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Posts com Tag ‘Mundial de Star’

Marcelo Fuchs e Ronie Seifert, em 5º, são a melhor dupla brasileira no Mundial de Star

A flotilha de 92 barcos no Mundial de Star

A flotilha de 92 barcos no Mundial de Star

Terminou no último sábado, 5, em Malcesine, na Itália, o Mundial de Star. Apesar de um campeonato controverso, com muitos erros da Comissão de Regatas, o Brasil terminou com duas duplas entre as dez melhores um proeiro no pódio: Bruno Prada foi terceiro com o norueguês Eividin Meleby, Marcelo Fuchs e Ronie Seifert foram quintos colocados, e Torben Grael e Guilherme Almeida ficaram em nono. O título ficou com os alemães Robert Stanjek e Kleen Frithjof.

A competição tinha tudo para ser perfeita. O lugar é lindo, normalmente o vento está presente em forte intensidade e a flotilha, de 92 barcos, é uma das mais fortes do mundo, com diversos campeões mundiais e olímpicos. No primeiro dia de regatas, no entanto, a Comissão desclassificou nada menos que 24 barcos por terem largado escapado. Nesta leva estavam os brasileiros Lars Grael e Samuca Gonçalves, Marcelo Bellotti e Arthur Lopes, Admar Gonzaga e Alexandre Freitas, Frederico Viegas e Tinha Moura, André Luiz Reis e Antonio Moreira. O que a CR não considerou, no entanto, foi que parte destes velejadores não estava realmente acima da linha quando foi dado o tiro, fato mostrado pelo GPS instalado pela organização em cada barco.

No dia seguinte, a CR cancelou a regata com Torben a 400 metros da linha de chegada.

No terceiro dia, vitória de Lars e Samuca, com Marcelo e Ronie em quarto e Dino Pascolato e Maguila em nono.

No quarto dia de regatas, mais problemas. Lars e Samuca venceram mais uma regata, com Marcelo novamente em quarto e Torben em nono, mas, na segunda do dia, novamente bandeira preta para os brasileiros Lars, Dino e Frederico Viegas, que estava velejando com Renato ‘Tinha’ Moura na proa. Apesar das duas vitórias, Lars e Samuca viram o sonho do título ir embora e a responsabilidade do pódio brasileiro ficou nas mãos de Marcelo e Ronie.

Os dois cumpriram o seu papel e continuaram velejando entre os líderes. Na quinta regata, Lars foi terceiro colocado, Torben sexto e Marcelo, oitavo.

Na sexta e última regata, Torben ficou em sexto, Lars, em nono e Marcelo em 14º, para assegurar a quinta colocação geral na sua primeira participação em Mundiais de Star.

“Obrigado a todos vocês brasileiros que nos trataram muito bem durante todos esses dias. Sem duvida vocês são os melhores”, disse o timoneiro campeão Robert Stanjek, se referindo à flotilha brasileira, que era a mais unida e animada da competição.

“Errei em provavelmente ousar demais no posicionamento de partida, mas a arbitragem amadora e a organização local abusaram nos erros de largadas, montagem de percursos e sinalizações”, disse Lars, lamentando não poder brigar pelo título por conta de erros da CR.

Resultado final do Mundial de Star após seis regatas e um descarte:

1.Robert Stanjek e Kleen Frithjof, ALE, 25 pontos perdidos
2.Diego Negri e Sergio Labertenghi, ITA, 27 pp
3.Eividin Melleby e Bruno Prada, NOR/BRA, 27 pp
4.Augie Diaz e Arnis Baltins, USA, 30 pp
5.Marcelo Fuchs e Ronie Seifert, BRA, 40 pp
9.Torben Grael e Guilherme Almeida, BRA, 44 pp
19.Lars Grael e Samuel Gonçalves, BRA, 102 pp
29.Dino Pascolato e Henry ‘Maguila’ Boening, BRA, 156 pp
31.Admar Gonzaga e Alexandre Freitas, BRA, 175 pp
32.André Reis e Antonio Moreira, BRA, 178 pp
43.Marcelo Bellotti e Arthur Lopes, BRA, 204 pp
83.Frederico Viegas e Renato ‘Tinha’ Moura, BRA, 345 pp

 

 

Lars Grael vence a segunda regata do Mundial de Star

A dupla campeã na foto do nosso correspondente Leo Cunha!

A dupla campeã na foto do nosso correspondente Leo Cunha!

