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Posts com Tag ‘Olimpíadas’

Pan Final! Brasil fatura 6 medalhas em Toronto!

Na foto de Gaspar Nóbrega nosso trio brozeado evolui na merreca torontiana para mais um pódio verde e amarelo

Na foto de Gaspar Nóbrega nosso trio brozeado evolui na merreca torontiana para mais um pódio verde e amarelo

Com bronze do recordista Claus Bieckark, Brasil encerra participação na vela no Pan2015 com 6 medalhas

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga. Esta cansada praga já de volta a Praga aproveita novamente os bons textos de Felipinho Mendes, nosso assessor de talento e alegria, e já informa direto a você o que rolou nas águas do lago Ontário. E foi bom!!

No segundo e último dia de disputa das finais da vela nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, a Equipe Brasileira encerrou sua participação na competição com um bronze do medalhista recordista na modalidade Claudio Biekarck. Neste domingo (dia 19), no Lago Ontário, foram realizadas as regatas da medalha das classes não-olímpicas e o veterano velejador terminou na terceira posição geral na Lightning ao lado dos parceiros Gunnar Ficker e Maria Hackerott. Foi o nono pódio do ex-técnico de Robert Scheidt. Ao todo, a Equipe Brasileira de Vela faturou seis medalhas em Toronto: dois ouros, duas pratas e dois bronzes.

“Esta foi minha nona participação em Jogos Pan-americanos. Comecei na Cidade do México, em 1975, na Finn. De lá para cá só deixei de participar em San Juan, em Porto Rico, em 1979, e em Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. Além da Finn, sempre competi na Lightning com o Gunnar de proeiro. É uma satisfação ter ganhado medalha em todas as participações”, disse Biekarck, que se tornou o atleta brasileiro com mais participações em Jogos Pan-Americanos, superando o atirador Durval Guimarães, com oito.

Aos 64 anos, o velejador soma o ouro em Caracas, na Venezuela, em 1983; prata na Cidade do México, em 1975, Mar del Plata, na Argentina, em 1995, e em Winnipeg, no Canadá, em 1999; e os bronzes em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987, Havana, em Cuba, em 1991, no Rio de Janeiro, em 2007, em Guadalajara, no México, em 2011, e agora em Toronto. Proeiro de Biekarck na Lightning, Gunnar Ficker soma oito medalhas ao lado do companheiro.

“Sempre que temos regatas com vento fraco é muito estressante. Estamos felizes com o resultado, sentimento de missão cumprida”, afirmou o proeiro de 60 anos. Ao lado dos dois veteranos velejadores estava a jovem Maria Hackerott, de 24. Estreante em Jogos Pan-Americanos, ela conquistou sua primeira medalha. “Foi uma honra ter participado. Acho que nunca tinha corrido um campeonato tão longo. Estou feliz com o pódio”.

Na regata da medalha da Lightning, o trio brasileiro chegou em quinto lugar. Na Sunfish, João Hackerott chegou em terceiro e terminou na quarta posição no geral a um pontinho do pódio. Na J/24, John King, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann venceram a regata final, terminando em quinto no geral. Nas classes Hobie Cat 16 e Snipe, o Brasil não disputou a regata da medalha.

No sábado (dia 18), a Equipe Brasileira de Vela havia faturado medalha nas cinco classes olímpicas: ouro com Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X masculina, e Patrícia Freitas, na RS:X feminina; prata com Robert Scheidt, na Laser, e Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX; e bronze com Fernanda Decnop, na Laser Radial.

O destaque foi para Ricardo Winicki, o Bimba, que se tornou o primeiro velejador tetracampeão pan-americano ao triunfar na RS:X masculina. Na versão feminina da classe, Patrícia Freitas faturou o bicampeonato.

“Estou muito feliz com o resultado. Mostra todo o trabalho que venho fazendo há anos, dominando o esporte não só no Brasil como também na América toda. São mais de dez anos entre os dez melhores do mundo. O nível da competição estava alto e isso me ajudou. Agradeço a todos que me ajudaram todos esses anos”, disse Bimba, que venceu o Pan na Mistral, em Santo Domingo-2003, e na RS:X no Rio-2007 e Guadalajara-2011. O velejador soma ainda uma prata na Mistral, em Winnipeg-1999.

Na RS:X feminina, Patricia Freitas entrou na regata da medalha em vantagem sobre a mexicana Demita Veja. A brasileira manteve o bom desempenho da semana, quando venceu nove das 13 regatas, e chegou em primeiro também na prova final. “Fechei com chave de ouro. Agora é comemorar com a equipe toda. Cumpri mais uma meta antes da Olimpíada do Rio, em 2016. Vou meta por meta. A próxima é chegar bem no evento-teste, em agosto”, afirmou Patrícia, que havia vencido o Pan em Guadalajara.

Dono de três ouros na classe Laser em Jogos Pan-Americanos (Mar del Plata-1995, Winnipeg e Santo Domingo), Robert Scheidt repetiu em Toronto o resultado do Rio de Janeiro, ficando com a prata. O velejador paulista entrou na regata da medalha em desvantagem contra o guatemalteco Juan Maegli. O bicampeão olímpico acabou chegando em quinto na disputa decisiva e não conseguiu subir no topo do pódio.

“Foi um bom resultado. O começo da semana foi muito duro. Tinha dois sétimos lugares e uma desclassificação. Fui reagindo, ainda tive uma chance de ganhar o ouro, mas escapou. Larguei mal em algumas provas, fui muito inconstante e tive dificuldade em ler as condições do vento. E o guatemalteco é um especialista em vento fraco. Mas foi uma honra representar o Brasil e trazer mais uma medalha”, analisou Scheidt, frisando que não conseguiu chegar ao Pan em seu auge físico pois vinha da disputa do Mundial de Laser, também no Canadá.

Campeãs mundiais na 49erFX no ano passado, Martine Grael e Kahena Kunze ficaram com a prata na estreia da dupla em Jogos Pan-Americanos. Elas entraram na regata da medalha sem chances de brigar pelo ouro. E garantiram a medalha prateada ao chegarem em segundo na disputa final. “O evento foi bem legal, uma ótima experiência. Aprendemos muito e nunca tínhamos disputado um campeonato com vento tão fraco. Acho que velejamos bem”, afirmou Martine.

