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Posts com Tag ‘Robert Scheidt’

Samuel Albrecht e Isabel Swan garantem a vaga olímpica na classe Nacra 17. Robert, em 3º no Laser, é o brassa melhor colocado na Copa Brasil de Vela.

Fred "sempre ele" Hoffmann estava na cara do gol na Nacra17. E foi gol gaúcho-niteroiense!

Fred “sempre ele” Hoffmann estava na cara do gol na Nacra17. E foi gol gaúcho-niteroiense.

Classificação veio na III Copa Brasil de Vela, na Baía de Guanabara. Na Laser, Robert Scheidt fica com a medalha de bronze

A Equipe Brasileira de Vela conheceu neste domingo (dia 20) os seus dois últimos integrantes para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Samuel Albrecht e Isabel Swan voltam a disputar o evento esportivo depois de se ausentarem em Londres-2012. A dupla compete na classe olímpica estreante, a Nacra 17, e garantiu a vaga na III Copa Brasil de Vela, na Baía de Guanabara. Com a classificação dos dois velejadores, o Brasil fechou sua equipe de 15 atletas para o evento esportivo do próximo ano.

Primeira mulher da vela brasileira, ao lado de Fernanda Oliveira, a conquistar uma medalha olímpica – o bronze na 470 feminina, em Pequim-2008 –, Isabel Swan realizará o sonho de competir em casa depois de ser uma das atletas a participar ativamente da campanha do Rio para ser a sede dos Jogos de 2016. Samuel, por sua vez, havia disputado a Olimpíada de Pequim, na 470 masculina, ao lado de Fábio Pillar.

“Em 2009 eu participei da eleição do Rio fazendo o discurso na apresentação para o Comitê Olímpico Internacional. Agora, poder representar o meu país, em casa, será a realização de um sonho. Fizemos um bom campeonato Sul-Americano e isso nos deu uma boa vantagem aqui na Copa Brasil. É a conquista de um projeto trabalhado há muitos anos e queremos representar bem o Brasil nos Jogos”, afirmou Isabel, visivelmente emocionada.

Com sede na Praia de São Francisco, em Niterói (RJ), a Copa Brasil proporcionou uma boa disputa entre Samuel e Isabel contra João Bulhões e Gabriela Nicolino. A classificação olímpica seria definida pela soma dos resultados no Sul-Americano e na competição organizada pela Confederação Brasileira de Vela (CBVela). Samuel e Isabel ficaram em sétimo na primeira e 12º na segunda. Fora da regata da medalha, tinham de torcer para que João e Gabriela chegassem de sétimo para cima, já que os adversários tinham ficado em 13º no Sul-Americano.

Na regata da medalha, disputa que reúne os dez melhores barcos e vale o dobro de pontos, João e Gabriela chegaram em quarto, somando 112 pontos perdidos e encerrando a competição na oitava posição no geral. Assim, Samuel e Isabel conquistaram a vaga olímpica. Os vencedores foram os franceses tricampeões mundiais Billy Besson e Marie Riou, com 72 pontos perdidos.

“A classe está muito equilibrada, a pontuação tem sido próxima entre os concorrentes. Quem fizer um bom trabalho até agosto de 2016 vai poder subir alguns degraus e colher um bom resultado nos Jogos Olímpicos. Agora é focar na estratégia”, disse Isabel.

Agora, a Equipe Brasileira para a Rio 2016 está completa. No sábado (dia 19), Henrique Haddad e Bruno Bethlem tinham garantido a vaga na 470 masculina. Além deles vão disputar os Jogos Robert Scheidt, na Laser; Fernanda Decnop, na Laser Radial; Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX; Marco Grael e Gabriel Borges, na 49er; Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, na 470 feminina; Jorge Zarif, na Finn; Patricia Freitas, na RS:X feminina e Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X masculina.

RESULTADOS REGATAS DA MEDALHA

Na classe Laser, Robert Scheidt conquistou a medalha de bronze. Ele terminou a competição com 79 pontos perdidos. O campeão foi o croata Tonci Stipanovic, com 67. “Minha estratégia foi defender o terceiro lugar por conta da pontuação. No fim faltou pouco para a prata. Cumpri meu objetivo que era sair daqui com uma medalha. Tinha batido na trave nos dois últimos campeonatos. Sair daqui com uma medalha foi bem positivo”, disse Scheidt.

Em três classes, o Brasil ficou em quinto lugar. Na 49erFX, Martine e Kahena somaram 78 pontos perdidos. As campeãs foram as holandesas Annemiek Bekkering e Annette Duelz, com 52. Na 470 feminina, Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan terminaram com 61 pontos perdidos. O título ficou com as britânicas Hanna Mills e Saskia Clark, com 28. Na Finn, Jorge Zarif ficou com 50 pontos perdidos. O campeão foi o britânico Giles Scott, com 24.

Na 49er, Marco Grael e Gabriel Borges encerraram a Copa Brasil em sexto, com 94 pontos perdidos. Os vencedores foram os britânicos John Pink e Stuart Bithell, com 58. Na RS:X feminina, Patricia Freitas foi a sétima, com 88 pontos perdidos. A campeã foi a britânica Bryony Shaw, com 53.

A III Copa Brasil de Vela é organizada pela CBVela e conta com patrocínio da Prefeitura de Niterói, Bradesco e Governo do Estado do Rio de Janeiro.

APRESENTAÇÃO DA EQUIPE BRASILEIRA E HOMENAGEM AOS MEDALHISTAS

Nesta segunda-feira (dia 21), Dia do Atleta, no Morro da Urca, no Rio de Janeiro, a partir das 12h (de Brasília), a CBVela apresenta a Equipe Brasileira de Vela que disputará os Jogos Olímpicos Rio 2016. A entidade também fará uma homenagem aos medalhistas olímpicos da modalidade. O evento conta com apoio do Bradesco, patrocinador oficial da CBVela, e terá a exibição da Tocha Olímpica.