 

Finalmente o vento entrou no Lago di Garda, onde está sendo realizado o Mundial de Star, e os 92 barcos puderam ir para a água no horário marcado e fazer uma regata sem maiores problemas. Lars Grael e Samuel Gonçalves lideraram a prova de ponta a ponta e, num final apertado, venceram os italianos comandados por Diego Negri, apontado pelo próprio Lars como um dos favoritos ao título.

Mas não foram só Lars e Samuca que fizeram bonito. Marcelo Fuchs e Ronald Seifert cruzaram a linha na quarta colocação e Dino Pascolato e Maguila, em nono. Torben e Guilherme de Almeida, em 19º, Bellotti e Tutu em 30º, Admar e Xandi Freitas em 39º, Luiz André e Antonio em 48º, Frederico e Tinha em 77º completam a delegação brasileira.

Vento fraco e bandeira preta marcam primeiro dia do Mundial de Star na Itália

Vento fraco no lago di Garda

Vento fraco no lago di Garda

O Mundial de Star começou nesta segunda-feira em Malcesine, no lago di Garda, na Itália, com 92 inscritos. Os Brasileiros, porém, não tiveram um bom dia. Vinte e quatro barcos largaram escapados com bandeira preta, incluindo Lars Grael e Samuca Gonçalves, Marcelo Bellotti e Arthur Lopes, Admar Gonzaga e Alexandre Freitas, Frederico Viegas e Tinha Moura, André Luiz Reis e Antonio Moreira.

Assim como no domingo, quando estava programada a regata de abertura, o vento demorou a aparecer. Nesta segunda-feira, no entanto, os velejadores conseguiram ir para a água, ainda que com mais de três horas de atraso.

Como manda a tradição, apenas uma regata foi disputada, com vento bem fraco, em torno dos nós. No final, os vencedores foi o alemão Robert Stanjek, que passou o grego Emilios Papathanasiou no final. O melhor barco brasileiro foi Dino Pascolato e Maguila, na 10ª colocação. Torben Grael ficou em 26º, Marcelo Fuchs aparece em seguida na 27ª colocação.

Brasileiros disputam o Mundial de Star a partir deste domingo     

Competição reunirá em Malcesine, na Itália, grandes nomes da vela mundial

Fred Hoffmann registrou Lars e Samuca na Guanabara

Fred Hoffmann registrou Lars e Samuca na Guanabara

A partir do próximo domingo será disputado em Malcesine, na Itália, o Mundial da classe Star. Em busca do quarto título internacional do ano, Lars Grael e o proeiro Samuel Gonçalves desembarcaram no início da semana na cidade do lago di Garda, onde fazem os últimos ajustes no barco e aproveitam para conhecer a raia. O evento seguirá até o dia 5 de julho e reunirá nada menos que 90 velejadores, entre campeões olímpicos e mundiais, como seu irmão Torben Grael, o francês Xavier Rohart, e o brasileiro Bruno Prada.

“Esta será uma grande competição! Será muito forte no aspecto qualitativo (com vários campeões mundiais na raia e outros favoritos) e quantitativo (com 90 barcos na mesma linha de largada). Começamos a treinar na terça-feira e usaremos um Star Folli emprestado de um italiano, que é quase irmão do Star da mesma marca que possuímos nos EUA”, disse Lars.

Lars Grael chega embalado pela vitória no campeonato Hemisfério Ocidental, conquistado na semana passada no Lago Sunapee, nos Estados Unidos. E apesar de não se colocar como um dos favoritos, o objetivo da dupla é terminar entre os dez melhores colocados.

“Ano passado ficamos em 17º e foi decepcionante. Fui Medalha de Bronze no Mundial de 2009 e 4º colocado no Mundial de 2010 em parceria com Rony Seifert, então este ano, ficar entre os 10, seria uma boa meta”, define ele.

Quando perguntado quem será seu maior adversário, Lars acha difícil apontar apenas um, já que a classe Star é a chamada classe das estrelas, e não é difícil encontrar na água com campeões mundiais e medalhistas olímpicos. “Posso dizer que entre os favoritos, dentre outros, estão o italiano Diego Negri, e os campeões mundiais Torben Grael, o americano bicampeão Mark Reynolds e o francês também bicampeão Xavier Rohart (FRA). Destaque ainda para o Norueguês Eivind Melleby que fará dupla com o tri campeão mundial e medalhista olímpico, o brasileiro Bruno Prada.”

