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Posts com Tag ‘Torben Grael’

Resumão, ão, ão de segunda na terça: passamentos, Bacardi, VOR, S40, aniversário, 29er, Abraço, Floripa e mais!

lars_samuca_bacardi2015

Lars Grael e Samuel Gonçalves são bicampeões da Bacardi Cup de Star. Santinha e cia. vencem a Bacardi na J/70. Relatório independente aponta causas do acidente do Vestas na VOR. Patagonia vence 3ª etapa do SulAm de S40 em Punta.

E mais: 95 anos do ICRJ, Coringa campeão brasileiro de Soling em POA, Aranha e Essle campeões paulistas de 29er, Atrevita fita azul no Caribe, Novos tripulantes na 5ª perna da VOR, ISAF visita COI por poluição no Rio, Kahena Kunze ameaça boicote contra lixo na Guanabara, Axel Grael vai ajudar na política de despoluição, Stamm e Le Cam acima do equador na Barcelona Race, Helio convoca Clássicos para Semana de Ilhabela, Regata Centro-Jurerê agita Floripa

Agende-se: SulBra de OP (seletiva pro Mundial), SulAm de Snipe, Circuito Santista de Oceano, Copa Suzuki Jimny, Mundial de S40 e abraço à Guarapiranga

 

Querido amigo e mais que querida amiga, boa tarde. Boa para quem? Poderia perguntar o pessimista com o foco na política, na economia, na educação, saúde, segurança pública ou no meio ambiente. Tá difícil… E, por mais que este animador de auditório literário queira que sua vida seja eivada de prazeres e bons momentos, acredito que tanto para você quanto para mim e para a torcida do Flamengo (do Corinthians, do Cruzeiro, do Inter e até do Barcelona… Nem vamos mencionar o Shaktar Donetski) a coisa está meio estranha neste princípio de século 21 que mais parece o século 12, com tanto fundamentalismo, vil6encia e egoísmo grassando pelos quatro cantos de nossa redonda nave-mãe.

Mas sigamos com o olhar esperançoso no horizonte e a certeza de que as tempestades passam e nos fortalecem para que possamos melhor aproveitar as bonanças que invariavelmente também fazem parte da vida. No entanto, por força das circunstâncias, eu devo começar este redivivo resumão de segunda na terça, com uma notícia triste para nossa vela e especialmente para todos aqueles que conviveram com estas figuras que nos deixaram nestes últimos dias.

Primeiro o botequeiro de boa cepa, amigo dos amigos e sempre animado e apaixonado homem do mar, Luca Bastos. Depois de uma honrosa batalha contra um câncer ele foi navegar no plano mais alto. Paz e bem! Ontem foi Florence Arthaud, a bela francesa que, entre outros feitos, em 1990, no trimarã desenhado pela hoje conhecida dupla VPLP, Groupe Pierre 1er, estarreceu o mundo vélico com sua vitória em solitário na Rota do Rum em um mundo então quase que exclusivamente masculino.

Ela e outras duas lendas do esporte francês (mais 5 conterrâneos e os dois pilotos argentinos) morreram em La Rioja quando dois helicópteros colidiram enquanto faziam parte de um reality show da TV francesa. Dura realidade!

E, para completar nossa tristeza, partiu para os oceanos infinitos da eternidade a lenda de nosso esporte, um dos grandes pioneiros da vela brasuca, o vovô Fernando Pimentel Duarte. Nas palavras de Lars Grael, Comodoro da ABVO:

“Velejador renomado da tradicional família Pimentel Duarte que praticamente criou a ABVO e a Vela de Oceano no Brasil. O lendário veleiro da família Vendaval foi precursor das regatas Santos-Rio e Buenos-Aires Rio.

Fernando desde jovem destacou-se como tripulante e timoneiro do Vendaval. Na classe Star conquistou três barras de prata (proeiro Vice Campeão ou Bronze em Campeonato Continental – Sul Americano).

Como comandante, destacou-se através de várias conquistas com seu veleiro Procelária.

Foi Comodoro da ABVO, Presidente da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro – FEVERJ e Presidente do Conselho Deliberativo do Iate Clube do Rio de Janeiro.

Conduziu uma das principais publicações do esporte da vela, a revista Yachting Brasileiro que circulou até os anos 60.

Como industrial do segmento náutico, foi proprietário do estaleiro FIBRAMAR que produziu desde Lasers e skiffs a remo até diversos barcos de regata consagrados como Tiki, Longueuil; Zim II dentre outros.

Grande empreendedor do nosso esporte e em especial da Vela Oceânica, fica a homenagem da ABVO e do 7º Distrito da Classe Star em nome de todos seus associados.”

Eu, que cresci ouvindo as histórias de meu avô sobre as velejadas no Vendaval e os Pimentel Duarte e, por motivos óbvios, reconheço na Yachting Brasileiro a melhor e mais importante publicação náutica jamais feita em nosso país, sinto um profundo pesar e, desde já, me solidarizo ao PC e a toda a família neste momento de saudade e dor.

Mas como diria Cazuza, o tempo não para e o que de melhor podemos fazer para honrar a memória dos que se foram e seguir vivendo e buscando aquele momento fugidio e etéreo que se chama felicidade.

E quem nos deu uma imensa alegria foi justamente Lars Grael e a esquadra de estrelas brasileiras que aportou em Mimi para fazer história. Vamos a eles…

 

Bacardi – A 88ª edição da Bacardi Cup de Star, agora parte da Bacardi Miami Sailing Week, viu pela segunda vez consecutiva nosso lindo pendão da esperança e símbolo augusto da paz flamulando no mais alto. Em uma virada sobre os patrícios Jorginho Zarif e Bruno Prada, que vinham liderando tudo desde o primeiro dia (amém, Guga!! O manzinha tá demais!!) a dupla incansável Lars Grael e Samuca Gonçalves foi novamente campeã da copa.

