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Posts com Tag ‘robin Knox-Johnston’

No “través” do cabo Frio Francis Joyon e tripulação seguem 1660mn à frente do recorde de volta ao mundo

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O trimarã vermelho e cinza de 103 pés “IDEC Sport”, depois de uma refrescada numa zona de transição no sul do Atlântico, voltou a acelerar e está indo para o norte com as proas apontando para o Equador. Depois de um dia dedicando-se a tarefas de manutenção do barco e cuidando de si mesmos, tomando banho e fazendo a barba, Francis Joyon, Bernard Stamm, Alex Pella, Gwénolé Gahinet, Clément Surtel e Sébastien Audigane admitem estar em melhores condições em ventos moderados agora.

“Nós pegamos algum vento e estamos de volta a velocidades agradáveis novamente em torno de 26-27 nós sem fazer o barco sofrer (nota do manza: caraca!!). Os mares são razoavelmente calmos então o barco não está batendo. É bastante tranquilo, o que se torna uma novidade para nós nas últimas semanas. Deixamos o piloto automático assumir ocasionalmente, já que isso funciona bem com a vela grande J1, apenas com uma trimagem ocasional para lidar com as rondadas de vento muito pequenas “, explicou Clément Surtel, confiante no trabalho que tem sido feito para tentar levar o caneco do troféu Júlio Verne, na real, o recorde volta ao mundo absoluto à vela.

Sono, ventos alísios e sol agradável ao largo do Rio de Janeiro, com previsões meteorológicas mais claras à frente, isso é o suficiente para que a turma do “IDEC Sport” se sinta otimista sobre o que está por vir e sobre a conclusão dessa aventura. No momento o trimarã está 1667 milhas à frente de onde o “Banque Populaire V” de Loïck Peyron, atual detentor do recorde (45d 13h 42m 53s) estava. E velejando à incrível média de 27,4 nós depois de mais de 20 mil milhas navegadas. Duca!!! Allez, Joyon!!

É hoje! A primeira volta ao mundo em solitário sem escalas completa 45 anos.

Sir Robin Knox-Johnston no legendário "Suhaili" em 1969

Sir Robin Knox-Johnston no legendário “Suhaili” em 1969

Aos 75 anos de idade o lendário Sir Robin Knox-Johnston relembra a conquista e já planeja a participação em outra competição em solo ainda este ano.

O homem ainda não tinha pisado na lua. Há 45 anos, completar uma volta ao mundo sozinho sem escalas era tão desafiador quanto uma viagem espacial e até hoje tão poucas pessoas navegaram em solo ao redor do mundo quanto realizaram uma viagem espacial.

Em 22 de abril de 1969, Robin Knox-Johnston tornou-se a primeira pessoa a velejar ao redor do mundo sozinho e sem escalas, após concluir com sucesso a competição Sunday Times Golden Globe, promovida por um jornal inglês, a bordo de seu veleiro Suhaili de 32 pés.

Ele não tinha nenhum dos equipamentos modernos e tecnológicos que hoje os velejadores consideram como padrão e até o rádio do barco falhou na maior parte do percurso de 10 meses (312 dias) e 30.000 milhas. Veja o vídeo da chegada da regata em 1969 no link: https://www.dropbox.com/s/l06o4vh869gltu8/Suhaili%20Library.wmv.

Refletindo sobre seu feito histórico, Sir Robin disse: “É difícil acreditar que 45 anos se passaram desde o dia em que completei este desafio histórico. Eu ainda estou muito orgulhoso da conquista que marcou o início de muitos momentos memoráveis ​​que tenho no mar. Competições de oceano sempre foram fundamentais na minha vida. Hoje com 75 anos tenho o prazer de dizer que a minha sede por emoções e aventuras não acabou e já estou me preparando para mais um desafio”.

Sir Robin Knox-Johnston é um dos vejejadores mais famosos da Grã-Bretanha e no outono deste ano ele irá competir novamente em uma competição transatlântica em solitário, a clássica “Route du Rhum”.

