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Posts com Tag ‘Mundial da Isaf’

Mundial de Vela: Martine Grael sobe para o topo da 49er FX, enquanto Scheidt é o único brasileiro na Medal Race da Laser

Competição caminha para o seu final com muita espera por conta do vento

Largada da prancha masculina

Largada da prancha masculina

O vento não quer mesmo colaborar com os participantes do Mundial de Vela, que está sendo realizado na Espanha pela Federação Internacional. Se até ontem o problema era a falta dele, hoje foi o excesso que atrasou o início das regatas. Depois de alguma espera ele diminuiu novamente e impediu a que o programa fosse completado e apenas 20 regatas, das 64 programadas para o dia foram realizadas. Dentre os que velejaram, a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, da 49er FX, foi a melhor do dia, terminando empatada com a dupla inglesa Charlotte Dobson e Sophie Ainsworth, da Inglaterra.

Quem também teve um dia bom foi a dupla Renata Decnop e Isabel Swan. Elas foram segundas colocadas na única regata do dia para a classe 470 e subiram para a 14ª colocação. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan foram oitavas na regata e subiram para 11º. As duas duplas seguem com chances de disputar a medal race no dia 20. As líderes são as austríacas Lara Vladau e Jolanta Ogar.

“Tivemos um dia de bastante espera em terra por causa do vento forte e nós tivemos que esperar o 470 masculino voltar para liberar a raia. Quando fomos para a água o vento tinha diminuído um pouco, já estava com menos de 20 nós, e nós fizemos apenas uma regata. Mudamos a regulagem do barco e velejamos com ele muito veloz, o que nos deu uma boa vantagem no início da regata. Ao longo da regata o vento foi caindo e nós conseguimos administrar bem, até cruzar a linha em segundo”, disse Renata.

Já entre os meninos, Geison Mendes e Gustavo Thissen seguem sendo os melhores brasileiros na 35ª colocação, enquanto Henrique Haddad e Beuno Bethlem estão em 58º e Tiago Brito e Andrei Kneipp estão em 64º. Os líderes são os americanos Stuart Mcnay e David Hughes.

Entre os 49ers a melhor dupla brasileira segue sendo Marco Grael e Gabriel Borges. Os dois ocupam a 29ª colocação. Já Dante Bianchi e Thomas Low-beer estão em 62º, pois não completaram a segunda regata e foram desclassificados da terceira. No total, a classe correu 4 provas até agora e os líderes são os neozelandeses Peter Burling e Blair Turke.

A classe Nacra 17 não velejou e João Bulhoes e Juliana Mota seguem na 20ª colocação com duas regatas enquanto Samuel Albrecht e Georgia Silva estão em 61º com uma regata. Na liderança estão os franceses Billy Bresson e Marie Riou.

Na Finn, duas regatas foram realizadas e Jorginho Zarif aparece em 34º. O líder é o inglês Giles Scott.

Entre as pranchas, Bimba sofreu com o vento e caiu para 16º. Albert Carvalho é 45º e Gabriel Bastos, 78º, com duas regatas a menos. O líder é o francês Julien Bontemps.

Entre as meninas, Patrícia Freitas está na 10ª colocação, na zona da medal race. Bruna Martinelli aparece em 31º, sem terminar as três regatas do dia. A líder é a francesa Charline Picon.

A classe RS:X chegará ao último dia da fase final nesta quinta-feira, quando serão definidos os velejadores que disputarão a medal race na sexta-feira.

Classe Laser chega à medal race: Primeira a entrar na água em Santander, a classe Laser também foi a primeira a encerrar a sua participação na competição. Nesta quarta-feira terminou a fase final com uma regata a menos do que o programado e agora apenas os dez melhores da Radial e da Standard velejam amanhã na medal race. A regata tem pontuação dobrada e será disputada bem perto do público. Dentre os brasileiros, só Robert Scheidt estará na água a partir das 9h15, horário de Brasília.

