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Posts com Tag ‘Pan-Americano’

Pasaf volta atrás e Snipe estará no programa do Pan-Americano do Canadá

A Pasaf, Federaçaõ Pan-Americana de Vela, voltou atrás e manteve o Snipe no programa dos Jogos Pan-Americanos de 2015, no Canadá. As classes que disputarão o campeonato serão as mesmas que disputaram o Pan do México, em 2011. A organização informou ainda que está considerando a inclusão da classe olímpica 49er. Confira abaixo as classes que estarão no Pan de 2015:

RS:X masculino
RS:X feminino
Laser Standard masculino
Laser Radial feminino
Sunfish Open
Snipe Open
Lightning misto
J24 (para quarto pessoas) Open
Hobie 16 misto

 

Bruno Fontes comenta derrota no Pan-Americano

O guerreiro está ferido, mas não está morto

Depois de dias ainda tento digerir, 23 de outubro de 2011, o dia mais triste da minha carreira. Desde de o inicio da minha historia na vela, sempre tive sonhos de chegar a ser campeão brasileiro, campeão mundial e medalhista no PAN e Olimpíadas. Consegui realizar muitos desses sonhos, contando com o apoio incondicional da família, patrocinadores, amigos e treinadores.

Os caminhos que segui durante todo 2011 foram de muitas vitórias, trabalho e abdicações, tornando-se o ano mais vitorioso da minha vida em 25 anos na vela, com conquistas nacionais e internacionais, como a medalha de prata na Copa do Mundo de Vela e finalizar como 5º melhor velejador do mundo.

Mas nada disso me garantiu a medalha mais desejada do ano, algo que parecia viável por toda a preparação e resultados nas competições. Foi uma semana muita intensa, de pequenas frustrações, punições estranhas do mesmo juiz além e largadas e tácticas que não foram felizes. Assim as coisas não aconteceram ao natural e sempre tive que fazer algo diferente.

A Regata da Medalha, resumiu todo campeonato, com uma largada complicada vi a medalha sumir do meu peito logo no principio. Mas consegui uma recuperação incrível e assim visualizar a medalha novamente com a chegada a 50 m. Porém ao invés de simplesmente velejar, decidi prevalecer meu direito de passagem ao meu adversário, só que outra vez o mesmo juiz interpretou que eu não poderia ter sido tão agressivo e assim as medalhas de prata e bronze foram se perdendo para adversários que não costumam me vencer.

O misto de sentimentos, ao mesmo tempo, de dever cumprido e de frustração é minha companhia nestes últimos dias. Sei que tentei o meu melhor, mas a ausência da medalha, que era meu objetivo, me faz sentir algo muito triste, uma dor que jamais senti e fiz questão de vivê-la sem participar da festa dos meus amigos medalhistas. Assim sei o real sentimento da derrota e sei que irei trabalhar ainda mais para não acontecer isto novamente.

Agora é ter humildade para avaliar erros e trabalhar minhas fraquezas e fazer de mim alguém mais forte e preparado, e assim voltar aos trilhos das vitórias, desejando representar o Brasil em Londres e almejando a tão sonhada medalha olímpica.

Bruno

Vela do Brasil bate recorde de medalhas nos Jogos Pan-Americanos

Equipe brasileira tem a melhor participação na história do evento com cinco de ouro e projeta medalhas olímpicas em Londres

Equipe brasileira comemora o sucesso na competição

O desempenho da vela brasileira na raia de Puerto Vallarta no México foi quase perfeito. Com cinco de ouro (J24, RS:X masculino/feminino, Snipe e Sunfish), uma de prata (Hobie Cat 16)e uma de bronze (Lightning), o Brasil bateu recorde de medalhas na modalidade nos Jogos Pan-Americanos. Com dever cumprido, parte da equipe nacional projeta pódio nas duas próximas olimpíadas, principalmente a nova geração formada por Matheus Dellagnelo (Sunfish) e Patrícia Freitas (RS:X).

