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Posts com Tag ‘Santos-Rio’

Camiranga é Fita Azul e vence Santos-Rio 2017

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A tradicional regata Santos-Rio, desta feita em sua 67ª edição neste ano, apresentava um desafio para os 21 competidores inscritos: ventos muito fracos. Dos 19 que efetivamente largaram, 16 bravos – e pacientes! –, homens e mulheres do mar chegaram do outro lado.  Á frente de todos, mais uma vez, estava o barco do Veleiros do Sul/Iate Clube do Rio de Janeiro “Camiranga”, sob o comando do olímpico papai da Antonia, Samuel Albrecht. O Soto65, que chegou a achar ventos de até 25 nós em alguns momentos, completou o percurso de aproximadamente 200 milhas em 24h57m09s. Um feito no merrecol brabo (para os outros). No fim, a enorme vantagem se traduziu na vitória também no tempo corrigido. Arrebentaram!

Na categoria RGS o grande vencedor foi o Brasília 32 “Grug”, do comandante Marcos Pereira. Já na IRC, o vencedor foi o Comet41 do Grêmio de Vela da Escola Naval “Cherne”. Parabéns!!

Samuca contou com exclusividade o que rolou por lá. Ouça aqui: 

Resultados completos abaixo:

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Definidas as tripulações que disputarão o Santos-Rio de HPE

Oito experientes velejadores divididos em dois pequenos barcos, sem cabine, partem para uma aventura inédita: superar o percurso de 354 km entre Santos e Rio de Janeiro

São Paulo – Correr a Regata Santos-Rio, que chega neste ano à 63ª edição, não será novidade para os oito “escalados”, mas enfrentar 220 milhas náuticas (354 km) a bordo de um HPE 25, veleiro de apenas oito metros e sem cabine, exige mais do que experiência. É preciso que o velejador esteja preparado física e mentalmente para suportar o desgaste de uma travessia oceânica que deve se estender por mais de 40 horas, sem direito a qualquer tipo de abrigo. A situação é digna de fazer com que os oito tripulantes definidos para o Desafio Santos-Rio de HPE tornem-se candidatos à ‘heróis da vela’.

Os experientes Marcelo Bellotti eLuiz Rosenfeld serão os comandantes dos veleiros W.Truffi/SER Glass e W.Truffi/Suzuki, que partem do Iate Clube de Santos neste sábado (26), com destino ao Iate Clube do Rio de Janeiro, devidamente autorizados pela Marinha da Brasil, para fazer a travessia escoltados por um bote de apoio, pilotado pelo não menos experiente Cuca Sodré, juiz internacional de regatas. A equipe de Bellotti contará com Duda Molina, Marcos Hurodovich e Juan de La Fuente. Cada barco da classe HPE exige quatro tripulantes. Rosenfeld levará com ele, Marcelo Gomes, Sérgio Rocha e Juninho de Jesus. 

Equipes experientes

O critério para a escolha dos tripulantes foi rigoroso, considerando-se a experiência que todos já viveram a bordo em outras embarcações. Bellotti idealizou o Desafio com o apoio de Rosenfeld e o aval do parceiro Duda Molina. Estabelecido o projeto, teve início o processo de seleção. Bellotti e Duda são vice-campeões mundiais de Lightning e sul-americanos de Snipe. Ambos também ficaram na segunda colocação da classe HPE na Copa Suzuki Jimny de 2012 com o SER Glass Eternity. Neste ano, estão novamente brigando pelo título da competição com o mesmo veleiro em Ilhabela.

Outros dois ‘lobos do mar’ completam a tripulação do W.Truffi/SER Glass. Marcos Hurodovich, com mais de 100 mil km navegados em regatas e travessias por todo o planeta, incluindo-se a expedição à Antártida com o Paratii, com Amyr Klink, e Juan de La Fuente, campeão da classe HPE na Semana de Vela deste ano em Ilhabela com o veleiro Ginga e considerado um dos melhores ‘acertadores’ de barco, principalmente pela trimagem das velas. 

No W.Truffi/Suzuki, o comandante Rosenfeld, construtor dos barcos HPE, com participações nas principais competições da vela de oceano, como a própria Santos-Rio e a Semana de Vela de Ilhabela, terá as companhias do sócio e também fabricante do HPE, Marcelo Gomes, de Sérgio Rocha, campeão da Semana de Vela e de outras regatas internacionais de classes oceânicas, sempre com a tripulação de Eduardo Souza Ramos, além de Juninho de Jesus, natural de Ilhabela, ‘top ten’ no Mundial de Snipe disputado recentemente no Rio de Janeiro e vencedor da última etapa da Copa Suzuki Jimny com o HPE Fit to Fly. 

