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Posts com Tag ‘Itajaí’

Itajaí Sailing Team quer o título da Regata Volta a Ilha

Competição será neste sábado, 5 de dezembro, e encerra as atividades do Iate Clube de Santa Catarina em 2015

O time de velejadores do Itajaí Sailing Team – equipe de vela que representa a cidade em competições nacionais – quer garantir uma boa posição na 47ª edição da Regata Volta à Ilha, que será disputada neste sábado, dia 5 de dezembro, em Florianópolis, na categoria ORC. A regata encerra as atividades do calendário do Iate Clube de Santa Catarina em 2015 e a expectativa deste ano é de que dezenas de barcos participem do evento.

Com um percurso de aproximadamente 75 milhas náutica a regata contorna a Ilha de Santa Catarina por bombordo, ou seja, sempre mantendo-a à esquerda do barco e largando no sentido Sul. Nos últimos anos, os veleiros Catuana e Mano´s Champ têm dominado a regata.

De acordo com Alexandre dos Santos, coordenador do Itajaí Sailing Team, o time itajaiense vai em busca de uma boa colocação na competição. “É muito importante para o Itajaí Sailing Team encerrar o ano com uma vitória”, pontua Alexandre. O projeto é patrocinado pelas empresas Brasfrigo, JBS, APM Terminals Itajaí e Anasol.

A largada, às 10 horas, será na Sede Central do Iate Clube Santa Catarina

Parem as Máquinas!! Edu Penido e Renato Araújo chegam em 6º na Classe 40 da Transat Jacques Vabre e fazem história!

Edu Penido e Renato Araújo, a bordo do Zetra, entraram hoje na barra do rio Itajaí-Açu e na história da vela nacional. Bravo!

Edu Penido e Renato Araújo, a bordo do Zetra, entraram hoje na barra do rio Itajaí-Açu e na história da vela nacional. Bravo!

Parem as Máquinas!! Edu Penido e Renato Araújo chegam em 6º na Classe 40 da Transat Jacques Vabre e fazem história!

Eduardo Penido, foi o pioneiro do ouro olímpico na vela brasileira, quando, em Moscou 1980, como proeiro de Marcos Soares, faturou a inédita medalha na classe 470 (Alex Welter e Lars Bjorkstron também ganharam o ouro no Tornado naquela ocasião). Desde então, o super boa praça Edu já fez “de um tudo” na vela.

Como skipper do legendário Sorsa colocou seu nome e o do barco nos anais das principais regatas do país, como o responsável pelo 12m Wright on White do saudoso Roger Wright, junto com Lars Grael e companhia, pintou o sete, no caso o três, do KZ-3, no ano do centenário da legendaria classe da Copa América por tantos anos que viu os brasucas faturarem tudo em cima dos gringos de todo o mundo.

Eu, pessoalmente, serei eternamente grato pelo convite para ser o navegador da (hoje “falecida”) máquina de regatas Zing 3 em uma regata uma semana após meu acidente na laje da ilha da Mãe. Ocasião em que Edu pôde exercer sua ironia ao passar por cima da dita laje com apenas 60cm abaixo da quilha para desespero total deste manza que vos fala.

“Camba, Edu” bradei eu com a autoridade dos navegadores desesperados e escaldados. “Eu estou no comando e eu decido, pode ficar tranquilo que me responsabilizo qualquer coisa” retrucou ele. Bem, você pode imaginar que não passou nem pensamento do lado de cá e, por sorte, não porramos a laje. Porque se eu conseguisse bater na maldita duas vezes em apenas uma semana não seria chamado nem pra velejar de Optmist mais! Ufa!!

Agora Edu, junto com o fiel companheiro Renato Araújo, coloca mais uma vez o nome nos livros de história. Pela primeira vez uma dupla brasileira competiu e completou (super bem, por sinal!) uma regata transatlântica de prestígio mundial de vela a poucas mãos (ou “shorthanded” para os anglófilos). Com a chegada, na linha em Itajaí hoje, num digníssimo sexto lugar, dos 14 Classe 40 que largaram em Le Havre, com 6.153 milhas navegadas em 28 dias 10 horas 37 minutos e 30 segundos, a uma média de 9,01 nós, a dupla tupiniquim do Zetra nos enche de orgulho e alegria!! Ave Penido!! Parabéns à dupla dinâmica das atlânticas ondas de coragem e ousadia!

Para quem não sabe, a Transat Jacques Vabre desde 1993 faz a fama dos maiores velejadores de oceano do mundo. A regata que já chegou a Cartagena, Salvador, Puerto Limón, na Costa Rica, e desde a ultima edição aporta na super náutica Itajaí, consagrou, em suas 11 edições, lendas como os tricampeões da prova Franck Cammas (2001, 2003 e 2007 e, nota rápida, que acaba de ser o primeiro a contornar o Horn em uma catamarã sobre fólios), Franck-Yves Escoffier (2005, 2007 e 2009) e Jean-Pierre Dick (2003, 2005 e 2011).

Sempre disputada em duplas, em multicascos e monocascos, a edição de 2015 teve 84 velejadores de 11 países na disputa.  A França como país-sede teve o maior número de atletas, com 66. Ícones da vela de lá como François Gabart, Charles Caudrelier, Pascal Bidégorry, Jean-Luc Nélias e Thomas Coville estavam presentes. Mas, além de França e Brasil, claro, a regata teve representantes de Grã-Bretanha, Estados Unidos, Espanha, Canadá, Hungria, Suíça, África do Sul, Itália e Austrália. Uma galera!

Em 25 de outubro, na França, largaram as quatro classes da disputa, divididas entre monocascos e multicascos, para 5400 milhas de aventura atlântica. A Classe40 (monocascos de 40 pés) teve com 14 duplas, a Multi50 (50 pés) teve quatro, a IMOCA (os famosos Open 60) teve 20 e a Ultime (multicascos de até 102 pés) contou com outras quatro duplas. Deste total, 17 barcos abandoram a prova, sendo 11 IMOCA, um recorde negativo graças ao mau tempo do golfo de Biscaia.

