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Posts com Tag ‘Itajaí’

Volvo Ocean Race: Com sorte e mastro novo, Groupama vence Regata do Porto de Itajaí

E a francesada que diz não gostar de regatas curtas venceu a inport de Itajaí depois de erro histórico do navegador do Telefônica.

Equipe francesa conta com erro do Telefónica em montagem de boia para vencer e se aproximar dos espanhóis da classificação geral

O Groupama venceu a Regata do Porto DHL neste sábado (21) e diminuiu a vantagem para os espanhóis do Telefónica na tabela da Volvo Ocean Race: 149 pontos contra 133. “Nós não esperávamos vencer a In-port Race e contamos com a sorte e o erro dos adversários para sair com o primeiro lugar. Confusões podem ocorrer com todas as tripulações”, relata Franck Cammas, líder da equipe francesa, que completou o percurso em 46 minutos. “Eu agradeço ao navegador do Telefónica pela vitória”, brinca o comandante do Groupama, Franck Cammas, referindo-se à equipe espanhola que contornou uma boia errada e caiu para último lugar, logo no início da regata.

Foi uma recuperação e tanto para o barco da França, que chegou em terceiro lugar na perna, após ter o mastro quebrado no Uruguai. Com a peça nova e com moral, o Groupama espera vencer a sexta perna, que terá início às 14h deste domingo (22) e irá até Miami, nos Estados Unidos. “Estamos preparados e seguros para diminuir a vantagem. Com certeza, a corrida será menos desgastante do que a anterior”, diz Franck Cammas.

A prova foi disputada com chuva e ventos de 10 a 15 nós em Itajaí. Mais de 20 mil pessoas assistiram o duelo dos Volvo Open 70 no litoral catarinense. Além do Groupama, completaram o pódio Camper e Puma, com a prata e o bronze, respectivamente.

Um gol contra – Na Regata do Porto, o barco da Espanha liderava a prova de quase uma hora de duração, mas um erro atrapalhou as pretensões da equipe do brasileiro Joca Signorini, bastante decepcionado com o resultado. “Foi um gol contra”. O velejador explica que a manobra equivocada acabou com o clima a bordo. “Não temos que culpar ninguém, somos um grupo e vamos tentar a recuperação na perna até Miami. Mais do que nunca, eu gostaria de retribuir o carinho da torcida de Itajaí com a vitória, mas isso faz parte do esporte”. O Telefónica contornou a boia errada (branca) e perdeu tempo, sendo superada por Groupama, Camper, Puma e Abu Dhabi, que passaram pela correta (vermelha).

“Fizemos uma boa regata até o problema. Não se pode errar esse contorno de boia. Foi a primeira vez que isso aconteceu na minha vida e espero que nunca mais ocorra”, conclui Iker Martínez, comandante do Telefónica.

Antes do fato mais marcante da Regata do Porto de Itajaí, o Puma, que teve a melhor largada, foi punido pelos árbitros e teve de pagar uma penalidade pedida pelo Abu Dhabi por uma suposta manobra errada.

“Preciso ouvir dos juízes o que realmente aconteceu. Não concordamos com a punição e consideramos injusta. Fizemos uma excelente largada e isso nos custou a vitória”, lamenta Ken Read, do Puma. O líder do veleiro norte-americano espera que o público volte a comparecer para assistir ao adeus dos cinco barcos nos molhes e pontos estratégicos de Itajaí.

A Regata do Porto DHL foi disputada próxima ao público entre as praias de Cabeçudas, Atalaia e Bico do Papagaio. Quem estava na Avenida Beira-Mar, local da Vila da Regata, pode acompanhar a movimentação dos veleiros.

Aposta – Como no futebol, os velejadores costumam fazer apostas sobre resultados de regatas ou de outras modalidades de que são fãs. No barco Puma, o comandante Ken Read e o tripulante de mídia Amory Ross, fãs de hóquei no gelo, colocaram a sorte em jogo durante os playoffs da temporada passada da NHL e o ‘jornalista velejador’ perdeu. Torcedor do Boston Bruins, Read obrigou Ross, fã do New York Rangers, a usar a camisa do seu time.

“Estou bastante constrangido. É como um brasileiro usar a camisa da Argentina durante uma possível final da Copa do Mundo entre as duas seleções. Fizemos a aposta e eu perdi, paciência”, brinca Amory Ross.