O idealizador do Desafio Santos-Rio de HPE, Bellotti, está seguro de que os tripulantes das duas embarcações têm qualidades suficientes para que a regata seja concluída conforme planejado.”Contaremos com a experiência do Sérgio, um dos melhores velejadores do País em regatas longas; o forte do Juninho é a velocidade, ele é muito competitivo; o Marcelo conhece o barco como ninguém, afinal é o fabricante, e o Juan é perfeito para o Desafio porque além de talentoso é muito disciplinado e vai fazer com que tudo funcione conforme previsto. 

O Desafio Santos-Rio de HPE é uma realização da Brado Publicidade, com patrocínio máster da W.Truffi, patrocínio sênior de SER Glass e Suzuki e apoios de Zonda Boats, que disponibilizará o barco de apoio para acompanhar os dois veleiros, Regatta, Farol, Xis Design, North Sail, Dian Eficient Nutrition e Tempo OK. 

Da Local

Regata Santos Rio poderá ser acompanhada ao vivo pela internet

Associação Brasileira de Veleiros de Oceano irá fornecer equipamentos que identificam a localização dos barcos a cada 10 minutos

São Paulo – Pela primeira vez na história de uma regata oceânica do sudeste brasileiro, a competição poderá ser acompanhada ao vivo pela internet. A Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO) irá fornecer um Tracker – GPS para os primeiros 20 barcos inscritos na regata Santos Rio e a cada 10 minutos o aparelho irá transmitir suas localizações. No total, 28 equipes irão participar do evento, que tem largada no Iate Clube de Santos no próximo dia 26.

Além de passar a localização, o aparelho, conhecido como SPOT, também tem outras duas funções de segurança: pedir ajuda, através de SMS ou email, a dois contatos da equipe e a quatro contatos da organização e, em uma situação de emergência, acionar o 911 nos Estados Unidos, que será responsável por contatar no Brasil as entidades responsáveis por resgatar o barco.

Pela primeira vez dois HPE 25 disputarão a Santos – Rio

Duas tripulações esperam completar o percurso de 354 km em cerca de 40 horas no final de outubro em barcos de apenas oito metros, sem cabine

São Paulo – A Regata Santos-Rio, quase obrigatória no currículo dos principais velejadores do País, chega neste ano à 63ª edição e ganha a proporção de aventura para duas tripulações. Os experientes velejadores Marcelo Bellotti e Luiz Rosenfeld vão desafiar as 220 milhas náuticas (354 km) entre as duas cidades no comando de duas embarcações da classe HPE, barco de 25 pés (8 metros), mais adequado às velejadas costeiras. Está lançado o inédito ‘Desafio Santos-Rio de HPE’.

Será a primeira vez em 63 anos que dois barcos pequenos, sem cabine, encaram a proeza na mais tradicional regata oceânica do País. A intenção dos velejadores, devidamente autorizados pela Marinha do Brasil, é de cumprir o percurso entre 36 e 48 horas, dependendo das condições de vento e mar. A largada está prevista para o dia 26 de outubro, sábado, a partir do Iate Clube de Santos com destino ao Iate Clube do Rio de Janeiro.

Um dos barcos, o SER Glass, será capitaneado por Marcelo Bellotti, que tem disputado as principais competições de HPE do Brasil com resultados relevantes. É vice-campeão mundial de Lightning e sul-americano de Snipe, ao lado de Duda Molina, que também estará entre os quatro tripulantes para correr o Desafio Santos-Rio de HPE. Em 2012, ambos foram vice-campeões da classe na Copa Suzuki Jimny com o veleiro SER Glass Eternity. Neste ano, estão novamente brigando pelo título da competição com o mesmo veleiro em Ilhabela.

“Tive a ideia em uma viagem a trabalho, em Angola. Sonhei com uma planada que demos de HPE em Ilhabela e pensei: tenho de fazer uma regata longa com esse barco. Comecei a falar sobre essa vontade com amigos e todos diziam que eu estava ficando louco. Menos o Duda e o Rosenfeld que se empolgaram e levaram o projeto adiante”, revela Bellotti.

A realização do sonho representa para o velejador a quarta disputa da Santos-Rio. Foram duas participações como timoneiro do Touché e uma como tático do Montecristo. A travessia terá a escolta de um bote Zonda de 32 pés, conduzido pelo juiz internacional de regatas, Carlos Eduardo Sodré, Cuca, que ficará responsável pela segurança e logística. Com o apoio do bote, cada um dos dois barcos de oito metros deve levar alimento para as primeiras 24 horas e apenas um colchonete impermeável para o descanso em turnos entre os quatro tripulantes.