Lars e o recém-casado mais feliz das Américas reeditaram o feito de 2014 e impressionaram a todos com direito até a citação do mestre dos magos Paul Cayard, o cara que é ídolo dos ídolos na parte norte de nosso continente. Disse ele: “Lars Grael ganhou a regata final e sua segunda Copa Bacardi em sequência. O sucesso de Lars é ainda mais notável já que ele é um amputado, tendo perdido a perna direita. Ele é um modelo de resiliência [para todos nós]”. Falou e disse, Mr.Paul!!

Entretanto, não foram só Lars e Samuca e o finnista Zarifinho e o olímpico Brunão que se destacaram nas águas de Biscayne, uma verdadeira “Brazilian Storm” se abateu na Flórida e tivemos ainda, no Star, em 4º lugar (e supercampeão na sua categoria) o exaltado grão mestre Dino Pascolato e seu fiel escudeiro Maguila Boening, mostrando que idade não é problema para quem tem as manhas e sabe das coisas, e em 6º ninguém menos que Turbina Grael e o Dr. Madalena Almeida.

Ainda entre as estrelas do drinque caribenho, vimos em um mais que honroso 20º lugar o nosso ministro das boas práticas eleitorais Admar Gonzaga e Xande Freitas representando a Flotilha Paranoá em grande estilo, seguidos, em 29º, da dupla candango-niteroiense Culé Reis e Playboy Ferreira (Marcelo retornando às raias de Star depois de um afortunado afastamento dedicado aos tijolos, cavalos e vinhos de boa safra). Em 45º e 46º, respectivamente, ficaram Luis Mosquera/Roberto Freire e Fred Viegas/Tinha Moura. Ufa!!

Mas não pense que é só isso… Porque você ainda ganha uma santa de presente no J/70! Bruschetta neles!

A classe J/70, o maior sucesso do one-design mundial dos últimos tempos, reuniu uma flotilha considerável em Miami também. E dentre os 45 barcos, após 8 regatas na baía de Biscayne, quem venceu? Ele mesmo! Santinha!! Junto com Sergio Almeida, Maxim Wengert e o ruivo Daniel Glomb, nosso multicampeão Maurício Santa Cruz trouxe mais um lindo troféu para enfeitar a casa de seus pais em Cabo Frio. Parabéns!! Arrebentaram!!

Ainda entre os J/70, tivemos o Sudoeste com os alegres (em inglês) Jose Vita, Andre Diomelli, Marcello Bellotti e Marcello Sansone segurando a posição número 24 (foi por causa do Bellotti, ok…) e em 29º ficou o Cloud Nine (seria cloud twenty nine?) com Phil Haegler, Brian Kamilar, Renato “Massara” Cunha Faria e Pedro Costa. Esse J/70 é o bicho! Eu recomeiiiindo!!

Na tela do Expedition (com as cartas C-Map) o que o navegador e o comandante do Vestas viram foi isso... Seu grande erro foi acreditar na imagem e não checar outras fontes.

Na tela do Expedition (com as cartas C-Map) o que o navegador e o comandante do Vestas viram foi isso… Seu grande erro foi acreditar na imagem e não checar outras fontes.

VOR – Saiu o relatório final da comissão independente que apurou o acidente com o Vestas Wind na segunda perna da Volvo Ocean Race. A iniciativa de Knut Frostad, CEO da regata, é louvável e o texto, altamente esclarecedor, de Chris Oxenbould, Stan Honey e Chuck Hawley é leitura obrigatória para todos os navegadores que utilizam cartas eletrônicas (ou seja, todos nós!).

O documento, de 81 páginas, esmiúça de forma realmente independente e altamente técnica os fatos ocorridos naquela fatídica noite de 29 de novembro. Para quem quiser ler a íntegra basta clicar no link http://bit.ly/VOR_rel

Em suma, fora a soma de fatores que realmente redundam em qualquer acidente, já que raramente um motivo isolado é o responsável (como eu bem sei!), o grande problema foi que a leitura em níveis de zoom muito pequenos das cartas eletrônicas disponíveis à bordo mostravam os baixios de Cargados Carajos (nunca vou me acostumar com este nome! Ô ironia…) como se tivessem uma profundidade mínima de 40 metros. E tanto Vouter Werbraak, o navegador, quanto o comandante, Chris Nicholson, que já haviam velejado algumas vezes juntos no Rambler e se davam muito bem, achavam que esta era a informação correta.

No barco havia as cartas em papel, que jamais foram consultadas e, mesmo quando o arquipélago passou a fazer parte da rota, o que ocorreu devido a uma mudança na zona de exclusão do Índico (devido ao perigo dos piratas do chifre da África) na noite anterior à largada, e o navegador estudou no seu computador pessoal as novas possibilidades, ele jamais obteve a informação de que ali havia profundidade menor que 40m (na verdade, recifes e ilhas!). E por que isso?

Porque, por uma questão técnica das cartas C-Map, da Jeppesen Marine, e do software Expedition, somadas ao fato de que no barco apenas um computador tinha as licenças completas (economia infeliz) para “ver” todos os níveis de escala, e este não foi o usado, induziram ao erro. Apesar de toda a redundância, que permitiria que uma simples consulta ao software Adrena (eles também possuíam o Deckman), também disponível a bordo, ou mesmo ao chartplotter da B&G com sua carta genérica (mas que marcava o perigo), que mostrava a informação correta, isto, óbvio, não aconteceu.

Claro que a falta de planejamento prévio ajudou, que o fato de, coincidentemente, o navegador estar descansando e não na mesa de navegação, de as cartas de papel não terem sido tocadas, de o navegador não ter ativado o recurso de “chart boundaries” presente no Expedition, ou os diversos alarmes do Adrena, o principal é a questão da escala (zoom) nas pequenas telas dos computadores de bordo (uma carta de papel tem 1 metro quadrado contra algumas polegadas dos displays) e do coincidente erro técnico, na área específica, do C-Map + Expedition que, mesmo com o zoom alto, só mostrava parte dos baixios com as informações completas.

