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Posts com Tag ‘Olimpíadas’

Pan Final! Brasil fatura 6 medalhas em Toronto!

Na foto de Gaspar Nóbrega nosso trio brozeado evolui na merreca torontiana para mais um pódio verde e amarelo

Na foto de Gaspar Nóbrega nosso trio brozeado evolui na merreca torontiana para mais um pódio verde e amarelo

Com bronze do recordista Claus Bieckark, Brasil encerra participação na vela no Pan2015 com 6 medalhas

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga. Esta cansada praga já de volta a Praga aproveita novamente os bons textos de Felipinho Mendes, nosso assessor de talento e alegria, e já informa direto a você o que rolou nas águas do lago Ontário. E foi bom!!

No segundo e último dia de disputa das finais da vela nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, a Equipe Brasileira encerrou sua participação na competição com um bronze do medalhista recordista na modalidade Claudio Biekarck. Neste domingo (dia 19), no Lago Ontário, foram realizadas as regatas da medalha das classes não-olímpicas e o veterano velejador terminou na terceira posição geral na Lightning ao lado dos parceiros Gunnar Ficker e Maria Hackerott. Foi o nono pódio do ex-técnico de Robert Scheidt. Ao todo, a Equipe Brasileira de Vela faturou seis medalhas em Toronto: dois ouros, duas pratas e dois bronzes.

“Esta foi minha nona participação em Jogos Pan-americanos. Comecei na Cidade do México, em 1975, na Finn. De lá para cá só deixei de participar em San Juan, em Porto Rico, em 1979, e em Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. Além da Finn, sempre competi na Lightning com o Gunnar de proeiro. É uma satisfação ter ganhado medalha em todas as participações”, disse Biekarck, que se tornou o atleta brasileiro com mais participações em Jogos Pan-Americanos, superando o atirador Durval Guimarães, com oito.

Aos 64 anos, o velejador soma o ouro em Caracas, na Venezuela, em 1983; prata na Cidade do México, em 1975, Mar del Plata, na Argentina, em 1995, e em Winnipeg, no Canadá, em 1999; e os bronzes em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987, Havana, em Cuba, em 1991, no Rio de Janeiro, em 2007, em Guadalajara, no México, em 2011, e agora em Toronto. Proeiro de Biekarck na Lightning, Gunnar Ficker soma oito medalhas ao lado do companheiro.

“Sempre que temos regatas com vento fraco é muito estressante. Estamos felizes com o resultado, sentimento de missão cumprida”, afirmou o proeiro de 60 anos. Ao lado dos dois veteranos velejadores estava a jovem Maria Hackerott, de 24. Estreante em Jogos Pan-Americanos, ela conquistou sua primeira medalha. “Foi uma honra ter participado. Acho que nunca tinha corrido um campeonato tão longo. Estou feliz com o pódio”.

Na regata da medalha da Lightning, o trio brasileiro chegou em quinto lugar. Na Sunfish, João Hackerott chegou em terceiro e terminou na quarta posição no geral a um pontinho do pódio. Na J/24, John King, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann venceram a regata final, terminando em quinto no geral. Nas classes Hobie Cat 16 e Snipe, o Brasil não disputou a regata da medalha.

No sábado (dia 18), a Equipe Brasileira de Vela havia faturado medalha nas cinco classes olímpicas: ouro com Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X masculina, e Patrícia Freitas, na RS:X feminina; prata com Robert Scheidt, na Laser, e Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX; e bronze com Fernanda Decnop, na Laser Radial.

O destaque foi para Ricardo Winicki, o Bimba, que se tornou o primeiro velejador tetracampeão pan-americano ao triunfar na RS:X masculina. Na versão feminina da classe, Patrícia Freitas faturou o bicampeonato.

“Estou muito feliz com o resultado. Mostra todo o trabalho que venho fazendo há anos, dominando o esporte não só no Brasil como também na América toda. São mais de dez anos entre os dez melhores do mundo. O nível da competição estava alto e isso me ajudou. Agradeço a todos que me ajudaram todos esses anos”, disse Bimba, que venceu o Pan na Mistral, em Santo Domingo-2003, e na RS:X no Rio-2007 e Guadalajara-2011. O velejador soma ainda uma prata na Mistral, em Winnipeg-1999.

Na RS:X feminina, Patricia Freitas entrou na regata da medalha em vantagem sobre a mexicana Demita Veja. A brasileira manteve o bom desempenho da semana, quando venceu nove das 13 regatas, e chegou em primeiro também na prova final. “Fechei com chave de ouro. Agora é comemorar com a equipe toda. Cumpri mais uma meta antes da Olimpíada do Rio, em 2016. Vou meta por meta. A próxima é chegar bem no evento-teste, em agosto”, afirmou Patrícia, que havia vencido o Pan em Guadalajara.

Dono de três ouros na classe Laser em Jogos Pan-Americanos (Mar del Plata-1995, Winnipeg e Santo Domingo), Robert Scheidt repetiu em Toronto o resultado do Rio de Janeiro, ficando com a prata. O velejador paulista entrou na regata da medalha em desvantagem contra o guatemalteco Juan Maegli. O bicampeão olímpico acabou chegando em quinto na disputa decisiva e não conseguiu subir no topo do pódio.

“Foi um bom resultado. O começo da semana foi muito duro. Tinha dois sétimos lugares e uma desclassificação. Fui reagindo, ainda tive uma chance de ganhar o ouro, mas escapou. Larguei mal em algumas provas, fui muito inconstante e tive dificuldade em ler as condições do vento. E o guatemalteco é um especialista em vento fraco. Mas foi uma honra representar o Brasil e trazer mais uma medalha”, analisou Scheidt, frisando que não conseguiu chegar ao Pan em seu auge físico pois vinha da disputa do Mundial de Laser, também no Canadá.

Campeãs mundiais na 49erFX no ano passado, Martine Grael e Kahena Kunze ficaram com a prata na estreia da dupla em Jogos Pan-Americanos. Elas entraram na regata da medalha sem chances de brigar pelo ouro. E garantiram a medalha prateada ao chegarem em segundo na disputa final. “O evento foi bem legal, uma ótima experiência. Aprendemos muito e nunca tínhamos disputado um campeonato com vento tão fraco. Acho que velejamos bem”, afirmou Martine.

Na Laser Radial, Fernanda Decnop conquistou o bronze logo em sua primeira participação no Pan. Ela completou a regata da medalha na sexta posição e terminou empatada em segundo lugar no geral com a uruguaia Dolores Moreira, com 64 pontos perdidos. A brasileira, porém, ficou sem a prata porque sua rival teve um desempenho melhor na Medal Race: chegou em segundo.

“Estou feliz com o bronze. Foi meu primeiro Pan, um campeonato muito difícil, com vento fraco. Se você desse uma escorregada, acabava perdendo várias posições na regata. Eu consegui ganhar três, mas obtive alguns resultados ruins”, avaliou Fernanda.

A Argentina, com 3 puros foi a grande campeã do torneio de vela em Toronto 2015, mas com os seis pódios, o Brasil terminou na liderança  por total de medalhas empatado com os Estados Unidos. Em 16 participações nos Jogos Pan-Americanos, a vela brasileira agora soma 76 medalhas. São 34 de ouro, 25 de prata e 17 de bronze.

“O balanço final foi bom. Tivemos duas áreas no Pan, com as classes olímpicas e as não-olímpicas. Começamos uma reestruturação há dois anos e com a Olimpíada no Rio temos dado mais atenção para as classes olímpicas. O resultado foi animador com as cinco medalhas nas olímpicas. Vale destacar também o bonito recorde do Claudio”, analisou o Coordenador Técnico da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Torben Grael.

Confira o resultado dos brasileiros:

LIGHTNING:
1 – Nicolas Fracchia, Maria Salerno e Javier Conte (ARG): 25
2 – Justin Coplan, Caroline Patten e Danielle Prior (EUA): 37
3 – Claudio Biekarck, Gunnar Ficker e Maria Hackerott (BRA): 43

SUNFISH:
1 – Jonathan Mawyin (EQU): 45
2 – Luke Ramsay (CAN): 45
3 – Andres Soruco (CHI): 49
4 – João Hackerott (BRA): 50

J/24:
1 – Matias Pereira, Guillermo Bellinotto, Federico Ambrus e Juan Pereyra (ARG): 27
2 – Terry MClaughlin, Sandy Andrews, David Ogden e David Jarvis (CAN): 39
3 – Matías Seguel, Cristobal Lira, Marc Jux e Sergio Roth (CHI): 44
5 – John King, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann (BRA): 47

HOBIE CAT 16:
1 – Jason Castillo e Irene Van Blerk (GUA): 30
2 – Mark Modderman e Grace Modderman (EUA): 39
3 – Enrique Figueroa e Franchesca Ortega (PUR): 44
6 – Claudio Luiz Junior e Bruno dos Reis Oliveira (BRA): 46

SNIPE:
1 – Raul Andres de Choudens e Fernando Pacheco (PUR): 20
2 – Luis Soubie e Diego Lipszyc (ARG): 38
3 – Augie Diaz e Kathleen Tocke (EUA):  46
6 – Alexandre Paradeda e Geórgia Rodrigues (BRA): 64

RS:X MASCULINA:
1 – Ricardo Winicki (BRA): 25
2 – David Mier Y Teran (MEX): 32
3 – Mariano Reutemann (ARG): 33

RS:X FEMININA:
1 – Patricia Freitas (BRA): 17
2 – Demita Vega (MEX): 24
3 – Marion Lepert (EUA): 50

49ERFX:
1 – Victoria Travascio e Maria Branz (ARG): 36
2 – Martine Grael e Kahena Kunze (BRA): 43
3 – Paris Henken e Helena Scutt (EUA): 47

LASER:
1 – Juan Maegli (GUA): 39
2 – Robert Scheidt (BRA): 47
3 – Lee Parkhill (CAN): 53

LASER RADIAL:
1 – Paige Railey (EUA): 50
2 – Dolores Moreira (URU): 64
3 – Fernanda Decnop (BRA): 64

Fui!! Feliz!! Parabéns aos bravos velejadores brasileiros!!