O jovem Matheus Dellagnelo, por exemplo, venceu o Pan na Sunfish, classe que não está na Olimpíada. O objetivo do catarinense é correr os Jogos do Rio-2016 na Laser.
“Sonho em disputar uma olimpíada, mas preciso me ajustar melhor à classe Laser. É preciso ganhar mais massa e treinar bastante para disputar de igual para igual com o Bruno Fontes, um dos melhores do mundo na categoria”, revelou Matheus Dellagnelo.

Já Patrícia Freitas, mesmo sem confirmar a vaga para Londres-2012, pretende disputar a regata da medalha da raia de Weymouth, no ano que vem, na sua segunda olimpíada. A brasileira também precisa aumentar a massa muscular para se adequar à prancha à vela.

“O trabalho será destinado ao evento da Inglaterra. No evento-teste da olimpíada me aproximei das melhores e preciso repetir o desempenho e ajustar alguns pontos para conquistar uma posição melhor”, disse Patrícia.

O mais experiente da equipe, Cláudio Biekarck da Lightning, disputou seu oitavo Pan e conquistou o bronze no México. Mesmo com 60 anos, o chefe da equipe olímpica não descarta participar dos Jogos de 2015.

“Tem muita água pra rolar até lá. Os velejadores brasileiros estão cada vez mais fortes e a renovação é evidente em algumas classes. Agora o objetivo é a olimpíada e os resultados mostram que temos chances”, disse Cláudio Biekarck.

Olimpíada – Poucas categorias dos Jogos Pan-Americanos entram no calendário olímpico. Apenas os velejadores de RS:X e Laser. Entretanto, o time nacional é um dos mais fortes do mundo e é garantia de medalhas em Londres-2012.
Em toda a história olímpica, o País conquistou 16 medalhas e tem Torben Grael como o maior vencedor (cinco medalhas).

“O time que disputou o Pan e a equipe brasileira olímpica são fortes e os velejadores, liderados por Robert Scheidt e Bruno Prada, ocupam posições de destaque no ranking mundial. Nosso próximo objetivo é classificar todas as classes para Londres”, disse Ricardo Baggio, superintendente da CBVM.

Veja as classes olímpicas e os líderes do ranking nacional:
Bruno Fontes (Laser Standard)
Adriana Kostiw (Laser Radial)
Ricardo Winicki(RS:X M)
Patrícia Freitas (RS:X F)
Robert Scheidt e Bruno Prada (Star)
Jorge Zarif (Finn)
Fernanda Oliveira e Ana Barbachan (470 F)
Fábio Pillar e Gustavo Thiesen (470 M)
André Fonseca e Marco Grael (49er)
Juliana Mota, Marina Jardim e Larissa Juk (Match Race).

Resultados dos brasileiros no Pan
Ouro:
Snipe – Alexandre Tinoco e Gabriel Borges
Sunfish – Matheus Dellagnelo
RS:X masculino – Ricardo Winicki
RS:X feminina – Patrícia Freitas
J24 – Maurício Santa Cruz, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann

Prata:
Hobie Cat 16 – Bernardo Arndt e Bruno Oliveira

Bronze:
Lightning – Cláudio Biekarck, Gunnar Ficker e Marcelo Batista

Da ZDL de Comunicação

Alexandre Tinoco agradece apoio pela conquista da medalha Pan-Americana

Amiguinho e Coveiro comemoram o ouro

A dupla campeã mundial Alexandre ‘Amiguinho’ Tinoco e Gabriel ‘Coveiro’ Borges sofreu, mas garantiu a medalha de ouro na classe Snipe na última regata do Pan. Depois do pódio, Amiguinho agradeceu as pessoas que fizeram parte desta conquista. Leia o relato abaixo:

Ourooo!!!
Brasil!!!
Muito obrigado a todos que fizeram parte dessa Medalha de Ouro e em toda a trajetória dessa conquista, que e de todos nos. Valeu por cada pensamento, torcida e incentivo! A todos da minha família, um abraço especial. Medalha em família por mais 4 anos..