O relatório não visa apontar culpados e com o auxílio técnico de Stan Honey, o cara que, além de excelente navegador, campeão da própria VOR em 2006, “inventou” os modernos recursos visuais virtuais das transmissões esportivas da TV Americana e mundial (NFL, NASCAR, America’s Cup, etc.) e ganhou três Emmy Awards por isso, faz uma série de recomendações de melhorias nos sistemas de navegação.

Com quase 30 entrevistas, uma excelente clarificação dos fatos e a coragem de realmente trazer tudo à tona, o relatório é de suma importância para a navegação esportiva e geral e deixa o alerta: cheque e recheque tudo sempre, use a redundância (se houver) a seu favor, não confie integralmente nas cartas eletrônicas (como, aliás, sempre está escrito nas próprias) e, mesmo que você confie que está tudo certo, não relaxe na aproximação de baixios e/ou montanhas marinhas cartografadas, mesmo que aparentemente com profundidade suficiente para seu calado. Fica a dica!

 

Mestre Capizzano capturou toda a beleza do S40 Patagonia em águas uruguais neste finde. Campeões!

Mestre Capizzano capturou toda a beleza do S40 Patagonia em águas uruguais neste finde. Campeões!

S40 – Depois de quatro dias de velejo e nove regatas disputadas, o Patagonia de Norberto Alvarez Vitale se sagrou campeão da 3ª etapa do SulAm de Soto40 em Punta del Este.

O dia começou sem o pódio definido, o Patagonia estava em primeiro lugar com 23 pontos, seguido pelo Estampa DelViento com a mesma pontuação e o Mitsubishi com 25.

Depois de mais de duas horas de atraso devido à falta de vento, foi iniciada a última prova do campeonato com 14 nós, de sueste e o Patagonia começou à frente, chegando primeiro na marca de barlavento na primeira e na terceira pernas ( e na de sotavento entre as duas, claro). Na última perna, porém, o “nosso” Carioca conseguiu ultrapassar e venceu, seguido por Patagonia e Itaú.

O que definiu o resultado geral da coisa toda com o argentino Patagonia campeão, o Mitsubishi chileno como vice e o Estampa DelViento, também chileno, no terceiro degrau do pódio.

Entre os brasucas, o Pajero, de Eduardo Souza Ramos, ficou em 4º e venceu na categoria owner/driver, o Crioula II, de Renato Plass, foi 5º e o supracitado Carioca de Roberto Martins foi o 7º. O proeiro do campeão e coleguinha das letrinhas vélicas Juanpa Cadario declarou: “fico feliz em voltar depois de um ano e ganhar. A ideia era nos preparar para a Copa do Mundo, mas é muito bom chegar e ganhar um campeonato tão feliz”. Parabéns aos hermanos!! A próxima é o mundial em Floripa. Veja na agenda!

 

No final de semana retrasado, Fred "sempre ele" Hoffmann registrou toda a beleza dos 95 anos do ICRJ na forma de Zing3. Fita sempre azul!

No final de semana retrasado, Fred “sempre ele” Hoffmann registrou toda a beleza dos 95 anos do ICRJ na forma de Zing3. Fita sempre azul!

(\_~~ (\_ Rajadinhas (\_~~ ~ (\_

** Esta faltou… No final de semana dos dias 7 e 8 de março rolaram as regatas de 95 anos do Iate Clube do Rio de Janeiro. Entre os monotipos, presença de Robert Scheidt, Bruno Fontes e outras feras internacionais no Laser. Entre os oceanos, o destaque foi mais uma fita azul pro belo Zing3. Resultados completos no site do clube. Oceano: http://bit.ly/ICRJ_95OC e monotipos: http://bit.ly/ICRJ_95MO Parabéns iate!!

** Já neste final de semana rolou, no Veleiros do Sul, em Porto Alegre, o campeonato Brasileiro de Soling. Com uma boa média o Coringa tripulado por Lucas Ostergren, Carlos Alberto Trein e Roger Lamb venceu o 45º Campeonato Brasileiro da classe. Em 2º lugar ficou o Don’t Let Me Down, com Cícero Hartmann, Flávio Quevedo e André Renard. E em terceiro ficou o Bossa Nova/Água de Arcanjo, com Marcos Pinto Ribeiro, Frederico Sidou e Lúcio Pinto Ribeiro. Este foi o primeiro título brasileiro da equipe que compete há 14 anos na classe Soling. E foi o segundo para Lucas Ostergren, que ganhou pela primeira vez em 2004. Desde então, Lucas velejava mais de Laser e assumiu o posto de timoneiro no Coringa na véspera do campeonato iniciar. Também, com esse sobrenome… Fica fácil! E cuidado com o Batman, galera!!

** Antonio Aranha e Alexander Essle conquistaram o título do 1º Campeonato Paulista da classe 29er encerrado neste domingo (8) na Represa Guarapiranga, com sede no Yacht Club Santo Amaro (YCSA). A dupla do Audi YCSA Sailing Team obteve dois primeiros e dois segundos lugares, nas regatas disputadas sábado e domingo com chuva forte e vento fraco. Gustavo Abdulklech e Richard Hilbert, do ICRJ ficaram na segunda colocação, seguidos por Renê Hormazabal e Fábio Melcher, de Ilhabela e São Sebastião, respectivamente. Ambas as duplas venceram uma regata. Parabéns aos jovens esquifeiros brasileiros! Têm futuro!!

** A escuna pátria Atrevida foi mais uma vez fita azul da St. Maarten Heineken Regatta. Formada em parte por associados do Veleiros do Sul (que tocou a corneta para nós) como o comandante Átila Bohm, Miguel Virgílio Petikovicz e André Gick, a tripulação do clássico de 95 pés teve mais uma grande performance em águas caribenhas. Atrevidos!!

