Pular para o conteúdo

Posts com Tag ‘Mundial da Isaf’

Vídeo: Abertura do Mundial de Santander

 

Vela: Equipe Brasileira já está pronta para estreia no Mundial da Isaf

Medições começaram nesta segunda e primeiras regatas serão disputadas a partir do dia 12

Tine e Kahena prontas para mais um título. Foto de Fred Hoffmann/CBVela

Tine e Kahena prontas para mais um título. Foto de Fred Hoffmann/CBVela

O Mundial da Isaf (Federação Internacional) começou para valer na Espanha. Os velejadores já estão medindo todo o equipamento e se concentrando para o início das regatas. Os primeiros a irem para a água serão as classes Laser Radial e Laser Standard, no dia 12, sexta-feira, com Robert Scheidt, Bruno Fontes, Alex Veeren, Fernanda Decnop, Tina Boabaid e Odile Ginaid.

“Defender o título é a minha principal meta nesta temporada e estou muito confiante em relação ao campeonato. Ter vencido o Mundial de Omã em 2013, aos 40 anos, me deu a certeza de que ainda posso enfrentar a molecada”, disse Scheidt, que tentará a sexta medalha olímpica em 2016.

As regatas do Laser seguem até o dia 17, com a medal race, em que participam apenas os 10 primeiros colocados e tem pontuação diferenciada, no dia 18.

Quem também está ansiosa para estrear é a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, líder do ranking mundial da classe 49er FX. As meninas estão na Espanha há mais de uma semana, onde treinam com o técnico Javier Torres.

“Estamos ansiosas para velejar com tantos barcos, mas ao mesmo tempo estamos tranquilas que fizemos um bom trabalho até aqui. Não vai ser um campeonato fácil e teremos que ter muita calma. O ideal vai ser manter uma boa média e não vencer todas as regatas”, disse Kahena.

As regatas do 49er FX começam no dia 15 e seguem até o dia 20, com a medal race no dia 21, último dia do evento.

Quem quiser, poderá acompanhar as regatas ao vivo através do blog da Isaf. Além disso, durante as regatas finais, será possível acompanhar os barcos através de tracking 2D (http://bit.ly/1p3FCHe)  e 3D (http://bit.ly/1COkgrT) e torcer para a equipe brasileira.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.

Confira a delegação brasileira no Mundial:

Laser

Robert Sheidt

Bruno Fontes

Alex Veeren

 

Radial

Fernanda Decnop

Odile Gnaid

Maria Cristina Boabaid

 

Finn

Jorge Zarif

 

RSX M

Ricardo Santos

Albert Carvalho

Gabriel Bastos

 

RSX W

Patricia Freitas

Bruna Martinelli

 

470 W

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan

Renata Decnop e Isabel Swan

 

470 M

Henrique Haddad e Bruno Bethlem

Geison Mendes e Gustavo Thiessen

Tiago Brito e Andrei Kneipp

 

49er

Dante Bianchi e Thomas Lowbeer

Marco Grael e Gabriel Borges

 

FX

Martine Grael e Kahena Kunze

Juliana Senfft e Gabriela Nicolino

 

Nacra

Samuel Albrecht e Geórgia Rodrigues

 

 

 

 

 

 

Scheidt e Prada são bicampeões mundiais de Star

Na foto de Tuko Maia, a dupla bicampeã do mundo de Star

Neste sábado (17/12), na Austrália, brasileiros entraram para a história da vela com a conquista do segundo título, no Mundial de Perth

Robert Scheidt e Bruno Prada são bicampeões mundiais da classe Star. Neste sábado (17/12), na Austrália, os velejadores terminaram a Medal Race na quinta colocação, mais do que suficiente para assegurar o bicampeonato – foram campeões pela primeira vez em 2007, no Mundial de Cascais, em Portugal. Scheidt e Prada encerraram a competição em Perth com 45 pontos perdidos, 16 de vantagem para os vice-campeões, os alemães Robert Stanjek e Frithjof Kleen. A medalha de bronze ficou com os americanos Mark Mendelblatt e Brian Fatih, com 73.

Scheidt, que na sexta-feira (16/12), ao lado de Prada, já havia assegurado a vaga para a Star do Brasil na Olimpíada de Londres, ficou emocionado. “Acabamos o Mundial, é nosso segundo título, um momento muito especial”, disse. “Foi uma semana dura, começamos mal o campeonato, conseguimos reagir. Hoje, a nossa situação não era muito difícil, mas sempre é aquela tensão da regata final”, prosseguiu. “Um quinto lugar foi suficiente para o título. Chegar ao bicampeonato mundial é uma realização pessoal para mim, para o Bruno. Estamos muito felizes. Sabemos que são oportunidades que não surgem todos os dias. A carreira esportiva tem começo, meio e fim e temos de aproveitar essas oportunidades. Esse bi vai ficar em nossas vidas.”

Scheidt contou que durante a carreira na classe Laser, em que foi bicampeão olímpico e várias vezes campeão mundial, sonhava velejar de Star e ser campeão mundial na classe, considerada a mais técnica da vela. “É uma grande conquista. Conseguir vencer por duas vezes tem um significado imenso para mim. Este ano, nossa velejada evoluiu muito e nossa meta sempre foi fazer um bom Mundial. Então, conseguir terminar o ano com esse título é, com certeza, muito especial. Estou me sentindo no céu.”