Gabriel coveiro, amigo e grande proeiro de ouro! Valeu!!!
Lemao, um muito obrigado! Barco, mastro, tudo de ouro! Sem palavras..
Xandi, Olimpic e toda equipe Pro Nautic, obrigado, que velas!
Obrigado ao Eduardo Melchert que foi nosso técnico aqui no México.
Muito obrigado ao Clube de Regatas Guanabara, grande clube que fez e faz grande parte da minha historia no mar.
Obrigado ao ICRJ, clube onde aprendi a velejar, continuamos aprendendo.
Um muito obrigado a todos da equipe técnica no Pan, equipe da CBVM, COB e Ministério do Esporte.

Essa conquista, que e nossa, vai ficar pra sempre na memória, especialmente a superação no ultimo dia dos Jogos!

Parabéns a todos da equipe brasileira, que conquistou o melhor índice brasileiro da história dos jogos Pan-Americanos.

Que ano.. Mundial, Pan! Que venham os jogos Sul-Americanos de praia no Equador em dezembro, vamos batalhar por mais um ouro!

Que novas campanhas nos inspirem pra frente, que elas sejam douradas!

Dedico essa Medalha de Ouro ao meu grande amor Mirella! Juntos, superamos a distancia.

Obrigado a todos!

Alexandre Amiguinho

Vela do Brasil fecha participação no Pan com cinco medalhas de ouro

Com sete pódios, equipe nacional lidera o quadro geral de medalhas em Puerto Vallarta

Mais uma vez a equipe brasileira de vela dominou os Jogos Pan-Americanos. Na raia de Puerto Vallarta, os velejadores do País somaram cinco ouros (J24, Snipe, Sunfish e RS:X masculino e feminino), uma prata (Hobie Cat 16) e um bronze (Lightning). O desempenho quase perfeito garantiu o título geral ao grupo nacional.

Neste domingo (23), último dias de regatas, o quarteto de J/24, Ricardo Winicki na RS:X e a dupla de Snipe confirmaram o ouro. Na Hobie Cat 16, a medalha foi de prata e o trio da Lightning, liderado por Cláudio Biekarck, faturou o bronze. Apenas os atletas da Laser, Bruno Fontes e Adriana Kostiw, não subiram ao pódio na competição mexicana. No sábado, Matheus Dellagnelo (Sunfish) e Patrícia Freitas (RS:X) já haviam garantido o ouro.

“O desempenho foi sensacional. Nosso time entrou para disputar o título em todas as classes e conseguiu medalha na grande maioria. Isso faz parte do trabalho desenvolvido pela CBVM com uma equipe multidisciplinar aqui no México. Agora é focar nos Jogos de Londres e manter a modalidade como a maior medalhista do País”, disse Martha Rocha, chefe da equipe em Puerto Vallarta.

As douradas do dia – O ouro mais comemorado deste domingo, em Puerto Vallarta, foi da equipe de J/24. O barco batizado de Bruschetta comandado por Maurício Santa Cruz venceu a última regata do dia e levou o bi pan-americano. O time entrou com desvantagem no placar para os americanos, mas contou com uma combinação de resultados e foi campeão.

“Foi bastante complicado, mas deu certo no final. A última regata foi emocionante com penalidades para nós e para os adversários. O entrosamento da tripulação ajudou no bi”, revelou Maurício Santa Cruz, que competiu ao lado de Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann.

A surpresa foi a virada de Alexandre Tinoco e Gabriel Borges na Snipe. Com desvantagem no quadro, a dupla ultrapassou os americanos e terminou a última regata em terceiro lugar, uma posição à frente dos adversários. O resultado mantém a tradição brasileira na classe, que venceu em 2007, com Alexandre Paradeda e Pedro Tinoco e, em 2003, com Bruno Amorim e Dante Bianchi.

Na RS:X masculina, Ricardo Winicki, o Bimba, conquistou o tricampeonato do Pan e igualando Robert Scheidt em número de ouros. Na regata da medalha, o brasileiro somou sua sétima vitória em 11 provas. Bimba fez valer o favoritismo na raia de Puerto Vallarta.