O outro veleiro, o Suzuki Jimny, terá o comando de Luiz Rosenfeld, construtor dos barcos HPE, com participações nas principais competições da vela de oceano, como a própria Santos-Rio e a Rolex Ilhabela Sailing Week, além da presença e do o apoio frequente aos eventos náuticos.

“O Desafio Santos-Rio de HPE tem um significado especial. Será um teste definitivo para os barcos de minha construção e me lembra dos dois anos em que passei a bordo de um pequeno barco de 6,5m. São desafios como este que nos proporcionam momentos inesquecíveis!”, revela Luiz Rosenfeld.

Enquanto os desafiantes da HPE estimam superar a aventura no Atlântico Sul em até dois dias, já houve quem rompesse o trajeto entre os dois iates clubes em menos de um dia. O recorde da regata pertence ao Sorsa III, comandado por Celso Quintela. O barco cruzou a linha de chegada em 2006 com o tempo de 19h33m40. A bordo, uma tripulação de peso que soube aproveitar da melhor forma a subida de uma frente fria. Entre os que conquistaram a ‘Fita Azul’ para estabelecer a nova marca, estavam: Eduardo Penido, Joca Signorini, Kiko Pelicano e Maurício Santa Cruz, que dez anos antes, registrara o recorde anterior com o Magia III, de Torben Grael.

O Desafio Santos-Rio de HPE é uma realização da Agência Brado, com apoio técnico da Zonta Boats, que disponibilizará o barco de apoio para acompanhar os dois veleiros ao longo da regata. A Suzuki Veículos e a SER Glass, empresas que se tornaram assíduas no incentivado ao esporte à vela, patrocinam o Desafio, que ainda busca mais alguns apoiadores.

Da Local

Relembrando a Regata Santos – Rio – por Átila Bohm

Veleiro Ondina

Veleiro Ondina

 

No dia 26 de outubro será dada a largada da 63ª regata Santos – Rio. Uma das competições mais tradicionais do calendário oceânico nacional, o evento este ano busca reviver seus tempos áureos, com pelo menos 20 barcos na água. Assim como antigamente, a largada volta a ser dada no sábado para que na sexta-feira os velejadores possam curtir um jantar no Iate Clube de Santos. Ainda como nos velhos tempos, o percurso volta a ser por fora de Ilhabela. As inscrições podem ser feitas na sede do ICS até às 10h do dia 26 e custam R$ 60,00 por tripulante. A largada está prevista para as 12h.

 

Leia abaixo o relato de Átila Bohm, relembrando a primeira edição da regata:

 

Na época da primeira Regata Santos-Rio construir um veleiro 40′ demandava dedicação do armador, tanto no aspecto técnico
como tecnológico. Vou explicar melhor: não existiam indústrias ou lojas especializadas no setor náutico brasileiro, adquirir peças
como manilhas, cabos e moitões era uma tarefa complexa. Normalmente o proprietário do barco, pessoalmente, elaborava as
peças, fazia o modelo em madeira e mandavam fundir em bronze. Era possível importar partes do barco, como foram várias
mastreações compradas no Estaleiro Nevins City Island USA, outro aspecto importante era o prazo de importação dependiam
exclusivamente do transporte marítimo.

Neste cenário um grupo de brasileiros liderados por José Candido Pimentel Duarte encomendou aos irmãos Olin e Roderick
Stephens, famosos como projetistas e armador de iates de competição do estúdio Sparkman & Stephens, o desenho de um 40 pés
para produção em série, denominada CLASSE BRASIL.

No verão de 1945, Jose Candido Pimentel Duarte velejou com o VENDAVAL até Florianópolis para contratar o Estaleiro Arataca da
empresa de navegação e comércio catarinense KARL HOEPKE. O objetivo era construir dez CLASSE BRASIL, cujos equipamentos
como mastreação, catracas e ferragens e motores, foram comprados antecipadamente.

Série ATATACA:
1949 – BL 10 ARACATI foi para a água em setembro de 1949, seguido pelo BL 12 CAIRU II e BL 11 MAJOY.
1951 – BL 15 PROCELÁRIA e o BL 14 SIMBAD.
1952 – BL 16 MISTRAL e o BL 18 TURUNA.
1954 – O oitavo e último da série Arataca o BL 17 CANGACEIRO.

Em 1947 iniciou-se a construção de três CLASSE BRASIL no Iate Clube do Rio de Janeiro o ONDINA, o GAIVINIA concluídos em 1948
e o terceiro não foi concluído.