Murillo Novaes (Felipe Mendes/ InPress MediaGuide)

Resumão de quinta de um jornalista idem: Sofia, VOR, Copa América, Ilhabela, RC44, Alinghi, Transat, velho Chico e mais

Tipo assim, Rick Tomlinson registrou o Mapfre e o Brunel montando o Horn praticamente como se fosse uma boia, só que depois de 4700 milhas da largada!

Tipo assim, Rick Tomlinson registrou o Mapfre e o Brunel montando o Horn praticamente como se fosse uma boia, só que depois de 4700 milhas da largada!

Dante/Lowbeer e Fernanda/Ana em 3º em Palma. Dongfeng perde mastro na VOR e flotilha monta o Horn e já está a 800 milhas de Itajaí. Nova classe de catamarãs com fólios vai correr a 35ª Copa América. Vento bom e muita disputa no final da primeira etapa da Copa Swift Sport em Ilhabela.

E mais: SulAm de Snipe em Mar del Plata. Alex Welter vence SulBra de A-Cat em SP. IRN/Projeto Grael recusa convite para limpar Guanabara. Ventão e muita adrenalina na abertura da RC44 em Malta. Novo livro de Isabella Nicolas conta a história da vela no Brasil. Caravana do Esporte, com Samuca Gonçalves, visita o velho Chico. Clippers 70 vão correr a Round the Island Race no Solent. Plymouth é porto de partida da próxima Transat. Alinghi vai correr circuito de GC32. Carkeek 47 vence em Tortola.

Agende-se: Lars em busca do hexa no Brasileiro de Star. Floripa se prepara para receber o mundial de Soto40.

Vídeos: Bochecha no Horn. Dongfeng quebra o mastro. O melhor da vela extrema de todos os tipos e um rolê de RS:X em Búzios. 

Boa tarde querido amigo e queridíssima amiga, direto do covil neste cabo nem tão frio assim vamos logo a uma errata. Na semana que se foi, em alusão à regata mais antiga deste nosso varonil, pouco sutil e nada pueril Brasil, a Darke de Mattos, que chegou à sua 71ª edição, sempre corrida na classe Star, este manza em um claro desrespeito ao régio direito de pairar acima de todos nós, errou. Errei sim! E justo com nossa majestade. Na referida missiva afirmei que John King havia vencido a prova por 7 vezes. Não!! O cara ganhou, contando com este 2015, nada menos que 13 vezes a Darke de Mattos. Sois rei! Sois rei!! Sou manza, sou manza…

Evitei escrever ontem, no 1º de abril (mentira!), para manter a credibilidade deste jornalista e também por motivos etílico-gastronômicos. É que no Iate Clube Armação de Búzios – ICAB rolou o coquetel de abertura da Búzios Sailing Week 2015. Como sempre, Alain Joullié, Pierre e Dona Vera, com o auxilio luxuoso do Almir e do buffet da boate Privilége, receberam os convivas com a simpatia e o bom gosto de sempre. Tudo ótimo!! Como vou novamente locutar oficialmente a VOR em Itajaí, não poderei correr as regatas, mas já adianto: Búzios é sempre do baralho! Quem não foi perdeu!! Perdi!…

E para manter a pegada nas altas esferas vélicas planetárias vamos direto para a palma da Sofia, ou melhor, para o Troféu Princesa Sofia em Palma de Maiorca. Por lá nossa seleção olímpica começa a temporada europeia neste ano-prólogo do Rio 2016 em alta voltagem. E a coisa anda mediterraneamente boa! Direto para o meio do Med…

Sofia – As maiores promessas olímpicas do planetinha azul estão reunidas na ilha que já foi grega, fenícia, romana e os catalães retomaram dos muçulmanos em 1.229 para a 49ª edição do Troféu Princesa Sofia, neste ano com o sobrenome mercadológico de Iberostar. E comecemos pela nova categoria da vela mundial sob gestão da Isaf, o kitesurfe.

Depois de sete regatas corridas, ontem (quarta) foram disputadas as medal races do Formula Kite em águas pálmicas. E dois brasucas ficaram entre os top10. Em 7º Wilson Veloso e em 9º Ian Germoglio, ambos do Bodete Kitepoint, em João Pessoa. Começamos bem!

No resto da esquadra brasuca, o destaque fica por conta de Dante Bianchi e Thomas Low-Beer, na 49er, em terceiro geral, com direito a vitória na 4ª regata da série e com a nossa pioneira medalhista feminina Fernanda Oliveira e sua parceira, Ana Barbachan, também em terceiro geral com uma vitória na 3ª regata qualificatória e um 2º ontem na primeira das séries finais, na flotilha ouro, claro. O resto do time está da seguinte forma:

Classe Laser (164 barcos, 6 regatas corridas): Bruno Fontes, 36º, 96pts; João Pedro Oliveira, 82º, 113pts e Alex Veeren 104º, 155pts.

Laser Radial (117 barcos, 6 regatas): Fernanda Decnop, 31ª, 96pts; Maria Cristina Boabaid, 57ª, 173pts; Odile Ginaid, 71ª, 124pts e Gabriela Kidd, 112º, 248pts.

Finn (74 barcos, 6 regatas): Jorge Zarif, 18º, com 86pts e um 7º como melhor colocação até agora.

RS:X masculino (82 pranchas, 6 regatas): Gabriel Bastos, 21º, 74pts.

RS:X feminina (66 pranchas, 6 regatas): Bruna Mello, 34ª, 104pts.

470 masculino (80 barcos, 6 regatas): Henrique “Gigante” Haddad e Bruno “Bebum” Bethlem, na flotilha ouro em 21º geral com 68pts e Geison Mendes e Gustavo Thiessen, em 45º, com 81pts e um terceirinho esperto ontem na flotilha prata.

470 feminino (62 barcos, 6 regatas): Fernanda Oliveira e Ana Barbachan em 3º geral com 18 pontos e um 2º e um 5º hoje e Renata Decnop e Isabel Swan em 21º, com 66pts.

49er (74 barcos, 7 regatas): Dante Biachi e Thomas Lowbeer em 3º geral com 35 pontos e Marco Grael e Gabriel Borges, também no Top10,, em 8º com 55pts. Detalhe é a impressionante liderança das lendas kiwis Peter Burling e Blair Tuke que descartam como pior resultado um 3º lugar e contam com nada menos que quatro vitórias e dois segundos lugares. Caramba!

49er FX (47 barcos, 7 regatas): Martine Grael e Kahena Kunze em 14º com 53 pontos. Detalhe interessante é que mesmo quando elas não estão nas cabeças, o que é raro, as neozelandesas Alex Maloney e Molly Meech sempre estão no encalço ali do lado. Em Palma as kiwis têm 52 pontos e estão em 13º. Isso que é andar junto!

Nacra (56 barcos, 7 regatas): Samuel Albrecht e Geórgia Rodrigues, 36º, 70pts e um 4º ontem na flotilha prata e João Bulhões e Gabriela Nicolino, em 39º, com 81pts.

Para ver o vídeo do 3º dia em Palma clique em: http://bit.ly/1bQKxMU E hoje tem mais!! Fique ligado!

VOR – Já no atlântico Atlântico, a flotilha da Volvo Ocean Race se desloca célere para águas catarinenses. Óbvio que não sem a dose de drama e aventura que torna esta regata tão atrativa aos olhos de todo o mundo. E fora os dias sempre intensos no sul do Pacífico (que perto do 55°S bem poderia se chamar Belicoso), com ventos de até 50 nós e ondas de quase 8 metros, a carga trágica ancestral dos antigos marinheiros que viam suas naves ceifadas pelo mau humor dos deuses patagônicos sobrou para o sino-gaulês Dongfeng.