A prata contra a injustiça –Na Hobie Cat 16, os brasileiros Bernardo Arndt e Bruno Oliveira chegaram em segundo na regata da medalha e conquistaram a prata. A dupla foi campeã em 2007, mas por um protesto dos porto-riquenhos acabou desclassificada da competição.

“Eu não faria com os porto-riquenhos o que eles fizeram com a gente no Rio de Janeiro. Foi uma decisão lamentável deles, mas bola pra frente. Confesso que esperávamos o ouro, mas a medalha é importante para ajudar o Brasil. Nossa dupla fez a parte dela até o fim”, contou Bernardo Ardnt, o Baby. O ouro ficou com Porto Rico e o bronze com a Guatemala.

A oitava medalha de um mito – Cláudio Biekarck é o atleta mais experiente da delegação. No México, o velejador disputou o oitavo Pan e conseguiu sua oitava medalha com Gunnar Ficker e Marcelo Batista da Silva na Lightning. Um dos nomes mais respeitados na vela, Klaus, como é conhecido, comemorou o bronze na categoria, mas disse que poderia ter sido melhor.

“Alguns erros bobos no começo atrapalharam nosso time. Na regata final, a missão era difícil. Mesmo assim, largamos bem e dominamos a prova. Entretanto, na última bóia de contra-vento, tivemos de pagar punição e perdemos”, ressaltou Cláudio Biekarck.

O velejador classificou o campeonato como difícil por causa dos ventos fracos e rondados. “Era importante alcançar mais uma medalha, mesmo com as condições de vento. Mas, se estava ruim para nós, para os outros também estava”, finalizou Klaus Biekarck, treinador de Robert Scheidt na classe Laser e chefe de equipe olímpica brasileira.

O catarinense Bruno Fontes disputou a regata da medalha, mas chegou em quinto e ficou fora do pódio. O velejador reclamou de algumas punições durante a fase de classificação que o afastaram da medalha. Os argentinos Cecelia Saroly e Julio Alsogaray venceram a categoria no feminino e masculino, respectivamente.

Apenas a paulista Adriana Kostiw, da Laser Radial, não disputou a medal race e terminou o evento mexicano em 11º lugar. O objetivo da velejadora é buscar uma vaga olímpica para Londres-2012.

Venceram outra vez – Campeões sem a necessidade de correr a regata da medalha, Patrícia Freitas (RS:X) e Matheus Dellagnelo (Sunfish) também venceram a medal race e confirmaram o favoritismo. A dupla chegou em primeiro em nove provas, o que possibilitou tamanha diferença para os adversários.

Os dois são promessas de medalha para o Brasil nos Jogos de 2016. Porém, a atleta Patrícia Freitas da prancha à vela está entre as 15 melhores do ranking da ISAF (Federação Internacional de Vela) e pode brigar por um pódio em Londres-2012.

Resultados final da vela no Pan após 11 regatas e um descarte:

J/24
1º – Brasil – 26 pp (2+3+1+1+2+6+1+6+1+3+3)
2º – Estados Unidos – 27 pp (1+1+2+4+1+3+2+5+2+2+5)
3º – Chile – 36 pp (4+4+4+2+3+2+4+4+4+1+1)

RS:X Feminino
1º – Patrícia Freitas (Brasil) – 12 pontos perdidos (2+1+1+1+2+1+1+1+1+1+1)
2º – Demita Viega (México) – 28 pp (1+5+2+3+1+3+8 OCS+2+3+4+2)
3º – Farrah Hall (EUA) – 36 pp (3+2+5+2+3+2+2+5+4+2+5)

RS:X Masculino
1º- Ricardo Winicki (Brasil) – 15 pp (3+1+1+1+2+3+1+1+2+1+1)
2º – Mariano Reutemann (Argentina) – 21 pp (1+2+2+3+1+2+2+3+1+3+2)
3º – David Teran (México) – 33 pp (2+3+6+2+4+1+4+2+3+2+3)