OS MEDALHISTAS DA III COPA BRASIL DE VELA

Laser:
1 – Tonci Stipanovic (CRO): 67 pontos perdidos
2 – Matthew Wearn (AUS): 78
3 – Robert Scheidt (BRA): 79

49erFX:
1 – Annemiek Bekkering e Annette Duelz (HOL): 52
2 – Tamara Echegoyen e Berta Betanzos (54)
3 – Jena Mai Hansen Katja Salskov-Iversen (DEN): 59
5 – Martine Grael e Kahena Kunze (BRA): 78

470 feminina:
1 – Hanna Mills e Saskia Clark (GBR): 28
2 – Ai Kondo Yoshida e Miho Yoshioka (JPN): 43
3 – Camille Lecointre e Helene DeFrance (FRA): 43
5 – Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan (BRA): 61

Finn:
1 – Giles Scott (GBR): 24
2 – Vasilij Zbogar (SLO): 25
3 – Caleb Paine (EUA): 32
5 – Jorge Zarif (BRA): 50

49er:
1 – John Pink e Stuart Bithell (GBR): 58
2 – Nathan Outteridge e Lain Jensen (AUS): 70
3 – Diego Botin e Iago L. Marra (ESP): 76
6 – Marco Grael e Gabriel Borges (BRA): 94

RS:X feminina:
1 – Bryony Shaw (GBR): 53
2 – Chan Hei Man (HKG): 57
3 – Marina Alabau (ESP): 71
7 – Patricia Freitas (BRA): 88

Nacra 17:
1 – Billy Besson e Marie Riou (FRA): 72
2 – Jason Waterhouse e Lisa Darmanin (AUS): 85
3 – Ben Saxton e Nicola Groves (GBR): 88
8 – João Bulhões e Gabriela Nicolino (BRA): 112

470 masculina:
1 – Matthew Belcher e Will Ryan (AUS): 22
2 – Luke Patience e Chris Grube (GBR): 67
3 – Stuart McNay e Dave Hughes (EUA): 68
12 – Henrique Haddad e Bruno Betlhem (BRA): 91

Laser radial:
1 – Evi van Acker (BEL): 49
2 – Anne-Marie Rindom (DEN): 61
3 – Gintare Scheidt (LIT): 62
13 – Fernanda Decnop (BRA):  119

RS:X masculina:
1 – Dorian Van Rijsselberge (HOL): 50
2 – Nick Dempsey (GBR): 68.3
3 – Nimrod Mashiah (ISR): 69
18 – Ricardo Winicki (BRA): 188

ROBERT SCHEIDT ENTRA NA BRIGA POR MEDALHA NA COPA BRASIL DE VELA

Roberto Scheidt (Getty Images)

O coroa alemão vai subindo na Copa Brasil. (Getty Images)

Bicampeão olímpico está em terceiro na disputa da Laser, na Baía de Guanabara. Classe é uma das mais fortes no maior evento de vela olímpica na história do país

O bicampeão olímpico Robert Scheidt entrou na briga por medalha na III Copa Brasil de Vela, competição que já se tornou o maior evento da vela olímpica na história do país. Já classificado para os Jogos Olímpicos Rio 2016, o paulista subiu para a terceira posição na classe Laser, com 35 pontos perdidos. O líder é o australiano Matthew Wearn, com 26. O campeonato realizado na Baía de Guanabara, com sede na Praia de São Francisco, em Niterói (RJ), prossegue amanhã sexta-feira (18) com regatas previstas a partir das 13h (de Brasília).

“Os primeiros dois dias foram de altos e baixos. Mas a disputa está bem embolada, não tem ninguém dominando. Sempre tem um erro para consertar, mas o importante é que a parte física está boa, estou velejando com boa velocidade. Ainda faltam dois dias antes da regata da medalha e classifico meu desempenho até agora de regular para bom”, avaliou Scheidt.

Em sua terceira edição, a Copa Brasil conta com 341 atletas, num total de 250 barcos de 41 países, superando o número de inscritos de suas versões antigas, como a Semana Brasileira de Vela, e também os dois eventos-teste dos Jogos Olímpicos. No Aquece Rio 2014, foram 309 atletas, com 217 barcos. Já na edição deste ano estiveram presentes 326 velejadores, totalizando 230 barcos. Somente na Laser são 48 velejadores, entre eles grandes nomes como o croata Tonci Stipanovic, o australiano Tom Burton, o cipriota Pavlos Kontides, entre outros. Isso faz da classe uma das mais fortes na competição.

“É mais uma oportunidade de se velejar na Baía de Guanabara e os estrangeiros sabem disso. O nível, talvez, esteja até um pouco mais alto do que nos Jogos Olímpicos. Tem países com mais de um representante, assim fica parecendo com o Mundial. É muito bom poder velejar neste nível e isso mostra a força da classe Laser”, finalizou o bicampeão olímpico.

Nas classes com a disputa da vaga olímpica em aberto na Equipe Brasileira de Vela, a competição segue bem acirrada. Na Nacra 17, João Bulhões e Gabriela Nicolino se mantiveram na quinta posição, com 54 pontos perdidos, enquanto Samuel Albrecht e Isabel Swan estão em oitavo, com 62. Mesmo assim, a segunda dupla, pelo resultado obtido no Sul-Americano, na semana passada, segue em vantagem. Quem lidera são os austríacos Thomas Zajac e Tanja Frank, com 35 pontos perdidos.

Na 470 masculina, Geison Mendes e Gustavo Thiesen seguem em vantagem sobre Henrique Haddad e Bruno Bethlem. A primeira dupla está em 15º, com 54 pontos perdidos, enquanto os adversários estão em 16º, com 56. O primeiro lugar é dos australianos Matthew Belcher e Will Ryan, com sete pontos perdidos.