Prada também não cabia em si de contentamento. “Ser campeão mundial da Star é a maior conquista que um velejador pode alcançar. Ser campeão duas vezes é tornar-se parte da história da classe Star, significa muito. A Star é muito especial, é a classe dos grandes nomes da vela”, disse o proeiro.

Scheidt lembrou que, apesar de a dupla ter garantido a presença da classe Star do Brasil na Olimpíada, ele e Prada ainda não estão garantidos em Londres/2012. “Vamos ter de passar pela seletiva nacional”, explicou. “Já somamos um ponto pela vitória no Mundial de Perth e vamos disputar a seletiva olímpica em Búzios, em fevereiro. Se vencermos, somamos mais um ponto e seremos os representantes brasileiros na Olimpíada. Em caso de empate, teremos uma outra competição em 2012, que ainda não foi definida, para decidir a vaga”, prosseguiu. “De toda forma, são sete meses até a Olimpíada. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas estamos no caminho certo.”

Classificação final após dez regatas, um descarte e a Medal Race:
1º – Robert Scheidt e Bruno Prada, BRA, 45 pp (13+7+13+2+2+2+1+3+2+3+10)
2º – Robert Stanjek e Frithjof Kleen, ALE, 61 pp (3+5+16+5+5+11+3+11+4+8+6)
3º – Mark Mendelblatt e Brian Fatih, EUA, 73 pp (2+9+9+8+4+4+5+4+8+10+20)
4º – Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, POL, 76 pp (1+(42)DNF+6+16+1+3+(42)DNF+2+1+2+2)
5º – Fredrik Loof e Max Salminen, SUE, 76 pp (18+4+18+1+16+1+4+7+6+1+18)

Da Assessoria de imprensa

Mundial da Isaf: Robert e Bruno garantem vaga nos Jogos Olímpicos de 2012. Martine e Bel ganham regata e sobem pro Top10.

Dupla da classe Star abre vantagem na liderança e são virtuais campeões na Austrália. Meninas da 470 estão próximas da vaga

Tine e Bel estão a um passo de conquistar a vaga olímpica para o Brasil

A vela brasileira garantiu mais uma vaga nos Jogos de Londres-2012 no Mundial 2011 (ISAF Sailing World Championships), disputado em Perth, na Austrália. Os atuais vice-campeões olímpicos Robert Scheidt e Bruno Prada confirmaram a participação no evento do ano que vem e praticamente levaram para o País o título da classe Star. Neste sábado (17), a dupla defenderá 18 pontos de vantagem para o segundo colocado na medal race, que tem pontuação dobrada e apenas 10 barcos na raia.

Robert Scheidt e Bruno Prada aproveitaram bem as condições desta sexta-feira (16).
Com um segundo e um terceiro lugares, os únicos representantes nacionais da Star virtualmente são bicampeões mundiais da categoria olímpica mais técnica. A única possibilidade da dupla norte-americana Mendelblatt e Fatih vencer o campeonato é ganhando a medal race e torcer para que os brasileiros cheguem em último. Qualquer outra combinação de resultados dará o ouro para os brasileiros.

“A sexta foi um dia muito consistente e conseguimos abrir uma boa vantagem que nos leva para a regata da medalha , em teoria, com um pouco mais de tranquilidade. Mas a ansiedade é inevitável. Qualquer atleta sabe da importância de um título mundial e que é uma oportunidade que não se pode perder. A sorte esteve do nosso lado porque na segunda regata tivemos um parafuso quebrado que poderia ter feito com que perdêssemos o mastro. Agora é focar na medal race porque nada está ganho ainda. Digamos que está tudo bem encaminhado”, pondera Robert Scheidt que junto à Bruno Prada venceu seu primeiro Mundial de Star justamente no Mundial de Vela da Isaf há quatro anos em Cascais.

“Fomos para água com o objetivo específico de velejar perto do americano e do alemão. Sabíamos que éramos mais rápidos que eles no popa e planejamos isso na quinta. Deu certo e só não pensávamos que abriríamos tanto deles. Agora é fazer a mesma coisa na regata da medalha. Ficar perto dos americanos e correr nossa regata. Estou confiante que tudo vai terminar bem”, comenta um raramente conservador Bruno Prada.

Regatas memoráveis do 470 Feminino – Na raia central de Fremantle, onde existe uma arquibancada que permite ao público acompanhar a ação na água bem de pertinho, a dupla do 470 Feminino, Martine Grael e Isabel Swan, fez duas regatas memoráveis e pulou para oitavo lugar geral faltando apenas duas provas para terminar a série de 10 regatas e não só praticamente garantiram a vaga do Brasil em Londres, mas também a sua própria presença na medal race.

“Foi um dia muito bom de regatas, mas nas outras provas do calendário tivemos alguns resultados ruins porque não largamos bem. Estamos no caminho certo e, por isso, vamos nos esforçar ao máximo para levar a vaga”, relata Martina Grael.