Os comandados de Charles Caudrelier vinham a aproximadamente 250 milhas do Horn, em ventos de 30 nós, quando às 0315UTC de segunda-feira viram a parte alta da jaqueira desabar. Com o tope do mastro caiu o FRO (Fractional Code Zero, a maior vela a bordo), quebraram as 2ª e 3ª cruzetas de boreste e como diria o Seu Manoel da padaria, o sonho acabou. Mas tem pãozinho…

Pela manhã, com a luz de Deus, deu para ver o tamanho da caca e Kevin Escofier subiu no que sobrou do pau para cortar fora as adriças e livrar a vela que vinha sendo rebocada pelo barco (veja no vídeo abaixo). Os caras só podiam velejar com amuras a bombordo e lentamente com o que sobrou do mastro e a buja três (J3), mais o possante roncando no porão, se dirigiram para o canal de Beagle, rumo a Ushuaia, para tristeza dos dois velejadores chineses que sonhavam montar o Horn em alto estilo.

Já em Ushuaia, Caudrelier decidiu abandonar a 5ª perna, usar o tanque de lastro de proa como tanque de diesel e mandar o barco, com a tripula de terra a bordo, motorsailing pro Brasil. Detalhe é que os dois chineses, por conta da burocracia da armada argentina (que em Ushuaia é um porre, posso testemunhar), não puderam desembarcar e vão fazer o cruzeiro rumo a Itajaí. Faz parte!

Enquanto isso, na sala de justiça… Os líderes cruzavam o Everest dos mares com beleza, velocidade e… Uma proximidade impressionante depois de mais de 4.700 milhas navegadas desde a Nova Zelândia. Você pode testemunhar na foto acima que o Mapfre e o Brunel estavam no mesmo quadro e passaram o cabo com apenas 0,1 milha náutica de separação (180m), a 18 milhas do líder de então, o Alvimedica, que por sua vez montou o Horn a menos de 4 milhas do vice, Abu Dhabi. Fazendo uma simples regra de três (no caso do Mapfre, assumindo que um GP tem 350km) é como se num a prova de F1 os carros cruzassem a linha a apenas 0,07mm um do outro. Não sei nem se o cronômetro pega isso! Caraca!!! Viva o one design!

No momento, a pouco mais de 800 milhas da santa e bela, o Alvimedica lidera, com o Abu Dhabi 1,7 milha atrás, o Mapfre outras 10,4 milhas na esteira dos árabes e o Brunel apenas 7 milhas no encalço do espanhol. O Dongfeng abandonou a etapa, o Vestas está no estaleiro e as meninas do SCA, que estão sem o Code Zero depois de um jaibe chinês e sofreram com panes eletrônicas também, vêm mais de 700 milhas atrás da galera, mas já passaram o cabo do medo. E é o time mais bonito, sem dúvida!! Viva elas!

Para sabe tudo da regata não deixe de clicar em http://bit.ly/VOR_14_15

Copa América – Conforme você leu aqui na semana passada, os próceres da Copa América, a competição esportiva mais longeva de nossa humanidade, que desde 1851 alimenta sonhos, paixões e desejos intensos, resolveram aliviar o bolsilho dos bilionas que se divertem nos barquinhos que voam e dos nem tão bilionários assim que dependem de patrocínios polpudos para fazer parte da brincadeira também.

Pois bem, agora é oficial. Os catamarãs AC62 já morreram antes de nascer. Com a anuência de todos os times, os donos da bola, OracleUSA, o desafiante principal Luna Rossa/Prada e os outros quatro desafiantes (Artemis, New Zealand, France e Ben Ainslie Racing) anunciaram que concordam em correr, em 2017, nas Bermudas, em um catamarã com fólios e vela rígida entre 45 e 50 pés. Nesta semana deve sair o novo protocolo e regras da classe.

O objetivo é reduzir os custos e atrair novos times para a competição. Embora a coisa toda continue a ser uma disputa na água e nas pranchetas (e computadores) dos designers, até mesmo algumas peças comuns a todos os barcos serão desenvolvidas conjuntamente. Tomara que dê certo e que possamos ver novamente vários e vários desafiantes se aventurando na regata que está no coração do nosso esporte. Sustentabilidade financeira é o novo lema dos caras! Que assim seja!!

Swift – Mestre Pereira Jr., também conhecido como Aryzão, está nas assessóricas lides ilhabelenses neste começo de outono e nos informou direto do front.

“O melhor da etapa de abertura da Copa Swift Sport ficou reservado para o último dos quatro dias dos dois finais de semana de disputas em Ilhabela. O domingo (29) amanheceu chuvoso e o vento não dava nem sinal de vida. A Comissão de Regatas (CR) optou por hastear a bandeira Recon no Yacht Club de Ilhabela (YCI) e saiu em um bote à procura do vento no Canal de São Sebastião. Depois de uma hora e meia veio orientação para que as 32 tripulações embarcassem rumo ao norte de Ilhabela. Valeu esperar.

O vento sueste entrou com média de 15 nós e rajadas que ultrapassaram os 20 nós. A classe HPE correr mais duas regatas, enquanto C30 e RGS disputaram a prova final da etapa. “Depois das mais variadas condições nos dois últimos finais de semana, fechamos a etapa com chave de ouro. É um convite antecipado para que as tripulações retornem na segunda etapa da Copa Swift Sport (23 e 24, 30 e 31/5), o tradicional ‘Warm Up’ para a Ilhabela Sailing Week, em julho”, comemorou o presidente da CR, Cuca Sodré.

Sob condições ideias, os tripulantes puderam levar à prática seus talentos. Na C30, vitória do Barracuda, que assumiu a vice-liderança da classe. O líder e campeão da etapa, Porsche, chegou em segundo lugar. Na HPE, o Ginga venceu as quatro regatas do fim de semana e conquistou a etapa, mantendo a liderança. Suzuki Bond Girl e Aventura 55 ocupam segunda e terceira colocações no acumulado. Na RGS Geral, o líder Asbar II chegou na segunda colocação para garantir a liderança. O Fram venceu a regata, mas Inaê Transbrasa e Hélios II seguem o Asbar II. Na regata da RGS Cruiser deu BL3, o líder da classe, seguido por Jambock e Cocoon.

O HPE Ginga, com tripulação nativa de Ilhabela abriu a liderança mais folgada entre as classes da Copa Swift Sport. São 14 pontos de vantagem sobre o Suzuki Bond Girl. “No primeiro final de semana tivemos muitas dificuldades com o vento. Neste segundo, os ventos ajudaram e corremos muito bem. A classe levou nove barcos à raia e na próxima etapa, em maio, esperamos mais de 20, devido ao Campeonato Brasileiro”, estimou o comandante do Ginga, Breno Chvaicer, lembrando que o Brasileiro também será em Ilhabela, com sede no YCI (28 a 31/5).

Para todas as classes é considerado o descarte do pior resultado a partir da quinta regata. A organização e realização da Copa Swift Sport é do Yacht Club de Ilhabela, com patrocínio máster de Suziki Veículos, patrocínios de Ser Glass e F7 Blindagens e apoios de Revista Mariner, Rádio Antena 1, North Sail, Sail Station, Wind Charter e Prefeitura Municipal de Ilhabela”. Dei mole!!

Três primeiros em cada classe após a 1ª Etapa

RGS Geral
1.Asbar II (Sérgio Keplacz): 3+1+2+2 = 8 pontos perdidos
2.Inaê Transbrasa ( Bayard Umbuzeiro): 6+2+1+3 = 12 pp
3.Helios II (Marcos Lobo): 1+5+3+4 = 13 pp

RGS Cruiser
1.BL3 (Clauberto Andrade): 1+2+1+1 = 5 pp
2.Jambock (Marco Aleixo): 3+1+2+3 = 9 pp
3.Cocoon (Luiz Caggiano): 2+3+3+2 = 10 pp

C30
1.Porsche (Marcos de Oliveira Cesar): 1+3+(4)+1+2 = 11 pp
2.Barracuda (Humberto Diniz): (5)+4+1+2+1 = 13 pp
3.+Realizado (José Luiz Apud): 2+1+(5)+4+3 = 15 pp

HPE
1.Ginga (Breno Chvaicer): 2+1+(3)+1+1+1+1 = 7 pp
2.Suzuki Bond Girl (Rique Wanderley): 4+(10)+1+3+4+4+5 = 21 pp
3.Aventura 55 (José Vita): (6)+2+6+2+2+3+6 = 21 pp

 

No São Francisco ainda se veleja para viver e se vive para velejar, Samuca é testemunha.

No São Francisco ainda se veleja para viver e se vive para velejar, Samuca é testemunha.

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

** Com oito barcos na água rolou o SulBra de A-Cat na Guarapiranga. Com sede no YCSA, o velejador local e apenas medalha de ouro em Moscou1980 no Tornado, Alex Welter, dominou a coisa toda. Em seis regatas venceu cinco e descartou um segundo lugar. Quem foi rei… Parabéns, Herr Welter!

** O SulAm de Snipe, em Mar del Plata, já está rolando. Primeiro com as categorias misto e máster, lideradas pela dupla argentina Juan Pablo Marchesoni e Paula R. Ramos e, a partir de hoje, com o principal (Sênior, Júnior e Feminino). São muitos barcos argentinos, poucos brasileiros, dois cubanos, um peruano e outro equatoriano. Mas pelas fotos de mestre Capizzano, que é velejador local, já sabemos que a coisa toda está linda no mar do Prata! Vida longa às narcejas!