Na Laser Radial, Fernanda Decnop conquistou o bronze logo em sua primeira participação no Pan. Ela completou a regata da medalha na sexta posição e terminou empatada em segundo lugar no geral com a uruguaia Dolores Moreira, com 64 pontos perdidos. A brasileira, porém, ficou sem a prata porque sua rival teve um desempenho melhor na Medal Race: chegou em segundo.

“Estou feliz com o bronze. Foi meu primeiro Pan, um campeonato muito difícil, com vento fraco. Se você desse uma escorregada, acabava perdendo várias posições na regata. Eu consegui ganhar três, mas obtive alguns resultados ruins”, avaliou Fernanda.

A Argentina, com 3 puros foi a grande campeã do torneio de vela em Toronto 2015, mas com os seis pódios, o Brasil terminou na liderança  por total de medalhas empatado com os Estados Unidos. Em 16 participações nos Jogos Pan-Americanos, a vela brasileira agora soma 76 medalhas. São 34 de ouro, 25 de prata e 17 de bronze.

“O balanço final foi bom. Tivemos duas áreas no Pan, com as classes olímpicas e as não-olímpicas. Começamos uma reestruturação há dois anos e com a Olimpíada no Rio temos dado mais atenção para as classes olímpicas. O resultado foi animador com as cinco medalhas nas olímpicas. Vale destacar também o bonito recorde do Claudio”, analisou o Coordenador Técnico da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Torben Grael.

Confira o resultado dos brasileiros:

LIGHTNING:
1 – Nicolas Fracchia, Maria Salerno e Javier Conte (ARG): 25
2 – Justin Coplan, Caroline Patten e Danielle Prior (EUA): 37
3 – Claudio Biekarck, Gunnar Ficker e Maria Hackerott (BRA): 43

SUNFISH:
1 – Jonathan Mawyin (EQU): 45
2 – Luke Ramsay (CAN): 45
3 – Andres Soruco (CHI): 49
4 – João Hackerott (BRA): 50

J/24:
1 – Matias Pereira, Guillermo Bellinotto, Federico Ambrus e Juan Pereyra (ARG): 27
2 – Terry MClaughlin, Sandy Andrews, David Ogden e David Jarvis (CAN): 39
3 – Matías Seguel, Cristobal Lira, Marc Jux e Sergio Roth (CHI): 44
5 – John King, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann (BRA): 47

HOBIE CAT 16:
1 – Jason Castillo e Irene Van Blerk (GUA): 30
2 – Mark Modderman e Grace Modderman (EUA): 39
3 – Enrique Figueroa e Franchesca Ortega (PUR): 44
6 – Claudio Luiz Junior e Bruno dos Reis Oliveira (BRA): 46

SNIPE:
1 – Raul Andres de Choudens e Fernando Pacheco (PUR): 20
2 – Luis Soubie e Diego Lipszyc (ARG): 38
3 – Augie Diaz e Kathleen Tocke (EUA):  46
6 – Alexandre Paradeda e Geórgia Rodrigues (BRA): 64

RS:X MASCULINA:
1 – Ricardo Winicki (BRA): 25
2 – David Mier Y Teran (MEX): 32
3 – Mariano Reutemann (ARG): 33

RS:X FEMININA:
1 – Patricia Freitas (BRA): 17
2 – Demita Vega (MEX): 24
3 – Marion Lepert (EUA): 50

49ERFX:
1 – Victoria Travascio e Maria Branz (ARG): 36
2 – Martine Grael e Kahena Kunze (BRA): 43
3 – Paris Henken e Helena Scutt (EUA): 47

LASER:
1 – Juan Maegli (GUA): 39
2 – Robert Scheidt (BRA): 47
3 – Lee Parkhill (CAN): 53

LASER RADIAL:
1 – Paige Railey (EUA): 50
2 – Dolores Moreira (URU): 64
3 – Fernanda Decnop (BRA): 64

Fui!! Feliz!! Parabéns aos bravos velejadores brasileiros!!

Murillo Novaes (Felipe Mendes/ InPress MediaGuide)

Resumão de quinta de um jornalista idem: Sofia, VOR, Copa América, Ilhabela, RC44, Alinghi, Transat, velho Chico e mais

Tipo assim, Rick Tomlinson registrou o Mapfre e o Brunel montando o Horn praticamente como se fosse uma boia, só que depois de 4700 milhas da largada!

Tipo assim, Rick Tomlinson registrou o Mapfre e o Brunel montando o Horn praticamente como se fosse uma boia, só que depois de 4700 milhas da largada!

Dante/Lowbeer e Fernanda/Ana em 3º em Palma. Dongfeng perde mastro na VOR e flotilha monta o Horn e já está a 800 milhas de Itajaí. Nova classe de catamarãs com fólios vai correr a 35ª Copa América. Vento bom e muita disputa no final da primeira etapa da Copa Swift Sport em Ilhabela.

E mais: SulAm de Snipe em Mar del Plata. Alex Welter vence SulBra de A-Cat em SP. IRN/Projeto Grael recusa convite para limpar Guanabara. Ventão e muita adrenalina na abertura da RC44 em Malta. Novo livro de Isabella Nicolas conta a história da vela no Brasil. Caravana do Esporte, com Samuca Gonçalves, visita o velho Chico. Clippers 70 vão correr a Round the Island Race no Solent. Plymouth é porto de partida da próxima Transat. Alinghi vai correr circuito de GC32. Carkeek 47 vence em Tortola.

Agende-se: Lars em busca do hexa no Brasileiro de Star. Floripa se prepara para receber o mundial de Soto40.

Vídeos: Bochecha no Horn. Dongfeng quebra o mastro. O melhor da vela extrema de todos os tipos e um rolê de RS:X em Búzios. 