Sunfish
1º – Matheus Dellagnelo (Brasil) – 12 pp (2+1+1+4+1+1+1+1+1+1+1)
2º – Paul Foerster (EUA) – 33 pp (1+2+2+3+8+5+2+4+4+11+2)
3º – Julio Renna (Argentina) – 48 pp (5+3+12+1+3+6+10+6+6+5+4)

Snipe
1º – Alexandre Tinoco/Gabriel Borges (Brasil) – 33 pp (5+1+4+3+3+1+3.3+6+1+8+3)
2º – Gilberto Diaz/Carol Tocke (EUA) – 34 pp (2+4+1+2+7+6+2+1+5+4+4)
3º – Pablo Defazio/Manfredo Finck(Uruguai) – 37 pp (9+3+2+3+6+4+4+4+3+3+2)

Hobie Cat 16
1º – Enrique Figueroa/Victor Aponte (Porto Rico) – 26 pontos perdidos (1+3+4+1+8+2+2+1+3+1+4)
2º – Bernardo Arndt/Bruno Oliveira (Brasil) – 27 pp (2+2+5+6+2+1+1+3+1+8+2)
3º – Alexander Hess/Jose Hernandez (Guatemala) – 34 pp (5+4+2+5+1+5+3+9OCS+2+5+1)

Lightning
1º – Chile – 26 pp (4+2+4+1+6+1+2+1+3+3+3)
2º – Estados Unidos – 32 pp (1+3+1+6+4+2+4+2+2+3+5)
3º – Brasil -34 pp (3+1+7+2+2+3+5+3+6+1+4)

Laser
1º – Julio Alsogaray (Argentina) – 30 pp (3+1+3+3+1+6+2+2+3+7+3)
2º – Matias Del Solar (Chile) – 39 pp (9+9+5+1+2+1+10+6+1+3+1)
3º – Juan Maegli (Guatemala) – 42 pp (14+6+6+9+3+2+1+4+6+1+2)
5º – Bruno Fontes (Brasil) – 49 pp (2+2+10+4+5+7+14 RAF+1+4+4+5)

Laser Radial
1º – Cecilia Saroli (Argentina) – 25 pp (2+3+1+1+1+5+3+2+1+3+4)
2º – Tania Calles (México) – 31 pp (1+2+2+2+8+7+2+3+2+4+3)
3º – Marie Railey (Estados Unidos) – 35 pp (5+1+11+3+9+1+1+1+3+1+5)
11º – Adriana Kostiw (Brasil) – 83 pp (4+4+13+10+12+9+13+9+12+12)

Brasil garante duas medalhas de ouro na vela do Pan por antecipação

Patrícia Freitas (RS:X) e Matheus Dellagnelo (Sunfish) vencem regatas finais e não precisam da medal race para confirmar o título em Puerto Vallarta

Matheus Dellagnelo venceu por antecipação na classe Sunfish

O Brasil já tem duas medalhas de ouro garantidas na vela dos Jogos Pan-Americanos e está confirmado em outras seis disputas na raia de Puerto Vallarta, no México. Os títulos antecipados vieram neste sábado (22) com os integrantes mais novos da equipe: Patrícia Freitas (RS:X), de 21 anos, e Matheus Dellagnelo (Sunfish), de 23 anos.

Pelo regulamento do evento, os dois são campeões, mesmo sem os pontos da regata da medalha, a 11ª do evento, que tem peso dobrado. Ou seja, neste domingo (23), Patrícia Freitas e Matheus Dellagnelo podem chegar em último na prova que terá apenas os cinco melhores classificados.

Na prancha à vela, Patrícia Freitas teve um desempenho quase perfeito. Das 10 regatas, a velejadora, que nasceu em Washington (EUA), ganhou oito e ficou em segundo nas outras. O resultado foi alcançado mesmo com as condições de vento fraco em Puerto Vallarta.

“Eu estava bem preparada e focada no objetivo de ser campeã Pan-Americana. Meus resultados em 2011 são bons e provaram que estou pronta para alcançar a medal race na Olimpíada de Londres”, disse Patrícia Freitas, que lutará por uma vaga nos Jogos de 2012 no Mundial de Perth (Austrália), em dezembro.