Ao fim, os campeões foram:

Classe: Ultime – até 102 pés
Vencedor: Macif  – François Gabart e Pascal Bidégorry
Data chegada: 06/11/2015
Tempo: 12 dias, 17 horas e 29 minutos

Classe: IMOCA – 60 pés
Vencedor: PRB – Vincent Riou e Sébastien Col
11/11/2015 em 17 dias e 22 minutos

Classe: Multi50 – 50 pés
Vencedor: FenêtréA Prysmian  – Erwan Le Roux e Giancarlo Pedote
11/11/2015  em 16 dias, 22 horas e 29 minutos

Classe: Classe40 – 40 pés
Vencedor: Le Conservateur  – Yannick Bestaven e Pierre Brasseur
18/11/2015 em 24 dias, 8 horas e 10 minutos

Fui!!! Feliz com o Edu e o Renato! Representaram!!

Murillo Novaes

 

Resumão de quinta de um jornalista idem: Sofia, VOR, Copa América, Ilhabela, RC44, Alinghi, Transat, velho Chico e mais

Tipo assim, Rick Tomlinson registrou o Mapfre e o Brunel montando o Horn praticamente como se fosse uma boia, só que depois de 4700 milhas da largada!

Tipo assim, Rick Tomlinson registrou o Mapfre e o Brunel montando o Horn praticamente como se fosse uma boia, só que depois de 4700 milhas da largada!

Dante/Lowbeer e Fernanda/Ana em 3º em Palma. Dongfeng perde mastro na VOR e flotilha monta o Horn e já está a 800 milhas de Itajaí. Nova classe de catamarãs com fólios vai correr a 35ª Copa América. Vento bom e muita disputa no final da primeira etapa da Copa Swift Sport em Ilhabela.

E mais: SulAm de Snipe em Mar del Plata. Alex Welter vence SulBra de A-Cat em SP. IRN/Projeto Grael recusa convite para limpar Guanabara. Ventão e muita adrenalina na abertura da RC44 em Malta. Novo livro de Isabella Nicolas conta a história da vela no Brasil. Caravana do Esporte, com Samuca Gonçalves, visita o velho Chico. Clippers 70 vão correr a Round the Island Race no Solent. Plymouth é porto de partida da próxima Transat. Alinghi vai correr circuito de GC32. Carkeek 47 vence em Tortola.

Agende-se: Lars em busca do hexa no Brasileiro de Star. Floripa se prepara para receber o mundial de Soto40.

Vídeos: Bochecha no Horn. Dongfeng quebra o mastro. O melhor da vela extrema de todos os tipos e um rolê de RS:X em Búzios. 

Boa tarde querido amigo e queridíssima amiga, direto do covil neste cabo nem tão frio assim vamos logo a uma errata. Na semana que se foi, em alusão à regata mais antiga deste nosso varonil, pouco sutil e nada pueril Brasil, a Darke de Mattos, que chegou à sua 71ª edição, sempre corrida na classe Star, este manza em um claro desrespeito ao régio direito de pairar acima de todos nós, errou. Errei sim! E justo com nossa majestade. Na referida missiva afirmei que John King havia vencido a prova por 7 vezes. Não!! O cara ganhou, contando com este 2015, nada menos que 13 vezes a Darke de Mattos. Sois rei! Sois rei!! Sou manza, sou manza…

Evitei escrever ontem, no 1º de abril (mentira!), para manter a credibilidade deste jornalista e também por motivos etílico-gastronômicos. É que no Iate Clube Armação de Búzios – ICAB rolou o coquetel de abertura da Búzios Sailing Week 2015. Como sempre, Alain Joullié, Pierre e Dona Vera, com o auxilio luxuoso do Almir e do buffet da boate Privilége, receberam os convivas com a simpatia e o bom gosto de sempre. Tudo ótimo!! Como vou novamente locutar oficialmente a VOR em Itajaí, não poderei correr as regatas, mas já adianto: Búzios é sempre do baralho! Quem não foi perdeu!! Perdi!…

E para manter a pegada nas altas esferas vélicas planetárias vamos direto para a palma da Sofia, ou melhor, para o Troféu Princesa Sofia em Palma de Maiorca. Por lá nossa seleção olímpica começa a temporada europeia neste ano-prólogo do Rio 2016 em alta voltagem. E a coisa anda mediterraneamente boa! Direto para o meio do Med…

Sofia – As maiores promessas olímpicas do planetinha azul estão reunidas na ilha que já foi grega, fenícia, romana e os catalães retomaram dos muçulmanos em 1.229 para a 49ª edição do Troféu Princesa Sofia, neste ano com o sobrenome mercadológico de Iberostar. E comecemos pela nova categoria da vela mundial sob gestão da Isaf, o kitesurfe.

Depois de sete regatas corridas, ontem (quarta) foram disputadas as medal races do Formula Kite em águas pálmicas. E dois brasucas ficaram entre os top10. Em 7º Wilson Veloso e em 9º Ian Germoglio, ambos do Bodete Kitepoint, em João Pessoa. Começamos bem!

No resto da esquadra brasuca, o destaque fica por conta de Dante Bianchi e Thomas Low-Beer, na 49er, em terceiro geral, com direito a vitória na 4ª regata da série e com a nossa pioneira medalhista feminina Fernanda Oliveira e sua parceira, Ana Barbachan, também em terceiro geral com uma vitória na 3ª regata qualificatória e um 2º ontem na primeira das séries finais, na flotilha ouro, claro. O resto do time está da seguinte forma:

Classe Laser (164 barcos, 6 regatas corridas): Bruno Fontes, 36º, 96pts; João Pedro Oliveira, 82º, 113pts e Alex Veeren 104º, 155pts.

Laser Radial (117 barcos, 6 regatas): Fernanda Decnop, 31ª, 96pts; Maria Cristina Boabaid, 57ª, 173pts; Odile Ginaid, 71ª, 124pts e Gabriela Kidd, 112º, 248pts.

Finn (74 barcos, 6 regatas): Jorge Zarif, 18º, com 86pts e um 7º como melhor colocação até agora.