Classificação após a Regata do Porto DHL:
1º – Telefónica (Iker Martínez) – 149 pontos
2º – Groupama (Franck Cammas) – 133 pontos
3º – Camper (Chris Nicholson) – 124 pontos
4º – Puma (Ken Read) – 117 pontos
5º – Abu Dhabi (Ian Walker) – 58 pontos
6º – Team Sanya (Mike Sanderson) – 25 pontos

Ritual antes da partida – Os velejadores terão um momento único neste domingo antes de enfrentar as quase 5 mil milhas até os Estados Unidos. O adeus às famílias emociona o público e as pessoas próximas aos atletas. As equipes deixarão o píer uma de cada vez, mas antes haverá o desfile das tripulações na Vila da Regata. A previsão é de ventos fortes na subida para o Paraná nos dois primeiros dias de regata.

Enrique Bernoldi, ex-piloto da Fórmula 1 pulará do barco da Puma, ritual tradicional em todas as paradas. Já o velejador olímpico Bruno Fontes, representante do País na Laser em Londres/2012 fará a ação com o Telefónica. O craque francês Zinedine Zidane, por exemplo, saltou do Abu Dhabi em Alicante, na primeira perna da Volta ao Mundo.

Itajaí passa chave da Volvo Ocean Race para Miami – As autoridades das duas cidades-sede da Volta ao Mundo se encontram oficialmente neste domingo. O prefeito de Itajaí, Jandir Bellini, passará simbolicamente a chave da Volvo Ocean Race para o chairman de Miami, Marc Sarnoff. A cidade norte-americana receberá a parada nos próximos dias. Os líderes municipais irão passar pelo píer, ao lado dos cinco barco que partem para a aventura pelo Oceano Atlântico.

Vila da Regata perto de 250 mil pessoas – A Parada de Itajaí deve comemorar neste domingo seu visitante número 250 mil. Neste sábado, cerca de 25 mil pessoas passaram pelos contadores eletrônicos da Vila da Regata, somando até agora 247 mil visitantes desde o dia 4 de abril. Além disso, nos dias 6 e 7 de abril a Polícia Militar estimou em mais 25 mil pessoas que estavam nos molhes e na Avenida Beira Rio, para acompanhar a chegada dos veleiros à cidade.

Com o público deste domingo, na despedida dos barcos, o Comitê Central Organizador da Parada de Itajaí estima que a Vila terá cerca de 270 mil pessoas, sem contar o público que acompanhará o evento dos molhes e das praias. Com estes números, Itajaí já é a segunda parada em número de pessoas desta edição, perdendo apenas o porto de abertura, em Alicante na Espanha.

Da ZDL

Abu Dhabi chega a Itajaí enquanto equipes fazem os últimos ajustes antes da in port

Barco árabe passa por reformas na cidade catarinense antes de correr a Regata do Porto, que vale pontos. Na sexta-feira a Pro-Am reúne velejadores e convidados

Itajaí (SC) – O Abu Dhabi foi recebido com festa na Parada de Itajaí, da Volvo Ocean Race. O barco, que não pontuou por ter desistido na metade do caminho da quinta perna, chegou na manhã desta quinta-feira (19) a bordo do navio Thorco Empire. Com o cargueiro atracado, foram retiradas as amarras de proteção e na sequência o veleiro percorreu a motor os dois quilômetros até o píer da Vila da Regata. A atividade foi monitorada pela DHL e pela autoridade portuária do município.

O comandante do Abu Dhabi, Ian Walker, que acompanhou o transporte de perto, está contente com o trabalho de terra da equipe no Brasil. “Nós precisávamos de quatro dias para deixar tudo pronto, mas a logística nos obrigou a fazer tudo em dois dias até a Regata do Porto DHL. Não podemos desistir. O grupo fez tudo o que era possível e essa proatividade vai nos dar a chance de brigar pela vitória até Miami”, afirma Walker.

“Nos últimos 12 dias fiquei nas mãos da minha equipe esperando os acontecimentos desde a parada no Chile para o início do transporte. Fiz tudo o que pude em terra. Essa é uma regata longa e os desafios surgem a cada etapa”, completa Walker, admitindo que o time precisa de um pouco de sorte.