Na Finn, Jorge Zarif ocupa a quinta posição, com 22 pontos perdidos. O esloveno Vasilij Zbogar lidera com nove pontos perdidos. Na 49er, Marco Grael e Gabriel Borges terminaram o dia em quinto, com 46 pontos perdidos. Os argentinos Yago Lange e Klaus Lange estão na liderança com 33 pontos perdidos.

Na 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze estão em sétimo, com 40 pontos perdidos. A liderança é das dinamarquesas Jena Mai Hansen e Katja Salskov-Iversen, com 29. Na 470 feminina, Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan estão em oitavo, com 34 pontos perdidos. A liderança é das francesas Camille Lecointre e Helene DeFrance, com 12.

Na RS:X feminina, Patricia Freitas está em sétimo, com 51 pontos perdidos. A espanhola Marina Alabau lidera com 23. Na versão masculina, Ricardo Winicki, o Bimba, é o 16º, com 103 pontos perdidos. O líder é o israelense Nimrod Mashiah, com 32. Na Laser Radial, Fernanda Decnop está em 15º, com 55 pontos perdidos. O primeiro lugar está com a belga Evi van Acker, com 14 pontos perdidos.

Por Felipe Mendes/In Press Media Guide

Com mais de 200 velejadores, de 27 países, começa Copa Brasil de Vela em Niterói

20150610 Copyright onEdition 2015© Free for editorial use image, please credit: onEdition Martine Soffiatti Grael and Kahena Kunze, BRA, Women's Skiff (49erFX) at Day One of the ISAF Sailing World Cup Weymouth & Portland. Returning to the London 2012 Olympic waters, the ISAF Sailing World Cup Weymouth and Portland is taking place between 8-14 June with the racing conducted over five days between 10-14 June at Weymouth and Portland National Sailing Academy. Medal race day on Sunday 14 June will decide the overall event winners in each class. Follow ISAF Sailing World Cup Weymouth and Portland on Twitter - @SailingWC_GBR and Facebook - www.facebook.com/ISAFSailingWorldCup website: http://www.sailing.org/worldcup/regattas/weymouthandportland_2015.php For more information please contact:Pippa Phillips pippa.phillips@intotheblue.biz +44(0)7967 705697 Supported by: UK Sport #EveryRoadToRio, RYA, Icom, SLAM, Volvo Car UK, Yamaha. If you require a higher resolution image or you have any other onEdition photographic enquiries, please contact onEdition on 0845 900 2 900 or email info@onEdition.com This image is copyright onEdition 2015©. This image has been supplied by onEdition and must be credited onEdition. The author is asserting his full Moral rights in relation to the publication of this image. Rights for onward transmission of any image or file is not granted or implied. Changing or deleting Copyright information is illegal as specified in the Copyright, Design and Patents Act 1988. If you are in any way unsure of your right to publish this image please contact onEdition on 0845 900 2 900 or email info@onEdition.com

Martine Grael e Kahema (onEdition)

Patrícia Freitas (Franck Socha)

Patrícia Freitas (Franck Socha)

Evento teste de Vela para os Jogos Rio2016 - 22.08.15 - Marina da Gloria (RJ) - Evento teste de Vela para os Jogos Rio2016 - Jorge Zarif da classe Finn. Foto: Wander Roberto/Bradesco/Inovafoto - Brasil - rj - Rio de Janeiro - Marina da Glória - - www.inovafoto.com.br - id:99835

Jorge Zarif (Wander Roberto)

Competição que começa hoje (15) na Baía de Guanabara,  define a Equipe Brasileira para o Rio 2016 com as disputas finais nas classes 470 masculina e Nacra 17

Chegou a hora de conhecer a Equipe Brasileira de Vela que disputará os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. A partir desta terça-feira (dia 15), na Baía de Guanabara, será realizada a III Copa Brasil de Vela, competição que apresentará as disputas finais das classes 470 masculina e Nacra 17, as únicas com vaga em aberto no Brasil. Com sede na Praia de São Francisco, em Niterói (RJ), o campeonato reunirá os principais nomes da vela nacional, bem como grandes adversários estrangeiros, que também buscam vagas na Rio 2016 por meio das seletivas dos seus países.

“A realização da III Copa Brasil vem coroar um trabalho de três anos. Trata-se do último grande evento da vela no Rio antes dos Jogos Olímpicos e, após a competição, teremos definida a equipe que representará o Brasil na Olimpíada. A importância do evento também fica evidenciada pela presença maciça de grandes nomes do cenário internacional”, disse o presidente da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Marco Aurélio de Sá Ribeiro.

Na competição, o Brasil terá a presença dos 11 velejadores que já garantiram a classificação olímpica. São eles Robert Scheidt, na classe Laser; Fernanda Decnop, na Laser Radial; Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan, na 470 feminina; Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX; Marco Grael e Gabriel Borges, na 49er; Jorge Zarif, na Finn; Patricia Freitas, na RS:X feminina; Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X masculina.

Na 470 masculina, disputam a vaga nos Jogos as duplas Henrique Haddad e Bruno Bethlem contra Geison Mendes e Gustavo Thiesen. Quem terminar na frente na Copa Brasil garante a classificação. Na Nacra 17, ganha o direito de estar na Rio 2016 quem obtiver o melhor resultado na soma das posições no Sul-Americano, realizado na última semana, e na Copa Brasil. Em caso de empate, prevalecerá o desempenho na Copa Brasil. Samuel Albrecht e Isabel Swan largaram na frente nessa disputa.

Para definir os representantes nos Jogos Olímpicos, a CBVela adotou o critério de avaliação do desempenho nas principais competições nacionais e internacionais em 2013,2014 e 2015. Por meio de análises dos resultados, o Conselho Técnico da Vela (CTV) define o representante.