** A semana foi agitada no lixo de Guanabara, também conhecida como a baía-sede dos jogos olímpicos de 2016. Depois de anunciar que iria fazer um contrato emergencial de R$ 20 milhões com o IRN – Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael para que a ONG operasse o plano feito (sem custos) por Axel Grael para mitigar o problema do lixo flutuante, o conselho do instituto, por unanimidade, declinou do contrato.

** Segue… O ex-presidente do IRN (agora é Torben), vice-prefeito de Niterói pelo PV e ambientalista de renome internacional, Axel Grael, comentou: “Comecei a minha vida de militância ambientalista há 40 anos, lutando pela baía de Guanabara, e continuarei fazendo. O Projeto Grael tem sido um importante canal de contribuição para isso e é importante que continue a motivar os seus alunos a se engajarem nessa luta e que contribua sempre com as iniciativas de despoluição. Mas, isso deve ser feito dentro das vocações e das limitações institucionais da nossa organização A decisão do Conselho Diretor do Instituto Rumo Náutico é prudente e correta”. Sem dúvida!

** Limpeza no lixo… O secretário do Ambiente do RJ, André Côrrea, disse em nota que “entendo a posição do conselho do Instituto Rumo Náutico e a minha admiração pela família Grael aumentou ainda mais”. Bem, nestes tempos estranhos, recusar-se a receber recursos sem licitação e não se colocar a serviço de uma possível manobra política e de marketing só me faz aumentar também minha admiração pela Graelada toda. Sou suspeito, mas os caras são demais mesmo! Quem dera houvesse mais gente assim no Brasil!!

** E por falar em Projeto Grael, um dos mais ilustres filhos de lá, Samuel Gonçalves, o multicampeão proeiro de Lars Grael, deu um velejo diferente. Como parte da Caravana do Esporte, da Ana Moser/ESPN/Disney, o arariboiopolitano (também conhecido como niteroiense) foi a Porto da Folha, em Sergipe, às margens do rio São Francisco e, entre atividades sociais e musicais, deu um rolê nas canoas a vela locais. “Uma experiência inesquecível!”, segundo o próprio. Eu não duvido! E segue a caravana!

** Já emendando na vela tradicional. Já que até em canoa de tolda a moça esteve. A nossa documentarista número um da vela brasileira Isabella Souza Nicolas, diretora do “Senhores do Vento”, documentário da saga do Brasil 1 na VOR 2005/6 e do “Mar Me Quer”, que conta na telona a história de nossa vela, está lançando o livro homônimo que promete ser tão completo, bonito e bem feito quanto o filme. Não posso louvar muito porque sendo amigo próximo e colaborador corro o risco, sempre muito feio, do autoelogio. Mas que é do baralho, é!! Aguarde!!

** A Clipper Race e sua flotilha de 12 Clipper70, o vitorioso barco projetado por Tony Castro, que substituiu os velhos 68 pés da regata, vão participar da Round The Islansd Race, na Inglaterra. A tradicional RTI promete reunir mais de 1600 barcos na sua 84ª edição. Com patrocínio da JPMorgan a flotilha dos clipperes vai levar a bordo 144 empregados do banco para o rolê de 50 milhas em volta da ilha de Wight. Vai ser bom!

** Por falar em regata tradicional, a mais antiga das travessias solitárias atlânticas e precursora de uma pletora de desafios solo desde então, a OSTAR, que começou em 1960, é disputada a cada quatro anos e hoje se chama simplesmente The Transat, já tem porto de partido para a edição de 2016. Será Plymouth, no sul da Inglaterra, local de onde partiu também nada menos que a primeira Whitbread em 1973, a hoje Volvo Ocean Race. A chegada do outro lado do Atlântico, nos EUA, ainda vai ser definida. Esta regata é o bicho!! Eu ainda chego lá!

** Regatinha que é o bicho também sempre é qualquer uma na classe RC44. E a temporada 2015 começou com uma etapa pra lá de disputada, com direito a dia de ventão e imagens espetaculares, em Valetta, Malta. No fim, o russo Bronenosec Sailing Team venceu nas regatas de flotilha e o monegasco Charisma foi o melhor no match race. Aqui um vídeo com as incríveis imagens da contenda mediterrânea: http://bit.ly/RC44_Vid_Malta. A próxima etapa é em Porto Cervo. Chatooo…

** E já que estamos nas altas rodas… O time Alinghi anunciou que vai correr o circuito de GC32 este ano. O catamarã one design navega sobre fólios e, como sabemos, enquanto a Copa América for de Larry Ellison (Oracle) o time de Ernesto Bertarelli jamais correrá. Mas os suíços, depois de venceram a eXtreme Sailing Series no ano passado querem manter a mão boa nos cats e agora nos fólios para, quem sabe, até desafiar o eventual vencedor das Bermudas em 2017 e voltar à copa. Veremos!!

** Por fim, uma caribenha. Na já tradicional BVI Spring Regatta, nas Ilhas Virgens Britânicas, o Carkeek 47 Spooke levou a melhor na Round Tortola Race, a regatinha em volta da ilha de Tortola. Correndo no paraíso!!

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

** Ícone do esporte nacional, Lars Grael disputará, mais uma vez, em busca do hexa, o Campeonato Brasileiro de Star 2015. O evento, marcado para o feriado de Páscoa, promete ser um dos mais equilibrados da história. Além do medalhista olímpico, outros campeões da modalidade estarão na raia do Yacht Club Paulista, incluindo Bruno Prada e Reinaldo Conrad. “O Campeonato Brasileiro de Star é um dos mais tradicionais da vela brasileira”, disse Lars Grael, que terá como proeiro Samuel Gonçalves. Os dois têm o objetivo de subir ao pódio novamente, depois da prata do ano passado em Brasília. Apenas o irmão, Torben Grael – atual campeão com Gustavo Almeida – tem mais conquistas na classe. O bicampeão olímpico foi medalha de ouro no Brasileiro de Star por sete vezes, incluindo uma como proeiro. Começa amanhã!!

** A praia de Jurerê, em Florianópolis, será palco da 3ª edição do Mitsubishi Motors Soto 40 World Championship entre os dias 12 e 16 de abril. Durante as 10 regatas previstas, grandes nomes da vela, medalhistas olímpicos e campeões mundiais, como Torben Grael e o argentino Mariano Parada, participarão da competição totalmente one design. “O que torna a classe Soto 40 especial é que os barcos são completamente iguais. Nenhuma tripulação entra com vantagem de equipamento. Com isso, o trabalho das equipes é destacado”, explica Roberto Martins, do Carioca 25, que já conformou presença no mundial. Eu também!! Vamos?!

 

Olha ele lá de novo! Bochecha manda seu recado no Horn.

Olha ele lá de novo! Bochecha manda seu recado no Horn.

(\_~~ (\_ Vídeos (\_~~ ~ (\_

** Nosso representante na VOR, Don Bochecha de Las Santas y Puertos falou, em português, enquanto montava o famigerado cabo Horn. O cara é o cara!! Confira aqui: http://bit.ly/Buch_Horn

** Viva a Internet! Um maluco compilou cenas incríveis de vela extrema de todos os tipos e colocou neste vídeo. Duca!! Confira em: http://bit.ly/1DtLG7U

** O Dongfeng vinha alegre e contente surfando as ondinhas de 5m nas proximidades do Horn quando um crack (a onomatopeia e não a droga, entenda-se) assustou a todos. A jaqueira partiu! E aqui vemos o intrépido tripulante Kevin Escofier que subiu no pau (não confunda!) e ainda filmou a lerda toda de cima. Vale a espiada! http://bit.ly/1F2jBkl

** A galera do Bimba aqui em Búzios, que você sabe é o bairro mais chique de Cabo Frio, veleja muito de RS:X lá em Manguinhos. Até aí novidade alguma. Só que a rapaziada resolveu filmar o velejo direto do próprio mastro e ficou, para falar em buziano castiço, del extremo carajo. Veja em: http://on.fb.me/1xyGKNP

(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“Se foi um erro, amanhã vira aprendizado”. Da bela Clarice Lispector 

Fui!!! Errando…

Murillo Novaes

Isaf divulga sistema de classificação para a final da Copa do Mundo

 

Entre os dias 27 e 30 de novembro os 20 melhores velejadores de cada classe olímpica estarão reunidos nos Emirados Árabes para a disputa da final da Copa do Mundo da Isaf. A primeira seletiva para definir quem participa do evento será feita em Santander, durante o Mundial da entidade, e a segunda, será definida de acordo com o ranking divulgado em 22 de setembro. Para ler os requisitos completos, clique aqui.

 

Extra: Fernanda e Ana vencem em Palma. Brasil coloca quatro barcos no “dia da medalha”

Fernandina Oliveira e Ana Barbachan arrebemtaram

Fernandina Oliveira e Ana Barbachan arrebentaram hoje em Palma. Uhuu!!