A mesma opnião é compartilhada pelo chefe da equipe de terra do Abu Dhabi, Jamie Boag. Para o trabalho, ele recrutou 18 pessoas para fazer os ajustes necessários no veleiro. “Nós vamos conseguir fazer tudo a tempo, pois nossa equipe está focada e dedicada”.

O grupo está lutando para participar da Regata do Porto DHL, no sábado, mas não deve correr a regata Pro-Am desta sexta-feira (19). A prova não vale pontos para a classificação geral. São três provas festivas, em que cada equipe leva a bordo convidados da organização e patrocinadores. Esses velejadores novatos são os responsáveis por algumas ações dentro do barco, como regular as velas e até timonear o veleiro. Sempre com o auxílio dos velejadores que estão dando a volta ao mundo. A Pro-Am de Itajaí terá uma atração a mais: será disputada muito próxima ao público, nas praias de Itajaí e Navegantes.

Groupama testa novo mastro – O Groupama fez o primeiro teste com seu novo mastro na quarta-feira. Os franceses trocaram o equipamento após a avaria na subida para o Brasil no Oceano Atlântico. “O barco não apresentou nenhum problema e a peça está bem instalada e segura. A tripulação está confiante em vencer a próxima perna”, explica o integrante da equipe de terra, Ricardo Ermel.

O Camper deixou o berço em Itajaí e voltou pra água para testes nesta quinta-feira. A equipe, que chegou no início da semana, fez um pit stop no Chile para fazer reparos na estrutura. “O trabalho está bem feito e vamos correr a Pro-Am”, diz Chunny Bermudez, do Camper. A equipe de terra assumiu os trabalhos em Santa Catarina e o objetivo dos espanhóis/neozelandeses é vencer a Regata do Porto e continuar na briga pelo título.

Telefónica vence protesto – O barco líder da Regata Volta ao Mundo se livrou de levar uma punição da organização nesta quinta-feira. Os espanhóis foram acusados de levar um tipo de vela (para tempestade) a mais do que o permitido durante a quarta perna entra a China e da Nova Zelândia. O processo foi indeferido e o júri considerou que o Telefónica seguiu o Aviso de Regata da Volvo Ocean Race.

“A decisão que tomamos foi bastante clara para nós”, conta o juiz internacional da ISAF Bernard Bonneau. “Descobrimos que havia uma ambiguidade nas regras”. O júri foi composto por Bernard Bonneau, Peter Shrubb, Flávio Naveira, Chris Atkins e John Maccall.

A equipe do Telefónica está aliviada depois do julgamento. “A tripulação não entendeu o motivo do julgamento. Mostramos que estávamos dentro das regras da Volvo Ocean Race e isso nos dá tranquilidade para seguir na busca pelo título desta edição”, relata o advogado Luiz Sáez Mariscal, que defende o Telefónica. “A atitude é normal quando uma equipe está na liderança. Sempre tentam tirar os pontos para deixar mais equilibrado. Foi assim na última com o Ericsson 4 de Torben Grael”. Luis Sáez lembra que os espanhóis pediram autorização aos árbitros da Volvo Ocean Race antes da perna para usar as velas e que o próprio comitê liberou.

Puma com apoio brasileiro – O velejador catarinense Bruno Fontes, classificado para a Olimpíada na classe Laser, faz parte do time do Puma. Ele vai correr a regata Pro-Am nesta sexta-feira e a Regata do Porto, no dia seguinte, e será uma espécie de informante dos norte-americanos comandados por Ken Read.

“Nunca velejei nessa área e os pontos da Regata do Porto são importantes. Por isso, ouvi os locais como o Bruno Fontes para conhecer melhor a região. O Brasil tem nomes de peso na vela mundial, como Torben e Lars Grael e são especialistas em provas de oceano”, relata Ken Read. “Em todas as paradas temos esse feedback dos locais e sempre dá certo”.

Feliz pela oportunidade, Bruno espera dar dicas sobre o regimes de ventos. Em contrapartida, o velejador olímpico aprende com a experiência de quem dá a volta ao mundo. “Apesar de os barcos serem diferentes, sempre é possível aprender com as manobras dos velejadores de oceano. A troca de experiências é importante nessa fase final rumo aos Jogos de 2012”.