Com uma bela vitória na primeira do dia e um excelente segundo lugar na outra prova, as niteroienses reverteram o começo de campeonato irregular e se colocaram entre as 10 melhores do mundo. A dupla rival na luta pela classificação individual para as olimpíadas, as gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, fizeram um 29º e um 13º e ocupam a 28ª colocação geral. Neste sábado serão disputadas as duas regatas finais da série e no domingo será corrida a medal race com as 10 melhores tripulações.

No dia de descanso da Laser Standard (masculino) e da RS:X Masculina, além do Star e 470 Feminino, o 49er também foi para água correr três regatas. André “Bochecha” Fonseca e Marco Grael estão correndo na flotilha bronze (o terço final do total de barcos inscritos) e estão em segundo lugar neste grupo (48º lugar no geral). Com um terceiro, um segundo e um sexto lugares, a parceria, que treina em Porto Alegre, está sete pontos atrás do líder da flotilha bronze.

Neste sábado, além da medal race do Star, prevista para as 15h (horário local, 5h de sábado em Brasília), teremos as regatas finais das séries das classes Laser, RS:X Masculino, 470 Feminino e 49er. No domingo (18), o Mundial de Vela de Perth 2011 termina com as medal races destas mesmas classes.

Nesta sexta-feira terminou o Mundial de Match Race Feminino e a equipe da americana Anna Tunnicliffe venceu por 4 a 0 a da britânica Lucy Macgregor. Na disputa pelo terceiro lugar, o time francês de Claire Leroy bateu por 3 a 1 as russas lideradas por Ekaterina Skudina.

O vela nacional já confirmou seis vagas para o País em Londres-2012: Star, Laser Radial, Laser Standard, Finn, RS:X masculino e RS:X feminino.

Da ZDL de Comunicação com Murillo Novaes

Brasileiros estreiam na classe Star no Mundial da Isaf

Dupla Robert Scheidt e Bruno Prada está em nono na classificação geral

Bimba é um dos favoritos ao título da classe RS:X

No domingo (11) nublado nas raias de Fremantle, em Perth, Austrália, foram disputadas as primeiras regatas da classe Star no Mundial de Vela de 2011 (ISAF Sailing World Championships), competição que vale como classificatória de 75% das vagas de países para Londres-2012.

Para os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada, sempre apontados como favoritos ao título, foi um começo um pouco frustrante, uma vez que, logo na largada da primeira regata, uma colisão com um adversário os obrigou a pagar uma penalidade de 720 graus o que acabou os colocando em último entre os 41 barcos do campeonato.

A dupla, que integra a EBV – Equipe Brasileira de Vela da CBVM/COB, fez uma excelente prova de recuperação e chegou em 13º lugar. Na segunda regata, um 7º lugar fechou o primeiro dia, colocando-os em 9º lugar geral, com 20 pontos perdidos.

A liderança é da dupla inglesa Iain Percy e Andrew Simpson com sete pontos perdidos. “Logo na largada da primeira regata batemos e tivemos que pagar um 720. Chegar em 13º acabou sendo bom diante das circunstâncias. Na segunda regata, estávamos brigando pelo terceiro lugar e um pequeno vacilo nos empurrou para sétimo. E óbvio que não estou satisfeito. Mas amanhã é outro dia e temos muitas regatas ainda pela frente”, comenta o proeiro campeão do mundo e medalha de prata em Pequim 2008, Bruno Prada.

Neste domingo também foram disputadas as quatro primeiras Medal Races, provas curtas que reúnem apenas os 10 primeiros colocados de cada classe e determinam o pódio. Não havia nenhum brasileiro nas regatas finais da RS:X Feminina, Laser Radial (feminino), 470 Masculino e Finn (masculino), no entanto apenas na 470 Masculina o Brasil não conquistou a vaga para as Olimpíadas do ano que vem.

Match Race – Na raia de Inner Harbour, na barra do rio Swan, em pleno porto comercial, o dia também não foi dos melhores para as meninas do Brasil na repescagem do Match Race Feminino que vale quatro vagas na fase final do torneio e coincidentemente também oferece as quatro últimas vagas de Perth 2011 para os países que sonham estar na estreia da categoria em Londres.

Como as vagas são por países, é provável que mesmo não se classificando para a final da competição na Austrália, algumas duplas possam garantir presença de suas nações nos Jogos de 2012. E é com isso que nossos trios contam. Nas águas de Fremantle, as equipes brasileiras só conseguiram vencer um match cada neste domingo. Assim o time de Juliana Senfft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz tem apenas duas vitórias nesta fase e o de Renata Decnop, Gabriela Sá e Larissa Juk, possui quatro. Para Juliana, o caminho ficou mais difícil para a segunda-feira, provável último dia da repescagem.

“Viemos para classificar o Brasil e é isso que vamos tentar até o fim. Ainda não acabou e se formos nós ou a Renata, tanto faz. O que importa é ter a vaga brasileira nas olimpíadas”, declara Juliana, filha do medalhista olímpico Ronaldo Senfft.

Já Renata Decnop acredita em uma virada no último dia. “Hoje cometemos pequenos erros que podem ser corrigidos. Temos ainda cinco matchs para correr e estamos a três vitórias da líder. Lógico que esta liderança ainda pode ser ampliada, mas acho que se capricharmos e tivermos um pouco de sorte, podemos garantir a vaga sem precisar depender dos outros resultados. Se não, é fazer o nosso melhor e sentar em terra e torcer para que tudo termine bem para o Brasil”, conta a comandante niteroiense.