Boa tarde querido amigo e queridíssima amiga, direto do covil neste cabo nem tão frio assim vamos logo a uma errata. Na semana que se foi, em alusão à regata mais antiga deste nosso varonil, pouco sutil e nada pueril Brasil, a Darke de Mattos, que chegou à sua 71ª edição, sempre corrida na classe Star, este manza em um claro desrespeito ao régio direito de pairar acima de todos nós, errou. Errei sim! E justo com nossa majestade. Na referida missiva afirmei que John King havia vencido a prova por 7 vezes. Não!! O cara ganhou, contando com este 2015, nada menos que 13 vezes a Darke de Mattos. Sois rei! Sois rei!! Sou manza, sou manza…

Evitei escrever ontem, no 1º de abril (mentira!), para manter a credibilidade deste jornalista e também por motivos etílico-gastronômicos. É que no Iate Clube Armação de Búzios – ICAB rolou o coquetel de abertura da Búzios Sailing Week 2015. Como sempre, Alain Joullié, Pierre e Dona Vera, com o auxilio luxuoso do Almir e do buffet da boate Privilége, receberam os convivas com a simpatia e o bom gosto de sempre. Tudo ótimo!! Como vou novamente locutar oficialmente a VOR em Itajaí, não poderei correr as regatas, mas já adianto: Búzios é sempre do baralho! Quem não foi perdeu!! Perdi!…

E para manter a pegada nas altas esferas vélicas planetárias vamos direto para a palma da Sofia, ou melhor, para o Troféu Princesa Sofia em Palma de Maiorca. Por lá nossa seleção olímpica começa a temporada europeia neste ano-prólogo do Rio 2016 em alta voltagem. E a coisa anda mediterraneamente boa! Direto para o meio do Med…

Sofia – As maiores promessas olímpicas do planetinha azul estão reunidas na ilha que já foi grega, fenícia, romana e os catalães retomaram dos muçulmanos em 1.229 para a 49ª edição do Troféu Princesa Sofia, neste ano com o sobrenome mercadológico de Iberostar. E comecemos pela nova categoria da vela mundial sob gestão da Isaf, o kitesurfe.

Depois de sete regatas corridas, ontem (quarta) foram disputadas as medal races do Formula Kite em águas pálmicas. E dois brasucas ficaram entre os top10. Em 7º Wilson Veloso e em 9º Ian Germoglio, ambos do Bodete Kitepoint, em João Pessoa. Começamos bem!

No resto da esquadra brasuca, o destaque fica por conta de Dante Bianchi e Thomas Low-Beer, na 49er, em terceiro geral, com direito a vitória na 4ª regata da série e com a nossa pioneira medalhista feminina Fernanda Oliveira e sua parceira, Ana Barbachan, também em terceiro geral com uma vitória na 3ª regata qualificatória e um 2º ontem na primeira das séries finais, na flotilha ouro, claro. O resto do time está da seguinte forma:

Classe Laser (164 barcos, 6 regatas corridas): Bruno Fontes, 36º, 96pts; João Pedro Oliveira, 82º, 113pts e Alex Veeren 104º, 155pts.

Laser Radial (117 barcos, 6 regatas): Fernanda Decnop, 31ª, 96pts; Maria Cristina Boabaid, 57ª, 173pts; Odile Ginaid, 71ª, 124pts e Gabriela Kidd, 112º, 248pts.

Finn (74 barcos, 6 regatas): Jorge Zarif, 18º, com 86pts e um 7º como melhor colocação até agora.

RS:X masculino (82 pranchas, 6 regatas): Gabriel Bastos, 21º, 74pts.

RS:X feminina (66 pranchas, 6 regatas): Bruna Mello, 34ª, 104pts.

470 masculino (80 barcos, 6 regatas): Henrique “Gigante” Haddad e Bruno “Bebum” Bethlem, na flotilha ouro em 21º geral com 68pts e Geison Mendes e Gustavo Thiessen, em 45º, com 81pts e um terceirinho esperto ontem na flotilha prata.

470 feminino (62 barcos, 6 regatas): Fernanda Oliveira e Ana Barbachan em 3º geral com 18 pontos e um 2º e um 5º hoje e Renata Decnop e Isabel Swan em 21º, com 66pts.

49er (74 barcos, 7 regatas): Dante Biachi e Thomas Lowbeer em 3º geral com 35 pontos e Marco Grael e Gabriel Borges, também no Top10,, em 8º com 55pts. Detalhe é a impressionante liderança das lendas kiwis Peter Burling e Blair Tuke que descartam como pior resultado um 3º lugar e contam com nada menos que quatro vitórias e dois segundos lugares. Caramba!

49er FX (47 barcos, 7 regatas): Martine Grael e Kahena Kunze em 14º com 53 pontos. Detalhe interessante é que mesmo quando elas não estão nas cabeças, o que é raro, as neozelandesas Alex Maloney e Molly Meech sempre estão no encalço ali do lado. Em Palma as kiwis têm 52 pontos e estão em 13º. Isso que é andar junto!

Nacra (56 barcos, 7 regatas): Samuel Albrecht e Geórgia Rodrigues, 36º, 70pts e um 4º ontem na flotilha prata e João Bulhões e Gabriela Nicolino, em 39º, com 81pts.

Para ver o vídeo do 3º dia em Palma clique em: http://bit.ly/1bQKxMU E hoje tem mais!! Fique ligado!

VOR – Já no atlântico Atlântico, a flotilha da Volvo Ocean Race se desloca célere para águas catarinenses. Óbvio que não sem a dose de drama e aventura que torna esta regata tão atrativa aos olhos de todo o mundo. E fora os dias sempre intensos no sul do Pacífico (que perto do 55°S bem poderia se chamar Belicoso), com ventos de até 50 nós e ondas de quase 8 metros, a carga trágica ancestral dos antigos marinheiros que viam suas naves ceifadas pelo mau humor dos deuses patagônicos sobrou para o sino-gaulês Dongfeng.