O Puma fará mais ajustes com a equipe de terra e tripulantes para deixar tudo pronto para a Regata do Porto. O veleiro de Ken Read foi o único que não sofreu avarias na perna entre Auckland e Itajaí. A tripulação para a viagem até Miami terá mudanças: Shannon Falcone vai se juntar ao Puma no lugar de Casey Smith, que está machucado. Falcone já navegou com os norte-americanos na edição passada. “É algo que uma hora podia acontecer e estou preparado. Eu jamais desejaria isso a alguém, mas é normal ocorrer”, avalia Falcone, que acrescenta. “A última perna foi realmente muito boa e espero que possamos fazer uma viagem tão boa nesta próxima etapa. Para mim é o trecho mais emocionante, porque já está um pouco mais quente e estou perto de casa”.

Torben visita Itajaí – Atual campeão da Volvo Ocean Race, o brasileiro Torben Grael está em Itajaí para prestigiar a fase final da Parada, que inclui a Regata do Porto DHL e a largada para Miami. O maior medalhista olímpico do Brasil aprovou as instalações da Vila da Regata dizendo que a cidade catarinense fez um trabalho correto para sediar o evento. “A Volvo Ocean Race em Itajaí é muito importante, já que toda a cidade se envolve. Se fosse no Rio de Janeiro seria mais uma competição e poderia ficar em segundo plano”.

Torben Grael acompanha de perto a disputa entre os barcos pelo título desta edição. Como atual campeão, o brasileiro acredita que a decisão será nas últimas pernas entre Telefónica, Groupama, Camper e Puma. “A regata é muito equilibrada e os barcos são praticamente iguais, exceto Abu Dhabi e Sanya que apresentam seguidos problemas. Sobre as quebras, acredito que cabe à tripulação saber poupar equipamento durante a parte mais complicada. Os veleiros são de alta performance e é preciso saber o momento certo de aumentar a velocidade”, explica Torben, que quebrou o recorde de singradura (milhas velejadas em 24 horas), andando 596.6 milhas náuticas (1.105 quilômetros), na última edição da Volvo Ocean Race.

da ZDL de Comunicação

Joca recebe o troféu de vice-campeão da etapa

Na tarde desta quinta-feira (19) em Itajaí,  o brasileiro Joca Signorini recebeu o troféu de segundo lugar na mais disputada perna desta edição da Volvo Ocean Race, que teve como partida a Nova Zelândia. A equipe espanhola doTelefónica continua liderando na classificação geral.

Camper cruza a linha de chegada em Itajaí enquanto Telefónica volta para a água

O Camper foi o 4º barco a cruzar a linha de chegada da etapa entre Auckland e Itajaí. A equipe de Chris Nicholson completou a prova na manhã desta terça-feira, após uma parada estratégica no Chile para consertar o barco, que havia quebrado antes de cruzar o cabo Horn. No total foram necessários 30 dias, 11 horas, 35 minutos e 44 segundos até a cidade catarinense. O resultado colocou a equipe novamente na terceira colocação geral da competição, atrás apenas do Telefónica, segundo colocado na etapa, e Groupama, terceiro colocado na etapa.

Agora a equipe terá que correr contra o tempo para arrumar o barco para a regata inport e para a largada rumo a Miami, nos EUA, que acontecem neste sábado e domingo respectivamente.

Já o Telefónica, que teve a proa delaminada, já está de volta à água após 10 dias de reparos. “O barco está bem, foi revisado 100%, coisa que não conseguimos fazer em Auckland”, disse Pepe Ribes.

Abu Dhabi espera reforço

o Abu Dhabi, que está a caminho de Itajaí de navio, contratou mais quatro construtores para ajudar a reforçar o casco, bastante prejudicado pelos mares do sul. Agora serão oito construtores, munidos de muita fibra de vidro, correndo contra o relógio. O material usado é pré-fabricado e será montado como um quebra-cabeças.