Depois de sua primeira circunavegação, ele participou como comandante da Whitbread em 1977/8, da “Enza New Zealand” com o falecido Peter Blake ganhando o Troféu Júlio Verne 1994 de circunavegação mais rápida do mundo e completou a Velux5Oceans em 2006/7, com 68 anos.

Robin foi nomeado cavaleiro em 1995 e eleito tres vezes como o Iatista do ano no Reino Unido. Também ganhou o título de Velejador da ISAF (Maior Associação Internacional da Vela) com o Peter Blake, e em 2007 foi nomeado para o Hall da Fama da ISAF. Em 1996 ele criou a Regata de Volta ao Mundo Clipper Race (www.clipperroundtheworld.com) para oferecer às pessoas de todas as idades e esferas da vida a experiência e a emoção das corridas de oceano.

Desde então mais de 4.000 pessoas foram introduzidas na vela por meio da Clipper Race. A regata acontece bienalmente e hoje é a mais longa competição de oceano do mundo. A nona edição da regata teve início em setembro de 2013 e termina após quase um ano no mar em 12 de julho de 2014, em Londres.

A flotilha disputa agora a etapa denominada PSP Logistics Panamá 100 Cup, uma fase muito tática que começa na Califórnia e termina no Panamá. O percurso leva cerca de três semanas para ser concluído e inclui a travessia do Canal do Panamá que está completando 100 anos.

Para mais informações visite: www.robinknox-johnston.co.uk

 

Por Flavia Goffi, da Assessoria da Clipper Race

Largou a Velux 5 Oceans 2010/11

Ontem foi dia de festa em La Rochelle. Começou mais um desafio solitário ao redor do mundo.

Começou! Largou ontem, em La Rochelle, na França mais uma Velux 5 Oceans. Para quem não lembra, a regata de volta ao mundo em solitário, com escalas, que nasceu com o nome de BOC Challenge, virou AroundAlone (um nome perfeito!) e depois ganhou esta alcunha que ora vige.

E nas águas de França, ponto inicial e final da peleja global que vai parar também na Cidade do Cabo, Wellington, Salvador e Charleston, apenas 5 skippers e seus Eco 60 (na verdade Opens 60 fabricados antes de 2003 e com uma regra de apelo eco-marqueteiro) estavam na linha de partida.

Uma respeitável flotilha de espectadores, como é comum na sempre vela-intensiva França, incluindo alguns veteranos da regata como Isabelle Autissier, Jean Luc Van Den Heede, Thierry Dubois e Bernard Stamm, além do organizador Robin Knox-Johnston, acompanhou os 5 heróis da vez no rumo do Atlântico.

A edição 2010/11 da prova, a oitava de sua história de 28 anos, começou quente, com o polonês Zbigniew “Gutek” Gutkowski mostrando estilo agressivo no tiro de partida e montando a primeira boia na ponta apesar de ter o barco mais velho da flotilha. O americano Brad Van Liew cruzou a linha em segundo e perseguiu duramente o polaco, ultrapassando Gutek após a primeira marca.

Brad já completou a Velux 5 Oceans duas vezes, tendo vencido a classe 2 da regata em 2002. Seu barco, o Le Pingouin tem pedigree. Foi construído pela lendária Catherine Chabaud para a edição de 1998 da Vendée Globe.

O canadense Derek Hatfield e o britânico Chris Stanmore-Major completam a frota. O quinto elemento da aventura, o belga Christophe Bullens terá que fazer uma passagem de qualificação de 48 horas antes de retornar a La Rochelle para realizar os preparativos finais para a regata. Ele já estava qualificado no seu Five Oceans of Smiles que perdeu o mastro a caminho França e teve que comprar outro barco. Com sorte (e dinheiro!) ele adquiriu o Artech 60, agora renomeado também como Cinco Oceanos de Sorrisos.

A regata, infelizmente, não atrai mais os grandes nomes da vela oceânica solitária e se posicionou como uma espécie de “prova de amadores” que desejam realizar o sonho da circunavegação. De todo modo, a aventura é sempre bacana e vale a pena acompanhar os intrépidos comandantes.

No momento deste boletim, Brad Van Liew estava na frente com 16 milhas de vantagem sobre o polonês e a 6322 milhas da Cidade do Cabo. E a saga continua…

Fui!!

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