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Barco de Hong Kong vence a quarta perna da VOR em… Hong Kong

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O Sun Hung Kai/Scallywag, time “particular” bancado pelo bilionário Seng Huang Lee e comandado pelo australiano David Witt, um novato na Volvo Ocean Race (só fez uma perninha no passado, com Knut Frostad no Innovation Kvaerner), mas um morador de Hong Kong hoje e certamente um especialista no mar das Filipinas, venceu a quarta perna da Volvo Ocean Race em casa. E de forma brilhante!

A tripulação, cujo núcleo e comandante vieram do máxi Ragamuffin 100, quando ainda pertencia a Syd Fisher – o “biliona” nascido na Malásia Seng H. Lee comprou o barco de porteira fechada, incluindo a tripula, e rebatizou de Scallywag –, fez bonito na navegação.

Depois de velejar a parte austral da rota em último lugar, exatamente na ZCIT (Doldrums, Pot au Noir, calmas equatoriais…) quando cruzava o equador, o barco chinês se posicionou a oeste enquanto todo o resto da flotilha foi mais para o leste. Com isso, Witt (que na real foi super “witty”, não resisiti, desculpe) pulou para a liderança que não mais deixaria até o final. Incluindo aí no meio um sempre tenebroso episódio de homem ao mar. Este resolvido em incríveis e sortudos sete minutos apenas de banho do proeiro nadador involuntário e algumas milhas de liderança perdida. Não fez falta!

Agora (veja tabela abaixo) o DongFeng e o Vestas estão brigando pelo segundo lugar, logo depois vem o AkzoNobel, da nossa Martine Grael em quarto e mais atrás liderando o pelotão final está o Mapfre, seguido de Brunel e Turn the Tide. A chegada rio acima em Hong Kong promete emoções para o vice, seja quem for. Fique ligado!

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Murillo Novaes

Incidente de homem ao mar no Scallywag não tira a liderança deles na VOR (com vídeo).

O domingo começou dramático à bordo do líder da terceira perna da Volvo Ocean Race, o barco de Hong Kong Sun Hung Kai/Scallywag, do comandante australiano David Witt. Por volta de meio dia (hora local), com ventos de 15 a 20 nós, enquanto estava pendurado no outrigger (aquela verga pequena que fica à meia nau nos VO65) para uma manobra, o tripulante Alex Gough foi varrido por uma onda e “jogado pra cima como se estivesse em um cavalo”, segundo Witt.

Por sorte, a tripulação agiu rapidamente e apenas sete minutos depois do incidente o nadador involuntário estava fora das águas do Índico. “Foi uma estupidez minha, mas por sorte a galera percebeu logo e virou o barco muito rápido. Estou bem, mas foi assustador”, disse um aliviado Gough. “E lá vamos nós de novo!”, completou se referindo à liderança da perna que sofreu uma baixa de poucas milhas, mas permaneceu com a tripulação que ruma para casa (Hong Kong, 2.300nm à vante) vinda de Melbourne, que está a mais de 4 mil milhas na esteira.

Em segundo, a 13 milhas dos perrengueiros sino-britânicos, seguindo o brilhante desempenho até aqui nesta etapa, está o Akzo Nobel da nossa timoneira e reguladora de velas, Martine Grael. Atrás vem DongFeng (a 14 milhas do Akzo) e Vestas (37 milhas); seguidos da turma mais detrás que têm Mapfre, o líder geral da VOR, a 145 milhas do líder, Brunel um pouco atrás e fechando a tabela, Clean Seas – Turn the tide on Plastic. O ETA (tempo estimado de chegada) do líder é pro dia 19/01. Até lá muita água ainda vai passar debaixo das quilos. Que cheguem todos bem!!

Fui!

Murillo Novaes

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