Regatas de Optimist revelam talentos na Youth Sailing em Itajaí

Evento teve a participação de 40 crianças. Vila da Regata de Itajaí atinge a marca de 150 mil visitantes

Itajaí (SC) – O Brasil é um dos países referência na vela olímpica e de oceano. Ídolos como Torben Grael, atual campeão da Volvo Ocean Race, e Robert Scheidt, representante da classe Star nos Jogos de Londres/2012, são referência para a nova geração da modalidade. O domingo (15) de sol provou que esse ‘talento’ brasileiro não se perdeu. Os futuros campeões da vela nacional participaram da Youth Sailing, competição de Optmist montada no Saco da Fazenda para 40 crianças de até 15 anos. As atividade ocorrem em todas as cidades-sedes da Regata de Volta ao Mundo.

As ‘regatinhas’ de até 20 minutos reuniram oito equipes e o grupo do Sanya foi o vencedor. O time é formado por Erik Hoffmann, Ana Carolina da Silva, Carolina Copello, Higor Victorino e Francine Isabel dos Santos e teve a melhor média nas provas disputadas desde sábado (14).

“É muito importante ter esse apoio da Volvo Ocean Race. Isso motiva muito e, agora com as reformas e os barcos novos, nós temos a chance de desenvolver o nosso potencial. Quero disputar uma olimpíada”, conta uma das campeãs, Carolina Copello.

O jovem Rafel Servaes não ficou entre os campeões. Mesmo assim, o futuro velejador, que tem apenas 11 anos, espera ter mais oportunidades na vela na sede da ANI. “Vou me dedicar bastante e seguir carreira”. A mãe de Rafael, Cláudia Servaes, aprova a iniciativa. “As crianças tiveram uma clínica antes, aprendem manobras e regras. Acima de tudo, eles aprendem o espírito de equipe”.

As regatas foram disputadas na sede reformulada da Associação Náutica de Itajaí (ANI), entidade que atende 6.000 crianças da região. A gerente da Race Academy, Katie Hearsum, confessa ter ficado encantada com o trabalho da ANI e da dedicação dos jovens. “Tivemos uma grande procura aqui em Itajaí. Além dos 40 escolhidos, tivemos muita gente interessada em conhecer o esporte. O programa é um grande sucesso e, usando o impulso da Volvo Ocean Race, pode formar mais atletas. Deixaremos um legado”.

Resultados:
1º – Sanya (Roxo)
2º – Camper (Rosa)
3º – Itajaí (Amarelo)
4º – Abu Dhabi (Preto)
5º – Telefónica (Azul)
6º – Puma (Vermelho)
7º – Groupama (Verde)
8º – Volvo Ocean Race (Branco)

Da ZDL

Camper deverá chegar em Itajaí nesta segunda-feira

O Camper passou a barreira dos 390 milhas até Itajaí e a contagem regressiva aponta chegada do time espanhol/neozelandês na manhã desta terça-feira (17). O clima a bordo melhora a cada dia, já que na subida do Oceano Atlântico, as temperaturas estão elevadas e a velocidade da embarcação também. O objetivo dos kiwis é fazer mais uma verificação no casco danificado durante a travessia da quinta perna e descansar em Itajaí por pelo menos um dia. Afinal de contas, são quase 30 dias de mar desde a saída de Auckland.

A equipe foi obrigada a parar por seis dias no Chile para tentar solucionar o problema estrutural antes de retomar a viagem ao Brasil. O time mantém uma boa média de velejada (16 milhas por hora) e os ânimos estão lá em cima a bordo.

“Os ventos nos levam a Itajaí”, relata o navegador Will Oxley. “Eu sei que todos querem saber quando vamos chegar e a boa notícia é que, no momento, nós estamos melhorando nossa previsão. Com um pouco de sorte, poderemos aparecer antes do almoço de terça-feira”.

As temperaturas subiram após a passagem pelo sul da Argentina e o tripulantes Stu Bannatyne gostou de tirar a jaqueta de tempo pela primeira vez desde o dia 18 de março, quando a perna teve início. “Você não pode imaginar quanto é bom não usar essa borracha apertada no pescoço. Estamos em águas mais quentes e isso nos anima”. O Camper quer fazer tudo certo para se dar bem na DHL Regata do Porto de Itajaí, no feriado de 21 de abril, e, no dia seguinte, sair para a sexta perna até Miami.

Enquanto isso, o Abu Dhabi está no caminho do Brasil, só que dentro de um navio cargueiro, após sair da regata. Dois integrantes da equipe de terra, Sam Bourne e Tim Collen, acompanham o barco no cargueiro para adiantar a pequena reforma e deixar o serviço adiantado para seu time em Itajaí.