Até ontem, segunda-feira (dia 14), a Copa Brasil já contava com 204 velejadores inscritos, totalizando 144 de barcos de 27 países. Entre os estrangeiros, destaques para nomes como o holandês Dorian Van Rijsselberge (RS:X), o cipriota Pavlos Kontides (Laser), a lituana Gintare Scheidt (Laser Radial), os franceses Billy Besson e Marie Riou (Nacra 17), entre outros. O número tende a aumentar pois as inscrições terminam às 10h desta terça-feira.

Durante a realização da Copa Brasil, a CBVela organizará a primeira edição da Copa Brasil de Vela Jovem, que busca a revelação de novos talentos e evidencia o trabalho da entidade com as categorias de base. A competição está aberta para disputa nas classes RS:X masculina e feminina, Laser Radial masculina e feminina, 420 masculina e feminina, 29er masculina e feminina e Hobie Cat 16.

A III Copa Brasil de Vela é organizada pela CBVela e conta com patrocínio da Prefeitura de Niterói, Bradesco e Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Por Felipe Mendes/In Press Media Guide

Parem as máquinas! Inverno quente no Rio com ouro brasuca de Martine e Kahena

No clique de Wander Roberto vemos nossas heroinas comemorando mais um título na 49erFX. Noterói ao fundo não é mera coincidência!

No clique de Wander Roberto vemos nossas heroinas comemorando mais um título na 49erFX. Noterói ao fundo não é mera coincidência!

 

Rio superaquece com ouro de Martine Kahena na 49erFX

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga, direto do covil carioca vamos direto às boas novas porque hoje tive a honra e o prazer de fazer a cerimônia de premiação do evento-teste de vela  Aquece Rio na classe 49erFX. Bem… Fiz de todas as outras também desde ontem e farei as de amanhã, mas nenhuma será tão boa quanto esta última de hoje. Saiba o porquê abaixo no “texticulo” de nosso amigo Felipinho Mendes…

Atuais campeãs mundiais na 49erFX, Martine Grael e Kahena Kunze seguem fazendo bonito na classe que vai estrear nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Nesta sexta-feira, elas não deram chances para as adversárias e conquistaram o bicampeonato do Aquece Rio Regata Internacional de Vela, evento-teste da Olimpíada.

“Velejamos muito bem no início do campeonato e no final tivemos dias desafiadores. Hoje conseguimos dar uma salvada no fim da regata e ganhar de novo. Na vela é muito difícil ter certeza de alguma coisa, um esporte muito inconstante. Na regata da medalha, arriscamos e as decisões tomadas se mostraram melhores”, disse Martine.

Martine e Kahena entraram na disputa da regata da medalha na segunda posição. Para ficar com o ouro, precisavam chegar cinco posições à frente das italianas Giulia Conti e Francesca Clapcich, então líderes. As brasileiras terminaram a regata decisiva na quarta posição, enquanto as rivais chegaram em último (décimo). Assim, Martine e Kahena somaram 52 pontos perdidos, contra 55 das adversárias, que ficaram com a prata. O bronze foi para as suecas Lisa Ericson e Hanna Klinga, com 60.

“Não largamos muito bem, foi complicado o início, com nossas adversárias nos marcando. Mas conseguimos manter a calma, tomamos boas decisões contra as suecas e no fim arriscamos um pouco e conseguimos um vento a mais para buscar os pontos que precisávamos para ganhar”, afirmou Kahena.

As brasileiras estão com um excelente histórico de medalhas na temporada. Em etapas da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela (ISAF), elas somam um ouro em Weymouth, na Inglaterra; uma prata em Hyères, na França; e um bronze em Miami, nos Estados Unidos. Martine e Kahena ainda ganharam a prata nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá.

Na Laser, Robert Scheidt terminou na quarta colocação na classificação geral. Na regata da medalha, o bicampeão olímpico chegou em segundo lugar, terminando a competição com 74 pontos perdidos. O ouro foi para o italiano Francesco Marrai, com 64, a prata para o francês Jean Baptiste Bernaz, com 70, e o bronze para o australiano Tom Burton, com 72.

“Foi uma semana um pouco inconstante da minha parte. Não que eu tenha velejado mal, mas no segundo dia tive duas regatas ruins. E na quinta-feira eu larguei escapado na primeira regata. Isso custou muito na pontuação”, disse Scheidt.

Na Laser Radial, Fernanda Decnop chegou em sétimo na regata da medalha, terminando em nono na classificação geral, com 96 pontos perdidos. O ouro foi para a esposa de Robert Scheidt, Gintare Scheidt, da Lituânia, com 51 pontos perdidos. A prata ficou com a belga Evi Van Acker, com 57, e  o bronze com a holandesa Marit Bouwmeester, com 69.

Regatas da medalha de sábado – Nesta sexta-feira, no último dia de disputa da fase de classificação da Finn, Jorge Zarif conseguiu a vaga na regata da medalha a ser realizada neste sábado (dia 22), a partir das 13h (de Brasília), no último dia do evento-teste. O brasileiro se classificou em nono, com 83 pontos perdidos. O líder é o holandês Pieter-Jan Postma, com 35.

Na 470 masculina e feminina, a Equipe Brasileira de Vela encerrou sua participação no evento-teste. Henrique Haddad e Bruno Bethlem terminaram em 17º, com 109 pontos perdidos. Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan ficaram em 12º, com 85 pontos perdidos.

Nas classes 49er e Nacra 17, o Brasil encerrou sua participação ontem. Na primeira, Marco Grael e Gabriel Borges ficaram em 13º, com 103 pontos perdidos. Na segunda, Samuel Albrecht e Isabel Swan terminaram em 15º, com 125. Ainda na quinta-feira, Ricardo Winicki, o Bimba, disputou a regata da medalha, terminando em sétimo na classificação geral. Na RS:X feminina, Patricia Freitas terminou a disputa na 11ª colocação.