** Novas caras aparecerão nas tripulações dos barcos da VOR em Itajaí. No Dongfeng o reforço para a perna de quase 6.800 milhas é Damian Foxall, o irlandês gente boa que quase velejou o Brasil 1 em 2005. Já no Alvimedica a novidade é o superexperiente neozelandês e nada gente boa Stu Bannatyne que foi campeão com Torben, Horácio e Joca no Ericsson em 2009. Se juntar os dois, na média dá um…

** O presidente Carlo Croce e o vice-presidente Scott Perry, da ISAF, visitaram o Comitê Olímpico Internacional (COI), onde se reuniram com o presidente Thomas Bach e membros da equipe do COI para discutir a preocupação comum de todos sobre a poluição na baía de Guanabara. A apreensão, tanto do COI quanto da ISAF, centra-se principalmente nos objetos físicos na água, que podem afetar o resultado da competição, e na contaminação da água que pode afetar a saúde dos atletas. Enquanto isso, na sala de justiça…

** Por falar em poluição e Guanabara, mais uma vez nossas gatas, competentes, campeãs e guerreiras ambientais, Martine Grael e Kahena Kunze falaram duro sobre a raia olímpica. Kahena chegou a ameaçar fazer um boicote e abrir mão de competir no Rio. Apoiadas!! Veja a matéria do globoesporte.com em: http://glo.bo/1wWy83O

** E outro Grael está na parada da poluta Guanabara. Axel Grael, tio de Martine, nosso querido vice-prefeito de Niterói, remanescente do nosso outrora querido Partido Verde do RJ, está na roubada… Ele aceitou ser um dos responsáveis pela tentativa de limpeza da baía para o Rio 2016. Homem de coragem!! Só podemos desejar sucesso e boa sorte!

** A Barcelona World Race continua a todo vapor. Enquanto os líderes Stamm e Le Cam no Cheminées Poujoulat cruzaram o equador, boa parte da galera ainda montava o Horn. A competição em duplas, sem paradas e sem assistência é tipo uma Vendee para dois e reúne os sempre belos e velozes IMOCA 60. Confira o vídeo: http://bit.ly/1wWxSSi

** Helioca manda avisar de bordo do MaraCatu: “Aqui Hélio, tripulante do veleiro Aventura. Meu comandante José Guilherme, mais conhecido no meio náutico como Chicão, entrou em contato com Cuca Sodré, que se mostrou propenso a abrir um espaço especial para a participação de veleiros clássicos na da 42ª Ilhabela Sailing Week, que acontecerá entre 4 e 11 de julho de 2015. Note que para o dimensionamento da quantidade de grupos e premiação é necessário saber o número de barcos participantes. Portanto solicito aos comandantes que demonstrem seu interesse, deem sua opinião e divulguem para outros possíveis interessados”. Tô fazendo minha parte!!

** Neste sábado teve início a Copa Veleiros de Oceano, organizada pelo Iate Clube de Santa Catarina. A Regata Centro-Jurerê abriu o calendário, que conta com dez eventos, em um belo dia de sol e bons ventos. As vinte embarcações que participaram desta primeira etapa proporcionaram um lindo espetáculo ao público que pôde acompanhar de perto a largada, em frente ao Trapiche da Av. Beira-Mar Norte, com os balões colorindo as águas do centro da cidade. Largaram as classes ORC, RGS-A, RGS-B, RGS-C, RGS-Cruzeiro, C30 e HPE25.

** Ainda na santa e bela… O campeão do Circuito Oceânico 2015, o Zeus, do comandante Inácio Vandressem, foi, mais uma vez, o mais rápido na C30, vencendo a regata. Em segundo ficou o Corta Vento. Na Classe ORC, o Itajaí Sailing Team, que há alguns dias venceu a Regata Ilha de Caras, foi o mais veloz, vencendo o Catuana Kin, (2º) e Ataw (3º). A classe RGS-A teve como grande vencedor o veleiro Argonauta, seguido pelo Bruxo e Açores III. Já na RGS-B o Zephyrus foi o mais eficiente, com Bom Abrigo (2º) e Mãe D´água (3º). Na RGS-C vitória para o Tintiun. o Cecris V foi o 2º, enquanto o Vento Solar completou o pódio.

** Seguindo… Na RGS-Cruzeiro, classe com o maior número de veleiros, o Y-Jurerê-Mirim foi o vencedor da regata. Volupia (2º), Terral (3º), Açores II (4º), Quival (5º) e Xamego (6º) vieram na sequencia. Completando a prova, o Força 12 foi o vencedor na HPE25. A premiação da regata acontece no dia 17 de março, durante a reunião dos comandantes para a próxima prova da Copa Veleiros de Oceano: a Regata Cidade de Florianópolis, que acontece no dia 21 de março. Animados os manezinhos!!

 

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

**  A partir dessa quarta-feira, 11, até o próximo sábado, 14, mais de cem velejadores de todo Brasil disputam o Campeonato Sul-Brasileiro, que será a Seletiva Nacional de Vela para o Mundial de Optimist. Devido à importância da competição, os principais competidores da classe estarão em Florianópolis. A seletiva nacional apontará os cinco classificados para o mundial de OP, que acontece em Kamien Pormorski, na Polônia, entre os dias 25 de agosto e 05 de setembro.

** De 27 de março a 5 de abril o Club Nautico Mar del Plata, na costa argentina, recebe o SulAm de Snipe. A turma da narceja vai se divertir no swell, por vezes, gigantesco do mar do prata. Bons ventos e bom surfe!

