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Posts com Tag ‘vela brasil’

De folga da vela, Robert Scheidt tem dia de Fórmula 1 na Inglaterra

Maior atleta olímpico brasileiro visitou a sede da Williams, em Oxford, e encontrou o compatriota Felipe Massa

Scheidt e Massa na Williams

Scheidt e Massa na Williams

São Paulo – Robert Scheidt aproveitou uma rara folga, após o Mundial de Vela da Isaf, na Espanha, para viver uma experiência fora da rotina, nesta quinta-feira (25). O velejador foi a Oxford, na Inglaterra, para visitar a sede da Williams, uma das principais equipes da Formula 1. Recebido pelo compatriota Felipe Massa, piloto da escuderia, Scheidt teve a oportunidade de conhecer de perto os carros que, assim como ele nas águas, estão entre os mais velozes do mundo.

“Conhecer a Williams, uma grande equipe da Formula 1, foi uma oportunidade incrível. Muito interessante ver todos esses carros, tanto os do passado, no museu da escuderia, quanto os do presente. Geralmente nós vemos o produto final, na televisão, e não imaginamos o quanto de trabalho está por trás”, destacou Scheidt, dono de cinco medalhas olímpicas (dois ouros, duas pratas e um bronze) e 14 títulos mundiais, entre as classes Laser e Star na vela.

Acompanhado por Felipe Massa, Scheidt passeou pelas dependências da sede da equipe e ficou impressionado com a tecnologia envolvida. “Pude conhecer o processo de criação dos carros, que é fantástico, e até experimentei o simulador de pilotagem”, conta.

O brasileiro também mostrou que acompanha a Fórmula 1 e torce por Massa nesta temporada. “Sou torcedor dele de muitos anos, e vejo com ótimos olhos a sua entrada na Williams. Acho que o Felipe tem tudo para fazer grandes temporadas”, reforçou Scheidt, patrocinado pelo Banco do Brasil, Rolex e Deloitte, com os apoios de Audi, COB e CBVela.

“Eu conheço o Scheidt desde pequeno. Minha família também tinha casa em Ilhabela e eu sempre o via por lá. Na época ele já era um grande velejador, e eu sempre fui um fã”, lembrou Felipe Massa que ainda brincou: “Quando o Scheidt quiser, é só me chamar que vou dar um passeio de barco com ele para recompensar.”

Time de brasileiro na Volvo Ocean Race tem novo nome

A MAPFRE, gigante de seguros global, será o patrocinador master da equipe espanhola para a Volta ao Mundo. O barco tem o brasileiro André ‘Bochecha’ Fonseca como destaque.

A empresa de seguros, que sempre está presente na vela, confirmou seu apoio ao time de Iker Martínez na sexta-feira (26), justamente uma semana antes do início da Volvo Ocean Race.

A tripulação do MAPFRE é formada principalmente por velejadores espanhóis, mas também possui alguns dos principais atletas internacionais, incluindo André Fonseca, o único brasileiro na Volvo Ocean Race, e o francês Michel Desjoyeaux, apontado como um dos principais velejadores em solitário do planeta.

“Ser o principal patrocinador de uma campanha como esta é uma oportunidade excepcional”, disse o vice-presidente da MAPFRE, Antonio Núñez. “A nossa empresa será representada por uma equipe excelente e bem preparada”.

O anúncio foi feito em Madrid, capital da Espanha. O CEO da campanha, Pedro Campos, comemorou a escolha. “MAPFRE vai representar a Espanha. A empresa apoia a vela por muito tempo e já trabalharam juntos em grandes campanhas. Sem dúvida, vamos fazer o nosso melhor para colocar MAPFRE e a Espanha no lugar mais alto do pódio”.

“Esta é uma grande notícia para a regata! Temos o prazer de ver a MAPFRE na nossa família”, disse Knut Frostad, CEO da Volvo Ocean Race. “Sabemos que a empresa ama a vela e compartilha muitos valores conosco. Será uma equipe muito forte”.

Da assessoria

Martine Grael e Kahena Kunze são ouro no Aquece Rio

Na medal race da Finn, Jorginho Zarif quebrou e fechou o evento na quarta colocação

Fred Hoffmann registrou as campeãs com o team leader Torben Grael

Fred Hoffmann registrou as campeãs com o team leader Torben Grael

O segundo dia de medal races do Aquece Rio International Regatta foi mais do que positivo para o Brasil. A dupla líder do ranking mundial Martine Grael e Kahena Kunze somou oito pontos nas duas medal races da classe 49er FX e venceu a competição com seis pontos de vantagem sobre as neozelandesas Alex Maloney e Molly Meech, segundas colocadas.