Confira a classificação dos brasileiros:

RS:X masculina (após a regata da medalha):
1º – Aichen Wang (CHN): 23 pontos perdidos
2º – Byron Kokkalanis (GRE): 42 pontos perdidos
3º – Pierre Le Coq (FRA): 46 pontos perdidos
7º – Ricardo Winicki (BRA): 72 pontos perdidos

RS:X feminina (após a regata da medalha):
1ª – Charline Picon (FRA): 39 pontos perdidos
2ª – Malgorzata Bialecka (POL): 47 pontos perdidos
3ª – Blanca Manchon (ESP): 51 pontos perdidos
11ª – Patricia Freitas (BRA): 62 pontos perdidos

49erFX (após a regata da medalha):
1ª – Martine Grael e Kahena kunze (BRA): 52 pontos perdidos
2ª – Giulia Conti e Francesca Clapcich (ITA): 55 pontos perdidos
3ª – Lisa Ericson e Hanna Klinga (SUE): 60 pontos perdidos

49er (após a regata da medalha):
1º – Peter Burling e Blair Tuke (NZL): 29 pontos perdidos
2º – Nico Delle-Karth e Nikolaus Resch (AUT): 40 pontos perdidos
3º – Erik Heil e Thomas Ploessel (ALE): 60 pontos perdidos
13º – Marco Grael e Gabriel Borges (BRA): 103 pontos perdidos

Laser (após a regata da medalha):
1º – Francesco Marrai (ITA): 64 pontos perdidos
2º – Jean Baptiste Bernaz (FRA): 70 pontos perdidos
3º – Tom Burton (AUS): 72 pontos perdidos
4º – Robert Scheidt (BRA): 74 pontos perdidos

Laser Radial (após a regata da medalha):
1ª – Gintare Scheidt (LIT): 51 pontos perdidos
2ª – Evi Van Acker (BEL): 57 pontos perdidos
3ª – Marit Bouwmeester (HOL): 69 pontos perdidos
9ª – Fernanda Decnop (BRA): 96 pontos perdidos

Classes que terão as regatas da medalha amanhã:

Nacra 17 (após 11 regatas):
1º – Jason Waterhouse e Lisa Darmanin (AUS): 37 pontos perdidos
15º – Samuel Albrecht e Isabel Swan (BRA): 125 pontos perdidos

Finn (após dez regatas):
1º- Pieter-Jan Postma (HOL): 35 pontos perdidos
9º – Jorge Zarif (BRA): 83 pontos perdidos

470 feminina (após nove regatas):
1ª – Hannah Mills e Saskia Clark (GBR): 23 pontos perdidos
12ª – Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan (BRA): 85 pontos perdidos

470 masculina (após nove regatas):
1º – Sime Fantela e Igor Marenic (CRO): 34 pontos perdidos
17º – Henrique Haddad e Bruno Bethlem (BRA): 109 pontos perdidos

Murillo Novaes (Felipe Mendes)

 

Pan Final! Brasil fatura 6 medalhas em Toronto!

Na foto de Gaspar Nóbrega nosso trio brozeado evolui na merreca torontiana para mais um pódio verde e amarelo

Na foto de Gaspar Nóbrega nosso trio brozeado evolui na merreca torontiana para mais um pódio verde e amarelo

Com bronze do recordista Claus Bieckark, Brasil encerra participação na vela no Pan2015 com 6 medalhas

Boa noite querido amigo e mais que querida amiga. Esta cansada praga já de volta a Praga aproveita novamente os bons textos de Felipinho Mendes, nosso assessor de talento e alegria, e já informa direto a você o que rolou nas águas do lago Ontário. E foi bom!!

No segundo e último dia de disputa das finais da vela nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, a Equipe Brasileira encerrou sua participação na competição com um bronze do medalhista recordista na modalidade Claudio Biekarck. Neste domingo (dia 19), no Lago Ontário, foram realizadas as regatas da medalha das classes não-olímpicas e o veterano velejador terminou na terceira posição geral na Lightning ao lado dos parceiros Gunnar Ficker e Maria Hackerott. Foi o nono pódio do ex-técnico de Robert Scheidt. Ao todo, a Equipe Brasileira de Vela faturou seis medalhas em Toronto: dois ouros, duas pratas e dois bronzes.

“Esta foi minha nona participação em Jogos Pan-americanos. Comecei na Cidade do México, em 1975, na Finn. De lá para cá só deixei de participar em San Juan, em Porto Rico, em 1979, e em Santo Domingo, na República Dominicana, em 2003. Além da Finn, sempre competi na Lightning com o Gunnar de proeiro. É uma satisfação ter ganhado medalha em todas as participações”, disse Biekarck, que se tornou o atleta brasileiro com mais participações em Jogos Pan-Americanos, superando o atirador Durval Guimarães, com oito.

Aos 64 anos, o velejador soma o ouro em Caracas, na Venezuela, em 1983; prata na Cidade do México, em 1975, Mar del Plata, na Argentina, em 1995, e em Winnipeg, no Canadá, em 1999; e os bronzes em Indianápolis, nos Estados Unidos, em 1987, Havana, em Cuba, em 1991, no Rio de Janeiro, em 2007, em Guadalajara, no México, em 2011, e agora em Toronto. Proeiro de Biekarck na Lightning, Gunnar Ficker soma oito medalhas ao lado do companheiro.

“Sempre que temos regatas com vento fraco é muito estressante. Estamos felizes com o resultado, sentimento de missão cumprida”, afirmou o proeiro de 60 anos. Ao lado dos dois veteranos velejadores estava a jovem Maria Hackerott, de 24. Estreante em Jogos Pan-Americanos, ela conquistou sua primeira medalha. “Foi uma honra ter participado. Acho que nunca tinha corrido um campeonato tão longo. Estou feliz com o pódio”.