RS:X masculino (82 pranchas, 6 regatas): Gabriel Bastos, 21º, 74pts.

RS:X feminina (66 pranchas, 6 regatas): Bruna Mello, 34ª, 104pts.

470 masculino (80 barcos, 6 regatas): Henrique “Gigante” Haddad e Bruno “Bebum” Bethlem, na flotilha ouro em 21º geral com 68pts e Geison Mendes e Gustavo Thiessen, em 45º, com 81pts e um terceirinho esperto ontem na flotilha prata.

470 feminino (62 barcos, 6 regatas): Fernanda Oliveira e Ana Barbachan em 3º geral com 18 pontos e um 2º e um 5º hoje e Renata Decnop e Isabel Swan em 21º, com 66pts.

49er (74 barcos, 7 regatas): Dante Biachi e Thomas Lowbeer em 3º geral com 35 pontos e Marco Grael e Gabriel Borges, também no Top10,, em 8º com 55pts. Detalhe é a impressionante liderança das lendas kiwis Peter Burling e Blair Tuke que descartam como pior resultado um 3º lugar e contam com nada menos que quatro vitórias e dois segundos lugares. Caramba!

49er FX (47 barcos, 7 regatas): Martine Grael e Kahena Kunze em 14º com 53 pontos. Detalhe interessante é que mesmo quando elas não estão nas cabeças, o que é raro, as neozelandesas Alex Maloney e Molly Meech sempre estão no encalço ali do lado. Em Palma as kiwis têm 52 pontos e estão em 13º. Isso que é andar junto!

Nacra (56 barcos, 7 regatas): Samuel Albrecht e Geórgia Rodrigues, 36º, 70pts e um 4º ontem na flotilha prata e João Bulhões e Gabriela Nicolino, em 39º, com 81pts.

Para ver o vídeo do 3º dia em Palma clique em: http://bit.ly/1bQKxMU E hoje tem mais!! Fique ligado!

VOR – Já no atlântico Atlântico, a flotilha da Volvo Ocean Race se desloca célere para águas catarinenses. Óbvio que não sem a dose de drama e aventura que torna esta regata tão atrativa aos olhos de todo o mundo. E fora os dias sempre intensos no sul do Pacífico (que perto do 55°S bem poderia se chamar Belicoso), com ventos de até 50 nós e ondas de quase 8 metros, a carga trágica ancestral dos antigos marinheiros que viam suas naves ceifadas pelo mau humor dos deuses patagônicos sobrou para o sino-gaulês Dongfeng.

Os comandados de Charles Caudrelier vinham a aproximadamente 250 milhas do Horn, em ventos de 30 nós, quando às 0315UTC de segunda-feira viram a parte alta da jaqueira desabar. Com o tope do mastro caiu o FRO (Fractional Code Zero, a maior vela a bordo), quebraram as 2ª e 3ª cruzetas de boreste e como diria o Seu Manoel da padaria, o sonho acabou. Mas tem pãozinho…

Pela manhã, com a luz de Deus, deu para ver o tamanho da caca e Kevin Escofier subiu no que sobrou do pau para cortar fora as adriças e livrar a vela que vinha sendo rebocada pelo barco (veja no vídeo abaixo). Os caras só podiam velejar com amuras a bombordo e lentamente com o que sobrou do mastro e a buja três (J3), mais o possante roncando no porão, se dirigiram para o canal de Beagle, rumo a Ushuaia, para tristeza dos dois velejadores chineses que sonhavam montar o Horn em alto estilo.

Já em Ushuaia, Caudrelier decidiu abandonar a 5ª perna, usar o tanque de lastro de proa como tanque de diesel e mandar o barco, com a tripula de terra a bordo, motorsailing pro Brasil. Detalhe é que os dois chineses, por conta da burocracia da armada argentina (que em Ushuaia é um porre, posso testemunhar), não puderam desembarcar e vão fazer o cruzeiro rumo a Itajaí. Faz parte!

Enquanto isso, na sala de justiça… Os líderes cruzavam o Everest dos mares com beleza, velocidade e… Uma proximidade impressionante depois de mais de 4.700 milhas navegadas desde a Nova Zelândia. Você pode testemunhar na foto acima que o Mapfre e o Brunel estavam no mesmo quadro e passaram o cabo com apenas 0,1 milha náutica de separação (180m), a 18 milhas do líder de então, o Alvimedica, que por sua vez montou o Horn a menos de 4 milhas do vice, Abu Dhabi. Fazendo uma simples regra de três (no caso do Mapfre, assumindo que um GP tem 350km) é como se num a prova de F1 os carros cruzassem a linha a apenas 0,07mm um do outro. Não sei nem se o cronômetro pega isso! Caraca!!! Viva o one design!

No momento, a pouco mais de 800 milhas da santa e bela, o Alvimedica lidera, com o Abu Dhabi 1,7 milha atrás, o Mapfre outras 10,4 milhas na esteira dos árabes e o Brunel apenas 7 milhas no encalço do espanhol. O Dongfeng abandonou a etapa, o Vestas está no estaleiro e as meninas do SCA, que estão sem o Code Zero depois de um jaibe chinês e sofreram com panes eletrônicas também, vêm mais de 700 milhas atrás da galera, mas já passaram o cabo do medo. E é o time mais bonito, sem dúvida!! Viva elas!

Para sabe tudo da regata não deixe de clicar em http://bit.ly/VOR_14_15

Copa América – Conforme você leu aqui na semana passada, os próceres da Copa América, a competição esportiva mais longeva de nossa humanidade, que desde 1851 alimenta sonhos, paixões e desejos intensos, resolveram aliviar o bolsilho dos bilionas que se divertem nos barquinhos que voam e dos nem tão bilionários assim que dependem de patrocínios polpudos para fazer parte da brincadeira também.