Os comandados de Charles Caudrelier vinham a aproximadamente 250 milhas do Horn, em ventos de 30 nós, quando às 0315UTC de segunda-feira viram a parte alta da jaqueira desabar. Com o tope do mastro caiu o FRO (Fractional Code Zero, a maior vela a bordo), quebraram as 2ª e 3ª cruzetas de boreste e como diria o Seu Manoel da padaria, o sonho acabou. Mas tem pãozinho…

Pela manhã, com a luz de Deus, deu para ver o tamanho da caca e Kevin Escofier subiu no que sobrou do pau para cortar fora as adriças e livrar a vela que vinha sendo rebocada pelo barco (veja no vídeo abaixo). Os caras só podiam velejar com amuras a bombordo e lentamente com o que sobrou do mastro e a buja três (J3), mais o possante roncando no porão, se dirigiram para o canal de Beagle, rumo a Ushuaia, para tristeza dos dois velejadores chineses que sonhavam montar o Horn em alto estilo.

Já em Ushuaia, Caudrelier decidiu abandonar a 5ª perna, usar o tanque de lastro de proa como tanque de diesel e mandar o barco, com a tripula de terra a bordo, motorsailing pro Brasil. Detalhe é que os dois chineses, por conta da burocracia da armada argentina (que em Ushuaia é um porre, posso testemunhar), não puderam desembarcar e vão fazer o cruzeiro rumo a Itajaí. Faz parte!

Enquanto isso, na sala de justiça… Os líderes cruzavam o Everest dos mares com beleza, velocidade e… Uma proximidade impressionante depois de mais de 4.700 milhas navegadas desde a Nova Zelândia. Você pode testemunhar na foto acima que o Mapfre e o Brunel estavam no mesmo quadro e passaram o cabo com apenas 0,1 milha náutica de separação (180m), a 18 milhas do líder de então, o Alvimedica, que por sua vez montou o Horn a menos de 4 milhas do vice, Abu Dhabi. Fazendo uma simples regra de três (no caso do Mapfre, assumindo que um GP tem 350km) é como se num a prova de F1 os carros cruzassem a linha a apenas 0,07mm um do outro. Não sei nem se o cronômetro pega isso! Caraca!!! Viva o one design!

No momento, a pouco mais de 800 milhas da santa e bela, o Alvimedica lidera, com o Abu Dhabi 1,7 milha atrás, o Mapfre outras 10,4 milhas na esteira dos árabes e o Brunel apenas 7 milhas no encalço do espanhol. O Dongfeng abandonou a etapa, o Vestas está no estaleiro e as meninas do SCA, que estão sem o Code Zero depois de um jaibe chinês e sofreram com panes eletrônicas também, vêm mais de 700 milhas atrás da galera, mas já passaram o cabo do medo. E é o time mais bonito, sem dúvida!! Viva elas!

Para sabe tudo da regata não deixe de clicar em http://bit.ly/VOR_14_15

Copa América – Conforme você leu aqui na semana passada, os próceres da Copa América, a competição esportiva mais longeva de nossa humanidade, que desde 1851 alimenta sonhos, paixões e desejos intensos, resolveram aliviar o bolsilho dos bilionas que se divertem nos barquinhos que voam e dos nem tão bilionários assim que dependem de patrocínios polpudos para fazer parte da brincadeira também.

Pois bem, agora é oficial. Os catamarãs AC62 já morreram antes de nascer. Com a anuência de todos os times, os donos da bola, OracleUSA, o desafiante principal Luna Rossa/Prada e os outros quatro desafiantes (Artemis, New Zealand, France e Ben Ainslie Racing) anunciaram que concordam em correr, em 2017, nas Bermudas, em um catamarã com fólios e vela rígida entre 45 e 50 pés. Nesta semana deve sair o novo protocolo e regras da classe.

O objetivo é reduzir os custos e atrair novos times para a competição. Embora a coisa toda continue a ser uma disputa na água e nas pranchetas (e computadores) dos designers, até mesmo algumas peças comuns a todos os barcos serão desenvolvidas conjuntamente. Tomara que dê certo e que possamos ver novamente vários e vários desafiantes se aventurando na regata que está no coração do nosso esporte. Sustentabilidade financeira é o novo lema dos caras! Que assim seja!!

Swift – Mestre Pereira Jr., também conhecido como Aryzão, está nas assessóricas lides ilhabelenses neste começo de outono e nos informou direto do front.

“O melhor da etapa de abertura da Copa Swift Sport ficou reservado para o último dos quatro dias dos dois finais de semana de disputas em Ilhabela. O domingo (29) amanheceu chuvoso e o vento não dava nem sinal de vida. A Comissão de Regatas (CR) optou por hastear a bandeira Recon no Yacht Club de Ilhabela (YCI) e saiu em um bote à procura do vento no Canal de São Sebastião. Depois de uma hora e meia veio orientação para que as 32 tripulações embarcassem rumo ao norte de Ilhabela. Valeu esperar.

O vento sueste entrou com média de 15 nós e rajadas que ultrapassaram os 20 nós. A classe HPE correr mais duas regatas, enquanto C30 e RGS disputaram a prova final da etapa. “Depois das mais variadas condições nos dois últimos finais de semana, fechamos a etapa com chave de ouro. É um convite antecipado para que as tripulações retornem na segunda etapa da Copa Swift Sport (23 e 24, 30 e 31/5), o tradicional ‘Warm Up’ para a Ilhabela Sailing Week, em julho”, comemorou o presidente da CR, Cuca Sodré.

Sob condições ideias, os tripulantes puderam levar à prática seus talentos. Na C30, vitória do Barracuda, que assumiu a vice-liderança da classe. O líder e campeão da etapa, Porsche, chegou em segundo lugar. Na HPE, o Ginga venceu as quatro regatas do fim de semana e conquistou a etapa, mantendo a liderança. Suzuki Bond Girl e Aventura 55 ocupam segunda e terceira colocações no acumulado. Na RGS Geral, o líder Asbar II chegou na segunda colocação para garantir a liderança. O Fram venceu a regata, mas Inaê Transbrasa e Hélios II seguem o Asbar II. Na regata da RGS Cruiser deu BL3, o líder da classe, seguido por Jambock e Cocoon.