Na regata da medalha da Lightning, o trio brasileiro chegou em quinto lugar. Na Sunfish, João Hackerott chegou em terceiro e terminou na quarta posição no geral a um pontinho do pódio. Na J/24, John King, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann venceram a regata final, terminando em quinto no geral. Nas classes Hobie Cat 16 e Snipe, o Brasil não disputou a regata da medalha.

No sábado (dia 18), a Equipe Brasileira de Vela havia faturado medalha nas cinco classes olímpicas: ouro com Ricardo Winicki, o Bimba, na RS:X masculina, e Patrícia Freitas, na RS:X feminina; prata com Robert Scheidt, na Laser, e Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX; e bronze com Fernanda Decnop, na Laser Radial.

O destaque foi para Ricardo Winicki, o Bimba, que se tornou o primeiro velejador tetracampeão pan-americano ao triunfar na RS:X masculina. Na versão feminina da classe, Patrícia Freitas faturou o bicampeonato.

“Estou muito feliz com o resultado. Mostra todo o trabalho que venho fazendo há anos, dominando o esporte não só no Brasil como também na América toda. São mais de dez anos entre os dez melhores do mundo. O nível da competição estava alto e isso me ajudou. Agradeço a todos que me ajudaram todos esses anos”, disse Bimba, que venceu o Pan na Mistral, em Santo Domingo-2003, e na RS:X no Rio-2007 e Guadalajara-2011. O velejador soma ainda uma prata na Mistral, em Winnipeg-1999.

Na RS:X feminina, Patricia Freitas entrou na regata da medalha em vantagem sobre a mexicana Demita Veja. A brasileira manteve o bom desempenho da semana, quando venceu nove das 13 regatas, e chegou em primeiro também na prova final. “Fechei com chave de ouro. Agora é comemorar com a equipe toda. Cumpri mais uma meta antes da Olimpíada do Rio, em 2016. Vou meta por meta. A próxima é chegar bem no evento-teste, em agosto”, afirmou Patrícia, que havia vencido o Pan em Guadalajara.

Dono de três ouros na classe Laser em Jogos Pan-Americanos (Mar del Plata-1995, Winnipeg e Santo Domingo), Robert Scheidt repetiu em Toronto o resultado do Rio de Janeiro, ficando com a prata. O velejador paulista entrou na regata da medalha em desvantagem contra o guatemalteco Juan Maegli. O bicampeão olímpico acabou chegando em quinto na disputa decisiva e não conseguiu subir no topo do pódio.

“Foi um bom resultado. O começo da semana foi muito duro. Tinha dois sétimos lugares e uma desclassificação. Fui reagindo, ainda tive uma chance de ganhar o ouro, mas escapou. Larguei mal em algumas provas, fui muito inconstante e tive dificuldade em ler as condições do vento. E o guatemalteco é um especialista em vento fraco. Mas foi uma honra representar o Brasil e trazer mais uma medalha”, analisou Scheidt, frisando que não conseguiu chegar ao Pan em seu auge físico pois vinha da disputa do Mundial de Laser, também no Canadá.

Campeãs mundiais na 49erFX no ano passado, Martine Grael e Kahena Kunze ficaram com a prata na estreia da dupla em Jogos Pan-Americanos. Elas entraram na regata da medalha sem chances de brigar pelo ouro. E garantiram a medalha prateada ao chegarem em segundo na disputa final. “O evento foi bem legal, uma ótima experiência. Aprendemos muito e nunca tínhamos disputado um campeonato com vento tão fraco. Acho que velejamos bem”, afirmou Martine.

Na Laser Radial, Fernanda Decnop conquistou o bronze logo em sua primeira participação no Pan. Ela completou a regata da medalha na sexta posição e terminou empatada em segundo lugar no geral com a uruguaia Dolores Moreira, com 64 pontos perdidos. A brasileira, porém, ficou sem a prata porque sua rival teve um desempenho melhor na Medal Race: chegou em segundo.

“Estou feliz com o bronze. Foi meu primeiro Pan, um campeonato muito difícil, com vento fraco. Se você desse uma escorregada, acabava perdendo várias posições na regata. Eu consegui ganhar três, mas obtive alguns resultados ruins”, avaliou Fernanda.

A Argentina, com 3 puros foi a grande campeã do torneio de vela em Toronto 2015, mas com os seis pódios, o Brasil terminou na liderança  por total de medalhas empatado com os Estados Unidos. Em 16 participações nos Jogos Pan-Americanos, a vela brasileira agora soma 76 medalhas. São 34 de ouro, 25 de prata e 17 de bronze.

“O balanço final foi bom. Tivemos duas áreas no Pan, com as classes olímpicas e as não-olímpicas. Começamos uma reestruturação há dois anos e com a Olimpíada no Rio temos dado mais atenção para as classes olímpicas. O resultado foi animador com as cinco medalhas nas olímpicas. Vale destacar também o bonito recorde do Claudio”, analisou o Coordenador Técnico da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Torben Grael.

Confira o resultado dos brasileiros:

LIGHTNING:
1 – Nicolas Fracchia, Maria Salerno e Javier Conte (ARG): 25
2 – Justin Coplan, Caroline Patten e Danielle Prior (EUA): 37
3 – Claudio Biekarck, Gunnar Ficker e Maria Hackerott (BRA): 43

SUNFISH:
1 – Jonathan Mawyin (EQU): 45
2 – Luke Ramsay (CAN): 45
3 – Andres Soruco (CHI): 49
4 – João Hackerott (BRA): 50

J/24:
1 – Matias Pereira, Guillermo Bellinotto, Federico Ambrus e Juan Pereyra (ARG): 27
2 – Terry MClaughlin, Sandy Andrews, David Ogden e David Jarvis (CAN): 39
3 – Matías Seguel, Cristobal Lira, Marc Jux e Sergio Roth (CHI): 44
5 – John King, Alexandre Saldanha, Daniel Santiago e Guilherme Hamelmann (BRA): 47