“Foi um dia muito extremo, pois passamos sete horas na água e só fizemos uma regata. Tinha bastante vento de manhã, mas a CR perdeu foi um pouco ineficiente e  perdeu a oportunidade de fazer três regatas e só fez uma. Fiz uma regata regular, não muito boa. Estou em sexto geral, ainda com chance de ficar pelo menos em terceiro. Tenho que fazer uma excelente regata amanhã e vou brigar para ganhar. A ideia é velejar o melhor possível, sem focar em nenhum adversário específico”, disse Scheidt.

“Tinha o objetivo de chegar ao pódio e estive bem perto disso, mas não tive um dia bom e infelizmente encerrei a minha participação na 12ª colocação geral.”, disse Bruno Fontes, que viu a medal race escapar por apenas cinco pontos.

Também estiveram representando o Brasil Alex Veeren, que ficou na 70º colocação geral na Standard, e Fernanda Decnop, 25ª colocada geral na Radial, Tina Boabaid, 64ª, e Odile Ginaid, 79ª na mesma classe.

Laser Radial define vagas para o Rio 2016: Com o encerramento da fase final do Mundial, foram definidas as primeiras vagas das Olimpíadas do Rio 2016 na classe Laser Radial. Se juntam ao Brasil, que já tem vaga garantida nas dez classes, os seguintes países: Bielorússia, Bélgica, Canadá, China, Croácia, República Tcheca, Dinamarca, Finlândia, França, Inglaterra, Irlanda, Itália, Lituânia, Holanda, Nova Zêlandia, Noruega, Cingapura, Suécia e Estados Unidos.

As demais vagas serão definidas no Mundia da classe em 2015 e em competições continentais disputadas até no máximo o dia 1º de junho de 2016.

Os resultados completos de cada regata e o acumulado podem ser vistos clicando aqui: http://bit.ly/1uzlQsO.

Quem quiser, poderá acompanhar as regatas ao vivo através do blog da Isaf. Além disso, durante as regatas finais, será possível acompanhar os barcos através de tracking 2D (http://bit.ly/1p3FCHe)  e 3D (http://bit.ly/1COkgrT) e torcer para a equipe brasileira.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.

 

 

Falta de vento anula regatas do Mundial de Vela

Das 35 regatas programadas para o dia, apenas duas puderam ser realizadas

Martine e Kahena esperaram - e muito! - mas não fizeram a sua estreia em Santander

Martine e Kahena esperaram – e muito! – mas não fizeram a sua estreia em Santander

A segunda-feira não foi nada divertida para os velejadores que disputam o Mundial da Federação Internacional (Isaf) na Espanha. O vento não apareceu e apenas a flotilha amarela do 49er conseguiu velejar e fazer duas regatas As outras 33 que estavam programadas para o dia não foram realizadas. Com isso, a estreia das classes 49er FX, Nacra 17, Finn e 49er (flotilha azul) ficará para amanhã.

“Passamos o dia esperando. Pelo menos a temperatura estava agradável, com sol, e nós ficamos em terra, ao contrário dos meninos que ficaram boiando”, disse Bruna Martinelli, da RS:X.

Quem compartilhou da mesma frustração foi Renata Decnop, do 470. “Nós tivemos duas semanas de treino maravilhosas e agora o vento acabou! Estou sonhando com aqueles 15 nós da Coaches Regatta, evento que disputamos na mesma raia uma semana antes”, disse ela.

Dentre os que realmente velejaram hoje, está a dupla brasileira Dante Bianchi e Thomas Low-Beer. A dupla finalizou o dia na 16ª posição da flotilha amarela do 49er. Os líderes são os austríacos Nico Delle-Karth e Nikolaus Resch.

Os resultados completos de cada regata e o acumulado podem ser vistos clicando aqui: http://bit.ly/1uzlQsO.

Quem quiser, poderá acompanhar as regatas ao vivo através do blog da Isaf. Além disso, durante as regatas finais, será possível acompanhar os barcos através de tracking 2D (http://bit.ly/1p3FCHe)  e 3D (http://bit.ly/1COkgrT) e torcer para a equipe brasileira.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.