O HPE Ginga, com tripulação nativa de Ilhabela abriu a liderança mais folgada entre as classes da Copa Swift Sport. São 14 pontos de vantagem sobre o Suzuki Bond Girl. “No primeiro final de semana tivemos muitas dificuldades com o vento. Neste segundo, os ventos ajudaram e corremos muito bem. A classe levou nove barcos à raia e na próxima etapa, em maio, esperamos mais de 20, devido ao Campeonato Brasileiro”, estimou o comandante do Ginga, Breno Chvaicer, lembrando que o Brasileiro também será em Ilhabela, com sede no YCI (28 a 31/5).

Para todas as classes é considerado o descarte do pior resultado a partir da quinta regata. A organização e realização da Copa Swift Sport é do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster de Suziki Veículos, patrocínios de Ser Glass e F7 Blindagens e apoios de Revista Mariner, Rádio Antena 1, North Sail, Sail Station, Wind Charter e Prefeitura Municipal de Ilhabela”. Dei mole!!

Três primeiros em cada classe após a 1ª Etapa

RGS Geral
1.Asbar II (Sérgio Keplacz): 3+1+2+2 = 8 pontos perdidos
2.Inaê Transbrasa ( Bayard Umbuzeiro): 6+2+1+3 = 12 pp
3.Helios II (Marcos Lobo): 1+5+3+4 = 13 pp

RGS Cruiser
1.BL3 (Clauberto Andrade): 1+2+1+1 = 5 pp
2.Jambock (Marco Aleixo): 3+1+2+3 = 9 pp
3.Cocoon (Luiz Caggiano): 2+3+3+2 = 10 pp

C30
1.Porsche (Marcos de Oliveira Cesar): 1+3+(4)+1+2 = 11 pp
2.Barracuda (Humberto Diniz): (5)+4+1+2+1 = 13 pp
3.+Realizado (José Luiz Apud): 2+1+(5)+4+3 = 15 pp

HPE
1.Ginga (Breno Chvaicer): 2+1+(3)+1+1+1+1 = 7 pp
2.Suzuki Bond Girl (Rique Wanderley): 4+(10)+1+3+4+4+5 = 21 pp
3.Aventura 55 (José Vita): (6)+2+6+2+2+3+6 = 21 pp

 

No São Francisco ainda se veleja para viver e se vive para velejar, Samuca é testemunha.

No São Francisco ainda se veleja para viver e se vive para velejar, Samuca é testemunha.

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

** Com oito barcos na água rolou o SulBra de A-Cat na Guarapiranga. Com sede no YCSA, o velejador local e apenas medalha de ouro em Moscou1980 no Tornado, Alex Welter, dominou a coisa toda. Em seis regatas venceu cinco e descartou um segundo lugar. Quem foi rei… Parabéns, Herr Welter!

** O SulAm de Snipe, em Mar del Plata, já está rolando. Primeiro com as categorias misto e máster, lideradas pela dupla argentina Juan Pablo Marchesoni e Paula R. Ramos e, a partir de hoje, com o principal (Sênior, Júnior e Feminino). São muitos barcos argentinos, poucos brasileiros, dois cubanos, um peruano e outro equatoriano. Mas pelas fotos de mestre Capizzano, que é velejador local, já sabemos que a coisa toda está linda no mar do Prata! Vida longa às narcejas!

** A semana foi agitada no lixo de Guanabara, também conhecida como a baía-sede dos jogos olímpicos de 2016. Depois de anunciar que iria fazer um contrato emergencial de R$ 20 milhões com o IRN – Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael para que a ONG operasse o plano feito (sem custos) por Axel Grael para mitigar o problema do lixo flutuante, o conselho do instituto, por unanimidade, declinou do contrato.

** Segue… O ex-presidente do IRN (agora é Torben), vice-prefeito de Niterói pelo PV e ambientalista de renome internacional, Axel Grael, comentou: “Comecei a minha vida de militância ambientalista há 40 anos, lutando pela baía de Guanabara, e continuarei fazendo. O Projeto Grael tem sido um importante canal de contribuição para isso e é importante que continue a motivar os seus alunos a se engajarem nessa luta e que contribua sempre com as iniciativas de despoluição. Mas, isso deve ser feito dentro das vocações e das limitações institucionais da nossa organização A decisão do Conselho Diretor do Instituto Rumo Náutico é prudente e correta”. Sem dúvida!

** Limpeza no lixo… O secretário do Ambiente do RJ, André Côrrea, disse em nota que “entendo a posição do conselho do Instituto Rumo Náutico e a minha admiração pela família Grael aumentou ainda mais”. Bem, nestes tempos estranhos, recusar-se a receber recursos sem licitação e não se colocar a serviço de uma possível manobra política e de marketing só me faz aumentar também minha admiração pela Graelada toda. Sou suspeito, mas os caras são demais mesmo! Quem dera houvesse mais gente assim no Brasil!!

** E por falar em Projeto Grael, um dos mais ilustres filhos de lá, Samuel Gonçalves, o multicampeão proeiro de Lars Grael, deu um velejo diferente. Como parte da Caravana do Esporte, da Ana Moser/ESPN/Disney, o arariboiopolitano (também conhecido como niteroiense) foi a Porto da Folha, em Sergipe, às margens do rio São Francisco e, entre atividades sociais e musicais, deu um rolê nas canoas a vela locais. “Uma experiência inesquecível!”, segundo o próprio. Eu não duvido! E segue a caravana!

** Já emendando na vela tradicional. Já que até em canoa de tolda a moça esteve. A nossa documentarista número um da vela brasileira Isabella Souza Nicolas, diretora do “Senhores do Vento”, documentário da saga do Brasil 1 na VOR 2005/6 e do “Mar Me Quer”, que conta na telona a história de nossa vela, está lançando o livro homônimo que promete ser tão completo, bonito e bem feito quanto o filme. Não posso louvar muito porque sendo amigo próximo e colaborador corro o risco, sempre muito feio, do autoelogio. Mas que é do baralho, é!! Aguarde!!

** A Clipper Race e sua flotilha de 12 Clipper70, o vitorioso barco projetado por Tony Castro, que substituiu os velhos 68 pés da regata, vão participar da Round The Islansd Race, na Inglaterra. A tradicional RTI promete reunir mais de 1600 barcos na sua 84ª edição. Com patrocínio da JPMorgan a flotilha dos clipperes vai levar a bordo 144 empregados do banco para o rolê de 50 milhas em volta da ilha de Wight. Vai ser bom!

