (4+2+3+5)
4- Urca / BL3 (Pedro Rodrigues) – 14 pp (3+3+4+4)

RGS B – 4 regatas
1- Suduca (Marcelo Claro) – 5pp (1+1+2+1)
2- Kanibal (Martin Bonato) – 9pp (2+2+3+2)
3- Asbar II (Sergio Klepacz) – 10pp (3+3+1+3)

RGS C – 4 regatas
1- Rainha (Leonardo Pacheco) – 4pp (1+1+1+1)

RGS Cruiser – 4 regatas
1- Boccalupo (Roberto Iinuma) – 6pp (2+1+1+2)
2- Cocoon (Luiz Marcelo Caggiano) – 8pp (1+2+2+3)
3- Brazuca (Renato Nonno) – 12pp (5+3+3+1)

Da ZDL

Beto Pandiani e Igor Bely chegam neste sábado em Ilhabela

A bordo do Picolé, a dupla avista terra firme

A bordo do Picolé, a dupla avista terra firme

São Paulo (SP) – A sede da escola de vela BL3, na praia da Armação, em Ilhabela (SP), está pronta para a chegada da Travessia do Atlântico, uma das maiores aventuras da dupla Beto Pandiani e Igor Bely. O dois chegam ao destino final às 12h deste sábado (27), após uma viagem que superou 4.000 milhas náuticas pelo oceano a bordo de um catamarã sem cabine e conforto zero. A viagem começou em 20 de março, na Cidade do Cabo, na África do Sul, e vai acabar 38 dias depois. No trajeto, os velejadores relataram pelo site travessiadoatlantico.tumblr.com. que sofreram com as condições adversas como sol forte, tempestades, ondas e zonas de naufrágio.

Contando as horas e os minutos para o encerramento, Beto Pandiani confessou não aguentar mais sofrer com a falta de ventos. “Estamos pagando pedágio para os deuses, pois a falta de vento está sendo a marca da viagem. Ou pancada, ou merreca. Na quinta-feira (25),por exemplo, passamos o dia todo olhando para o Rio de Janeiro, e não passava, e não andava. Uma corrente contra adiava nosso pequeno progresso. Haja Red Bull. É preciso muita energia pra superar tantos obstáculos”, reclamou.

O velejador completou: “Esta rotina é um teste mental extremo, e ainda preciso saber o que preciso aprender com esta situação. Paciência! Estamos a apenas poucas milhas de Ilhabela”.

Igor Bely também falou da reta final da Travessia do Atlântico: “É claro que não há vento, mas isso não é uma surpresa. Estamos confiantes de que virá. Sábado vamos realizar um sonho que está a mais de 35 dias em nossas mentes: caminhar na praia. Desejem-nos boa sorte para estes últimos quilômetros”.

A Travessia do Atlântico tem o patrocínio de Semp Toshiba, apoio de Mitsubishi, Red Bull e Certisign. Os colaboradores são Reebok, BL3, Sta Constância, Azula, North Sails e Track and Field.

Da ZDL

Primeira etapa da Copa Suzuki Jimny bate recorde de inscritos em Ilhabela

Com quatro etapas e mais de 30 provas durante o ano, o Circuito Ilhabela chega a 50 veleiros inscritos na estreia em 2013

Edu Grigaitis clicou a briga dos C30 em Ilhabela

Edu Grigaitis clicou a briga dos C30 em Ilhabela

Ilhabela(SP) – A Copa Suzuki Jimny atinge, em sua estreia na temporada 2013, 50 barcos. O número recorde para uma abertura de campeonato comprova o crescimento da vela oceânica em São Paulo. O circuito de quatro etapas chega a sua 13a. edição e é referência na modalidade reunindo velejadores de ponta e amadores no Yacht Club de Ilhabela (YCI). As principais classes como ORC, HPE, C30 e as quatro variações de RGS ajudam na evolução do esporte e colocam o evento como obrigatório no cenário brasileiro.

“Realizar um campeonato com 50 barcos exige muito da organização, mas estamos preparados, já que nosso staff é composto por profissionais especializados com experiência internacional. Por outro lado, o Yacht Club de Ilhabela oferece todas as condições para um evento deste porte. E, na água, as equipes cada vez mais investem em equipamentos, treinos e atletas para deixar as regatas emocionantes”, comemorou Carlos Eduardo Souza e Silva, diretor de vela do YCI.