Em 1960 três Classe Brasil foram construídos em Salvador-BA o VOODOO, o ZUMBI e o MALAGÔ.
O Classe Brasil foi um sucesso em termos de classe e desempenho. Na Regata BsAs – Rio 1953 venceu o CAUIRU II em 2º o
MISTRAL, em 4º o SIMBAD, em 5º o MAJOY e em 9º o ONDINA fazendo a melhor performance brasileira na competição até 2011.
Na Regata Santos – Rio tivemos o domínio dos CLASSE BRASIL da 1º regata, vencida pelo ONDINA até 1964 com a vitória do
PROCELÁRIA.

1ª REGATA SANTOS RIO
Em 1951 após duas Regatas Buenos Aires – Rio realizadas com sucesso em 1947 e 1950, a conquista pelo Brasil da medalha ouro
na Classe STAR conquistada por Roberto M. Bueno e prata na Classe SNIPE conquistada por Jean Robert Maligo nos jogos Pan
Americanos de 1951, o Iate Clube de Santos em construção e muito entusiasmo entre os iatistas brasileiros foi realizada a 1ª
Regata Santos – Rio. Inscreveram-se na competição 13 barcos brasileiros e 1 argentino.

O veleiro argentino BAMBINO de Horácio V. Pereda foi embarcado no navio a vapor NAVEIRO em Buenos Aires e desembarcou em
Santos especialmente para participar da primeira Santos-Rio. O BAMBINO Classe Cadete 30′, desenho de German Frers de 1950. O
BAMBINO foi o primeiro de uma série de 20 barcos, foi um competidor de alto nível para a Regata Santos – Rio, geralmente com
vento fraco. O Classe Cadete tinha deslocamento de 2.200 quilos, o que era considerado leve para um barco de 30 pés.

LARGADA DA 1ª REGATA SANTOS – RIO. Dia 18 de outubro de 1951, pela manhã, soprava um Sudoeste forte. À tarde, antes da largada, o vento amainou por duas horas e a área da largada ficou totalmente encalmada. Nesta época lacravam o eixo do hélice antes da regata. Todos os concorrentes foram rebocados para a linha de largada, o VENDAVAL que deslocava 35 toneladas teve grande dificuldade de ser rebocado para a linha de partida, várias vezes o cabo de reboque arrebentou, assim atrasando sua largada em 2 horas.

Às 17h foi dado tiro de largada. O ABAITARÉ II e o BAMBINO estavam no grupo que primeiro alcançou o vento que soprava ao
largo da Baía de Santos.
ÀAs 19 h com vento Sul forte o ABAITARÉ II deixou a Ilha da Moela por bombordo e assumiu a liderança da prova. O vento
aumentou de intensidade baixaram a Vela Grande e navegaram só com a Buja. O VENDAVAL fez a linha de larga com duas horas
de atraso.

Às 22 h com vento Sul forte o ABAITARÉ II esta no través da Ilha de Alcatrazes. A distância entre a Ponta da Praia, em Santos, até a
Ilha de Alcatrazes é aproximadamente 38 milhas, até este ponto o ABAITARÉ II fez a média de velocidade de 9,5 nós. O VENDAVAL
navegava com todas as velas. Segundo o Fernando Pimentel Duarte, comandante do VENDAVAL, o vento soprava acima de 30 nós
com muita chuva e baixa visibilidade.

Dia 19 de outubro
00:30 h – ABAITARÉ II no través da Ponta do Boi, Ilhabela. Nesta altura a média de velocidade caiu para 8,5 nós.
04:00 h – BISCAYA ao través da Ponta do Boi, Ilhabela, sua média de velocidade era de 6 nós.
06:00 h – ABAITARÉ II o vento continua forte de Sul, com chuva, a tripulação não tinha mais roupas secas. Navegava só com a Buja.
08:00 h – ABAITARÉ II avistou o SIRROCO pela popa, içou a segunda Buja.
16:00 h – ABAITARÉ II a meio caminho entre Ponta da Guaratiba e as Ilhas Tijucas, navegava por terra, o vento começou a rondar
para Leste, foi necessário virar de bordo.
17:10 h – VENDAVAL consagra-se Fita Azul da 1ª Regata Santos Rio. Fazendo o percurso em 24 horas, tempo de regata que só foi
superado pelo WA WA TOO III, em 1974.
19:01 h – SIROCCO chega em 2º lugar no tempo real, comandado por Walter Von Hütschler experiente regatista da Classe Star, foi
campeão mundial da classe Star em 1938 e 1939.
20:00 h – O vento rondou para o Leste. O ABAITARÉ II foi obrigado a fazer um rizo na Vela Grande e neste momento a adriça
enroscou na cruzeta ficando sem Vela Grande entre as Ilhas Tijuca e as Ilhas Cagarras.
21:23 h – ONDINA terceiro a cruzar a linha de chegada consagrando-se Campeão da 1ª Regata Santos – Rio no tempo corrigido.
21:50 h – MAJOY e CAIRU II cruzam a linha de chagada praticamente juntos.
23:55 h – ABAITARÉ II cruza a linha de chegada.
Dia 20 de outubro – vento Leste.
01:44 h – BAMBINO cruza a linha de chegada seguido do ARACATY, BISCAYA, VENTO PERSO e ALDEBARAN.
Dia 21 de outubro às 02:20 h o HIRONDELLE cruza a linha de chegada encerrado a 1ª Regata Santos – Rio.