Sam Bourne relata que as condições de trabalho a bordo são difíceis, já que o navio mexe muito por causa das ondas gigantes. Mesmo assim, ele aposta num bom andamento das ‘obras’. “Temos uma lista grande trabalho e precisamos progredir antes da chegada em Itajaí para que possamos ter resultado na ‘grande reparação’ no Brasil”.

O tripulante afirma que o frio dificulta o trabalho. “Faz muito frio no barco, em torno de 10 graus, e por isso, o tempo de cura do material é lento atrapalhando nosso cronograma. Temos que resolver a bomba hidráulica da quilha, danificada pelo alta velocidade atingida por um Volvo 70”.

O Abu Dhabi deve chegar em Itajaí na quarta-feira (18) tendo de correr contra o relógio para efetuar reparos no casco da embarcação a tempo de disputar os próximos pontos.

Quem chegou em Itajaí acelera os ajustes nas embarcações uma semana antes da largada para Miami. O Puma, vencedor da quinta perna, tirou o barco do ‘berço’ e colocou na água. Os primeiros treinos começam na terça-feira. O Telefónica fez os reparos no casco danificado e também programa os treinos nos próximos dias. Já o Groupama está quase 100% pronto, após a reposição do mastro que veio a Holanda.

Volvo Ocean Race: Mastro do Groupama chega a Itajaí com esquema especial de logística

Equipe francesa já trabalha para repor peça danificada na quinta perna. Shows de Paralamas do Sucesso e Nando Reis agitam Vila da Regata

Itajaí (SC) – Um dos maiores desafios de logística das últimas edições da Volvo Ocean Race foi concluído nesta quinta-feira (12): após quatro dias de operação, o mastro do veleiro francês Groupama está em Itajaí. A chegada do equipamento a Santa Catarina mobilizou mais de 30 profissionais no Aeroporto de Curitiba e recebeu a escolta das polícias Federal e Rodoviária no caminho até a cidade-sede do maior evento náutico do mundo.

A peça de 32 metros saiu de Roterdã, na Holanda, e foi inserida pelo bico do avião cargueiro. Após aterrissar na capital paranaense, precisou de três horas para ser colocada em um caminhão antes de pegar a BR-101. Batedores e controladores de tráfego ajudaram a coordenar o trânsito até a chegada à Vila da Regata, na viagem que durou cinco horas. As empresas de logística DHL e Waive Log, parceiras da regata de volta ao mundo, coordenaram o trabalho.

O Groupama perdeu o mastro no fim do percurso entre Nova Zelândia e Brasil, quando liderava a quinta perna de Auckland até Itajaí. O veleiro francês sofreu a avaria próximo ao litoral do Uruguai, parou em Punta del Este para fazer um material improvisado e chegou em Santa Catarina em terceiro lugar, apesar da quebra.

“O trabalho será concluído em dois dias, apesar da necessidade de muita atenção durante a instalação. É um mastro de primeira linha, mas não há segredos. Depois de colocar no seu devido lugar, precisamos testar. A nossa sorte é que temos tempo até a regata do porto. O transporte foi muito tranquilo e nos deu segurança”, relata Ben Wright, chefe da equipe de terra do Groupama.

A peça fundamental do barco será instalada pela equipe de terra francesa nos próximos dias e terá também o acompanhamento do brasileiro Ricardo Ermel. “O primeiro desafio foi fazer esse transporte. Agora precisamos terminar o check list para que nada dê errado. O trabalho não é tão complicado, mas exige atenção”.

Logística – A DHL Express é a responsável pelo transporte, ao longo da corrida, de mais de 25 toneladas de materiais e contêineres, dando todo o suporte logístico e emergencial para os barcos e participantes da competição por meio de sua frota aérea, marítima e terrestre. São mais de 45.000 quilômetros percorridos.

“Toda a regata é monitorada pela DHL anualmente a partir do Centro de Controle Internacional criado pela companhia especialmente para a Volvo Ocen Race, o que facilita o trabalho de nossa equipe e o apoio à todos os participantes”, afirma Reinier Vens, Diretor de Projetos Volvo Ocean Race – DHL Global Forwarding.