Hoje foi dia de medalha em Palma de Maiorca e o Brasil foi muito bem. As gaúchas jangadeiras Fernandinha Oliveira e Ana Barbachan se sagraram campeãs da classe 470 feminina na 3ª etapa da Copa do Mundo de Vela em  em Palma de Maiorca, Espanha.  Com 5º e 1º nas duas medal races (é agora são duas, maiores explicações abaixo) venceram com folgas no penúltimo evento da Copa do Mundo de Vela da temporada 2012/2013 (o último em Hyères no fim do mês).

Além da dupla de ouro do Guaíba, Bruno Fontes, na Laser STD em  5º, Ricardo ‘Bimba’ Winicki, na RS:X masculina, também em  5º e Martine Grael e Kahena Kunze no 49erFX, em 6º, completaram o time tupiniquim presente no “dia da medalha”. Dia este, já fruto dos estudos para mudanças no formato de disputa do Rio 2016.

Novo formato – A primeira grande mudança (a meu ver, boa) é que os vencedores das regatas fazem zero ponto ao invés de um ponto, coisa que estimula as vitórias já que, na prática, vencer uma regata significa abrir 2 pontos dos adversários. Do 2º em diante fica tudo normal: 2,3,4,5,6pts… Outra é que a classificação final da série de regatas qualificatórias passa para a fase final contando como se fosse uma regata lá, ou seja, o primeiro da súmula leva zero ponto, o segundo 2, o terceiro 3 e assim por diante. A isso se somam os resultados normais das regatas da fase final. E finalmente vem o tal do “Medal Day” ou “Final Stage” como os gringos estão chamando.

O novo formato de disputa de todas as classes (menos os esquifes) prevê duas medal races (pontos dobrados, só os 10 primeiros, não descartável) no último dia de competição. E nas classes 49er, masculina, e 49erFX, feminina, rolam mais quatro regatas em que participam apenas os oito primeiros colocados, a pontuação é normal (0,2,3,4pts…) e não há possibilidade de descarte do pior resultado. O percurso é curto, próximo do público e da costa, e as regatas devem durar no máximo dez minutos cada. É o que a Isaf está chamando de “vela de estádio” ou “vela de arena” (“stadium sailing”, em inglês) conceito que a Extreme Sailing Series inventou e que a 34ªCopa América, em São Francisco, parece ter exacerbado. Veremos!! Parabéns as meninas do sul pela vitória e à toda a equipe brasileira de vela pela garra de sempre! Foi bom!!

Fui!!

Murillo Novaes

 

 

Windsurfe volta para os Jogos Olímpicos do Rio 2016

Neste domingo, durante a reunião anual da Isaf realizada em Dún Laoghaire, na Irlanda, ficou decidido que o Windsurfe estará no programa olímpico do Rio 2016. A classe tinha sido trocada pelo kitesurfe, porém, depois de muita conversa e muito lobby, a prancha voltou.

Estarão em águas cariocas em 2016 as seguintes classes:

RS:X masculino e feminino
Laser Radial
Laser Standard
Finn
49er
49er FX
470 masculino e feminino
Nacra 17 misto

Esta foi a primeira vez que a Isaf confirmou equipamentos para dois ciclos olímpicos.

Resumito: Fernanda e Ana na Medal do 470 com chances de bronze. A morte de um mestre.

Essa dupla vale ouro!! E vai disputar o bronze na sexta. Fique ligado!

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga, na base do zaz-traz, rápido como uma flecha, vamos informando o amigo olímpico sobre os acontecidos hoje em terras de Dona Elizabeth, a segunda. Antes, porém um convite e uma homenagem a um mestre, em todas as acepções da palavra.

O professor Fernando Amorim, uma das cabeças pensantes do Departamento de Engenharia Naval da Escola Politécnica da UFRJ, fundador e coordenador do Polo Náutico da UFRJ (que incubou diversas empresas, como a Holos, que fabrica o Dingue e o Finn, por exemplo), idealizador do UFRJ Mar, o programa multidisciplinar que integrou a universidade e a comunidade marítima, morreu aos 57 anos de enfarto. Uma perda irreparável! Na próxima sexta-feira, dia 10 de agosto, às 10h, acontecerá a Missa de sétimo dia no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ (CT), aos que acompanharam sua exemplar trajetória de amor pelo saber e pelo mar, fica o convite.

Mas voltando às raias da loucura, quer dizer… das olimpíadas, vamos a esta quarta-feira de meu deus. Por lá hoje foi dia de regatas interessantes. Para nós, foi claro, a velejada de garra e competência da dupla brasileira de 470 Feminino, Fernanda Oliveira e Ana Barbachan. Com o fim das dez regatas da fase classificatória, as gaúchas se garantiram na regata da medalha (sexta, às 9h) e mantiveram a quinta colocação. Na primeira de hoje, chegaram a estar em 11º na segunda boia e se recuperaram para finalizar em 5º vendo as rivais pelo bronze, as holandesas Lisa Westerhof e Lobke Berkhout, amargarem um 20º (último). Excelente para a súmula, já que elas descartavam um 18º que voltou a contar!

Na segunda do dia, porém, Fernandinha mostrou porque é uma medalhista olímpica e, após estar em 17º, pôs a faca nos dentes, subiu oito posições de uma vez, depois mais cinco no resto da prova, ultrapassou as holandesas, as francesas (também na briga pelo 3º degrau), chegou em 4º lugar e conseguiu diminuir bastante a diferença que no princípio do dia parecia intransponível. Agora, com o mesmo espírito, a dupla brasuca tem que chegar, na Medal, 5 posições à frente do barco holandês e três à frente das francesas. Impossível? Esta palavra não existe no dicionário de Fernanda e Ana. Pra frente, Brasilll!!

Nossa duplita soma agora 61 pontos perdidos. Na frente, porém, estão as francesas Camille Lecointre/Mathilde Geron, em quarto com 55, e as holandesas com 52. As neozelandesas Jo Aleh/Olivia Powrie e as britânicas Hannah Mills/Saskia Clark são as únicas com chance de conquistar a medalha de ouro. As duplas de Nova Zelândia e Grã-Bretanha chegam à regata final empatadas com 33 pontos cada e sem que ninguém possa ameaçá-las no mais alto do pódio (ouro ou prata). Ou seja, a Medal vai ser um match race particular entre as duas, quem chegar à frente sai douradinha do verão inglês. Vai pegar fogo!!

E por falar em fogo, no match feminino, que hoje definiu as semifinalistas (Austrália x Finlândia e Espanha x Rússia), as quartas de final entre Grã-Bretanha e Rússia, foi algo! Na melhor de cinco matchs, as russas saíram na frente, perderam os dois seguintes e venceram o quarto confronto em cima da linha, por centímetros. O quinto e derradeiro confronto foi digno dos anteriores e as inglesas e russas se revezaram na liderança algumas vezes. No final, deu Ekaterina Skudina e suas Elenas, a Siuzeva e a Oblova. Lindo!!

Hoje também foi dia da Medal Race do 49er e, no final o pódio ficou com Austrália, com Nathan Outteridge e Iain Jensen, no topo, Nova Zelândia no degrau prateado e Dinamarca com o bronze. Agora, só falta a regata da medalha do 470 Masculino, amanhã, a Medal Race de Fernandinha e Ana, na sexta, e as finais do Match, no sábado. Saudades já!

Fui!!

Murillo Novaes

Resuminho resumido: Fernandinha e Ana perto da Medal Race do 470. Bimba termina em 9º sua quarta olimpíada.

E o bimbástico buziano terminou seus quartos jogos seguidos com velocidade e competência. Com a promessa do Kite Surfe no lugar das pranchas em 2016 esta pode ser a última vez que vemos Bimba fazendo olimpicamente o que sabe. Vai deixar saudades!

Boa tarde, olimpizado e mensalizado amigo. No país da pizza que acaba em samba, vamos seguindo com nossa lupa sobre a parte noroeste do mapa da Europa neste “dôzimo” e esportivo ano do século 21. Sem mais delongas, usando como base o flaviano périco texto ZêDêLê da superassessoria da CBVM, partimos pra dentro das novidades londrino-vélicas de hoje.

As gaúchas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, estão próximas de conseguir uma vaga na regata da medalha do 470 Feminino. As moças, que ganharam a quarta regata da série no sábado passado, fecharam o dia de hoje na 5ª posição geral, depois de dois décimos lugares nas provas desta terça-feira. Como o amigo já sabe, Fernanda, na ocasião com Bel Swan na proa, foi a pioneira medalhista olímpica da Vela brasileira com o bronze chinês de 2008 e é, sem dúvida, uma das maiores velejadoras que Pindorama já produziu. Ave!

Mesmo que próxima da Medal Race, a dupla de 470 precisa de uma boa combinação de resultados para sair da Inglaterra com uma medalha no peito. As atuais terceiras colocadas, candidatas ao bronze weymouthiano, Lisa Westerhof e Lobke Berkhout, da Holanda, somam 28 pontos perdidos, 25 de diferença para as brasileiras. “Isso mostra que o campeonato é muito equilibrado. Uma explicação disso é o nível técnico da classe. As lideres estão se mantendo, mas as outras duplas têm chance”, falou Fernandinha Oliveira.