“Hoje foi difícil porque as regatas estavam perto da areia e o vento tava rondado o tempo todo. Principalmente essa última regata, que foi de recuperação para gente. É sempre bom ganhar em casa, com a família e todos os amigos torcendo. Eu adoro! Mas a classe é muito nova, tá evoluindo a cada competição e até a Olimpíada muita coisa pode mudar”, contou Martine Grael.

Quem também venceu foram as meninas do 470 Renata Decnop e Isabel Swan. A classe esperou o vento por mais de três horas e no final conseguiu fazer apenas uma das três regatas programadas para o dia, fechando a fase classificatória com sete regatas. “Foi um dia longo já que o vento demorou a chegar na raia da Ponte. Quando entrou, nós conseguimos velejar bem e montamos a primeira boia já em primeiro e administramos até o final”, disse Isabel.

Já Robert Scheidt venceu a primeira regata do dia e foi 7º na segunda, assumindo a terceira colocação geral da Laser. Ele chega na medal race neste sábado ainda na briga pelo ouro.

Na Finn, que chegou ao final nesta sexta-feira, a medalha de bronze escapou por pouco das mãos de Jorge Zarif. O jovem talento quebrou a cana de leme quando estava na segunda colocação na medal race e finalizou o evento no quarto lugar.

Na 49er, Marco Grael e Gabriel Borges somaram oito, nove e sete nas medal races e finalizaram sua participação no evento na nona colocação geral.

Os resultados completos podem ser vistos no site http://www.aquecerio.com.

Para este sábado estão programadas as medal races das classes 470 masculino e feminino, Laser Radial e Laser Standard. As largadas estão previstas para as 13h. Novamente as raias serão montadas próximas à praia do Flamengo.

Os atletas brasileiros disputam o Aquece Rio International Regatta com o apoio da Confederação Brasileira de Vela e do COB. A CBVela tem o patrocínio do Bradesco e apoio da Slam.

 

Brasil encerra participação no Aquece Rio com oito barcos entre os dez melhores

Time canarinho foi o quarto colocado no ranking geral de países

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Terminou neste sábado na Marina da Glória o Aquece Rio International Sailing Regatta, primeiro evento teste para as Olimpíadas Rio 2016. Foram sete dias de competições para as dez classes olímpicas. O Brasil obteve bons resultados, com sete barcos entre os top 10. O melhor resultado foi de Martine Grael e Kahena Kunze na classe 49er FX. A dupla líder do ranking mundial subiu mais uma vez no lugar mais alto do pódio.

Neste sábado foram realizadas as últimas medal races, das classes Laser Radial, Laser Standard, 470 masculino e feminino. O Brasil esteve na água com Robert Scheidt, na Standard, e com Renata Decnop e Isabel Swan e Fernanda Oliveira e Ana Barbachan na 470.

O dia começou com uma garoa fina e sem vento Os velejadores chegaram a esperar mais de uma hora antes de irem para a água, quando finalmente o vento entrou, bastante fraco.

A primeira medal race do dia foi a do Laser Standard. Robert Scheidt começou bem, porém foi penalizado e acabou a regata na oitava colocação. O resultado o deixou em quarto lugar, a 3,2 pontos do terceiro. O campeão do Aquece Rio foi o australiano Tom Burton.

“Pra mim foi um campeonato de altos e baixos, os primeiros dias foram um pouco irregulares, depois consegui melhorar. Hoje eu tive um bom início de prova, mas cometi um erro grande no primeiro popa que me colocou em uma situação bem difícil na regata. Eu consegui me recuperar, mas acabei na quarta colocação geral. Fiquei um pouco decepcionado, mas tiro boas lições da competição”, disse Robert.

Na medal race de 470, o Brasil esteve representado por duas duplas: Renata Decnop/Isabel Swan e Fernanda Oliveira/Ana Barbachan. Com ventinho bastante fraco, as gaúchas Fernanda e Ana acabaram na segunda colocação, enquanto Renata e Isabel foram penalizadas na largada e acabaram em oitavo.