HOBIE CAT 16:
1 – Jason Castillo e Irene Van Blerk (GUA): 30
2 – Mark Modderman e Grace Modderman (EUA): 39
3 – Enrique Figueroa e Franchesca Ortega (PUR): 44
6 – Claudio Luiz Junior e Bruno dos Reis Oliveira (BRA): 46

SNIPE:
1 – Raul Andres de Choudens e Fernando Pacheco (PUR): 20
2 – Luis Soubie e Diego Lipszyc (ARG): 38
3 – Augie Diaz e Kathleen Tocke (EUA):  46
6 – Alexandre Paradeda e Geórgia Rodrigues (BRA): 64

RS:X MASCULINA:
1 – Ricardo Winicki (BRA): 25
2 – David Mier Y Teran (MEX): 32
3 – Mariano Reutemann (ARG): 33

RS:X FEMININA:
1 – Patricia Freitas (BRA): 17
2 – Demita Vega (MEX): 24
3 – Marion Lepert (EUA): 50

49ERFX:
1 – Victoria Travascio e Maria Branz (ARG): 36
2 – Martine Grael e Kahena Kunze (BRA): 43
3 – Paris Henken e Helena Scutt (EUA): 47

LASER:
1 – Juan Maegli (GUA): 39
2 – Robert Scheidt (BRA): 47
3 – Lee Parkhill (CAN): 53

LASER RADIAL:
1 – Paige Railey (EUA): 50
2 – Dolores Moreira (URU): 64
3 – Fernanda Decnop (BRA): 64

Fui!! Feliz!! Parabéns aos bravos velejadores brasileiros!!

Murillo Novaes (Felipe Mendes/ InPress MediaGuide)

Pan, Pan, Pan, Pan!! É hoje! Começam as finais em Toronto!

Na foto de Bruno Miani, Zibimba evolui ontem rumo a mais um ouro pan-americano. Duca!!

Na foto de Bruno Miani, Zibimba evolui ontem rumo a mais um ouro pan-americano. Duca!!

BIMBA CHEGA À REGATA DA MEDALHA DOS JOGOS PAN-AMERICANOS MUITO PERTO DO OURO

Neste sábado, velejador da RS:X só precisa completar a prova para ser tetracampeão consecutivo. Brasil briga por medalhas em outras sete classes.

Como nosso amigo Felipinho resolveu trabalhar ontem, fico à vontade para dar o copia e cola no release dele porque aqui na brastislávica terra da mãe do meu vindouro filhote navegador o calor é senegalês hoje e a preguiça baiana. E mais tarde começam as primeiras regatas da medalaha (a partir de 12:35, em Brasília). Hoje tem as finais das classes X (RS:X masc e fem e 49erFX) e dos Laseres (Radial e Std.). Se liga!!

Ricardo Winicki, o Bimba, está muito próximo do tetracampeonato consecutivo nos Jogos Pan-Americanos. Neste sábado (dia 18), a partir de 12h35 (de Brasília), em Toronto, no Canadá, o velejador só precisa completar a regata da medalha da classe RS:X masculina para subir no topo do pódio. A Equipe Brasileira Vela ainda brigará por medalhas em mais sete classes: neste sábado na Laser, Laser Radial, RS:X feminina e 49erFX. No domingo (dia 19), na Lightning, Sunfish e Hobie Cat 16. Na J24 não há mais chances. Na Snipe, o Brasil não disputará a regata da medalha.

“A comemoração vai ser só amanhã. Ainda tenho a regata da medalha. Nem sabia dos números quando cheguei aqui. Velejo para mim e para os que me apoiam. Este não é o meu último Pan. Posso estar de cheio de cabelo branco, mas enquanto eu tive muque, for o número um do Brasil e estiver entre os dez do mundo como acontece há dez anos vou seguir competindo”, disse Bimba, campeão dos Jogos em Santo Domingo-2003, Rio-2007 e Guadalajara-2011.

Nesta sexta-feira (17), em mais um dia de ventos fracos no Lago Ontário, Bimba obteve dois segundos lugares e um quarto, este último descartado como pior resultado. Com 19 pontos perdidos, ele não tem mais como ser superado pelo mexicano David Mier Y Teran, que soma 29. A regata da medalha terá cinco barcos, com pontuação dobrada. Na pior das hipóteses, se chegar em quinto lugar, Bimba alcançará 29 pontos, enquanto o rival, se vencer a prova, ficará com 31.

Quem também está na liderança é Patricia Freitas, na RS:X feminina. Ela chega à regata da medalha com grandes chances de subir no topo do pódio. Robert Scheidt, na Laser, Fernanda Decnop, na Laser Radial, e Martine Grael e Kahena Kunze, na 49erFX, ocupam a segunda colocação. João Hackerott, na Sunfish, e o trio da Lightning (Claudio Biekarck, Gunnar Ficker e Maria Hackerott) estão em terceiro. Na Hobie Cat 16, Claudio Luiz Junior e Bruno Reis de Oliveira estão em sexto, mas podem brigar pelo bronze.

“O resultado está dentro do esperado diante das condições de vento fraco que se apresentaram durante a semana. Se a situação fosse um pouco mais variável, com dias de ventos fortes e fracos, poderia ter sido melhor. Com vento fraco praticamente todos os dias, a competição fica nivelada”, afirmou o Coordenador Técnico da Confederação Brasileira de Vela (CBVela), Torben Grael.

Em 15 participações nos Jogos Pan-Americanos, a Equipe Brasileira de Vela soma 70 medalhas. São 32 de ouro, 23 de prata e 15 de bronze.