Pois bem, agora é oficial. Os catamarãs AC62 já morreram antes de nascer. Com a anuência de todos os times, os donos da bola, OracleUSA, o desafiante principal Luna Rossa/Prada e os outros quatro desafiantes (Artemis, New Zealand, France e Ben Ainslie Racing) anunciaram que concordam em correr, em 2017, nas Bermudas, em um catamarã com fólios e vela rígida entre 45 e 50 pés. Nesta semana deve sair o novo protocolo e regras da classe.

O objetivo é reduzir os custos e atrair novos times para a competição. Embora a coisa toda continue a ser uma disputa na água e nas pranchetas (e computadores) dos designers, até mesmo algumas peças comuns a todos os barcos serão desenvolvidas conjuntamente. Tomara que dê certo e que possamos ver novamente vários e vários desafiantes se aventurando na regata que está no coração do nosso esporte. Sustentabilidade financeira é o novo lema dos caras! Que assim seja!!

Swift – Mestre Pereira Jr., também conhecido como Aryzão, está nas assessóricas lides ilhabelenses neste começo de outono e nos informou direto do front.

“O melhor da etapa de abertura da Copa Swift Sport ficou reservado para o último dos quatro dias dos dois finais de semana de disputas em Ilhabela. O domingo (29) amanheceu chuvoso e o vento não dava nem sinal de vida. A Comissão de Regatas (CR) optou por hastear a bandeira Recon no Yacht Club de Ilhabela (YCI) e saiu em um bote à procura do vento no Canal de São Sebastião. Depois de uma hora e meia veio orientação para que as 32 tripulações embarcassem rumo ao norte de Ilhabela. Valeu esperar.

O vento sueste entrou com média de 15 nós e rajadas que ultrapassaram os 20 nós. A classe HPE correr mais duas regatas, enquanto C30 e RGS disputaram a prova final da etapa. “Depois das mais variadas condições nos dois últimos finais de semana, fechamos a etapa com chave de ouro. É um convite antecipado para que as tripulações retornem na segunda etapa da Copa Swift Sport (23 e 24, 30 e 31/5), o tradicional ‘Warm Up’ para a Ilhabela Sailing Week, em julho”, comemorou o presidente da CR, Cuca Sodré.

Sob condições ideias, os tripulantes puderam levar à prática seus talentos. Na C30, vitória do Barracuda, que assumiu a vice-liderança da classe. O líder e campeão da etapa, Porsche, chegou em segundo lugar. Na HPE, o Ginga venceu as quatro regatas do fim de semana e conquistou a etapa, mantendo a liderança. Suzuki Bond Girl e Aventura 55 ocupam segunda e terceira colocações no acumulado. Na RGS Geral, o líder Asbar II chegou na segunda colocação para garantir a liderança. O Fram venceu a regata, mas Inaê Transbrasa e Hélios II seguem o Asbar II. Na regata da RGS Cruiser deu BL3, o líder da classe, seguido por Jambock e Cocoon.

O HPE Ginga, com tripulação nativa de Ilhabela abriu a liderança mais folgada entre as classes da Copa Swift Sport. São 14 pontos de vantagem sobre o Suzuki Bond Girl. “No primeiro final de semana tivemos muitas dificuldades com o vento. Neste segundo, os ventos ajudaram e corremos muito bem. A classe levou nove barcos à raia e na próxima etapa, em maio, esperamos mais de 20, devido ao Campeonato Brasileiro”, estimou o comandante do Ginga, Breno Chvaicer, lembrando que o Brasileiro também será em Ilhabela, com sede no YCI (28 a 31/5).

Para todas as classes é considerado o descarte do pior resultado a partir da quinta regata. A organização e realização da Copa Swift Sport é do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster de Suziki Veículos, patrocínios de Ser Glass e F7 Blindagens e apoios de Revista Mariner, Rádio Antena 1, North Sail, Sail Station, Wind Charter e Prefeitura Municipal de Ilhabela”. Dei mole!!

Três primeiros em cada classe após a 1ª Etapa

RGS Geral
1.Asbar II (Sérgio Keplacz): 3+1+2+2 = 8 pontos perdidos
2.Inaê Transbrasa ( Bayard Umbuzeiro): 6+2+1+3 = 12 pp
3.Helios II (Marcos Lobo): 1+5+3+4 = 13 pp

RGS Cruiser
1.BL3 (Clauberto Andrade): 1+2+1+1 = 5 pp
2.Jambock (Marco Aleixo): 3+1+2+3 = 9 pp
3.Cocoon (Luiz Caggiano): 2+3+3+2 = 10 pp

C30
1.Porsche (Marcos de Oliveira Cesar): 1+3+(4)+1+2 = 11 pp
2.Barracuda (Humberto Diniz): (5)+4+1+2+1 = 13 pp
3.+Realizado (José Luiz Apud): 2+1+(5)+4+3 = 15 pp

HPE
1.Ginga (Breno Chvaicer): 2+1+(3)+1+1+1+1 = 7 pp
2.Suzuki Bond Girl (Rique Wanderley): 4+(10)+1+3+4+4+5 = 21 pp
3.Aventura 55 (José Vita): (6)+2+6+2+2+3+6 = 21 pp

 

No São Francisco ainda se veleja para viver e se vive para velejar, Samuca é testemunha.

No São Francisco ainda se veleja para viver e se vive para velejar, Samuca é testemunha.

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

** Com oito barcos na água rolou o SulBra de A-Cat na Guarapiranga. Com sede no YCSA, o velejador local e apenas medalha de ouro em Moscou1980 no Tornado, Alex Welter, dominou a coisa toda. Em seis regatas venceu cinco e descartou um segundo lugar. Quem foi rei… Parabéns, Herr Welter!

** O SulAm de Snipe, em Mar del Plata, já está rolando. Primeiro com as categorias misto e máster, lideradas pela dupla argentina Juan Pablo Marchesoni e Paula R. Ramos e, a partir de hoje, com o principal (Sênior, Júnior e Feminino). São muitos barcos argentinos, poucos brasileiros, dois cubanos, um peruano e outro equatoriano. Mas pelas fotos de mestre Capizzano, que é velejador local, já sabemos que a coisa toda está linda no mar do Prata! Vida longa às narcejas!