** A 2ª Etapa Circuito Santista de Vela Oceânica rola no dia 14/03 com a Regata de Volta da Ilha das Cabras. As classes IRC, RGS, RGS CRUISER com certificado de medição válido para 2015 e Veleiros de Oceano e Clássicos, sem medição, estão convidados. Compareça!!

** A Copa Suzuki Jimny 2015 será aberta no fim deste mês. Nos finais de semana de 21 e 22 e 28 e 29 de março Ilhabela recebe um dos mais importantes circuitos da vela oceânica do país. Alô paulistada!! Em guarda!

** Mundial de Soto 40 em Floripa é tudo de bom! Os mais modernos barcos one design da vela oceânica chegam à Praia de Jurerê, em Florianópolis para o Mitsubishi Motors Soto 40 World Championship, a principal competição da classe. Com 10 regatas previstas, o evento será realizado entre os dias 7 e 16 de abril. Imperdível!

** Por fim uma ambiental. No dia 23.02.15, rolou a primeira reunião de organização do Abraço à Guarapiranga 2015. O Abraço foi marcado para 31/05/15 – último domingo de maio – no início da semana do meio ambiente. A próxima reunião será dia 16/03 – segunda-feira às 19.00 horas, na sede do Grupo Escoteiros Almirante Tamandaré, Av João Martins Erédia, 205 – Veleiros. E no dia 20/03 haverá o Ato de Luta pela Água – com concentração a partir das 14 no Masp, na Av. Paulista. Participe!!

 

(\_~~ (\_ Entre Aspas (\_~~ ~ (\_

“A única coisa tão inevitável quanto a morte é a vida”. Do sempre genial Charles Chaplin refletindo sobre a inexorabilidade da (in)existência.

Fui!!! Vivendo…

Murillo Novaes

 

Resumito de quinta de um jornalista idem: Star, J/70, S40 e mais.

Mestre Capizzano, de olho no lance, flagrou a sempre bela flotilha de S40 hoje no Uruguai.

Mestre Capizzano, de olho no lance, flagrou a sempre bela flotilha de S40 hoje no Uruguai.

Lars e Samuca vencem em Miami e encostam nos líderes Jorginho e Bruno. Santinha e cia. vencem no J/70. Mitsubishi chileno começa na frente o SulAm der S40 em Punta.

Agende-se: Paulista de 29er no YCSA e 95 anos de ICRJ nas águas da Guanabara e no computador

Boa noite querido amigo e queridíssima amiga, já de volta às fainas noticioso-literárias e como o inexorável caminhar dos ponteiros do relógio não permite delongas e nossos velejadores não param de produzir notícias, vamos direto a mais uma reestreia neste março de petrolões lavados a jato, eis contigo o resumito da vela.

E para não tomar mais do seu precioso tempo vamos direto à capital externa de nosso varonil Brasil: Miami. Pois é por lá que a verde, amarela, azul e branca está nos píncaros.

Bacardi – O quarto dia da 88ª Bacardi Cup de Star (hoje parte da Bacardi Miami Sailing Week) viu mais uma vez o triunfo e brilho das estrelas brasucas. Depois de Jorginho Zarif/Bruno Prada e de Torben Grael/Madá Almeida hoje foi o dia de outra dupla de Pindorama vencer regata na baía de Biscayne.

Lars Grael e Samuca Gonçalves, que defendem o título de 2014 da competição, andaram muito e superaram os outros 55 veleiros da classe Star que aproveitaram, segundo o multicampeão Paul Cayard nos informa, “o vento um pouco mais leve hoje, começando com 11 nós e caindo para 8 mais pro fim. Não houve nenhum grande rondada e o vento oscilou mais ou menos 5 graus em torno de 165 graus”, completa a lenda da vela ianque que ocupa uma modesta (para ele) 6ª posição.

Cayard e seu proa, Brian Terhaar, estão atrás de três brasileiros (Jorge/Bruno em 1º com 6pts; Lars/Samuca em 2º com 7pts e Torben/Madá em 4º com 17pts), dois campeões mundiais (Mark Reynolds/Magnus em 3º com 15pts e Augie Diaz/Arnis em 5º com 18pts) e apenas dois pontos a menos que outros brasucas, Dino Pascolato e Maguila Boening, que chegaram em segundo hoje (quinta-feira) e, com 25 pontos, ocupam a 7ª posição geral e superlideram os exalted gran masters, categoria dos timoneiros com mais de 70 anos. Duca!!

E fora as quatro duplas brasileiras nos top10 ainda temos outras quatro correndo no Star e mais outras que estrearam hoje no J/70. Entre as estrelas, temos a volta do nosso campeão olímpico Marcelo “Playboy” Ferreira fazendo a proa do amigo candango Culé Reis (em 30º com 78pts), nosso rigoroso ministro eleitoral Admar Gonzaga com Xande Freitas (em 27º 66pts); Luis Mosquera e Roberto Freire (45º 166pts) e os paranoínos Fred Viegas e Tinha (53º 149pts).

Na nova coqueluche da vela planetária, com quase 700 barcos vendidos, o J/70, temos uma flotilha de quase 50 barcos em Miami. E a brasucada do Bruschetta (Mauricio Santa Cruz / Sergio Almeida / Maxim Wengert / Daniel Glomb), sob comando de nossa Santa começou bem no primeiro dia com direito até a vitória na 2ª prova das 3 de hoje e ocupa a 4ª colocação com 16pts. O Sudoeste (Jose Vita / Andre Diomelli / Marcello Bellotti / Marcello Sansone) está em 22º e o Cloud Nine (Phil Haegler / Brian Kamilar / Renato Cunha Faria/Pedro Costa) está em 30º. Amanhã tem mais!!

 

S40 – Hoje começaram as regatas da 3ª etapa do SulAm de Soto 40 no Iate Clube Punta del Este. Neste primeiro dia rolaram duas barla-sota de quatro pernas, com o Mitsubishi vencendo ambas.