Com ventos de 10 a 12 nós, torcendo para a esquerda (230°-215°) e temperatura na casa dos 17 graus sob o céu nublado, as neozelandesas Jo Aleh e Olivia Powrie, que lideram tudo com 21 pontos, só não montaram na frente a duas primeiras boias da primeira regata hoje. Dali em diante só viram a concorrência pelo retrovisor e se mantém como favoritas. No encalço vêm inglesas e holandesas.

A terça-feira foi de despedida para o brasileiro Ricardo “‘Bimba”’ Winicki na RS:X Masculina. Nosso campeão mundial e tri-ouro pan-americano  chegou em quinto na Medal Race e terminou a sua quarta participação olímpica em nono lugar, com 113 pontos perdidos. O ouro foi para o holandês Dorian Van Rijsselberge, a prata foi para Nick Dempsey, da Grã-Bretanha, e o bronze para o polonês Przemyslaw Miarczynski. Bimba velejou entre os 15 primeiros na maioria das provas e nas regatas finais dos jogos conseguiu ficar entre os Top 5. Agora, com a RS:X ameaçada de ficar de fora do Rio 2016, Bimba deve dar uma cambada no destino.

Na RS:X Feminina, Patrícia Freitas, que não disputou a medal, foi a 13ª colocada e o ouro ficou com a super espanhola Marina Alabau, a primeira bolachinha dourada do país Ibérico nos Jogos. Detalhe curioso é que a única medalha hispânica foi na RS:X e a federação de Vela de lá votou contra a permanência da classe em 2016. Esses cartolas! Voltando ao pódio… Com o sorriso prateado saiu Tuuli Petaja, da Finlândia, e a polaca Zofia Noceti-Klepacka recebeu o bronze.

Agora, só temos brasileiros velejando na 470 Feminina. Nas demais classes em que havia naves brasucas a coisa ficou do seguinte tamanho: bronze para Robert Scheidt e Bruno Prada na classe Star, o 9º de Bimba hoje na RS:X Masculina. Na RS:X Feminina, Patrícia Freitas terminou em 13º geral. Bruno Fontes também ficou com a 13ª posição na Laser Standard e na Laser Radial, Adriana Kostiw fechou o campeonato em 25º. Na Finn, Jorge Zarif foi o 19º. E, por enquanto, Fernanda e Ana estão em 5º geral na 470F que terá as duas últimas da série classificatória amanhã e a Medal Race na sexta-feira, às 9 da manhã.

No quadro de medalhas da Vela, o local “Team GB”, lidera com um ouro e duas pratas. Holanda e Suécia vêm a seguir com ouro e prata e ouro e bronze, respectivamente. E nas classes desbrasucadas, amanhã rola a medal race do 49er; no match feminino a coisa continua intensa com as quartas de finais a pleno vapor e hoje terminou a série de 10 regatas do 470 Masculino. Para a regata da medalha dos machos do 470, na quinta, passaram pela ordem: Austrália e Grã-Bretanha que disputam entre si o ouro e a prata, e depois ARG, MEX, NZL, FRA, POR, CRO, POL e FIN.

É isso aí! Fui!!

Murillo Novaes

Resumito: Robert e Bruno, bronzeados no verão inglês. Scheidt nos píncaros do olimpismo. Ben Ainslie também.

E Robertão Alemão subiu pela quinta vez seguida em um pódio olímpico. Mais um deus no panteão. Brunão, o fiel companheiro, ganha sua segunda medalha no Star.

Olá querido amigo e mais que querida amiga. Nesta pós-medalhada segunda-feira, vamos transmitindo direto do Leme da nave Rio de Janeiro, com orgulho máximo. Ontem foi dia de Medal Race no Star e de confirmação de mais uma bolachinha olímpica para o pacotinho tupiniquim., a 5ª medalha de Robert Scheidt, a 2ª de Brunão Prada. Uhuu!!

Para este humilde escriba foi um dia de alegria profissional também. Com orgulho, nos tempos de Brasil 1, lá em 2006, eu, Kadu Baggio, Marco Aurélio Sá Ribeiro e Tino Marcos, fizemos na SporTV a primeira transmissão de uma regata ao vivo na televisão no Brasil. Ontem, na TV Record, tive a honra de fazer com Maurício Torres, a primeira transmissão ao vivo de uma regata a vela na TV aberta brasileira.  Bão demais!!

Mas vamos a quem realmente interessa. A classe Star, como o dileto leitor e o Edu de Cabo Frio estão carecas de saber, é aquela que reúne os astros de 5ª grandeza da vela de monotipos mundial. E a polêmica regata final, criada pela Isaf, a regata da medalha, ou Medal Race em inglês, foi digna dos titãs que confrontaram Zeus.

Com a aparente tranquilidade da crônica de um resultado anunciado, já que de antemão sabíamos quem estaria no pódio de Weymouth, a busca pela verdade extrema, a posição final nos ditos degraus foi coisa de cinema. E cito o cinema porque se um roteirista qualquer fizesse da regata do Star o fim de um filme épico, a derrocada dos ingleses e consequente triunfo sueco, nos metros finais, seria citada como inverossímil. Coisa de roteiro ruim de um autor maniqueísta.

Mas a vida é real e de viés, como diz Caetano. E na realidade da vida, os suecos fizeram o que deviam. Venceram com autoridade máxima o confronto final das dez melhores tripulações estelares de Londres 2012. E com a ajuda dos deuses, que afinal derrotaram mesmo os titãs, os filhos de Odin viram, barco a barco cruzando a linha, o ouro cair em suas mãos.

É que a única possibilidade de Fredie Loof e Max Salminen saírem de Weymouth com a douradinha no pescoço, era colocar 5 barcos entre eles e os, até então, líderes ingleses, Iain Percy e Bart Simpson. E, claro, pelo retrospecto das 10 regatas da séria classificatória isso parecia impossível.

Na barla-sota de 6 pernas, quando os ingleses montaram a segunda boia lá embaixo em 4º, mesmo com a liderança sueca, a fatura parecia liquidada em nome da rainha e de seus súditos. E ainda na última boia da regata, já em 6º lugar, os britânicas tinham o ouro nas mãos.

No entanto, a famosa empáfia dos moradores da ilha ao norte do canal da Mancha se fez presente e os caras, ao invés de cuidarem da própria regata, passaram a marcar a dupla brasileira Scheidt e Prada, então oitavos colocados – e seus eternos rivais nos topos das súmulas do mundo – , como se quisessem garantir o bronze brasileiro. Pois bem, daí… Em português claro: se fuderam.

Não só caíram para sétimo no meio do último popa, como ainda foram ultrapassados no final por Robert e Bruno e terminaram em oitavo, em rubor prateado diante de sua torcida. Bem feito!

Para nós, brasuco-apaixonados de plantão, ficou aquela frustraçãozinha pelo bronze. Para Robert e Bruno também. Mas eles não precisam provar nada a ninguém, velejaram muito e mesmo na manhã da disputa, já se mostravam satisfeitíssimos com a possivelmente vindoura prata. Não rolou! Caiu uma posição. Paciência… Agora, tenho certeza que ver o triunfo dos amigos suecos sobre os ingleses foi até um alento final.

Voltando o filme… A briga entre brasileiros e britânicos começou já na largada, com os dois muito próximos pelo meio da linha e seguindo pelo lado esquerdo da raia. Os suecos optaram pelo lado direito e assumiram a liderança da flotilha. O britânicos arremeteram primeiro e ainda se salvaram, cruzando em quinto na primeira boia. Os brasileiros montaram na oitava colocação.

Scheidt e Prada subiram para quinto no gate de popa, coladinhos nos súditos de Elizabeth, em quarto. Nas quatro pernas seguintes os brasileiros chegaram a cair para a nona colocação e foram subindo até o sétimo lugar final. O que aconteceu com Percy e Simpson você já leu lá em cima.

Mas a despeito do que tenha rolado neste capítulo de ontem, a novela de sucesso que é a vida esportiva de Robert Scheidt foi acrescida de atributos dignos apenas dos maiores de todos. Com a quinta medalha consecutiva no peito, Robertão iguala o feito de Torben em número de triunfos e até o supera em eficiência, já que Turbina, com seis participações olímpicas, passou em branco em Barcelona 1992 e Robert está 100% até agora.

“Estou muito honrado. São cinco medalhas em cinco Olimpíadas Algo muito difícil de se fazer quando se pensa em quanto tempo isto leva. Ainda não penso em parar e quero tentar mais uma medalha no Rio de Janeiro”, disse Scheidt.
Que venha a (e à) Guanabara!!

Outro que entrou com o pé direito no panteão olímpico e também igualou Torben (igualar a um deus, né?) foi o inglês Ben Ainslie. A história de seu triunfo na Inglaterra natal é digna de outro e-mail. Seu quarto ouro consecutivo, a quinta medalha também consecutiva em cinco jogos (prata na estreia, em 1996), unificou tudo e o colocou acima até da lenda-viva  Paul Elvström que Torben, com a humildade dos verdadeiramente grandes, sempre reputou como o maior de todos os olímpicos, de todos os tempos, por possuir quatro ouros consecutivos (1948, 1952, 1956 e 1960).