Punição – Um fato ocorrido no sábado (10), na penúltima regata da classe Finn, acabou sendo o assunto do dia no Mundial da Isaf. A grande estrela do evento, o velejador inglês Ben Ainslie, cinco vezes campeão mundial e detentor de quatro medalhas olímpicas, sendo três de ouro, foi desclassificado das duas regatas do dia, por conduta antiesportiva quando, irado, deixou seu barco à deriva, invadiu o bote de imprensa e agrediu, com gestos e palavras duras, o piloto do barco e o cinegrafista que estavam a bordo.

Com isso, Ben Ainslie perdeu a chance de conquistar seu sexto título mundial, uma vez que liderava a competição com relativa vantagem e constrangeu sua equipe e outros velejadores que lamentaram a atitude intempestiva da estrela da Vela mundial.

“Um campeão olímpico tem outras formas de demonstrar sua indignação. O fato do barco da imprensa ter ou não o atrapalhado é menor perto da reação desmesurada que ele teve. O espírito olímpico e as boas maneiras têm que prevalecer no mundo da Vela”, comenta o técnico da classe Finn da EBV, Eduardo Melchert.

O fato é que, para os que viram o inglês, então na classe Laser, ser o algoz de Robert Scheidt na final de Sydney-2000, com uma marcação tanto implacável quanto questionável sobre o brasileiro, quando, deliberadamente, deixou de correr sua regata optando apenas por atrapalhar a prova de Robert e com isso ganhar o ouro, o caráter de Ainslie já era questionado.

Neste domingo, aparentemente arrependido Ben Ainslie, que é Sir na Inglaterra, pediu desculpas aos seus pares e ao mundo por ter perdido a cabeça. Foi tarde demais e o título Mundial na classe Finn acabou nas mãos de outro inglês, Giles Scott.

Para a segunda-feira (12) estão previstas mais duas regatas da classe Star, o prosseguimento dos matchs femininos e a estreia das quatro últimas classes olímpicas deste mundial unificado: Laser (masculino), 470 Feminino, 49er e RS:X Masculino. Em todas as quatro, o Brasil tem boas chances de garantir vaga e até mesmo lutar pelo título mundial. Na Laser, Bruno Fontes, na 49er a dupla André Fonseca e Marco Grael, na RS:X Masculina ninguém menos que o campeão mundial Ricardo “Bimba” Winicki e na 470 Feminino, a disputa acirrada entre as antigas companheiras da primeira medalha olímpica da Vela feminina brasileira, Fernanda Oliveira e Isabel Swan. Fernanda, com a nova proeira Ana Barbachan e Isabel Swan, na proa da timoneira campeã mundial da juventude Martine Grael.

Da ZDL de Comunicação com Murillo Novaes

Brasil confirma mais uma vaga na vela nas Olimpíadas de 2012

Jorge Zarif, da classe Finn, consegue bom resultado no Mundial da Austrália e se junta às meninas da Laser Radial e RS:X

Os velejadores do Brasil garantiram três vagas para os Jogos de 2012 no encerramento da primeira etapa do Mundial de Vela de 2011 (ISAF Sailing World Championships) neste sábado (11) em Fremantle, na cidade australiana de Perth. O último a confirmar presença na Olimpíada de Londres foi Jorge Zarif, da classe Finn.

Com o ‘Doctor’, a famosa brisa do mar local, soprando entre 13 e 17 nós do sudoeste, o dia de regatas foi animado. No Central Course, a raia que fica entre dois molhes de pedra e que tem até arquibancada para delírio do público local e internacional, foram corridas as regatas do Laser Radial e do Finn. E foi ali, diante de uma pequena, porém animada torcida brasileira que Jorge Zarif garantiu a vaga brasileira no Finn.

“Não foram os meus melhores resultados, mas eu sabia que a vaga estava entre eu, o russo e o alemão e procurei ficar mais perto deles. No fim deu certo e fico feliz em ter classificado o País para as olimpíadas”, comemora Jorge Zarif, de apenas 19 anos, que com dois 33º no dia, terminou o Mundial de Finn 2011 na 32ª posição geral.

Na Laser Radial, Adriana Kostiw, fez suas melhores regatas desde que as flotilhas ouro e prata foram separadas. Com um 14º e um 21º, a paulista terminou o campeonato em 41º lugar geral. Na prancha à vela RS:X, a jovem Patrícia Freitas encerrou sua participação no Mundial 2011 da classe em 29º lugar, após obter um 30º e um 28º em Perth neste sábado.

Neste domingo (11) serão conhecidos os novos campeões mundiais quando forem corridas as Medal Races, as regatas finais das classes RS:X feminina, Laser Radial (feminino), 470 masculino e Finn (masculino) com os 10 melhores colocados gerais.