** A semana foi agitada no lixo de Guanabara, também conhecida como a baía-sede dos jogos olímpicos de 2016. Depois de anunciar que iria fazer um contrato emergencial de R$ 20 milhões com o IRN – Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael para que a ONG operasse o plano feito (sem custos) por Axel Grael para mitigar o problema do lixo flutuante, o conselho do instituto, por unanimidade, declinou do contrato.

** Segue… O ex-presidente do IRN (agora é Torben), vice-prefeito de Niterói pelo PV e ambientalista de renome internacional, Axel Grael, comentou: “Comecei a minha vida de militância ambientalista há 40 anos, lutando pela baía de Guanabara, e continuarei fazendo. O Projeto Grael tem sido um importante canal de contribuição para isso e é importante que continue a motivar os seus alunos a se engajarem nessa luta e que contribua sempre com as iniciativas de despoluição. Mas, isso deve ser feito dentro das vocações e das limitações institucionais da nossa organização A decisão do Conselho Diretor do Instituto Rumo Náutico é prudente e correta”. Sem dúvida!

** Limpeza no lixo… O secretário do Ambiente do RJ, André Côrrea, disse em nota que “entendo a posição do conselho do Instituto Rumo Náutico e a minha admiração pela família Grael aumentou ainda mais”. Bem, nestes tempos estranhos, recusar-se a receber recursos sem licitação e não se colocar a serviço de uma possível manobra política e de marketing só me faz aumentar também minha admiração pela Graelada toda. Sou suspeito, mas os caras são demais mesmo! Quem dera houvesse mais gente assim no Brasil!!

** E por falar em Projeto Grael, um dos mais ilustres filhos de lá, Samuel Gonçalves, o multicampeão proeiro de Lars Grael, deu um velejo diferente. Como parte da Caravana do Esporte, da Ana Moser/ESPN/Disney, o arariboiopolitano (também conhecido como niteroiense) foi a Porto da Folha, em Sergipe, às margens do rio São Francisco e, entre atividades sociais e musicais, deu um rolê nas canoas a vela locais. “Uma experiência inesquecível!”, segundo o próprio. Eu não duvido! E segue a caravana!

** Já emendando na vela tradicional. Já que até em canoa de tolda a moça esteve. A nossa documentarista número um da vela brasileira Isabella Souza Nicolas, diretora do “Senhores do Vento”, documentário da saga do Brasil 1 na VOR 2005/6 e do “Mar Me Quer”, que conta na telona a história de nossa vela, está lançando o livro homônimo que promete ser tão completo, bonito e bem feito quanto o filme. Não posso louvar muito porque sendo amigo próximo e colaborador corro o risco, sempre muito feio, do autoelogio. Mas que é do baralho, é!! Aguarde!!

** A Clipper Race e sua flotilha de 12 Clipper70, o vitorioso barco projetado por Tony Castro, que substituiu os velhos 68 pés da regata, vão participar da Round The Islansd Race, na Inglaterra. A tradicional RTI promete reunir mais de 1600 barcos na sua 84ª edição. Com patrocínio da JPMorgan a flotilha dos clipperes vai levar a bordo 144 empregados do banco para o rolê de 50 milhas em volta da ilha de Wight. Vai ser bom!

** Por falar em regata tradicional, a mais antiga das travessias solitárias atlânticas e precursora de uma pletora de desafios solo desde então, a OSTAR, que começou em 1960, é disputada a cada quatro anos e hoje se chama simplesmente The Transat, já tem porto de partido para a edição de 2016. Será Plymouth, no sul da Inglaterra, local de onde partiu também nada menos que a primeira Whitbread em 1973, a hoje Volvo Ocean Race. A chegada do outro lado do Atlântico, nos EUA, ainda vai ser definida. Esta regata é o bicho!! Eu ainda chego lá!

** Regatinha que é o bicho também sempre é qualquer uma na classe RC44. E a temporada 2015 começou com uma etapa pra lá de disputada, com direito a dia de ventão e imagens espetaculares, em Valetta, Malta. No fim, o russo Bronenosec Sailing Team venceu nas regatas de flotilha e o monegasco Charisma foi o melhor no match race. Aqui um vídeo com as incríveis imagens da contenda mediterrânea: http://bit.ly/RC44_Vid_Malta. A próxima etapa é em Porto Cervo. Chatooo…

** E já que estamos nas altas rodas… O time Alinghi anunciou que vai correr o circuito de GC32 este ano. O catamarã one design navega sobre fólios e, como sabemos, enquanto a Copa América for de Larry Ellison (Oracle) o time de Ernesto Bertarelli jamais correrá. Mas os suíços, depois de venceram a eXtreme Sailing Series no ano passado querem manter a mão boa nos cats e agora nos fólios para, quem sabe, até desafiar o eventual vencedor das Bermudas em 2017 e voltar à copa. Veremos!!

** Por fim, uma caribenha. Na já tradicional BVI Spring Regatta, nas Ilhas Virgens Britânicas, o Carkeek 47 Spooke levou a melhor na Round Tortola Race, a regatinha em volta da ilha de Tortola. Correndo no paraíso!!

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

** Ícone do esporte nacional, Lars Grael disputará, mais uma vez, em busca do hexa, o Campeonato Brasileiro de Star 2015. O evento, marcado para o feriado de Páscoa, promete ser um dos mais equilibrados da história. Além do medalhista olímpico, outros campeões da modalidade estarão na raia do Yacht Club Paulista, incluindo Bruno Prada e Reinaldo Conrad. “O Campeonato Brasileiro de Star é um dos mais tradicionais da vela brasileira”, disse Lars Grael, que terá como proeiro Samuel Gonçalves. Os dois têm o objetivo de subir ao pódio novamente, depois da prata do ano passado em Brasília. Apenas o irmão, Torben Grael – atual campeão com Gustavo Almeida – tem mais conquistas na classe. O bicampeão olímpico foi medalha de ouro no Brasileiro de Star por sete vezes, incluindo uma como proeiro. Começa amanhã!!