A partir desta quinta-feira os barcos poderão começar a ser medidos. No dia 29 será realizada a regata de abertura, que não conta pontos. Do dia 30 ao dia 5 será realizada uma regata por dia. Caso não seja possível velejar em algum destes dias, os dias 6 e 7 servirão como reserva.

Além de Lars e Samuel, também estarão representando o Brasil os seguintes timoneiros:

Marcelo Bellotti
Torben Grael
Luis André Reis
Dino Pascolato
Marcelo Fuchs
Frederico Viegas
Admar Gonzaga

Lars Grael e Samuel Gonçalves contam com o patrocínio da Light através da a Lei de Incentivo do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Tricampeões mundiais, Scheidt e Prada planejam treinos especiais para Londres/2012

“Agora cutucamos a onça com vara curta”, diz a dupla, primeira do Brasil a conquistar o título, sobre os ingleses, seus principais adversários na Olimpíada

São Paulo – Robert Scheidt e Bruno Prada foram os primeiros brasileiros a conquistar o tricampeonato mundial da Star, nesta sexta-feira (11/5), no torneio da cidade francesa de Hyères. O feito inédito confirma o favoritismo olímpico de uma dupla que ficou invicta por 11 meses e se manteve na liderança de maio de 2010 a abril deste ano. Mas Scheidt e Prada, longe de se acomodar na posição, já planejam sessões de treinos específicos na raia de Weymouth, simulando a medal race dos Jogos. O período será fundamental na disputa pela medalha de ouro. Em Weymouth, os dois voltarão a enfrentar os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, atuais campeões olímpicos e seus principais rivais, contra quem protagonizaram um duelo “digno de Mundial”, na França.

Na regata final do Mundial de Star em Hyères, Scheidt e Prada usaram uma estratégia agressiva, marcando a dupla inglesa, para que eles ficassem fora do grupo dos 15 primeiros colocados. O resultado daria uma chance de vitória à dupla brasileira.

“O tri que conquistamos é um resultado grande, importante, porque havia muitos barcos competindo e apenas seis regatas. Contava a média, a consistência. Ter pontuado entre os 10 primeiros foi fundamental para chegarmos mais folgados na última regata. Sabíamos que podíamos vencer e entramos mais soltos, enquanto os ingleses estavam mais tensos. Quando passamos à frente deles, passamos a marcá-los de forma forte e nos distanciamos da flotilha. Acho que eles não esperavam por isso, porque havia o risco da dupla polonesa ou da dupla irlandesa ir bem e ganhar o Mundial. Nos arriscamos porque os outros dois adversários estavam longe e aí focamos nos ingleses”, explica Scheidt.

Para Scheidt, a disputa final lembrou o match race que perdeu para outro inglês, Ben Ainslie, na decisão da Olímpíada de Sidney/2000. “Aquele momento foi um aprendizado importante na minha carreira. Na disputa com os ingleses, tivemos frieza e mostramos que estamos preparados. Agora cutucamos a onça com a vara curta. Eles virão com tudo para cima da gente em Weymouth. E na Olimpíada é bem diferente. São 11 regatas, mais curtas, e outra estratégia. Por isso vamos treinar muito, até lá”, destaca.

Simulação da medal race olímpica em Weymouth – A dupla brasileira terá um breve período de descanso, antes da viagem para a Inglaterra. Bruno Prada voltará ao Brasil, e Scheidt passará duas semanas com o filho, na Itália, enquanto sua esposa, Gintare, compete no Mundial de Laser, na Alemanha. Os dois se reunirão novamente no dia 25, em Weymouth, onde têm pela frente um primeiro período de treinos, até 2 de junho. “Vamos treinar ao lado dos suecos (Fedrik Loof e Max Salminen), dinamarqueses (Michael Hestbaek e Claus Olesen) e franceses (Xavier Rohart e Pierre Alexis Ponsot). Aproveitaremos a presença do grupo para fazer treinamentos específicos, com simulações de regata, especialmente a medal race”, explica Scheidt, acrescentando que também vão testar uma nova vela.

Scheidt e Prada ainda disputarão mais uma etapa da Copa do Mundo de Vela, a Skandia Sail for Gold, também em Weymouth, de 4 a 9 de junho. Os dois venceram as duas primeiras etapas, a Rolex Miami OCR, em fevereiro, e o Trofeo Princesa Sofía, em março. Seguindo o planejamento até os Jogos de Londres, a dupla terá o segundo período de treinos de 18 a 29 de junho, somando 45 dias de velejada na raia olímpica.