** Por falar em regata tradicional, a mais antiga das travessias solitárias atlânticas e precursora de uma pletora de desafios solo desde então, a OSTAR, que começou em 1960, é disputada a cada quatro anos e hoje se chama simplesmente The Transat, já tem porto de partido para a edição de 2016. Será Plymouth, no sul da Inglaterra, local de onde partiu também nada menos que a primeira Whitbread em 1973, a hoje Volvo Ocean Race. A chegada do outro lado do Atlântico, nos EUA, ainda vai ser definida. Esta regata é o bicho!! Eu ainda chego lá!

** Regatinha que é o bicho também sempre é qualquer uma na classe RC44. E a temporada 2015 começou com uma etapa pra lá de disputada, com direito a dia de ventão e imagens espetaculares, em Valetta, Malta. No fim, o russo Bronenosec Sailing Team venceu nas regatas de flotilha e o monegasco Charisma foi o melhor no match race. Aqui um vídeo com as incríveis imagens da contenda mediterrânea: http://bit.ly/RC44_Vid_Malta. A próxima etapa é em Porto Cervo. Chatooo…

** E já que estamos nas altas rodas… O time Alinghi anunciou que vai correr o circuito de GC32 este ano. O catamarã one design navega sobre fólios e, como sabemos, enquanto a Copa América for de Larry Ellison (Oracle) o time de Ernesto Bertarelli jamais correrá. Mas os suíços, depois de venceram a eXtreme Sailing Series no ano passado querem manter a mão boa nos cats e agora nos fólios para, quem sabe, até desafiar o eventual vencedor das Bermudas em 2017 e voltar à copa. Veremos!!

** Por fim, uma caribenha. Na já tradicional BVI Spring Regatta, nas Ilhas Virgens Britânicas, o Carkeek 47 Spooke levou a melhor na Round Tortola Race, a regatinha em volta da ilha de Tortola. Correndo no paraíso!!

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

** Ícone do esporte nacional, Lars Grael disputará, mais uma vez, em busca do hexa, o Campeonato Brasileiro de Star 2015. O evento, marcado para o feriado de Páscoa, promete ser um dos mais equilibrados da história. Além do medalhista olímpico, outros campeões da modalidade estarão na raia do Yacht Club Paulista, incluindo Bruno Prada e Reinaldo Conrad. “O Campeonato Brasileiro de Star é um dos mais tradicionais da vela brasileira”, disse Lars Grael, que terá como proeiro Samuel Gonçalves. Os dois têm o objetivo de subir ao pódio novamente, depois da prata do ano passado em Brasília. Apenas o irmão, Torben Grael – atual campeão com Gustavo Almeida – tem mais conquistas na classe. O bicampeão olímpico foi medalha de ouro no Brasileiro de Star por sete vezes, incluindo uma como proeiro. Começa amanhã!!

** A praia de Jurerê, em Florianópolis, será palco da 3ª edição do Mitsubishi Motors Soto 40 World Championship entre os dias 12 e 16 de abril. Durante as 10 regatas previstas, grandes nomes da vela, medalhistas olímpicos e campeões mundiais, como Torben Grael e o argentino Mariano Parada, participarão da competição totalmente one design. “O que torna a classe Soto 40 especial é que os barcos são completamente iguais. Nenhuma tripulação entra com vantagem de equipamento. Com isso, o trabalho das equipes é destacado”, explica Roberto Martins, do Carioca 25, que já conformou presença no mundial. Eu também!! Vamos?!

 

Olha ele lá de novo! Bochecha manda seu recado no Horn.

Olha ele lá de novo! Bochecha manda seu recado no Horn.

(\_~~ (\_ Vídeos (\_~~ ~ (\_

** Nosso representante na VOR, Don Bochecha de Las Santas y Puertos falou, em português, enquanto montava o famigerado cabo Horn. O cara é o cara!! Confira aqui: http://bit.ly/Buch_Horn

** Viva a Internet! Um maluco compilou cenas incríveis de vela extrema de todos os tipos e colocou neste vídeo. Duca!! Confira em: http://bit.ly/1DtLG7U

** O Dongfeng vinha alegre e contente surfando as ondinhas de 5m nas proximidades do Horn quando um crack (a onomatopeia e não a droga, entenda-se) assustou a todos. A jaqueira partiu! E aqui vemos o intrépido tripulante Kevin Escofier que subiu no pau (não confunda!) e ainda filmou a lerda toda de cima. Vale a espiada! http://bit.ly/1F2jBkl

** A galera do Bimba aqui em Búzios, que você sabe é o bairro mais chique de Cabo Frio, veleja muito de RS:X lá em Manguinhos. Até aí novidade alguma. Só que a rapaziada resolveu filmar o velejo direto do próprio mastro e ficou, para falar em buziano castiço, del extremo carajo. Veja em: http://on.fb.me/1xyGKNP

(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“Se foi um erro, amanhã vira aprendizado”. Da bela Clarice Lispector 

Fui!!! Errando…

Murillo Novaes

Isaf divulga sistema de classificação para a final da Copa do Mundo

 

Entre os dias 27 e 30 de novembro os 20 melhores velejadores de cada classe olímpica estarão reunidos nos Emirados Árabes para a disputa da final da Copa do Mundo da Isaf. A primeira seletiva para definir quem participa do evento será feita em Santander, durante o Mundial da entidade, e a segunda, será definida de acordo com o ranking divulgado em 22 de setembro. Para ler os requisitos completos, clique aqui.

 

Extra: Fernanda e Ana vencem em Palma. Brasil coloca quatro barcos no “dia da medalha”

Fernandina Oliveira e Ana Barbachan arrebemtaram

Fernandina Oliveira e Ana Barbachan arrebentaram hoje em Palma. Uhuu!!