Confira os resultados dos brasileiros:

RS:X MASCULINA (após 13 regatas):

1 – Ricardo Winicki (BRA): 19 pontos perdidos

2 – David Mier Y Teran (MEX): 29

3 – Mariano Reutemann (ARG): 31

RS:X FEMININA (após 13 regatas):

1 – Patricia Freitas (BRA): 15

2 – Demita Veja (MEX): 20

3 – Marion Lepert (EUA): 44

LASER RADIAL (após 12 regatas):

1 – Paige Railey (EUA): 42

2 – Fernanda Decnop (BRA): 52

3 – Lucia Falasca (ARG): 56

LASER (após 12 regatas):

1 – Juan Maegli Aguero (GUA): 33

2 – Robert Scheidt (BRA): 37

3 – Lee Parkhill (CAN): 41

49ERFX (após 16 regatas):

1 – Victoria Travascio e Maria Branz (ARG): 28

2 – Martine Grael e Kahena Kunze (BRA): 39

3 – Paris Henken e Helena Scutt (EUA): 41

SUNFISH (após 12 regatas):

1 – Luke Ramsay (CAN):35

2 – Jonathan Mawyin (EQU): 37

3 – João Hackerott (BRA): 44

LIGHTNING (após 12 regatas):

1 – Argentina: 21

2 – EUA: 31

3 – Brasil: 33

HOBIE CAT 16 (após 12 regatas):

1 – Jason Castillo e Irene Van Blerk (GUA): 26

2 – Mark Modderman e Grace Modderman (EUA): 33

3 – Enrique Figueroa e Franchesca Ortega (PUR): 42

6 – Claudio Luiz Junior e Bruno dos Reis Oliveira (BRA): 46

J24 (após 12 regatas):

1 – Argentina: 21

2 – Canadá: 31

3 – Chile: 34

5 – Brasil: 45

SNIPE (após 12 regatas):

1 – Raul Andres de Choudens e Fernando Pacheco (PUR): 18

2 – Luis Soubie e Diego Lipszyc (ARG): 30

3 – Augie Diaz e Kathleen Tocke (EUA): 36

6 – Alexandre Paradeda e Geórgia Rodrigues (BRA): 64

Fui!!

Murillo Novaes (Felipe Mendes/InPress MediaGuide)

 

Pan, Pan, Pan, Pan… Finais se aproximam! Brasil bem na fita!!

A um dia do começo das finais, vela brasileira deve estar presente em praticamente todas as regatas da medalha, disputadas no sábado e domingo. Hoje classes finalizam a fase classificatória.

Bom dia amigos e amigas queridos, já na tarde do verão tcheco (praga dos infernos com caldeirão a 34 graus na sombra…) e me preparando para pegar estrada e ir ver os sogros na bela Bratislava (onde a previsão é 38 graus amanhã!), cumpro o dever jornalístico de informar sobre nossa galera em Toronto. Rápido e rasteiro!

Pan – O quinto dia de regatas, ontem, quinta-feira, no lago Ontário foi legal para nós. Por lá as classes já praticamente estão na reta final da fase classificatória e a maioria só tem mais duas regatinhas para fechar a tampa hoje.

Nas pranchas e 49erFX a série é de 16 regatas, sendo que no esquife já rolaram 12 (Martine e Kahena ganharam duas ontem) e nas pranchas já rolaram 10 provas (Pat Freitas ganhou as 3 de ontem e Bimba ganhou duas de três). Com isso, no 49erFX o Brasil está na vice-liderança e na RS:X, dos machos e das fêmeas, estamos em primeirão disparados!! As regatas finais, a da medalha, que conta dobrado e não pode ser descartada e tal, das classes X (as RS:X e 49erFX) são amanhã (sábado). Se liga!!

Nos laseres a coisa foi boa, já que tanto Robert, no Standard, quanto Fernanda Decnop, no Radial, venceram uma das três regatas de ontem. Scheidt, que é rei, já está em segundo geral, empatado com o americano, a 7 pontos do líder guatemalteca. Já Decnopop tem um pouco mais de trabalho. Está em 4º a sete pontos da prata e 15 da líder, Paige Riley, dos EUA. Hoje rolam as duas últimas da série e tudo pode acontecer! Vamos torcer!

Também em 4º geral está nosso peixe-sol João Hackerott. Ele tem boas chances de pódio e está a quatro pontos do bronze, mas a disputa dourada é entre Canadá e Equador 15 ponto à frente de nosso Sunfish. De qualquer forma, meus parabéns ao João pelo brilhante desempenho em uma classe absolutamente nova para ele. E não acabou ainda… Vamos que vamos!!

No HC16, a roleta girou, girou e agora com apenas uma regata a ser disputada hoje antes da Medal Race de domingo nossa dupla aparece em 6º geral dos sete barcos no Pan. Uma pena! Mas está tudo tão embolado em termos de pontos que esta regatinha pode mudar a coisa toda. Força aí, pessoal!!

No J/24 a coisa está, digamos assim, complexa também. Com um OCS (largaram escapado), um 2º e um 5º ontem nossos heróis estão em 4º geral a 10 pontos do segundo. Hoje tem mais duas e a Regata da Medalha é domingo. Vamos mentalizar!!

No Snipe, a aniversariante Geórgia Rodrigues, que chegou de última hora na proa de Xandi Paradeda, pode receber até um presente bom hoje nas duas últimas regatas da série, mas o fato é que a melhor colocação do nosso timoneiro de ouro (2007) e prata (1999) agora em Toronto foi o 4º lugar na segunda prova de ontem. E a 29 pontos do bronze fica complicado sonhar com uma nova bolachinha na coleção. Acontece! Bola pra frente!!

E no relâmpago a coisa flui sempre legal para Claus Bieckark, Gunnar Ficker e Maria Hackerott. Não que seja fácil, não me entendam mal… Mas eles ganharam uma das três de ontem, estão em 3º geral e tem chances até de ouro, já que só 6 pontos os separam dos argentinos. Claro que tem os americanos no meio e os chilenos liderados por Tito Gonzales na cola, mas com duas regatas mais a Medal Race, dá pra torcer e sonhar. Sonhemos e torçamos, pois!! Pra cima deles!!

Fui!!

Murillo Novaes

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