O Brasil não teve representantes nas medal races de Laser Radial e 470 masculino.

CBVela anuncia critério de seleção para equipe olímpica – Após as premiações das regatas do dia, a CBVela promoveu uma coletiva de imprensa para apresentar os critérios de seleção da equipe que vai disputar os Jogos do Rio 2016.

Os 15 atletas, das dez classes olímpicas, entrarão no time por indicação do Conselho Técnico da Vela – CTV. Todos os velejadores que estão em campanha olímpica estão sendo avaliados desde janeiro, quando foi realizada em Niterói a Copa Brasil de Vela. Serão considerados os principais campeonatos nacionais e internacionais, incluindo etapas da Copa do Mundo, os Mundiais das classes, a Copa Brasil de Vela e o Evento Teste.

“Esta foi uma semana excelente, de ótimos resultados, de união e formação da equipe. Certamente foi mais um passo rumo à 2016”, disse Marco Aurélio de Sá Ribeiro, presidente da CBVela.

Resultado final da equipe brasileira:

FX
1. Martine Grael e Kahena Kunze, 18 pontos perdidos *
10. Juliana Senfft e Gabriela Nicolino, 62 pp *

49er
9. Marco Grael e Gabriel Borges, 72 pp *
14. Dante Bianchi e Thomas Lowbeer, 72 pp

Laser
4. Robert Scheidt, 51 pp
12. Bruno Fontes, 68 pp

Radial
19. Maria Cristina Boabaid, 113 pp
24. Fernanda Decnop, 133 pp

Finn
4. Jorge Zarif, 63 pp *
17. Bruno Prada, 130 pp

RS:X M
6. Ricardo Santos, 67 pp *
20. Albert Carvalho, 124pp

RS:X W

7. Patricia Freitas, 61 pp *
19. Bruna Martinelli, 125 pp

470 W
5. Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, 41 pp
6. Renata Decnop e Isabel Swan, 48 pp

470 M
14. Henrique Haddad e Bruno Bethlem, 73 pp
20. Geison Mendes e Gustavo Thiessen, 94 pp

Nacra
13. Samuel Albrecht e Geórgia Rodrigues, 76 pp
16. Clinio de Freitas e Claudia Swan, 100 pp

* Os nomes marcados com * disputaram a medal race, regata em que participam apenas os dez primeiros e que tem pontuação dobrada.

Os atletas brasileiros disputaram o Aquece Rio International Regatta com o apoio da Confederação Brasileira de Vela e do COB. A CBVela tem o patrocínio do Bradesco e apoio da Slam.

 

Disputa entre Puma e Telefónica será acirrada na chegada a Itajaí

Previsão é que Puma vença a perna mais longa da Regata de Volta ao Mundo. Telefónica deve chegar logo atrás e curtir a festa que será realizada na parada

Itajaí (SC) – Depois de quase 20 dias de travessia desde Auckland (Nova Zelândia), Puma e Telefónica chegarão a Itajaí na tarde desta sexta-feira (6), completando assim a quinta perna da Volvo Ocean Race. O percurso de 6.705 milhas náuticas é o mais longo e desgastante da Regata de Volta ao Mundo. Os barcos, que já estão em águas brasileiras, virão de Balneário de Camboriú, passarão pelo Farol do Mole e entrarão no Rio Itajaí, antes de parar na Vila da Regata. A flotilha será recebida por 20 embarcações, da Marinha do Brasil, organização e espectadores.

A previsão é de ventos na direção sudoeste (10 a 13 nós) e temperatura na casa do 25 graus para o período. As equipes de terra já definiram a logística para receber as equipes e iniciar a reparação das embarcações. Já os velejadores contam as horas para poder rever a família e descansar.

A chegada desta sexta-feira promete ser emocionante, já que o Puma se defenderá da última tentativa do Telefónica de ultrapassar os norte-americanos. A última parcial, no entanto, no final da tarde desta quinta-feira, é favorável ao barco vermelho e preto, que está a 230 milhas de Itajaí, e apenas 18 milhas à frente do adversário. Os espanhóis estão mais a leste e ainda sonham em vencer e ampliar a vantagem na liderança da Volvo Ocean Race.

“Evidentemente que é difícil pegar o Puma, mas vamos tentar. No final da etapa, na chegada a Itajaí, certamente terá pouco vento e será um ponto chave para ‘caçar’ os norte-americanos. A esperança é a última que morre”, relata Pablo Arrarte, tripulante do Telefónica.