Parceria de 11 anos e 52 títulos – Com a conquista na França, Scheidt e Prada somam 52 títulos, em sua carreira, numa parceria que começou em 2001. Apenas entre maio de 2011 e abril de 2012, a dupla conquistou 11 títulos seguidos. A sequência só foi interrompida na Semana Olímpica Francesa, em Hyères, há duas semanas. Confira a lista de conquistas consecutivas:

• Semana Olímpica Francesa, em Hyères (etapa da Copa do Mundo) – maio/2011
• Delta Lloyd Regatta, em Medemblik (etapa da Copa do Mundo) – junho/2011
• Skandia Sail for Gold Regatta, Weymouth (etapa da Copa do Mundo) – junho/2011
• Evento-teste para os Jogos de Londres/2012, em Weymouth – agosto/2011
• Campeonato Italiano para as Classes Olímpicas, em Garda – setembro/2011
• Star Class Southern Hemisphere Championship, no Rio de Janeiro – novembro/2011
• Mundial de Perth (Austrália), dezembro/2011
• Miami OCR (etapa da Copa do Mundo) – janeiro/2012
• Semana Brasileira de Vela, em Búzios – fevereiro/2012
• Campeonato Paulista de Star – fevereiro/2012
• Palma de Maiorca, etapa da Copa do Mundo de Vela – abril/2012

Até a conquista em Hyères, Scheidt e Prada dividiam o posto de maiores vencedores brasileiros da Star com o bicampeão olímpico Marcelo Ferreira, que foi campeão mundial de Star como proeiro de Torben Grael, em 1990, e do alemão Alexander Hagen, em 1997. Além dos dois, só uma dupla na história, os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode conquistaram, sempre velejando juntos, três títulos mundiais (1952, 1953 e 1956).

“Os últimos a chegar ao tricampeonato mundial da Star conquistaram esse título há 56 anos. E, com o tri, eu me junto a Joerg Bruder e ao próprio Robert como os únicos brasileiros a conseguir três títulos mundiais de classe olímpica. Com certeza é uma grande honra”, comemora Bruno Prada.

A caminho de sua segunda olimpíada, os dois somam cinco medalhas olímpicas – quatro de Scheidt, com dois ouros e uma prata na Laser e uma prata na Star, que conquistou ao lado de Bruno, nos Jogos Olímpicos de Pequim.

Da Local da Comunicação

Scheidt e Prada são tricampeões mundiais de Star

Robert Scheidt e Bruno Prada conquistaram nesta sexta-feira o tricampeonato mundial de Star. A dupla desbancou os ingleses Iain Percy e Andrew Simpson na última regata da serie. Os ingleses lideraram boa parte da competição, mas os brasileiros souberam administrar a regata para reverter a vantagem de cinco pontos de Percy e Simpson, que terminaram na segunda colocação. Com isso eles se tornaram a segunda dupla na história da classe a vencer o campeonato três vezes. A primeira foi a italiana  Nicolo Rhode e Giuseppe Straulino.

“Hoje a estratégia foi ir para cima do inglês, e torcer para o polonês nao ganhar e o irlandês ser 3º. Deu certo! Na reunião de ontem a noite decidimos que 2º ou 3º não interessava, entao decidimos por uma estratégia mais agressiva”, disse Bruno.

Dino Pascolato e Henry ‘Maguila’ Boening também estiveram em Hyères e terminaram a competição em 30º.

Favoritos ao ouro olímpico, Scheidt e Prada seguem agora para a Inglaterra, onde terão dois períodos de treino e disputarão a Skandia Sail for Gold Regatta.

Scheidt e Prada seguem na vice-liderança do Mundial de Star

Dupla brasileira está a um ponto da parceria inglesa, líder da competição

São Paulo – O terceiro dia de regatas do Mundial de Star foi marcado por ventos fortes, que chegaram a 20 nós (36 km/h). A dupla brasileira Robert Scheidt e Bruno Prada terminou a regata do dia na sexta posição, somando agora 15 pontos perdidos, suficientes para se manter na segunda posição. Os líderes da competição são os ingleses Iain Percy e Andrew Simpson, vencedores da regata desta segunda-feira, que têm 14 pontos.

“Nossa regata foi muito boa e, apesar de alguns erros táticos, conseguimos manter o nosso objetivo que era fazer as três regatas entre os 10 primeiros colocados. A previsão para esta terça-feira é de ventos mais fracos, por isso foi muito importante manter esta média boa”, disse Bruno.