A ação começou com a primeira prova, às 13:10 horas, com vento sul de 9 nós. O Crioula de Renato Plass saiu na frente, mas o Mitsubishi de Horacio Pavez pulou para a frente e manteve a liderança até o final da regata, seguido de Crioula e Patagonia.

O segundo vencedor do dia também foi o Mitsubishi, que disputou o primeiro lugar com o Pajero de Eduardo Souza Ramos até o último minuto. Em terceiro lugar ficou o Estampa Del Viento.

Sete barcos estão participando da competição:. “Carioca”, “Crioula”, “Estampa Del Viento”, “Itaú”, “Mitsubishi”, “Pajero” e “Patagonia” As regatas vão continuar até domingo e todos as provas são transmitidas ao vivo através dos links que estão disponíveis no site da classe: http://www.soto40.org. O primeiro sinal de alerta para a corrida de amanhã será às 13h. Vale uma espiadinha como diriam no Big Brother (ou big bother na minha humilde opinião)!

 

(\_~~ (\_ Agenda (\_~~ ~ (\_

** A classe 29er, praticada em massa na Europa e Austrália desde 1998 entre os jovens velejadores, procura percorrer o mesmo rumo no Brasil. A flotilha da classe ainda está em formação no País, mas aos poucos vai ganhando força. Neste final de semana (7 e 8/3) o Yacht Club Santo Amaro (YCSA) recebe pelo menos seis embarcações no Campeonato Paulista de 2015. A Classe 29er Brasil e a Federação de Vela do Estado de São Paulo (Fevesp) também organizam a competição.

** O Iate Clube do Rio de Janeiro realiza, no dia 08 de março de 2015, a Regata Aniversário 95 anos do ICRJ para a Classe Oceano (IRC, ORC e BRA RGS).  

Os barcos elegíveis deverão se inscrever na Secretaria do Evento ou através do e-mail: vela@icrj.com.br ou via fax.: 3223-7214 até as 11h do dia 08/03/2015.  Maiores informações acesse o link: http://www.icrj.com.br/vela/eventos/2015/aniversario_oceano.htm .

Simultaneamente à Regata de Aniversário, no próximo Domingo 08/03, haverá uma regata virtual organizada pela ABVO e pela Realsail. Os competidores da internet poderão competir com os barcos presentes na raia em igualdade de condições. Visite o site realsail.net e veja como participar. Convide seus amigos e corra! No real ou virtual!

Fui!!!

Murillo Novaes

 

Torben Grael e Guilherme Almeida são campeões norte-americanos de Star

Torben e Guilherme, campeões norte-americanos de Star

Torben e Guilherme, campeões norte-americanos de Star

Terminou neste domingo em Oxford, nos Estados Unidos, o Norte-Americano da classe Star. E os brasileiros Torben Grael e Guilherme Almeida colocaram a bandeira do Brasil no lugar mais alto do pódio. O segundo lugar ficou com Thomas Hornos e Josh Revkin, seguidos por Arthur Anosov e David Caesar, ambos dos EUA. No total 41 duplas dos EUA, Argentina, Canadá e Brasil estiveram presentes na competição. Para ver os resultados completos, clique aqui: http://bit.ly/1wt22Hd

Torben Grael sonha em ver sua filha Martine no comando de um VOR

Torben e Joca com o uniforme do Team SCA

Torben e Joca com o uniforme do Team SCA

Torben Grael tem um currículo invejável. Cinco medalhas olímpicas, sendo duas de ouro, pódios em mundiais e um título da Volvo Ocean Race. Sem contar outros tantos. Um dos maiores nomes da vela mundial, o velejador brasileiro esteve em Alicante, na Espanha, para apoiar o Team SCA, equipe 100% feminina que disputará a Volta ao Mundo.

Orgulho do sucesso que a filha Martine Grael faz na classe olímpica 49erFX, o pai Torben Grael acredita que a velejadora poderá um dia ser comandante na Volvo Ocean Race. Convite não faltou. “O pessoal da Suécia botou pressão. A Martine foi até procurada pela equipe SCA para fazer um teste, mas ela está envolvida na campanha olímpica de 49erFX com a Kahena Kunze. Uma coisa poderia atrapalhar a outra. Certamente ela tem qualidade para ser até comandante de um barco, mas em outro momento”.

Martine Grael e Kahena Kunze são líderes do ranking mundial da classe 49erFX e foram indicadas ao prêmio de melhores do ano na modalidade. No mês passado, em Santander, a dupla conquistou o título mundial da categoria, primeiro da história do País entre as mulheres. “As duas formam um time fortíssimo. A temporada delas é excelente. Quem sabe depois da Olimpíada ela dispute uma edição da Volta ao Mundo”, disse o brasileiro Torben Grael, que foi campeão em 2008-09 comandando o Ericsson 4. O barco era de bandeira sueca, mesmo país do Team SCA. “Eu disputei a Volvo Ocean Race de 2008-09 por causa da Martine. Ela adora regatas desse tipo”.

Hoje, Torben Grael está como coordenador técnico da equipe brasileira de vela visando a Rio-2016.

Sobre o Brasil na regata

O Brasil tem um representante na regata. André ‘Bochecha’ Fonseca está no time espanhol do MAPFRE. Ele e Torben Grael estiveram juntos a bordo do Brasil 1, na edição 2005-06. “Para disputar uma Volvo Ocean Race é preciso experiência. O Bochecha, por exemplo, participou de outras duas regatas”

Sobre Itajaí, cidade-sede da América Latina na Volvo Ocean Race, Torben Grael comentou: “A Volvo Ocean Race quase sempre vai para o Brasil. Rio de Janeiro (RJ), São Sebastião (SP) e agora Itajaí (SC) já sediaram etapas. A cidade catarinense fez muito bem o seu papel. A regata dá destaque ao nosso esporte, pois desenvolve a modalidade no País”.