Foi elaborada uma estratégia para atender imprevistos o mais rápido possível. No caso do Groupama, a operação foi facilitada, já que havia um depósito de peças de reposição no aeroporto de Roterdã, que fica em uma posição central na Europa, com vôos disponíveis para todos os países participantes da regata, para o transporte dos equipamentos.

Camper a todo vapor – O time espanhol/neozelandês deve aparecer em Itajaí na segunda-feira (16). A tripulação sofre com o sistema de baixa pressão na Argentina, o que deixa a navegação complicada. O relato do tripulante de mídia sobre a aventura mostra o drama. “Estou enjoado. Tudo balança, bate e é muito rápido por aqui”. A situação deve melhorar nas próximas 24 horas, de acordo com informações da meteorologia da Volvo Ocean Race.

Com média de 11 nós, o barco vermelho passou pelo teste de segurança, segundo o comandante Chris Nicholson. “Essa passagem foi muito difícil. Tudo muito parecido com a situação da saída de Auckland. Mesmo assim, posso dizer que foi um bom teste para a ‘nova estrutura’ do barco. Parece estar tudo bem.”

Enquanto isso, as equipes de terra de Puma, Telefónica e Groupama acertam os últimos detalhes para a Regata do Porto, marcada para o dia 21 de abril. Antes disso, provavelmente na segunda-feira, os times devem fazer os primeiros treinos no rio Itajaí-Açu.

Da ZDL

Groupama chega em Itajaí e já começa a arrumar o barco

Terceiro colocado na perna, barco francês é recebido com festa na cidade catarinense. Camper deve chegar na segunda-feira e o VIP Solidário pode ser imitado por outras paradas

Itajaí (SC) – Depois de 23 dias e com o mastro quebrado, o Groupama finalmente chegou a Itajaí e se juntou ao Puma e Telefónica. A aventura mais desgastante da edição 2011/2012 da Volvo Ocean Race foi classificada como “a mais difícil da história” pelo comandante Franck Cammas.

O primeiro procedimento do time será arrumar todas as avarias da embarcação, bastante prejudicada pelas ondas e os fortes ventos dos mares do sul. A tarefa número um será trocar o mastro. Os franceses devem receber o equipamento, importado da Holanda, na sexta-feira (13).

“Estou bastante ansioso quanto a instalação do novo mastro. Fomos surpreendidos com a quebra quando estávamos no melhor momento da regata e caminhando para ganhar a segunda perna seguida. Confio no trabalho de terra da nossa equipe para deixar tudo pronto”, reforça Franck Cammas, que foi recebido com banquete de comida sueca no pavilhão da Volvo Ocean Race. “A primeira coisa que todos precisam é uma refeição quente e depois um banho”.

A tripulação está orgulhosa por fazer essa recuperação sem maiores danos ao barco e à saúde da equipe, que ficou dois dias parada em Punta del Este, no Uruguai. “Os caras fizeram um trabalho fantástico e estou muito feliz com o nosso terceiro lugar. O clima é de dever cumprido”, relata Franck Cammas – o pódio em Itajaí alçou o time ao segundo lugar na classificação geral.

Mastro de 32 metros será transportado por caminhão – Em Itajaí, os heróis do Groupama deixam os trabalhos nas mãos dos integrantes da equipe de terra. Um dos nomes desse time é o brasileiro Ricardo Ermel, veterano de duas Volvo Ocean Race. Ele será responsável, junto com a organização, a DHL e a Waiver Log, pelo transporte da peça entre Curitiba (PR) e Santa Catarina.

O processo é um dos mais importantes para os franceses no Brasil. O mastro de 32 metros veio da Holanda por avião, para o aeroporto de Curitiba. Até Itajaí, distante 202 km, vai por estrada, em cima de um caminhão, escoltado pelas polícias Federal e Rodoviária. A chegada da peça está prevista para sexta-feira (13).

“Fizemos uma adaptação para facilitar o transporte. O processo precisa ser todo monitorado do aeroporto de Curitiba até a Vila da Regata. A estratégia das equipes de terra é fundamental para o andamento dos barcos nas regatas do porto e, principalmente, nas pernas”, conta Ermel.

Com o novo mastro disponível, a equipe de terra poderá fazer os testes necessários antes dos primeiros treinos para a Regata do Porto do dia 21.