Só que Ben Ainslie ainda possui a quinta medalha, a prata e isso o torna maior ainda. E ele o fez em casa e pavimentou sua estrada dourada em incrível manobra na 10ª regata da série, quando, escancarado na frente, mas com o dinamarquês em segundo, atrasou sua velejada no último popa, colocou o holandês entre os dois barcos e foi para a Medal Race tendo que apenas chegar à frente de Høgh-Christensen que parecia imbatível no começo da competição. De outra feita, bastava ao holandês seguí-lo na medal. Coisa de match-racer com requintes de genialidade (e alguma crueldade).

O episódio de sua marcação “anti-desportiva” contra Scheidt em Sydney, o episódio do safanão na imprensa, em Perth, em dezembro passado, não devem nublar nossa visão. Este cara é  agora “o cara” da Vela e também do desporto olímpico da humanidade.

Bem, é isso. Hoje nas raias de Weymouth  não havia brasucas, mas o match race feminino, o 49er e o 470 masculino tiveram regatas. As Medal Races dos laseres também foram corridas e a estrelinha Annalise Murphy, da Irlanda, acabou fora do pódio, em 4º lugar. Tadinha! Foi comovente ver o choro sincero de sua mãe, da torcida e até da comentarista da BBC, a bicampeã olímpica Shirley Robertson.

Com o 5º lugar na Medal Race hoje, a irladesinha acabou em 4º geral com 44 pontos depois do começo arrasador com 4 vitórias nas quatro primeiras provas. A chinesa  Lijia Xu, sobrou na Medal hoje e garantiu merecido ouro na Laser Radial depois do bronze na sua terra natal em 2008. A holandesa Marit Bouwmeester  velejou com muita garra também e garantiu o 2º hoje e a prata. A belga  Evi Van Acker chegou a estar em último, mas se recuperou para chegar em 3º e garantir o bronze sobre Murphy (IRL), que visivelmente tinha problemas nos popas.

Gintare Scheidt, a esposa da lenda, terminou a medal em 7º e a olimpíada em sexto geral. Como você sabe, Adriana Kostiw não foi para a regata final e finalizou sua participação em 25º de 41 barcos.

No Laser Standard, Simon Groteluschen , da Alemanha, venceu a Medal Race, mas o australiano Tom Slingsby que levou o ouro. Pavlos Kontides, de Chipre ficou com a prata e Rasmus Myrgren, da Suécia, levou o bronze. Bruno Fontes, com o 13º inglês, não estava na regata final. Amanhã, voltam as provas de 470 Feminino onde as superbrasucas, Fernandinha e Ana, estão em quinto geral. Fique ligado!!

Fui!!

 

 

Resumito-ito: Scheidt e Prada garantem medalha na Star e decidem o ouro no domingo.

E Robertão 100% garantiu mais uma medalha brasileira nesta sexta. No domingo, ele e Bruno vão pra cima dos gringos descobrir a cor do embrulho do presente. Aguardem!

Dupla brasileira já têm, no mínimo, o bronze e Scheidt conquistou quinta medalha olímpica, tornando-se o maior vencedor do Brasil e da vela mundial ao lado de Torben Grael. Fernanda e Ana começam bem na 470

Queridíssimo amigo e mais que querida, linda, simpática, deliciosa amiga, transmitindo aqui do Rio, de janeiro e de todos os meses, direto da campanha para prefeita de minha querida Aspásia, vamos rapidinho informando o que rolou na londrina dois mil e dôzima Weymouth. E hoje foi dia quente no verão frio da terra da rainha. Como base, uso o sempre competente texto dórico da ZDL Assessoria, que o bicho tá pegando forte aqui no 43. Avisa que eu já vooou…. Tô escrevendoo!

Bem, comecemos pelas estrelas. A dupla Robert Scheidt e Bruno Prada garantiu nesta sexta-feira a medalha na classe Star antes mesmo da Medal Race (domingo, 9h da manhã). Os tricampeões mundiais, estão em segundo na classificação geral, com 26 pontos, e não podem mais ser alcançados pelos noruegueses Eivind Melleby e Petter Pedersen, em quarto com 53 pontos. Uhu!!

Iain Percy e Bart Simpson (GBR) com 18 pontos e Fredie Loof e Max Salminen da Suécia, com 30, também estão garantidas no pódio e resta saber qual será a cor da medalha de cada uma das três duplas. Situação, no mínimo, curiosa já que já conhecemos os seis personagens da foto do pódio, só não sabemos quem estará em qual degrau. Maneiro! Brunão Prada, o melhor proeiro de Star da atualidade, já mandou a letra: “Ficamos muito contentes com o resultado, mas não vamos nos acomodar. A raia onde será disputada a Medal Race é bem complicada, com vento bem rondado e tudo pode acontecer. Vamos entrar para ganhar”. Que ganhem!! Força na peruca Bruneca!!

As regatas de hoje mostraram porque as três duplas estão acima das demais. Na primeira prova, os brasileiros praticamente dominaram em todas as boias e cruzaram em primeiro, seguidos pelos suecos Loof e Salminen. Percy e Simpson, os locais, ficaram em quarto. Na última regata, porém, os súditos de Elizabeth recuperaram-se e dominaram completamente a prova, com Robert e Bruno tendo de fazer uma super regata de recuperação em que montaram a primeira boia em sétimo e terminaram em terceiro. Ufa!

A matemática para o ouro está difícil, mas não impossível. Com oito pontos atrás, Robert e Bruno precisam chegar quatro posições à frente dos ingleses na Medal Race, que só tem 10 barcos. “Os ingleses estão velejando bem de popa, por isso conseguem recuperar bem o final de prova. Nós estamos bem também, mas eles estão um pouco mais rápidos em todas as condições, o que, às vezes, fica muito difícil de segurar e acabamos esperando um erro deles, que ainda não aconteceu”, comentou Bruno.

Além de atacar os ingleses, os brasileiros devem se defender dos suecos, que estão quatro pontos atrás, em terceiro lugar. “O campeonato foi bastante equilibrado e o resultado é prova que eles velejaram bem e chegaram à disputa da medalha”, finaliza o proeirão que como timoneiro já faturou medalhinha Pan-Americana de Finn.

Com a bolacha de Londres garantida, Scheidt já se torna o maior medalhista olímpico do Brasil e da vela mundial em número de medalhas, cinco, junto a outros grandes nomes da história da Vela olímpica. Robert já tem quatro medalhas (duas de ouro e duas de prata) e tem garantida sua quinta, resta saber de qual cor. Torben Grael tem cinco medalhas olímpicas, sendo dois ouros, dois bronzes e uma prata. Ê brasilsão!!

Já o inglês Ben Ainslie, que hoje arrebentou no Finn, tem três ouros e uma prata, e já garantiu também sua quinta medalha. Apenas não sabemos a cor ainda. Ele está em segundo lugar, dois pontos atrás do dinamarquês Jonas Høgh-Christensen e se ganhar o ouro será o supremo deus do Olimpo vélico, já que o dinamarquês Paul Elvström, dono de quatro ouros (1948, 1952, 1956 e 1960) é, no ranking olímpico (onde ouro vale mais, depois prata, depois bronze) o maior de todos os tempos. Veremos!!

Nossa gaúcha bronzeada nas praias de Qingdao em 2008, vai tentar repetir o feito na Mancha. Fernandinha e Ana começaram bem hoje em Weymouth. Força e graça nas raias inglesas!

Esta sexta-feira foi dia de estreia da 470 feminina. As brasileiras Fernanda Oliveira e Ana Barbachan começaram bem e estão entre as melhores após duas regatas. Na primeira, as gaúchas chegaram em 11º e depois conseguiram uma boa recuperação na segunda do dia, fechando em quinto. Na súmula, a dupla tem 16 pontos perdidos e está em sexto lugar. As britânicas Hannah Mills e Saskia Clark, favoritas, claro, estão em primeiro com sete pontos perdidos. Esse “tim gi bi” é duca!

“Por terem vencido o campeonato Mundial em maio e por estarem competindo em casa, a dupla britânica deve velejar com bastante pressão, mas tem feito resultados consistentes, conhece muito bem as raias, portanto é forte candidata a uma medalha”, explicou Fernandinha, que tenta seu segundo pódio olímpico, já que levou o bronze de Pequim para Porto Alegre em 2008.

Quem voltou a planar nas ondinhas da Mancha, foram os laseres. O Laser Standard e o Laser Radial tiveram mais duas regatas hoje, a 7ª e a 8ª da série classificatória. No masculino, Bruno Fontes agora tem poucas chances de entrar na Medal Race com apenas duas provas para o final. O catarina de boa cepa está em 14º com 25 pontos atrás do 10º colocado, o argentino Julio Alsogaray. O melhor desempenho até o momento é de Tom Slingsby, da Austrália. Seguido do cipriota Pavlos Kintides e de Tonci Stipanovic, da Croácia.