Touché vence o Circuito Rio

Terminou neste domingo o Circuito Rio. Foram quatro dias de competições com regatas longas, até Ilha redonda na quinta-feira e até Maricas no sábado, e barla-sotas na sexta e no domingo. No final, na ORC deu Touché, de Ernesto Breda; na S40 deu Mitsubishi Magia, de Marco Grael; na C30 o campeão foi o Loyal, de Marcelo Massa e na RGS o vencedor foi o Kha-Rakha, de Valdir Petersen.

A competição este ano foi separada da Santos Rio, o que causou um esvaziamento da regata longa. Apenas quatro barcos partiram da cidade paulista rumo ao Rio. O fita-azul foi o Chroma, de Gustavo Crescenzo, mas o título ficou com o Loyal.

Os resultados do Circuito podem ser vistos clicando aqui.

Silvio Cassiano, do Mytoy, conta como foi a Santos-Rio 2011

Olá Pessoal da Vela!

Às 13h00 da última sexta feira, na Baía de Santos, foi dada a largada da mais tradicional regata da vela brasileira, a Santos-Rio, com 220 milhas náuticas em mar aberto.Os ventos na baía eram relativamente fortes de 15 a 18 nós. A partir do momento que os veleiros foram alcançando a Ilha da Moela, já em mar aberto, as ondas estavam em torno dos 2,5m e os ventos passavam dos 20 nós, quando começaram as primeiras desistências.

Após 4 horas de regata, quando o valente Myboy já estava com seu través de bombordo na altura da Riviera de São Lourenço e a Ilha do Montão de Trigo por boreste, começou aumentar a força dos ventos, agora já com rajadas de até 30 nós. As ondas lavavam frequentemente nosso convés e fomos obrigados a baixar a vela mestra, ficando apenas com a genoa 3 para equilibrar um pouco mais o barco.

Permanecemos com esta situação por mais de quatro horas, sempre dando bordos curtos próximos de terra, pois sabíamos que quanto ma,is pra fora seria pior. Chegamos nas proximidades da ponta da Sela (parte mais ao sul da Ilhabela) por volta das 2 horas da madrugada de sábado, julgando que subindo o Canal de São Sebastião teríamos alguns momentos de descanso e um pouco mais de conforto, pois todos os tripulantes estavam exaustos, encharcados e com frio…

Aposta errada, porque além da correnteza contrária, em torno dos 3 nós, estávamos num forte contra-vento acima de 20 nós, com rajadas constantes que superavam os 32. Conseguimos apoitar no Yacht Club de Ilhabela às 05h30, após incontáveis bordos, e continuávamos escutando pelas salas de rádio de Santos e Ilhabela, constantes desistências de outros veleiros.

O ponto alto foi a chegada ao clube do Veleiro Miragem, que veio motorando devagar e com seu mastro partido ao meio, ainda com retalhos da sua vela mestra de kevlar, novinha em folha, tremulando como bandeirolas soltas ao vento. Acredito que este tenha sido o ponto decisivo para comunicarmos também nosso DNF na regata às 07h00 do sábado.

Telefonei para o Iate Clube do Rio de Janeiro às 20h00 do domingo, e soube que até aquele momento haviam terminado a regata apenas quatro veleiros dos 25 que largaram de Santos e ainda restava apenas um a cruzar que tinha informado sua posição, minutos antes, próximo à Barra da Tijuca.

Resumindo, houve 20 DNF, do total de 25 veleiros inscritos. O nosso medalhista olímpico Torben Grael, com sua máquina de velejar S40, Mitsubishi Magia V, foi o fita-azul, completando o percurso em 43h31min.

Ano que vem tem mais e voltaremos à raia para mais aprendizados…

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