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Posts com Tag ‘SSL’

Scheidt e Maguila lideram finais da Star Sailors League SSL nas Bahamas. Lars/Samuca em 11º e Torben/Madá em 23º.

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Alemão e Maguila em primeirão. Tá muito bão!!

Em busca do segundo título da SSL Finals, o bicampeão olímpico Robert Scheidt segue velejando de forma consistente nas Bahamas e mantém a liderança da competição após quatro regatas disputadas nesta quarta-feira (6), no Nassau Yacht Club. Ao lado do proeiro Henry Boenning, o Maguila, conseguiu um 11º, 4º, 3º e 6º lugares e, com essa regularidade, segurou a ponta na classificação geral, agora com 18 pontos perdidos (contando o descarte do pior resultado). Nesta quinta-feira (7), a fase decisiva da Star Sailors League prossegue com mais quatro corridas.

A regularidade para velejar sempre entre os líderes é a maior arma de Scheidt na SSL Finals, que reúne alguns dos melhores velejadores do planeta em uma disputa acirrada e de alto nível. Mesmo sem cruzar em primeiro em nenhuma das seis regatas disputadas até agora (no primeiro dia fez um 2º e um 3º lugares), o brasileiro mantém uma diferença de dois pontos para a dupla segunda colocada, formada pelos norte-americanos Mark Mendelblatt e Brian Fatih (18 a 20). Na terceira posição aparece Paul Cayard/Phil Trinter, também dos Estados Unidos, com 25 pontos perdidos.

Mesmo com o bom desempenho, Scheidt revele não ter tido um dia de facilidades em Nassau nesta quarta-feira, especialmente com a queda na velocidade do vento. “O mais importante foi termos conseguido evitar erros mais graves. Mantive-nos entre os primeiros, velejando sempre ao lado dos italianos e dos norte-americanos, mas foi difícil manter a concentração durante quatro regatas e com o vento perdendo intensidade. Superamos as dificuldades com o nosso entrosamento. A quinta-feira será um dia importantíssimo”, explicou o bicampeão olímpico de 44 anos, que tem patrocínio do Banco do Brasil e Rolex e apoio do COB e CBVela.

Além de Scheidt e Boenning, o Brasil conta com mais seis velejadores na SSL Finals. Além das duplas Torben Grael/Guilherme Almeida (23º geral) e Lars Grael/Samuel Gonçalves (11º geral), os proeiros Bruno Prada (velejando com o suíço Freddy Loof, em 10º geral) e Arthur Lopes (formando dupla com o alemão Hubert Merkelbach, em 20º) completam a lista. Amanhã tem mais! E ao vivo no: https://youtu.be/33wixMameEc

Murillo Novaes (Com ZDL)

Bruno Prada é prata na Final da Star Sailors League

Pódio da Final da SSL com Prada na segunda colocação.

Pódio da Final da SSL com Prada na segunda colocação.

 

Melhor proeiro do mundo correu ao lado do neozelandês Hamish Pepper. Título ficou com George Szabo (USA) e Edoardo Natucci (ITA)

A edição 2015 da Grande Final da Star Sailors League terminou neste sábado com condições desafiadoras nas águas da baía de Montagu, em Nassau, nas Bahamas. Onze duplas de velejadores renomados, de oito países, incluindo o Brasil disputaram três regatas eliminatórias para definir quem levaria o ouro e parte do prêmio de $200 mil. Dez times disputaram as quartas de final e a vitória foi de George Szabo (USA) e Edoardo Natucci (ITA). Bruno Prada, que correu com o neozelandês Hamish Pepper, ficou com a prata.

A disputa mais acirrada neste começo de dia foi pelas últimas vagas nas semi-finais. Paul Cayard e Brian Sharp, dos EUA, garantiram a classificação, eliminando os italianos Diego Negri e Sergio Lambertenghi depois de um popa espetacular. Kusznierewicz/Zycki (POL), Williams/ Mitchell (GBR) e Schümann/Borkowski (GER) também foram eliminados.

A semi-final foi disputada pelos seis primeiros das quartas, mais os franceses Xavier Rohart e Pierre-Alexis Ponsot, vencedores da fase classificatória. Os alemães Johanes Plgar e Markus Koy travaram uma batalha particular com os franceses, mas a vitória ficou com Pepper/Prada. As três duplas, mais Szabo e Natucci passaram para a final. Bernaz/Rambeau (FRA), Stipanovic/Canali (CRO/ITA) e Cayard/Sharp (USA) foram eliminados

Na final, logo na largada, Pepper/Prada e Rohart/Ponsot foram penalizados pelos juízes e tiveram que manobrar para pagar a penalização. Szabo/Natucci também foram penalizados ao tentar cruzar a frente de Polgar/Koy sem direito de passagem. Pepper/Prada conseguiram se recuperar e montaram a primeira boia em primeiro, com Szabo/Natucci a menos de um barco atrás. A partir daí as duas duplas trocaram posições até a última perna, quando o barco do brasileiro acabou indo para o lado errado, cedendo a vitória para a dupla ítalo-americana por um barco de vantagem. Rohart/Ponsot completaram o pódio.

Para se ter ideia de quão forte era a flotilha que velejou neste último dia, dentre os 22 velejadores, havia 28 campanhas olímpicas, além de mais de 12 participações em America´s Cups. Além disso, a diferença de idade e experiência também chama a atenção. Jochen Schuemann conquistou a primeira das suas três medalhas de ouro olímpicas, o ouro na Finn em 1976, data em que o velejador francês Jean Baptiste Bernaz não havia nem nascido.

Xavier Rohart:

Tive muitas emoções hoje. Tivemos tudo para vencer o evento: velocidade, confiança, conhecimento, sentimos o vento muito bem, mas cometemos um erro na largada. Fui muito agressivo e por isso assumo a responsabilidade. Tivemos uma pequena colisão com o Pepper e não reclamamos, mas o juiz não viu direito e penalizou as duas duplas. Como o presidente da SSL acredito que este evento tenha sido um grande sucesso e a única coisa que queria era um pouco mais de vento, especialmente nas quartas de final. Espero que continuemos com esse sucesso e que possamos crescer mais e melhor!

George Szabo:

Sempre gostei de velejar com vento mais fraco e estava preocupado de chegar na raia e ter 15, 20 nós de vento todos os dias, então fiquei muito feliz com as condições que encontramos aqui. Vento fraco é realmente o meu ponto forte. Estou muito contente, o evento foi muito divertido, os outros velejadores são muito legais e ninguém dá folga. Mesmo aqueles que nunca tinham velejado em um Star são tão bons, que acabam encontrando uma rondada de vento que os leva para frente. Os que velejam de Star tem ótima velocidade e uma velejada bonita de se ver. Todos foram honestos e a flotilha foi sensacional!

Hamish Pepper:

Tivemos uma pequena briga com o Rohart na largada e ainda não sei direito o que aconteceu, mas por sorte tinham apenas quatro barcos correndo a regata e foi possível pegar o vento limpo para seguir. Além disso, estávamos do lado certo da raia, onde o vento estava um pouco mais forte, e conseguimos voltar até que bem para a regata, mas a disputa com o Szabo foi uma montanha-russa e ele estava indo muito bem no popa. Regata muito disputada e estou até sem unha!

A Grande Final da SSL distribuiu $200 mil em prêmios e os vencedores levaram para casa, além do trofeu, o cheque no valor de $40 mil.

Por Mari Peccicacco

Extra das estrelas!! Termina SSL na Suíça! Torben/Madá em 7º, Jorginho/Prada em 10º.

Torben e Madá mandaram bem nas classificatórias, mas terminaram em sétimo na Suíça

Torben e Madá mandaram bem nas classificatórias, mas terminaram em sétimo na Suíça

Final da SSL na Suíça tem duas duplas brasileiras e vitória da dupla suíço-americana Szabo/Ducommun

Boa tarde querido amigo e mais que querida amiga. Sem mais delongas, direto do covil do Posto 6, vamos ao textículo da lavra de Aryzão Pereira Jr. sobre o campeonato de vela que reuniu as estrelas das estrelas em Neuchatel.

A experiência do americano campeão mundial da classe Star, George Szabo, somada ao conhecimento da raia do suíço Patrick Ducommun, levou a dupla ao título do 1º Grand Slam da Star Sailors League (SSL) encerrado neste sábado (12) no Lago de Neuchatel. Eles souberam como aproveitar o vento nordeste de fraca intensidade para passar pelas quartas de final, com dez barcos; semifinal, com sete e pela regata decisiva, com quatro tripulações.

Patrick, natural de Grandson, fez com que a comemoração tomasse conta do Centro de Vela do vilarejo à margem do lago ao sudoeste da Suíça, com extensão de 38 km. O também campeão mundial, o alemão Robert Stanjek, ficou com a medalha de prata, junto com o proeiro Frithjof Kleen. Os americanos Mark Mendelblat e Brian Fatih, campeões da SSL Finals em dezembro nas Bahamas, levaram o bronze. Do prêmio total de 100 mil dólares, pago aos 20 mais bem colocados, os três primeiros receberam 25, 15 e 10 mil dólares, respectivamente. Os campeões somaram 3.000 pontos no ranking, pontuação máxima da SSL.

“Foi um grande campeonato, uma disputa diferente devido ao tamanho da flotilha, com 68 barcos. Tudo poderia acontecer na raia e eu estava ao lado de um exímio conhecedor do lago”, reconheceu o timoneiro Szabo em relação a Patrick, que atribuiu a vitória à harmonia a bordo. “Quase não entendo inglês e ele não fala a minha língua, o francês. O que ajuda é nossa amizade. Usamos algumas palavras e alguns sinais para nos entendermos. A tática é não estressar”, ensina o velejador suíço. Ambos correram um campeonato juntos em San Diego.

Dia complicado – As duplas brasileiras chegaram às regatas finais, mas não se saíram tão bem no vento mais fraco. Torben Grael e Guilherme de Almeida foram à semifinal e terminaram em sétimo lugar, enquanto Jorge Zarif e Bruno Prada pararam nas quartas de final, em décimo. “A fase de classificação foi excelente. Vencemos três das sete regatas. Passamos sem problemas pelas quartas, mas na semifinal largamos mal e fica difícil a recuperação em uma regata curta com vento fraco. Mas estamos contentes”, disfarçou Torben, sempre acostumado às vitórias.

Guilherme de Almeida, parceiro de Torben foi enfático. “Velejamos muito bem nas quartas e muito mal na semifinal. Erramos na regata em que não podíamos errar. Faz parte do jogo”, resignou-se o proeiro. A dupla brasileira ficou em terceiro lugar no Mundial de Star deste ano na Itália. Como coordenador da equipe brasileira em plena campanha para os Jogos de 2016, Torben tem velejado pouco na classe que o consagrou como bicampeão olímpico.

A outra dupla brasileira, com Zarif e Prada, passou para as quartas de final no limite da pontuação, mas não conseguiu avançar à semifinal. Ambos trouxeram à Suíça, a experiência da SSL Finals em Nassau. Prada venceu a competição em 2013 com Robert Scheidt. Zarif foi o melhor brasileiro no ano seguinte, com o quarto lugar ao lado de Henry Boening, o Maguila.

“Nas Bahamas fica mais fácil para os brasileiros. As regatas são disputadas no mar, com bombadas (jogo de corpo a bordo) e ondas grandes. No lago fica mais complicado, principalmente quando falta vento”, comparou Prada. “O campeonato foi muito bom. Mostrou que a SSL está evoluindo”, opinou o vice-campeão olímpico. Zarif também aprovou a competição. “Fomos consistentes na fase de classificação e alcançamos nosso objetivo: chegar às finais. Nas quartas não deu para nós”, analisou o velejador que segue em campanha olímpica na classe Finn para os Jogos Rio 2016.

Murillo Novaes

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