Adriana Kostiw, no Laser Radial, Patrícia Freitas, na RS:X Feminina e Jorge Zarif, na Finn, todos da EBV – Equipe Brasileira de Vela, garantiram a vaga brasileira para as próximas olimpíadas e saíram na frente na disputa pela vaga individual do processo seletivo da CBVM/COB com um ponto cada um. O vencedor da seletiva olímpica em Búzios 2012 ganhará mais um ponto e o desempate, se houver, será o Troféu Princesa Sofia em Palma de Maiorca.

Mais resultado –Na classe 470 Masculino, as três duplas brasileiras ficaram em posições aquém do necessário para classificar o Brasil. No Mundial de 2012, em Barcelona, mais sete vagas de países (25% do total das olimpíadas) estarão em disputa. Em Perth, a dupla paulista Rique Wanderley e Marco Brancher foi a melhor colocada, em 55º geral. Com uma capotada que empenou o seu mastro na última regata de sexta-feira (9), a dupla gaúcha da EBV, Fábio Pillar e Gustavo Thiesen deixou de completar três provas, a do incidente e as duas do dia, e terminou o Mundial 2011 em 64º geral. Henrique Haddad e Nicolas Castro finalizaram a disputa do Mundial na 67ª posição.

Match Race – Além das quatro classes que encerraram hoje a qualificação de países para as olimpíadas, a Match Race Feminino continuou sua fase final com os 16 times que seguiram para a repescagem se enfrentando em mais um ‘todos contra todos’ para definir quem vai encontrar nas semifinais as quatro equipes, vencedores e vices dos grupos A e B, previamente classificadas. Como o match feminino tem oito vagas para Londres em disputa aqui em Perth, quatro vagas ainda estão abertas. O trio formado por Juliana Senfft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz mostrou que a tricampeã mundial, Lucy Macgregor, está virando ‘freguesa’ e depois de da vitória na sexta-feira quando garantiu sua permanência na competição, voltou a vencer a forte equipe inglesa novamente no único triunfo do dia das brasileiras e única derrota da britânica que lidera a súmula com 4 vitórias e uma derrota.

Já a outra equipe feminina de match race do Brasil, liderada por Renata Decnop, com Gabriela Sá e Larissa Juk, teve um dia excelente e ocupa a vice-liderança empatada com outros quatro times após vencer três e perder dois matchs hoje no rio Swan.

“Velejamos muito bem hoje. Aprendemos com nossos erros da primeira fase e estamos conseguindo avançar aos poucos. A disputa pela vaga é muito dura, mas vamos alcançando nosso objetivo um dia de cada vez”, declara a comandante. Com mais 10 matchs a serem corridos por cada equipe, a disputa, que segue até o dia 16 ainda está aberta.

Estreia – Além das Medal Races do RS:X Feminino, Laser Radial, 470 Masculino e Finn, e do prosseguimento do Match Race Feminino, o domingo é de estreia da classe Star. A mais técnica classe olímpica começa sua disputa em Perth tendo como um dos destaques a presença da dupla campeã mundial e medalha de prata em Pequim 2008, Robert Scheidt e Bruno Prada.

“Estamos preparados, o barco está em ordem e agora é velejar. O primeiro dia é muito importante então é preciso começar de maneira consistente, sem cometer muitos erros. Viemos aqui para competir, é bom começar”, conta Robert Scheidt.

O Star têm duas regatas programas na raia Leighton, a mais distante de terra, a partir das 13h (hora local) deste domingo.

Da ZDL de Comunicação com Murillo Novaes

Scheidt e Prada começam o desafio de classificar a Star do Brasil para Londres

A partir deste domingo (11/12), no Mundial de Perth, na Austrália, dupla entra na briga por uma das 11 vagas que estarão em jogo na competição

Robert Scheidt e Bruno Prada começam neste domingo (11/12), na Austrália, o desafio mais importante da temporada: classificar a classe Star do Brasil para a Olimpíada de Londres, em 2012 – no Mundial de Perth (AUS), estarão em jogo 11 das 16 vagas olímpicas disponíveis para a categoria. A dupla brasileira chega ao evento como favorita, condição a que, segundo Scheidt, ele e Prada estão habituados. “Isso não muda muita coisa. E eu sempre preciso de pressão, de expectativa. Um pouco de ansiedade é bom para o atleta.”

Scheidt e Prada estão preparados para uma competição difícil e uma disputa acirrada em Perth. Além dos ventos fortes e das 5 a 6 horas que devem passar na água, o que vai exigir bom preparo físico e mental, terão de dividir a raia com muitos dos favoritos ao pódio na Olimpíada. “Sem falar em países que vão usar o Mundial como seletiva para Londres, a exemplo da Alemanha, Estados Unidos e Canadá”, disse Prada.

Para Scheidt, a dupla pode levar certa vantagem sobre os competidores pelo fator clima. “Enquanto nós viemos do Brasil para a Austrália, do calor para o calor, muitos vieram do frio para o calor e a adaptação deve ser mais complicada, com a mudança de temperatura e de fuso horário (Perth está 10 horas à frente do Brasil).”

O “laboratório” que a dupla realizou em 2011, velejando com barcos e velas de vários fornecedores, acabou se tornando útil em Perth – na chegada à Austrália, o mastro do barco escolhido para o Mundial estava quebrado e teve de ser substituído às pressas. “No fim, esse laboratório foi um bom treino. Como, às vezes, recebíamos o equipamento apenas três dias antes do início de uma competição, acabamos nos tornando especialistas em acertar qualquer barco num curto espaço de tempo”, contou Prada.