Hoje foi dia de medalha em Palma de Maiorca e o Brasil foi muito bem. As gaúchas jangadeiras Fernandinha Oliveira e Ana Barbachan se sagraram campeãs da classe 470 feminina na 3ª etapa da Copa do Mundo de Vela em  em Palma de Maiorca, Espanha.  Com 5º e 1º nas duas medal races (é agora são duas, maiores explicações abaixo) venceram com folgas no penúltimo evento da Copa do Mundo de Vela da temporada 2012/2013 (o último em Hyères no fim do mês).

Além da dupla de ouro do Guaíba, Bruno Fontes, na Laser STD em  5º, Ricardo ‘Bimba’ Winicki, na RS:X masculina, também em  5º e Martine Grael e Kahena Kunze no 49erFX, em 6º, completaram o time tupiniquim presente no “dia da medalha”. Dia este, já fruto dos estudos para mudanças no formato de disputa do Rio 2016.

Novo formato – A primeira grande mudança (a meu ver, boa) é que os vencedores das regatas fazem zero ponto ao invés de um ponto, coisa que estimula as vitórias já que, na prática, vencer uma regata significa abrir 2 pontos dos adversários. Do 2º em diante fica tudo normal: 2,3,4,5,6pts… Outra é que a classificação final da série de regatas qualificatórias passa para a fase final contando como se fosse uma regata lá, ou seja, o primeiro da súmula leva zero ponto, o segundo 2, o terceiro 3 e assim por diante. A isso se somam os resultados normais das regatas da fase final. E finalmente vem o tal do “Medal Day” ou “Final Stage” como os gringos estão chamando.

O novo formato de disputa de todas as classes (menos os esquifes) prevê duas medal races (pontos dobrados, só os 10 primeiros, não descartável) no último dia de competição. E nas classes 49er, masculina, e 49erFX, feminina, rolam mais quatro regatas em que participam apenas os oito primeiros colocados, a pontuação é normal (0,2,3,4pts…) e não há possibilidade de descarte do pior resultado. O percurso é curto, próximo do público e da costa, e as regatas devem durar no máximo dez minutos cada. É o que a Isaf está chamando de “vela de estádio” ou “vela de arena” (“stadium sailing”, em inglês) conceito que a Extreme Sailing Series inventou e que a 34ªCopa América, em São Francisco, parece ter exacerbado. Veremos!! Parabéns as meninas do sul pela vitória e à toda a equipe brasileira de vela pela garra de sempre! Foi bom!!

Fui!!

Murillo Novaes

 

 

Windsurfe volta para os Jogos Olímpicos do Rio 2016

Neste domingo, durante a reunião anual da Isaf realizada em Dún Laoghaire, na Irlanda, ficou decidido que o Windsurfe estará no programa olímpico do Rio 2016. A classe tinha sido trocada pelo kitesurfe, porém, depois de muita conversa e muito lobby, a prancha voltou.

Estarão em águas cariocas em 2016 as seguintes classes:

RS:X masculino e feminino
Laser Radial
Laser Standard
Finn
49er
49er FX
470 masculino e feminino
Nacra 17 misto

Esta foi a primeira vez que a Isaf confirmou equipamentos para dois ciclos olímpicos.

Resumito: Fernanda e Ana na Medal do 470 com chances de bronze. A morte de um mestre.

Essa dupla vale ouro!! E vai disputar o bronze na sexta. Fique ligado!

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga, na base do zaz-traz, rápido como uma flecha, vamos informando o amigo olímpico sobre os acontecidos hoje em terras de Dona Elizabeth, a segunda. Antes, porém um convite e uma homenagem a um mestre, em todas as acepções da palavra.

O professor Fernando Amorim, uma das cabeças pensantes do Departamento de Engenharia Naval da Escola Politécnica da UFRJ, fundador e coordenador do Polo Náutico da UFRJ (que incubou diversas empresas, como a Holos, que fabrica o Dingue e o Finn, por exemplo), idealizador do UFRJ Mar, o programa multidisciplinar que integrou a universidade e a comunidade marítima, morreu aos 57 anos de enfarto. Uma perda irreparável! Na próxima sexta-feira, dia 10 de agosto, às 10h, acontecerá a Missa de sétimo dia no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ (CT), aos que acompanharam sua exemplar trajetória de amor pelo saber e pelo mar, fica o convite.

Mas voltando às raias da loucura, quer dizer… das olimpíadas, vamos a esta quarta-feira de meu deus. Por lá hoje foi dia de regatas interessantes. Para nós, foi claro, a velejada de garra e competência da dupla brasileira de 470 Feminino, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan. Com o fim das dez regatas da fase classificatória, as gaúchas se garantiram na regata da medalha (sexta, às 9h) e mantiveram a quinta colocação. Na primeira de hoje, chegaram a estar em 11º na segunda boia e se recuperaram para finalizar em 5º vendo as rivais pelo bronze, as holandesas Lisa Westerhof e Lobke Berkhout, amargarem um 20º (último). Excelente para a súmula, já que elas descartavam um 18º que voltou a contar!

Na segunda do dia, porém, Fernandinha mostrou porque é uma medalhista olímpica e, após estar em 17º, pôs a faca nos dentes, subiu oito posições de uma vez, depois mais cinco no resto da prova, ultrapassou as holandesas, as francesas (também na briga pelo 3º degrau), chegou em 4º lugar e conseguiu diminuir bastante a diferença que no princípio do dia parecia intransponível. Agora, com o mesmo espírito, a dupla brasuca tem que chegar, na Medal, 5 posições à frente do barco holandês e três à frente das francesas. Impossível? Esta palavra não existe no dicionário de Fernanda e Ana. Pra frente, Brasilll!!

Nossa duplita soma agora 61 pontos perdidos. Na frente, porém, estão as francesas Camille Lecointre/Mathilde Geron, em quarto com 55, e as holandesas com 52. As neozelandesas Jo Aleh/Olivia Powrie e as britânicas Hannah Mills/Saskia Clark são as únicas com chance de conquistar a medalha de ouro. As duplas de Nova Zelândia e Grã-Bretanha chegam à regata final empatadas com 33 pontos cada e sem que ninguém possa ameaçá-las no mais alto do pódio (ouro ou prata). Ou seja, a Medal vai ser um match race particular entre as duas, quem chegar à frente sai douradinha do verão inglês. Vai pegar fogo!!