Já Adriana Kostiw está em 24º na Laser Radial após oito provas e um descarte. Na primeira do dia, a paulista acabou tomando bandeira preta logo na largada e foi desclassificada. Na segunda prova ela terminou em 26º. A brasileira soma 152 pontos perdidos e a liderança da categoria em Weymouth é da belga Evi Van Acker por um pontinho (23 pontos). Ela ultrapassou a sensação do começo dos jogos, Annalise Murphy, da Irlanda, que com um 2º e um 10º hoje, soma 24 pontos. A holandesa Marit Bouwmeester está em terceiro com 26 pontos. A lituana Gintare Scheidt, a patroa do homi, está em 7º geral com 55 pontos.

Para o brasileiro Jorge Zarif a Olimpíada 2012 chegou ao fim (podre essa…) É que nesta sexta-feira, o jovem finnista de 19 anos terminou sua participação weymouthiana em em 20º lugar, com 161 pontos perdidos. Em primeiro ainda está o dinamarquês Jonas Høgh-Christensen, seguido de muito perto pelo inglês Ben Ainslie, que fez manobra ousada hoje, já pensando na medal race de domingo (e não sábado, como escrevi erroneamente ontem).

Na segunda regata de hoje, Ben que vinha escancarado na frente percebeu que se diminuísse o passo poderia embolar com os de trás e atrapalhar o dinamarquês, então em segundo, e tentar colocar o holandês entre eles. Dito e feito. Agora, com apenas dois pontos de diferença entre os dois, para garantir o 4º ouro, basta para Ainslie chegar na frente de Høgh-Christensen (desde que não seja último ou penúltimo na medal race e que Postma, da Holanda não vença). Casca grossa!!

Amanhã, sábado, rolam mais duas regatas para Laser, RS:X e 470, machos e fêmeas. E no domingão duas medals de arrepiar: Star as 9h e Finn as 10h. Quem viver verá!!

Manhêee, acabei!!!!

Fui!!!

Murillo Novaes

Resumito: Inglaterra vence batalha de Weymouth hoje, mas a guerra ainda não acabou. Outro papo: Joyon estraçalha recorde mais uma vez.

Com a faca nos dentes hoje, Robert e Bruno se safaram de um dia que poderia ter sido desastroso. Amanhã tem mais!! Pra cima deles alemão!!

Boa tarde, londrino companheiro de olímpiadas sem fim. Eis-me aqui em mais uma missiva resumística, direto da maravilhosa cidade que abrigará 2016, compartilhando as informações de nosso esporte tão maltratado pela mídia geral.

Antes, porém, não resisto e já dou uma da vela de oceano. O incrível Francis Joyon, o francês, que detém o recorde solitário da da volta ao mundo (57 dias) e têm o terceiro melhor tempo absoluto da história(!!), bateu mais um. Ele singrou, solito, 668 milhas (1.237km) no seu trimarã IDEC à uma média de 27,83 nós. Caaaracaaa!!

Bem, voltando à terra do cimento Portland (é sério!) e sua linda vizinha Weymouth. Hoje foi dia super hiper mega power nas águas do canal da Mancha. As duas classes mais técnicas e prestigiadas (a Isaf parece que não sabe disso…) da Vela de monotipos, Star e Finn, tiveram batalhas incríveis nesta quinta-feira de meu Deus.

Nas estrelas, como você e o Edu, de Cabo Frio, estão carecas de saber, a guerra naval envolve uma nave verde e amarela. No Finn, a coisa é com a Dinamarca. Os contendores – imperialistas! – são sempre os britânicos. Humpf!

No Star, a coisa foi simplesmente adrenalizante. Robert Scheidt e Bruno Prada, fizeram duas regatas de recuperação para se manter na posição de prata, mas sofreram sérios ataques nos dois flancos. À frente, Ian Percy e Andrew Simpson (GBR) em dia de primeiro e segundo. Atrás, com um primeiro e um quarto, os almirantes suecos Fredie Loof e Max Salminem, empataram o jogo.

Na primeira boia do dia, a dupla brasuca montou em 15º (penúltimo) e com a garra e competência que só os grandes do esporte têm, galgaram posições até chegar em terceiro na primeira prova, atrás apenas de ingleses e polacos. Na segunda do dia, quase o mesmo: primeira boia em 10º, luta feroz, muita disposição e chegada em quinto.

Agora, a parceria tricampeã mundial, sino-prateada em 2008 e líder do ranking do Star, tem 22 pontinhos, o mesmo que os suecos que perdem no desempate e ocupam o terceiro posto. Para gáudio dos espectadores locais e dos narradores da BBC (ô irritação!!) o British Team tem 13 pontos e ganha precioso espaço nesta reta final rumo ao ouro.

No entanto, na flotilha de mais alto nível de todas, a coisa sempre pode mudar e amanhã teremos mais duas provas para fechar a fase classificatória e partir para a Medal Race no domingo, onde os pontos são dobrados e só os dez primeiros correm. Vamos torcer, meu povo!!

Hoje, é descanso para os laseres, mas não posso deixar de comentar aqui (já que ontem não rolou cartinha) a queda de rendimento, da estrela em ascensão Annalise Murphy, da Irlanda. Depois de vencer as quatro primeiras, a moça conseguiu se enterrar nas duas regatas de ontem (em termos, claro).

Explicações místico-pessimistas diriam que foi a energia negativa do olho grande geral depois que ela fez todas as manchetes do mundo. Os místicos-positivos devem achar que foi a energia do planeta balanceando as coisas depois de tantos triunfos seguidos.

Os freudianos, sabendo que o mastro é um evidente símbolo fálico, podem dizer que foi a inveja do pênis, já que papai treinou (e papou) mamãe olímpica no passado. Os escribas, como eu, não sabem nada… Mas registram o fato de que com um 8º e um 19º ontem, a concorrência belga agradece e comemora estar agora a apenas dois pontos da liderança na Laser Radial, que ainda é de Murphy. A velejadora, não a lei. Que fique claro!

Voltemos ao presente.  Na classe Finn o irado (eu estava em Perth) ídolo inglês Ben Ainslie – outro, além de Robert Scheidt, que deve alcançar Torben Grael em número de medalhas olímpicas, cinco –, está em disputa feroz com o dinamarquês Jonas Høgh-Christensen.

O britânico Carlos Benedito Ainslie, venceu a primeira regata de hoje e viu o rival chegar em oitavo. Na segunda, Ainslie foi terceiro e Høgh-Christensen quarto. Sendo assim, no topo da súmula consta ainda o danês com 18 pontos, mas o inglês com 21 vem babando. O croata tem 34 pontos em terceiro. Fervendo!

Nosso bebeólico zarifinho, o atleta mais novo de Pindorama na excursão londrina, mandou sua melhor regata hoje, 14º na primeira do dia. Quem se ligou na RMC, a Rede Manza de Comunicações, no www.murillonovaes.com, feici, tuiti, etc. viu que na segunda prova Jorginho fez um 21º e agora ocupa a 19ª posição com 121 pontos. Assim como o Star, o Finn termina a série de 10 regatas amanhã, só que a Medal Race deles é no sábado. Vai ser bonito!

Na RS:X feminina, Patrícia Freitas, a mulher que manda no seu Jorge, fez um 13º e um 17º hoje e já com o único descarte computado, está na 14ª posição com 67 pontos. A incrível Marina Alabau (ESP) lidera com 7 pontos perdidos, Zofia Noceti-klepacka  da Polônia tem 12 e a israelense  Lee-el Korsiz (não confundir com El-Al, embora as duas voem) tem 15 pontos.

Na RS:X masculina, Ricardo “Bimba” Winicki, teve um dia ruim hoje. Com um 14º e um 22º, Zibimba se afastou da zona da Medal Race e está agora em 14º geral, depois de 6 regatas, com 66 pontos, já descontado o descarte. O holandês Van Rijsselberge lidera com 6 pontos. Germânia, 17 pontos; Polônia, 19 pontos, e Inglaterra, 19 pontos, estão por ali, emboladas no caminho que leva aos degraus do pódio. Amanhã rola folguinha pros prancheiros, machos e fêmeas!

Na parte desbrasucada do torneio olímpico, hoje rolou a estreia do 470 masculino (Calma! Fernandinha e Ana estreiam amanhã, no 470F) e com duas regatas, claro, os inglese lideram, seguidos por Áustria e Finlândia. No 49er, já rolaram oito de 15 regatas e, por enquanto, a Union Jack está na três bandeiras do pódio. Pela ordem: Austrália, Grã-Bretanha e Nova Zelândia lideram. Os tugas Xico Rebello de Andrade e Bernardo Freitas continuam em quarto geral, ó pá! Go Tugs!! Ou em português castiço: vão rebocadores!!

No match race feminino, o trio da australopiteca cangurulândia, Price/Curtis/Whitty continua 100% com 10 vitórias em 10 matchs! Caraca! As russas estão com 8 vitórias em 9 matchs e as hispanas com 7 em 10. E amanhã é descanso para a mulherada pegar um frio na praia de veraneio do sul da Grande-Bretanha. E isso é tudo para o momento!

Fui!! Sem mais…

 Murillo Novaes

 

 

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