Saudade

Logo na entrada da Vila da Regata, em Alicante, está o barco Brasil 1. Os visitantes podem entrar no modelo de 70 pés e tirar fotos. Certamente chama atenção de todos. O Brasil 1 foi medalha de bronze na edição 2005-06 sobe o comando de Torben Grael. “Ele abanou o rabo pra mim”, brincou Torben Grael.

 

 

Com vídeo: Volvo Ocean Race ressuscita barco Brasil 1, único do País na história da Volta ao Mundo

O Brasil 1

O Brasil 1

Os espanhóis colocaram o primeiro e único barco brasileiro na Volvo Ocean Race num pedestal. O histórico Brasil 1 de Torben Grael, terceiro colocado na regata de 2008-09, virou peça de museu e pode ser visitado na Vila da Regata de Alicante, cidade da largada da Volta ao Mundo. Depois de sofrer avarias e quase ter perda total, a organização do evento resolveu remodelar a embarcação. A saudade do Brasil 1 e o desejo de repetir uma campanha verde e amarela um dia são compartilhadas pelos velejadores. “Eu passei e ele abanou o rabo pra mim”, brincou Torben Grael.

“O barco ficou conhecido na época por ter uma tripulação quase toda nacional e ter sido construído no País. Muita gente torceu pelo nosso time. Agora é bom ver que o Brasil 1 está disponível para o público”.

Torben Grael acredita que os brasileiros envolvidos com o barco nacional tiveram as portas abertas na vela oceânica e principalmente na Volvo Ocean Race. “Espaço tem. O mais complicado é obter a primeira experiência nesse tipo e regata e os brasileiros tiveram. As equipes internacionais são formadas geralmente por indicação ou levando em conta a experiência do velejador”.

Além de Torben Grael, que na edição de 2008-09 foi campeão da Volvo Ocean Race, outros velejadores se destacaram. André ‘Bochecha’ Fonseca, por exemplo, está na disputa atual a bordo do MAPFRE. Joca Signorini correu as últimas três edições e hoje é treinador do Team SCA, equipe 100% feminina.

“Sem o Brasil 1 não estria aqui. Pude correr a Volta ao Mundo e outros eventos de alto nível por causa dele”, disse Joca Signorini. “O barco me traz só boas lembranças e memórias especiais. Na parada de Itajaí, em abril, vamos nos reencontrar e comemorar os 10 anos dessa campanha”.

Para André ‘Bochecha’ Fonseca, está na hora de ter mais um barco brasileiro. “Fico feliz por representar o Brasil mais uma vez, mas sei que para disputar uma Volvo Ocean Race é preciso ter uma experiência passada. Por isso, temos tudo para ter um barco na regata e voltar com força”.

O espanhol Roberto ‘Chuny’ Bermúdez integra atualmente o Abu Dhabi. Entre os estrangeiros, o maior salto foi do norueguês Knut Frostad, que hoje é CEO da Volvo Ocean Race.

O Brasil 1 foi vendido ao Telefónica em 2006 após a 9ª edição. Segundo o próprio Torben Grael, os espanhóis deram ‘um mole’ após um vendaval e o barco sofreu avarias. A embarcação ficou no porto espanhol até a revitalização da Volvo Ocean Race.

Sobre o Brasil 1
Edição: 2005-06
Comandante: Torben Grael (BRA)
Classificação final: 3º lugar
Modelo: Volvo Open 70
Projeto naval: Farr Yacht Design
Tamanho: 21,5 m
Peso total: 14 toneladas
Local de construção: Indaiatuba (SP)
Ano: 2005

http://bit.ly/1xhmJHg

Da assessoria

Mais VOR: Torben e Joca Signorini juntos novamente

 

Lars Grael vence a segunda regata do Mundial de Star

A dupla campeã na foto do nosso correspondente Leo Cunha!

A dupla campeã na foto do nosso correspondente Leo Cunha!

 

Finalmente o vento entrou no Lago di Garda, onde está sendo realizado o Mundial de Star, e os 92 barcos puderam ir para a água no horário marcado e fazer uma regata sem maiores problemas. Lars Grael e Samuel Gonçalves lideraram a prova de ponta a ponta e, num final apertado, venceram os italianos comandados por Diego Negri, apontado pelo próprio Lars como um dos favoritos ao título.

Mas não foram só Lars e Samuca que fizeram bonito. Marcelo Fuchs e Ronald Seifert cruzaram a linha na quarta colocação e Dino Pascolato e Maguila, em nono. Torben e Guilherme de Almeida, em 19º, Bellotti e Tutu em 30º, Admar e Xandi Freitas em 39º, Luiz André e Antonio em 48º, Frederico e Tinha em 77º completam a delegação brasileira.

Brasileiros disputam o Mundial de Star a partir deste domingo     

Competição reunirá em Malcesine, na Itália, grandes nomes da vela mundial

Fred Hoffmann registrou Lars e Samuca na Guanabara

Fred Hoffmann registrou Lars e Samuca na Guanabara

A partir do próximo domingo será disputado em Malcesine, na Itália, o Mundial da classe Star. Em busca do quarto título internacional do ano, Lars Grael e o proeiro Samuel Gonçalves desembarcaram no início da semana na cidade do lago di Garda, onde fazem os últimos ajustes no barco e aproveitam para conhecer a raia. O evento seguirá até o dia 5 de julho e reunirá nada menos que 90 velejadores, entre campeões olímpicos e mundiais, como seu irmão Torben Grael, o francês Xavier Rohart, e o brasileiro Bruno Prada.

“Esta será uma grande competição! Será muito forte no aspecto qualitativo (com vários campeões mundiais na raia e outros favoritos) e quantitativo (com 90 barcos na mesma linha de largada). Começamos a treinar na terça-feira e usaremos um Star Folli emprestado de um italiano, que é quase irmão do Star da mesma marca que possuímos nos EUA”, disse Lars.