Scheidt e Prada seguiram do Brasil para a Austrália no dia 22 de novembro e, fora o problema do mastro, toda a preparação para o Mundial correu conforme o planejado. “Foi bom ter chegado antes para nos adaptarmos ao fuso horário e às condições da raia. Tivemos de correr contra o tempo para acertar o mastro com que vamos disputar o Mundial, mas estamos com o equipamento em condições para correr o campeonato”, disse Scheidt, lembrando que o barco escolhido para o Mundial é o PStar, americano, o mesmo que foi usado na vitória no evento-teste para Londres/2012, em Weymouth, em agosto, na Inglaterra.

Além de classificatório para a Olimpíada, o Mundial de Perth também é válido como seletiva brasileira para Londres/2012. Se garantirem a vaga da Star nos Jogos, Scheidt e Prada somam um ponto. Outro ponto estará em disputa em fevereiro, em Búzios, na seletiva brasileira. “Se conseguirmos a vaga e vencermos a seletiva, a nossa dupla vai representar o Brasil em Londres. Caso contrário, teremos uma competição de desempate em 2012, ainda não sabemos qual”, disse Prada.

Para a classe Star, estão previstas uma série de classificação, com dez regatas, e a Medal Race. Com seis regatas completadas, os velejadores terão direito ao descarte do pior resultado. A Medal Race, no dia 17, reservada aos dez velejadores mais bem colocados na fase de classificação, tem pontuação dobrada e seu resultado não pode ser descartado.

Da Local da Comunicação

Mundial de Vela: Brasileiras mantém chance de vaga olímpica no Match Race Feminino

Matchs decisivos começam neste sábado em Perth, na Austrália. Na Finn, Jorge Zarif pode confirmar presença em Londres nas próximas regatas

Jorginho Zarif é o mais jovem da delegação brasileira

O trio formado por Juliana Senfft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz garantiu nesta sexta-feira (9) um lugar na respescagem da disputa do Match Race Feminino no Mundial de Vela de 2011 (ISAF Sailing World Championships). Um dia após suas companheiras no Grupo A, comandadas por Renata Decnop, passarem para a última fase de disputas da categoria, a outra equipe brasileira também velejou o suficiente para avançar no torneio. E com direito a uma alegria adicional. A única vitória nos cinco matchs do dia, que garantiu a sobrevida do time, veio justamente contra ninguém menos que a campeã mundial da classe, Lucy MacGregor, da Grã-Bretanha.

“Foi muito bom ganhar da Lucy. Isso nos deu mais confiança para a fase final e esperamos que nós ou a equipe da Renata (Decnop) possamos garantir logo a vaga do Brasil em Londres”, constata Juliana Senfft, filha do medalhista de prata em Los Angeles 1984, Ronaldo Senfft.

Agora, as duas equipes da EBV ficarão em um mesmo grupo de 16 times que se enfrentarão ‘todos contra todos’ para definir as posições finais a partir do 5º lugar. As duas primeiras equipes de cada grupo, EUA e Rússia no A e França e Holanda no B, se enfrentam nas semifinais. No total, oito vagas estão em jogo para Londres-2012 e as semifinalistas já estão asseguradas. As quatro vagas restantes estarão em disputa a partir de sábado (10).

A sexta-feira em Perth foi um dia perfeito para velejar. A famosa brisa do mar de Fremantle o ‘Doctor’ soprou com intensidade de 12 a 15 e a bela tarde de sol foi tudo que os velejadores de 80 nações podiam querer. E na equipe brasileira, além das velejadoras do Match Race Feminino, apenas Jorge Zarif, no Finn, e as três duplas do 470 masculino puderam aproveitar as condições da raia.

Adriana Kostiw (Laser Radial) e Patrícia Freitas (RS:X Fem.) tiveram folga, mas voltam às águas no sábado para as duas regatas que fecham a série de 10 provas do mundial.

Assim como elas, o Finn e o 470 masculino também vão definir no sábado os 10 primeiros colocados que farão parte da Medal Race no domingo (11). Apesar do bom desempenho do 470 masculino na Flotilha Prata, com Fábio Pillar e Gustavo Thiesen chegando em segundo lugar na primeira regata do dia, Rique Wanderley e Marco Brancher e Henrique Haddad e Nicolas Castro andando bem no primeiro terço da flotilha, o Brasil já deu adeus à disputa de um lugar nas Olimpíadas, restando a esperança da vaga ser conquistada no Mundial da classe em 2012.

Mais um passo – Jorge Zarif, com um 22º e um 27º lugares nesta sexta-feira, caminhou um pouco mais em direção à classificação do Brasil na classe. Jorginho está agora em 17º entre os países e 30º geral abrindo vantagem para os concorrentes diretos. No Finn são 18 vagas ao todo em disputa.

“O Jorge está velejando muito bem. Para nós é muito melhor garantir já aqui em Perth a classificação do Brasil. Ir para o Mundial 2012, a poucos meses dos jogos, sem esta definição seria muito ruim. Tomara que nas duas últimas provas, no sábado, ele nos dê esta alegria”, declara Edurado Melchert, técnico do jovem e talentoso finnista brasileiro.