As regatas voltaram a ser disputadas neste sábado(20) no Canal de São Sebastião com ventos de 12 nós de média e temperatura na casa dos 25 graus. Desta vez o tempo ajudou e a organização conseguiu fazer três provas para as classes HPE e C30, e duas para as demais categorias.

“Por ser um evento bem organizado e forte tecnicamente, outros velejadores, inclusive de fora de São Paulo, prestigiam a competição para ficar em atividade. A Copa Suzuki Jimny é referência nesse sentido e a tendência é aumentar o número de barcos”, contou Cuca Sodré, organizador da Copa Suzuki Jimny e árbitro internacional de vela. “A presença de velejadores profissionais, que fazem parte da equipe olímpica nacional, disputam o campeonato e aumentam o nível”.

Entre os profissionais, nomes como os velejadores olímpicos Samuel Albrecht e Fábio Pillar, que vieram do Rio Grande do Sul para correr a Copa Suzuki Jimny. A interação entre com os atletas ajuda também no crescimento da modalidade. “O campeonato é de alto nível, um dos melhores do Brasil. A nossa presença torna o ‘jogo’ mais competitivo. É uma troca de experiência no final das contas. A gente ensina, se diverte e aprende”, relatou Fábio Pillar, que é integrante do Barracuda na C30.

Uma das novidades para as regatas finais da primeira etapa foi a entrada do Tangaroa, na categoria ORC. O barco de Porto Alegre (RS) chamou o experiente Samuel Albrecht, parceiro de Fábio Pillar na classe 470, dupla que faz campanha para os Jogos de 2016. “A Copa Suzuki Jimny é bem movimentada e forte. Correr um campeonato desse nível mantém o velejador em atividade e ajuda na performance”, explicou Samuel Albrecht. “Está tão frio no sul que migramos para São Paulo para disputar regatas. Somos iguais aos patos que vão para o norte no inverno”, brincou.

As regatas do sábado – No fim de semana passado,o tempo ruim e a falta de ventos deram as caras. Mas a situação melhorou e muito, neste sábado. A Comissão de Regatas conseguiu fazer três provas para as classes one-design e duas para as demais categorias.

Na HPE, o Repeteco (Fernando Haaland) assumiu a liderança com um bom desempenho no dia e a entrada do descarte do pior resultado. “Estamos em primeiro porque não erramos manobras. O treinamento faz a diferença. Além disso, eu acredito que a largada representa 70% da vitória em uma regata de HPE”, disse Fernando Haaland. Em seguida aparecem Ginga (Breno Chvaicer) e Fit to Fly (Eduardo Mangabeira), três e quatro pontos, respectivamente, atrás do Repeteco.

Na C30, mais uma vez o TNT Loyal (Marcelo Massa) se deu bem vencendo as três regatas. Porém, o Barracuda chegou mais próximo nas provas e quase tirou os 100% dos favoritos. “Diminuímos a vantagem deles na água. Chegamos a ficar perto da vitória. Em uma das provas, o TNT Loyal estava bem atrás, mas na última boia, eles deram um jibe e foram empurrados por uma melhor rajada”, disse Fábio Pillar, tático do Barracuda.

Na ORC, equilíbrio na disputa com a chegada do Tangaroa (Germano Pestana), que venceu as duas regatas do dia. Mas, como os gaúchos não correram na semana passada, o Lexus/Chroma segue na ponta seguido por Orson/Mapre (Carlos Eduardo Souza e Silva).

Na RGS-A, o Jazz (Valéria Ravanni) segue em primeiro na classificação geral, mas BL3 Wind Náutica (Clauberto Andrade) e Maria Preta (José Barretti) venceram as regatas do dia e diminuíram a diferença para o líder. Na RGS-B, o Asbar II (Sérgio Klepacz) venceu as duas provas e pulou para a liderança no geral dele. O Suduca (Marcelo Claro) ficou em segundo lugar nas duas e perdeu a ponta. NA RGS-C, o Ariel (Andreas Kugler) segue em primeiro, assim como o BocCalupo (Claudio Melaragno) na RGS-Cruiser.

Neste domingo (21), os barcos voltam à raia em Ilhabela às 12h para um dia de regatas, que decidirão a primeira etapa da competição.