 

Brasil estreia com dois barcos entre os dez no Mundial de Vela

Bruno Fontes foi o melhor do dia, finalizando na quinta colocação geral

Bruno Fontes foi o melhor Brasileiro

Bruno Fontes foi o melhor Brasileiro

O primeiro dia de regatas do Mundial da Isaf foi marcado por ventos bastante fracos. As primeiras classes a irem para a água foram a Laser Standard e Laser Radial. O Brasil foi representado por seis atletas, três homens e três mulheres, e colocou dois barcos entre os dez melhores. Bruno Fontes foi o melhor do dia, finalizando na quinta colocação geral, dentre 147 barcos da Standard. Scheidt foi nono colocado.

“Consegui fazer boas largadas, mesmo com o vento fraco e briguei pela liderança na primeira regata inteira. Na segunda eu acabei batendo na boia, mas consegui me recuperar e posso dizer que tive um dia bom. Estou muito contente com o resultado e agora preciso me manter focado para seguir fazendo boas médias. Terminar bem a fase classificatória vai ser importante para chegar bem na fase final. ”, disse Fontes. O catarinense somou um quarto lugar na primeira regata da série e um sétimo na segunda.

Já Scheidt sofreu um pouco com o vento fraco na primeira regata, terminando em 13º. Na segunda ele conseguiu se recuperar, terminando em segundo lugar. Ele soma 15 pontos perdidos, sete a menos que o australiano Tom Burton, segundo colocado. Alex Veeren vem em 50º, com um 28º e um 11º lugares. O líder é o guatemalteco Juan Ignacio Maegli Aguero, com um terceiro e um primeiro lugares.

Entre as meninas, a melhor colocada é Odile Ginaid, na 37ª posição, com um 14º e um 26º lugares. Fernanda Decnop aparece em 41º, com um 33º e um 10º. A mascotinha do time Tina Boabadi, de apenas 19 anos, não teve um dia bom e acabou em 112º, com um 49º e um 56º. A classe Radial tem 120 inscritas e a líder é a tcheca Veronika Kozelska Fenclova.

“Dei azar na primeira regata, com uma rondada de vento bem na hora da largada e acabei na 33ª colocação. Na segunda regata eu cheguei a estar em terceiro, mas bati na boia e acabei na 10ª colocação. Apesar disso, consegui fazer tudo o que planejei e o campeonato está apenas começando, então sigo focada em dar o meu melhor a cada regata”, disse Fernanda.

Devido ao grande número de inscritos, as classes foram divididas. Os homens têm três flotilhas (azul, vermelho e amarelo), enquanto as mulheres têm duas (azul e amarelo). Esta divisão seguirá assim até amanhã, quando serão definidas as flotilhas ouro, prata e bronze na Standard, e ouro e prata na Radial. No dia 18, quinta-feira, apenas os dez melhores colocados das flotilhas ouro irão velejar, na disputa da medal race.

Os resultados completos de cada regata e o acumulado pode ser vistos clicando aqui: http://bit.ly/1uzlQsO.

Classe RS:X estreia neste sábado: Conforme o calendário de regatas, neste sábado será a vez da classe RS:X fazer a sua estreia. O Brasil terá quatro representantes: Ricardo Bimba Winicki e Albert Carvalho na masculina, e Patrícia Freitas e Bruna Martinelli na feminina. Bimba é o líder do ranking mundial, enquanto Patrícia é a 14ª.

“Quero terminar o campeonato entre os cinco primeiros, então o objetivo é fazer boas regatas nos dois primeiros dias e deixar os descartes para a fase final”, disse Bimba.

A previsão é de que as largadas de RS:X, Radial e Standard sejam dadas às 13h (8h, horário de Brasília). Quem quiser, poderá acompanhar as regatas ao vivo através do blog da Isaf. Além disso, durante as regatas finais, será possível acompanhar os barcos através de tracking 2D (http://bit.ly/1p3FCHe)  e 3D (http://bit.ly/1COkgrT) e torcer para a equipe brasileira.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.

Vídeo: Abertura do Mundial de Santander

 

Vela: Equipe Brasileira já está pronta para estreia no Mundial da Isaf

Medições começaram nesta segunda e primeiras regatas serão disputadas a partir do dia 12

Tine e Kahena prontas para mais um título. Foto de Fred Hoffmann/CBVela

Tine e Kahena prontas para mais um título. Foto de Fred Hoffmann/CBVela

O Mundial da Isaf (Federação Internacional) começou para valer na Espanha. Os velejadores já estão medindo todo o equipamento e se concentrando para o início das regatas. Os primeiros a irem para a água serão as classes Laser Radial e Laser Standard, no dia 12, sexta-feira, com Robert Scheidt, Bruno Fontes, Alex Veeren, Fernanda Decnop, Tina Boabaid e Odile Ginaid.