Sobre a falta de ventos na raia mexicana, Patrícia Freitas reforçou a importância dos treinos preparatórios na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Mesmo assim a jovem do windsurf brincou dizendo que foi preciso assoprar a prancha a vela para superar as adversárias.

Na Sunfish, classe com pouca tradição no Brasil, o catarinense Matheus Dellagnelo sobrou na disputa e mostrou que é o melhor do mundo na categoria. O velejador venceu 80% das regatas do calendário e o desempenho irregular do americano Paul Foerster ajudou na conquista.

“Foi difícil no começo acertar a mão nas regatas com pouco vento. Rondou muito nivelando por baixo algumas provas. Realizei meu sonho e não vejo a hora de ouvir o hino nacional no pódio”, disse o catarinense, que também classificou o investimento da CBVM como importante para esse resultado. “Pude competir no exterior e treinar com barco em casa para os Jogos. Vou comemorar bastante essa conquista”, finalizou.

Mais medalha no domingo – Nas outras classes, o Brasil está entre os favoritos e pode subir ao pódio, exceto na Laser Radial, com Adriana Kostiw, que finalizou o Pan em 11º lugar. Na RS:X masculina, Ricardo Winicki, o Bimba, pode confirmar o tricampeonato do Pan neste domingo na medal race. Para sair com o ouro, basta o velejador fluminense chegar uma posição atrás de Mariano Reutemann, da Argentina.

Na Snipe, os campeões mundiais Alexandre Tinoco e Gabriel Borges vão fazer uma espécie de match race contra o casal americano Gilberto Diaz e Carol Tocke. Os brasileiros têm pequena desvantagem.

O catarinense Bruno Fontes, na classe Laser, não tem mais chance de ouro, mas poderá brigar pela prata na última regata. Em quinto lugar, o brasileiro foi o último a entrar na disputa por medalha. O primeiro lugar já é do argentino Julio Alsogaray.

A dupla de Hobie Cat 16 está com a prata garantida, mas para tirar o ouro dos porto-riquenhos Enrique Figueroa e Victor Aponte, a parceria precisará de muita sorte e chegar, pelo menos, três posições à frente. Bernardo Arndt e Bruno Oliveira venceram a classe no Rio-2007, mas a organização desclassificou os dois por irregularidades no barco.

Na Lightning, o trio liderado pelo atleta com maior número de participações no Pan está na briga por medalha. Em terceiro, o time de Cláudio Biekarck disputa um lugar no pódio com os favoritos do Chile e os americanos, que estão em segundo.

O time de J/24 do comandante Maurício Santa Cruz está em segundo na tabela. Três pontos separaram os atuais campeões pan-americanos dos americanos. O duelo será restrito aos dois países, que não podem ser superados pelos demais adversários.

Resultados da vela no Pan após 10 regatas e um descarte:

RS:X Feminino
1º – Patrícia Freitas (Brasil) – 10 pontos perdidos (2+1+1+1+2+1+1+1+1+1)
2º – Demita Viega (México) – 24 pp (1+5+2+3+1+3+8 OCS+2+3+4)
3º – Farrah Hall (EUA) – 25 pp (3+2+5+2+3+2+2+5+4+2)

Sunfish
1º – Matheus Dellagnelo (Brasil) – 10 pp (2+1+1+4+1+1+1+1+1+1)
2º – Paul Foerster (EUA) – 27 pp (1+2+2+3+8+5+2+4+4+11)
3º – Julio Renna (Argentina) – 38 pp (5+3+12+1+3+6+10+6+6+5)

Hobie Cat 16
1º – Enrique Figueroa/Victor Aponte (Porto Rico) – 18 pontos perdidos (1+3+4+1+8+2+2+1+3+1)
2º – Bernardo Arndt/Bruno Oliveira (Brasil) – 23 pp (2+2+5+6+2+1+1+3+1+8)
3º – Alexander Hess/Jose Hernandez (Guatemala) – 32 pp (5+4+2+5+1+5+3+9OCS+2+5)