Da ZDL de Comunicação

Equipes de terra consertam os barcos da VOR em Itajaí

Manutenção e reparos dos veleiros é fundamental para continuação na volta ao mundo. 

Itajaí (SC) – Depois de uma viagem de 12 mil quilômetros pelos mares mais difíceis do planeta, o que não faltam às equipes de terra é trabalho. Na escala de atividades, saem os velejadores para o período de descanso e entram os técnicos, soldadores e engenheiros. Parada estratégica da Volvo Ocean Race, Itajaí se transformou em um estaleiro e a ação dos profissionais pode ser observada de perto pelos visitantes da Vila da Regata.

É a parada mais longa (entre chegada e largada) da edição 2011/2012. Os barcos ficam em uma espécie de berço suspenso para que os técnicos possam analisar os problemas e efetuar os reparos em toda a embarcação, principalmente no casco, área mais exigida durante as travessias e que só pode ser consertada em terra. Puma e Telefónica, primeiros a chegar na cidade catarinense, ganham tempo e podem se preparar melhor para a Regata do Porto, marcada para o dia 21 de abril e que vale pontos para a classificação geral. O Groupama, que chegou em Itajaí nesta terça-feira (10), terá ainda mais o que fazer, já que os franceses perderam o mastro no Oceano Atlântico.

Vencedores da quinta perna, os norte-americanos do Puma foram os únicos dos seis barcos da flotilha que não pararam em nenhum momento com avarias. Mesmo assim, os técnicos fazem uma espécie de check-up na embarcação. A revisão de todo material é importante para que o veleiro de Ken Read não sofra como na primeira perna, de Alicante a Cidade do Cabo, quando perderam o mastro. Por isso, o cronômetro está correndo.

O cronograma dos espanhóis do Telefónica também é apertado. O brasileiro Horacio Carabelli, diretor-técnico da equipe, coordena o conserto do casco, danificado na última perna e que resultou em um pit stop de 17 horas no Cabo Horn. O velejador e projetista acredita que os 16 dias são razoáveis para esse processo: “Temos muito o que fazer no barco e o objetivo é deixar tudo pronto para a partida. Vamos corrigir a delaminação no casco (a parte da proa sofreu avarias e as camadas de fibra de carbono que compõe a casca do barco começaram a se desprender) e outras coisas, já que a embarcação foi muito exigida e precisa ficar 100% para garantir desempenho e segurança”. Carabelli reforça a dificuldade da travessia, que incluiu a passagem pelo Cabo Horn. “Foi a etapa mais difícil, com muitas ondas e vento, na maioria das vezes, contra”.

O Telefónica ganhará um painel novo, onde foi feito o reparo durante a quinta perna. Além disso, o time de Horácio Carabelli fará revisões nas velas e, principalmente, no mastro. Esse equipamento é o que mais apresentou problemas na Volvo Ocean Race 2011/2012 quebrando com Puma, Abu Dhabi e Groupama.

Os trabalhos não se concentram no barco. A ‘veleria’ do Telefónica corre contra o tempo. Os ‘alfaiates’, como são conhecidos, costuram as velas danificadas e repõem o que apresentou problema durante a subida do Atlântico.

Da ZDL de Comunicação

Groupama é terceiro na perna mais difícil da VOR

O Groupama conquistarou nesta terça-feira a terceira colocação da perna entre Auckland, na Nova Zelândia, e Itajaí, em Santa Catarina. Os franceses cruzaram linha de chegada às 13h58 UTC com mastreação de fortuna após a quebra do mastro no través de Punta Del Este, no Uruguai.

O barco foi o penúltimo da flotilha a terminar a etapa. O Camper, que teve problemas na proa do barco e parou em Puerto Montt, no Chile, para consertá-la, está seguindo para a cidade catarinense com velocidade de 19 nós. Ainda faltam 2100 milhas até a linha de chegada, mas a previsão é de que eles cruzem o cabo Horn ainda esta noite. Já o Abu Dhabi, que teve problemas com a estrutura do casco, está indo de navio e deverá chegar em Itajaí nos próximos dias. O Sanya, que também teve problemas no casco, desistiu da etapa e seguirá direto para Miami, próxima parada da VOR.

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