“Defender o título é a minha principal meta nesta temporada e estou muito confiante em relação ao campeonato. Ter vencido o Mundial de Omã em 2013, aos 40 anos, me deu a certeza de que ainda posso enfrentar a molecada”, disse Scheidt, que tentará a sexta medalha olímpica em 2016.

As regatas do Laser seguem até o dia 17, com a medal race, em que participam apenas os 10 primeiros colocados e tem pontuação diferenciada, no dia 18.

Quem também está ansiosa para estrear é a dupla Martine Grael e Kahena Kunze, líder do ranking mundial da classe 49er FX. As meninas estão na Espanha há mais de uma semana, onde treinam com o técnico Javier Torres.

“Estamos ansiosas para velejar com tantos barcos, mas ao mesmo tempo estamos tranquilas que fizemos um bom trabalho até aqui. Não vai ser um campeonato fácil e teremos que ter muita calma. O ideal vai ser manter uma boa média e não vencer todas as regatas”, disse Kahena.

As regatas do 49er FX começam no dia 15 e seguem até o dia 20, com a medal race no dia 21, último dia do evento.

Quem quiser, poderá acompanhar as regatas ao vivo através do blog da Isaf. Além disso, durante as regatas finais, será possível acompanhar os barcos através de tracking 2D (http://bit.ly/1p3FCHe)  e 3D (http://bit.ly/1COkgrT) e torcer para a equipe brasileira.

Em todo ciclo olímpico a Federação Internacional promove um evento mundial, que visa definir parte das vagas dos Jogos. Em 2007 ele foi realizado em Cascais, Portugal, e em 2011 em Perth, na Austrália. Para este ciclo a ideia foi adiantar o evento em um ano, dando mais tempo para que cada nação possa definir e treinar os seus representantes.

Ao todo são esperados mais de 1400 atletas, de 80 países, e aqueles que não conseguirem se classificar terão ainda os mundiais das classes do ano que vem para tentar a tão sonhada vaga.

A delegação brasileira disputa o Mundial da Isaf com o apoio da CBVela, do COB e do Ministério do Esporte. A CBVela tem patrocínio oficial do Bradesco, apoio da Lei de Incentivo ao Esporte e conta com a Slam como fornecedora oficial.

Confira a delegação brasileira no Mundial:

Laser

Robert Sheidt

Bruno Fontes

Alex Veeren

 

Radial

Fernanda Decnop

Odile Gnaid

Maria Cristina Boabaid

 

Finn

Jorge Zarif

 

RSX M

Ricardo Santos

Albert Carvalho

Gabriel Bastos

 

RSX W

Patricia Freitas

Bruna Martinelli

 

470 W

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan

Renata Decnop e Isabel Swan

 

470 M

Henrique Haddad e Bruno Bethlem

Geison Mendes e Gustavo Thiessen

Tiago Brito e Andrei Kneipp

 

49er

Dante Bianchi e Thomas Lowbeer

Marco Grael e Gabriel Borges

 

FX

Martine Grael e Kahena Kunze

Juliana Senfft e Gabriela Nicolino

 

Nacra

Samuel Albrecht e Geórgia Rodrigues

 

 

 

 

 

 

Scheidt e Prada são bicampeões mundiais de Star

Na foto de Tuko Maia, a dupla bicampeã do mundo de Star

Neste sábado (17/12), na Austrália, brasileiros entraram para a história da vela com a conquista do segundo título, no Mundial de Perth

Robert Scheidt e Bruno Prada são bicampeões mundiais da classe Star. Neste sábado (17/12), na Austrália, os velejadores terminaram a Medal Race na quinta colocação, mais do que suficiente para assegurar o bicampeonato – foram campeões pela primeira vez em 2007, no Mundial de Cascais, em Portugal. Scheidt e Prada encerraram a competição em Perth com 45 pontos perdidos, 16 de vantagem para os vice-campeões, os alemães Robert Stanjek e Frithjof Kleen. A medalha de bronze ficou com os americanos Mark Mendelblatt e Brian Fatih, com 73.