RS:X Masculino

1º- Ricardo Winicki (Brasil) – 13 pp (3+1+1+1+2+3+1+1+2+1)
2º – Mariano Reutemann (Argentina) – 17 pp (1+2+2+3+1+2+2+3+1+3)
3º – David Teran (México) – 23 pp (2+3+6+2+4+1+4+2+3+2)

Snipe
1º – Gilberto Diaz/Carol Tocke (EUA) – 26 pp (2+4+1+2+7+6+2+1+5+4)
2º – Alexandre Tinoco/Gabriel Borges (Brasil) – 27.3 pontos perdidos (5+1+4+3+3+1+3.3+6+1+8)
3º – Pablo Defazio/Manfredo Finck(Uruguai) – 33 pp (9+3+2+3+6+4+4+4+3+3)

Laser Radial
1º – Cecilia Saroli (Argentina) – 17 pp (2+3+1+1+1+5+3+2+1+3)
2º – Marie Railey (Estados Unidos) – 25 pp (5+1+11+3+9+1+1+1+3+1)
11º – Adriana Kostiw (Brasil) – 83 pp (4+4+13+10+12+9+13+9+12+12)

Laser
1º – Julio Alsogaray (Argentina) – 24 pp (3+1+3+3+1+6+2+2+3+7)
2º – Matias Del Solar (Chile) – 37 pp (9+9+5+1+2+1+10+6+1+3)
5º – Bruno Fontes (Brasil) – 39 pp (2+2+10+4+5+7+14 RAF+1+4+4)

Lightning
1º – Chile – 20 pp (4+2+4+1+6+1+2+1+3+2)
2º – Estados Unidos – 22 pp (1+3+1+6+4+2+4+2+2+3)
3º – Brasil -26 pp (3+1+7+2+2+3+5+3+6+1)

J/24
1º – Estados Unidos – 17 pp (1+1+2+4+1+3+2+5+2+2)
2º – Brasil – 20 pp (2+3+1+1+2+6+1+6+1+3)
3º – Chile – 34 pp (4+4+4+2+3+2+4+4+4+1)

Da ZDL

Descarte começa a contar e brasileiros da vela continuam nas primeiras posições no Pan

Dupla da Snipe lidera classe nos Jogos Pan-Americanos, assim como velejadores de RS:X, Lightning e Sunfish

A vela nos Jogos Pan-Americanos chega ao momento de definição das posições para a medal race. Após seis regatas, o regulamento prevê o descarte do pior resultado em todas as classes. Na classificação geral, oito brasileiros seguem na zona de medalhas com esse critério. Nesta quarta-feira (19), as regatas foram disputadas com ventos fracos variando de seis a nove nós e temperatura na casa dos 35 graus em Puerto Vallarta. As provas serão retomadas na sexta-feira (21) após um dia de descanso.

Os bons resultados vieram na classe Snipe, uma das mais equilibradas na América. Os campeões mundiais Alexandre Tinoco e Gabriel Borges lideram a classificação com três pontos de vantagem para os americanos Gilberto Diaz e Carol Tocke. A diferença, segundo o tático brasileiro, não deve ser comemorada.

“Estamos na metade do campeonato. Tudo pode acontecer ainda no México. A região conta com os melhores times de Snipe e as regatas no Pan são muito técnicas. A nossa estratégia é manter a calma e continuar velejando bem”, contou Alexandre Tinoco.

Na Sunfish, Matheus Dellagnelo venceu as duas regatas do dia e, com o descarte, já soma sete pontos de vantagem sobre Paul Foerster, dos Estados Unidos. Na Hobie Cat 16, Bernardo Arndt e Bruno Oliveira estão em segundo e colados na dupla porto-riquenha com um ponto atrás em seis regatas.

O maior equilíbrio está na classe Lighting. As tripulações de Estados Unidos e Brasil dividem a primeira posição. O trio chileno, atual campeão mundial, está logo atrás com um ponto de desvantagem.