Resultados parciais

ORC – 4 regatas e 1 descarte 
1º – Lexus/Chroma (Luiz Gustavo de Crescenzo) – 5 pontos perdidos (2+1+2+2)
2º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 9 pp (1+2+3+3)
3º – Tangaroa (Germano Pestana) – 9 pp (7+7+1+1)

C30 – 5 regatas e 1 descarte
1º – TNT/Loyal (Marcelo Massa) – 4 pp (1+1+1+1+1)
2º – Barracuda (Humberto Diniz) – 8 pp (2+4+2+2+2)
3º – +Realizado (José Luiz Apud) – 11 p (3+2+3+3+3)

HPE – 5 regatas e 1 descarte
1º – Repeteco (Fernando Haaland) – 11 pp (8+1+7+2+1)
2º – Ginga (Breno Chvaicer) – 14 pp (3+5+9+3+3)
3º – Fit to Fly (Eduardo Mangabeira) – 15 pp (9+2+2+16+2)

RGS-A – 4 regatas
1º – Jazz (Valéria Ravani) – 7 pp (1+1+2+3)
2º – Maria Preta (José Barretti) – 13 pp (3+6+3+1)
3º – Inaê/Transbrasa (Bayard Umbuzeiro Filho) – 13 pp (2+5+4+2)

RGS-B – 4 regatas 
1º – Asbar II (Sergio Klepacz) – 6 pp (2+2+1+1)
2º – Suduca (Marcelo Claro) – 6 pp (1+1+2+2)
3º – Hélios – Sírio Libanês – 14 pp (3+3+4+4)

RGS-C – 4 regatas 
1º – Ariel (Andreas Kubler) – 6 pp (1+1+2+2)
2º – Rainha (Leonardo Pacheco) – 7 pp (3+2+1+1)

RGS-Cruiser – 4 regatas 
1º – Boccalupo (Claudio Melaragno) – 6 pp (1+1+3+1)
2º – Brazuca (José Rubens Bueno) – 10 pp (2+4+1+4)
3º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 15 pp (6+5+2+2)

A Copa Suzuki Jimny/XIII Circuito Ilhabela de Vela Oceânica é organizada pelo Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio master da Suzuki Veículos e co-patrocínio da SER Glass. Os apoiadores são: Prefeitura Municipal de Ilhabela, Brancante Seguros, Rádio Antena 1 Litoral Norte e Delegacia da Capitania dos Portos em São Sebastião.

Da ZDL

Ginga é campeão paulista de HPE 25

Terminou neste final de semana em Ilhabela o Campeonato Paulista de HPE 25. Foram três regatas com vento médio no sábado e apenas uma regata no domingo por conta da forte chuva que atingiu a região e não permitiu a entrada do vento. O Ginga, de Breno Chvaicer, nem precisou disputar o último dia ao abrir mais de 10 pontos de vantagem sobre o Repeteco, que ficou com o segundo lugar, mas mesmo assim foi para a água e confirmou o título.

Resultado final:

1. Ginga, 12 pp
2. Repeteco, 21 pp
3. Bond Girl, 23 pp
4. Bixiga, 27 pp
5. Fit to Fly, 28 pp

Ginga lidera o primeiro final de semana do Paulista de HPE

No último final de semana começou em Ilhabela o Campeonato Paulista de HPE. No sábado o vento apareceu com boa intensidade, perrmitindo a realização das três regatas programadas para o dia. Já no domingo, os velejadores esperaram por mais de uma hora até que uma brisa permitiu a realização de apenas uma das duas regatas programadas para o dia.

Depois de quatro regatas o líder é o Ginga, de Breno Chvaicer. Em segundo está o Repeteco,de Fernando Haaland, seguido por Bond Girl, de Rique Wanderley. A competição continua neste final de semana com a previsão de realização de mais cinco regatas. A premiação será feita na sede do Iate Clube de Santos, às 14h.

Emoção nas últimas regatas da Semana de Ilhabela define os campeões de 2012.

E novamente o Pajero, de Eduardo Souza Ramos, venceu a Rolex Ilhabela Sailing Week. Arrebentatum est!

Os resultados dentro da água comprovaram que a Rolex Ilhabela Sailing Week é o maior evento de vela oceânica da América Latina. A edição de número 39 do tradicional campeonato teve regatas sendo definidas na última boia entre os 150 barcos, representantes olímpicos se misturando com os amadores e organização de nível internacional. Os duelos também foram acompanhados pelo público com a maioria das provas sendo realizadas no canal de São Sebastião.

Os vencedores em cada categoria foram: Pajero/Gol (S40), Loyal/TNT (C30), SX4/Bond Girl (HPE), Tomgape Touché (ORC Geral e 500), Zeus (ORC 600), Kiron (ORC 650), Prozak (ORC 700), Maria Preta (RGS Maxi), Troop Too (RGS A), Tangaroa (RGS B), Mandinga (RGS C), Chrispin II Kelvin Clima (RGS Cruiser A) e Hélio II- Hospital Sírio Libanês (RGS Cruiser B).

“As regatas estão cada vez mais acirradas e decididas no fim. Isso mostra o investimento das equipes em treinamento e equipamento. O sucesso da HPE com 27 barcos, a força do S40, o surgimento do C30 e o crescimento das classes de rating como ORC e RGS mostram a importância do campeonato”, revela José Manuel Nolasco, diretor de vela O Yacht Club de Ilhabela (YCI). “O clube se orgulha em sediar a competição. Por isso, temos a responsabilidade de fazer o melhor, mostramos nossa capacidade de organização”.

Nesta sábado (14) com sol e ventos variando de 12 a 14 nós, a Comissão de Regatas (CR) fez duas provas no canal de São Sebastião entre os monotipos para desempatar a competição. E, nas três classes, não faltou emoção do começo ao fim. Na S40, O Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) oscilou na primeira do dia e largou em último, mas fez uma incrível recuperação e terminou em segundo. Com isso, precisou apenas marcar seu adversário direto, o Crioula, para garantir o título. Festa para Eduardo Souza Ramos, o pioneiro da competição. “Foi um dia difícil e foi muito bom conquistar mais essa vitória, a nona que conseguimos. Venci a primeira edição, em 73. Nossa vitória pode ser creditada à sorte e também à nossa ótima tripulação. O Bochecha é um ótimo tático e nos ajudou muito”.

“A primeira regata de hoje foi a mais importante do campeonato. Largamos mal, estávamos em quinto, depois de uma escolha errada. Logo a tripulação reagiu e começamos a nos recuperar, tanto que chegamos em segundo. A vibração foi a mesma de que se tivéssemos ganhado o campeonato. Este resultado permitiu que só marcássemos o Crioula na última regata para conseguir o título”, explica André ´Bochecha´ Fonseca.

Domínio do Loyal/TNT – Na C30, que estreou na Rolex Ilhabela Sailing Week, o título foi para o Loyal/TNT (Marcelo Massa), que superou outras cinco embarcações. O tio do piloto de F1 Felipe Massa liderou a equipe, que conta com ícones da vela olímpica nacional como Alexandre Paradeda e Fábio Pillar. “Começamos com pé direito. O barco tem um velejo gostoso e é rápido. A tendência é que as outras tripulações melhorem com o tempo e tenhamos regatas decididas no último momento”, revela o campeão.

“Acredito muito na classe, que deve crescer ainda mais. Para a Rolex Ilhabela Sailing Week, em 2013, poderemos ter de 12 a 13 barcos. Todos que disputaram aqui gostaram muito do barco. O Katana foi para água nesta semana e já ficou em segundo no campeonato”, destaca Massa.

O idealizador do barco, Horácio Carabelli, prestigiou as regatas de C30 em Ilhabela. “O custo benefício é o diferencial do barco. Mais velejadores devem apostar nessa classe,que certamente será uma das maiores em um curto prazo”.

Muita disputa na HPE – Com 27 barcos, recorde desde que foi criada em 2004, a HPE contou com a presença de representantes olímpicos como Bruno Prada e Adriana Kostiw. Mas quem se deu bem foi Rique Wanderley e seu SX4/Bond Girl. O campeonato foi decidido na regata final. Os campeões precisavam chegar na frente do Ginga (Breno Chvaicer) e, mesmo assim, não adotaram a estratégia de marcar os rivais. Fizeram um primeiro e um quinto lugares e somaram 21 pontos contra 31 dos rivais diretos.

“Fizemos a nossa regata e acabou dando certo. Não havia favorito. O título nos enche de orgulho, já que brigamos de igual para igual com os melhores do País, como Bruno Prada, Maurício Santa Cruz, Henrique Haddad e outros que competem na categoria, a mais disputada do oceano”, adianta Rique Wanderley.

O velejador Bruno Prada ajudou o Ginga a ficar com o vice. O atleta embarca nesse domingo (16) para Londres e se juntará a Robert Scheidt. Os dois tentarão a medalha de ouro na classe Star. “Dever cumprido em Ilhabela. Pude competir e descansar com minha esposa e filhos para a Olimpíada. Agora é foco total nos Jogos”.

As classes de rating e o papa títulos – Desde 2010, o lugar mais alto do pódio na ORC Geral é do time do Tomgape Touché (Ernesto Breda). Os tricampeões tiveram uma campanha perfeita nas oito regatas do calendário. “Os adversários evoluíram e está cada vez mais difícil defendermos o título. De qualquer forma, vamos otimizar o barco para manter o ritmo. A ORC está batendo recordes. Temos mais de 120 barcos disputando pelo mundo e a classe continua forte, o que ajuda na evolução dos equipamentos e materiais”, diz Ernesto Breda.

O Tomgape Touche também ganhou na ORC 500. Nas outras divisões, Zeus (Inácio Vandressen) foi o campeão na 600. Os catarinenses do Kiron (Leonardo Guilherme Cal) contaram com o talento do campeão pan-americano Matheus Dellagnelo a bordo e saíram vencedores na 650. Na ORC 700, vantagem para o Prozak (Márcio Finamore), após uma disputa acirrada com o argentino Pachim Mar & Vela/Pacuíba (Leandro Sanches).

Na RGS, que tem uma regra 100% nacional, o Maria Preta (José Barreti) foi o campeão na divisão Maxi, que agrega os maiores veleiros. O bicampeão pan-americano Mario Buckup foi o responsável pela tática. “Estamos muito felizes. Vencer a Rolex Ilhabela Sailing Week é importante para o currículo de todos os velejadores. As regatas são sempre muito próximas e exige atenção total nas provas”.

Na RGS A, o Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) levou a melhor, assim como o Tangaroa (James Bellini) na B. Entre os barcos da subdivisão C, ouro para o Mandinga (Jonas Penteado), que chegou ao último dia de regatas com 100% de aproveitamento. Na Cruiser A, o campeão foi o Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) e na RGS Cruiser B, o Hélios II – Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo).

Resultados finais:

S40 – após 9 regatas com 1 descarte
1º – Pajero/Gol (Eduardo Souza Ramos) – 14 pontos perdidos (2+2+3+1+1+1+2+2+6)
2º – Crioula (Eduardo Plass) – 16 pp (1+5+1+2+3+3+1+1+4)
3º – Carioca (Roberto Martins) – 23 pp (4+3+2+4+2+4+5+3+1)
4º – Mitsubishi/Energisa (Torben Grael) – 28 pp (3+4+4+5+5+2+3+5+2)
5º – Apolonia (Jaime Charad) – 29 pp (5+1+5+3+4+5+4+4+3)

C30 – após 9 regatas com 1 descarte
1º – Loyal/TNT (Marcelo Massa) – 11 pp (3+1+1+1+2+1+1+1+7)
2o – Katana/Energia (Fábio Filippon) – 17 pp (6+3+2+2+1+3+3+2+1)
3º – Barracuda (Humberto Diniz da Silva) – 20 pp (5+2+3+3+3+2+2+3+2)
4º – Kaikias (Tarcisio Mattos) – 29 pp (1+5+5+4+4+4+4+4+3)
5º – Corta Vento (Carlos Augusto de Matos) – 37 pp (4+4+4+5+6+6+5+5+4)

HPE – após 9 regatas com 1 descarte
1º – SX4/Bond Girl (Rique Wanderley) – 21 pp (3+1+7+2+4+1+4+1+5)
2º – Ginga (Bruno Prada) – 31 pp (1+9+2+5+1+5+2+13+6)
3º – Bixiga (Pino Di Segni – 35 pp (6+7+4+7+5+2+5+4+2)
4º – Artemis (Mark Essle) – 52 pp (8+10+18+8+3+18+1+3+1)
5º – Relaxa/Next (Roberto Mangabeira) – 53 pp (13+8+1+4+12+21+3+5+7)

ORC Geral – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Tomgape/Touché (Ernesto Breda) – 8 pp (1+1+1+1+2+2+4)
2º – Angela Star (Peter Siemsen) – 21 pp (5+6+3+5+1+8,5+1)
3º – Zeus (Inácio Vandressen) – 27,5 pp (10+8+5+3+8,5+1+2)
4º – Kiron (Leonardo Guilherme Cal) – 28 pp (8+14+6+2+3+3+6)
5o – San Chico (Francisco Freitas) – 34 pp (7+7+13+8+5+4+3)

ORC 500 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Tomgape/Touché (Ernesto Breda) – 9 pp (2+1+1+1+1+2+1+3)
2º – Angela Star (Peter Siemsen) – 19 pp (3+5+4+3+2+1+5+1)
3o – San Chico (Francisco Freitas) – 27 pp (4+6+5+6+5+3+2+2)
4º – Tembó Guaçu (Osvaldo Bagnoli) – 32 pp (6+2+2+2+12+5+3+12)
5º – Chroma (Luis Crescenzo) – 32 pp (7+3+3+4+4+7+4+12)

ORC 600 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Zeus (Inácio Vandressen) – 10 pp (2+2+3+1+1+2+1+1)
2º – Ventaneiro (Renato Cunha) – 14 pp (3+3+1+2+2+1+16+2)
3o – Absoluto (Renato Gama) – 25 pp (16+4+5+3+4+4+2+3)
4º – Mad Max (ARG – Julian Somodi) – 32 pp (11+1+2+6+3+5+16+4)
5º – Orson/Mapfre (Carlos Eduardo Souza e Silva) – 36 pp (6+5+8+4+6+3+5+7)

ORC 650 – após 8 regatas com 1 descarte
1º – Kiron (Leonardo Guilherme Cal) – 7 pp (3+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Bravíssimo (Ivan de Porto Alegre Muniz) – 16 pp (2+2+2+2+3+3+3+2)
3º – Maestrale (Adalberto Casaes Jr.) – 19 pp (5+3+3+4+2+2+2+3)
4º – Katana (Francisco Luis Altenburg) – 26 pp (1+4+4+3+4+5+5+5)

ORC 700 – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Prozak (Márcio Finamore) – 11 pp (1+2+4+1+1+4+2)
2º – Angra (Escola Naval) – 16 pp (4+4+1+2+4+9+1)
3º – Pachim Mar & Vela/Pacuíba (ARG- Leandro Sanches) – 16 pp (3+1+3+4+2+3+6)
4º – Mashallah (Guillermo Larrobla) – 25 pp (5+6+6+5+3+2+4)
5º – Zeppa (Diego Zaragoza) – 26 pp (2+3+2+9+7+6+6)

RGS Maxi – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Maria Preta (José Barreti) – 7 pp (1+2+1+1+1+2+1)
2º – Saravah (Pierre Joullie) – 10 pp (3+1+2+2+3+1+1)
3º – Náutico II (ARG) – 18 pp (5+4+3+3+2+3+3)
4º – Harpia III (Le Vent Mistral) – 21 pp (2+3+4+4+4+4+4)
5º – Sessentão (Alain Simon) – 31 pp (4+5+5+5+6+6+6)

RGS A – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) – 15 pp (1+1+3+2+6+2+11)
2º – Quiricomba (Escola Naval) – 16 pp (4+7+5+4+1+1+1)
3º – Brekelé (Escola Naval) – 18 pp (2+5+2+1+5+11+3)
4º – Fram (Felipe Aidar) – 19 pp (3+3+4+3+3+3+5)
5º – Jazz (Valéria Ravanni) – 21 pp (6+2+1+5+2+5+6)

RGS B – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Tangaroa (James Bellini) – 7 pp (3+1+1+1+1+1+2)
2º – Revanche (Celso Faria) – 20 pp (10+2+4+2+3+4+5)
3º – Sereloco (Marcelo Cabral) – 23 (8+3+3+12+5+3+1)
4º – Palmares (José Romariz) – 23 pp (1+5+6+4+4+9+3)
5º – BL3 (Clauberto Andrade) – 23 pp (7+7+2+3+2+2+9)

RGS C – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Mandinga (Jonas Penteado) – 6 pp (1+1+1+1+1+1+1)
2o – Xiliki (Flávio Cantanhede)- 24 pp (2+2+20+4+5+6+5)
3º – Azulão (Marcello Polônio) – 25 pp (5+3+2+2+10+11+3)
4º – Santeria (Maurício Martins) – 33 pp (7+11+7+7+8+2+2)
5º – Ariel (Luis Pimenta) – 33 pp (4+4+4+8+4+9+10)

RGS Cruiser A – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Chrispin II Kelvin Clima (José Carlos de Souza) – 9 pp (2+4+2+1+1+1+2)
2º – For Sale (Décio Goldfarb) – 11 pp (4+2+1+2+2+3+1)
3º – Sailing Adv. Travessura (Sérgio Gomes) – 13 pp (1+1+3+3+3+2+3)
4º – Magaratz (Cláudio Birolini) – 27 pp (3+5+6+9+4+4+5)
5o – Jubarte 1 (Aldo Sani Jr.) – 34 pp (7+6+7+5+5+5+6)

RGS Cruiser B – após 7 regatas com 1 descarte
1º – Hélios II – Hospital Sírio Libanês (Marcos Lobo) – 6 pp (2+1+1+1+1+1+1)
2º – Cocoon (Luiz Caggiano) – 17 pp (3+2+2+2+4+9+4)
3º – Boccalupo (Cláudio Melaragno) – 19 pp (1+6+5+4+3+3+3)
4º – BL3 / Alísios Wind Náutica (Domingos Carelli Neto) – 20 pp (6+3+4+3+2+9+2)
5º – Austral (Antônio de Faria) – 25 (5+4+3+5+6+2+9)

Brasileiro de RGS – classificação final – 6 regatas, 1 descarte
1º Tangaroa (James Bellini) – 8 pp (4+1+3+1+1+2)
2º Mandinga (Jonas Penteado) – 19 pp (1+2+1+7+8+12)
3º Maria Preta (José Barreti) – 26 pp (11+17+2+2+2+9)
4º Troop Too (Luiz Eduardo de Lucena) – 26 pp (7+4+7+4+17+4)
5º Fram (Felipe Aidar) – 35 (10+6+9+5+12+5)

Premiação – No início da noite do sábado, os melhores barcos de cada classe participaram da premiação da 39a. edição da Rolex Ilhabela Sailing Week. Os três mais bem classificados receberam troféus e medalhas. Os comandantes das tripulações campeãs da S40 (Pajero/Eduardo Souza Ramos), HPE (SX4/Bond Girl/Rique Wanderley) e ORC Geral (Tomgape Touché/Ernesto Breda) receberam ainda um relógio Rolex Oyster Perpetual Milgauss.

Neto de Jacques Cousteau faz palestra no YCI – O ativista ambiental Phillip Cousteau Jr. fez uma palestra nesta sexta-feira (13) no Yacht Club de Ilhabela (YCI). Neto do lendário documentarista Jacques Costeau, o correspondente da CNN falou sobre a importância da limpeza dos oceanos e da ajuda dos velejadores do mundo na preservação dos recursos. “Velejadores são um dos mais preocupados com o setor e por isso ajudam as pessoas próximas a cuidar do meio ambiente. Quem passa muito tempo nos oceanos, como os atletas da Rolex Ilhabela Sailing Week, interage muito com o meio e tem esse papel transformador.”

O norte-americano ressaltou que o Brasil pode liderar as questões ambientais no mundo. “O meio ambiente brasileiro é um tesouro e espero explorar sua diversidade ainda mais. O governo brasileiro deve ficar atento quanto ao código florestal e a preservação de seus recursos hídricos. Outro ponto positivo é que o Brasil faz um trabalho fundamental para evitar o desmatamento, principalmente da Mata Atlântica”, relata. Phillip Costeau Jr. esteve, no mês passado, na Rio+20, evento com lideranças mundiais ocorrido na capital fluminense.

Principal evento náutico esportivo da América Latina, a Rolex Ilhabela Sailing Week tem patrocínio titular da Rolex e patrocínios ouro da Mitsubishi Motors e da Semp Toshiba e prata do Bradesco Private. O evento tem apoios da Marinha do Brasil, da Confederação Brasileira de Vela e Motor (CBVM), das Classes ORC, S40, HPE, C30 e BRA-RGS, e parcerias da Prefeitura Municipal de Ilhabela (PMI), do Yacht Club Argentino (YCA), e da Brancante Seguros. A organização, sede e a realização são do Yacht Club de Ilhabela (YCI).

Da ZDL Comunicação

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