Scheidt, que na sexta-feira (16/12), ao lado de Prada, já havia assegurado a vaga para a Star do Brasil na Olimpíada de Londres, ficou emocionado. “Acabamos o Mundial, é nosso segundo título, um momento muito especial”, disse. “Foi uma semana dura, começamos mal o campeonato, conseguimos reagir. Hoje, a nossa situação não era muito difícil, mas sempre é aquela tensão da regata final”, prosseguiu. “Um quinto lugar foi suficiente para o título. Chegar ao bicampeonato mundial é uma realização pessoal para mim, para o Bruno. Estamos muito felizes. Sabemos que são oportunidades que não surgem todos os dias. A carreira esportiva tem começo, meio e fim e temos de aproveitar essas oportunidades. Esse bi vai ficar em nossas vidas.”

Scheidt contou que durante a carreira na classe Laser, em que foi bicampeão olímpico e várias vezes campeão mundial, sonhava velejar de Star e ser campeão mundial na classe, considerada a mais técnica da vela. “É uma grande conquista. Conseguir vencer por duas vezes tem um significado imenso para mim. Este ano, nossa velejada evoluiu muito e nossa meta sempre foi fazer um bom Mundial. Então, conseguir terminar o ano com esse título é, com certeza, muito especial. Estou me sentindo no céu.”

Prada também não cabia em si de contentamento. “Ser campeão mundial da Star é a maior conquista que um velejador pode alcançar. Ser campeão duas vezes é tornar-se parte da história da classe Star, significa muito. A Star é muito especial, é a classe dos grandes nomes da vela”, disse o proeiro.

Scheidt lembrou que, apesar de a dupla ter garantido a presença da classe Star do Brasil na Olimpíada, ele e Prada ainda não estão garantidos em Londres/2012. “Vamos ter de passar pela seletiva nacional”, explicou. “Já somamos um ponto pela vitória no Mundial de Perth e vamos disputar a seletiva olímpica em Búzios, em fevereiro. Se vencermos, somamos mais um ponto e seremos os representantes brasileiros na Olimpíada. Em caso de empate, teremos uma outra competição em 2012, que ainda não foi definida, para decidir a vaga”, prosseguiu. “De toda forma, são sete meses até a Olimpíada. Ainda temos muito trabalho pela frente, mas estamos no caminho certo.”

Classificação final após dez regatas, um descarte e a Medal Race:
1º – Robert Scheidt e Bruno Prada, BRA, 45 pp (13+7+13+2+2+2+1+3+2+3+10)
2º – Robert Stanjek e Frithjof Kleen, ALE, 61 pp (3+5+16+5+5+11+3+11+4+8+6)
3º – Mark Mendelblatt e Brian Fatih, EUA, 73 pp (2+9+9+8+4+4+5+4+8+10+20)
4º – Mateusz Kusznierewicz e Dominik Zycki, POL, 76 pp (1+(42)DNF+6+16+1+3+(42)DNF+2+1+2+2)
5º – Fredrik Loof e Max Salminen, SUE, 76 pp (18+4+18+1+16+1+4+7+6+1+18)

Da Assessoria de imprensa

Mundial da Isaf: Robert e Bruno garantem vaga nos Jogos Olímpicos de 2012. Martine e Bel ganham regata e sobem pro Top10.

Dupla da classe Star abre vantagem na liderança e são virtuais campeões na Austrália. Meninas da 470 estão próximas da vaga

Tine e Bel estão a um passo de conquistar a vaga olímpica para o Brasil

A vela brasileira garantiu mais uma vaga nos Jogos de Londres-2012 no Mundial 2011 (ISAF Sailing World Championships), disputado em Perth, na Austrália. Os atuais vice-campeões olímpicos Robert Scheidt e Bruno Prada confirmaram a participação no evento do ano que vem e praticamente levaram para o País o título da classe Star. Neste sábado (17), a dupla defenderá 18 pontos de vantagem para o segundo colocado na medal race, que tem pontuação dobrada e apenas 10 barcos na raia.