Lars Grael chega embalado pela vitória no campeonato Hemisfério Ocidental, conquistado na semana passada no Lago Sunapee, nos Estados Unidos. E apesar de não se colocar como um dos favoritos, o objetivo da dupla é terminar entre os dez melhores colocados.

“Ano passado ficamos em 17º e foi decepcionante. Fui Medalha de Bronze no Mundial de 2009 e 4º colocado no Mundial de 2010 em parceria com Rony Seifert, então este ano, ficar entre os 10, seria uma boa meta”, define ele.

Quando perguntado quem será seu maior adversário, Lars acha difícil apontar apenas um, já que a classe Star é a chamada classe das estrelas, e não é difícil encontrar na água com campeões mundiais e medalhistas olímpicos. “Posso dizer que entre os favoritos, dentre outros, estão o italiano Diego Negri, e os campeões mundiais Torben Grael, o americano bicampeão Mark Reynolds e o francês também bicampeão Xavier Rohart (FRA). Destaque ainda para o Norueguês Eivind Melleby que fará dupla com o tri campeão mundial e medalhista olímpico, o brasileiro Bruno Prada.”

A partir desta quinta-feira os barcos poderão começar a ser medidos. No dia 29 será realizada a regata de abertura, que não conta pontos. Do dia 30 ao dia 5 será realizada uma regata por dia. Caso não seja possível velejar em algum destes dias, os dias 6 e 7 servirão como reserva.

Além de Lars e Samuel, também estarão representando o Brasil os seguintes timoneiros:

Marcelo Bellotti
Torben Grael
Luis André Reis
Dino Pascolato
Marcelo Fuchs
Frederico Viegas
Admar Gonzaga

Lars Grael e Samuel Gonçalves contam com o patrocínio da Light através da a Lei de Incentivo do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Torben Grael lidera o XVII Circuito Oceânico de Niterói

Bicampeão olímpico comanda o Magia V/Energisa em competição na Baía de Guanabara e divide a raia com o sobrinho Nicolas, terceiro lugarna prova

Anna Paula Teixeira registrou a equipe de Torben Grael em ação

Anna Paula Teixeira registrou a equipe de Torben Grael em ação

Sob o comando do velejador Torben Grael, a tripulação do Magia V/Energisa se mantém na liderança geral do XVII Circuito Oceânico de Niterói, que acontece até este domingo (22) na Baía de Guanabara. Após quatro regatas realizadas, a equipe Magia V/Energisa conquistou um quarto, primeiro, segundo e primeiro lugares, respectivamente, soma oito pontos. Em segundo lugar geral na competição está o barco Lucky, do comandante Ralf Rosa, com 14 pontos perdidos.

“Tivemos um regime de vento muito rondado nas regatas e o nível dos competidores está muito alto, o que nos obriga a estarmos sempre atentos em qualquer manobra para não perdermos posição”, comenta Torben.

Outro membro da família Grael também está com chances de subir ao pódio nesta edição do Circuito Oceânico de Niterói. Aos 16 anos, Nicolas, filho de Lars Grael e sobrinho de Torben, está no comando do Stand By Me no terceiro lugar geral da prova e soma também 14 pontos. O Circuito Oceânico de Niterói conta com a participação de cerca de 200 competidores na raia.

Para este domingo, estão previstas duas regatas, com largada às 13h, que definirão o campeão. O XVII Circuito Oceânico de Niterói é organizado pelo Clube Naval Charitas, com a autorização da Confederação Brasileira de Vela (CBVELA) e apoio da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (FEVERJ) e Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO).

Por Mariane Thamsten

Torben Grael participa do XVII Circuito Oceânico de Niterói neste fim de semana

Bicampeão olímpico vai agitar as águas da Baía de Guanabara no comando do Magia V/Energisa

Dono de cinco medalhas olímpicas (duas de ouro, uma de prata e duas de bronze), o velejador Torben Grael confirmou sua participação no Circuito Niterói, que acontecerá durante o feriado prolongado de Corpus Christi, entre os dias 19 e 22 de junho. Torben, que é o técnico-chefe da equipe brasileira de vela dos Jogos 2016 vai comandar o Magia V/Energisa, um barco de 40 pés, considerado um dos mais rápidos da classe Oceano. A expectativa é liderar a competição, que deve reunir mais de 200 competidores na água.

“O barco e a tripulação estão afinados, mas temos que nos manter concentrados para as condições da Baía e também para os demais adversários. Por sermos um barco grande, acabamos pagando para outros competidores na raia. Nosso objetivo é ganhar, mas o foco é nos manter entre os primeiros colocados ao longo da competição”, declarou Torben antes do treino desta quarta-feira.

Recentemente, Torben Grael foi escolhido para ser o velejador a receber – pela primeira vez – o prêmio Magnus Olsson, da Suécia. A homenagem, recém-criada, foi uma iniciativa da família do velejador que dá o nome à honraria, morto em abril de 2013. Magnus Olsson foi um dos maiores nomes da vela da Suécia e competiu contra Torben a regata de volta ao mundo Volvo Ocean Race, em 2009, quando o brasileiro comandava um barco sueco e venceu a prova por antecipação. No mesmo ano, Torben foi eleito o melhor velejador do mundo pela ISAF (órgão máximo da vela internacional).

O XVII Circuito Oceânico de Niterói é organizado pelo Clube Naval Charitas, com a autorização da Confederação Brasileira de Vela (CBVELA) e apoio da Federação de Vela do Estado do Rio de Janeiro (FEVERJ) e Associação Brasileira de Veleiros de Oceano (ABVO). O Circuito tem previsão de realizar sete regatas, sempre com largada às 13h, numa raia a ser montada nas proximidades do Clube Naval. A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 22, no Clube Naval, logo após a realização da última regata.

Por Mariane Thamsten, da Velassessoria

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