Na Laser, Bruno Fontes está na zona de medalha. O catarinense teve um dia irregular, mas o descarte deixou o atleta em terceiro. “Peguei uma punição na regata que brigava pela vitória e acabei em quinto. Na outra peguei sétimo. Amanhã vou aproveitar o descanso”, disse o catarinense. No feminino, Adriana Kostiw está longe do pódio ocupando a 10ª colocação.

O quarteto de J24 formado por Maurício Santa Cruz, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann perdeu a liderança para o time americano, mas a disputa continua indefinida pelo primeiro lugar.

“As equipes brasileiras sofrem com a falta de ventos, principalmente a tripulação de J/24 que anda bem com condições bem diferentes, além de ser muito técnica. A competição fica nivelada por baixo com isso”, revelou Ricardo Baggio, superintendente da CBVM.

Na RS:X, classe que mais precisa dos ventos, Ricardo Winicki, o Bimba, ainda lidera, mas empatado com Mariano Reutemann, da Argentina. No feminino, Patrícia Freitas está em primeiro lugar depois de vencer uma e terminar a outra em segundo lugar.

Resultados da vela no Pan após seis regatas e um descarte:
Snipe
1º – Alexandre Tinoco/Gabriel Borges (Brasil) – 12 pontos perdidos (5+1+4+3+3+1)
2º – Gilberto Diaz/Carol Tocke (EUA) – 15 pp (2+4+1+2+7+6)
3º – Pedro Robles/José López (Chile) – 19 pp (8+6+3+5+2+3)

Laser Radial
1º – Cecilia Saroli (Argentina) – 8 pp (2+3+1+1+1+5)
2º – Tania Calles (México) – 14 pp (1+2+2+2+8+7)
10º – Adriana Kostiw (Brasil) – 39 pp (4+4+13+10+12+9)

Laser
1º – Julio Alsogaray (Argentina) – 11 pp (3+1+3+3+1+6)
2º – Matias Del Solar (Chile) – 18 pp (9+9+5+1+2+1)
3º – Bruno Fontes (Brasil) – 20 pp (2+2+10+4+5+7)

Hobie Cat 16
1º – Enrique Figueroa/Victor Aponte (Porto Rico) – 11 pp (1+3+4+1+8+2)
2º – Bernardo Arndt/Bruno Oliveira (Brasil) – 12 pp (2+2+5+6+2+1)
3º – Jason Hass/Jose Hernandez (Guatemala) – 17 pp (5+4+2+5+1+5)

Sunfish
1º – Matheus Dellagnelo (Brasil) – 6 pp (2+1+1+4+1+1)
2º – Paul Foerster (EUA) – 13 pp (1+2+2+3+8+5)
3º – Julio Renna (Argentina) – 18 pp (5+3+12+1+3+6)

Lightning
1º – Estados Unidos – 11 pp (1+3+1+6+4+2)
2º – Brasil – 11 pp (3+1+7+2+2+3)
3º – Chile – 12 pp (4+2+4+1+6+1)

J/24
1º – Estados Unidos – 8 pp (1+1+2+4+1+3)
2º – Brasil – 9 pp (2+3+1+1+2+6)
3º – Chile – 15 pp (4+4+4+2+3+2)

RS:X Masculino
1º- Ricardo Winicki (Brasil) – 8 pp (3+1+1+1+2+3)
2º – Mariano Reutemann (Argentina) – 8 pp (1+2+2+3+1+2)
3º – David Teran (México) – 12 pp (2+3+6+2+4+1)

RS:X Feminino
1º – Patrícia Freitas (Brasil) – 6 pp (2+1+1+1+2+1)
2º – Demita Viega (México) – 10 pp (1+5+2+3+1+3)
3º – Farrah Hall (EUA) – 12 pp (3+2+5+2+3+2)

Em 2007, no Rio de Janeiro, o Brasil conquistou medalhas em todas as classes, exceto na Hobie Cat 16 por desclassificação. Foram três de ouro, duas de prata e duas de bronze.

Da ZDL de Comunicação

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