A tática da dupla muda a partir desta terça-feira-feira, quando o campeonato chega na metade. “Queremos ser um pouco mais agressivos taticamente, e tentaremos velejar mais pelas pontas da raia”, completou Bruno.

O evento, em Hyères, na França, reúne os melhores velejadores do mundo e vale como disputa pelas últimas quatro vagas olímpicas. Scheidt e Prada tentarão o tricampeonato. Eles venceram o Mundial em Cascais, Portugal, em 2007 e em Perth, na Austrália, em 2011.

Classificação da Star após a terceira regata:
1º Iain Percy/Andrew Simpson, Inglaterra, 14 pontos perdidos
2º Robert Scheidt/Bruno Prada, Brasil, 15 pp
3º Peter O’Leary/David Burrows, Irlanda, 19 pp
4º Xavier Rohart/Pierre Alexis Ponsot, França, 25 pp
5º Mateusz KuszNierewicz/Dominik Zycki, Polônia, 27 pp
6º Flavio Marazzi/Enrico de Maria, Suíça, 29 pp
7º Hamish Pepper/Jim Turner, Nova Zelândia, 31 pp
8º Robert Stanjek/Frithjof Kleen, Alemanha, 32 pp
9º Michael Hestbaek/Claus Olesen, Dinamarca, 35pp
10º Fredrik Loof/Max Salminen, Suécia, 37 pp

Vela: Brasileiros se mantêm entre os primeiros nos mundiais de Star e Laser

Robert Scheidt e Bruno Prada estrearam em Hyères e Bruno Fontes, mesmo com pouco vento, permanece na disputa pelo título

São Paulo (SP) – A Equipe Brasileira de Vela disputa na Europa durante o mês de maio os mundiais de cada classe. As primeiras regatas foram as da Laser e, neste sábado (5), teve início em Hyères, na França, a Star, considerada a principal categoria da vela olímpica. E os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada correram apenas uma prova na cidade francesa, ficando na sétima colocação. Os outros atletas do País, Dino Pascolatto e Henry Boening, acabaram na 22ª posição. O vento fraco e rondado dificultou o trabalho das duplas.

“Estamos muito animados com a disputa pelo titulo mundial. Será fundamental a consistência, já que são somente seis regatas disputadas, ao contrário da Olimpíada que são 11 programadas”, afirma Robert Scheidt.

Faltam mais cinco regatas para o término da competição e os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada seguem confiantes na conquista do tricampeonato. “O importante é acabar as três primeiras regatas entre os 10 primeiros para poder ser um pouco mais agressivo na segunda metade da competição”, relata Bruno Prada.

Os dois conquistaram o título mundial em 2007 e 2011, mas em um formato diferente. Os atletas venceram o Mundial da Isaf, que é disputado no estilo olímpico, com duas provas por dia e medal race, que tem pontuação dobrada.

O dia sem vento – São 69 duplas nas raias de Hyères e todas sofreram com as condições climáticas. Os times ficaram mais de três horas na água aguardando a melhora dos ventos. Detalhe: quatro largadas tiveram que ser anuladas. “Optamos pelo lado direito da raia no primeiro contra-vento, o que acabou sendo um erro tático, já que o vento entrou pela esquerda. Montamos a primeira boia em 25º e fizemos uma regata de recuperação. Apesar do resultado, estamos felizes por ter demonstrado poder de reação”, diz Bruno Prada.

Bruno Fontes mantém regularidade na Alemanha – No Mundial de Laser, o catarinense Bruno Fontes segue na briga para disputar a medalha. No segundo dia de regatas em Boltenhagen, na Alemanha, o velejador conseguiu um 4º e um 14º na sua flotilha. O dia foi marcado também pela ausência de ventos, que variaram de 4 a 8 nós. “Foi merreca total. Muito difícil de conseguir resultados, mas busquei ficar entre os primeiros num dia tão imprevisível. O importante é que consegui fazer uma boa media. Poderia ter ido até melhor, mas a raia está muito inconstante”, explica.

Com isso, o atleta que disputará a Olimpíada em julho soma 21 pontos perdidos com um descarte. Bruno Fontes é o 13º na classificação geral. Outro brasileiro na Alemanha, o paulista João Augusto Hackerott está na 77ª posição com 63 pontos perdidos em quatro regatas.