Joca Signorini, chefe de turno do Teléfonica, e único velejador brasileiro desta edição, não vê a hora de desembarcar em Itajaí. “Chegar ao Brasil e, principalmente a Itajaí, é uma emoção muito grande. Estamos na perna mais longa e desgastante da Volvo Ocean Race. Foram muitos desafios e a nossa rotina é intensa. Esperamos ainda vencer, mas só de voltar ao País é extremamente gratificante,” garante. Joca ficará apenas um dia na cidade catarinense. Ele embarca para Estocolmo (Suécia) neste sábado (7) para visitar sua filha Sandra, que nasceu em fevereiro.

O tripulante de mídia do Puma, Amory Ross, confirma que os norte-americanos se sentem ‘preocupados’ com a investida dos espanhóis. “O Telefónica é uma ameaça real para a nossa vitória. Eles aproveitam o lado leste e avançam. A chegada será extremamente apertada. Não há nenhuma maneira de impedir a chegada deles. A recuperação é incrível. Mas, estamos em primeiro e vamos com toda velocidade que podemos, pois merecemos a vitória.”

A Vila da Regata já recebe visitantes que experimentam a realidade da maior competição náutica do planeta. Cinema 3D, simuladores e atividades náuticas marcam a parada. Nesta quarta-feira (5), no primeiro dia de visitação, mais de 5 mil pessoas conferiram as atrações do local. A programação continua até o dia 22, com regatas, shows, feira náutica, palestras e ações de sustentabilidade.

Reparos no Groupama – O francês Groupama está parado em Punta Del Este, no Uruguai, reparando o barco antes de voltar à perna e somar os pontos para a classificação geral. Se terminar em terceiro, os europeus ganharão mais 20 pontos. A equipe verde faz a chamada mastreação de fortuna para seguir na regata e chegar em Itajaí entre segunda (9) e terça-feira (10). Porém, a velejada será mais lenta. O time conta com a ajuda do brasileiro Ricardo Ermel, experiente velejador que participou do projeto Brasil 1 na Volvo Ocean Race 2005/2006. O especialista apoiará a área de logística na instalação do novo mastro de 32 metros.

“Vamos aguardar a chegada do barco para fazer um pente fino. O trabalho precisa ser ágil e eficaz, já que o Groupama briga pelo título e quer somar pontos importantes na Regata de Porto”, relata Ermel. O brasileiro conta que o mastro será transportado de São Paulo pela BR-101 e terá de ser escoltado por batedores da Polícia Federal. Uma situação parecida ocorreu com o Brasil 1 em 2005, na perna entre Cidade do Cabo (África do Sul) e Melbourne (Austrália). O barco nacional foi transportado de caminhão da costa oste até a costa leste da Austrália, após a quebra do mastro.

O transporte do Abu Dhabi – O Abu Dhabi está na costa do Chile a bordo de um navio cargueiro a caminho de Itajaí. O veleiro teve problemas técnicos pela segunda vez consecutiva na perna e agora depende do auxilio do transporte para chegar à cidade catarinense antes da Regata do Porto, marcada para o dia 21. A previsão é de que o navio atraque no Porto de Itajaí no dia 16. Os tripulantes do barco árabe estão a caminho do Brasil por avião. Parte do time liderado pelo britânico Ian Walker chegará ao sul do País no sábado.

As chances do Camper – O time chegou na cidade chilena de Puerto Montt para fazer os reparos no casco e voltar a tempo de correr a Regata do Porto em Itajaí. “O progresso agora é excepcional,” disse o chefe da equipe de terra, Neil Cox. “Tivemos que reformar parte do veleiro e o objetivo é juntar o quebra-cabeças e seguir viagem até Itajaí”. O problema ocorreu no dia 25 de março e afetou a proa.

Sobre as seguidas quebras nesta perna, o CEO da Volvo Ocean Race, Knut Frostad, prometeu tomar providências para evitar que os problemas voltem a se repetir neste ano ou nas próximas edições. “É muito cedo para constatar o que realmente ocorreu. Estamos preocupados em ver tantos incidentes durante as travessias e nosso próximo passo é conversar com comandantes, engenheiros e projetistas”.

Da ZDL de Comunicação

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