Neste sábado termina a série de 10 regatas das quatro classes que abriram o Mundial de Perth: Laser Radial, RS:X F, 470 M e Finn. No domingo serão disputadas as regatas finais, as Medal Races, com pontuação dobrada e apenas os 10 primeiros classificados em cada classe. O Match Race Feminino já começa a disputa da fase final que deve seguir até quinta-feiro (15).

Da ZDL de Comunicação

Equipe de Renata Decnop passa para a repescagem do MR em Perth

O trio formado por Renata Decnop, Gabriela Sá e Larissa Juk conseguiu avançar à fase final da disputa do Match Race Feminino do Mundial de vela de Perth 2011 (Isaf Sailing World Championships) nesta quinta-feira (8). As meninas tiravam vários “coelhos da cartola” na raia de Inner Harbour e continuam na briga por uma vaga olímpica, em Londres-2012.

De fato, as atletas do Grupo A reverteram um começo ruim na competição, com quatro bons matchs, vencendo as equipes da China, Argentina e Canadá. A única derrota foi para a Dinamarca, na linha de chegada. Com isso, o trio da comandante Renata Decnop garantiu vaga na repescagem da competição da modalidade que faz sua estreia olímpica em Londres 2012. Duas equipes já se classificaram automaticamente para as quartas de final.

“Nós fizemos tudo certo. Mesmo no match que perdemos foi por um detalhe e na súmula está uma diferença de zero segundo. Estávamos mais confiantes e mesmo depois de sairmos sempre na frente e perdermos muitos matchs de maneira boba na segunda-feira, sabíamos que daria para velejar de igual para igual coma as melhores do mundo. Agora zera tudo e vamos com a faca nos dentes”, relata a determinada proeira do time Larissa Juk.

Como parte do programa de solidariedade olímpica as atletas do Match Race Feminino fizeram um treinamento intensivo neste ano e os resultados começam a aparecer. “Evoluímos muito nos últimos seis meses. Ter os barcos da classe Elliott 6M no Brasil, técnicos, fisioterapeutas, psicólogo e uma equipe de suporte por trás, nos deu uma estrutura que permitiu esse nível. Ainda falta mais experiência, mas sem o apoio da CBVM e do COB este seria um sonho impossível. Vamos buscar a vaga em Londres”, atesta Larissa Juk, que torce para que a outra equipe nacional, da comandante Juliana Senfft, também passe para a próxima fase.

O Brasil já conta com duas vagas na vela na Olimpíada de 2012. As meninas da RS:X e Laser Radial, respectivamente, Patrícia Freitas e Adriana Kostiw, fizeram nesta quinta suas primeiras regatas na flotilha ouro de suas classes

Ressaca – Para os demais velejadores das outras quatro classes que estão em disputa em Perth, a quinta-feira de sol e bons ventos foi de uma espécie de ‘ressaca’ depois da divisão das flotilhas ouro e prata. No Laser Radial foram corridas mais três regatas para que a sexta-feira possa ser um dia de folga para as velejadoras.

Adriana Kostiw, com 48º, 47º e 43º, está na 51ª posição geral. Patrícia Freitas, na RS:X feminina, também correu três provas e teve resultados medianos. Com um 14º e dois 30º, Patrícia caiu para 28ª posição geral.

Na Finn, assim como na 470 masculino, apenas uma regata foi disputada no dia. Jorge Zarif ficou em 24º na prova e está agora na 32ª posição geral, situação que ainda não é suficiente para garantir a vaga brasileira na classe.

“Fiz uma escolha errada e saí com a vela ‘gorda’ hoje, que não é boa para ventos mais fortes e tive muitas dificuldades no contravento. Amanhã teremos mais regatas e espero subir na súmula”, declara o velejador.

Já na classe 470 masculina, onde as três duplas brasileiras ficaram na flotilha prata (a segunda metade do total de barcos) o dia também não foi dos melhores. A dupla da EBV – Equipe Brasileira de Vela, Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, teve problemas no barco e ficou na 18ª colocação na flotilha, para ocupar a 53ª posição geral. Rique Wanderley e Marco Brancher, com um 19º na regata do dia, estão em 54º geral. Henrique Haddad e Nicolas Castro obtiveram um 23º e ocupam agora a 67ª posição.

Para a sexta-feira (9) estão previstas mais duas regatas nas classes Finn e 470 Masculino e o prosseguimento dos matchs do Grupo B. No sábado (10) será encerrada a fase final e no domingo (11) rolam as Medal Races com os 10 melhores velejadores de cada categoria. Os matchs decisivos das meninas do Elliott 6M serão na sexta (16).