Na primeira etapa do Mundial, os velejadores são divididos em três grupos diferentes (flotilhas). Na segunda fase, é feita uma nova divisão, seguindo a classificação geral. Os melhores classificados passam, então, a velejar juntos na flotilha ouro, de onde sairão os vencedores da competição.

Estreia – Na próxima segunda-feira (7) começa o Mundial de 49er, na cidade de Zadar, na Croácia, e pode definir mais uma vaga para o País nos Jogos. A dupla André Fonseca e Marco Grael tentará uma das cinco vagas em jogo. A disputa pela vaga Olímpica será difícil, são muitos países para poucas vagas. Teremos que encontrar uma maneira ir bem no vento fraco”, relata André Fonseca.

O Brasil ainda tem a chance na 470 masculina e a equipe nacional conta com duas duplas no Mundial de Barcelona, na Espanha. Fábio Pillar/Gustavo Thiesen e Henrique Haddad/Nicolas Castro correm a partir do outro domingo (13).

Da ZDL

Scheidt e Prada estreiam em 7º no Mundial de Star

Competição em Hyères, na França, reúne os melhores velejadores do mundo e duplas que buscam as quatro vagas restantes para a Olimpíada

São Paulo – Os brasileiros Robert Scheidt e Bruno Prada estrearam neste sábado (5/5) no Mundial de Star, em Hyères. Bicampeã mundial (em Cascais/2007 e Perth/2011), a dupla busca na França o tricampeonato da competição. Mas o vento fraco e muito rondado não foi bom para os velejadores, que acabaram o dia na 7ª colocação geral. Os líderes são os franceses Xavier Rohart e Pierre Alexis Ponsot.

As 69 duplas inscritas no campeonato ficaram aguardando, já na água, durante mais de três horas, até que o vento se firmasse. Neste período, quatro largadas tiveram que ser anuladas por conta da mudança repentina dos ventos.

“Optamos pelo lado direito da raia no primeiro contra-vento, o que acabou sendo um erro tático, já que o vento entrou pela esquerda. Montamos a primeira boia em 25º e fizemos uma regata de recuperação. Apesar do resultado, estamos felizes por ter demonstrado poder de reação”, disse Bruno Prada.

Como ainda faltam mais cinco regatas para o término da competição, os dois seguem confiantes na conquista do tricampeonato. “O importante é acabar as três primeiras regatas entre os dez primeiros para poder ser um pouco mais agressivo na segunda metade da competição”, completou Bruno.

“Estamos muito animados com a disputa pelo titulo mundial. Está duríssima, mas temos as nossas chances. Será fundamental a consistência, pois são somente seis regatas disputadas”, acrescentou Scheidt.

No Mundial de Star, estão em jogo quatro vagas olímpicas, disputadas por 18 países não classificados. A competição, que segue até o próximo dia 12, conta ainda com a presença de todos os velejadores que estarão em Londres, como os atuais campeões olímpicos, os britânicos Iain Percy e Andrew Simpson, que acabaram de ganhar a Semana Olímpica Francesa na mesma raia, em abril; os neozelandeses Hamish Pepper e Jim Turner e os suecos Fredrik Loof e Max Salminen.

Classificação da Star após a primeira regata:
1º Xavier Rohart/Pierre Alexis Ponsot, França, 1 ponto perdido
2º Fredrik Loof/Max Salminen, Suécia, 2 pp
3º Peter O’Leary/David Burrows, Irlanda, 3 pp
4º Fernando Echavarri/Fernando Rodriguez, Espanha, 4 pp
5º Mateusz KuszNierewicz/Dominik Zycki, Polônia, 5 pp
6º Iain Percy/Andrew Simpson, Inglaterra, 6 pp
7º Robert Scheidt/Bruno Prada, Brasil, 7 pp
8º Robert Stanjek/Frithjof Kleen, Alemanha, 8 pp
9º Benny Andersen/Mogens Just, Dinamarca, 9 pp
10º Hans Spitzauer/Gerd Habermueller, Áustria, 10 pp
22o Dino Pascolato/Henri Maguila, Brasil 22, 22 pp

Após o Mundial, a dupla segue para a raia olímpica de Weymouth, onde disputará mais uma etapa da Copa do Mundo e fará dois períodos de treinos, como preparação para os Jogos de Londres. Scheidt e Prada voltarão a usar o PStar, barco americano com o qual venceram o Mundial de Perth, em 2011, e escolhido para a Olimpíada.

Da assessoria de imprensa

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