** A praia de Jurerê, em Florianópolis, será palco da 3ª edição do Mitsubishi Motors Soto 40 World Championship entre os dias 12 e 16 de abril. Durante as 10 regatas previstas, grandes nomes da vela, medalhistas olímpicos e campeões mundiais, como Torben Grael e o argentino Mariano Parada, participarão da competição totalmente one design. “O que torna a classe Soto 40 especial é que os barcos são completamente iguais. Nenhuma tripulação entra com vantagem de equipamento. Com isso, o trabalho das equipes é destacado”, explica Roberto Martins, do Carioca 25, que já conformou presença no mundial. Eu também!! Vamos?!

 

Olha ele lá de novo! Bochecha manda seu recado no Horn.

Olha ele lá de novo! Bochecha manda seu recado no Horn.

(\_~~ (\_ Vídeos (\_~~ ~ (\_

** Nosso representante na VOR, Don Bochecha de Las Santas y Puertos falou, em português, enquanto montava o famigerado cabo Horn. O cara é o cara!! Confira aqui: http://bit.ly/Buch_Horn

** Viva a Internet! Um maluco compilou cenas incríveis de vela extrema de todos os tipos e colocou neste vídeo. Duca!! Confira em: http://bit.ly/1DtLG7U

** O Dongfeng vinha alegre e contente surfando as ondinhas de 5m nas proximidades do Horn quando um crack (a onomatopeia e não a droga, entenda-se) assustou a todos. A jaqueira partiu! E aqui vemos o intrépido tripulante Kevin Escofier que subiu no pau (não confunda!) e ainda filmou a lerda toda de cima. Vale a espiada! http://bit.ly/1F2jBkl

** A galera do Bimba aqui em Búzios, que você sabe é o bairro mais chique de Cabo Frio, veleja muito de RS:X lá em Manguinhos. Até aí novidade alguma. Só que a rapaziada resolveu filmar o velejo direto do próprio mastro e ficou, para falar em buziano castiço, del extremo carajo. Veja em: http://on.fb.me/1xyGKNP

(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“Se foi um erro, amanhã vira aprendizado”. Da bela Clarice Lispector 

Fui!!! Errando…

Murillo Novaes

Organizadores da Volvo Ocean Race fazem visita técnica a Itajaí

Itajaí, Brazil – Os organizadores da Volvo Ocean Race fizeram, durante a semana, a primeira visita técnica de 2014 na cidade catarinense, que sediará uma das etapas da Volta ao Mundo, em abril de 2015. O diretor de operações, Tom Touber, e o responsável pelas stopovers, Stef van’t Zand, vistoriaram todas as infraestruturas relacionadas ao evento e apresentaram o novo caderno de encargos para 2014-15. Além disso, o grupo se reuniu com as autoridades locais. A atividade deve se repetir outras vezes neste ano. O principal objetivo dos organizadores é garantir que Itajaí repita o sucesso da edição passada, sediando pela primeira vez a Volvo Ocean Race.

“Há necessidade de pequenos ajustes em infraestrutura, mas o que precisamos mesmo é trazer muita gente para dentro do evento. A Stopover de Itajaí da edição passada foi uma surpresa para nós e também para muitas equipes. O número de visitantes estrangeiros pode ser bem maior desta vez”, explicou Tom Touber.

Já o responsável pelas cidades-sede, Stef van’t Zand, reforça que as visitas serão trimestrais. “O objetivo é acompanhar o andamento das ações relacionadas à parada brasileira e monitorar o cumprimento do caderno de encargos pela cidade”. Essa ação é realizada em todos as stopovers da Volvo Ocean Race.

Outra novidade para a próxima edição será o modelo dos barcos. Os Volvo Ocean 65 serão rigorosamente iguais. “Como todos os veleiros estão sendo fabricados totalmente iguais, não haverá segredos entre as equipes. O acesso do público aos trabalhos promoverá uma maior integração entre as equipes e os visitantes”, disse Stef van´t Zand.

Até agora, cinco equipes confirmaram participação na Volvo Ocean Race: Team Alvimedica, Team SCA, Abu Dhabi Ocean Racing, Dongfeng Race Team e Team Brunel. A regata terá 38.379 milhas náuticas de distância ou 71.745 quilômetros.

Da assessoria

Cidade do Cabo substitui Recife e será a primeira parada da Volvo Ocean Race 2014-15

Novo roteiro da Volvo Ocean Race 2014/15

Novo roteiro da Volvo Ocean Race 2014/15

A Cidade do Cabo substituirá Recife como a primeira parada da Volvo Ocean Race 2014-15. A alteração foi anunciada nesta quinta-feira, na África do Sul. Com a mudança, o Brasil, que era o País com maior número de stopovers, terá apenas Itajaí, em Santa Catarina, na rota da Volta ao Mundo.

Inicialmente, a parada de Pernambuco estava relacionada com a participação de uma equipe local para correr a regata. Porém, a situação não evoluiu como o esperado. “É claro que é decepcionante não ir a Recife nesta edição, mas o Brasil está muito bem representado na Volta ao Mundo com a parada em Itajaí”, disse o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad. “Recife tem o potencial para ser uma parada no futuro. As duas partes, a Volvo Ocean Race e o Comitê Organizador da cidade, enxergaram essa possibilidade no momento e podem estudar uma possível volta nas próximas edições”. A decisão de ir para a Cidade do Cabo, rota clássica da Volvo Ocean Race, tem a ver com os 40 anos da Volta ao Mundo. Os sul-africanos fazem parte da história do evento com 10 participações das 12 edições.

A cidade apareceu pela primeira vez na Volvo Ocean Race em 1973-74, na edição inaugural da regata, ainda chamada de Whitbread. “O retorno da Cidade do Cabo à rota significa que a regata vai parar, mais uma vez, em todos os cinco continentes. O local é emblemático e a vista da Table Mountain no horizonte significará muito para os velejadores, que irão saber que o final da primeira perna se aproxima”, projeta Knut Frostad.