Robert Scheidt e Bruno Prada aproveitaram bem as condições desta sexta-feira (16).
Com um segundo e um terceiro lugares, os únicos representantes nacionais da Star virtualmente são bicampeões mundiais da categoria olímpica mais técnica. A única possibilidade da dupla norte-americana Mendelblatt e Fatih vencer o campeonato é ganhando a medal race e torcer para que os brasileiros cheguem em último. Qualquer outra combinação de resultados dará o ouro para os brasileiros.

“A sexta foi um dia muito consistente e conseguimos abrir uma boa vantagem que nos leva para a regata da medalha , em teoria, com um pouco mais de tranquilidade. Mas a ansiedade é inevitável. Qualquer atleta sabe da importância de um título mundial e que é uma oportunidade que não se pode perder. A sorte esteve do nosso lado porque na segunda regata tivemos um parafuso quebrado que poderia ter feito com que perdêssemos o mastro. Agora é focar na medal race porque nada está ganho ainda. Digamos que está tudo bem encaminhado”, pondera Robert Scheidt que junto à Bruno Prada venceu seu primeiro Mundial de Star justamente no Mundial de Vela da Isaf há quatro anos em Cascais.

“Fomos para água com o objetivo específico de velejar perto do americano e do alemão. Sabíamos que éramos mais rápidos que eles no popa e planejamos isso na quinta. Deu certo e só não pensávamos que abriríamos tanto deles. Agora é fazer a mesma coisa na regata da medalha. Ficar perto dos americanos e correr nossa regata. Estou confiante que tudo vai terminar bem”, comenta um raramente conservador Bruno Prada.

Regatas memoráveis do 470 Feminino – Na raia central de Fremantle, onde existe uma arquibancada que permite ao público acompanhar a ação na água bem de pertinho, a dupla do 470 Feminino, Martine Grael e Isabel Swan, fez duas regatas memoráveis e pulou para oitavo lugar geral faltando apenas duas provas para terminar a série de 10 regatas e não só praticamente garantiram a vaga do Brasil em Londres, mas também a sua própria presença na medal race.

“Foi um dia muito bom de regatas, mas nas outras provas do calendário tivemos alguns resultados ruins porque não largamos bem. Estamos no caminho certo e, por isso, vamos nos esforçar ao máximo para levar a vaga”, relata Martina Grael.

Com uma bela vitória na primeira do dia e um excelente segundo lugar na outra prova, as niteroienses reverteram o começo de campeonato irregular e se colocaram entre as 10 melhores do mundo. A dupla rival na luta pela classificação individual para as olimpíadas, as gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, fizeram um 29º e um 13º e ocupam a 28ª colocação geral. Neste sábado serão disputadas as duas regatas finais da série e no domingo será corrida a medal race com as 10 melhores tripulações.

No dia de descanso da Laser Standard (masculino) e da RS:X Masculina, além do Star e 470 Feminino, o 49er também foi para água correr três regatas. André “Bochecha” Fonseca e Marco Grael estão correndo na flotilha bronze (o terço final do total de barcos inscritos) e estão em segundo lugar neste grupo (48º lugar no geral). Com um terceiro, um segundo e um sexto lugares, a parceria, que treina em Porto Alegre, está sete pontos atrás do líder da flotilha bronze.

Neste sábado, além da medal race do Star, prevista para as 15h (horário local, 5h de sábado em Brasília), teremos as regatas finais das séries das classes Laser, RS:X Masculino, 470 Feminino e 49er. No domingo (18), o Mundial de Vela de Perth 2011 termina com as medal races destas mesmas classes.

Nesta sexta-feira terminou o Mundial de Match Race Feminino e a equipe da americana Anna Tunnicliffe venceu por 4 a 0 a da britânica Lucy Macgregor. Na disputa pelo terceiro lugar, o time francês de Claire Leroy bateu por 3 a 1 as russas lideradas por Ekaterina Skudina.

O vela nacional já confirmou seis vagas para o País em Londres-2012: Star, Laser Radial, Laser Standard, Finn, RS:X masculino e RS:X feminino.

Da ZDL de Comunicação com Murillo Novaes

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