E por falar em fogo, no match feminino, que hoje definiu as semifinalistas (Austrália x Finlândia e Espanha x Rússia), as quartas de final entre Grã-Bretanha e Rússia, foi algo! Na melhor de cinco matchs, as russas saíram na frente, perderam os dois seguintes e venceram o quarto confronto em cima da linha, por centímetros. O quinto e derradeiro confronto foi digno dos anteriores e as inglesas e russas se revezaram na liderança algumas vezes. No final, deu Ekaterina Skudina e suas Elenas, a Siuzeva e a Oblova. Lindo!!

Hoje também foi dia da Medal Race do 49er e, no final o pódio ficou com Austrália, com Nathan Outteridge e Iain Jensen, no topo, Nova Zelândia no degrau prateado e Dinamarca com o bronze. Agora, só falta a regata da medalha do 470 Masculino, amanhã, a Medal Race de Fernandinha e Ana, na sexta, e as finais do Match, no sábado. Saudades já!

Fui!!

Murillo Novaes

Resuminho resumido: Fernandinha e Ana perto da Medal Race do 470. Bimba termina em 9º sua quarta olimpíada.

E o bimbástico buziano terminou seus quartos jogos seguidos com velocidade e competência. Com a promessa do Kite Surfe no lugar das pranchas em 2016 esta pode ser a última vez que vemos Bimba fazendo olimpicamente o que sabe. Vai deixar saudades!

Boa tarde, olimpizado e mensalizado amigo. No país da pizza que acaba em samba, vamos seguindo com nossa lupa sobre a parte noroeste do mapa da Europa neste “dôzimo” e esportivo ano do século 21. Sem mais delongas, usando como base o flaviano périco texto ZêDêLê da superassessoria da CBVM, partimos pra dentro das novidades londrino-vélicas de hoje.

As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, estão próximas de conseguir uma vaga na regata da medalha do 470 Feminino. As moças, que ganharam a quarta regata da série no sábado passado, fecharam o dia de hoje na 5ª posição geral, depois de dois décimos lugares nas provas desta terça-feira. Como o amigo já sabe, Fernanda, na ocasião com Bel Swan na proa, foi a pioneira medalhista olímpica da Vela brasileira com o bronze chinês de 2008 e é, sem dúvida, uma das maiores velejadoras que Pindorama já produziu. Ave!

Mesmo que próxima da Medal Race, a dupla de 470 precisa de uma boa combinação de resultados para sair da Inglaterra com uma medalha no peito. As atuais terceiras colocadas, candidatas ao bronze weymouthiano, Lisa Westerhof e Lobke Berkhout, da Holanda, somam 28 pontos perdidos, 25 de diferença para as brasileiras. “Isso mostra que o campeonato é muito equilibrado. Uma explicação disso é o nível técnico da classe. As lideres estão se mantendo, mas as outras duplas têm chance”, falou Fernandinha Oliveira.

Com ventos de 10 a 12 nós, torcendo para a esquerda (230°-215°) e temperatura na casa dos 17 graus sob o céu nublado, as neozelandesas Jo Aleh e Olivia Powrie, que lideram tudo com 21 pontos, só não montaram na frente a duas primeiras boias da primeira regata hoje. Dali em diante só viram a concorrência pelo retrovisor e se mantém como favoritas. No encalço vêm inglesas e holandesas.

A terça-feira foi de despedida para o brasileiro Ricardo “‘Bimba”’ Winicki na RS:X Masculina. Nosso campeão mundial e tri-ouro pan-americano  chegou em quinto na Medal Race e terminou a sua quarta participação olímpica em nono lugar, com 113 pontos perdidos. O ouro foi para o holandês Dorian Van Rijsselberge, a prata foi para Nick Dempsey, da Grã-Bretanha, e o bronze para o polonês Przemyslaw Miarczynski. Bimba velejou entre os 15 primeiros na maioria das provas e nas regatas finais dos jogos conseguiu ficar entre os Top 5. Agora, com a RS:X ameaçada de ficar de fora do Rio 2016, Bimba deve dar uma cambada no destino.

Na RS:X Feminina, Patrícia Freitas, que não disputou a medal, foi a 13ª colocada e o ouro ficou com a super espanhola Marina Alabau, a primeira bolachinha dourada do país Ibérico nos Jogos. Detalhe curioso é que a única medalha hispânica foi na RS:X e a federação de Vela de lá votou contra a permanência da classe em 2016. Esses cartolas! Voltando ao pódio… Com o sorriso prateado saiu Tuuli Petaja, da Finlândia, e a polaca Zofia Noceti-Klepacka recebeu o bronze.

Agora, só temos brasileiros velejando na 470 Feminina. Nas demais classes em que havia naves brasucas a coisa ficou do seguinte tamanho: bronze para Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star, o 9º de Bimba hoje na RS:X Masculina. Na RS:X Feminina, Patrícia Freitas terminou em 13º geral. Bruno Fontes também ficou com a 13ª posição na Laser Standard e na Laser Radial, Adriana Kostiw fechou o campeonato em 25º. Na Finn, Jorge Zarif foi o 19º. E, por enquanto, Fernanda e Ana estão em 5º geral na 470F que terá as duas últimas da série classificatória amanhã e a Medal Race na sexta-feira, às 9 da manhã.

No quadro de medalhas da Vela, o local “Team GB”, lidera com um ouro e duas pratas. Holanda e Suécia vêm a seguir com ouro e prata e ouro e bronze, respectivamente. E nas classes desbrasucadas, amanhã rola a medal race do 49er; no match feminino a coisa continua intensa com as quartas de finais a pleno vapor e hoje terminou a série de 10 regatas do 470 Masculino. Para a regata da medalha dos machos do 470, na quinta, passaram pela ordem: Austrália e Grã-Bretanha que disputam entre si o ouro e a prata, e depois ARG, MEX, NZL, FRA, POR, CRO, POL e FIN.

É isso aí! Fui!!

Murillo Novaes
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