Grant Pascoe, conselheiro do Comitê de Turismo, Eventos & Marketing da Cidade do Cabo está feliz com a volta sul-africana para a Volvo Ocean Race. “O evento não apenas aumenta a nossa exposição mundial e a consolida como destino turístico. A Volvo Ocean Race impulsiona muitas indústrias locais, pois organizadores e visitantes gastam na cidade”. Bruce Parker-Forsyth, CEO da WorldSport, parceira da Cidade do Cabo na realização da parada, acrescentou: “A prefeitura, a V&A Waterfront e a WorldSport se uniram para deixar um legado do evento para a cidade. Foi uma parceria de sucesso entre os setores público e privado. O objetivo é criar uma nova geração de velejadores”.

Segundo o cronograma, os barcos devem chegar na África do Sul no final do mês de outubro de 2014. No dia 15 de novembro está marcada a Regata do Porto (In-port Race). No dia 19 do mesmo mês, os veleiros partem para Abu Dhabi. Além das duas equipes já confirmadas – SCA e Abu Dhabi Oceano Racing – os organizadores estão confiantes em definir os outros times para o início da Volvo Ocean Race, em outubro de 2014.

Com o novo projeto Volvo Ocean 65, barco que será usado nas próximas duas edições da corrida pelo mundo, as equipes podem começar os preparativos muito mais tarde do que no passado e ainda serem competitivas. “Os primeiros barcos estão quase prontos para ser entregues pelo Green Marine. Na semana passada, o sétimo barco começou a ser produzido” , disse Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race.”No momento, estamos trabalhando com um grande número de projetos em estágios avançados”.

Única parada brasileira na Volvo Ocean Race, Itajaí não sofrerá alterações no cronograma. Os catarinenses irão receber os barcos vindos de Auckland, na Nova Zelândia, após o duro caminho pelo Oceano Antárctico e o Cabo Horn. O novo percurso da prova será o seguinte: os times partem de Alicante, na Espanha, em outubro de 2014, com destino à Cidade do Cabo, na África do Sul, num percurso de 6.500 milhas náuticas. A partir daí, a flotilha segue para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, antes de ir para Sanya, na China, e Auckland, na Nova Zelândia. Da Oceania, as equipes rondam o Cabo Horn antes de parar em Itajaí, no Brasil, e ir para Newport , Rhode Island, na costa leste dos Estados Unidos. Da América para Europa pelo Atlântico, o caminho será até Lisboa, em Portugal, antes de ir para Lorient, na França e, em seguida, para a grande decisão em Gotemburgo, na Suécia. A nova distância total será de 39.379 milhas náuticas.

Da assessoria

 

Itajaí recebe Transar Jacques Vabre

O sucesso de Itajaí na Volvo Ocean Race, em 2012, credenciou a cidade como um dos portos mais importantes do mundo para as grandes regatas internacionais

Itajaí (SC) – A cidade catarinense de Itajaí é considerada atualmente um dos portos mais requisitados das grandes regatas internacionais. Depois de sediar a parada da América do Sul na última edição da Volvo Ocean Race com enorme sucesso, Itajaí prepara-se para receber outra grande competição : a Transat Jacques Vabre, que largará da França no dia 3 de novembro e chegará ao Brasil cerca de 20 dias depois. Os franceses, que organizam a travessia pelo Oceano Atlântico, passaram um semana na cidade e analisaram as instalações da Vila da Regata e do Centreventos, locais que receberão os velejadores e os visitantes.

A delegação francesa formada por técnicos e especialistas definirá nos próximos dias as adequações que serão necessárias para receber Transat Jacques Vabre. Diferente da Volvo Ocean Race, a competição terá veleiros de tamanhos variando entre 40 e 60 pés. A organização espera mais de 45 barcos para a travessia entre a França e o Brasil. Em Itajaí, o Comitê Organizador já está pronto para colocar em prática as exigências do caderno de encargos, inclusive a ampliação da área de atracação. “Está tudo muito bem encaminhado e acredito que, quando nos reunirmos novamente, em maio, teremos as soluções para os impasses encontrados”, afirmou Thierry Vernhes, diretor-técnico da regata.

Os demais representantes da Regata Transat Jacques Vabre que visitaram a cidade neste mês foram unânimes em afirmar que a infraestrutura disponível no município tem plenas condições de atender às exigências. “Tudo está muito bem encaminhado e a estrutura é muito boa. O que precisamos agora são de ajustes para que possamos atracar maior número de veleiros”, disse Manfred Ramspacher, da direção esportiva da Transat Jacques Vabre. Já Serge Viviand, representante da direção técnica, lembrou que, se Itajaí teve condições de receber a uma parada Volvo Ocean Race, está apto a realizar a Jacques Vabre.

“Apresentamos o case Volvo Ocean Race Itajaí aos franceses. Nessa reunião colocamos outros assuntos em pauta como a realização de uma feira náutica, além de definirmos os critérios para as atrações artísticas, culturais e de entretenimento”, explicou João Luiz Demantova, da organização local.

A regata com 45 barcos – Criada em 1993, a Jacques Vabre é conhecida como a A Rota do Café, pois largava da França e chegava em Cartagena, na Colômbia. Ao longo dos anos, o percurso se modificou e, entre 2001 e 2007, o porto de chegada foi Salvador, na Bahia. Depois, mudou para Puerto Limon, na Costa Rica.

A 20a. edição, em 2013, terá um percurso de 5.395 milhas náuticas e sairá da cidade francesa de Le Havre em 3 de novembro e chegará a Itajaí 20 dias depois. Mais de 45 embarcações participam da disputa, que tem 20 anos de tradição na vela oceânica. Quatro classes participam da travessia: Mod70, Imoca60, Class40 e Classe Multi 50. Vale destacar que a Transat Jacques Vabre é um evento eco-responsável. As emissões de CO2 são compensadas por operações de reflorestamento nas florestas tropicais.

A organização da Jacques Vabre está a cargo do município, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, do governo do Estado e por um Comitê Central Organizador formado por representantes de diversos segmentos da sociedade. A parada brasileira da Jacques Vabre ocorrerá de 21 de novembro a 2 de dezembro. Até lá, representantes da regata devem voltar a Santa Catarina pelo menos mais duas vezes.

Itajaí está confirmada na nova edição da Volvo Ocean Race – Na semana passada, a cidade catarinense foi confirmada como um dos portos de parada da edição 2014/2015 da Volvo Ocean Race. Os barcos devem largar de Alicante, na Espanha, em outubro de 2014, seguem para Recife, em Pernambuco, local da primeira parada da regata. Em seguida rumam para Oriente ou Ásia (parte do roteiro ainda não divulgado). Depois chegam a Auckland, na Nova Zelândia, e cruzam novamente os Oceanos Pacífico e Atlântico para aportar em Itajaí, em março/abril de 2015.

Da ZDL

Itajaí é incluída novamente no roteiro da Volvo Ocean Race

Ontem Itajaí foi novamente anunciada como parada da Volvo Ocean Race. Muito bom!! Só falta eles pagaram meu cachê do ano passado...

Ontem Itajaí foi novamente anunciada como parada da Volvo Ocean Race. Muito bom!! Só falta eles pagaram meu cachê do ano passado…

Depois do sucesso da parada brasileira no ano passado, a cidade catarinense volta a ser escolhida como um dos portos da edição 2014/2015

Itajaí (SC) – Agora é oficial. A cidade de Itajaí fará novamente parte da Volvo Ocean Race, agora na edição 2014/2015 da Volta ao Mundo, a regata mais importante do planeta. O anúncio foi feito nesta terça-feira (22) pelo diretor de operações da Volvo Ocean Race, Tom Touber, em evento realizado no município catarinense. A nota oficial divulgada pela organização internacional do evento classifica a parada em Itajaí no ano passado como histórica e memorável. A previsão é de que as embarcações cheguem à cidade no fim de março ou começo de abril de 2015, depois de passar pelo temido Cabo Horn e vindo, provavelmente, da Oceania. A rota completa da Volvo Ocean Race será anunciada até fevereiro deste ano.

“Itajaí tem um local muito apropriado para receber o evento, além de ter uma organização bastante capacitada e um público altamente presente. É raro conseguirmos reunir mais de 50 mil pessoas para a chegada de uma regata e Itajaí conseguiu isso”, disse Tom Touber ao anunciar o retorno da regata à Itajaí. Segundo o executivo, o evento é global e com grande capilaridade. “Neste caso, a parada de Itajaí teve uma característica local, peculiar, reunindo a vela com inúmeras outras atrações que cativaram milhares de pessoas”, acrescentou.

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Sustentável, Paulo Bornhausen, que representou na cerimônia o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, o município tem plenas condições de sediar uma parada da Volvo Ocean Race 2014/2015 com ainda mais profissionalismo e competência do que na edição passada.

“Não temos a menor dúvida de que será um grande evento, não apenas local, mas regional e de Santa Catarina”, disse Bornhausen.

O prefeito Jandir Bellini salientou que o know-how adquirido na edição anterior contribuirá significativamente para uma nova superação. “Em 2010, quando aceitamos o desafio, não sabíamos o que viria pela frente. No entanto, tínhamos a certeza de que contaríamos com a garra e determinação de nossa população. E foi o que aconteceu. Itajaí se uniu em torno de um objetivo comum e realizamos uma das melhores paradas da regata. E em 2015 será ainda melhor”, garantiu Jandir Bellini.

Números expressivos – A parada de Itajaí rendeu ao município o prêmio de melhor Stopover Sustentável da edição 2011/2012 da Volvo Ocean Race e servirá, inclusive, de modelo todas as paradas da edição 2014/2015. Reuniu 290 mil pessoas de 04 a 22 de abril do ano passado dentro da Race Village, mais cerca de 60 mil pessoas que assistiram às chegadas e partidas dos molhes e praias de Itajaí. O evento representou um impacto financeiro de R$ 28,06 milhões em Santa Catarina, além de R$ 1,07 milhão no restante do Brasil, gerando um impacto positivo de R$ 30,35 milhões. Já o impacto indireto girou em torno de R$ 46,88 milhões.

Duas paradas brasileiras – A primeira perna da regata deixará Alicante, na Espanha, no segundo semestre de 2014, com destino a Recife, que receberá pela primeira vez uma das paradas da Volvo Ocean Race. “Esta é a segunda vez que um mesmo país recebe duas paradas da Volvo Ocean Race em uma mesma regata. Os Estados Unidos tiveram essa oportunidade e agora é a vez do Brasil”, afirmou Tom Touber, diretor de operações da Volta ao Mundo. “Em 2014, o País sediará a Copa do Mundo, e em 2016 as Olimpíadas. A Volvo Ocean Race não poderia ficar de fora passando por Recife no final de 2014 e por Itajaí em 2015”, acrescentou.

O secretário Paulo Bornhausen disse que a extensão territorial do Brasil possibilita dividir o País em dois hemisférios, norte e sul. Segundo o responsável pela pasta de desenvolvimento econômico e sustentabilidade, uma parada não vai ofuscar o brilho da outra. “Temos certeza que Recife fará uma bela parada, mas garanto que a nossa será muito melhor”, brincou.

Pela segunda vez na história, o País também deve contar com uma embarcação própria na competição. Apenas o Brasil 1, na edição 2005/2006, fez parte da Volvo Ocean Race. Tom Touber confirmou a participação do barco verde e amarelo na próxima edição, porém, não deu detalhes sobre a tripulação e nem sobre eventuais patrocinadores. Além da equipe brasileira, apenas outro time está confirmado. O grupo SCA, da Suécia, com uma tripulação 100% feminina representará a Suécia. A equipe é treinada pelo brasileiro Joca Signorini, que fez parte do Telefónica (Espanha) na última competição.

Outra novidade que a Volvo Ocean Race implantará será a de uma embarcação única. Na última edição, os participantes escolhiam entre três modelos de barco. No entanto, visando à redução de custos e melhor manutenção das peças, apenas um modelo de barco será confeccionado para todas as equipes.

Da ZDL

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