Da ZDL de Comunicação

Mundial de Perth : Vela brasileira garante as duas primeiras vagas olímpicas

Adriana Kostiw (Laser Radial) e Patrícia Freitas (RS:X) colocam o País nos Jogos de 2012

Adriana é atleta da Equipe Brasileira de Vela

Perth (Austrália) – O Brasil garantiu suas primeiras vagas nos Jogos Olímpicos de 2012, nas classes Laser Radial e RS:X feminina, nesta quarta-feira (7) nas águas australianas. O resultado foi confirmado após o fim da fase classificatória em quatro classes do Mundial de Vela de Perth 2011 (ISAF Sailing World Championship),

Todas as categorias que iniciaram a competição na segunda-feira (5) completaram cinco provas corridas, das 10 previstas, sem contar a medal race, a regata final. O primeiro descarte dos piores resultados já está valendo e a organização dividiu os velejadores em dois grupos: os integrantes do ouro, que seguem na disputa pelas primeiras posições e os que lutam pelas posições da última metade para o fim.

A velejadora paulista Adriana Kostiw, representante da Equipe Brasileira de Vela (EBV), terminou a primeira fase do Mundial em 45º lugar, na flotilha ouro, que no caso da classe Laser Radial, engloba as primeiras 51 atletas do total de 102 barcos, e garantiu para o Brasil uma vaga na classe para 2012.

Como é a única das três brasileiras na flotilha principal, a atleta também assegurou, por antecipação, o primeiro ponto na disputa pela vaga individual como representante do País. Caso vença o torneio pré-olímpico de Búzios em 2012, Adriana Kostiw estará automaticamente confirmada nos Jogos Olímpicos e caso outra velejadora leve o título no litoral fluminense, ainda restará o desempate no Troféu Princesa Sofia, em Palma de Maiorca (Espanha), para definir.

“Para mim foi uma surpresa vir a classificação assim tão rápido. Eu achei que teria de lutar até o final e estou muito feliz e aliviada. Mas o campeonato não acabou e, embora eu tenha conquistado meu objetivo principal que era classificar o país e ser a melhor brasileira para sair na frente na seletiva individual, ainda tenho, no mínimo, mais cinco regatas para velejar e muito para evoluir aqui em Perth”, afirma a velejadora que correu nesta quarta-feira três regatas nos fortes ventos de Fremantle e ainda teve sua vela rasgada na volta para o clube.

“Foi um dia duro! Ainda bem que fiz junto com a mulher do Robert Scheidt, a lituana Gintare Scheidt, um bom treinamento em Ilhabela em condições parecidas. Ventos fortes, ondas. Só faltaram os tubarões”, ironiza a atleta.

Com apenas 26 países entre as 51 velejadores da flotilha ouro, ainda restarão três vagas em disputa na flotilha prata da Laser Radial.

Patrícia Freitas também confirma a vaga – O mesmo ocorreu com a jovem windsurfista Patrícia Freitas. A campeão pan-americana se classificou em 22º lugar, nas 34 vagas da flotilha ouro e deixou as outras duas brasileiras, Carmem Rosas e Bruna Martinelli na flotilha prata. Como são 20 vagas olímpicas em disputa em Perth e entre as 34 velejadoras da flotilha ouro estão representados exatos 20 países, Patrícia Freitas também assegurou vaga para o Brasil e sai à frente na disputa pela vaga individual para Londres 2012.

Tristeza no 470 – A vitória no protesto de terça-feira obtida pelos velejadores do 470 masculino, Fábio Pillar e Gustavo Thiesen, foi revertida nesta quarta pelo júri e a dupla da EBV, além de ter que contar com um 30º lugar na primeira regata do Mundial ao invés da média de pontos da fase classificatória, não conseguiu bons resultados na água nas três regatas do dia. Com isso, a parceria ficou na flotilha prata, na 53ª posição geral (a flotilha ouro tem os 40 primeiros barcos) e uma posição atrás da dupla compatriota Rique Wanderley e Marco Brancher. A outra dupla brasileira, Henrique Haddad e Nicolas Castro, está em 67º geral.

Jovens de talento – Além de Patrícia Freitas, que classificou o Brasil na RS:X feminina, Jorge Zarif também assegurou lugar na flotilha ouro e continua firme na luta pela vaga em Londres. Jorginho, como é carinhosamente chamado por todos, está em 31º geral e foi para a disputa final, que junta os primeiros 36 barcos. Na contagem por nações o único brasileiro competindo na Finn colocou o país em 22º, entre os 25 países que estão na flotilha ouro disputando as 18 vagas para a olimpíada de 2012 disponíveis em Perth. Outras seis vagas (25% do total) estarão em disputa no mundial de 2012 da classe.

Match Race – No Match Race Feminino, as disputas de todos contra todos seguiram no rio Swan e o time de Juliana Senfft, Fernanda Decnop e Luciana Kopschitz, no Grupo B obteve mais duas vitórias nos seis matchs corridos. Com isso, as brasileiras ocupam a 9ª colocação no grupo de 14 equipes e, no momento, ainda lutam para prosseguir na disputa. As regatas no Match Race seguirão até o dia 16, quando se realizarão as finais em Perth.

Para quinta-feira (8), a previsão novamente é de ventos fortes, o famoso “Fremantle Doctor”, com céu claro e muitas ondas. A partir das 14 h locais (10 h à frente do horário de Brasília), começarão as disputas da fase final das classes Laser Radial, RS:X feminina, 470 masculino e Finn, com mais cinco regatas. No domingo (11) serão disputadas as regatas finais (Medal races) destas classes.

Da ZDL de Comunicação com Murillo Novaes

%d blogueiros gostam disto: