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Posts com Tag ‘Star Sailors League’

vice-líder na Stars Sailors League nas Bahamas

Robert e Bruno Prada mantiveram a regularidade no segundo dia de regatas em Nassau. Nesta sexta serão definidas as tripulações que seguem para a segunda fase

A dupla brasileira na foto de Gilles-Martin Raget/SSL

A dupla brasileira na foto de Gilles-Martin Raget/SSL

Nassau (BAH) – Atuais campeões da Star Sailors League (SSL) Finals, Robert Scheidt e Bruno Prada disputaram mais três regatas nesta quinta-feira (4) em Nassau, nas Bahamas, pela fase de classificação do campeonato, que reúne 20 das principais tripulações de Star na vela mundial. Obtiveram um sétimo e dois quartos lugares, o suficiente para se posicionarem como vice-líderes, com 18 pontos perdidos, dez a mais do que os líderes, os americanos Mendelblatt e Fatih, com oito. A dupla alemã Polgar e Koy, com 21, ocupa a terceira colocação.

Na primeira regata do dia, a quarta da SSL Finals, Robert e Bruno passaram do limite no momento de contornar a primeira boia de contravento. Perderam tempo para retornar e recuperar o rumo certo “Cometi um erro grande, de novo. Não consegui montar a boia. Foi como se tivesse pagado um pênalti”, considerou Robert, que ainda conseguiu chegar na sétima colocação. A dupla americana Mendelblatt e Fatih venceu praticamente de ponta a ponta, com 60min24, seguidos pelo campeão olímpico de Star, em Londres, Freddy Loof e seu proeiro Anders Ekstrom, ambos da Suécia. O vento nordeste esteve sempre em torno de 15 nós (27 km/h)

Após a segunda largada os tricampeões mundiais de Star mantiveram-se em posição intermediária na flotilha. Contornaram a primeira boia em 12º lugar. Partiram para a recuperação na primeira perna de popa, saltando para a sétima colocação. Na quarta e última perna, também em popa, chegaram ao segundo lugar, mas perto da linha de chegada escolheram o lado direito da raia, enquanto o vento favoreceu a esquerda. Robert e Bruno chegaram na quarta posição, a 53 segundos de Mark Mendelblatt, que obteve a segunda vitória no dia. O francês Rohart foi o segundo e o croata Gaspic, o terceiro.

Na última disputa desta quinta-feira, a sexta do campeonato, Robert repetiu a colocação anterior. Manteve-se sempre entre os cinco primeiros. Travou duelos com, o alemão Polgar, Jorge Zarif e Mendelblatt, o velejador mais regular do dia. A dupla Polgar e Koy venceu com 56min23, com Mendelblatt em segundo e Jorginho em terceiro lugar. Robert ficou a 30 segundos do vencedor. “O importante é ficar em primeiro para evitar a próxima fase, mas hoje não teve jeito, o americano (Mendelblatt) velejou com muita velocidade”, analisou Robert, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela.

Para o novo líder da SSL Finals, o dia foi perfeito. “Fiz grandes regatas, sempre com vento adequado e velocidade suficiente para me manter à frente. Por enquanto só estou tentando velejar da melhor forma possível, a cada regata, sem pensar em resultado final”, argumentou Mendelblatt, bronze na primeira edição da SSL Finals em 2013, também com sede no Nassau Yacht Club (NYC).

Nesta sexta (5), mais três largadas definem os barcos para as quartas de final. Como o primeiro colocado passa direto à semi, estarão classificados do segundo ao 11º, após nove regatas. A semifinal terá sete tripulações e a final, quatro. As três séries estão previstas para este sábado (6), dia decisivo. A primeira regata do dia começa às 11h em Nassau (14h em Brasília). Entre as outras três duplas brasileiras, Zarif e Boening estão em oitavo, Torben e Guilherme em 16º, e Fuchs e Seifert em 20º lugar.

Classificação após três regatas e um descarte

1. Mendelblatt/Fatih (EUA) – 8 pontos perdidos (1+[10]+3+1+1+2)
2. Scheidt/Prada (BRA) – 18 pp ([7]+1+2+7+4+4)
3. Polgar/Koy (ALE) – 21 pp ([9]+3+6+2+13+1)
4. Loof/Ekstrom (SUE) – 22 pp (4+[12]+4+3+6+5)
5. Rohart/Ponsot (FRA) – 29 pp (6+2+[13]+9+2+10)
6. Negri/Lambertenghi – 29 pp (5+5+[10]+6+5+8)
7. Kusznierewicz/Zycki (POL) – 36 pp (10+8+[12]+4+7+7)
8. Zarif/Boening (BRA) – 37 pp (15+7+1+[17]+11+3)
9. Scott/Milne (ING) – 39 pp ([13]+4+5+11+8+11)
10. Gaspic/Sitic (CRO) – 46 pp ([14]+14+7+10+3+12)
11. Papathanasiou/Tsotras (GRE) – 55 pp (2+9+9+16+[20]+19)

Torben Grael e Jorge Zarif se juntam à Robert Scheidt e Marcelo Fuchs na Star Sailors League

Torben e Madá, na foto do mestre Borlenghi

Torben e Madá, na foto do mestre Borlenghi

A Star Sailors League divulgou esta semana que o Brasil terá mais dois representantes na grande final da competição, em dezembro, nas Bahamas. Torben Grael e Jorge Zarif receberam o convite para fazer parte da flotilha de 20 barcos tripulados pelos melhores velejadores da classe. Também representarão o Brasil os skippers Robert Scheidt (5º) e Marcelo Fuchs (12º).

“O formato da SSL é o futuro da classe Star, a mais famosa e importante da vela. Isso diz muito como eu me senti quando recebi o convite. Imediatamente eu liguei para o Dino Pascolato para pedir seu proeiro emprestado. Já marcamos alguns treinos e comecei a perder um pouco de peso (cada um terá que perder 10 kg)”, disse Jorginho, que velejará ao lado de Henry Boening, o Maguila. Torben estará novamente ao lado de Guilherme Almeida, com quem acabou de vencer o norte-americano da classe.

 

Robert e Bruno vencem a Star Sailors League

Dupla tricampeã mundial mantém a hegemonia na classe Star superando os melhores velejadores do mundo na primeira final mundial da Liga em Nassau

Carlo Borlenghi registrou a dupla após receber a medalha de ouro da SSL

Carlo Borlenghi registrou a dupla após receber a medalha de ouro da SSL

Nassau (BAH) – Robert Scheidt fecha a temporada de 2013 de forma perfeita, da forma como teria encomendado, se houvesse a possibilidade. Em novembro, a conquista do Mundial de Laser em Omã. Um mês depois, a vitória na principal competição de Star do ano, a Star Sailors Legue Finals, em Nassau, nas Bahamas, ao lado de Bruno Prada. Nas três regatas decisivas deste sábado (7), os brasileiros chegaram em quarto lugar nas quartas de final e venceram a semifinal e a final. Os poloneses Mateus Kusznierewicz e Dominik Zycki ficaram com a prata, e os americanos Mark Mendelblatt e Brian Fatih garantiram o bronze.

Na véspera da decisão, Scheidt desejava que o vento estivesse forte, em torno de 15 nós. O dia ofereceu a condição pretendida. “Confiamos em nossa velocidade, mas se o vento estiver fraco vai nivelar todo mundo”, que conta com os patrocínios do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, além dos apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro/2016. Com as rajadas de sueste próximas dos 14 nós (25 km/h), os brasileiros fizeram uma largada conservadora nas quartas de final. Precisavam chegar no máximo em sétimo, entre os dez barcos da flotilha, para seguir à semifinal.

No primeiro contravento da regata de 1,2 milha (2 km), Scheidt e Prada estiveram na sétima colocação, mas foram ganhando com tranquilidade uma posição a cada perna, até cruzarem a linha de chegada em quarto lugar. Três barcos foram eliminados. Os sete classificados partiram para mais uma largada, a semifinal, que excluiria do campeonato outros três barcos.

Os tricampeões mundiais de Star se mantiveram entre os quatro durante toda a prova, até assumirem a liderança com ultrapassagens sobre os italianos Negri e Lambertenghi e em cima dos americanos Mendelblatt e Fatih. O primeiro lugar e a classificação para a semifinal estava garantida. Os poloneses Kusznierewicz e Zycki também passaram à decisão.

Domínio na regata final

Na prova final, Scheidt e Prada impuseram-se do começo ao fim. No melhor estilo ‘match race’, a dupla largou estrategicamente junto à boia e deixou a linha aberta à direita para os outros três barcos. Os adversários foram deslocados para o extremo da raia sem opção para reagir, e foram literalmente encurralados devido à tática precisa adotada pelos brasileiros. Os poloneses esboçaram uma ameaça na segunda marca de contravento, mas no vento em popa Scheidt e Prada voltaram a abrir vantagem e a sustentaram até o final. Polônia e Estados Unidos completaram o pódio.

“Foi um campeonato e uma final espetaculares. É um dos dias mais felizes da minha vida. Estou feliz com o título e com o sucesso da Star Sailors League”, comemorou Scheidt pouco antes de receber a medalha de ouro das mãos do velejador americano Dennis Conner, cinco vezes campeão da America’s Cup.

Com as medalhas douradas no peito, Scheidt e Prada escalaram o topo do pódio para ouvir o hino brasileiro enquanto a bandeira verde e amarela tremulava no alto do mastro, às margens do canal de Nova Providência, a ilha onde está o Nassau Yacht Club, sede da primeira edição da Star Sailors League Final. A competição distribuiu premiação total de 200 mil dólares, sendo 40 mil aos campeões.

Retrospecto

O domínio de Robert Scheidt e Bruno Prada na Star Sailors League Finals mostrou-se logo no primeiro dia, quando os dois assumiram a liderança, sustentando a ponta durante toda a fase classificatória. Com quatro vitórias e três segundos lugares, um terceiro e um quarto lugar, somaram 13 pontos perdidos, com vantagem de 18 sobre os vice-líderes, os norte-americanos Mark Mendelblatt e Brian Fatih. O momento mais emocionante veio na sexta-feira (6), quando Scheidt e o norte-americano Paul Cayard, duas das maiores estrelas da SSL Finals, fizeram uma disputa casco a casco, já na reta final da oitava regata, também vencida pelo brasileiro.

Da Local

Com vídeo: Scheidt e Prada seguem na liderança da Star Sailors League

Dupla brasileira obteve um primeiro e dois segundos lugares, somando 11 pontos perdidos, 13 a menos do que os italianos Negri e Lambertenghi, e garantindo vaga nas quartas de final, nas Bahamas

Nassau (BAH) – O tempo dedicado por Robert Scheidt à classe Laser, após a Olimpíada de Londres até a conquista do Mundial do Omã, em novembro, não foi suficiente para interferir no seu desempenho na Star. Scheidt resgatou a sintonia com o barco e com Bruno Prada como se não tivesse deixado temporariamente a classe. Nesta quinta-feira (5), segundo dia da fase preliminar da Star Sailors League Finals (SSL), em Nassau, a dupla brasileira ganhou a primeira regata e ainda obteve dois segundos lugares, o que garante a classificação matemática por antecipação às quartas de final.

“Estou surpreso com os bons resultados, mas com certeza ainda estamos colhendo os frutos da preparação para Londres, que foi muito intensa. Nossa vantagem está na sensibilidade que o Bruno adquiriu velejando de Finn. É fundamental para o proeiro, enquanto eu na Laser, sozinho, preciso tomar um monte de decisões que acabam ajudando na Star”, destacou Robert Scheidt, ressaltando que as duplas Negri/Lambertenghi (ITA), Mendelblatt/Fatih (EUA) e Melleby/Strube (NOR) também estão entre os favoritos. “Será ótimo irmos para a raia nesta sexta, já classificados. Poderemos testar algumas regulagens em busca da melhora no contra-vento.”

Em mais um dia de sol e calor (22 a 28°C), com as rajadas de sueste atingindo até 16 nós (30 km/k), a flotilha de 18 barcos disputou três regatas na raia próxima à Nova Providência, uma das três mil ilhas que compõem a Comunidade das Bahamas, ao norte do Yacht Club Nassau. Scheidt e Prada dominaram o percurso de 1,2 milha (2,1 km), principalmente nas pernas de vento em popa.

Na primeira regata do dia, a quinta do campeonato, os brasileiros largaram entre os três primeiros e, após 28 minutos, ultrapassaram a dupla Negri e Lambertenghi, no final da primeira perna de popa, para assumir a liderança até a linha de chegada e finalizar a prova com 58m23, impondo 23 segundos de vantagem sobre os italianos. Os timoneiros americanos Mark Mendelblatt e Paul Cayard chegaram em terceiro e quarto, respectivamente.

Os tricampeões mundiais de Star alinharam para a nova largada com a motivação reforçada pela vitória obtida na quinta regata. Repetiram o bom desempenho e ficaram em segundo lugar. O francês Xavier Rohart, bronze nos Jogos de Atenas em 2004 e líder do ranking da SSL, venceu a prova de ponta a ponta ao lado do proeiro Pierre Ponsot, com 56m42. Scheidt e Prada chegaram apenas dois segundos à frente do norueguês Melleby e do americano Strube, terceiros colocados.

Na última prova, a dupla brasileira assumiu a liderança dez minutos após a largada, caiu para a quinta colocação e contornou a primeira marca em terceiro, atrás dos poloneses Kusznierewicz e Zycki e dos alemães Polgar e Koy. A briga se tornou intensa entre os três barcos que se alternavam entre os três primeiros lugares a cada momento. O barco alemão levou a melhor (55m42), com os brasileiros em segundo e os poloneses em terceiro lugar.

“Conseguimos hoje uma excelente velocidade em popa e mostramos que temos capacidade de recuperação. Isso ficou claro na segunda regata. Só precisamos melhorar um pouco no contra-vento”, analisou Scheidt, que conta com os patrocínios do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, além dos apoios do COB e da CBVela. Bruno Prada também deixou a raia satisfeito com o desempenho da dupla. “Percebemos que nosso ritmo de regata está forte porque, mesmo em classes diferentes, nos mantivemos em campanha olímpica. Mas em um campeonato como este, em que todos zeram a pontuação a partir da próxima fase, não adianta abrir um monte de pontos. Não é muito justo, mas é o regulamento e vamos continuar evoluindo”, avaliou o proeiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela.

Com os resultados desta quinta-feira, Scheidt e Prada estão matematicamente classificados para a próxima fase. Somam 11 pontos perdidos, considerando-se o descarte único. Negri e Lambertengui têm 24, Mendelblatt e Fatih, 26 pontos. Se os brasileiros chegarem na 18ª colocação nas duas últimas regatas, perderão 33 pontos. Os franceses Lobert e Rambeau, que ocupam a décima posição, já perderam 61.

Para esta sexta (6), estão previstas as duas últimas regatas da fase de classificação, a partir das 11h em Nassau (14h em Brasília). Entre os 18 participantes da inédita final da liga criada neste ano pelos próprios velejadores, os dez primeiros voltam à raia no sábado para mais três regatas: quartas-de-final, semifinal e final, com dez, sete e quatro barcos respectivamente.

Transmissão ao vivo

A Star Sailors League disponibilizou a transmissão ao vivo do torneio, por um programa de visualização em 2D, o Virtual Eye. O programa traz um alto nível de detalhamento das regatas, permitindo observar as manobras dos velejadores e dados como a distância entre eles e a velocidade, tudo em tempo real. Acompanhe a competição em tempo real: live.starsailors.com

Classificação após sete regatas e um descarte

1. Robert Scheidt/Bruno Prada (BRA) – 11 pontos perdidos (2+[4]+1+3+1+2+2)
2. Diego Negri/Sergio Lambertenghi (ITA) – 24 pp (1+1+6+9+2+[13]+5)
3. Mark Mendelblatt/Brian Fatih (USA) – 26 pp (6+2+3+5+3+7+[9])
4. Eivind Melleby/Mark Strube (NOR) – 32 pp (3+8+11+4+[14]+3+4)
5. Xavier Rohart/Pierre-Alexis Ponsot (FRA) – 35 pp (7+6+5+10+6+1+[11])
6. Mateusz Kusznierewicz/Dominik Zycki (POL) – 40 pp (4+[14]+4+6+12+11+3)
7. Robert Stanjek/Frithjof Kleen (ALE) – 43 pp (13+5+2+[16]+7+10+6)
8. Johannes Polgar/Markus Koy (ALE) – 52 pp (11+15+[17]+15+5+5+1)
9. Augie Diaz/Jon Von Schwarz (USA) – 55 pp (8+7+7+13+8+[19]+12)
10. Jonathan Lobert/Pascal Rambeau (FRA) – 61 pp ([18]+3+8+11+18+4+17)

Da Local

Robert Scheidt vence esperado duelo com Paul Cayard na Star Sailors League

Brasileiros cruzaram a linha de chegada apenas dois segundos à frente da dupla americana em Nassau, nesta sexta (6)

Largada da regata em Nassau

Largada da regata em Nassau

Nassau (BAH) – O anunciado duelo entre duas das maiores estrelas da Star Sailors League (SSL), Robert Scheidt e Paul Cayard, finalmente aconteceu na raia de Nova Providência, ao norte do Nassau Yacht Club, nas Bahamas, no que se transformou no mais emocionante da fase de classificação da SSL Finals. A vitória foi da dupla brasileira, que ganhou também a última regata desta sexta-feira (6) e vai para a fase final mostrando domínio da classe, com quatro vitórias e três segundos lugares em nove provas. A competição termina neste sábado (7), quando será conhecido o campeão de 2013, em mais três regatas, a partir das 11h (14h em Brasília).

“Velejar sem pressão, hoje (sexta-feira), foi melhor. Corremos mais soltos e ganhamos”, comemorou Robert Scheidt, que conta com os patrocínios do Banco do Brasil, Rolex, Prada e Deloitte, além dos apoios do COB e da CBVela na campanha olímpica para os Jogos do Rio de Janeiro/2016.

A disputa entre brasileiros e norte-americanos dominou a oitava e penúltima prova da primeira fase. Scheidt e Bruno Prada chegaram apenas dois segundos à frente de Paul Cayard e Austin Sperry. No visual, a diferença foi de um barco. Os brasileiros venceram a regata com 63m55. Os também americanos Mendelblatt e Fatih, cruzaram seis segundos depois, deixando aberta a briga entre os três barcos até o último momento.

Cayard surpreendeu. Na largada não estava nem perto dos primeiros e só se recuperou depois de contornar a terceira boia, para a segunda perna de vento em popa. Cayard e Scheidt ultrapassaram Mendelblatt e partiram para um emocionante duelo casco a casco, em que qualquer manobra errada poderia favorecer o adversário. Após o revezamento na liderança, os brasileiros mostraram que fazem a diferença na velejada em popa. Uma chegada sensacional com vitória verde e amarela e aplausos dos espectadores embarcados em torno da raia.

Supremacia

Scheidt e Prada já estavam com a classificação para as quartas de final garantida matematicamente e tinham a intenção de aproveitar as duas regatas do dia ‘apenas’ para testar novas regulagens para o contra-vento, o ponto a ser aprimorado, segundo Scheidt. A motivação para vencer manteve-se elevada como se fosse uma decisão. Na segunda prova, a supremacia brasileira se repetiu. A dupla medalhista nas duas últimas olimpíadas passou a liderar após a largada e no segundo contra-vento a vantagem sobre Mendelblatt e Fatih, os vice-líderes, já estava em 30 segundos.

Com a velocidade adquirida pelos brasileiros na última perna de popa, a liderança tornou-se ainda mais tranquila. A distância de 150 metros em relação aos que disputavam o segundo lugar era a certeza de uma nova vitória, consolidada após 1h02m37. Mendelblatt e o dinamarquês Hestbaek chegaram praticamente juntos, depois de 54 segundos. As duas vitórias brasileiras foram obtidas em um percurso de 1,5 milha (2,7 km) com vento predominante de leste, em torno de 15 nós (28 km), considerado ideal para uma regata de classes olímpicas.

“Não levaremos os pontos, mas a confiança que adquirimos nos três dias, com resultados muito favoráveis, é fundamental. Agora é esperar que o vento esteja forte para aproveitarmos nossa velocidade. Se estiver mais fraco, nivela todos e ficará mais complicado para nós. O ideal seria 15 nós e que na intensidade não diminuísse”, explicou Scheidt. “Amanhã, terá pressão e vai ser importante tomar cuidado na largada e evitar protestos, mas não dá para velejar pensando em chegar em sétimo ou quarto (as ‘notas de corte’ das quartas de final e semifinal). Tem que velejar para ganhar.

O desempenho de Robert Scheidt na competição rendeu elogios até de um dos adversários, o francês Xavier Rohart, líder do ranking criado pela SSL. “O sábado será fantástico. O formato da competição pode não ser o ideal, mas garante a emoção até o final. Está sendo muito bom velejar contra o Robert. Ele e o Mendelblatt são os favoritos e eu também vou brigar por um lugar no pódio. É impressionante ver o Robert conduzindo o barco. É uma habilidade que ele traz da classe Laser. A correnteza na raia está muito forte, o que exige muito esforço e atenção na tática”, comentou Rohart.

Regulamento perigoso

A ampla vantagem acumulada por Scheidt e Prada nas nove regatas preliminares será desconsiderada neste sábado, dia de se conhecer os campeões após três regatas: quartas de final, semifinal e final, com dez, sete e quatro barcos respectivamente. Os pontos obtidos pelos dez primeiros colocados, entre uma flotilha de 18 barcos, serão zerados, situação inclusive questionada por Bruno Prada.

“Para o evento não seria atrativo se fôssemos para a fase final com 20 ou 25 pontos de vantagem sobre os adversários, mas para nós não é a melhor condição. O importante é que estou muito feliz de competir e com a nossa velocidade em popa. As regatas de hoje foram espetaculares. Vencemos o Paul Cayard por uma onda que nos levou até a linha de chegada”, defendeu o proeiro, patrocinado pelo Banco do Brasil, Oakley, Zhik, Club Athletico Paulistano, COB e CBVela.

A observação de Prada repercutiu entre os velejadores e a SSL já considera mudar o regulamento para a SSL Finals de 2014. No inédito evento das Bahamas, as 18 duplas convidadas de acordo com o ranking da liga, criada neste ano, disputaram nove regatas com o mesmo peso em três dias. As dez mais bem classificadas passaram para o quarto e último dia, que terá as três últimas regatas. Três barcos serão eliminados em cada uma das duas primeiras. Vão sobrar apenas quatro duplas para a última e decisiva prova que definirá o primeiro campeão da promissora SSL.

Classificados para a fase final da SSL, após 9 regatas e um descarte

1. Robert Scheidt/Bruno Prada (BRA) – 13 pontos perdidos (2+[4]+1+3+1+2+2+1+1)
2. Mark Mendelblatt/Brian Fatih (USA) – 32 pp (6+2+3+5+3+7+[9]+3+3)
3. Diego Negri/Sergio Lambertenghi (ITA) – 49 pp (1+1+6+9+2+[13]+5+15+11)
4. Xavier Rohart/Pierre-Alexis Ponsot (FRA) – 51 pp (7+6+5+10+6+1+11+[17]+5)
5. Eivind Melleby/Mark Strube (NOR) – 51 pp (3+8+11+4+[14]+3+4+12+7)
6. Robert Stanjek/Frithjof Kleen (ALE) – 55 pp (13+5+2+[16]+7+10+6+5+8)
7. Mateusz Kusznierewicz/Dominik Zycki (POL) – 57 pp (4+[14]+4+6+12+11+3+8+9)
8. Johannes Polgar/Markus Koy (ALE) – 67 pp (11+15+[17]+15+5+5+1+11+4)
9. Augie Diaz/Jon Von Schwarz (USA) – 74 pp (8+7+7+13+8+[19]+12+9+10)
10. Michael Hestbaek/Claus Olesen (DNK) – 77 pp (5+11+12+[17]+16+9+16+6+2)

Da Local

Após mais um título mundial, Scheidt disputa Star Sailors League em Nassau

Bicampeão olímpico vai duelar com o lendário americano Paul Cayard e os melhores do mundo na classe, entre os dias 3 e 8 de dezembro, nas Bahamas

Scheidt comemora mais um título mundial na Laser

Scheidt comemora mais um título mundial na Laser

São Paulo – A primeira edição da Star Sailors League (SSL) reunirá os melhores velejadores do mundo na classe Star em Nassau, Bahamas, pela primeira vez desde os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Entre os dias 3 e 8 de dezembro, Robert Scheidt e Bruno Prada vão representar o Brasil em uma flotilha de 18 barcos com várias das duplas mais bem colocadas no ranking mundial da classe.

A última competição disputada pelo bicampeão olímpico na Star, ao lado de Bruno Prada, foi a Rolex Ilhabela Sailing Week, em julho, no litoral norte de São Paulo. A dupla comemorou o reencontro, após a medalha de bronze nos Jogos de Londres, em 2012, com o título da competição organizada pelo Yacht Club de Ilhabela.

“Vamos para a competição sem um grande preparo. Teremos três dias para treinar, mas não haverá pressão por resultados”, explica Scheidt. “Além disso, não dá para prever muito em termos de performance, porque é um evento profissional que está começando agora. Estamos indo para apoiar a competição, que será muito interessante, com a presença dos melhores do mundo, velejadores com quem disputamos em Londres.”

Scheidt e Prada se mantiveram na liderança do ranking mundial da Star por 21 meses, entre julho de 2010 e abril de 2012 (apenas durante o mês de dezembro de 2011, por não competirem, deixaram o posto). O domínio da classe tornou-se ainda mais evidente em abril de 2012, quando os dois somaram apenas primeiros lugares entre os sete resultados mais importantes para a classificação no ranking – um feito inédito na história da vela no mundo. Em maio daquele ano, em Hyères, os dois venceram o Mundial da Star e entraram para a história da vela brasileira como os primeiros tricampeões mundiais da classe. Além deles, só uma dupla, os italianos Agostino Straulino e Nicolo Rode, ganhou, velejando junta, três títulos mundiais (1952, 1953 e 1956).

Os brasileiros terão adversários à altura, entre as duplas de 11 países que disputarão a Star Sailors League (SSL), como o lendário americano Paul Cayard, sete vezes campeão mundial e vencedor da Louis Vuitton Cup. Além deles, estarão presentes o francês Xavier Rohart, o sueco Freddy Loof, o suíço Flávio Marazzi, o norueguês Eivind Melleby e o também americano Mark Mendelblat.

A novidade da Star Sailors League é o regulamento. Nos três primeiros dias, serão disputadas nove regatas. No quarto e decisivo, as dez melhores duplas disputam as três últimas provas: quartas de final, semifinal e final, eliminando-se três barcos por largada até a definição dos quatro finalistas. O campeão receberá quatro mil pontos no ranking da SSL.

A premiação total é de 200 mil dólares, incluindo o ‘Skipper do Ano’ (melhor comandante da temporada). A dupla eleita como a mais eficiente de 2013, levará o “Simpson Memorial Trophy”, troféu em homenagem ao britânico Andrew ‘Bart’ Simpson, campeão olímpico de Star em Pequim, vítima fatal de um acidente com o barco sueco Artemis, durante treino para a America’s Cup deste ano na Baía de São Francisco (EUA).

Movimento dos velejadores de Star

A Star Sailors League Final no Yacht Club Nassau será considerada como o lançamento oficial das atividades da nova liga. O objetivo da competição é fazer com que o talento dos velejadores prevaleça sobre o desempenho das embarcações. A SSL foi fundada em janeiro deste ano, concretizando um antigo desejo de velejadores olímpicos e amadores dispostos a elaborar um circuito internacional que promovesse os atletas da classe e valorizasse suas habilidades.

Batizada de Star Sailors League, a organização define um novo ranking mundial, com base no modelo da ATP, criada pelos tênistas profissionais em 1972. A SSL já conta com 2.400 velejadores ranqueados. A intenção dos atletas é de que a Star Sailors League Final seja disputada anualmente, a exemplo do que acontece com o Master de tênis, que reúne os melhores do ano ao final de cada temporada.

Da Local

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